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00:00Uma derrota é sempre um resultado negativo, mas aqui no caso temos que entendê-la como a primeira parte de
00:06uma eliminatória.
00:07Isso não transforma o resultado em algo positivo, não é positivo, é negativo, mas está no intervalo.
00:12É uma eliminatória com dois jogos e, portanto, partimos para o segundo jogo com a convicção de querer passar na
00:19eliminatória.
00:19A convicção que entramos aqui é a mesma que levamos para o segundo jogo.
00:22Muitas coisas positivas, muitos destaques individuais de jogadores que já não jogaram há algum tempo e que jogavam há algum
00:28tempo,
00:30e que tiveram um grande espírito, atitude, capacidade, discernimento de seguir aquilo que era o plano que nós trazíamos para
00:35o jogo.
00:37A capacidade da equipa a se manter equilibrada e com calma.
00:40Sabíamos que o jogo ia ser muito difícil, por tudo aquilo que já referiu, pelas características do local onde nós
00:46estamos.
00:47E sabíamos que haviam períodos críticos, os primeiros 10, 15 minutos do jogo, por muito que se fala, por muito
00:53que se avise,
00:53havia muita gente na nossa equipa que não sabia o que era e que no aquecimento, enfim, já estavam a
01:00fazer algum comentário
01:01da trajetória da bola, da questão física, obviamente, e, portanto, os primeiros 10 minutos sabíamos que era um período crítico
01:06e sofremos logo um gol nesses cruzamentos, que sabemos que é uma coisa que as equipas aqui fazem muito,
01:11é explorar muito o jogo exterior e cruzamento, remate de longe, as segundas bolas,
01:17mas a equipa teve uma reação muito boa, não fugiu do plano, conseguiu explorar, conseguiu jogar,
01:22conseguiu chegar ao meio campo do adversário, conseguiu criar muitas situações de golo que não convertemos,
01:26o adversário também criou, é verdade, e, portanto, tudo isso é positivo, obviamente.
01:31Relativamente à questão dos médios que falou, dos volantes, a ideia para este jogo passava por nós conseguirmos defender
01:37com mais amplitude da nossa linha defensiva, nós não jogámos com uma linha de 5, mas a nossa estrutura tinha
01:44um 4 mais 1,
01:45mais 4, mais 1, que no momento em que o adversário nos conseguisse afundar, em termos de jogo, à profundidade
01:51por fora,
01:52ao nosso lateral poder sair no extremo, no ponto, ou em alguém que recebesse por fora, nós não ficámos desprotegidos.
02:01E para isso queríamos um jogador que entrasse na linha nesse momento, esse jogador era o Pérez.
02:04Então, sempre que a nossa equipa era afundada por fora, a ideia era que o Pérez entrasse na linha,
02:08que ganhássemos mais amplitude e que se um dos zagueiros tivesse que fazer cobertura, ainda tínhamos 2.
02:14A partir do momento em que o jogo andava para trás, ou que nós recuperávamos bola, não nos queríamos desfazer
02:18logo,
02:199 dessa linha de 5, porque sabemos que o jogo aqui tem uma característica que é, parte muito, isto é,
02:25ataque, contra-ataque, ataque, contra-ataque, contra-ataque, contra-ataque.
02:28Então, essa tomada de decisão por jogar contra os lados partiu muito por isso,
02:33de termos um médio que no nosso momento defensivo pudesse dar amplitude à linha defensiva.
02:38Sendo que os outros dois iam ser jogadores que andavam muito, como uma expressão que vocês utilizam,
02:43é carimbar, aparecer para tocar de frente, aparecer para tocar de frente, aparecer para tocar de frente,
02:47não tanto para girar. E a partir do momento que fizéssemos isso uma, duas, três vezes,
02:51descobrir o nosso ponta, que jogava mais por dentro, na primeira parte do TT,
02:56na segunda a tentativa de fazer isso com o MEC, e podemos progredir.
02:59Conseguimos, em muitas situações, fazê-lo.
03:02Também sofremos muito com o jogo, com a fadiga, no intervalo, enfim,
03:07alguns jogadores já estavam mesmo muito, muito, muito cansados.
03:10E tivemos que fazer essa gestão. Estou muito orgulhoso com aquilo que a equipa fez.
03:15Não estamos nada satisfeitos com o resultado, mas, como eu disse,
03:18estamos num intervalo de uma eliminatória que nós queremos conquistar aí em Porto Alegre.
03:23Vitor, aqui, Matheus Trindade, RBS.
03:26Ficou uma percepção, claro que a gente sempre fala dessa questão da altitude,
03:29dessa dificuldade, mas não sei se tem essa mesma percepção,
03:32que poderia ter sido um resultado melhor pelas chances criadas,
03:36no final do primeiro tempo teve a bola na trave,
03:38teve uma chance com o enamorado também na segunda etapa.
03:41poderia ter sido um resultado melhor, mas também poderia ter sido um resultado pior também,
03:45por aquilo que o Bolívar criou, principalmente no segundo tempo, pelo cansaço.
03:48Como é que fica essa percepção?
03:50E até o planejamento para o jogo da volta, né, de alterações na equipe,
03:53enfim, o que pode ser feito pensando no duelo na arena, né, e aí no livro do Maras.
03:57Claro que fica sempre essa sensação, quando criamos oportunidades como nós criámos,
04:04a sensação de que se tivéssemos feito o terceiro e passássemos para a frente,
04:07o resultado devia ter sido diferente, mas isso não sejam, são muitos sejam.
04:11É verdade que o adversário também teve muitas ocasiões,
04:13nós tivemos a oportunidade de observar, obviamente, muitos jogos deles,
04:17e eles fizeram os jogos, inclusive, na fase de grupos da Libertadores,
04:19que não foram aqui, pelo menos um deles não foi aqui,
04:23e o jogo é diferente, tem características diferentes e nós sabíamos,
04:27como eu já disse, a trajetória da bola, a recepção, o contacto,
04:30a própria adaptação estratégica, digamos assim,
04:33de pedirmos muito aos nossos médios para serem muito mais de primeiro toque
04:36e nem sequer tentarem controlar, jogar de frente,
04:39para atrair algum jogador deles e depois podermos explorar as costas,
04:43teve a ver com aquilo que foi a construção do prático para este jogo.
04:46O jogo na arena será diferente e requer uma abordagem estratégica específica para o jogo,
04:52mas, sem grandes mudanças, as equipas não conseguem mudar em termos de princípios de identidade,
04:58obviamente, nós andamos sempre à procura de ser melhores,
05:00mas, como eu disse, muita gente que ainda não tinha,
05:03ou que há algum tempo não jogava, jogou,
05:06depois de um resultado difícil para nós, de uma exibição também difícil para nós,
05:10viemos, lutamos, cumprimos o plano, a mensagem foi muito clara,
05:14temos um plano muito específico para este jogo
05:15e não podemos entrar na ansiedade de o perder só porque o adversário,
05:19porque sabíamos que eles iam ter bola, que eles iam ter contra-ataques,
05:22que íamos ficar muito cansados nos últimos 15 minutos,
05:25sabíamos que íamos sofrer.
05:27Sofremos, perdemos, não estamos satisfeitos com o resultado,
05:29mas, como eu já disse e para reforçar,
05:32estamos apenas no intervalo de uma eliminatória que nós queremos conquistar,
05:37com a abordagem estratégica que será diferente, obviamente,
05:40mas, muito honestamente, ainda nem...
05:42agora é começar já a pensar no avião e na autocarne,
05:45aquilo que é o jogo brasileiro daqui a dois dias,
05:47e depois pensaremos nesse.
05:49Aí está.
05:52Boa noite, professor.
05:53Um saludo desde Bolívia e também,
05:55Samuel, Operativo Esporte.
05:56Como manejou todo o grupo o trabalho na altura
05:59e como vai manejar o que vai ser o partido de volta ante Bolívar?
06:03Como nós organizamos, nós tentamos, como já disse,
06:08tentamos chegar o mais perto possível da hora do jogo.
06:11Eu próprio, pela sensação e a experiência que tenho já ter estado em altitudes mais baixas,
06:16passa sempre muito mal, não reage muito bem nas primeiras horas.
06:21Alguns jogadores já tinham jogado, outros nunca tinham jogado,
06:24e como eu disse, a primeira vez que eu fui à altitude,
06:28eu ouvia histórias e os colegas falavam que ia ser difícil por este motivo,
06:32por motivo A, por motivo B,
06:34mas, quando eu cheguei, eu percebi que uma coisa é aquilo que nos diz,
06:37outra coisa é aquilo que nós sentimos.
06:38É muito difícil, em termos físicos,
06:42uns jogadores, obviamente, que se sentem mais do que outros,
06:44e, portanto, é sempre um pouco...
06:45Mesmo a questão das substituições,
06:48não é que exista...
06:50Nunca existe um plano estabelecido de substituições.
07:00E montar a estratégia para este jogo em função daquilo que eu já disse que era,
07:05defensivamente, termos mais amplitude com o médio que pudesse estar no meio da nossa linha defensiva,
07:09ou, ofensivamente, termos esse time para ele subir,
07:12mas ter sempre uma parceria muito próxima com os dois zagueiros,
07:15e, depois, termos muitas jogadas, digamos assim, solo, podemos sair e atacar no corredor,
07:19com envolvimento lateral, ponta, centroavante, como aconteceu na primeira parte, mais pela direita,
07:24porque o Inamorado é um jogador mais de profundidade e o TT é um jogador mais de bola no pé,
07:28então tivemos essa simetria no corredor.
07:29Na segunda parte, tentámos fazer isso com as peças que tínhamos disponíveis,
07:33com o MEC a fazer o papel do TT, mas no corredor esquerdo,
07:36e com o Monsalve a fazer o papel de maior profundidade.
07:40É difícil para eles, também ingrato, porque entrou numa fase em que o jogo parte,
07:44em que o adversário quer fazer o resultado, obviamente quer aumentar o resultado,
07:48e, como eu disse, o jogo da Arena, não posso falar muito sobre ele em termos estratégicos,
07:52porque cada jogo é um fato feito à medida do ponto de vista tático dos jogadores que nós temos disponíveis,
07:59felizmente teremos mais alguns disponíveis, espero eu, e é isso.
08:04Vitor, aqui, boa noite, Eduardo Picão, da Bajé TV.
08:07Você falou, um jogo muito atípico, muito diferente,
08:10e que normalmente, times brasileiros e de outros lugares, quando vêm jogar aqui,
08:14optam por uma estratégia de ter um jogo com menos gols,
08:16tentar se fechar o máximo possível.
08:18O jogo hoje foi muito aberto.
08:20A estratégia era justamente essa, ter um jogo aberto,
08:22onde o Grêmio criou muito, sofreu muito também,
08:24mas criou, inclusive, para poder ganhar o jogo.
08:26Essa era a estratégia, e dentro desse cenário de um jogo,
08:29onde o Grêmio, num contexto muito diferente, conseguiu ir bem,
08:33isso pode dar alguma resposta para o jogo já de domingo?
08:38Pode repetir a segunda parte da questão?
08:40O jogo de hoje, ele pode dar alguma resposta,
08:43tanto em ideia, quanto em peças, já para o jogo de domingo?
08:46Ou pelo contexto, não tem relação nenhuma?
08:49Não, tem sempre relação.
08:50Tudo o que nós fazemos condiciona o dia, o após, o jogo,
08:54é um cumulativo de coisas que acontecem,
08:57em princípio, os jogadores, amanhã o departamento médico
09:00irá falar connosco, não sei se vai estar toda a gente apta,
09:03os jogadores que ficaram em Porto Alegre,
09:06portanto, é trabalhar em cima daquilo que nós temos,
09:10e vamos sempre a alguma coisa do jogo.
09:12Quando falamos do jogo, às vezes,
09:14pela análise que se faz,
09:15é exterior àquilo que é o jogo,
09:17e vê-se um jogo mais aberto,
09:18ou vê-se um bloco mais baixo,
09:19e nós assumimos determinadas conclusões,
09:22que são nossas, são a nossa opinião,
09:23dizer, ah, esta equipa jogou com um bloco mais baixo,
09:26esteve a estratégia de não sofrer gols,
09:27não sabemos se foi assim.
09:28Estamos a ver algo pelo exterior de uma equipa que ficou baixa,
09:31por vezes, porque foi estratégia,
09:33e algumas vezes não, porque simplesmente não conseguiu ficar alto.
09:37Raramente falamos do mérito que o adversário tem,
09:40e há realmente equipas que conseguem empurrar,
09:42afundar o adversário.
09:43A nossa ideia era não ter um jogo mais aberto,
09:45mas era ter um jogo que nos permitisse ter bola.
09:48Porque o que nós queríamos combater um pouco
09:51era que os jogadores me tessem na cabeça essa ideia de
09:53temos que ficar sem bola,
09:55temos que nos defender para sofrer o mínimo.
09:57É um tipo de atitude com a qual eu sinceramente e honestamente
10:00não concordo, acho que tem uma probabilidade maior
10:02de dar mau resultado.
10:03Vamos nos defender mais.
10:04Claro que temos que nos defender.
10:06Eu já disse que, estrategicamente,
10:08nós optámos por dar mais amplitude à linha,
10:09porque um problema que acontecia,
10:12e no lance do primeiro ou do segundo golo acontece,
10:14o Pavão, por exemplo, é traído um pouquinho à frente,
10:16e esse pequeno deslize da nossa linha defensiva
10:19fez com que a bola entrasse,
10:20já não tivemos tempo de saltar fora, cruzamento e golo.
10:25Portanto, a estratégia não era ter um jogo aberto,
10:27mas era um jogo que nos permitisse criar oportunidades.
10:30Olhar para a baliza do adversário,
10:32defendendo a nossa equipa de uma forma ligeiramente diferente,
10:35com as pontas bem por dentro e com uma linha de 5,
10:37quando a equipa estava baixa.
10:38No momento intermédio era um 4-1, 4-1,
10:40para podermos ter operas entre linhas.
10:42E o Martin, com as características que ele tem de ponta,
10:45não tanto à profundidade, mas poder jogar,
10:47como ele fez e muito mais na primeira parte,
10:50também para a questão da fadiga.
10:52Como eu já disse, podemos ter esses momentos solo de profundidade,
10:55dois, três jogadores a carimbar a jogar de frente
10:57na nossa construção a três,
10:58a bola entrar fora e a partir de associar Martin e namorado,
11:02e um médio, por exemplo, Ilha ou Dodd,
11:04e à direita igual.
11:05E ficarmos com bola no meio campo do adversário,
11:07porque eu acho que o erro que se comete muitas vezes aqui
11:09é abdicar de ter bola,
11:09e depois a fadiga em cima do golo sofrido,
11:12em cima de fadiga, em cima de mais um golo sofrido,
11:15tira o discernimento e o plano vai por água abaixo.
11:18A mensagem que eu passei aos jogadores
11:20e que eu passo sempre aos jogadores,
11:21nós temos sempre um plano para o jogo,
11:23mas o jogo tem vários planos para nós que nós não conhecemos.
11:26Portanto, por isso eu saí daqui muito orgulhoso
11:29com a atitude e o comportamento da equipa,
11:31não satisfeitos com o resultado, obviamente,
11:33mas porque nós levámos um plano para o jogo,
11:35houve coisas que foram acontecendo,
11:36eles ajustaram e muito bem,
11:38e, enfim, não conseguimos um resultado positivo,
11:40mas saímos daqui com uma grande atitude.
11:43Enfim, como eu já disse,
11:44é apenas a primeira parte do meu eliminatório,
11:46nós queremos muito ganhar,
11:47com uma abordagem diferente na arena, seguramente,
11:50e eles também, com uma abordagem diferente,
11:52como foi, por exemplo, no Libertadores,
11:55os dois jogos, por exemplo, que eu assisti,
11:56o jogo deles aqui com o Fluminense,
11:57em que eles ganharam 2-0,
11:59teve determinadas características,
12:01e o jogo lá no Rio teve outras características
12:03completamente diferentes.
12:04Portanto, vai ser isso.
12:07como eu já disse,
12:08levaremos coisas daqui já para o próximo jogo,
12:10seguramente,
12:11isso é uma coisa que fazemos sempre,
12:12tudo o que é positivo,
12:13ao nível de princípios macro do jogo,
12:15da organização,
12:15coisas mais micro,
12:17de setores,
12:18claro, transportamos para o próximo jogo,
12:19mas a abordagem não pode ser a mesma,
12:21porque é um jogo diferente,
12:22um adversário diferente,
12:24enfim,
12:25seguiremos a nossa caminhada.
12:27professor César Fabris,
12:29Rádio Imortal,
12:30queria que o senhor falasse como é que,
12:32como funcionou a comunicação com o Scasson,
12:34que não estava aqui por questões médicas,
12:36e também a questão do Bright White,
12:39claro que o senhor falou até durante a coletiva,
12:41que cada jogador,
12:41cada pessoa,
12:42tem uma reação diferente,
12:43nós aqui da imprensa,
12:44cada um teve uma reação aqui,
12:46quando eu chego em La Paz,
12:47e o Bright White me pareceu muito cansado,
12:50durante a partida,
12:51até no primeiro tempo,
12:52e foi substituído no final,
12:54praticamente,
12:54da partida,
12:55foi só uma impressão nossa,
12:56aqui de fora,
12:57o que aconteceu,
12:58que não tirou ele,
12:59até o TT,
13:00que estava bem,
13:00foi substituído primeiro,
13:01do que ele,
13:02pelo menos analisando,
13:04estava melhor fisicamente.
13:07Isso é uma conclusão que retira,
13:08que estava melhor fisicamente,
13:09mas como eu disse,
13:10por vezes temos dados,
13:11que destrói aquilo que é a observação exterior,
13:15digamos assim.
13:17A pergunta relativamente ao Martin é,
13:19acha que ele estaria cansado,
13:20já na primeira parte.
13:22É isso?
13:23Dos 30 até os 45?
13:25Não, é assim,
13:26como eu já falei,
13:27o plano estratégico do jogo,
13:30necessitava,
13:31em termos de organização,
13:32dos comportamentos do Martin,
13:34muito mais de aproximação,
13:35tanto ao corredor esquerdo,
13:36direito,
13:36como quase um quarto médio,
13:37um camisa 10,
13:39digamos assim,
13:39em alguns momentos,
13:40para poder ele atrair os jogadores,
13:42para dentro do terreno,
13:44e podemos lançar por fora,
13:45as nossas pontas,
13:46muito mais o enamorado à profundidade,
13:48e muito mais o TT vir por dentro,
13:50para ele procurar o enamorado à profundidade.
13:54Foi diga, sim,
13:55mas falámos com todos os jogadores ao intervalo,
13:56todos eles estavam cansados,
13:58mas nenhum com algum sinal que nos fizesse trocar.
14:02As primeiras trocas foram das pontas,
14:05e eu vou explicar porquê.
14:06Como eu já expliquei,
14:06no momento defensivo,
14:08e nós sabíamos que íamos estar muitas vezes a defender aqui,
14:10como aliás,
14:10todas as equipas estão,
14:13principalmente aquelas que não estão adaptadas à altitude,
14:16e a amplitude da linha defensiva,
14:19precisava de uma linha de 4 à frente.
14:21Essa linha de 4,
14:22eram os dois médios,
14:24dois volantes,
14:26e os dois pontas bem por dentro.
14:28Porquê é que os dois pontas estariam bem por dentro?
14:30Para no momento em que a bola entrasse fora,
14:32à frente da linha do ponta,
14:33não ser o lateral a saltar.
14:35Como eu já falei no primeiro lance,
14:37há uma hesitação,
14:38ali o pavão salta é a por espaço.
14:40Então o que é que nós queremos?
14:41Que o ponta estivesse perto,
14:42para nas bolas que estão na minha diagonal,
14:44ser eu a saltar a pressionar.
14:45Certo?
14:46E para fazer isto,
14:47andar a atacar,
14:48voltar para a linha de 4,
14:49andar a atacar,
14:50voltar para a linha de 4,
14:51e continuar a pressionar o jogador que está a nele,
14:53e o guinhal dele,
14:53é preciso ter muita disponibilidade física.
14:56E portanto nós trocámos os pontas,
14:58porque nós precisámos de energia nessa segunda linha de 4,
15:01e capacidade de sair.
15:02O que fizemos foi inverter,
15:04essa nuance estratégica.
15:05Na primeira parte,
15:06à direita,
15:07o TT com mais liberdade por vir para dentro,
15:08e o enamorado à profundidade,
15:10e na segunda parte,
15:12nenhum dos jogadores,
15:13é um ponta, digamos assim,
15:14é um jogador que temos disponíveis,
15:16é o que é o futebol,
15:17mas o MEC muito mais a fazer o papel
15:19de tentar ele vir para dentro,
15:20e a partir daí atacar a profundidade,
15:21e o Monsalve,
15:23a cumprir essa missão de ficar mais largo,
15:25baixar e de poderem ajudar os laterais a sair.
15:28Porquê é que precisamos também
15:29de mais profundidade à direita na segunda parte?
15:30Porque o Pavão pelas suas características,
15:32traz muitas coisas ofensivas,
15:34muitas saídas para o ataque,
15:36e então precisávamos de um jogador
15:37que também tivesse essa capacidade,
15:38essa frescura de ser mais vertical.
15:40Daí termos,
15:41nesse lado,
15:41um jogador mais torcedor,
15:42ou que tivesse mais capacidade
15:44de fazer esse movimento vertical.
15:46Foi isso,
15:47a partir do momento em que
15:48essas duas substituições aconteceram,
15:50começámos a sondar,
15:51falar com os jogadores,
15:52perceber os dados que tínhamos
15:53do intervalo,
15:56trabalhar em equipa
15:56para tomar decisões,
15:58mas estrategicamente definimos
15:59que a partir daí
16:00as substituições também tinham
16:01muito a ver com aquilo
16:02que vem de dentro do campo.
16:03Não irmos na ansiedade
16:04de estamos a perder
16:05e temos que fazer já o golo,
16:07ou...
16:07Não.
16:08Sabíamos que o jogo ia ser difícil,
16:09daí quando íamos procurar
16:10fazer o golo na mesa,
16:11não jogámos para perder,
16:12como é óbvio,
16:13mas não podíamos perder a cabeça,
16:15digamos assim.
16:16Então fomos esperando
16:17para ver o que é que o jogo nos dava
16:18e se alguém, entre aspas,
16:19ia caindo.
16:20Isso foi acontecendo,
16:20há um jogador que pede para sair aqui,
16:22outro que pede para sair ali
16:23porque fica esgotado,
16:24às vezes o próprio jogador
16:26na altitude não tem noção
16:27e de um momento para o outro
16:27a percepção
16:29e se falarem com algum deles
16:30vão-vos dizer
16:31é que do nada
16:32eu parece que morri,
16:34então eu fiquei muito mais
16:35à espera para ver
16:35o que é que o jogo
16:36nos dava a nós
16:37do que estar a fazer
16:38trocas aleatórias
16:39porque houve jogadores
16:40que como eu já disse
16:41que não jogavam há algum tempo
16:42e cumpriram muito bem o plano,
16:43foram ficando mais tempo,
16:44o Vilha vem de uma lesão,
16:46ainda não está a 100%,
16:48decidimos tirá-lo
16:49porque a fadiga
16:50já tínhamos combinado com ele
16:51que enfim,
16:52que ia fazer mais de alguns minutos
16:54e quando chegou a altura
16:55de trocarmos o centro-avante
16:58foi uma questão estratégica
16:59mas uma questão de gestão
17:00do grupo também
17:00porque já não tínhamos
17:01muitas substituições
17:02então não quisemos fazer uma
17:03e depois o lateral
17:05tem que sair
17:05ou o Everton
17:06que também estava
17:07com alguns sinais
17:08de ponturas
17:10durante o jogo
17:10então tivemos que segurar
17:12e ver o que é que o jogo
17:12também tinha para nos dar
17:13portanto jogar aqui
17:14é difícil também
17:16por isso também nos coloca
17:17a nós à prova
17:18e não existem planos
17:19de substituições
17:21pré-estabelecidos
17:22não existe isso
17:23o jogo
17:24como eu já disse
17:25nós temos um plano para o jogo
17:26e o jogo
17:27tem um plano
17:28para nós
17:29e foi isso
17:30basicamente
17:31tentar responder às exigências
17:32só a comunicação
17:33com o Luís Castro teve?
17:35não a comunicação
17:36com o Luís Castro
17:37não
17:37tivemos comunicação
17:38com os nossos colegas
17:40que estão a observar
17:41o jogo lá em cima
17:43e foi isso
17:44não houve possibilidade
17:46uma ou outra ideia
17:46eu trabalho com o Luís Castro
17:48há muitos anos
17:49como alguns de vocês sabem
17:51o Luís Castro é o líder
17:52é o treinador obviamente
17:53mas já aconteceu algumas vezes
17:55eu ter que substituir
17:56por motivos
17:58como foi neste caso
17:59não motivos de saúde
18:00diretamente ligados ao dia 2
18:02mas porque ele teve
18:02dois episódios no passado
18:04os médicos acharam
18:05por bem ele não vir
18:06então basicamente
18:07o plano é montado
18:08é estabelecido
18:09é partilhado
18:09a equipa técnica
18:10e depois a partir do momento
18:11que viemos para aqui
18:13existe autonomia
18:14por parte da equipa técnica
18:15para tomar decisões
18:16e se houver alguma questão
18:19extrema
18:19ou algum princípio
18:21ou alguma coisa
18:22que ele esteja
18:22eventualmente a ver
18:23aí ele arranjaria
18:24a forma de comunicar
18:25mas como já vos disse
18:27existe muita confiança
18:28entre nós
18:29e portanto
18:30esse tipo de comunicação
18:31não existiu
18:32o que é
18:32o que é
18:32o que é
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