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O homem moderno emula a condenação de Sísifo,
Rolando o patrimônio ladeira acima, no cristal líquido;
Procura o velocino de ouro em um algoritmo,
Ignorando que o labirinto foi construído para o seu declínio.

O que antes era o vício no pano verde de Macau,
Hoje é a usura camuflada em interface digital.

Eis que a Deusa Fortuna, com sua roda volúvel e profana,
Cativa os incautos com a promessa da ascensão humana;
A massa abdica da inteligência e da prudência estoica,
Submetendo o suor do labor a uma probabilidade heroica.

O bufão da corte, travestido de influenciador nas plataformas ,
Arrasta a plebe ao abismo onde não há escapatórias.

A sorte foi lançada ao vento!
Trocaram a razão pelo ouro do momento.
O Império das Bets cobra o preço da ganância:
Lucro para o algoritmo, para o sujeito sobra a ignorância!
Das ruínas da pólis ao topo do aplicativo,
A banca sempre vence o apostador cativo!

Não há sofismo que oculte o colapso desta época decadente,
Onde o comércio fenece e o capital evapora rapidamente;
Famílias inteiras dilapidam o espólio de gerações,
Em troca de promessas efêmeras e falsas celebrações.

A economia de Adam Smith rende-se à jogatina predatória,
Escrevendo com tintas de dívidas uma trágica história.

O imperador deste império invisível não usa coroa de louros,
Ele opera em servidores distantes, acumulando os tesouros;
Resta ao apostador a melancolia dos derrotados de outrora,
A perceber, tardiamente, que a sorte não o condecora.

Inevitavelmente a banca recolhe o dízimo da ignorância,
E o homem retorna à sua rotina, agora desprovido de substância.

A sorte foi lançada ao vento!
Trocaram a razão pelo ouro do momento.
O Império das Bets cobra o preço da ganância:
Lucro para o algoritmo, para o sujeito sobra a ignorância!
Das ruínas da pólis ao topo do aplicativo,
A banca sempre vence o apostador cativo!

...e vem a dívida
...e vem a ruína
...e vem a miséria
...e vem a falta...

___________________________

Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2023
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#astrikoskatoikos #bets #rockabilly #thrashmetal #apostas

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Música
Transcrição
00:08O homem moderno emula a condenação de Sísifo
00:14Rolando patrimônio, ladeira acima no cristal líquido
00:19Procuro o velocíno de ouro em um algoritmo
00:24Ignorando que o labirinto foi construído para o seu declínio
00:29O que antes era o vício no pano verde de Macau
00:34Hoje é a usura camuflada em interface digital
00:49Eis que a deusa Fortuna, com sua roda volúvel e profana
00:54Cativa os incautos com a promessa da ascensão
00:59A massa abdica da inteligência e da prudência estoica
01:04Submetendo o suor do labor a uma probabilidade heroica
01:09O bufão da corte, travestido de influenciador nas plataformas
01:15Arrasta plebe ao abismo, onde não há escapatórias
01:20A sorte foi lançada ao vento, trocaram a razão pelo ouro do momento
01:25O império das bestes cobre o preço da ganância
01:27Loco algoritmo para o sujeito sobre a ignorância
01:30Das ruínas da polis ao topo do aplicativo
01:35A banca sempre vence o apostador cativo
01:54Não há sofismo que oculte o colapso desta época decadente
02:00Onde o comércio fenece e o capital evapora rapidamente
02:05Famílias inteiras dilapidam o espólio de gerações
02:09Em troca de promessas efêmeras e falsas celebrações
02:14A economia Jack Smith rende-se a jogatina predatória
02:19Escrevendo com tintas de dívidas uma trágica história
02:24O imperador desse império invisível não usa coroa de louros
02:30Ele opera em servidores distantes acumulando tesouros
02:35Resta o apostador a melancolia dos derrotados de outrora
02:40A perceber tardiamente que a sorte não o condecora
02:45Inevitavelmente a banca recolhe o dízimo da ignorância
02:50E o homem retorna a sua rotina agora desprovido de substância
02:55A sorte foi lançada ao vento
02:58Trocaram a razão pelo ouro do momento
03:00O império das bestes cobre o preço da ganância
03:03No cru algoritmo vários sujeitos sobra a ignorância
03:06Das ruínas da polis ao topo do aplicativo
03:10A banca sempre vence o apostador cativo
03:24E vem a dívida
03:26E vem a ruína
03:29E vem a miséria
03:31E vem a falta
03:45Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh,
03:56oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh,
03:56oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh,
03:56oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh,
03:57oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh,
03:57oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

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