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Categoria

🎈
Diversão
Transcrição
00:26A CIDADE NO BRASIL
00:30Grande homem, o Odovaldo, sempre teve muito orgulho de você, você sabe?
00:36Que bom, que bom.
00:38Você sabe que você é a primeira pessoa que vem falar comigo do meu pai desde que ele morreu, né?
00:42Bom, é justamente sobre isso que eu queria falar com você.
00:45Ele não te deixou uma herança quando morreu? Uma grana legal? Dez mil reais.
00:50Como é que o senhor sabe isso?
00:51Nós ganhamos essa grana juntos, apostando nos cavalos. Ele era meu parceiro.
00:56Mas você sabe como é que é seu pai?
00:58Um coração maravilhoso, mas o caráter duvidoso.
01:02Em vez de dividir o dinheiro meio a meio, ele ficou com tudo e deu o resto pra você.
01:09Só me dá licença, porque eu não acho que meu pai dá pra mim de herança um dinheiro roubado.
01:13Mas deu.
01:16Metade desse dinheiro é meu.
01:18Mas o senhor não vai fazer o seu...
01:21Viana.
01:21Seu Viana, o senhor me perdoe, o senhor chegou tarde.
01:24Porque esse dinheiro aí, eu dei ele pra um amigo meu, o Remela, que na época tava passando por grande
01:29necessidade.
01:29Então eu não tenho mais o dinheiro, eu já dei.
01:31Agostinho, eu estou te procurando há muito tempo. Não me enrole.
01:35Eu não tô enrolando não, seu Viana. Eu tô falando soco de coração.
01:37E depois leva a mão, não.
01:38Mesmo que eu tivesse o dinheiro, que é obrigação eu tenho que dar o dinheiro pro senhor.
01:40A dívida não é minha, a dívida é do meu pai.
01:42Aí é que você se engala.
01:45Isso eu tenho.
01:47Lembra que quando você foi receber a sua herança, você assinou o papel?
01:52Sim.
01:53Foi isso aqui, ó.
01:55Assumindo todas as dívidas do senhor Oduvaldo Carrara.
02:00Lembra?
02:02Tá aqui, senhor Augustinho Carrara, ó.
02:04Seu dinheiro, pode conferir, 10 mil reais.
02:08Tá tudo certinho, tá aqui, ó.
02:10Você pode conferir.
02:12Eu só vou precisar que o senhor assine esse movimento aqui pra mim.
02:16Claro.
02:17O senhor pode ficar tranquilo, tá tudo certinho.
02:20Só tenho que assinar aqui, ó.
02:22Dá uma canetinha aqui.
02:23Problema nenhum.
02:24É aqui, só assinou aqui.
02:30Meu São Cristóvão.
02:32Você pensou que tinha posto a mão numa grana legal.
02:36Mas tudo que você herdou foram as dívidas do seu pai.
02:40Inclusive a minha.
02:41Ó, o senhor me desculpa, mas eu vou embora que eu não tenho dinheiro nenhum mais comigo não.
02:44Nenhum, nenhum.
02:44Dá licença, viu?
02:45Dá licença.
02:50Ô, ô, ô, o senhor vendo?
02:51O senhor tá vendo aquele rapaz ali?
02:54Simpático, né?
02:56Eu tive que contratar ele, sabe?
02:59A cidade anda muito perigosa.
03:02Pois é, Agostinho.
03:04Se você não descolar esse dinheiro em uma semana, eu vou ter que mandar ele vir aqui pra receber o
03:09dinheiro de você.
03:18Bom dia, família!
03:20Nossa, minha filha, que animação é essa?
03:23Sabe o que que é, mãe?
03:24Eu achei o presente perfeito pro Agostinho pra dar de dia dos pais.
03:28É uma foto, olha, são duas fotos, na verdade, que eu vou botar num quadrinho.
03:31Uma dele com florzinho, olha que bonitinho.
03:34E essa, quando o Agostinho era pequenininho com o seu Oduvaldo?
03:37Ô, meu Deus, olha só que bonitinho.
03:41Ele tinha o quê? Uns quatro, cinco anos aqui, bonitinho demais.
03:45Magrinho, magrinho.
03:46Olha lá, cara.
03:48Nem parece a cobra que ele acabou virando, né?
03:51Ai, como vocês são.
03:52Essa é a foto preferida do Agostinho, tá?
03:55A única boa lembrança que ele tem com o seu Oduvaldo.
03:58Eles saiam todo sábado pra tomar sorvete sozinhos.
04:01Aí fizeram essa fotinho.
04:02Ai, minha filha, ele vai adorar o presente, ele merece.
04:05Porque depois que ele virou pai, nossa, ele tá tão comportado.
04:09Tão comportado também é exagero, né?
04:11Quer dizer, ele tá tentando se emendar, mas...
04:13É, mas nós estamos esperando pelo próximo deslize.
04:16Que tá com o meu nome.
04:17Aí essa implicância de vocês com o Agostinho já tá ficando bastante irritante.
04:22Sabiam?
04:22Só pra você saber, ele acabou de sair pra depositar dinheiro na poupança do filho dele.
04:27Bom, minha filha, olha, você tem razão.
04:29Foi realmente um comentário fora de hora.
04:31Não tem problema, tudo certo.
04:32Então eu quero que você diga que você confia no Agostinho.
04:37Eu confio no Agostinho.
04:40Ó, ó aí.
04:41Tá vendo?
04:42Você falou tão sem convicção que o seu neto abriu o berreiro.
04:45Com licença.
04:49Tá vendo que ela brigou com ele.
04:55Pronto, filhinho, pronto.
04:58Ué, amiguinho.
04:59Achei que tinha ido ao banco.
05:00Ao banco fazer o quê?
05:01Acho que ele foi pedir dinheiro.
05:02Mas você não ia lá fazer um depósito na conta do Floriano?
05:06Ah, Maria Isabel, esse negócio de dinheiro é assim mesmo.
05:08De repente tá sobrando, daqui a pouco tá faltando.
05:10Você viu quanto é que tem de dinheiro lá na conta dele?
05:13Agostinho, a conta do Floriano é do Floriano.
05:16Tá?
05:17Por que esse interesse teu tão específico assim?
05:19Nada não.
05:20Só que às vezes a gente fala porque passa pela cabeça.
05:22Uma coisa não quer dizer que é nada.
05:23Pois então eu acho bom você focar no seu presente.
05:26Levar seu filho e dar uma voltinha de táxi.
05:28Porque isso sempre acalma ele quando ele tá chorando.
05:30Não, mas ele tá chorando?
05:33Tio, o que que é com você?
05:35Tio, acorda.
05:35Não, não, não.
05:36Eu vou lá, eu vou lá.
05:38Ei, pai.
05:39Tem que o papai...
05:39Esse papai chegou pra levar ele em carro.
05:42O papai vai vaciar de carro.
05:44Ele vai fazer ele em carro com o papai.
05:47Ele vai fazer ele em carro com o papai.
05:49Meu Deus do céu, meu Deus do céu.
05:51Eu tenho que arrumar um jeito de resolver esse problema.
05:55Ei, Agostinho, tu sabe qual é a maneira de resolver esse problema?
05:57Que isso?
05:58Quem é que tá falando?
05:59Que voz é essa?
06:00Quem é que tá falando comigo?
06:02Agostinho!
06:03Agostinho!
06:04Você sabe que a única maneira de resolver esse problema é você jogar, Agostinho.
06:07Tem que jogar.
06:08Eu não vou jogar.
06:09Eu não vou jogar.
06:09Sai de mim essa voz.
06:10Sai de mim que eu não vou jogar nada.
06:11Porque agora eu sou um pai de família.
06:12Eu não posso mais ficar nesse serviço de jogar.
06:15Vai jogar sim, Agostinho.
06:16Joga só um pouquinho.
06:17Só até tu conseguir o dinheiro que tu tá precisando.
06:19Eu não vou jogar.
06:20Eu falei que eu não vou jogar.
06:20Eu já tô com o meu filho aqui.
06:21Eu não vou jogar nada.
06:21Vai jogar.
06:22Vai jogar.
06:23Você pega o dinheiro.
06:24O dinheiro que tu vai botar pra ele no banco.
06:26Tu vai e joga, Agostinho.
06:27Ai, meu Deus do céu.
06:28Ai, meu Deus do céu.
06:29Essa voz tá me dominando.
06:30Sai de mim.
06:30Sai de mim essa voz.
06:32Agostinho.
06:33Agostinho, para o carro.
06:34Para o carro, Agostinho.
06:36Dá só uma olhadinha no jornal.
06:38Pum.
06:39Pum.
06:39Pum.
06:40Pum.
06:40Pum.
06:40Pum.
06:42Pum.
06:44Pum.
06:49Pum.
06:50Ministra.
06:52Ministra.
06:54Ministra.
06:56Gente, eu falo ministra e o garoto mexe as pernas.
06:59Ministra.
07:01Meu Deus do céu.
07:02Isso quer dizer alguma coisa?
07:03Hum, é isso aí, Agostinho.
07:05Isso aí é um sinal dele.
07:07Ei, meu filho, hein?
07:08Ministra é essa.
07:10A criança sabe.
07:11A criança sabe.
07:15Vamos lá, filho.
07:16Vamos lá.
07:20Oi, Nenê.
07:21Marilda, para o meu Deus, que fumaceira é essa?
07:24Hum.
07:27A culpa é do meu médico.
07:29Ele me mandou parar de fumar de novo.
07:31Disse que se eu continuar fumando, vou morrer de câncer.
07:34E aí, você pega e fuma mais ainda?
07:35Claro, eu fico nervosa.
07:37Quando eu fico nervosa, eu fumo que nem uma chaminé.
07:41Marilda, pelo amor de Deus, olha essa história sua de cigarro, já está passando os limites.
07:46Típica frase de quem não tem nenhum tipo de vício.
07:49Típica frase de quem é viciado.
07:52Marilda, sabe que tem uma lei agora que proíbe fumar em lugar fechado?
07:55Se nem me fale dessa lei, que eu estou penando com essa lei.
07:59Porque agora você não pode nem mais tomar um choppinho, fumar um cigarrinho.
08:01Você sabia que me proibiram de fumar no petisco da velha?
08:04E fizeram muito bem.
08:05Não pode fumar lá e aqui também é proibido fumar, hein?
08:07Não, aqui pode fumar, aqui é o salão e-mail, a pessoa pode fumar onde ela quiser.
08:10Ah, claro.
08:11E você vai receber uma multa.
08:12Só se alguém me denunciar.
08:17Nenê?
08:18Nenê?
08:19Tudo bem, tá bom.
08:21Tá bom.
08:23Onde é que você vai?
08:24Vou fumar aqui fora, que aí você não pode fazer nada comigo, né?
08:26Vai, gente.
08:27O que houve?
08:30Houve que agora aqui é local de não fumantes.
08:40Começou o alinhamento para o terceiro par do programa.
08:43Nobre colorado vai chegando para o bosta.
08:45Então é aqui que você vem esbanjar o seu dinheiro?
08:48É, meu Deus do céu.
08:49O que o senhor está fazendo aqui?
08:50Eu vivo aqui.
08:51E você?
08:52O que você está fazendo?
08:53Formando mais um carrado?
08:55Não, não, não, não é isso não.
08:56É porque ele já enjoou o dinosológico e de vez em quando eu trago ele aqui só para ver o
09:00cavalinho.
09:00Eu espero que você tenha tanta sorte no jogo quanto o seu pai tinha.
09:04Senhor, meu pai vivia devendo dinheiro.
09:06Que sorte é, é o que o senhor fala?
09:07O seu pai é o melhor jogador que eu já conheci.
09:10O problema é que ele era um perdulário.
09:12Por isso estava devendo tanto.
09:14Como eu.
09:16Coloca-se a atenção.
09:17Nesse páreo, o nobre colorado é a barbada.
09:20Não é não, só tem ar.
09:22Nesse páreo vai dar ministra na cabeça.
09:24Você é inexperiente.
09:26O negócio é um nobre colorado.
09:28O que é ministra?
09:29Vai, vai, vai.
09:32Meu Deus do céu.
09:34Vai, vai, vai.
09:36Ei, falei pro senhor.
09:38Eu só não sou um carrara.
09:41Meus parabéns.
09:42Agora, será que lá você vai adiantar aquela grana?
09:44Vai.
09:44Falamos quinta-feira.
09:46Quinta-feira.
09:47Até lá.
09:48Sentem.
09:51Ei, filhote, vamos lá.
09:52Qual é o cavalinho que vai ganhar o próximo pai?
09:55E diz pro papai.
09:57Papai, diz pro papai.
10:01Ai, vai batear pro papai.
10:04Vai batear pro papai.
10:07Meu amortinho.
10:08Tá bom.
10:08Vamos lá, filhote.
10:09Papai vai falar um dos cavalinhos.
10:11E quando você achar o que vai ganhar,
10:12você dá um sorrisinho, tá bem?
10:13Você vai, papai, vamos lá.
10:14Jack Jet, Twins.
10:16Daiane, Sharpey.
10:18Daiane.
10:18Daiane, não?
10:20Sharpey.
10:21Sharpey.
10:21E aí, Sharpey.
10:22Oklahoma, hein?
10:23Oklahoma.
10:24Blue Speed.
10:25Blue Speed, Mancuso.
10:27A 400 metros do vencedor,
10:28Daiane tem um corpo inteiro de vantagem para Sharpey,
10:30que avança por fora.
10:31Vem agora tentar a primeira colocação.
10:33Justamente com o Oklahoma, Jack Jet, Blue Speed.
10:35Cara de Jack e Mancuso.
10:36Abriu-se o leque.
10:37A luta é viva pela primeira colocação.
10:39Cá por fora agora, Sharpey tem ligeira vantagem.
10:42Cabeça, pescoço, meio corpo,
10:44um corpo inteiro.
10:45Aproxima o filho do vencedor,
10:46cruza a faixa final.
10:47Primeiro já fez,
10:48e o daiane,
10:49e depois vamos lá.
10:50Tchau, tchau.
10:51Tchau, tchau.
11:15Música
11:22Lineuzinho, que cara é essa, hein?
11:24Mal pressentimento.
11:25Você já viu como é que o Agostinho anda?
11:27Bom dia, sogrão, pra cá.
11:29Olá, sogrinha, pra lá.
11:31Isso quer dizer que ele tá aprontando alguma coisa.
11:32Ai, Lineuzinho, você tá louco pra ele aprontar alguma coisa
11:35e estragar o almoço dos dedos dos pais, né?
11:37Claro que não, Lineuzinho.
11:38Eu só acho que essa paparicação toda em torno do Agostinho
11:41não faz bem pra ele.
11:42Afinal de contas, se ele está melhor,
11:44ele não faz mais do que a sua obrigação.
11:46Ih, tá com ciúma bem, Léo?
11:48Neném, claro que não, né?
11:49Focosal?
11:51Feliz dia do spa.
11:56Ô, Tupim.
11:58Um cinzeiro?
11:59Mas eu nem fumo.
12:01Eu pensei assim como uma peça decorativa.
12:03Tem classe, não tem?
12:05Motel? Vem cá, meu bem.
12:06É que esses colecionadores de arte pop,
12:08eles rodam assim uns lugares underground pra pegar as peças.
12:10Tupim, não enrola, não enrola, Tupim.
12:12Não, Lineuzinho, você não tinha que arrumar a sua ambulância,
12:14então vai, Lineuzinho, vai que depois você ainda tem que tomar banho.
12:16Tô moço, vai lá, vai lá, vai lá.
12:19Oi, Lineu.
12:20Olá.
12:23Ai, passei a semana inteira fumando lá de fora do salão, fiquei gripada.
12:26Ai, a culpa é minha?
12:26Claro que a culpa é sua.
12:28Você falou que eu tinha que parar de fumar,
12:30então sabe o que me aconteceu?
12:31Apareceu um fiscal lá e me tascou a multa.
12:33Ué, ele fez isso porque você continua fumando.
12:36Não, ele fez isso porque você foi lá no salão,
12:38ficou falando negócio de lei, de lei, de lei,
12:40e a cliente ouviu, resolveu me denunciar, portanto a culpa é sua.
12:43Ô, Marilda, pelo menos tem um lado bom nessa história,
12:45você vai acabar largando esse cigarro aí.
12:47Quem disse, quem disse?
12:48Fim de semana, posso fim de semana inteiro fumando cigarro atrás do outro
12:50pra compensar o tempo que eu não fumo no salão?
12:52Ah, tenha dó.
12:54Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
12:56Meu cigarro, peraí.
12:57Meu presente, mãe.
12:58Ah, olha, de hoje em diante, essa casa é local não fumante.
13:03Quem quiser fumar vai ter que fumar na rua.
13:05Não faz isso comigo, não, que eu sou sua melhor amiga.
13:08Justamente por isso que eu estou fazendo.
13:10Tá bom.
13:11Vou ficar aqui sem fumar pra provar pra você
13:15que o fumante é uma pessoa equilibrada,
13:17que sabe controlar seu vício e eu fumo a hora que eu quiser.
13:20Não tem, entendeu?
13:23Vou dar uma fumadinha só no baixo colar.
13:26Esse cigarro parece que está estragado.
13:30Cigarro velho.
13:52Ô, Silvina, bom dia.
13:55O senhor me desculpa, eu pedi o senhor não ficar aqui,
13:57que a minha família não pode me ver aqui, por favor.
14:04Seu prazo se esgotou.
14:06Eu vim buscar a minha grana.
14:08Silviana, eu sofri uma transformação tremenda essa semana.
14:11Tem que ser coisa dentro de terra.
14:13Parece que eu estou ouvindo o próprio dele dizer pra mim,
14:16Agostinho, pega todo o seu dinheiro,
14:18joga em determinado cavalo, determinado páreo que vai pagar muito,
14:21pega tudo que você estiver jogando.
14:22Você não pode jogar tudo num cavalo só.
14:25Pelo menos me dê a minha metade.
14:27Silviana, eu não vejo assim que eu só tenho uma metade, eu tenho uma metade.
14:29Nós estamos juntos nisso.
14:30E pra depois, pra ele ser sincero,
14:33eu não tenho ainda o dia todo que eu lhe devo.
14:35Quanto é que você tem?
14:36Tem dois mil.
14:37Silviana, olha aqui, olha aqui, olha aqui, olha aqui, olha aqui.
14:41Flash Panamá, quatro anos, potro, vai correr na raia sete.
14:45Quem vai conduzir é o Gonzaga.
14:48Silviana, isso aqui é pule alto.
14:51Silviana é dinheiro, fala, joga tudo na cabeça.
14:53Vamos ganhar muito mais do que nós já ganhamos.
14:55Será que ele ganha mesmo?
14:56O senhor já não ganhou muito dinheiro jogando com o meu pai?
15:00Então eu lhe peço, por favor, confie em mim.
15:03Eu também sou um Carrara.
15:05Tá bom, eu topo.
15:08Mas eu vou junto.
15:10Claro.
15:11Não, não, não, não.
15:11O senhor me aguarda aqui na pastelaria cinco minutos.
15:14Conduz ele ali, vai com ele lá, come um pastel aí.
15:16Pastel lá do barro é muito bom, tá?
15:19Vai, vai, vai.
15:39Tia.
15:40Oi, eu vou passear com o nosso filho, porque ele tá chorando muito.
15:45Eu vou dar uma voltinha.
15:45Tinho, ó.
15:46O Floriano tá dormindo.
15:47Não sei, mas quando acorda aqui é dente, tá chorando pra caramba.
15:50Toda hora, amanhã eu vou dar uma voltinha.
15:51Não, Agostinho, você anda muito estranho ultimamente.
15:53Que toda hora, agora você quer dar uma voltinha com o Floriano?
15:56Pô, tô tentando ser bom pai, você fica aí, pô, querendo ficar com mais meu filho,
15:59repartir, porque eu acho que a educação na criança é experiência.
16:02É coisa vivida em...
16:03Tá também?
16:04Não, é um pouco de...
16:06Tinha, então, ó, não esquece do almoço de dia dos pais, hein?
16:09Faz isso aí também?
16:10Vou.
16:10Então vai indo, que eu vou ainda, vou trocar ele aí.
16:13Tá, ó, vai no banheiro.
16:14Tchau.
16:14É, já, vou deixar.
16:15Tchau.
16:20Tchau.
16:37Onde o senhor pensa que vai?
16:38Ih, Lino, o que isso agora de hoje que você aqui, meu filho, tem que te dar satisfação?
16:41Quando for sair pra jogar em cavalo, tem sim.
16:44Eu ouvi toda a sua conversa ainda há pouco aqui na porta.
16:47Se você ouviu toda a minha conversa, você sabe então que eu tô fazendo isso porque eu não tenho outra
16:50solução.
16:50Você tem sim, você tem sim.
16:52Se você está sendo destorquido, você pode ir à polícia.
16:55Eu não tenho gosto de ir à polícia, eu não me sinto bem, eu fico nervoso, eu não tenho condição
16:57de ir à polícia.
16:58Ô, Agostinho, olha aqui, você pode até sair pra apostar nos cavalos, mas o meu neto você não vai levar.
17:01Não, não, não, eu tenho que levar ele que me dá sorte.
17:03O que é isso? Você ficou maluco, Agostinho?
17:05Tá usando o seu próprio filho como amuleto?
17:06Não, eu não sei o que é isso.
17:08Às vezes até é uma coisa sobrenatural, não sei explicar, mas sei que ou pra ganhar tem que estar comigo.
17:11Então eu sinto muito, dá licença, Agostinho.
17:13Eu sinto muito, mas hoje não é seu dia, viu?
17:16E eu acho bom você não sair daqui, porque senão eu vou contar tudo pra beber.
17:21Pelo amor de Deus, Lino, não faz isso comigo.
17:24Meu pai.
17:36Esta família é muito unida
17:41E também muito oriçada
17:46Brigam por qualquer razão
17:49Mas acabam pedindo perdão
17:53Pirraça pai, pirraça mãe, pirraça filha
17:56Eu também sou da família, eu também quero pirraçar
17:58Catuca pai, catuca mãe, catuca filha
18:00Eu também sou da família, eu também quero catucar
18:03Catuca pai, mãe, filha
18:05Eu também sou da família, eu também quero catucar
18:34A CIDADE NO BRASIL
18:38A CIDADE NO BRASIL
19:30A CIDADE NO BRASIL
19:35A CIDADE NO BRASIL
19:41A CIDADE NO BRASIL
19:57A CIDADE NO BRASIL
20:31A CIDADE NO BRASIL
20:34A CIDADE NO BRASIL
20:51A CIDADE NO BRASIL
20:57A CIDADE NO BRASIL
21:19A CIDADE NO BRASIL
21:21A CIDADE NO BRASIL
21:51A CIDADE NO BRASIL
22:35A CIDADE NO BRASIL
22:58A CIDADE NO BRASIL
23:03A CIDADE NO BRASIL
23:32A CIDADE NO BRASIL
23:35A CIDADE NO BRASIL
24:16A CIDADE NO BRASIL
24:18A CIDADE NO BRASIL
24:45A CIDADE NO BRASIL
24:53A CIDADE NO BRASIL
25:08A CIDADE NO BRASIL
25:15A CIDADE NO BRASIL
25:18A CIDADE NO BRASIL
25:18A CIDADE NO BRASIL
25:44AMiggas
25:44Ó
25:45Turco!
25:46Meu Deus!
25:49Turco!
25:53Nós viemos aqui para fazer uma aposta e você fica aí,
25:56vivendo esse draminha idiota.
25:59Calma, eu preciso de um tempo para mim.
26:00Que tempo? Falta um minuto para encerrar essa porta.
26:03Agostinho, que futuro você vai deixar para o Floriano se comportando desse jeito?
26:07O que foi que seu pai deixou para você?
26:09Dez mil reais que ele roubou de mim.
26:10Mas o que o Agostinho precisava não era de dinheiro.
26:12Mas o que ele precisa agora é de dinheiro, senão ele está ferrado.
26:16Quer saber uma coisa? Eu não vou apostar.
26:17Você está maluco?
26:18Não, maluco não. Eu não vou fazer com o meu filho o que meu pai fez comigo.
26:21Isso é o que você pensa.
26:22Vamos embora.
26:23Espera aí.
26:24Atenção.
26:25Coisa da partida para o último paro do programa.
26:28Vai tomando a conta a Panamá Flash,
26:30seguindo de perto pelo Boca de Piano e Marçaneta,
26:33que avança lá por fora, com Binha,
26:35tentando se entregar lá por fora, vai tentando a terceira e a segunda colocação.
26:39Assim os competidores vão se aproximando da reta final.
26:41O Panamá Flash mantém um corpo de luz de vantagem.
26:44O Boca de Piano e o Marçaneta vêm atrás dele.
26:47Vêm agora tentar a primeira colocação.
26:49E os três agora brigam pelo primeiro posto.
26:51E são atacados por Tim Brown e Pepeia.
26:53Binha sobra para as últimas colocações.
26:55O Panamá Flash tem vantagem.
26:57Meio corpo, um corpo inteiro de vantagem.
26:59Vão se aproximando do vencedor.
27:01Binha sobrou.
27:02Cruz a faixa final.
27:12Meu Deus do céu, eles vão me matar, Lineu.
27:15Sorte que a polícia apareceu e prendeu os caras.
27:16A sorte é você estar inteira.
27:18A polícia apareceu porque eu chamei, não é, Agustinho?
27:20Oh, meu Deus.
27:21Puxa vida, Lineu.
27:21Te levo mais uma, hein?
27:22Obrigado.
27:23Não, não.
27:23Não deve nada, Agustinho.
27:24Foi você mesmo que recobrou a razão a tempo.
27:27É, sabe quando eu vi aquela foto?
27:28Meu Deus do céu, que a foto não era o que eu pensava.
27:30Ô, Lineu, a última lembrança boa que eu tinha no meu pai.
27:33A última dela.
27:34Pô, não era verdadeira.
27:35Agustinho, procure pensar que você vai ser um pai melhor que o seu Odovaldo.
27:38É.
27:40Pelo menos mais rico.
27:42Não, não estou defendendo o jogo, né?
27:43Estou falando assim.
27:45Pô, já que eu queria fazer o que você ia jogar fora?
27:47Pô, pega a lata aí, a lata de leite, para você ver o dinheiro que eu ganhei.
27:49Pega ela, a lata de leite.
27:58Ué, aqui o senhor tem leite de pó.
28:02E cadê meu dinheiro?
28:03Você botou mesmo o dinheiro aqui na lata?
28:05Botei, mas não era essa a lata.
28:06O que você fez com a minha lata?
28:08A que horas passa o caminho do...
28:10Ah, não.
28:11Ah, não.
28:12Meu Deus do céu.
28:17Se a senhora não fumasse, nada disso tinha acontecido.
28:20Se a senhora não tivesse me proibido de fumar de sua casa, nada disso tinha acontecido.
28:23Olha, se as duas senhoras parassem de discutir, seria melhor.
28:29Ué, pai, Tinho, o que aconteceu?
28:32Depois ele explica.
28:33Primeiro, eu quero saber o que foi que aconteceu aqui.
28:35O que que a Marilda e eu, a gente teve assim uma discussãozinha que evoluiu assim para uma briguinha, né?
28:41Que deu assim num incêndiozinho.
28:44É, mas foi só um susto.
28:45Ninguém se machucou, não houve nenhum prejuízo.
28:48Minha gente, eu tô achando que o prejuízo foi maior do que a gente imaginava, hein?
28:52De quem que é esse dinheiro aqui, cara?
28:56Meu dinheiro?
28:58Meu dinheiro?
29:01Tinho?
29:02Mas, Agostinho Carrara, como é que você tinha tanto dinheiro assim?
29:06Deixa aí.
29:07Deixa aí, meu dinheiro.
29:09Eu quero que você seja aqui.
29:12É o dinheiro.
29:15Eu te quero.
29:16É o meu dinheiro.
29:17É o meu, cara.
29:21Foi isso, eu voltei a jogar porque eu tava muito pressionado e espero que vocês compreendam,
29:26mas agora espero que você compreenda.
29:27Compreendo, Agostinho, compreendo sim.
29:29Tanto que eu tô com vontade de matar você.
29:32Como é que você teve coragem de levar o nosso filho pra jogar?
29:35É, Agostinho, ter uma recaída assim acontece, né?
29:38Mas você não podia ter levado o Flozinho.
29:40Eu achava que ele me dava sorte.
29:42Sorte ele não teve de ter você como pai.
29:44Isso sim.
29:44Eu já entendi que isso é uma coisa que eu fiz, que é uma coisa muito grave, que então
29:48não tem como ser resolvido.
29:50Eu não posso mais pretender pertencer a essa família.
29:53Olha, eu acho que o Agostinho deve ser perdoado.
29:57Calma aí, volta o filme.
29:59É você mesmo que tá falando isso?
30:00O Agostinho é filho de um Carrara e foi como um Carrara que ele se comportou a vida
30:05inteira.
30:06Mas ele também tem um lado Silva.
30:08E foi esse lado Silva que se mostrou forte hoje.
30:11Por isso, Bebel, se você me perguntar novamente, eu vou responder com toda sinceridade.
30:17E eu acredito que no Agostinho.
30:19E aí, gente, tudo resolvido?
30:22Hein?
30:22Ei, ei, ei, ei, ei, Marilda, lá fora.
30:26Vou fechar aqui, Marilda, dá licença, tá, Marilda?
30:28Tá, fecha.
30:29Eu fico aqui nessa janela.
30:31Tudo bem, né?
30:31Não, não, não, não, porque tá batendo o vento e tá entrando fumaça aqui dentro.
30:43Olha, eu vou falar uma coisa, isso é intolerância, isso é pecado.
30:47Vocês vão todos arder no inferno, porque a intolerância é o mal da humanidade hoje,
30:55tá certo?
30:56Essa coisa intolerante, isso não leva a lugar nenhum, tá certo?
31:01Isso, você vai arder no inferno, tá?
31:05Tem que ter a tolerância com as pessoas, com a fraqueza da pessoa, tá certo?
31:12Eu fico tudo arder no inferno, e lá tem fumaça, césaramba, tá certo?
31:19E eu vou ficar aqui, vou ver 100 anos fulando, tá, que eu fico com 40 anos e não estou
31:25viciada.
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