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Categoria

🎈
Diversão
Transcrição
00:20A CIDADE NO BRASIL
00:33A CIDADE NO BRASIL
01:27A CIDADE NO BRASIL
01:29A CIDADE NO BRASIL
02:02A CIDADE NO BRASIL
02:05A CIDADE NO BRASIL
02:12A CIDADE NO BRASIL
02:55A CIDADE NO BRASIL
02:58A CIDADE NO BRASIL
03:10A CIDADE NO BRASIL
03:15A CIDADE NO BRASIL
03:18A CIDADE NO BRASIL
03:31A CIDADE NO BRASIL
03:32A CIDADE NO BRASIL
03:39A CIDADE NO BRASIL
03:44A CIDADE NO BRASIL
03:47A CIDADE NO BRASIL
03:53A CIDADE NO BRASIL
04:12A CIDADE NO BRASIL
04:24A CIDADE NO BRASIL
04:28A CIDADE NO BRASIL
04:35A CIDADE NO BRASIL
04:37A CIDADE NO BRASIL
05:01A CIDADE NO BRASIL
05:05NÃO BADIDADE NO BRASIL
05:07Agostinho
05:07o Tuco pode ser vagabundo
05:08mas bandido
05:10ele não é
05:10o limneario é que a maioria
05:11desse negócio acontece
05:12que o pai não quer ver
05:13abre o seu olho
05:14se você quiser eu ajudo você
05:15descobrir o trabalho do Tuco
05:16agora tem que me ajudar
05:17a conhecer bebeu
05:18a tirar meu filho da creche
05:19o problema do Tuco eu resolvo
05:21Já ajudo você
05:23vou ajudar você
05:24alô... é do broder
05:25a aqui é seguirino
05:27eu queria marcar um encontrinho
05:28porque eu to com os problemas
05:30tem condição de sair no bar do Remrem
05:32isto
05:33Tá certo.
05:34E, Oxi, leve as coisas, faz um favor.
05:37Ah, filho, as coisas.
05:39Não tá sabendo?
05:40Tá combinadinho?
05:42Obrigada.
05:43Até loguinho.
05:44Pronto, Limeu.
05:45Tá marcado.
05:45O lado do Remy Remy, ele vai levar as coisas.
05:47Que coisa?
05:48Isso aí, você vai descobrir lá.
05:52Ainda bem que você chegou.
05:54Preciso dar uma saída urgente.
05:56Saída pra onde?
05:57Eu vou dar uma volta com o Arnaldo.
06:00Arnaldo?
06:02Aê, Marilda.
06:04Sentir que é imenso.
06:04Fala aí, aficha.
06:05Bonito?
06:06Lindo.
06:07É, forte.
06:08Forte.
06:08Me dá cada puxão.
06:10Tá maradona, hein, chefa?
06:11Tô muito.
06:12Só não curto quando ele bava em cima de mim.
06:15Bava?
06:16Mas por que Arnaldo usa aparelho?
06:18Não usa coleira.
06:23Vem, Arnaldo.
06:26Isso que é o Arnaldo, Marilda.
06:28Eu não sabia que você gostava de cachorro.
06:29É, não existe companhia mais fiel pra uma pessoa.
06:33Pelo menos o Arnaldo não vai ficar por aí me dando perdido, né, Arnaldo?
06:36Mas ele não dá muito trabalho, não?
06:38Dá trabalho.
06:38Tem que levar pra passear, dar comida, dar banho, mas dá menos trabalho que esse bando
06:42de homens safados que eu arrumo por aí.
06:45Vamos, espetáculo.
06:46Vem.
06:46Tchau, chefa.
06:48Tchau, Bebele.
06:48Tchau, Arnaldo.
06:49Tchau.
06:51Espera aí, devagar.
06:52Tchau, bebele.
06:54Tchau, bebele.
07:23A senhora não veio vender qualquer coisa?
07:25Não é representante de papinha?
07:27Ah, não, não, não, não, não.
07:29Sabe o que é?
07:30É que eu moro aqui perto, né?
07:32Aí eu tava assim, passando.
07:34Aí me deu assim uma vontade doida de conhecer a creche do bairro.
07:37Aí desculpa, desculpa.
07:39Porque é tanto trabalho na cabeça da gente que a gente fica até meio abilolada, sabe?
07:43É, e imagina, imagina, e com tanta criança pra cuidar muita criança, né?
07:48As mulheres têm que trabalhar, né?
07:50É.
07:50Vamos, vamos entrando?
07:52Ah, pode?
07:52É, sim, pode.
07:55Aqui é o nosso berçal, silencioso.
08:09Ah, oi, Floriano.
08:14Ai, que nome lindo, bonito o nome.
08:17Ele, ele tá bem?
08:18Ah, o primeiro dia a criança sempre estranha um pouquinho, né?
08:22Mas tá bem, tá?
08:23Ai, primeiro dia, tadinho.
08:25Ele chorou?
08:26Não.
08:26E se ele chorar?
08:27Aí a gente cuida dele.
08:29E se outro bebê chorar junto?
08:30Aí a gente cuida do outro depois dele.
08:32E se todos os bebês chorarem ao mesmo tempo?
08:34Aí o Floriano vai ter que esperar.
08:36Não, não, não, não, não.
08:38Meu Deus, ele é muito pequenininho, não pode.
08:41A senhora não acha que tem pouca gente pra cuidar de muita criança?
08:45Ah, quem me dera essa creche e tivesse dinheiro pra contratar mais pessoas.
08:49A gente não tem.
08:50A maioria daqui não tem dinheiro.
08:51A gente só trabalha com voluntariado.
08:54Ah, eu topo.
08:55A senhora topo o quê?
08:56Eu topo ser voluntária.
08:58Eu posso, olha, eu cozinho, eu posso dar banhinho, eu conto história.
09:04Ah, então a senhora é uma ótima babá.
09:06É, se a senhora me der uma chance, né?
09:09Eu posso falar com a nossa supervisora, eu posso falar.
09:13Mas a senhora tem experiência?
09:15Ah?
09:15Imagina.
09:16Eu tenho dois filhos, eu tenho um neto, né?
09:19Quer dizer, agora a minha filha, ela tá dispensando a minha ajuda, né?
09:23Então, exatamente por causa disso, eu tenho muito tempo pra cuidar do filho dos outros.
09:29Oh, meu Deus.
09:30Ai, ele chorou.
09:32Onde foi?
09:33Onde foi?
09:34Oh, neném.
09:35Tá triste, tá triste, neném.
09:37Oh, neném.
09:40Ah, ele gostou de mim, né?
09:43Posso começar?
09:44Pode.
09:46Mas é experiência, hein?
09:47É experiência.
09:51Oh, neném.
09:53Cadê, neném?
09:54Cadê?
09:55Alô?
10:10O que você está fazendo aqui?
10:11Eu acho melhor você dizer o que você está fazendo aqui.
10:15Ué, eu tô esperando o meu cliente do Disque Brother, mas enquanto isso, senta aí.
10:18Acontece que o seu cliente chegou, Tuco.
10:20Eu sou o seu cliente.
10:21Você é ruim, hein?
10:22Eu falei com o cara pelo telefone.
10:23Eu pedi a outra pessoa pra marcar esse encontro, porque eu queria saber direitinho que história
10:27é essa desse seu emprego no Disque Brother.
10:29Algum problema do seu seu cliente?
10:31Não, né?
10:32Você vai pagar.
10:33Depende.
10:34Depende do quê?
10:38Você trouxe as coisas?
10:39Que coisa?
10:40As coisas, Tuco.
10:42Você não vai querer que eu entre em detalhe aqui em público.
10:45Eu trouxe umas paradas aqui, mas agora que eu descobri que o cliente é você, acho melhor
10:49deixar pra lá.
10:49Deixa eu ver isso.
10:50Isso o quê?
10:51Essa casa é preso, Tuco.
10:52Preso?
10:54Ô, pai, você tá achando que eu tô envolvido com droga?
10:56Eu sou seu pai.
10:58Pode-se abrir comigo esse pacote aí todo embrulhado, não é pra você vender pra mim?
11:01Que isso, pai?
11:16Pra que você trouxe isso?
11:17Pra que eu trouxe isso?
11:18Se eu não sabia como era o cliente, resolvi dar uma improvisada, né?
11:22Peraí, pai.
11:24Essa pessoa que ligou marcando encontro comigo, essa pessoa não era o Agostinho, era?
11:29Tecnicamente, pode-se dizer que sim.
11:38Bebeu, minha filha, eu não vou pagar por esse serviço, não.
11:41Antes já se viu um salão de beleza cheio de pulgas.
11:44Eu tô tentando matar, mas elas pulam, dona Sora.
11:47Ai, que esculhambação, não detetizaram esse salão, não.
11:52E o fumacê, minha filha?
11:54Tá, eu vou-me embora daqui, tá?
11:56Desculpa, dona Soraia.
11:59Desculpa, dona Soraia.
12:00Ah, meu Deus, ô Marilda.
12:03Ainda bem que você chegou, Marilda.
12:05Marilda, esse salão aqui, ele tá todo infestado.
12:08Todo infestado de pulga do Arnaldo.
12:09Não me falhe no nome desse desgraçado.
12:12Por que que aconteceu, Marilda?
12:15Ele fugiu.
12:16Fugiu?
12:17Mas você não falou que o Arnaldo era mais fiel do que qualquer homem?
12:22Pensei.
12:22Foi só soltar ele na pracinha, saiu correndo e não voltou.
12:26Foi embora.
12:27Ah, meu Deus.
12:30Mas, ó, pensa no lado bom, Marilda.
12:32Pelo menos as pulgas vão embora também, né?
12:37Ah, Marilda, não fica assim.
12:40Ele vai voltar.
12:42Arnaldo, vai voltar.
12:44Você tem que entender, Turco, que eu só agi dessa maneira porque eu fiquei muito preocupado com essa história.
12:49Você confia mais no Agostinho do seu próprio filho?
12:51Ah, isso pra mim é uma altarice.
12:52Olha o respeito, Turco.
12:54E cadê o seu respeito, que na hora de vir, cheio de acusação pra cima de mim?
12:56Tá bom, Turco.
12:57Tá certo.
12:58Eu admito.
12:58Eu não devia ter feito essas acusações tão levianas.
13:01Me desculpe.
13:02É, você pede desculpa e acha que vai ficar tudo certo.
13:04O que mais você quer que eu faça?
13:05Acho que o mínimo que você podia fazer é pagar a hora do encontro, né?
13:09Porque enquanto eu tô perdendo tempo com você, eu podia estar trabalhando aí com outra pessoa.
13:12Tá certo, tá bom.
13:13Eu pago.
13:14Quanto é?
13:14200 reais.
13:15200 reais?
13:16Não pago.
13:17O que é isso?
13:17Então para esse carro agora que eu quero descer.
13:19Não, você não vai descer.
13:20Você vai descer daqui quando nós acertarmos os nossos ponteiros.
13:22Eu não tenho nada pra acertar com você não, tá?
13:24Mas eu quero e ninguém vai me impedir.
13:26O que foi isso?
13:38Pronto.
13:39Além de me ofender, você se atropelou um cachorro.
14:06Pronto.
14:07Atropelamos um cachorro.
14:08Atropelamos não.
14:09Você atropelou.
14:10Que era você que tava na direção.
14:10Você tava discutindo comigo, me atrapalhou.
14:13Tá respirando.
14:14Ele tá babando.
14:15Ele tá vivo.
14:17Me ajuda a trazer ele pro carro.
14:19Vamos levá-lo pro veterinário.
14:21Ô, Poupa, você vai me desculpar, mas eu não sou muito legal com esse negócio de sangue,
14:24de pele de osso, não...
14:25Você disse que vai me cobrar pela sua companhia, então se eu estou pagando, sou eu que mando.
14:29Me ajuda a levar ele pro carro, você vai dirigindo enquanto eu cuido dele.
14:35Alô?
14:36Não, não, Agostinho, não tenho flagrante nenhum com tu.
14:39Que agora eu não posso falar com você que eu tô numa emergência.
14:41Mas, Lineu, não é comigo que você tem que falar, Lineu.
14:42Você tem que falar com a bebê, eu falo que o negócio é da creche, que a creche não tem
14:44solução.
14:45Hein, não, nosso trato não é esse.
14:46Por causa da sua ajuda, eu discuti com o Tu que atropelei um cachorro.
14:49Dá licença agora, Agostinho.
14:50Sim, dá aí.
14:51Agora, por causa de um cachorro, você vai romper o trato que é o nosso trato, Lineu.
14:56Dá pra você ser bonzinho com os outros, tá vendo?
14:59Tá.
15:23Ai, ai, ai, ai.
15:26Dona Nenê, toda vez que eu irei, a senhora tá com o Floriano no colo.
15:31Não é bom privilegiar uma criança, a senhora tem que cuidar de todas.
15:34Não, mas eu cuido, eu cuido.
15:36Olha, eu tô com um olho no Floriano e o outro olho tá assim em todas as crianças.
15:40Mas é que ele é especial, né?
15:43Ele gosta de mim.
15:45A senhora tá mais grudada no Floriano do que o Matheus com a chupeta.
15:48Dona Nenê, muito colo estraga a criança.
15:52Ah, mas o meu colo não estraga, não.
15:54Não estraga, não.
15:56Estraga?
15:56Ei, filozinho, estraga?
15:58Não, eu adoro, eu adoro o colinho da fofó.
16:03Vovó?
16:03É que eu tava contando uma história pra ele, sabe?
16:07Do chapéuzinho vermelho.
16:08E eu era a vovozinha.
16:09Se a senhora era a vovozinha, eu sou a loba má que vai estragar com o excesso de chamego da
16:19senhora.
16:20Agora, por favor, dona Nenê, a senhora leva o Matheusinho pra tomar um solzinho.
16:26E quando eu voltar, eu não quero ver a caminha do Floriano vazia, ok?
16:40Oh, meu Deus, o Florzinho ficou testinho, ficou testinho.
16:45Fica não.
16:46A vovó, a vovó vai dar um jeitinho.
16:49Psss, a vovó vai dar um jeitinho.
16:52O Matheusinho, hoje, o Matheusinho que tá dormindo vai ficar no lugar do Florianinho.
17:02O Florianinho vai tomar solzinho no lugar do Matheusinho.
17:13Assim a gente engana a loba má.
17:16A gente engana a loba má.
17:28Não é pra ficar em creche.
17:30Cara, nunca sou de cargóis pra me esquecer de creche.
17:33Já que você fez o disco.
17:40Ô, Marilda, o que você tá fazendo agora?
17:42Juntando as coisas do Arnaldo pra jogar na cara dele quando ele aparecer aí abanando o rabinho como se nada
17:48tivesse acontecido.
17:49Marilda, você não acha que você tá exagerando um pouquinho?
17:53Eu tenho experiência no assunto, Bebel.
17:56Mas, afinal de contas, é só um cachorro, né?
18:01Exatamente. Ele deve ter ido atrás de alguma cachorra.
18:04Ô, chefa, olha, você me desculpe a franqueza, mas dessa vez eu acho que realmente você pirou.
18:11Quem que você quer que eu faça, Bebel?
18:13Acabo de descobrir que eu tenho dedo podre até pra cachorro.
18:18Ô, Turco, que caminho é esse? Pra onde é que você tá indo?
18:20É pro hospital, é.
18:21Mas desde quando o hospital atende cachorro, nós temos que ir pra uma clínica veterinária, Turco?
18:26Que rápido.
18:27Olha, você passou o sinal fechado, Turco.
18:29Ô, Popozão, decide. Você quer ir rápido? Como é que é?
18:32Eu quero ir rápido, mas não desacatando assim as leis do trânsito.
18:35Ô, Turco, nós não estamos em uma ambulância, nem sirene a gente tem.
18:38Ah, isso aí a gente resolve.
18:45Por favor, por favor. Eu preciso de um veterinário. É uma emergência.
18:49O doutor vai fazer um atendimento. Ela vai demorar.
18:52Eu acho que esse cachorro está com um ferimento interno bastante grave.
18:55Ele precisa ser atendido imediatamente.
18:57Infelizmente, nós não temos outro veterinário aqui.
19:00Ih, matou.
19:00Eu?
19:01Não, é que o Popozão aqui é veterinário.
19:03O que é isso, Turco?
19:04Eu não exerço a profissão há muito tempo.
19:06Como é que eu vou fazer uma cirurgia assim de uma hora pra outra?
19:08Ô, pai, ou é isso ou o cachorro vai morrer.
19:10Você vai amarelar?
19:11Se o senhor quiser, eu preparo a sala, doutor.
19:14Sob a proteção de Deus, prometo que no exercício da medicina veterinária,
19:19cumprirei os dispositivos legais e normativos,
19:23sempre buscando uma harmonização perfeita entre a ciência e a arte,
19:28para tanto aplicando os conhecimentos científicos e técnicos
19:32em benefício da prevenção e cura de doenças animais.
19:36Que papo brabo é esse, pai?
19:38Esse é o código de ética do veterinário.
19:41Nós vamos operar o cachorro.
19:42Nós dois. É ruim, hein?
19:43Olha, eu sinto muito, mas eu não aturo essas paradas de sangue, tripa, baba.
19:46Turco, eu preciso de você, Turco.
19:50Pode preparar a sala. Nós dois vamos fazer a operação.
19:52Sim, doutor.
19:59Olha, dona Alexandrina, ficou ótima a escova, viu?
20:01Depois a senhora me conta como foi com o seu filho.
20:05Tchau, tchau.
20:06Isabel?
20:08O que que é, Agostinho? Eu tô trabalhando.
20:10Também tô trabalhando.
20:11Tô trabalhando pra defesa aí do estatuto menor do exercício.
20:13Eu faço valer esse negócio do estatuto.
20:14Eu não acredito que você vai falar de novo da creche.
20:17Vem dizer pra mim que aquilo é creche, que aquilo é creche, não é aquele lugar nenhum do mundo.
20:20Que é um lugar que elas estão largadas, abandonadas.
20:21Qualquer desconhecido entra, pega uma criança, leva e bola.
20:23Quando tiver na prateleiria de um supermercado.
20:25Você pode olhar ali dentro, você vai entender.
20:26O que que eu tô falando, Agostinho?
20:27Quando você olha ali dentro do carro, você vai entender do que que eu tô falando.
20:29Tua cabeça dura sua, uma hora é quebrar sua cabeça, tua teimosia sua.
20:31Agora você vai dar respeito ao seu marido e vai dar opiniões que ele tem.
20:33Ué?
20:34Bebê cabeludo de quem é?
20:37Isso não é meu filho?
20:38Não, e nem meu.
20:40Agora, eu queria entender o que que ele tá fazendo no bercinho do Floriano.
21:05Isso.
21:06O que foi?
21:07Nós perdemos a pulsação do cachorro?
21:09Peraí, pai.
21:10Foi o meu celular que deu...
21:11A minha mensagem aqui chegou no celular.
21:13Ô, Tuco, isso não é hora de celular, Tuco.
21:16Tá na hora de suturar.
21:17Ah, mas eu já tô é saturado mesmo dessa parada.
21:19Eu tô falando suturar o corte, tu.
21:22E isso quer dizer o quê?
21:23Que o cachorro já tá beleza?
21:24Ah, o cachorro tá ótimo.
21:25E eu também.
21:27Faz tempo que eu não sinto essa adrenalina e essa sensação de dever cumprido.
21:32E faz tempo que eu não me sinto tão mal.
21:34Dá licença, pai, mas eu tô passando mal.
21:37Vem cá, Tuco.
21:38Volta aqui, vamos aprender a suturar.
21:39Vem, Tuco.
21:42Ô, Agostinho Carrara, dessa vez, eu acho que você passou dos limites.
21:46Sabe, essa criança vai ficar traumatizada.
21:48Traumatizada, vai ficar naquela creche, tá?
21:49Pelo menos eu peguei ele pra dar uma volta.
21:50Pra dar a volta e o menino, tá vendo?
21:52Tomara que não chame a polícia, né?
21:53Porque daí sim que você vai dar uma volta.
21:55Na delegacia.
21:56Ih, tá chorando muito, meu bem.
21:59Aí, bebê, dá o peito logo pra essa criança parar de chorar.
22:01Imagina, Agostinho, não é meu filho.
22:03É que não é teu filho?
22:03É assim, eu que sou um adulto.
22:04Pude confundir o meu filho.
22:05Por que que ele quer um bebê na hora de confundir você com a mãe dele?
22:08Peito é tudo igual.
22:09Dá o peito logo pra criança parar de chorar.
22:13O solzinho da tarde faz muito bem.
22:16Pô, o nenenzinho da fofó.
22:19Ô, nen...
22:20Ué, cadê o Matheus?
22:22Gente, cadê o Matheus?
22:23Meu Deus do céu, cadê o Matheus?
22:25Ai, meu Deus, cadê o...
22:26O meu nenê?
22:27Agostinho?
22:28Mamãe?
22:28Bebel?
22:30Floriano?
22:32Ai, Matheus!
22:32Bom, gente, agora que todo mundo já falou o nome de todo mundo,
22:35Bebel, vamos embora daqui antes que eu tenha que explicar mais alguma coisa.
22:37Não, peraí.
22:38Quem tem que explicar alguma coisa aqui é a mamãe.
22:40Mamãezinha, o que você tá fazendo aqui?
22:42Ué, eu é que pergunto o que vocês estão fazendo aqui e com o Matheus.
22:46Ih, não devia dar assunto não, dona nenê.
22:48Eu tô achando muito estranho encontrar a senhora aqui, assim, com esse jalequinho.
22:52É mais estranho ainda encontrar vocês aqui com o Matheus e não com o Floriano.
22:57Ah, não é, Bebel.
22:59Algum problema?
23:00Não.
23:01Não, eu vim buscar o meu filhote.
23:03É, eu sou pai, se eu vim aqui ver as condições de...
23:06Essa creche tem condições de criar o filho que é meu, ué.
23:08Olha, a nossa creche é muito séria.
23:09A gente fica tonto, mas a gente dá conta de todo mundo aqui.
23:13Conhece a nova voluntária?
23:15Conhece?
23:15A senhora é a nova voluntária, então?
23:18É, e inclusive, como assim, já acabou o expediente, eu tô indo embora, tá?
23:25Olha, eu volto amanhã, viu?
23:27Ah, não, não volta, não.
23:28Não volta por quê?
23:29Eu posso explicar, se ela quiser.
23:32Não, não, eu explico.
23:34Quer dizer, eu explico.
23:35É que eu tava conversando aqui com essa moça, é que realmente eu cheguei à conclusão que o trabalho é
23:40muito cansativo.
23:41Eu fico muito cansada, exausta, esgotada.
23:44Então eu não venho mais.
23:46Ah, que pena.
23:46Então quer dizer que amanhã eu tenho que trocar mais uma fralda, dar mais uma mamadeira, limpar mais um cocôzinho.
23:52Isso aí não tem problema, não, senhora.
23:53Sem branqueira, só vai ter um bebê abeno.
23:54Que o meu filho não...
23:55Volta aqui, nunca mais.
23:55Vamos embora pra casa.
23:56Ah, meu Deus.
23:56Bora pra casa.
23:57Olha, olha, olha.
23:58O senhor não acha que ele pode ficar com a vovó dele?
24:01Não, peraí, gente.
24:02Peraí.
24:04Encerrou este assunto.
24:05Antes que eu fale pra dona Gertrude algumas coisinhas que estão entaladas aqui na minha garganta de vocês dois.
24:11Vamos, Florella.
24:12É, tchau, Roldo.
24:14Tchau.
24:16Eu vou.
24:18Deixa aqui, tá?
24:29Oi!
24:31Oi!
24:32Oi!
24:34Oi!
24:42Arnaldo!
24:43Você conhece esse cachorro?
24:45Ele foi atropelado.
24:46Ele é meu!
24:47Ele sofreu ferimentos sérios, mas foi socorrido a tempo.
24:50É graças ao popozão, que foi quem operou a ele.
24:53Obrigada, Linel.
24:54Arnaldo, que bom que você voltou, meu filho, que foi desgraçado, que te atropelou.
24:58Então, esse aí também foi o popozão.
25:00Linel!
25:01Mas a culpa foi do tuco, marido.
25:04Culpa minha!
25:05Arnaldo, perfeito.
25:05É só o que me faltava.
25:07Se não fosse por mim, você não tinha tido nem coragem de operar esse cachorro.
25:11Ah, Turco, não me falem coragem.
25:13Quem foi que fugiu da sala de operações?
25:15Ah, não está bom.
25:19Vamos lá, Arnaldo, comemorar a sua volta, meu filho, velho.
25:24Cozinha linda da mamãe.
25:30Não adianta, bichinho, não adianta.
25:32O Floriano vai continuar na creche.
25:34Dona, ele quis para beber que aquela creche é uma porcaria, faz favor?
25:36Não, ué, eu trabalhei lá, achei tudo muito direitinho.
25:39O único problema daquela creche é o pai do Florianinho aparecer lá e fazer alguma loucura, né?
25:55Linel?
25:56É uma ambulância, Nenê.
25:59Comprei.
26:00Linel?
26:01Linel, você comprou uma ambulância?
26:03Para animais.
26:04Mas e seu carro?
26:05Eu dei em troca.
26:06Agora eu já sei o que eu vou fazer com o tempo que eu tenho livre.
26:09Eu vou voltar a ser veterinário.
26:10Linel, pelo amor de Deus, assim de repente, que loucura é essa?
26:13Loucura não é a limitação de quem queria ser mãe, não deu, é veterinário.
26:16Ah, ufa!
26:17Nada disso, Nenê.
26:18Depois que eu salvei o cachorro com o Tuco, eu me senti vivo novamente.
26:22Tá bom, Linelzinho, tudo bem, né?
26:24Se é uma coisa assim que vai te fazer feliz, eu dou a maior força.
26:29Não, mas eu preciso mais do que isso, Nenê.
26:30Eu preciso de alguém que trabalhe do meu lado.
26:33Ah, não, Linelzinho, aí já é demais.
26:35Trabalhar, não?
26:35Eu gosto muito de animais, mas para trabalhar com animais...
26:38Bom, pai, eu já tenho meu emprego, né?
26:40Mas eu estou muito caro, você não tem como pagar.
26:44Pomposão, depois que eu vi o seu entusiasmo trabalhando com a veterinária,
26:47a sua paixão pelo assunto,
26:49eu vi que eu não tenho a mesma coisa com o Disque Brother,
26:51eu resolvi desistir, eu vou ficar esperando uma outra oportunidade.
26:55Que bom, Tuco, que ótimo.
26:57Que ótimo?
26:58E se demorar mais 30 anos para encontrar outra oportunidade?
27:01Ih, Tuco, eu acho que não vai demorar nem 30 segundos.
27:03Eu vou contratar você para trabalhar comigo,
27:05você vai ser o mais novo assistente de veterinário na praça.
27:09Não, não, não, mas não vai dar não, pouposão,
27:10porque esse negócio de sangue eu não me dou muito bem, eu não me sinto bem.
27:12Mas você se acostuma, Tuco,
27:14ou pode se acostumar também, sem mesada, sem dinheiro nenhum.
27:17Ih, peraí, você tá me impressionando.
27:19Gente, vocês acham certo isso aqui?
27:20Eu acho.
27:21Um pai rigoroso pode fazer um filho produtivo, filho.
27:23É, pena que você não teve pai assim, né, Agostinho?
27:25Mas calma aí, assim eu vou ficar traumatizado
27:27e vocês vão ter que pagar uma terapia para mim.
27:29Mas o salário é justamente para você arcar com essas despesas, Tuco.
27:32Ô, mãe, olha o que ele tá fazendo, você acha certo isso?
27:34Ih, não tenho nada a ver com essa história, não.
27:36Se entende com ele, que é teu novo patrão.
27:38É, então, então eu vou querer um aumento aí.
27:40Você não sabe nem quanto vai ganhar?
27:41Bom, deve ser bem pouquinho, né?
27:43Porque eu não sei como é que você é com dinheiro.
27:44Ah, Agostinho, volta aqui, me diz aqui, então, Agostinho.
27:47Vem cá, me diz como é que eu sou com dinheiro.
27:49Não me deixe!
27:49Todo mundo sabe como você é com dinheiro.
27:51Eu sigo aí brigando com cada creche, não sei o quê, meu filho.
27:54Você vai ajudar o seu pai.
27:56Olha só que ambulância, meu irmão.
27:57Você vai trabalhar comigo, meu filho.
27:59Pirraça, pai, pirraça, mãe, pirraça.
28:00Filha, eu também sou da família, eu também quero pirraçar.
28:03Catuca, pai, catuca, mãe, catuca, filha, eu também sou da família,
28:06eu também quero catucar.
28:08Catuca, pai, mãe.
28:10Filha, eu também sou da família, eu também quero catucar.
28:14Filha, eu também quero catuca, filha, eu também quero catuca, filha, eu também quero catuca, filha, eu também quero catuca,
28:15filha, eu também quero catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha,
28:16catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha,
28:16catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha, catuca, filha,
28:16catuca, filha, catuca, filha
28:16Tchau.
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