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  • há 3 meses
Internado no Hospital Sílvio Avidos, em Colatina, militar de 25 anos viu a bebê Cecília pela primeira vez com apoio do Serviço Psicossocial.
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Transcrição
00:00Estou falando sobre um hábito que faz parte da rotina de praticamente todo mundo, né?
00:05O uso do celular. Me conta, você já parou aí pra saber quantas horas por dia você passa usando o
00:13celular, a internet, as redes sociais?
00:16A tecnologia aproxima quem mora longe, em curtas distâncias, ajuda no nosso dia a dia, tem inteligência artificial quando usada
00:25da maneira correta, né?
00:27Que contribui muito pro nosso trabalho.
00:30Falando em curtas distâncias, né?
00:32Essa semana a gente mostrou o caso do policial militar de Colatina, que conheceu a filha por uma videochamada.
00:39Ele tava internado, sofreu um acidente de moto, tava trabalhando em Vitória e quando voltava pra casa sofreu esse grave
00:45acidente.
00:46A filhinha dele nasceu, ele tava internado e o primeiro contato de pai e filha foi pelo celular, pela tela
00:54do celular, né?
00:54A tecnologia como aliada, encurtando essa distância.
00:58Mas muitas vezes a internet, né? O uso dela, não a internet, acaba distanciando quem tá do nosso lado, dentro
01:07da nossa casa.
01:09Como é difícil a gente encontrar esse equilíbrio, né? Nesse uso.
01:13Vamos conversar com o Rafael Balbo, psicólogo, pra gente entender um pouco aí sobre essa nossa relação com esse mundo
01:21que tá aqui na minha mão, né, Rafael?
01:23É verdade. Bom dia. Bom dia, obrigado.
01:24Bem-vindo. Rafael, dá pra gente falar, existe tempo ideal pra gente ficar usando aqui o celular?
01:32Tem um tempo que seria considerado bom?
01:35Dentro da sua intencionalidade, dentro do seu planejamento.
01:40Algumas pessoas trabalham com o celular.
01:42Verdade.
01:42Então elas precisam passar mais tempo com ele, porque faz parte do trabalho dela.
01:47O problema é quando você é capturada pelo algoritmo.
01:51Ou seja, você intencionalmente tá buscando alguma coisa e de repente você se perde e tá fazendo outra coisa que
01:57não tem nada a ver com o que era a intenção inicial.
01:59Eu todo dia. Todo dia. Quando eu vejo, me programei ele pra ficar 10 minutinhos e eu tô a 50
02:05minutos.
02:06Isso é o problema. Você tá perdendo o seu tempo. O seu tempo tá sendo roubado.
02:09Exatamente. Agora, Rafael, sobre essa questão de encurtar as distâncias, né, que a gente tá falando aqui, né, do lado
02:17positivo e do lado que atrapalha a gente também.
02:21A gente tem que pensar nesse uso também muito a nosso favor.
02:25Você falou dessa intencionalidade, né.
02:26Quem mora longe, não tem contato com parentes, com amigos, dá pra gente usar a nosso favor.
02:34Você vê esse pai que conheceu a filha pela tela do celular graças à tecnologia.
02:40Então, assim, é sobre o uso da ferramenta que tá na nossa mão, que é poderosíssima.
02:44Fazer compras, né, é algo muito vantajoso.
02:46Sim.
02:47Melhorou a questão dos preços, você tem mais concorrência, porque tem lojas online.
02:51Com certeza. Com certeza.
02:53E outro também, hoje faz parte, a gente falou aqui da inteligência artificial usada de maneira, né, usada pra violência,
03:01mas a inteligência artificial tá aí, né, já faz parte da nossa vida e do nosso trabalho também.
03:06Então, é o uso positivo, né.
03:08Dá pra usar a inteligência artificial pra aprendizado, né, justamente pra acelerar o processo de aprendizado.
03:14Agora, o problema é justamente esse equilíbrio, né.
03:18Eu acho que quem trabalha com o celular deve ser mais difícil ainda, porque você fica ali imerso e se
03:25perde um pouco.
03:26Como encontrar esse equilíbrio?
03:29Como não me perder?
03:30Excelente.
03:31Primeiro, antes de abrir a rede social, que é onde há o risco de ser capturado, né, você precisa ter
03:36clareza do que você vai fazer ali dentro.
03:38Ah, eu quero mandar uma mensagem pra uma pessoa que eu não tenho o número do celular.
03:42Perfeito.
03:42Eu quero buscar uma loja específica pra verificar promoções ali.
03:48E se concentrar naquilo.
03:50Se você se perde com frequência e passa muito tempo perdida, vale a pena botar um despertadorzinho do lado.
03:55Ó, legal.
03:56Até no próprio celular.
03:57Ó, eu gasto dois minutos pra procurar isso.
03:59Então, bota o despertador.
04:01Se em dois minutos você não encontrou e se perdeu, o despertador vai tocar.
04:04E você vai lembrar que você colocou aquele despertador justamente pra te lembrar de fazer aquela busca intencional, focada no
04:12que é importante pra você.
04:14Perfeito.
04:14Agora, tem muitos pais que reclamam do tempo de tela dos filhos, né?
04:19Dos filhos, sim, claro.
04:19Crianças e adolescentes.
04:21E aí?
04:21Como é que...
04:22Isso é realmente muito perigoso, tá?
04:23Especialmente pra bebês, tá?
04:27Sim.
04:27Membros de dois anos.
04:29É completamente desnecessário e perigoso.
04:33Porque a tela, ela é muito estimulante.
04:36E aí, essa criança, ela perde o interesse pelos objetos que não são tela.
04:42Uhum.
04:43Crianças a partir de seis anos, elas podem usar celular ou tablet focado em educação, em aprendizado.
04:51E o tempo pra uso, pra diversão, precisa ser bem restrito.
04:55Antes de seis anos, o ideal seria nada?
04:57Não tem necessidade.
04:59De dois a seis anos, se diz assim, no máximo dois, né?
05:04As pesquisas mostram, no máximo duas horas por dia.
05:06Uhum.
05:08Antes de seis anos, não tem necessidade.
05:10Não precisa usar.
05:11Então, se conseguir manter essa criança no chiqueirinho, por exemplo, brincando ali...
05:15Fazendo qualquer outra coisa.
05:16É muito melhor do que ela ficar numa tela.
05:19Lógico.
05:19Com certeza.
05:20Agora, falando em cortar distâncias, usar essa tecnologia, sair ali das redes um pouco,
05:26se comunicar, por exemplo, com quem tá longe.
05:28A Carla, a gente vai conhecê-la agora, Rafael, você de casa também.
05:32Ela mora nos Estados Unidos, com a família, as filhas.
05:36E a internet é aliada, pra que ela mantenha contato com a família dela aqui no Estado.
05:42É assim que a família acompanha.
05:44Olha só que lindas as meninas.
05:45O crescimento das meninas, afinal, moram muito distante.
05:49Vamos ver o que a Carla falou pra gente desse uso da internet.
05:55Quando a gente decide morar fora, uma das partes mais difíceis é a distância.
06:01Não poder participar das reuniões de família, dos aniversários, dos noivados, dos casamentos.
06:07E de muitas coisas fisicamente presentes.
06:10A gente não consegue participar.
06:12E isso dá uma tristeza, né?
06:14Mas graças a tecnologia, a gente consegue compartilhar a vida, ver o rosto dos nossos pais, mostrar os nossos filhos
06:22pros nossos familiares.
06:23Então, a tecnologia nos ajuda nisso, né?
06:27Faz a gente estar um pouco presente, as mensagens instantâneas, um bom dia.
06:32Isso torna a gente, mesmo que fisicamente distante, um pouco perto da nossa família.
06:38A tecnologia nos ajuda nisso.
06:41Que interessante, né, esse uso.
06:43Isso é incrível.
06:45Agora, tem muita gente, Rafael, que...
06:47Obrigada pela participação, a nossa amiga, a Carla.
06:50Beijo pras meninas também.
06:52Que pega o celular no fim do dia e fala, ah, eu vou relaxar.
06:55Tive um dia muito estressante.
06:57Vou navegar aqui um pouco no Instagram.
06:59Por que não?
07:00Vou fazer...
07:00Vou olhar a choppia da vida.
07:02Tem um jeito da gente relaxar, da gente fazer isso.
07:05Mas, sem ficar ali presa, né?
07:09O celular, ele não descansa, ele cansa.
07:12Pois é.
07:12Uma falsa impressão que a gente tem, né?
07:14Sim.
07:14Porque ele, na verdade, te distrai.
07:16Te distrai do cansaço.
07:17Então, você acha que está descansando, mas, na verdade, você está distraída do cansaço
07:21que você tem.
07:22Outras atividades são mais produtivas.
07:24Para quem trabalha numa atividade intelectual, passa muito tempo sentado, digitando, atendendo
07:29telefone, uma caminhada, uma atividade física é mais recomendada.
07:33Para quem tem mais uma atividade física, um trabalho que é mais braçal, né?
07:37Estar numa conversa com alguém ou um jogo de tabuleiro, uma conversa cara a cara, é
07:42melhor.
07:43Com certeza.
07:44Ainda falando, né, gente, sobre essa questão de usar a tecnologia a nosso favor, para você
07:50se comunicar com quem não está perto, né?
07:52De repente, essa é uma maneira legal de você relaxar no fim do dia, né?
07:56Com uma videochamada, assim.
07:57Tem um casal de capixabas que mora no Japão, Rafael, já há sete anos, a Rayane e o Smith.
08:05E eles usam, lógico, as chamadas de vídeo, né, ligações, mensagens para manter contato
08:12com a galera, com a família aqui do Brasil.
08:13E foi assim que os parentes e amigos acompanharam o nascimento da filinha deles e vem acompanhando
08:20o crescimento da pequena Lara, que só tem um aninho.
08:24Olha só que gracinha.
08:25Vamos ver o que ela falou pra gente.
08:28Oi, meu nome é Rayane, eu sou de Vitória e já estou no Japão há sete anos.
08:33Mesmo morando do outro lado do mundo, a tecnologia, ela é que me mantém perto das pessoas que
08:39eu amo.
08:39Eu consigo, através da tecnologia, matar a saudade da minha família, dos meus amigos.
08:45Eles acompanham também a minha rotina, o meu dia a dia, conseguem acompanhar o crescimento
08:51da minha filha.
08:52Através de ligações, de chamadas de vídeo, de foto, eles conseguem acompanhar a rotina
08:57da Lara, cada conquista, cada passo dela, cada sorriso.
09:01Através da tecnologia, a gente consegue sentir próximo, mesmo que longe.
09:06A tecnologia, pra mim, é essa ponte que une corações, aproxima histórias e fazem o amor
09:12atravessar qualquer barreira.
09:14Que gracinha.
09:15E a Lara lá, a família vendo os primeiros passinhos da Lara ali na vídeo chamada.
09:21Que bom que a gente pode contar com essa possibilidade.
09:24Agora, da mesma maneira que aproxima essa família daqui, que tem a família aqui no Espírito
09:30Santo e mora lá no Japão, às vezes a internet vai me deixar distante da pessoa que está morando
09:36sob o mesmo teto que eu.
09:38E como é que é essa questão?
09:40Porque quanto tempo a pessoa passa ali, às vezes, no celular?
09:44Tanto tempo que não tem esse diálogo dentro de casa, né?
09:48Você está perto, mas está longe de quem está ali do seu lado.
09:51Sim, e não só dentro de casa, na rua também.
09:53Também.
09:54Eu tenho o hábito de caminhar na praia e é comum eu ver pessoas assim, três, quatro
09:58pessoas sentadas um do lado do outro, todos eles com o celular na mão na praia.
10:01Todo mundo olhando o celular na praia.
10:03E até mesmo, às vezes, em restaurante, lanchonete, né?
10:06Sim.
10:06Você tem um grupo de pessoas ali, todo mundo olhando o celular, calado, né?
10:10Então, perde a oportunidade de estarem interagindo, essas pessoas estarem interagindo com o ambiente,
10:16com outras pessoas, com as pessoas próximas.
10:19Na maioria das vezes que você tem alguém para compartilhar a experiência, você não
10:24precisa usar o celular.
10:25Exatamente.
10:26Quais os sinais, Rafael, de que esse uso está atrapalhando essas minhas relações,
10:32está atrapalhando a minha vida fora das telas?
10:34O primeiro deles é a irritação, né?
10:36A pessoa fica mais irritada, né?
10:38Quando a pessoa está mexendo no celular ali, perdida aí, rolando, scrollando, né?
10:43O celular.
10:44Sim.
10:44E alguém chega para conversar, assim, a pessoa normalmente fica irritada, porque ela realmente
10:48foi capturada ali pelo...
10:49Ela não quer nem prestar atenção no que você está falando.
10:52Porque a tela é mais interessante, né?
10:54O algoritmo, ele foi feito para isso, né?
10:56Para te viciar em rolar o scroll.
10:58E outra coisa é a distração, a pessoa fica mais distraída.
11:02Ela esquece mais das coisas, ela começa a agir mais no piloto automático, né?
11:06Então, ela percebe que deveria ter feito uma coisa, mas fez outra, né?
11:09Queria beber água e foi parar dentro do banheiro.
11:12Isso é comum, já aconteceu comigo também.
11:15Então, a pessoa está no piloto automático.
11:16É um sintoma, né?
11:18O cérebro, ele quer economizar energia e acaba...
11:21Você acaba sendo passageiro da agonia, né?
11:24Ele acaba tomando decisões por você e depois você vai perder tempo, porque você vai ter
11:28que refazer tudo aquilo que você deveria ter feito.
11:30Sim, exatamente.
11:31Ó, tem gente que desliga a notificação.
11:34Tem gente que na hora de dormir deixa o celular distante da cama.
11:37Ótima, ótima estratégia.
11:39Isso ajuda essas estratégias?
11:41Claro, claro.
11:41Não permitir a notificação de redes sociais específicas, né?
11:46De alguns tipos de aplicativos de comunicação manter aberto, né?
11:50Para te notificar apenas as pessoas que são importantes para você, que são relevantes
11:55para o seu trabalho, para a sua vida pessoal.
11:57Porque, no fundo, é você que tem que dominar o celular e não o celular dominar você.
12:02Você que é o proprietário dele.
12:03O problema é que todo produto ou serviço que é de graça, via de regra, você está sendo
12:10vendido, né?
12:11Exatamente.
12:12Qual que seria para a pessoa que quer começar hoje?
12:15Às vezes está se identificando aqui com o que a gente está falando.
12:17usa a tecnologia para benefício próprio, para conversar com parente que está distante,
12:22uma IA, mas também perde muito tempo ali fazendo outras coisas.
12:27Então, para quem quer começar a partir de agora, qual que seria aí o primeiro passo
12:32para ter essa relação um pouco mais saudável com esse uso?
12:35Tomada de consciência.
12:37Verifique quantas horas por dia ou por semana você está gastando com determinadas redes
12:42sociais específicas.
12:43O próprio celular te dá esse relatório, né?
12:44Às vezes a gente fica meio chocado, já dá uma olhadinha, vai nas configurações do
12:49seu celular para você dar uma olhadinha nos seus relatórios.
12:51Às vezes, sete horas por dia.
12:54Seis horas por dia mexendo no Instagram.
12:56É muita coisa, Rafael?
12:57Muita coisa.
12:58Muita?
12:58Muita coisa.
12:59Olha só.
13:00E aí, existem as opções no celular de você limitar, né?
13:03Se o celular não tem, existem aplicativos gratuitos para isso.
13:06Limitar o tempo de uso de aplicativos específicos, né?
13:09De redes sociais específicas, né?
13:11E a partir de um determinado horário, nenhum aplicativo, por exemplo, de rede social funciona
13:15para te ajudar a dormir.
13:17Exatamente.
13:18É uma estratégia muito bacana.
13:20A gente conversou com o Rafael Balbo falando aqui sobre esse uso.
13:23Fim de semana chega, né?
13:25Às vezes, durante a semana a pessoa até se controla, mas chega o fim de semana, aí a
13:29pessoa quer descarregar ali tudo que ela não usou.
13:32Isso também é perigoso.
13:33Então, vamos tentar trazer essa consciência, né?
13:36Obrigada, Rafael, pela entrevista e até a próxima.
13:39Até a próxima.
13:40Valeu pelas dicas.
13:41Deixa eu virar aqui na câmera 1.
13:43Agora, 8 horas, 58 minutos, sextou.
13:48Fica atento porque tem previsão de chuva para essa sexta.
13:51Não é chuva forte, não.
13:52É uma frente fria que está passando aqui pelo estado, trazendo chuva passageira, fraca,
13:57mas está molhando.
13:58Então, fica atento quando você sair aí de casa.
14:01Ó, tempo fechadinho, imagens ao vivo, terceira ponte, enceada, do suar.
14:07Então, não sai de casa sem sua sombrinha, sem se programar, sem se proteger.
14:11E a expectativa é que o fim de semana fique aí sofrendo um pouco dessas consequências
14:16dessa frente fria que está passando por aqui.
14:19Então, se programa, tá?
14:20Se protege.
14:21Obrigada pela companhia.
14:23Boa sexta, bom fim de semana e até segunda às 8h20.
14:28Tchau, tchau.
14:52Na trilha sonora da sua vida.
14:54Os sucessos que tocam o coração estão aqui.
14:58Tribuna FM, 99,1.
15:01Cada vez mais você.
15:10Bora, Brasil.
15:13Oferecimento
15:14Seguro Vida Individual Tóquio Marini.
15:18A proteção que resolve.
15:21E loterias caixa, quina de São João.
15:25Aposte já.
15:28Sirhan, eu não quero me divorciar.
15:31Por favor, não vire as costas pra mim.
15:33Eu suplico, não faça isso.
15:35Gurro e Sirhan continuam juntos.
15:38O Mer fica revoltado com a situação e decide sequestrá-la.
15:42Fica aqui.
15:42O Mer, o que está fazendo?
15:44Você ficou louco.
15:45Não, eu nunca me senti tão bem, Gurro.
15:47Hoje, 8h30 da noite.
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