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  • há 2 meses
Novo episódio do Videocast Tecnoagro especial da Feira da Nater Coop tem como tema o planejamento forrageiro e o uso da silagem podem ser usados como ferramentas de alimentação animal na época de seca.

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Transcrição
00:04Olá a todos, eu sou Cláudia Gregório e estou aqui na nossa Arena Tecnoagro SEAG, na Feira Agro da Natercop,
00:11para mais um episódio do nosso videocast especial.
00:14Aqui comigo, Felipe Lopes Neves, do Incaper de Mucurici,
00:18para falar do planejamento forrageiro e o uso da silagem como ferramentas de alimentação animal na seca.
00:24Bem-vindo, Felipe.
00:25Obrigado, Cláudia.
00:27João, eu queria que você já dissesse como é que está o cenário hoje aqui no Estado.
00:33Bem, hoje o cenário da pecuária leiteira, ele é um cenário que a gente vê com,
00:42comparado com outras atividades agrícolas, como agricultura, café, pimenta do reino,
00:47ele é um cenário que não está tão favorável ao produtor de leite.
00:51Mas, é um cenário promissor, porque o rebanho bovino capixaba, dependendo da região onde se localiza,
01:02ele tem uma qualidade genética, os produtores são eficientes na produção.
01:05Então, é uma atividade que a gente costuma falar que é passada de pai para filho, de geração para geração,
01:11e que continua na sua produção.
01:14Agora, qual o principal desafio enfrentado pelos produtores, principalmente de rebanho, na alimentação do rebanho,
01:20no norte e no oeste, onde a seca é mais...
01:24Então, eu não diria o principal, eu diria os principais desafios.
01:28Vamos colocar aqui.
01:29A atividade leiteira é uma atividade que ela exige do produtor uma rotina.
01:36Então, a gente tem, principalmente, não só a nível de setor rural, mas também a nível de Brasil e de
01:43mundo,
01:43a tendência é que é o envelhecimento da mão de obra.
01:46Então, a gente já tem, no campo hoje, um déficit de mão de obra muito grande.
01:50Um déficit absurdo de mão de obra.
01:52E, atrelado a isso, nós já temos também um envelhecimento da mão de obra.
01:58Aí, associado a isso, a questões também de rentabilidade da atividade,
02:02Temos também a questão de falta de planejamento forrageiro para a alimentação dos animais,
02:07que aí é uma questão mais técnica, não uma questão social.
02:14E são esses principais.
02:15A questão de mão de obra, da atividade, a rentabilidade, que é o atrativo da atividade,
02:20e a questão do envelhecimento da mão de obra.
02:23E o que é essencial para um bom planejamento forrageiro?
02:26Por onde o produtor deve começar?
02:28A primeira coisa que o produtor deve fazer é procurar um técnico,
02:31para ir em conjunto com o técnico,
02:33seja ele da extensão rural, do INCAPEL ou da iniciativa privada,
02:37que ele procure um técnico para se planejar.
02:40A alimentação dos animais, na época de seca,
02:43ela é fundamental para a melhoria ou aumento da produção.
02:49Então, para esse planejamento, ele precisa fazer umas continhas,
02:53ele precisa ter consciência de que é necessário.
02:58Porque o principal problema hoje das propriedades leiteiras de corte também,
03:04é o déficit forrageiro.
03:05É um déficit forrageiro.
03:06Então, se a gente pegar o concentrado, que é o alimento soja e milho,
03:10fornecido aos animais no coxo,
03:11é mais fácil, a gente consegue trazê-lo de fora do Brasil,
03:14de qualquer lugar do país.
03:15Mas a forragem, que é o alimento mais barato,
03:18ela tem um déficit grande, porque é o que o animal mais consome.
03:21Então, esse déficit de forragem, na parte técnica,
03:24é um dos principais problemas das atividades de bovino no Estado.
03:28O INCAPER tem algum programa específico para orientar o produtor
03:31na produção de silagem ou no manejo das pastagens?
03:34Sim. Nós, na Seção Rural, atuamos no sentido de,
03:38junto ao produtor, fazer esse planejamento,
03:40orientar na questão do uso de forrageiras adequadas para cada região,
03:45para que ele possa estar suprindo essa necessidade na época de seca,
03:48a parte de forragem.
03:50E como é que o acesso à assistência técnica pode mudar a realidade
03:54de quem ainda não adota práticas de conservação da forragem?
04:00O acesso à assistência técnica,
04:02o acompanhamento continuado da atividade agrícola ou pecuária,
04:06ele é essencial,
04:07porque o conhecimento é que faz evoluir a atividade.
04:12A falta de conhecimento faz o produtor sair da atividade.
04:16Tudo bem, tudo tem seus altos e baixos,
04:18como na vida nossa, como em qualquer atividade de renda, de rentabilidade,
04:26tudo tem seus altos e baixos.
04:28O leite já teve épocas de alta, baixa, altas e baixas.
04:31Se a gente pegar o histórico, é uma gangorra.
04:33Porém, já está atrelado também, não só na pecuária,
04:38mas também na agricultura,
04:40esse problema de sucessão rural familiar,
04:43a questão do envelhecimento da mão de obra,
04:45atrelada à rentabilidade.
04:47E a extensão rural, nós fazemos acompanhamento junto ao produtor
04:50para que ele veja aqueles pontos fundamentais ali
04:53para continuar na sua atividade.
04:58Pois é, a gente vê muito, principalmente o pequeno produtor,
05:01dizendo que vai abandonar a pecuária leiteira
05:03porque não está rendendo, está difícil,
05:05e partir para outra variedade, outra coisa, diversificar.
05:13Como é que você vê essa situação?
05:15Então, como eu disse, tudo tem seus altos e baixos.
05:18No momento, a atividade leiteira está sendo menos atrativa,
05:20por exemplo, do que a atividade cafeeira.
05:23Porque o café, ele deu um estouro de produção.
05:25Um estouro de produção é uma commodity.
05:28Então, logicamente, o preço atrelado à dólar,
05:30você vai ter uma rentabilidade maior por área
05:32do que a atividade pecuária.
05:34Mas, como eu disse, a atividade leiteira,
05:37aqueles produtores que estão na atividade de leite,
05:39eles conseguem fazer o pagamento das suas contas,
05:42conseguem fazer toda a sua parte de giro de capital andar.
05:48Como falei, tem seus percalços.
05:50Mas, cada um vai fazendo do jeito que acha.
05:56A atividade está também relacionada
05:59ao que gosta de fazer e a remuneração.
06:02E você pode compartilhar um exemplo prático
06:05de propriedade capixaba que melhorou a alimentação animal
06:08com o planejamento forrageiro e silagem?
06:10Sim.
06:11Nós temos propriedades no município de Mucurici,
06:13lá onde a gente faz acompanhamento dos produtores,
06:15onde os produtores fizeram o planejamento forrageiro.
06:19têm mais ou menos uma noção de quanto precisa de estoque de forragem
06:23para poder fazer o arraçoamento dos seus animais.
06:27E, através disso daí, eles conseguem ultrapassar o período de seca
06:30com mais facilidade.
06:32Tem propriedades lá que conseguem fazer isso.
06:34Lógico que tudo depende do planejamento.
06:36Falta de planejamento retira qualquer produtor rural,
06:39seja da agricultura, seja da pecuária, da sua atividade.
06:41E existem, assim, culturas mais indicadas para a produção de silagem
06:45nas condições climáticas e de solo aqui do Espírito Santo?
06:48Sim.
06:48A gente tem os capins estuplicais, os elefantes, a cana-de-açúcar,
06:52que são os principais que utilizam para a produção de forragem.
06:55Tem os capins para pastejo.
06:58Esses capins para pastejo podem ser intensivos ou extensivos,
07:02que podem ser utilizados também.
07:03Tudo depende da realidade de cada produtor.
07:05A depender da realidade é que esses capins vão ser utilizados.
07:09Lógico que, como, por exemplo, a gente tem na cidade de Vitória,
07:12a gente não compra mais casas em Vitória.
07:14A gente não cresce mais na horizontal.
07:16Vitória é só na vertical.
07:17A mesma coisa que eu costumo brincar que a pastagem é a mesma coisa.
07:21Se a gente for trabalhar só com pastagem, sistema extensivo,
07:24ou mesmo ser intensivo, tem um limite.
07:26Então, a gente precisa de forrageiras que elas cresçam mais
07:28no sentido horizontal para que aumente a produção.
07:30Que a gente pegue 4 ou 5 hectares e coloque dentro de 1.
07:34E como é que o produtor pode identificar o ponto ideal de colheita
07:37para garantir uma silagem de qualidade?
07:40Então, aí, cada material forrageiro tem seu ponto ideal de corte,
07:44para ensilar e também para ser utilizado no seu ponto ideal.
07:49Aí, uma avaliação técnica, ou mesmo a própria experiência do produtor
07:52com o acompanhamento técnico inicial,
07:53ele já consegue andar com as próprias pernas no futuro.
07:57Felipe, o governo do Espírito Santo tem algum incentivo
07:59ao desenvolvimento da atividade pecuária aqui no Estado?
08:02Sim. A Secretaria de Estado de Agricultura,
08:05ela tem os programas que rodam, né,
08:09através do INCAPÉ e de outras instituições também.
08:12Isso é a parte de melhoramento genético do rebanho bovino,
08:15a parte de política pública também,
08:18na parte de fornecimento de máquinas, associações,
08:21colheitadeiras, tratores, vagões forrageiros,
08:24enciladeiras, que contribuem para a melhoria da produção,
08:27e contribuem para a diminuição da mão de obra
08:30e avanço na produção de silagem,
08:35de armazenamento dessas forragens para o período de seca, estocagem, né?
08:39Então, sim, o governo do Estado tem feito esse programa.
08:42Felipe, quero agradecer aqui a sua presença no nosso videocast especial.
08:47Muito obrigada.
08:48Eu que agradeço o nome do INCAPÉ.
08:49Aí estamos à disposição da Sociedade Capixaba.
08:52É isso aí.
08:53Daqui a pouco a gente volta com mais assunto aqui no nosso videocast.
08:57Tchau.
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