00:00Quando eu falo de reforma tributária, eu penso em uma coisa muito maior do que uma mudança fiscal.
00:04É uma mudança de ambiente econômico que a gente está vivendo, o que é muito grande.
00:09E eu acho que isso ainda não está sendo tão debatido quanto deve ser.
00:12Porque quando a gente olhar para dentro das empresas, a gente está mudando, por exemplo,
00:16precificação de produto, a gente está mudando preço relativo, a gente está mudando os contratos,
00:21a gente tem que revisar os contratos, porque os contratos foram feitos com base num sistema fiscal
00:27que vai deixar de existir, que já está deixando de existir.
00:30Agora, a gente tem dois sistemas fiscais acontecendo ao mesmo tempo, a gente tem um impacto de custo,
00:35a gente tem um impacto de crédito sendo gerado.
00:38Quem que no final das contas vai apropriar, que vai ser o responsável do custo, que vai apropriar do crédito?
00:44A gente não sabe, então a gente tem um potencial de litígio grande.
00:47E os novos contratos que são feitos, todos eles têm que ser pensados com uma cláusula de travessia
00:54para a gente passar por esse momento de transição.
00:58entendendo onde que são essas questões, quais são os métodos que devem ser usados
01:02para fazer essas análises, quais são as cláusulas de renegociação, os pontos de renegociação.
01:07Então as empresas têm um papel agora, para olhar para dentro da casa delas, de estratégia.
01:14Não é só o lado fiscal, não é só o CFO que tem que estar preocupado com isso.
01:17Mas é o CEO, é o CEO, é todo mundo que está ali na tomada de decisão, pensando a empresa
01:23no futuro,
01:23tem que estar pensando na reforma tributária, como uma mudança de contexto da empresa,
01:29onde que ela está inserida e como que isso vai impactar, para ela poder tomar boas decisões.
01:32Aí ela consegue se antecipar e usar a reforma como uma oportunidade, e não só como um choque.
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