- há 2 meses
Segundo episódio de série especial aborda os desafios de empreendedores para manter seus negícios e a luta de educadores para garantir a educação dos alunos
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NotíciasTranscrição
00:01Avenida Jerônimo Monteiro, centro de Vitória.
00:04O que se vê por aqui são portas de aço baixadas,
00:07exatamente como foi determinado que os lojistas fizessem.
00:11A polícia não vai agredir nenhum comerciante, não é esse o nosso objetivo.
00:19Mas a gente pode adotar outras medidas de multa,
00:22a gente pode adotar medidas de cassação de registro da empresa.
00:25É o lockdown, quando apenas serviços essenciais podem funcionar
00:30e a circulação de pessoas é controlada pelo Estado.
00:34Posso dizer que as escolas não voltarão a funcionar.
00:36As aulas nas creches e as escolas municipais em Vitória foram suspensas.
00:40Não é todo mundo que tem a condição de estudar por conta própria.
00:44Eu quero ver o nosso ali.
00:46A suspensão das aulas é para que a gente tenha uma diminuição da circulação.
00:51Dereço para pagar!
00:52O que resume a nossa categoria hoje é uma palavrinha, desespero.
00:56A gente quer trabalhar.
00:58Eles não estão me deixando.
00:59E eu e os filhos, a gente casa, falta necessidade.
01:02Eu já não sei mais nem o que fazer.
01:22Foi uma porrada, viu?
01:24A gente tentava fazer de tudo para vender, as contas acumulando, pagar.
01:34Passamos muita perda.
01:35As pessoas deixaram de ir às ruas, independente da medida de isolamento no primeiro momento.
01:39As pessoas deixaram de circular.
01:41Então, o que as entidades ligadas ao comércio disseram é o seguinte.
01:45Não, não tem como a gente continuar funcionando porque não tem trabalhador.
01:48Ninguém está vindo comprar e os trabalhadores não querem vir trabalhar, né?
01:52Porque o medo se apresentou em primeiro lugar.
01:56Dava medo.
01:57Toda vez que eu saí daqui para ir para o sítio, buscar as verduras que a gente botava
02:02para vender aqui, eu ia preocupado.
02:05Antes da pandemia, eu tinha 19 funcionários.
02:07Quando a pandemia veio, a primeira leva eu mandei embora logo 10.
02:12Aí fiquei com 9.
02:14Aí na segunda remessa eu mandei 4, fiquei só com 5.
02:17E em meio a um cenário de incertezas, o Edmilson segue tentando manter as portas do restaurante
02:23abertas em Vitória.
02:24Mas para isso, precisou também reduzir o quadro de funcionários.
02:28Quando eu dispensei minha equipe, eu falei assim, ó.
02:30Se isso passar em um mês, nesse prazo de aviso,
02:34a gente rasa os contratos e todo mundo volta.
02:38E pelo que eu estou vendo, isso não vai acontecer.
02:41O nosso desespero era pagar as contas.
02:43Era manter a casa aberta, mas não podia.
02:47Abria para o almoço, não tinha o pessoal trabalhando, não vinha quase, vinha muito pouco.
02:52Não se pagava.
02:55E à noite não podia abrir, a gente só com entrega.
02:59A gente corria para botar em ordem.
03:02A gente assim, está correndo tudo quanto é jeito.
03:05Botamos delivery, coisa que a gente não fazia, não tinha hábito para fazer.
03:09E inclusive a gente está, a gente mesmo fazia as entregas.
03:12Eu mesmo, ponho no carro, levo até o cliente.
03:17Vou, precisa na cozinha, estou na cozinha.
03:19Precisa limpar, vou limpar, porque está difícil.
03:23Na época da pandemia, nós tínhamos 50 franqueados.
03:26Nós estávamos com 50 unidades fora do Espírito Santo.
03:29E já tínhamos ali um faturamento de 3 milhões no ano.
03:34A pandemia chega, me lembro perfeitamente, a 16 de março, quando anuncia-se o primeiro lockdown aqui no nosso estado.
03:40E eu tomo um susto com aquilo e comunico à rede franqueada e percebo o que estava acontecendo lá fora.
03:49Lá fora, por exemplo, Rio Grande do Sul e Minas, já estava acontecendo esse movimento.
03:53Aqui ainda não.
03:54A recomendação para o comércio, para academias, para serviços, nesse momento que é uma recomendação, é que feche.
04:02Se a epidemia for avançando, vai chegar o momento em que a gente vai proibir.
04:05Para nós era uma semana, três dias em casa, vamos dizer assim.
04:09E não, a gente entende que ali nossa empresa estava passando um grande desafio e que ela ia quebrar.
04:15Por quê?
04:16E nós quebramos.
04:24Estamos, então, orientando e determinando o fechamento de casa de shows, de boate, de cinema, de museu, de teatro.
04:34Para a gente possa evitar a contaminação pelo vírus.
04:37E a gente quebra em 45 dias.
04:39Eu tinha 27 funcionários.
04:41Eu mandei todos embora de forma coletiva.
04:44Eu tinha dois galpões.
04:46Eu entreguei um e fiquei com um galpão só.
04:49E voltei para a batedeira.
04:50Em junho de 2020, nós abrimos o nosso delivery de pizza.
04:55Era de casa mesmo.
04:57Nós começamos na varanda da minha sogra até.
05:00Tudo fechado.
05:01Não tinha muitas possibilidades.
05:03Mas a gente começou sempre priorizando a qualidade, um bom produto.
05:10Mas o início era bem desafiador, assim.
05:13É difícil.
05:14A gente via os colegas de trabalho não conseguindo manter o negócio.
05:19O nosso sentimento quando tudo aconteceu foi de frustração.
05:24Nesse período, a gente viu empresas fechando do ramo de alimentação.
05:28Vimos não só no Brasil, mas fora, de coisas que a gente acompanhava também.
05:33Tendo que vender o que tinha dentro para pagar as contas.
05:38Não conseguiu se manter.
05:39Estamos aqui para falar que a gente, dois anos e meio depois de um treino no meio da rua,
05:43resolvemos fazer uma loja física.
05:46E pouco depois da abertura da loja, a gente recém-inaugurado, bebezinho ainda,
05:51veio essa pandemia que infelizmente não teve o que fazer.
05:54A gente estava com 15 funcionários na loja.
05:55Tive que demitir todos.
05:56A loja fechou as portas e, por enquanto, o comerciante vai voltar a trabalhar do jeito antigo.
06:01Com o trailer.
06:02Era uma situação ruim.
06:04Você passava assim na rua com o carro, fazendo entrega e o cara botava a placa.
06:07Estou vendendo o que tem.
06:11Era triste.
06:12Essa escola em Cariacica, com mais de 75 anos de tradição em vários estados,
06:17fechou as portas no início de maio.
06:19O anúncio pegou de surpresa famílias de alunos que agora vão ter que procurar outras instituições.
06:25Teve pais que tiveram que sair procurando escola.
06:30E assim, não está fácil achar escola.
06:33Nós ficamos realmente à deriva numa situação calamitosa.
06:37A educação foi a área mais afetada pela pandemia.
06:43A saúde pública, naturalmente, foi a área envolvida diretamente e ela se fortaleceu com os investimentos.
06:50A educação teve uma consequência negativa.
06:54Foi desafiador porque nós até então tínhamos um ritmo de trabalho, a escola tem uma rotina e tudo mais.
07:01E do nada a gente se viu obrigado a ter que se readaptar a essa nova situação que até então,
07:10durante muito tempo, era algo muito incerto para todo mundo.
07:14Posso dizer que as escolas não voltarão a funcionar.
07:18Nós teremos mais dias de avaliação ainda, porque escola cheia, com crianças, servidores, professores e diretores,
07:28num ambiente de transmissão comunitária, pode ser um grande risco para que a gente tenha uma disseminação muito rápida do
07:35vírus.
07:36Os estudantes, do nada, a gente para de ter esse contato e aí a gente entra na lua.
07:41Primeiro, quando que vai retornar e segundo, como manter esse contato.
07:47Cada um aprende de um jeito, só que aí do nada você se vê, nós nos vimos, nós professores nos
07:55vimos numa situação em que
07:56como que eu vou trabalhar essa pluralidade que cada um tem de ritmo de aprendizado, de contato,
08:03se você é mais ouvinte, escrita, porque cada um tem o seu ritmo,
08:09como que a gente vai fazer isso através de um meio tecnológico?
08:11Eu busquei sempre tentar alguma alternativa que pudesse, de alguma forma, me restabelecer vínculo com aqueles estudantes.
08:22Um dos maiores problemas que a gente teve durante esse período foi ter esse contato com o estudante.
08:28Todas as estratégias que a gente tinha eram sempre, eu vou pensar esse material para encaminhar,
08:33como que eu vou fazer esse contato com esse estudante.
08:35Então, a partir dessa percepção, a gente foi fazendo tentativas.
08:42Nós entregávamos o dever de casa para os alunos, para eles não ficarem desconectados da escola.
08:48E, ao mesmo tempo, nós fizemos uma parceria para levar, através de TV e de aplicativo, também aulas à distância
08:56para os alunos.
08:57Então, a gente manteve uma ligação do aluno, do professor, da família com a escola.
09:05As aulas tiveram início pelos canais abertos hoje de manhã.
09:08Só tenho um pouco de receio das aulas não conseguirem acompanhar no conteúdo da escola, mas já é uma ajuda,
09:18com certeza.
09:18As aulas serão exibidas nas segundas, quartas e sextas-feiras, de manhã à tarde e à noite.
09:25Todas essas desigualdades materiais, elas se somam àquelas diferenças normais do nosso processo de aprendizado,
09:33mas essas desigualdades materiais, elas meio que potencializam as dificuldades que a gente tinha para poder pensar nas desigualdades de
09:40ensino e aprendizagem.
09:41Então, por isso que era tão desafiador.
09:43Desde que a pandemia começou, eu meio que, no início, estava meio parado, porque não tinha acesso total às atividades
09:51e às salas virtuais que a escola criou.
09:54Porque eu não tenho computador, não tenho celular, e literalmente é só meu pai que tem celular aqui dentro.
09:59Então, eu não tenho acesso a essas questões de sala virtual, de vídeo aula, de ter o apoio dos professores
10:08virtualmente.
10:09Tem lugares aqui no bairro que a internet simplesmente não pega.
10:13Se você estiver usando o celular de uma determinada operadora, você vai perceber que nem aqui na escola pega direito.
10:22Então, assim, uma coisa era ter o celular.
10:25Eles têm, mas será que na casa deles?
10:27Tem, porque é outro desafio, né?
10:31O celular estar na mão não significa que na casa dele ele funciona.
10:34Você, estudante de, vamos supor, que não tem um celular, que não tem acesso à internet, você é que lute
10:41para você conseguir estudar.
10:42Porque, senão, você simplesmente não vai conseguir entrar em uma faculdade, não vai conseguir realizar seu sonho.
10:47Num período como esse, por exemplo, para as regiões de alta vulnerabilidade, que é aqui na região da escola,
10:54fechar os bairros do entorno, foi um período onde, assim, nós tínhamos estudantes que estavam em situações, assim,
11:04que a última coisa que ele estaria pensando naquele momento seria a educação.
11:09Porque ele estava pensando do óbvio, do imediato.
11:11Mesmo com todos os esforços que as escolas têm feito de propiciar e tentar chegar aos alunos por meio de
11:21atividades não presenciais,
11:23de garantir uma certa continuidade do processo educacional,
11:28a gente sabe que todas essas ferramentas, elas não dão igualdade de oportunidades a todos.
11:35As desigualdades que já existiam, elas simplesmente foram agravadas.
11:39E quanto mais a gente faz análise, fazendo os recortes, a gente vai vendo como mais impactado foi.
11:46Os dados do IBGE dizem isso.
11:49Se você for pegar os dados do IBGE de 2022, 2023, a maior parte dos estudantes que estavam com o
11:56maior nível,
11:57que faziam parte ali, o maior percentual de analfabetismo, estarem na condição de analfabeto,
12:03eram estudantes negros, pretos e pardos.
12:05A Gabi está no nono ano. Os pais, às vezes, não conseguem ajudar.
12:10Eu tento pedir ajuda para minha mãe, às vezes, quando meu pai vem aqui, eu peço ajuda para ele.
12:15Mas é difícil mesmo assim, porque eles não ensinam direito igual o professor, sabe?
12:19Isso que é tão difícil. Ah, estude, fique em casa.
12:22Mas para a periferia, não eram todos que tinham essa possibilidade.
12:27Não está sendo a mesma coisa porque eu não tenho apoio.
12:29Em casa, não casa aqui, é só eu e Deus no mesmo.
12:34Então, eu não tenho acesso, não tenho o auxílio de um professor, não tenho essas questões.
12:40Então, a gente teve uma evasão, a gente teve uma redução do aprendizado em português e matemática.
12:45Nós estamos quase recuperando.
12:47Somos o primeiro no Brasil, no ensino médio, bem colocado, fundamental.
12:51Mas ainda temos uma consequência da pandemia, de mais de um ano de alteração do calendário escolar.
12:59Essa discussão, que muitas vezes era colocada,
13:03o professor vai ser substituído pela tecnologia e tudo mais.
13:08O período de pandemia, ele traz para o centro da discussão
13:12que existe um lugar ocupado por professores e professoras
13:17que a tecnologia dificilmente vai conseguir superar,
13:23que é a dimensão do afeto.
13:25Educação, essencialmente, ela é afeto.
13:26A professora perdeu a mãe para o coronavírus.
13:29Não teve a sorte de ser imunizada a tempo.
13:32Agora, a Nara aguarda ansiosamente o retorno das aulas para encontrar os alunos.
13:38É uma alegria estar com as crianças, os pais.
13:42É um movimento muito, muito bacana, muito importante.
13:45O professor não é só um trabalho, é uma amizade,
13:50é um vínculo muito forte do aluno com a família.
13:52Então, é um movimento muito esperado,
13:55um aguardo muito importante para todos os professores.
13:59Embora o sentimento de frustração fosse grande,
14:02a gente, como um bom brasileiro,
14:04tentou sempre olhar para as coisas boas e pensar
14:06o que a gente pode fazer agora,
14:09quais são as nossas possibilidades.
14:12O número de abertura de empresas que nós estamos assistindo desde o ano passado,
14:16não somente agora no mês de março de 2021,
14:18é fruto de uma necessidade.
14:21As pessoas que perderam seus empregos,
14:23as pessoas que ficaram aí, de fato,
14:26sem alternativa formal de emprego ou de ocupação,
14:32viram no empreendedorismo para abrir seus negócios,
14:35poder sustentar suas famílias.
14:36A pandemia, para mim, foi um recomeço mesmo
14:40de olhar para cada detalhe da empresa.
14:43Mesmo, onde eu poderia enxugar mais,
14:45onde eu poderia economizar mais,
14:48aonde eu poderia melhorar,
14:50o que eu poderia melhorar a minha logística.
14:52E com isso eu tive muitas ideias,
14:54muitos insights.
14:55E fui trabalhando eles, fui executando.
14:58Mas a gente conseguiu passar por essa situação
15:01com muita paz no coração,
15:04tranquilidade, confiando que isso tudo
15:07em algum momento iria passar.
15:09E com a ajuda, a família nos dá um suporte muito bom.
15:13Isso é muito importante.
15:14A importância é ter alguém para apoiar.
15:16Porque a mesma hora que a gente estava aqui,
15:17a gente tinha parentes nossos que estavam também vindo a óbito.
15:21A gente estava aqui tentando manter a empresa,
15:23tentando trabalhar, mas nossos parentes do interior,
15:24que ainda não, a gente estava tendo peito também.
15:26Então as portas foram abrindo
15:28à medida que até a própria pandemia ia avançando,
15:32ia se normalizando um pouco mais.
15:34E aí a gente chegou a um ponto que a gente falou assim,
15:35gente, vamos ter que mudar a forma de trabalhar.
15:38E para contratar funcionários de novo?
15:41Ninguém queria trabalhar.
15:42Segundo o Sindicato dos Restaurantes e Bares do Estado,
15:46muita gente que perdeu o emprego durante a pandemia
15:49foi para a informalidade ou abriu o próprio negócio.
15:52E agora não quer mais voltar para as vagas de emprego antigas.
15:56Resultado?
15:57Os empresários estão sentindo falta dessa mão de obra.
16:00No nosso caso, voltar à indústria foram só alguns meses.
16:05Mas sair daquela condição que a pandemia nos trouxe foram dois anos.
16:09Nós demoramos dois anos para sair daquela condição.
16:13Isso teve o apoio da grande maioria da sociedade capixaba.
16:16Só alguns que de fato tinham problema, viviam dificuldades financeiras.
16:21E outros que são negacionistas, está certo?
16:23Então a gente tem que compreender aquelas pessoas que estavam com dificuldade financeira.
16:28Mas não podemos compreender os negacionistas.
16:30Pelas imagens, dá para ver que o bar que fica na Avenida Saturnino Rangel Mauro
16:34em Coqueral de Itaparica, Vila Velha, estava cheio de clientes.
16:38O dono não aceitou a ordem para fechar o bar.
16:41E segundo os guardas municipais, desacatou a equipe e resistiu à prisão.
16:46Uma da grande maioria da população apoiou cada decisão que nós tomamos no governo do Estado
16:53porque sabiam que eram decisões muito amparadas pelas evidências científicas
16:57e muito discutidas com a sociedade capixaba.
17:00O Espírito Santo fechou o ano de 2021 com um resultado histórico no saldo de emprego,
17:05de acordo com o Caged.
17:07Quase 54 mil postos de trabalho num saldo positivo.
17:11E agora os dados mais recentes divulgados pelo Caged no acumulado dos cinco primeiros meses de 2022,
17:19o Espírito Santo já está se aproximando de um saldo positivo de emprego de 30 mil postos de trabalho.
17:27Então seguindo essa tendência até o final do ano de 2022,
17:32provavelmente o Espírito Santo vai alcançar mais uma marca histórica na geração de emprego.
17:38Então foi um período de muita união, de muita reflexão, de unidade mesmo, unidade, linguagem.
17:45Então juntos no trabalho, juntos em casa, pensando juntos.
17:50Pegamos Covid juntos.
17:51Pegamos Covid juntos, então isso fortalece e amadurece a união de fato.
17:55Então em todos os momentos a gente está juntos, sempre projetando o próximo passo juntos também.
18:00Depois que a gente passa pela tormenta, aquela coisa toda, aquela loucura toda,
18:07a gente passa, olha e fala.
18:10Primeiro a gente dá uma risadinha meio sem graça, porque não fui nada engraçado.
18:14Mas quando a gente lembra as situações que a gente passou, foi uma vitória.
18:20Quando você chega no fundo do poço, você olha para ele e fala, é isso aqui?
18:25E aí você tem que ter força para você subir aquele buraco,
18:28mas você quando chega em cima, você vê a luz de novo, você fala, estou mais forte.
18:32Continue perseverando.
18:34Eu acho que a perseverança em todo momento da vida, ela é muito importante.
18:39Porque situações boas e ruins a gente vive em todo momento, né?
18:43A pandemia foi uma situação ruim, mas prolongada na nossa vida e que de fato afetou muita gente.
18:50Mas circunstâncias mudam em todo tempo, então se a gente não tiver perseverança, é difícil.
18:57Eu tenho muito amor no que eu faço, eu vivo a minha empresa todos os dias.
19:02Amor mesmo, de chegar a exalar mesmo.
19:07E tenho muito orgulho mesmo da minha coragem,
19:11porque eu acho que o que falta muito nas pessoas é a coragem.
19:14Daqui a cinco anos eu acho que...
19:18Eu vejo gente mais capacitado, mais maduro para o negócio
19:23e com a Medeiros mais expandida,
19:29naquilo colocando em prática os desejos que a gente tem no coração ainda
19:34quanto ao crescimento da padaria.
19:36Uma educação no futuro é uma educação que ela precisa, é claro,
19:42estar antenada a todos os processos tecnológicos.
19:47É uma escola que precisa ter essa infraestrutura,
19:52ter condições de trabalho, melhorar as condições de trabalho das equipes como um todo.
19:58Mas também é uma educação que ela precisa estar focada
20:01nesse processo de redução dessas desigualdades de aprendizagem
20:08que nós temos entre os estudantes e que foram agravadas.
20:40Música
20:41Amém.
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