00:00RR Entrevista deste domingo bate um papo com o Patrick Ribeiro, um empresário que está comemorando 35 anos de carreira
00:08em 2025.
00:10Mas a gente já vai adiantar pra você um pouco dessa carreira e o que vem por aí.
00:28Patrick, conta um pouquinho pra gente, 35 anos de carreira, o que você avalia? Pesa? Tem muita coisa boa pra
00:36comemorar? Só coisa boa?
00:37Não, a gente comemora tudo. Na verdade, toda a carreira, todo o projeto, todo o propósito que a gente se
00:46coloca a enfrentar, tem parte boa, tem parte ruim.
00:51Tem desafio.
00:52A gente sabe que passa por tudo. Então, isso faz parte do aprendizado e esses 35 anos serão diferentes.
00:5935 anos, trouxe pra gente. E é uma memória que a gente vai trazendo à tona de tudo que já
01:07aconteceu.
01:08Começou tudo muito cedo, em função de festas, em casas que lá em Vila Velha iam ser demolidas pra poder
01:15fazer prédio.
01:16E a gente teve a oportunidade de começar tendo essa experiência e seguindo uma sequência lógica.
01:24Álvares Cabral fez parte dessa história com alguns shows aqui pertinho do Álvares.
01:28O gigante do Álvares Cabral.
01:31Que, por sinal, foi o local que eu tive a minha primeira experiência, coincidentemente, há 35 anos atrás.
01:37Eu fui como cliente, como consumidor, num show internacional que estava sendo feito pelo Fernando Palhares,
01:45que era Informeio de Society com o Kahn.
01:47Então, depois dessa primeira experiência daí, eu fiquei um pouco encantado com tudo que eu vi, com toda aquela montagem.
01:54E aquilo me trouxe uma vontade de me jogar nessa.
01:58O show business. O namoro começou ali.
02:01Comecei com festa, mas na sequência a gente já estava trabalhando com shows.
02:06E daí tudo decorreu.
02:08Fala pra mim um pouquinho da festa, do Padangue Padangue.
02:11Essa foi a grande marca do start do Patrick.
02:13Sim, sim. Existiam duas festas icônicas aqui.
02:17Em Vitória, era a festa do Sinal, do Jarbas Pires e do Gustavo Cachorrão.
02:23Em Vila Velha, Padangue Padangue.
02:25Então, embora com 15 anos, o núcleo, o grupo, tinha essa divisão.
02:31E a Padangue Padangue, eu, numa ida, na minha cidade natal, minha terra natal, Salvador,
02:37conheci uma barraca de praia que se chamava Padangue Padangue.
02:41E ao invés de fazer festa do Havaí, a gente rotulou a famosa Lei Boa hoje, onde o nome é
02:46bonito.
02:47A gente batizou como Padangue Padangue, que foi uma festa de muito sucesso e que marcou esse período.
02:52Mais ou menos em torno de 92, 93, até mais ou menos 2000.
03:00Foi um período onde as festas eram realmente bem frequentadas por essa turma de 15, 20 anos
03:08e que deixou um legado, deixou uma memória positiva.
03:12Depois das festas, Casa Noturna também fez parte dessa história, desse trajeto.
03:17Teve a temporada blow-up.
03:19Teve, teve. Logo na sequência 97, mais ou menos, eu fui convidado a dirigir a blow-up
03:26e foi uma experiência muito legal.
03:28Matinês.
03:28Foram 5 anos, sim, eu já frequentava como cliente, assim como Álvares.
03:34E na sequência eu comecei a me sentir honrado e lisonjeado, porque era uma casa que se tornava distante pra
03:41mim.
03:41E daqui a pouco eu olhava, pouco tempo depois, estava o Patrick lá na frente da blow-up, cuidando, criando
03:48festa, fazendo a coisa.
03:49Eu falei, ó, acho que bacana isso.
03:50Que beleza.
03:51Então, acho que são etapas da vida, né?
03:53Etapa da festa, etapas de Casa Noturna, até chegar o show propriamente dito.
03:58E agora, espaço Patrick Ribeiro, um espaço com seu nome, isso carrega uma resposta, né?
04:03Imagina o grande.
04:04Fala um pouquinho, quanto tempo, quantos shows nesse período?
04:08Então, tirando a pandemia, a gente está há 10 anos, vai completar 10 anos, é um número redondo.
04:13Inauguramos o espaço em 2015, né?
04:16Isso, agora vamos para 2025.
04:17E agora vai bater 10 anos.
04:18Agora, 2 anos você tira de pandemia que a gente não pôde trabalhar.
04:22Então, 10 anos de vida, mas com 8 trabalhados.
04:26Média de eventos no ano, no espaço, não estou falando de o que antecedeu, não.
04:32Mais ou menos 100 eventos.
04:34Então, só nessa leva de 8 anos, a gente vai estar completando mais ou menos 800 eventos ali dentro.
04:41A gente viu esse fenômeno, Cíntia Chagas, a influenciadora, esteve aqui com você.
04:46E agora a gente sabe que você vai levá-la para outras praças do Brasil e fora do Brasil.
04:53Agora, em novembro, começa em Portugal.
04:56E no ano que vem, Estados Unidos.
04:58Me conta, Patrick Ribeiro Internacional agora?
05:02Não, são oportunidades.
05:03Depois de um trajeto, de muita caminhada, naturalmente a gente acaba sendo impactado com isso.
05:10Da mesma forma que eu citei da Blow Up agora, a Cíntia.
05:14A gente teve uma experiência há pouco tempo agora dentro do espaço.
05:18Patrick Ribeiro no aeroporto.
05:20E a gente criou uma aproximação.
05:22Estive em São Paulo agora fechando detalhes.
05:24E ela super topou, achou interessante tudo o que a gente compartilhou, dividiu.
05:30E aí ela realmente está com uma força muito grande.
05:34E tanto que já abriu Porto, já abriu Lisboa, Estados Unidos ainda não.
05:38E a gente está sentindo a resposta dela.
05:40Ela tem a sua dualidade, a sua polêmica.
05:43Mas eu acho que o fato dela se posicionar bem permite isso.
05:46E agora, em breve, a gente vai estar soltando a agenda em relação às principais cidades do Brasil.
05:53Acredito que a tour que a gente está cuidando vai ter mais ou menos 30, 40 cidades.
05:58Em todo o Brasil.
05:58Então vai ser um trabalho...
05:59Isso, para 2025 também.
06:02A partir de março.
06:03A tour de fevereiro é de Estados Unidos.
06:06Então, março, abril e maio é o que a gente vai estar girando aí com ela por esse Brasil.
06:11Patrick, vamos falar desses 35 anos, 10 anos do espaço Patrick Ribeiro.
06:16Queria saber, assim, aquele artista, aquela banda que você curte e ficou feliz com o show.
06:24E aquele também que te deu trabalho.
06:26Fala um pouquinho para a gente.
06:27Não, ótimo, tranquilo.
06:29Vamos lá.
06:30É uma banda que, para mim, tem...
06:32Cada banda tem um significado.
06:35A gente lembra de alguns, né?
06:37O Bel Marques, que é chiclete com banana, comigo, pessoalmente, eu tenho uma história com isso.
06:43Porque também em 90, 35 anos atrás, mesmo tendo nascido em Salvador,
06:49eu fui conhecer minha cidade de Natal, minha terra, onde eu nasci, só com 15 anos.
06:53Nossa, terapolitano.
06:55Exatamente.
06:56Mas aí...
06:56Debutou.
06:58Ao ir para Salvador, para conhecer todo aquele carnaval, aquele verão que eu passei por lá,
07:03foi quando eu entendi o trabalho, como é que era.
07:05E aquilo era evento.
07:06Então, aquilo também contribuiu para essa linha do que a gente está se propondo, né?
07:11A fazer depois de 35 anos.
07:13E o chiclete com banana, na época, era muito marcante em relação à Ondina, né?
07:18O Circuito Bar-Rondina.
07:20Assistir o Bel de pipoca, né?
07:22Na pipoca, olhando aquilo ali, ele em cima do trio, era algo, para mim, muito distante.
07:28E depois, tempo passa, a vida traz algumas surpresas.
07:31E eu tive a oportunidade de criar uma relação, de poder ir na casa dele, dele ser recebido
07:38aqui na minha casa.
07:39E a gente, falar sobre isso, sair para jantar, traz algum significado.
07:44É pessoal, né?
07:46Eu aprendi com esse tempo todo de produção, que cada artista tem um jeito de ser.
07:54Cada um tem suas manias.
07:55E quando você está recebendo um artista, entender isso, fazer a leitura da personalidade
08:01e do que é importante para ele, ajuda muito, contribui.
08:05O Lulu Santos sempre teve fama de ser uma pessoa muito exigente.
08:09Alguns chamam de chato.
08:10Vem aí de novo.
08:12Então, é uma pessoa que tem essa exigência e facilmente, se você não aborrecer o artista
08:18com um hotel que não é legal ou com um carro que não é do jeito que ele gosta
08:22e a parte técnica está tudo funcionando, dificilmente ele vai ser uma pessoa chata no palco,
08:29vai fazer uma entrega ruim e tal.
08:31Então, assim, esse tipo de surpresa a gente acaba não tendo.
08:34Porque sabe a exigência de cada um, sabe o que...
08:37A própria Cíntia.
08:38A Cíntia quando vê que é fácil pela rede social hoje, você entender o que ela gosta,
08:44qual que é o estilo, como você agrada.
08:46Ela é sofisticada.
08:47Pronto.
08:47Então, as dicas já estão todas expostas.
08:51E o Patrick Fan?
08:52Você tem um ídolo assim na música, um tipo de música que você mais gosta?
08:56Você falou do chiclete, então eu pensei assim, acho que o Patrick é acheseiro.
09:02Então, eu acho que tudo faz.
09:03Nessa fase aí de 15 aos 20 e depois o Vital, né?
09:07Eu acho que ele estica mais um pouquinho, até os 25, 30.
09:11E também coincidiu de o Axé nesse período.
09:14Era a ebulição, é.
09:16Hoje é o sertanejo, né?
09:17Que tá no lugar.
09:19Como já foi o rock lá atrás.
09:21Exatamente.
09:21E eu cresci até os 15 ouvindo rock.
09:23Então eu tenho uma influência de fase da minha vida do rock, do pop rock.
09:28Então assim, trazer um capital inicial me agrada muito.
09:31Você conseguir fazer um Titãs como aconteceu agora é muito legal.
09:35Então você pegar a vertente da MPB, também adoro, curto, né?
09:40Trazer Caetano, trazer Djavan.
09:44Enfim, tudo isso é uma riqueza muito grande.
09:47Muito bom.
09:47Aí quando você vai pro Axé, também não deixa de ser uma nostalgia.
09:51Sim.
09:51Agora assim, hoje eu já tô naquela fase, talvez até pela idade que eu tô alcançando,
09:56de ouvir já música clássica, ou entrar na frequência de uma instrumental.
10:02Mais tranquilo.
10:03Total.
10:04É em piano, adoro ouvir no YouTube piano quando tem.
10:08Então, pela fase que eu estou passando, é isso daí.
10:12Agora, se você falar, lá na veia mesmo o que é que corre é o rock.
10:16Eu gosto do rock.
10:17Eu também sou do rock.
10:18Eu cresci dessa forma.
10:19Patrick, e pra gente encerrar, qual o nome que Patrick sonha em trazer e ainda não conseguiu?
10:27Legal essa pergunta.
10:28É legal?
10:28Essa pergunta é diferente, é nova.
10:31É nova.
10:32Então, olha só, existem alguns nomes internacionais, né, que a gente sonha em função de ser um pouco mais difícil
10:39internacional.
10:41Nacionalmente falando, eu já tive a oportunidade de estar com ele, mas eu não é fazê-lo apenas,
10:45eu queria um dia que eu pudesse recebê-lo na minha casa, no espaço Patrick Ribeiro,
10:50porque eu sei que é uma proposta um pouco diferente que seria o Roberto Carlos.
10:54Já de internacional, alguns nomes assim que eu curto, que eu acho que vai,
10:59dentre eles, né, lógico que eu penso no tamanho, não é nada surpreendente,
11:04porque eu sei da limitação do estado pra poder fazer shows de grande porte
11:09e que isso realmente tem espaço em São Paulo, não tem como.
11:13Mas o Ahá seria uma banda que eu gostaria de fazer, teria prazer em fazer,
11:18em função de toda a história, em função de como que eu cresci no rock lá atrás,
11:23Scorpius, seria outra banda que eu teria uma satisfação de poder estar envolvido, né.
11:29Talvez não caiba, mas o Metallica é outro que eu curto também.
11:33Ai, ó, ousadia. Sonhar não custa nada.
11:36Não, não, acho que não. Na verdade, quando a gente vai amadurecendo, né, pra não falar envelhecendo,
11:42a gente começa a perceber que, de fato, esse tipo de sonho e de frequência
11:47fica aparecendo um papo meio de coach, e não é.
11:51Você começa a enxergar determinadas situações, entra nessa frequência e elas vão acontecendo.
11:57E realmente as coisas conspiram pra aquilo.
12:00Eu não tenho dúvida.
12:01Eu não vejo dessa forma, tempos atrás, né, mais novo começando, tudo fica muito distante.
12:06Mas agora parece que é possível.
12:08Tanto que internacionalmente falando, né, essa coisa, quem diria?
12:11Ah, vamos lá fazer, tal, produzir.
12:12Aluga casa, na Europa, aluga casa que eu digo, espaço por evento.
12:17Aluga casa nos Estados Unidos pra poder fazer evento lá e pelo resto do Brasil.
12:22Isso até pouco tempo atrás, por estar dedicando quase que todo tempo e energia ao espaço aqui em Vitória,
12:29isso tava fora dos planos, mas as coisas vão fluindo, vão acontecendo.
12:34E é bacana isso.
12:35Muito bom.
12:36É porque não fica na rotina, não fica naquele roteiro, né, desenhadinho.
12:39Então, enfim, eu sou grato.
12:42O surpreendente surpreende.
12:43Eu sou feliz e grato a Deus por isso.
12:45Amém.
12:46Amém.
12:46Eu também.
12:47Que bom ter você, Patrick.
12:48Amém.
12:53Amém.
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