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  • há 4 semanas
AfroCarol, Marina Miranda e Mônica Castelli contaram suas vivências e os significados de ser mulher

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Transcrição
00:03Eu me chamo Carol Inácio.
00:05Eu sou Marina Rodrigues Miranda.
00:08Meu nome é Mônica Castelli.
00:10Sou comunicadora, sou afroencer, que é uma influencer afro, né?
00:15Professora da Universidade Federal do Espírito Santo.
00:18Chefe proprietária junto com o meu marido do restaurante Nosso Comida Afetiva.
00:22Hoje eu trabalho com a comunicação, sendo community manager.
00:26E trabalhando na licenciatura intercultural indígena, porque sou descendente indígena,
00:32trabalhando em literatura indígena.
00:34Sou uma ativista social e militante do movimento de mulheres negras também.
00:39Ser mulher para mim é sinônimo de força e não é aquela força clichê que a gente fala, sabe?
00:48É perseverança.
00:49Reafirmar outras mulheres, me espelhar nelas, nessas mulheres que fazem a diferença.
00:56Ser mulher para mim é já acordar de manhã como se fosse uma atleta de alta performance, né?
01:05Tendo que dar conta de um monte de coisa ao mesmo tempo.
01:09O dia 8 de março para mim é um dia de reflexão, é um dia de muita luta,
01:17assim como os outros dias, mas esse mais enfatizado.
01:20Essa data para mim é de celebração, luta e luto.
01:26Celebração que a gente precisa celebrar, porque nós tivemos uma virada do tempo.
01:31Tudo mudou, porque nós temos referências negras, mulheres, nesses espaços de poderes.
01:38A luta é uma luta que ela vem desde o processo de invasão do Brasil.
01:44O luto é por essas mulheres que, pelo feminicídio, são destruídas nas suas historicidades, na sua família.
01:53Então, luto para nós, indígenas e negros, é luta.
01:58Nós somos as mulheres.
01:59É isso, de que a gente pode, tanto quanto os homens, de que podemos o que quisermos,
02:06e que nem sempre somos guerreiras, às vezes a gente só está sobrecarregada mesmo, cansadas.
02:12O momento mais marcante da minha vida foram dois, assim.
02:15O primeiro deles é negativo, que foi quando eu sofri um caso de racismo.
02:21Mas, por que ele foi marcante, assim?
02:24Porque ali eu entendi que, de fato, existe sim essa força dentro de mim, que me faz querer lutar.
02:32O momento mais marcante da minha vida foi com o próprio projeto do Piabá,
02:37que eu nunca imaginei que a gente fosse envolver tantas pessoas em tempo de pandemia.
02:42Eu queria tirar as pessoas do lugar da morte e trazer vida.
02:47E também, um outro momento da minha vida foi quando eu lancei o meu primeiro livro,
02:52que eu quis reparar uma justiça com o meu próprio filho, né?
02:56Que sofreu um preconceito muito grande por ter uma pele retinta.
03:01O nascimento dos meus filhos.
03:03O momento que eu, como mulher, me vi no meu estado mais potente,
03:08que, né, o meu corpo, meu mental, tudo trabalhando junto ali.
03:13As minhas maiores inspirações, assim, é minha mãe, né, Rosilene, e a minha tia Eliane.
03:21São duas mulheres com quem eu morei, assim, 27 anos da minha vida.
03:25E se eu sei tudo o que eu sei hoje, é por conta delas.
03:30Quem mais me inspira, no momento, é minha mãe.
03:35Minha mãe é uma mulher rural, ela nunca foi à escola, e ela conta histórias.
03:41E conta muitas histórias de onças.
03:42Quem mais me inspira como mulher, com certeza, sem sombra de dúvidas, é minha mãe.
03:48Que é uma mulher também potente, resolutiva.
03:54E minha filha também, se eu puder adicionar mais uma pessoa, uma filha.
03:58Que é uma pequena mulher, é uma criança, mas essa leveza da criança, esse olhar doce,
04:05esse descomplicado, né, eles descomplicam as coisas, né, às vezes.
04:11Uma boa parte da minha trajetória, eu fiquei duvidando de quem eu era,
04:17e que eu seria capaz de chegar a algum lugar sendo assim.
04:20Então, eu gosto de sempre deixar esse recado, assim,
04:24se inspirem em pessoas que são parecidas com você.
04:27Sim, não só o 8 de março, mas assim, todos os dias, nós mulheres lutamos muito contra muita coisa, né,
04:35o machismo, o patriarcado.
04:37Então, que a gente possa seguir sendo quem somos,
04:41e se a gente não, se você não tem força pra poder falar,
04:45compartilha com a sua amiga, se apega, segura na mão dela,
04:48porque é a força feminina que vai mudar o mundo.
04:51A C C C
04:54A C C C
04:55Obrigado.
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