- há 2 meses
Arthur e Luisa recebem os dj Daniel Temponi e a dj Phi para um papo sobre as badaladas noites capixabas.
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00:04Eles badalam as Noites de Vitória, Luísa, principalmente as LGBTs.
00:08E se você quer saber com quem que eu e Lulu vamos conversar hoje, fica aí depois da abertura.
00:16E hoje a gente vai receber duas pessoas muito especiais, né Luísa?
00:19É isso mesmo, a gente vai receber duas pessoas muito especiais aqui pra ter um bate-papo com a gente,
00:23que são o Daniel e a Fih.
00:26Estão aqui com a gente hoje, se apresentem por favor pro pessoal.
00:32Oi gente, eu sou o Daniel, sou DJ e drag queen, sou paraense e atualmente toco muito de open format,
00:41né?
00:41Toco um pouco de funk, de eletrônico e na minha drag eu trago muito da cultura paraense pros meus sets.
00:47Oi gente, sou a Fih, sou DJ e também sou open format no momento, estou mais explorando mais o eletrônico
00:53e tudo mais.
00:54Então, mas também trabalhando na noite sempre, produzindo bastante, né?
00:58E tocando aí da Grande Vitória.
01:01Eu ia perguntar exatamente isso pra vocês, né? Mas vocês acham que meio que já responderam.
01:05Se ser DJ é a única ou a principal ocupação de vocês?
01:09Olha, eu acho que, pelo menos pra mim, as duas coisas caminham junto, né?
01:13Eu trabalho com produção de eventos e boa parte dos eventos que eu produzo eu tenho que tocar neles também,
01:18né?
01:19Mas a minha ocupação principal é como produtor de eventos e minhas horas vagas eu faço a minha track.
01:25Eu já trabalhei com o Dani, inclusive, na produção de eventos há um tempinho.
01:29Atualmente só faço DJ e estou terminando a faculdade de publicidade.
01:32Graças a Deus!
01:33Gente, e há quanto tempo vocês estão aí no mercado?
01:37Há quanto tempo vocês são DJs? Há quanto tempo vocês começaram a trabalhar na noite e tal?
01:41Ixi, nossa!
01:43Há tanto tempo, faz tanto tempo.
01:45Olha, eu comecei a tocar num processo seletivo.
01:48A gente tocava por meia horinha e falava, ah, isso foi bom, foi bom.
01:52Se não foi bom, não foi bom.
01:53E aí eu estou até hoje tocando.
01:54Ah, era assim o calor DJ.
01:56Era um processo seletivo.
01:57Ela se chamava From For Me, na época.
02:00E aí eu fui selecionado por meia hora de pop e foi super legal.
02:04Eu lembro que na época eu já tinha meio essa vibe de trazer coisa do passado.
02:08Eu toquei muito pop, tipo Arena Grande.
02:10E misturei muito com Kylie Minogue, Madonna.
02:12Para trazer tanto para as novinhas quanto para as mariconas.
02:14Curtir o que a gente gosta de ouvir, né?
02:16Você tinha 30 minutos e um som.
02:18Exato.
02:18E eu realizei, realizei, realizei.
02:21Mas foi muito divertido.
02:23E a gente tem esse...
02:24Eu trabalho nessa produtora onde eu entrei também, né?
02:26E até hoje a gente tem essa porta de entrada para essas pessoas que têm vontade de tocar.
02:31Eu acho...
02:33Não lembro agora.
02:33Não tenho muita certeza.
02:34Mas eu acho que comecei em 2018.
02:36Foi numa festa que quem trabalhava na época era a Matilda.
02:39Ela me colocou junto com o Lucas e o Yuri.
02:43Para a gente tocar junto.
02:44E tipo assim, era 30 minutos cada um.
02:46Só que eu não sabia tocar.
02:47Então foi tipo assim, sobe aí, mexe.
02:49Se vira.
02:50Aí falou assim, depois que eu converso com o Titânio, Titânio vai te dar umas dicas.
02:52Aí ficou tipo assim, eu, Lucas e Titânio.
02:55Nós três assim em cima.
02:56E ela falou, ah amiga, é assim, assim, assim.
02:59Aí eu comecei, né?
03:00A aprender por mim.
03:02E aí eu fui me interessando muito mais.
03:04Eu acho que da pandemia eu cheguei a fazer um curso com a DJ Mira Alves.
03:08Que foi Todas Podem Mixar.
03:10Para entender um pouco mais.
03:11Foi muito complicado assim, pegar de cara para você aprender a mixar?
03:14Porque parece ser muito difícil, pelo menos para mim.
03:16Então, é isso que eu sempre falo para a galera.
03:19Tipo, todo mundo acha que é um monstro.
03:20Porque olha a controladora assim, aí são um monte de botão.
03:22Mas é muito fácil.
03:23É muito tranquilo.
03:24Igual o Dani falou.
03:25Hoje a gente tem também ainda, né?
03:27A parte do calor do DJ.
03:28Então, a gente ensina bastante.
03:31Eu, quando eu trabalhava ainda na produtora dele, já tinha dado início a esse projeto.
03:35Então eu ensinava assim a galera.
03:37Tipo assim, saber mexer na controladora é muito importante.
03:40Mexer nas mesas e tudo mais.
03:41Mas entender o feeling da pista.
03:43Entender o fluxo do horário que você vai tocar.
03:46A importância de você colocar uma música que segura a galera.
03:49E depois você jogar uma música que talvez vai causar...
03:53A galera vai ficar tipo, ai, que música é essa?
03:55Mas depois você coloca uma música para se continuar segurando ela na pista.
03:58Eu acho que isso é muito importante.
03:59De você saber construir o seu set.
04:02E conseguir envolver as pessoas que estão lá, sabe?
04:04E assim, da mesma forma como a gente já teve várias pessoas que sabem mexer em tudo.
04:08Mas não entregam minimamente o que a galera quer ouvir.
04:11Tipo, não trazem esse feeling legal para a galera que está curtindo.
04:15Até eu, às vezes, tenho essa sensação de quando eu saio para curtir.
04:19De que assim, o DJ não está me entregando...
04:21Não que eu seja chato, que eu queira ouvir salmos.
04:24Eu acho que até a gente nos nossos sets...
04:26Às vezes eu termino um set e falo assim...
04:28Sim.
04:29Não foi hoje, não.
04:30Ele vai para casa.
04:31Por isso que a gente sempre fala.
04:32Estuda.
04:33Olha set de outras pessoas, sabe?
04:34Olha como o DJ está montando o set dele.
04:37Olha que sequência que ele faz.
04:38Para você ter esse start, sabe?
04:40De saber o que fica legal colocar em cada momento, sabe?
04:43Porque você não pode chegar 10 horas da noite em uma festa e estar tocando as músicas
04:48que vão tocar 2 horas da manhã no pico da festa, sabe?
04:50Você tem que entender os fluxos que vão acontecer durante a festa e respeitar isso, sabe?
04:55E não achar que você vai tocar 11 horas da noite.
04:57Você tem que tocar um set desanimado.
04:59Você tem que respeitar o horário.
05:01É, vai muito além da técnica, né?
05:02Isso, isso, isso, isso.
05:03Você tem que contar que às vezes é bom entender também que nem todas as músicas
05:06elas vão se mixar.
05:08Então, às vezes, é melhor a gente optar pelo play e paus mesmo.
05:12Porque tem gente que quer mixar a todo tempo.
05:15Só que nem todas as músicas se misturam.
05:17Ah, eu amo aquela, às vezes, tipo assim, que a galera acha que parou a música e do nada
05:22pá, a música vira, sabe?
05:24Tipo, começa outra música.
05:25E eu acho que é isso.
05:27É causar essas sensações, sabe?
05:28De, tipo, a pessoa parar e olhar para o DJ.
05:30E eu falei, o que que tá acontecendo?
05:32E, na real, tipo assim, tá entrando outra música e surpreende a pessoa, sabe?
05:35Eu acho que é esse o feeling, sabe?
05:38É saber como você vai tocar essa galera.
05:41Principalmente quando eu tô de Daniel, né?
05:42Que eu fico, assim, mais quieto, tocando mais na minha.
05:45Eu só falo, nossa, você tá muito concentrado.
05:48É assim, gente, mas eu tô pensando na minha produção, no que eu vou mostrar pra vocês,
05:52sabe?
05:52Eu não quero desagradar.
05:53Então você toca de Daniel.
05:55Toco, toco de Daniel.
05:56Mas a Jambu, ela veio depois?
05:58Ou ela veio junto com a DJ?
06:00Foi mais ou menos isso.
06:01O Daniel, ele começou ali em 2015, mais ou menos, 2014, 2015.
06:05E a Jambu tem uns sete anos que eu falo.
06:09Eu acho que foram as duas coisas ao mesmo tempo.
06:11E antes nem era Jambu, era Johanna de Cântara.
06:13Eu amo esse nóis.
06:15E aí, tipo assim, eu precisava fazer esse nexo com alguma coisa que falasse sobre mim,
06:20sabe?
06:21Tipo assim, não tem por que Johanna de Cântara, sabe?
06:23Eu brincava com essas coisas de igreja, de línguas, mas isso não falava sobre mim,
06:28sabe?
06:28A Jambu fala sobre a minha vivência, sabe?
06:30Eu tenho um respaldo.
06:32Eu sou paraense.
06:33Eu vivi coisas que a Jambu tá ali, sabe?
06:36Juntinho.
06:37Então, essas coisas nasceram juntos.
06:39Só que o Daniel, ele tava tocando todo final de semana.
06:41A Jambu é um produto muito caro, sabe?
06:44Pra existir.
06:46Então, eu toco.
06:48Eu tocava uma vez por ano.
06:49Falava assim, não, é meu hobby.
06:50Então, eu vou investir, vou tirar.
06:52Essa quantia, vou fazer, vou ficar bonita.
06:54E é isso.
06:56E aí, aconteceu que a Jambu começou a aparecer, aparecer, aparecer, aparecer.
07:01Eu falei assim, é.
07:02Tá na hora, né?
07:03Tá começando a dar certo.
07:04Tá começando a dar certo.
07:05Aí a Jambu tá aparecendo mais vezes.
07:07Vocês falaram que veio muito tudo junto esse começo.
07:10Quais foram os principais desafios que vocês enfrentaram, tipo, começando?
07:13Eu acho que o maior desafio era sair de casa pra fazer isso.
07:17Porque eu morava com os meus pais e era muito difícil.
07:19Porque de igreja, aí eu era...
07:21Isso aqui em Vitória?
07:22Aqui em Vitória, eu morava com eles aqui.
07:24E aí, eu era muito jovenzinho.
07:25Aí, pra ir pra vida noturna, eles não deixavam.
07:28Eu falava, ai, mãe, tô indo pra igreja.
07:30Aí, tava indo pra festa tocar.
07:32Ela caía que você tava indo pra igreja?
07:34Caía, super, super.
07:37A vigília, né?
07:38É a vigília.
07:39Eu ia dormir na casa de alguma amiga que era da igreja.
07:42E, na real, tava indo todas as amigas pro Flinte.
07:45Era?
07:46Era doideira?
07:47A galera da igreja vai até hoje, né?
07:49E vai.
07:50Pra mim, eu acho que a maior dificuldade, assim, foi aprender mesmo.
07:55Porque eu esperei fazer meus 18 anos pra sair de casa.
07:58Não, mas eu tinha 18 anos, tá?
08:00Eu só respeitava muito os meus pais.
08:01Não, eu também respeitava.
08:03Mas, assim, minha mãe sabia pra onde eu ia.
08:04Porque eu sempre gostei de música.
08:06Então, mas eu não sabia como que era, né?
08:08Como é que funcionava.
08:10Essa parada de tocar.
08:11E como que as pessoas reagem.
08:12Tipo assim, eu só ia pra lá e dançava.
08:14E tava tudo bem.
08:15Porque qualquer música...
08:15Qualquer coisa.
08:16Tava perfeito, né?
08:18É o que o Dani tava falando também, né?
08:19Tipo, os estilos musicais que ele toca, eu também toco...
08:24Tipo, atualmente eu toco open format mesmo.
08:26Depende muito da festa, né?
08:28Porque tem festa que é uma festa mais pop.
08:31E aí eu faço um set mais pop.
08:33Aí quando é uma festa mais livre, aí eu quero botar uma quebração e tudo mais.
08:37Mas eu sempre faço um break.
08:38Tipo assim, eu boto muita quebração, mas depois eu começo umas músicas mais devagar.
08:42Porque eu entendo que a galera precisa comprar o seu drink.
08:44A galera precisa tomar.
08:46A galera precisa ir no banheiro, sabe?
08:48Tem algum artista que vocês, assim, não tocam?
08:51Mas tipo, não por não gostarem do artista.
08:53Vamos falar juntos.
08:53Não só por não gostarem do artista.
08:56Eu não sou isso.
08:57Não, mentira.
09:00A gente toca assim, a gente só gosta de brincar.
09:01Toca pela livre e espontânea pressão, né?
09:04Não, eu acho que às vezes cabe, gente.
09:06É o que eu falo.
09:07Quando me chamam pra tocar numa festa que vai ser de pop.
09:10Eu acho que, assim, a Taylor é um produto da indústria.
09:14Eu não acredito.
09:14É uma festa de pop.
09:16Aí tipo, uma festa de divas pop.
09:18Aí, sei lá, não vou tocar Taylor Swift só porque eu não gosto.
09:20Mas a galera que tá ali gosta.
09:22Eu acho que é muito bom a gente fazer essa leitura também.
09:24Porque tem os artistas aí que são cancelados, né?
09:27Tem os machistas.
09:30Enfim, tem várias coisas.
09:32Que também não é possível.
09:34Eu também não acho interessante de trazer isso pro público, sabe?
09:37Porque, na maioria das vezes, a gente tá ali.
09:40Na maioria não.
09:40A gente tá ali, né?
09:41As pessoas tão fazendo leituras nossas.
09:43Então, assim, não faz sentido.
09:45Não é o que eu busco.
09:46Essa experiência do cliente que, quando ele tá na festa, ele quer escutar as músicas dele.
09:51Mas ele também tá ali com o celular no bolso pronto pra ligar um Shazam.
09:53Pra conhecer coisa nova, sabe?
09:55A gente é o espaço e é a pessoa responsável pra trazer isso, sabe?
09:59Tipo, a gente movimenta as pessoas tanto na pista quanto no que elas escutam em casa.
10:03Uma espécie de curadoria, né?
10:05É, exato.
10:06Exato, exato.
10:07Nossa, tempo livre pra mim é deitar aí e colocar no aleatório.
10:11E que bom que vocês têm essa visão de, tipo, tá buscando conhecer mais e uma mente mais aberta.
10:19Eu não sei como funciona pra DJs, se tem alguns DJs que não são assim.
10:22Mas a gente, pessoas normais aqui, tipo, tem muita gente...
10:25Ah, então eu sou a normal?
10:28As rélices, nas rélices mortais, que eu quis dizer.
10:33Mas tem gente que simplesmente não escuta música em outro idioma, que não seja inglês.
10:37Tipo assim, pra mim isso é muito bizarro.
10:39Tipo, cara, quanta gente você tá perdendo, sabe?
10:41Tipo, quanta música boa você tá perdendo.
10:43E é sempre inglês dos Estados Unidos.
10:44Eu tinha, às vezes, esse negócio de, tipo, ai, sou novinha, vou escutar coisa de fora.
10:49E quando a gente para, a gente fala, cara, olha a música de onde eu...
10:53Quando eu fiz esse curso, na pandemia, de DJ, eu fui...
10:56Uma das pessoas da turma era a Miss Takaká, não sei se vocês conhecem.
11:00Mas ela também é uma DJ paraense, trans.
11:02E aí ela mistura o tecnobrega com vários estilos musicais.
11:06Gente, a primeira vez que eu ouvi um set dela, assim, ao vivo, eu falei, gente, o que é isso?
11:12Perfeito, perfeito.
11:13Do começo ao fim.
11:15Então, tipo assim, eu acho que é muito isso também, sabe?
11:17Eu acho que a gente também tá fazendo muita coisa aqui no Brasil.
11:21Você faz muito disso, sabe?
11:22Igual você traz, você já trouxe Clementão no seu set, você já trouxe Irmão de Pau,
11:27você traz uns batidão de peito.
11:28Eu acho que isso é muito importante, muito importante.
11:31É dar cara a tapa mesmo e falar assim, vocês querem escutar o pop?
11:34Beleza, vocês vão também, eu vou escutar a minha bateção de panela.
11:36É, exatamente assim.
11:37Equilibra tudo.
11:38É, equilíbrio, equilíbrio.
11:39Eu acho que você faz isso de uma maneira deliciosa.
11:43Obrigado.
11:45Mas vocês saem com o set pronto de casa já, do que vocês vão tocar.
11:50Porque sempre tem, na hora, aquelas pessoas que levantam o celular, toca fulano.
11:55É culpa lá, mas eu não faço isso.
11:57Eu tenho três pendrives lotados de música.
12:01É verdade.
12:02Lotados de música, lotados de música.
12:04Porque eu toco em todas as festas, então são todas as temáticas que eu toco onde eu trabalho.
12:08Só que às vezes eu toco como só DJ, não produtor.
12:11Então às vezes eu tô ali, eu preciso de uma coisa, eu vou lá e pego.
12:14Eu penso às vezes no conceito que eu quero carregar pro set.
12:18Penso no que eu não quero tocar.
12:20Penso no que eu quero tocar e vou construindo.
12:22Mas a maioria dos sets é tudo no freestyle.
12:24Ah, mas eu adoro.
12:26É tipo assim, tem bastante repertório.
12:28Ah, então não é preparado antes.
12:30Então, tipo, se a pessoa pedir...
12:31Existem pessoas que preparam antes.
12:34Mas eu acho que a gente já tá tão acostumado a tocar que...
12:38Eu fico 50 e 50.
12:39A gente fica muito aberto ao que tá acontecendo ali naquela hora, sabe?
12:44Tipo, posso meter uma sequência doida lá e não funcionar.
12:48E eu falo assim, não.
12:49Agora é hora de um funk pra segurar essa galera daqui, sabe?
12:52Eu gosto muito de fazer porque me ajuda a me organizar.
12:56Mas nem sempre eu quero fazer, entende?
12:58Por exemplo, como o Dani falou, a gente sempre toca muito.
13:01Então, ah, sei lá.
13:03No Bolt que basicamente toca toda semana.
13:05Então, dependendo da...
13:07Eu já toquei todas as festas do Bolt.
13:08Exato.
13:09Eu já toquei todas as festas do Bolt.
13:10Então, assim, dependendo da festa, eu faço.
13:13Mas, assim, eu faço só pra não ter divergência de música.
13:15Porque, por exemplo, eu quero tocar um remix de tal música.
13:18Mas aí a pessoa quer tocar a música também.
13:21Então aí, às vezes, eu faço.
13:22Nas últimas duas semanas eu tenho feito freestyle.
13:25Fistar.
13:26Fistar.
13:26Eu tenho feito freestyle porque...
13:29Eu esqueci o meu pendrive em casa.
13:31Em cima da cama.
13:32Fui baixar o set, esqueci.
13:33Levei só o outro, né?
13:34Que tá cheio.
13:35E aí eu fui jogando, jogando, jogando.
13:37E as meninas, assim, nossa, amiga.
13:39Você fez esse set?
13:40Falei, não.
13:41Fiz agora.
13:41Fiz agora.
13:42Fiz agora.
13:43Fiz agora.
13:43Quando eu tô de Jambu, eu sou muito exigente de saber...
13:47De ter uma história pra contar no meu set, sabe?
13:49Sempre tem a música inicial, que antes era a Cachaça de Jambu, que tem a ver comigo,
13:54que é da Gabi Amarantos.
13:55Só que agora é uma música que eu fiz uma intro pra ela.
13:58Ficou muito.
13:59Muitíssima intro da música.
14:00Tem toda uma...
14:02Uma ondulação no set da Jambu, sabe?
14:04Pra quem tá escutando, tem toda essa experiência sensorial de quais são os estilos paraenses.
14:10Que é...
14:11Vai ali no mais elétrico possível, que é o Tecnobrega, até a música mais de batucada,
14:16que é de roda e de dançar carimbó, sabe?
14:19Então tem toda essa construção no set da Jambu.
14:21E pela experiência de vocês, exatamente, vocês já sabem muito bem como controlar
14:26e como sentir também a plateia, o público, porque cada dia é um público diferente,
14:31cada dia a festa vai estar de um jeito diferente, então vocês saberem sentir o tom...
14:35Sem dúvida.
14:36É muito massa.
14:37Já teve aquela festa que vocês olharam pro pessoal e, tipo, não colou o set?
14:42Vocês viram a galera meio desanimada, assim?
14:44Sabe quando você olha pro horizonte e você vê todo mundo assim...
14:46Gente, já.
14:47Me chamaram pra tocar numa festa de funk.
14:50Hum...
14:51E aí eu fui, né?
14:52Tipo assim...
14:53E eu falei, vou levar meus funk de quebração.
14:56Tipo assim, um funk de São Paulo misturado com um funk de capixaba.
14:59Né?
14:59Um funk misturado com o eletrônico.
15:01E tipo assim, vamos, vou levar essas coisas, porque é o que eu tô ouvindo.
15:04E é o que eu tô levando pra galera no bolto, no funk.
15:06A galera tá amando.
15:08E a galera tava super parada.
15:09Falei, ah, vamos tentar mudar isso, né?
15:12E aí eu cheguei, botei...
15:13Fui jogando o meu set.
15:14Gente, a galera não dançava.
15:16E tipo assim, a casa não tava cheia, mas...
15:18Tinha bastante gente.
15:19A pista tava cheia, mas a casa não.
15:21Então assim...
15:23A galera simplesmente não dançava.
15:24Falei, gente, o que vocês tão fazendo numa festa de funk?
15:27Eu entendi que depois que eu toquei, a galera só queria dançar funk 2000.
15:32Só que a premissa da festa não era funk 2000.
15:34Mas eu toquei alguns também, porque eu tava testando, né?
15:37A reação da galera.
15:39Aí tocava um monte das maravilhas, a galera dançava.
15:41Aí eu tocava, tipo, sei lá, uma bad system.
15:43Então um remix assim, tipo, mais quebração.
15:46A galera ficava parada.
15:48Aí eu tocava, sei lá, um funk automotivo.
15:50Quase explodia a caixa, sim.
15:52Mas a galera também não dançava.
15:554K6!
15:56Uh-huh.
15:57Tchau.
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