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  • há 2 meses
No últumo episódio de Histórias para Encantar, a cantora Amanda é a nossa convidada.

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Transcrição
00:00Oiê, sejam bem-vindos a mais um videocast, todas elas histórias para encantar.
00:05Eu sou a Nath Zinha, sou locutora da Rádio Litoral e nesse mês de março a gente produziu
00:10um conteúdo muito maneiro voltado para as mulheres, até porque o mês de março é o
00:15mês da mulher, mas todos os meses são nossos.
00:17Esse é o quarto e último episódio da nossa série de videocasts e você é muito bem-vindo
00:22aqui.
00:23Hoje a gente tem uma convidada muito especial.
00:25Ela que é aracuzense, cantora, também é formada como assistente social, mas não
00:30atua mais como isso, ela é, agora é ela.
00:35Amanda Cantora, seja bem-vinda!
00:37Obrigada, Nath Zinha, muito obrigada.
00:39Muito obrigada por ter você aqui com a gente nesse videocast hoje, pra gente contar um pouco
00:43sobre a trajetória dela, sobre a carreira dela, os desafios, as emoções também de ser
00:49cantora, né?
00:50Então seja muito bem-vinda e fique à vontade que esse momento é todo seu.
00:53Ah, que coisa boa, eu que agradeço.
00:55Amanda, a gente começa com uma pergunta bem simples, tá?
00:58Pra você, como que você descreveria a sua jornada no rumo da música?
01:02Tanto como cantora, como empresária, que tenho certeza que você também é a sua própria,
01:07administra a sua carreira, como que foi?
01:11Foi um processo que foi aos poucos sendo descoberto.
01:17Antes de eu ser cantora, nem imaginava que eu cantava.
01:20Na verdade, eu já estive envolvida em meios musicais desde a minha infância.
01:25Minha mãe canta, ela canta na igreja.
01:27Eu era dançarina.
01:29Eu era dançarina do grupo da igreja da mamãe.
01:32E ali, teve até o meu primo que falou, você canta?
01:35Eu falo, não, eu só danço.
01:36E ali dançava.
01:37Ali eu só dançava, ali eu me divertia.
01:40E aí, eu me formei em serviço social, me tornei assistente social.
01:45E num belo dia, numa confraternização da nossa família, meu primo tocando.
01:52Ah, vamos tocar, vamos levantar um dinheirinho tocando.
01:54E a gente começou a fazer um barzinho, um voz e violão.
01:57E daqui a pouco a gente alucou uma banda.
01:59E daqui a pouco eu já não sou mais assistente social, eu sou apenas cantora.
02:02É uma descoberta, graças a Deus, muita gente bacana me apoiando sempre.
02:09Gostando do trabalho visto e tudo mais.
02:11Mas é um passinho de cada vez, Nath.
02:15Hoje eu sou realmente a dona da banda, a cantora, aquela que faz as relações públicas.
02:22Aquela que faz o orçamento.
02:24Eu sou tudo hoje.
02:27Multitarefa, né?
02:28Eu descobri uma nova forma de viver.
02:30A minha alegria é fazer a música.
02:32A gente viu nessa série de videocast que as mulheres, elas têm que se redesdobrar, né?
02:37Pra fazer sucesso no mundo da música.
02:40Principalmente no cenário capixaba.
02:41Também é pra você?
02:42Sim, total, total.
02:44Inclusive eu tive uma experiência no último ano de voltar a ser assistente social.
02:49E eu não consegui dar conta.
02:52E eu me perdoei de não dar conta.
02:54E é isso.
02:55Porque a gente precisa se desdobrar em tantas, em tanta coisa.
03:00Todos somos nós.
03:02Então é tão sobrecarregada e eu preferi deixar de lado e ficar focada apenas nessa atividade de ser cantora.
03:09Que não é pouca coisa.
03:11Não é só subir no palco, subir no trio pra cantar.
03:15Tem toda uma preparação, né?
03:17Tem toda uma preocupação do que você vai cantar, de quem que vai estar ali, de como você vai estar.
03:23A semana começa...
03:25O show começa no meio da semana ou antes.
03:28Na verdade, até pra eu estar bem no palco, eu preciso me dedicar nas minhas atividades físicas.
03:32E tá aqui a prova disso.
03:34Tava contando pra você.
03:35Há pouco que eu caí do Azendo Cross.
03:38Então, assim, tudo isso faz parte do meu show.
03:40Estar bem fisicamente e ter fôlego pra encarar.
03:44E eu que sou animadona, eu que sou...
03:46Enfim, o meu show começa muito antes de subir no palco.
03:49É, porque você tem que ser empresária, tem que ser cantora, tem que ser a dançarina também.
03:54A dançarina.
03:55Tem que ser tudo, né?
03:56É verdade.
03:57E na sua opinião, quais são os maiores desafios da sua jornada de ser mulher no universo da música, no
04:03cenário capixaba?
04:05Esse desafio, ele até eu dar conta de que eu estava vivendo um desafio por causa do gênero.
04:13Eu não entendia que era um desafio.
04:16Até eu começar a perceber em algumas reuniões, aconteceu isso na época da pandemia,
04:20de não ter voz, da minha sugestão não ser acolhida por todos os outros que estavam naquela reunião,
04:29que eram todos homens.
04:30E eu, pela primeira vez, me senti...
04:32Eu não tenho voz, literalmente.
04:35Pro meu trabalho?
04:35Do que eu estava dizendo, exato.
04:38Eu ia trabalhar, eu ia me apresentar.
04:40E a minha sugestão era que acontecesse de determinada forma e todos eles ficaram contra.
04:45E eu fiquei...
04:46Socorro!
04:47Isso existe.
04:48E outras oportunidades também que aconteceram.
04:50Inclusive, no ano passado, de contratante vir me desacatar, solicitando o meu show,
04:56me desacatar, dar preço no show e até dizer
05:00Ei, mas eu não estou entendendo por que você está me tratando dessa forma.
05:04Então, o desafio, ele existe.
05:06Eu acreditava que não.
05:07Talvez, porque em outro momento da minha carreira, não era eu que estava de frente.
05:11Talvez, porque eu já tive meu tio na época, o meu parceiro, que era o meu primo, o Ricardinho.
05:16Eles, talvez, não sei, posso estar falando equivocadamente.
05:22Não sei se filtrava, não era diretamente até mim.
05:25Então, como contato de contratante, às vezes, era com outro homem, talvez tinha esse respeito.
05:30E comigo, eu já tive algumas situações que eu vi que era desafiador mesmo.
05:36E, inclusive, eu estava bem analisando sobre a minha carreira.
05:40Hoje, eu moro na Serra, vim de Aracruz, vim trazer minha carreira pra cá.
05:4598% das pessoas que me contratam hoje são mulheres.
05:49Graças a Deus, elas também ocupam esse lugar no mercado de trabalho,
05:53de serem a proprietária do estabelecimento, de serem a gerente, né?
05:57A pessoa que cuida, a contratante.
05:59Mas, eu ainda tenho muita dificuldade de ser contratada por homens.
06:03Tem um ou outro, não é total, não é 100%.
06:05Mas, ainda tem essa dificuldade.
06:08A gente vê, então, que a sua carreira foi marcada com muitos abusos, né?
06:11Porque, que não é abuso de autoridade.
06:13E, também, já rolou casos de assédio com você?
06:16Algo do tipo?
06:17Não, não explícito.
06:21Aconteceu faz dois anos.
06:23No meio de um show, a pessoa tava embriagada lá embaixo
06:27e aí ela ficou fazendo umas coisas...
06:30Falei, não tô entendendo.
06:31Ele era um homem, era um homem...
06:33Eu entendi que ele estava só e ele tava com o outro casal.
06:36E ele ficava fazendo...
06:38No momento que eu tô cantando, eu faço caras e bocas, eu sorrio,
06:41eu canto o que tá cantando a música.
06:43E aquela pessoa tava ali e ela ficava assim, passando a mão nela.
06:47E aí, meu noivo, que trabalha comigo, que é meu produtor,
06:49olhou e fez assim, ó...
06:51Ei, respeita.
06:53E ele, mesmo assim, continuou.
06:55E eu falei, que coisa chata.
06:58E, daqui a pouco, ele vinha e ele passava a mão nele mesmo
07:01e fazendo caras e bocas.
07:02Eu falei, uai, gente?
07:04Eu falei, para de ser babaca.
07:05E eu não gosto de fazer isso, não gosto de chamar atenção
07:08pra isso, porque eu tô ali pra fazer um show.
07:11Aí, foi quando eu vi que ele ficou todo desconcertado,
07:13saiu da casa de show e o casal que tava acompanhando ele saiu também,
07:16eu não o vi mais.
07:17Mas isso traz uma culpa tão grande pra gente.
07:21Eu estava sendo a vítima daquilo ali.
07:24Eu não tava gostando daquela atitude.
07:26E eu, no momento, chamei o contratante e falei,
07:29olha, por favor, peça pra segurança e dar atenção pra aquele determinado sujeito,
07:32porque ele saiu daqui na hora que eu chamei ele de babaca no microfone.
07:37Muito chato.
07:38Muito chato.
07:39Uma situação desrespeitosa ao extremo.
07:42E a gente se sente mal.
07:44Eu me senti insegura de descer do palco,
07:46porque quando eu acabasse meu show, ele poderia estar ali fora.
07:48E aquela insegurança de gerar uma confusão.
07:52Simplesmente pelo fato de que,
07:54será que se fosse um cantor, ele estaria ali fazendo aqueles 3G's,
07:57daquelas caras de boca e passando a mão.
08:00Muito chato.
08:01Eu imagino.
08:01Mais do outro lado, Nathzinho, vale ressaltar também,
08:04tem muita gente que fica ali.
08:07Lembrei de um outro episódio que aconteceu há pouco tempo.
08:10Era a comemoração do Dia Internacional da Mulher.
08:12Um rapaz pegou o meu microfone,
08:14gritou uma coisa que eu não gostei,
08:16me desconcentrou.
08:17Parecia que ele queria tirar o brilho, né?
08:20E aí, várias mulheres que estavam ali me apoiaram com o olhar.
08:25Eu peguei e falei, você não pega esse microfone.
08:27Aqui não é o seu momento, eu não te dei permissão pra isso.
08:30Não quero que você venha fazer campanha política na hora do meu show.
08:34Não tô aqui pra isso.
08:35Não temos nenhum lado aqui.
08:37Eu tô aqui pra levar diversão.
08:39E aí, as mulheres puxaram as palmas.
08:42E aí, outra falou, no Dia Internacional da Mulher,
08:44esse homem pega esse microfone.
08:46Eu falei, é...
08:47Talvez ele se sentiu seguro pra isso,
08:49mas ele não estava no momento em...
08:51O contratante e as pessoas que estavam ali
08:55aprovaram a minha atitude.
08:57Então, é uma conquista diária ser mulher
09:01nesse nosso cenário musical.
09:06Do contratante, do que tá assistindo,
09:08daquele outro que se acha no direito de interferir no seu show.
09:12É um desafio, né, Amanda?
09:14Porque a gente nunca sabe o que vai acontecer.
09:15Não só como cantora, mas como mulher caminhando na calçada
09:19pra comprar uma sacola de pão, né?
09:21A gente tá sujeita a tudo.
09:24Mas, voltando aqui ao ramo musical,
09:26a gente sente muito que você tenha passado por essa situação,
09:28claro, que é totalmente desconfortável.
09:30Ninguém merece.
09:32Às vezes eu tô em show também que é muito desconfortável.
09:35Cenas que homens fazem se sentindo no direito
09:38de tocar, de fazer qualquer coisa com a mulher,
09:41fazer gestos que não foram permitidos a eles,
09:43que não caminham a eles naquele momento.
09:45A gente sente muito que você tenha passado por essa situação.
09:48E como você administra as expectativas e pressões
09:51em relação à sua imagem como mulher no ramo da música?
09:54Eu tenho administrado de uma maneira muito natural.
09:58Uma vez eu fui questionada na minha rede social
09:59por que eu não tava usando filtro.
10:02Aí eu falei...
10:03Gente, é assim que eu sou natural.
10:07Agora até uso um pouquinho, sabe?
10:09Mas não é tanto.
10:10Quem me segue na minha rede social vê muita verdade.
10:14E eu tento ser o mais espontânea possível,
10:19a mais verdadeira,
10:20de aparecer descabelada mesmo
10:22e de mostrar também pra aquelas mulheres que me assistem esses dias.
10:25Foi tão incrível.
10:26Uma mulher me amortou na rua e falou assim,
10:28eu te sigo, eu me espelho tanto em você.
10:30Porque ali é tão bacana de entender que
10:33sou eu que tô ali em casa lavando a minha roupa,
10:36assim como você.
10:37Sou eu que tô ali em casa fazendo a minha comida.
10:39Não é glamour.
10:40Não é, gente.
10:41Nós estamos aqui, sou eu mesmo que faço a minha maquiagem,
10:43mais ou menos ou não.
10:45Sou eu mesmo que tô ali.
10:46Então, tem muita cobrança em relação ao corpo.
10:49Uma vez eu escutei de uma mulher falando assim,
10:52coloca uma meia,
10:53porque a gente que tá lá embaixo vê tudo.
10:55Olha!
10:56Aí eu fico pensando, vê tudo?
10:58Mas é porque sou eu, né?
11:00Com as minhas marcas.
11:02Com o meu sobrepeso ou não.
11:04Sou eu.
11:05E muitas vezes, mulheres pressionando outras mulheres, né?
11:09Que triste, né?
11:10Então, nos meus shows,
11:11eu sempre tento falar alguma coisa.
11:13Por exemplo, quando eu faço a homenagem da Marília,
11:15Marília Mendonça.
11:17Que referência foi aquela?
11:18Aquela voz que conquistou o Brasil,
11:21mas ela estava ali mesmo, sobrepeso?
11:23E estava ali da maneira como que ela quisesse?
11:25Então, pra mim, eu tento lidar com essa expectativa
11:28dessa maneira, de forma bem natural,
11:30de forma bem leve,
11:31de entender que quem tá ali do outro lado da tela
11:33é como quem tá ali, né?
11:34Somos todas iguais,
11:36vivendo todos os dias o nosso desafio de ser mulher.
11:39De ser mulher multitarefa,
11:40de ser mulher que faz de tudo.
11:41De ser mulher que tá cansada
11:43e de poder dizer que eu estou cansada,
11:45estou exausta nesse momento.
11:47De se reconhecer, né?
11:48De se reconhecer.
11:49E também da gente ter...
11:50Eu vindo pra cá,
11:51eu fui abastecer.
11:53A frentista falou,
11:54você tá muito bonita.
11:55Eu falei, você também, né?
11:57Isso da gente...
11:59Se não acontecer.
12:00Uma e a outra.
12:01Exato.
12:02É isso.
12:02Então, eu tento lidar com essa expectativa
12:04dessa maneira.
12:05Olha, eu sou como vocês.
12:07Estamos juntas no mesmo barco.
12:09Vamos lá.
12:09Vocês trabalhando daí,
12:10eu trabalhando de cá.
12:12Uma precisando da outra.
12:14Sim.
12:14A gente tem que ser a nossa rede de apoio,
12:16eu acredito nisso, né?
12:17Porque essa pressão que a gente tem,
12:19essas comparações que a gente faz
12:22uma em relação à outra,
12:23é só pra afastar.
12:25Sendo que a gente precisa estar cada vez mais unidos
12:27pra combater assédios, abusos.
12:30Tantas formas que os homens veem
12:32que podem fazer com a gente,
12:34sendo que não tem liberdade nenhuma.
12:36Nenhuma.
12:37E qual pra você?
12:38Qual a importância do Dia da Mulher
12:41nacional, né?
12:41Como você, como Amanda, multitarefa,
12:44como Amanda de casa,
12:45como Amanda pessoa,
12:46pessoa e também como profissional,
12:49como Amanda cantora.
12:50Qual a importância?
12:51Muito importante esse debate.
12:53Eu tava elogiando esse videocast.
12:57Tão importante essa fala,
12:59tão importante.
13:00Nós vimos aqui,
13:01temos voz pra isso,
13:03Nathzinha.
13:03É uma conquista diária.
13:04Estamos longe de alcançar tudo
13:07o que nós temos pra alcançar.
13:08Um exemplo claro,
13:10no meu carro,
13:11quando eu entro,
13:11a primeira coisa que eu aperto
13:13é o cadeado.
13:15Enquanto o meu noivo,
13:15ele anda,
13:18horas,
13:18sem ter aquela preocupação
13:20de trancar o carro.
13:21Enquanto nós, não.
13:22A gente precisa chegar.
13:24Então, assim,
13:24trabalhar pra que isso
13:25se torne tão natural pra gente.
13:27E nós nos sentamos seguras,
13:29que a gente não tenha pavor
13:31de passar, por exemplo,
13:32numa calçada,
13:33quando tem uns homens parados ao lado.
13:35Às vezes não vão fazer nada, gente,
13:36mas a gente tem isso
13:37tão enraizado na nossa...
13:38Tão traumático.
13:39É tão traumático.
13:40Porque são coisas que a gente vê
13:41desde a infância, muitas vezes...
13:43É tão traumático.
13:43Esses dias nós estávamos
13:44voltando do supermercado,
13:45eu e Vinícius.
13:47E aí nós vimos
13:48uma mulher parada sozinha
13:49no ponto de ônibus
13:50e outros funcionários
13:52saindo da empresa,
13:53eles estavam vindo
13:54pro mesmo ponto de ônibus,
13:55estava escuro.
13:57Automaticamente,
13:57o Vinícius parou
13:58do outro lado da rua
14:01pra esperar o que fosse acontecer.
14:03Graças a Deus,
14:04ela não estava uniformizada,
14:05mas eles estavam,
14:06eu acho que eles se conheciam.
14:07Mas que medo, gente,
14:09até esses homens chegarem
14:10nesse ponto de ônibus.
14:12Então,
14:12essa discussão,
14:13ela é importante
14:14pra que cada vez
14:15esse medo,
14:16ele diminua,
14:18cada vez a gente consiga viver
14:19mesmo de igual pra igual,
14:20pra que a gente não tenha
14:21essa preocupação,
14:23esse terror de viver
14:24e que a gente também
14:25não passe por tantas situações
14:26constrangedoras e tristes
14:27pelo fato de sermos mulheres.
14:29Então,
14:30essa discussão,
14:31ela é importantíssima,
14:32ano a ano,
14:33que a gente lembre,
14:34mais uma vez,
14:35que a gente merece respeito
14:37e que independente
14:39de sermos homens ou mulheres,
14:40nós estamos aqui
14:41pra viver e vivermos livres.
14:43Sim,
14:43porque é um embate diário
14:45que a gente tem,
14:45pelo menos,
14:46quando eu ando de transcoal,
14:48por exemplo,
14:48não gosto muito
14:49do ônibus cheio
14:50por causa
14:51que a gente nunca espera
14:52que vai acontecer,
14:53né?
14:54Como acontece,
14:55a gente já viu
14:55reportagens e reportagens
14:57se reportando a isso.
14:59Verdade.
14:59E pra você,
15:00como que é,
15:01por exemplo,
15:01nesse ramo da cantora,
15:02alguma pressão
15:03já existiu?
15:04Porque, por exemplo,
15:04você comanda o palco,
15:06comanda o trio,
15:07como que é pra você?
15:11Eu sou uma pessoa
15:13muito abençoada,
15:14né?
15:15Sou católica,
15:16muito abençoada,
15:17coloco tudo
15:17nas mãos de Deus.
15:19Então,
15:19a pressão,
15:20muitas vezes,
15:21é minha mesmo.
15:23Acredito que,
15:24e vejo,
15:24muitas mulheres falando
15:25de quanto elas se pressionam
15:27pra elas não errarem,
15:28pra elas sempre acertarem.
15:30Então,
15:30essa pressão
15:31do público,
15:33eu tento filtrar,
15:35eu tento rezar,
15:38eu tento levar em terapia,
15:40acho isso importantíssimo,
15:41que as mulheres cuidem de si,
15:43cuidem de sua saúde mental,
15:44porque a pressão,
15:45ela é grande.
15:47Sim.
15:47Então,
15:48como eu tenho lidado com isso?
15:49Com a terapia.
15:50Com a terapia,
15:51com as pessoas que me rodeiam,
15:55as mulheres,
15:56minhas referências,
15:57né?
15:57Acredito que mais à frente
15:58posso falar
15:59da minha mãe,
16:00as minhas tias,
16:01as pessoas que são
16:02as minhas referências,
16:04elas que fortalecem.
16:07Elas que são esse,
16:08então,
16:08essa pressão inteira
16:09eu tento
16:12domar,
16:12assim.
16:13É.
16:14E vamos voltar um pouquinho
16:15lá na sua história,
16:16da sua jornada,
16:16porque você falou
16:18que foi a sua mãe
16:19que cantava
16:19e você só dançava.
16:21Sim.
16:21E qual ponto você falou,
16:22assim,
16:22eu preciso entrar
16:24no mundo da música?
16:25Foi nesse dia
16:26que deu o estágio,
16:27eu nasci pra isso.
16:29eu nasci pra isso,
16:30me dá
16:31todos os shows
16:32que minha pele arrepia.
16:33Tô arrepiada falando.
16:35Porque
16:35quando eu tenho
16:37uma noção
16:37que às vezes
16:38tem três pessoas
16:40me ouvindo,
16:40às vezes tem uma multidão
16:41e elas são capazes
16:43de me arrepiar.
16:44As três pessoas?
16:46Então eu falei,
16:47não é isso,
16:47não quer dizer do público,
16:49não é aquela energia
16:49que tá vindo de cá.
16:51O start veio
16:52depois que...
16:53Fazendo.
16:54Fazendo.
16:55porque a cantora Amanda,
16:56ela surgiu
16:57bem despretensiosamente
16:58numa brincadeira,
16:59como eu disse,
17:00com meu primo.
17:01E aí eu descobri
17:01que eu conseguia
17:02colocar as músicas
17:03no tom que eu conseguia,
17:05porque eu sempre gostei
17:05de Sandy Júnior,
17:06mas a minha voz grave
17:07eu não conseguia
17:07cantar os tons de Sandy.
17:09Sempre gostei
17:10de Ivete Sangalo,
17:11sempre gostei
17:11das referências
17:13também evangélicas,
17:14Fernanda Brum,
17:15Aline Barros.
17:16Eu gostava de escutá-las,
17:17minha mãe sempre
17:18escutando músicas
17:19em casa,
17:20meu pai,
17:21a gente trabalha
17:21ouvindo música.
17:23Então,
17:24num momento que foi
17:25despretensiosamente
17:26brincando,
17:26que eu falei,
17:27olha que bacana
17:27aquela música
17:28que eu gosto,
17:29a lenda
17:30de Sandy Júnior.
17:32Eu conseguia cantar,
17:33porque o meu primo
17:33colocou no tom,
17:34eu falei,
17:34ah, então acho
17:35que eu nasci pra isso.
17:36E como eu sou
17:36muito espontânea,
17:37muito faladeira,
17:38nos shows eu também
17:40conseguia o olhar
17:41das pessoas
17:42e conseguia...
17:43Parecia que eu tinha voz.
17:45Eu tenho voz.
17:46Parecia não,
17:47eu tenho voz.
17:47Quando eu tô com o microfone
17:48eu tenho voz,
17:49eu sou escutada,
17:50eu falei,
17:50eu nasci pra isso,
17:51eu nasci pra comunicar,
17:52eu nasci pra falar
17:53e pra cantar.
17:56Eu nasci pra isso.
17:57Então,
17:57se a gente vê também
17:58que o seu ram
17:58é muito eclético,
17:59que é também eclético
18:01em seus shows,
18:02com as suas músicas
18:03que você canta?
18:04Muito eclético.
18:05Muito eclético.
18:06Eu digo que eu nasci no bar,
18:08a cantora Amanda
18:08nasceu no bar
18:09e hoje eu também
18:10participo de banda baile,
18:11então eu canto
18:12de tudo um pouquinho.
18:13é forró,
18:14é axé,
18:15é rock,
18:15é pop,
18:16é mpb,
18:17é swingão,
18:18o repertório você constrói
18:19com base no seu contratante
18:21ou já tem um pré-selecionado?
18:23Por exemplo,
18:24se for fazer algum evento corporativo
18:26e o contratante não é muito fã do funk,
18:29vamos supor,
18:30aí você já tira de cena,
18:32como que faz?
18:32Eu sempre converso com o meu contratante
18:34pra alinhar as expectativas.
18:36Ô, Natizinho,
18:37o que você quer ouvir
18:38na sua festa de aniversário?
18:40Tudo.
18:40Tudo.
18:41Tem uma música
18:42que você não gosta
18:42de maneira alguma,
18:44a gente não vai cantar.
18:45Porque tem aquela música,
18:45essa música me remete
18:46a um tempo difícil,
18:48não quero ouvir,
18:49mas não vamos cantar.
18:50Tem uma música
18:50que não pode faltar,
18:52essa música é especial pra mim,
18:53é a música que eu canto
18:54com as minhas amigas,
18:55é a música que me faz lembrar
18:57o momento de conquista,
18:58então ela vai entrar no repertório.
18:59Eu tento ao máximo
19:01atingir esse público.
19:03E quando é um evento
19:06corporativo,
19:06que eu não tenho esse contato,
19:07eu tento também
19:09respeitar o limite
19:10de entender quem tá ali.
19:12Ali é o momento
19:13que o seu funcionário
19:13vai levar a sua esposa
19:14ou a sua funcionária
19:15vai levar o seu esposo,
19:17vai levar os seus filhos,
19:18então eu filtro muito
19:20o que que eu vou cantar,
19:21como eu vou estar,
19:22como eu vou vestir,
19:23o que que eu vou dançar,
19:24o que eu vou cantar,
19:25pra que aquilo ali
19:26atinja o público
19:27de uma maneira positiva.
19:28E seja muito agradável
19:29pra todo mundo, né?
19:30Uma experiência boa.
19:32E nesse mundo da música
19:33e também no seu mundo pessoal,
19:35quais são as mulheres
19:36que te inspiram?
19:36A gente já sabe um pouquinho
19:37da sua mãe,
19:38tem um dedinho da sua mãe aí.
19:40Mas quais são as que te inspiram
19:41e como elas influenciam
19:43pra você nessa jornada?
19:45Muitas mulheres importantes
19:46e potentes na minha vida,
19:47muitas mulheres.
19:48Minha mãe,
19:49acima de tudo,
19:50um exemplo de fé,
19:51de resiliência,
19:53de você não saber,
19:54fico emocionada,
19:56de você não saber
19:57que você tinha
19:57nenhum problema tão grande
19:59depois dele resolvido,
20:01porque ali foi feito um filtro,
20:03ali foi passado fé.
20:03esses dias descobri um desafio
20:05que eu vou ter que passar
20:07adiante.
20:08E a minha mãe falou,
20:08estamos juntas,
20:09com muita fé.
20:11Amanda,
20:12já fiz as pesquisas,
20:13não se preocupe.
20:14Então,
20:15essa força,
20:16com certeza,
20:17vem dela.
20:18Tem uma irmã
20:19que vem também
20:20nessa mesma bagagem
20:21muito forte.
20:22Passamos por desafios
20:24agora no começo do ano
20:24junto a ela.
20:26E as minhas tias
20:27que tiveram
20:27essa mesma criação,
20:28essa mesma história
20:29com a minha mãe,
20:29então,
20:30elas são mulheres
20:31que são referência
20:32pra mim.
20:33A minha sogra,
20:34a mãe de Vinícius,
20:35também é uma referência
20:36muito forte.
20:37Bebe uma água.
20:39É uma referência
20:39muito forte
20:42de força,
20:43de conquista,
20:44de lidar bem
20:46com os desafios,
20:47né?
20:48E de muita fé,
20:49Nathzinha.
20:50Agora,
20:51eu também tenho
20:51a minha terapeuta
20:52e a minha fonoaudióloga.
20:54São essas mulheres
20:55que estão aqui
20:56segurando comigo
20:57em relação à carreira.
20:59Elas são as mulheres
21:00que me ajudam
21:01a estar segura,
21:03propiciam que a minha voz
21:04esteja ótima
21:06pra eu fazer
21:06o que eu amo.
21:08Então,
21:08eu destaco
21:09essas mulheres.
21:10A minha mãe,
21:10a minha irmã,
21:11a minha sogra,
21:12as minhas tias,
21:13a minha fonoaudióloga
21:14e minha terapeuta.
21:15Elas são a minha base ali,
21:17aquelas que estão
21:18sempre de mãos dadas
21:20pra que dê
21:20tudo certo,
21:21pra que a gente caminhe.
21:22E a gente vê que mulheres
21:23são espelhos de outras, né?
21:24São sempre
21:25a força maior
21:26que dão
21:27toda aquela sustentação
21:28que a gente precisa, né?
21:29Sim, com certeza.
21:30E falando assim
21:31de mulheres
21:33cantoras,
21:33quais são as mulheres
21:34cantoras que te inspiram?
21:35A Ivete Sangalo.
21:39Com toda a sua animação,
21:40com toda a sua energia,
21:41com toda a sua verdade,
21:43espontaneidade.
21:43Ela é uma pessoa
21:44que me inspira muito.
21:46Estive no show dela
21:47que ela fez
21:48no Maracanã agora
21:49em dezembro
21:50de 2023
21:51e até fiz um post
21:52sobre isso,
21:53como ela me inspira
21:54de valorização
21:55das pessoas
21:56que estão ali
21:56ao lado dela,
21:57de valorização
21:58de todos os músicos,
22:00de toda a banda
22:01e daquela potência
22:02dela saber
22:03que ela tem
22:04aquele poder,
22:06que ela é tudo aquilo.
22:07Então,
22:08ela me inspira demais.
22:11Eu coloco ela,
22:13mas tem muitas outras
22:14referências
22:15na música
22:17que eu amo,
22:18que eu escuto,
22:19que eu admiro.
22:20Mas eu vou deixar
22:22muito de citar também
22:22a Ivete
22:23porque a gente pensa assim
22:24que a Ivete
22:25é 30 anos de carreira,
22:2730 anos sendo muito sucesso
22:29e sempre está se reinventando,
22:31né?
22:31Sempre,
22:31nunca paralisa.
22:33Porque as músicas,
22:33tanto é que ela fez sucesso
22:35no Carval
22:35com uma música nova,
22:36com o Macetano,
22:37que a gente pensa assim,
22:38nossa,
22:38nunca mais vai fazer sucesso.
22:40Não é.
22:41Ela sempre faz diferente,
22:42ela sempre é diferente.
22:44Ela sempre é aquela
22:44espontaneidade,
22:45animação.
22:47Muito exemplo,
22:47por exemplo,
22:47para muitas mulheres.
22:48E outra é a Marília,
22:50que eu já citei
22:51na nossa conversa,
22:52a Marília Mendonça.
22:53Quando ela veio a falecer,
22:55eu até fiz uma homenagem
22:56no show,
22:56até me emocionei muito
22:57porque ela trouxe
22:59essa voz.
23:01Essa voz que é diferente,
23:03essa voz grave,
23:04essa voz cheia.
23:06E voz para o sertanejo também.
23:08E voz para o sertanejo.
23:09Que era muito masculino.
23:11Exatamente.
23:12Então ela também
23:13é uma grande referência
23:14de ter vivido
23:15com as músicas dela
23:16muito na minha carreira.
23:17Tenho muita gratidão
23:18porque nosso estado
23:20ainda tem muito
23:21do sertanejo,
23:22então a música dela
23:22sempre está no meu repertório.
23:24E aquela música
23:25que a gente
23:26comunica com as mulheres
23:27e a gente fala
23:29vocês!
23:29E elas vêm e cantam
23:30deixa!
23:31E é tão maravilhoso.
23:32Então eu tenho
23:33muita gratidão
23:34pela história
23:35de Marília Mendonça também.
23:36Então eu sou
23:37Marília Mendonça
23:38da voz grave
23:38com a animação
23:39de Ivete Sangata.
23:41Uma mistura.
23:41Misturou tudo.
23:42É por isso que eu sou
23:43tão eclética.
23:44E se você fosse dar
23:45um conselho para as jovens
23:46que querem ser cantoras também,
23:48qual conselho você daria?
23:50Perseverança.
23:51Perseverança.
23:52Não vai ser fácil,
23:54mas não é impossível.
23:55É um conselho também
23:56que eu me dou.
23:58Perseverança.
24:00É...
24:00Ter essa rede de apoio.
24:02Ter essa rede...
24:03Valorizar essas pessoas
24:04que estão ali
24:05que te incentivam.
24:06Se é realmente
24:07o que você ama,
24:08se é realmente
24:09o que você quer,
24:10vá adiante.
24:11Se precisar,
24:13descansa.
24:13Isso pra mim faz muito sentido.
24:15Descansa,
24:15mas não pare.
24:17Não pare,
24:17não estacione.
24:18Descansa,
24:19respira,
24:19fica exaustivo,
24:21continua.
24:22Vai dar certo.
24:23E sempre
24:25busque ser o melhor.
24:27Busque ser a melhor.
24:29Busque dar o melhor de si.
24:32Viver com muita verdade,
24:34sabe?
24:35Ser aquilo de coração,
24:37porque é o que vai fazer
24:38a diferença.
24:40Estar ali de corpo e alma,
24:41estar ali sendo você
24:44e com muita competência,
24:45sabe?
24:46Se prepare,
24:47porque a gente,
24:48eu muitas vezes,
24:49eu sou muito subjugada
24:51no momento que eu chego
24:52no evento.
24:54Agora,
24:54com o meu cabelo ainda,
24:56um pouco mais,
24:57me parece,
24:58do tipo assim,
24:59essa daí,
25:00aí quando eu vou cantar,
25:02não querendo não ser humilde,
25:04mas quando eu vou cantar,
25:05parece que as pessoas falam,
25:06ah,
25:07entendi.
25:08Então,
25:09assim,
25:09é tão complicado
25:10a gente ter que mostrar
25:11que a gente é talentoso,
25:12porque a nossa imagem,
25:13por ser mulher,
25:14por ser negra,
25:15não sei,
25:17eles menosprezam
25:17a nossa imagem.
25:18Então, assim,
25:19vai com toda a sua competência,
25:20mostra a sua garra,
25:21vai e mostra que você
25:23é tudo isso.
25:23E o principal,
25:24não se abaixar,
25:25não abaixar a cabeça
25:28em comentários ofensivos,
25:29De maneira alguma,
25:30de maneira alguma.
25:31Porque muita gente,
25:33as pessoas já pré-julgam,
25:34tem os pré-julgamentos.
25:36Então,
25:36se a gente não mostrar,
25:37a gente tem que ter ciência
25:39de que a gente vai
25:40para um lugar,
25:40as pessoas vão te menosprezar,
25:42para depois entender
25:44por que você está ali
25:45quando você mostra
25:46a sua competência.
25:48Sim.
25:48Por isso a importância
25:49da gente estar aqui
25:50dialogando sobre isso.
25:52Porque aí a gente
25:53não vai nunca deixar
25:54a coroa da outra princesa
25:55cair.
25:56Os pré-conceitos
25:58muito definem a sociedade,
26:01para poder falar,
26:02ah,
26:02você é muito ruim
26:04por causa do seu cabelo,
26:05por causa da roupa que você,
26:06eu sinto que não é assim, gente.
26:08Isso aqui é um mero detalhe.
26:10É muito além.
26:11É muito além.
26:12E seu cabelo está perfeito, viu?
26:14Muito obrigada.
26:16Estou em transição capilar.
26:18Um beijo para as meninas
26:19que estão em transição capilar.
26:20Nossa,
26:21transição capilar é sempre um desafio, né?
26:23É um grande desafio.
26:24É um momento de autoconhecimento.
26:27Eu alisava o meu cabelo.
26:29Pode ser que para facilidade,
26:30pode ser que para me enquadrar
26:32na sociedade, né?
26:34E agora, nesse momento,
26:35estou vivendo essa descoberta
26:38de como vai ser meu cachinho.
26:40Até o final de 2024,
26:42eu vou ter...
26:42Eu penso que um pouco,
26:42a nossa sociedade era muito enraizada
26:44no conceito da mulher do cabelo liso.
26:48Cabelo liso era o cabelo bom.
26:50Era esse termo, né?
26:51Então, muitas meninas fizeram o alisamento,
26:54principalmente as cacheadas,
26:56alisamento de qualquer forma também,
26:58porque às vezes era um produtinho de farmácia.
27:00Ah, esse produtinho de farmácia aqui.
27:01E aí, hoje, a gente vê que a sociedade
27:04está se construindo
27:05para poder destruir preconceitos
27:08que eram tão, assim, enraizados
27:11de uma forma tão preconceituosa.
27:13E tão maravilhoso
27:13que a gente está vivendo nesse momento.
27:15Não é?
27:15Porque você olha nas redes sociais,
27:17quantas mulheres inspiradoras
27:18que estiveram ali,
27:19estiveram ali nesse momento de desafio
27:21e venceram, e elas inspiram.
27:23Sim.
27:24Quantas pessoas.
27:25Que bom que hoje a gente tem voz,
27:26que hoje a gente consegue expor isso
27:28e contagiar o máximo de pessoas.
27:31E que bom que você também está se aceitando
27:33como você é.
27:33Sim.
27:33Porque aceitar o seu cabelo
27:35é uma grande parte do processo, né?
27:37É verdade.
27:38É uma grande parte do processo.
27:39E agora a gente está quase chegando
27:41ao final do nosso videocast,
27:43nosso último videocast, gente.
27:46E a gente tem uma pergunta,
27:48mas eu não queria que você respondesse agora,
27:49porque a pergunta é muito específica.
27:52A gente quer saber uma música
27:54que serve de inspiração para você,
27:56que possa servir de inspiração
27:58para as outras mulheres,
27:59que tem um significado especial também.
28:01E a gente não queria que você falasse
28:03como a música é.
28:03A gente queria que você cantasse essa música.
28:06Então, antes de você cantar,
28:07a gente vai encerrar o nosso videocast.
28:08Tá bem.
28:09E a gente encerra com muita música.
28:10Pode ser?
28:11Pode ser.
28:11Posso falar uma coisinha da música?
28:13Com certeza.
28:13Só da música.
28:14Fiz uma pesquisa sobre essa música
28:16e pode ser que esteja equivocada,
28:18mas diz que era de uma mulher
28:20que morava às margens de um trilho,
28:23de um trem,
28:25deixava seus filhos,
28:27trabalhava, né?
28:28E nunca deixava seus filhos saírem da escola.
28:31Olha.
28:31Com muita garra,
28:33com muita determinação,
28:33com muito suor,
28:35ela sempre apostava que a educação
28:37era a chave que poderia mudar a realidade.
28:39Antes de encerrar, por favor,
28:41faça a divulgação das suas redes sociais.
28:42Ah, maravilha.
28:44Lá no Instagram é
28:45arroba Amanda Cantora.
28:46Arroba Amanda Cantora,
28:47tem um underline.
28:49E lá no YouTube,
28:50pra encontrar melhor,
28:50você coloca Amanda Cantora Aracruz,
28:52que aí direciona lá pro meu canal.
28:54Então pode contratar.
28:56Amanda é sensacional.
28:57Faz palco, tri.
28:58Faço, gente.
28:59Canta tudo.
29:01Eu sempre coloco Nathzinha,
29:03que é Agora É Ela,
29:04o show que o seu evento merece.
29:07Aí sim, hein?
29:08Já vou levar pro meu aniversário.
29:09Por favor.
29:10E queria agradecer você
29:11que acompanha o nosso videocast
29:12numa série de quatro episódios.
29:14Passaram por aqui mulheres incríveis,
29:16cantoras capixabas,
29:17que fazem sucesso no mundo da música,
29:19que enfrentam muitos desafios também.
29:21Teve a Flavinha Mendonça,
29:23a Beth MC,
29:24a Bruno Cavaco,
29:25agora a Amanda Cantora.
29:27Vocês são sinônimos de inspiração, viu?
29:29O nosso videocast,
29:30todas elas,
29:31histórias para encantar,
29:32se encerra aqui no nosso mês de março,
29:34mês da mulher.
29:35Mas o mês da mulher
29:36são todos os meses,
29:37todos os dias.
29:38A gente merece ser valorizada,
29:40respeitada.
29:41e também que a gente se livre
29:42de preconceitos
29:44que são tão enraizados
29:46no nosso dia a dia,
29:46na nossa vida.
29:47Então, muito obrigada
29:48que esses videocasts
29:49se sirvam de inspiração
29:50pra você, mulher,
29:52que quer ser cantora
29:53e também ver tantos desafios
29:55por serem mulher.
29:56Amanda,
29:57a gente encerra agora
29:57com a sua música.
29:58Essa música é linda, né?
30:00Mas é preciso ter força,
30:03é preciso ter raça,
30:05é preciso ter gana sempre.
30:08Quem traz no corpo a marca,
30:11Maria, Maria, mistura
30:14a dor e a alegria.
30:16Mas é preciso ter manha,
30:19é preciso ter graça,
30:21é preciso ter sonho sempre.
30:24Quem traz na pele essa marca,
30:26possui a estranha mania
30:29de ter fé na vida.
30:32Obrigada, gente!
30:34Obrigada, Amanda!
30:35Obrigada!
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