- há 4 semanas
Em conversa com HZ e a Rádio Litoral, a cantora, falou sobre suas inspirações, os momentos de superação e sobre a maternidade
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NotíciasTranscrição
00:05Oiê, seja bem-vindo ao videocast, todas elas histórias para encantar.
00:10Hoje a gente dá início a uma série de episódios, vamos contar histórias de mulheres inspiradoras.
00:15A Rádio Litoral preparou um bate-papo muito especial com muitas mulheres que vão passar por aqui
00:20nesse cenário lindo para contar histórias inspiradoras de capixabas, empresárias, cantoras
00:26e muitas mulheres para te inspirar a seguir nesse mês a mulher, para a gente ser inspiração
00:31não só esse mês, mas todos os outros também.
00:34A gente tem uma convidada mega especial, a gente tem uma troca autêntica, inspiradora
00:38sobre as realidades, desafios e esperanças da mulher.
00:42E hoje a gente trouxe aqui no nosso videocast, todas elas histórias para encantar, a Flavinha Mendonça.
00:47Ela que é cantora, ela baiana, mas capixaba de coração, empresária, agenciou sua própria carreira.
00:53Flavinha, seja muito bem-vinda ao nosso videocast.
00:56Obrigada, eu que agradeço.
00:57Já falo também, oiê!
00:58Igual a Nathezinha.
01:00Gente, já começo falando uma coisa.
01:01Quando eu recebi o convite, eu perguntei assim, mas tem um tempo para gravar, tempo
01:07de videocast no ar?
01:08E falaram assim, não, é tempo livre.
01:10Aí já soube que Nathezinha fala pra caramba, eu falo pra caramba, então pega a pipoca,
01:14pega a pipoca, senta aí, que vai ser um videocast muito legal.
01:17A gente bate papo pra caramba, a gente vai falar de muita história boa.
01:20Vamos conversar sobre muito o cenário musical capixaba.
01:22Pra inspirar, Flavinha, a sua história, essa inspiração pra outras mulheres também,
01:27que adoram esse cenário da música e querem entrar, assim, de cabeça, querem saber como
01:32que funciona.
01:33E você, querendo ou não, é muita inspiração pra muitas mulheres, não só capixabas,
01:37como também brasileiras, né?
01:39Obrigada, eu fico imensamente feliz, assim, até honrada, porque é um reconhecimento, né?
01:43E eu acho que palavras, assim, como essas suas, é que fazem, reforçam aquela ideia de
01:48que a gente tá seguindo no caminho certo, de que a gente tem feito o trabalho direitinho,
01:51como você falou, com todos os desafios e sufocos, mas é isso, mulherada, tamo juntas.
01:56E agora vamos começar do básico, né?
01:58Vamos lá.
01:59A partir das suas experiências, conta um pouquinho pra gente como que foi, lá no início,
02:02a Flavinha Mendonça, de quando começou, pra os desafios atuais, o que que mudou,
02:08o que que continua, como que foi o cenário, o que que, as alterações que teve, principalmente
02:13no âmbito de ser mulher.
02:16Uau!
02:18Pergunta, dá um vazão aí pra gente responder muita coisa, né?
02:23Quando eu comecei, assim, profissionalmente, eu cantava numa banda, então eu tinha um empresário,
02:29era pessoa que resolvia tudo, mas eu sempre, eu acho que faz parte inerente, assim, da minha
02:33personalidade, eu sempre me envolvi com tudo.
02:36Então, mesmo eu sendo cantora contratada de outras bandas, eu sempre dava um jeito, eu
02:40queria participar, até porque eu acho que a gente coloca a nossa verdade, né, traços
02:43ali da nossa personalidade, e a gente acaba exercendo melhor a nossa função ali, nosso
02:48papel dentro daquela empresa que a gente se encontra.
02:51E eu tive também o apoio, é bem verdade que eu tive o apoio desses empresários, que sempre
02:55também acreditaram em mim, me ouviam algumas coisas, muita ralação, muita
02:59batendo de frente, mas de modo geral, se eu olhar pra trás, eles apoiavam, assim,
03:05tudo que eu pedia, que eu falava, que eu dava como sugestão, era catado, sabe?
03:10E no meio do caminho, eu comecei a sentir que realmente eu queria aquele espaço maior,
03:15porque sempre tinha outro cantor junto, enfim, era banda, eu era contratada de outras, como
03:22eu falei, outras empresas, né?
03:23E eu falei, não, eu quero colocar mais de mim, eu quero ter a minha liberdade pra criar
03:27realmente do jeito que eu acredito que seja.
03:29A sua autenticidade, né?
03:30É, a minha verdade, não que eu não fizesse ali, sempre coloquei muito minha verdade
03:34em tudo que eu fiz, que eu me propus a fazer, mas você ter o domínio de direcionar a sua
03:39carreira do jeito que você quer, eu acho que faz toda a diferença.
03:42É fácil?
03:43Não, não é fácil.
03:44Quando eu comecei a minha carreira solo, eu ainda estava no Dallas Company e foi junto.
03:50Então, eu comecei a falar, mas pra onde, como que eu começo?
03:53Eu vou começar a ligar pras prefeituras pra me vender e que material que eu tenho que
03:57eu ainda não tinha lançado?
03:59Então, você começa a ver todos os contatos que você já teve ali na vida, por onde
04:03que eu começo?
04:03Mas eu tinha que começar.
04:04E eu fui na cara e na coragem, comecei a tentar futucar, procurar telefone de Secretaria
04:08da Cultura, de tal município, de outro.
04:12Na época, o Vital, que eu tinha contato também com os organizadores que eu já tinha.
04:16Eu comecei a cantar profissionalmente na banda Muqueca, que era do Bloco Muqueca, um dos
04:21sócios da Onda Luz Eventos, que foi a criadora do Vital.
04:27Então, eu comecei a acionar esses contatos.
04:29E aí, foi realmente o Vital, o último Vital, que eu dei meu pontapé inicial da carreira
04:35solo, mas também assim, sozinha.
04:38Corri atrás de um patrocinador.
04:39Na cara e coragem.
04:40Na cara e coragem.
04:41Fiz o projeto esse, eu tenho preciso de X pra poder pagar a banda, os ensaios.
04:46Figurino, o Trio Elétrico.
04:48Aliás, o Trio Elétrico, eu nem lembro se o pessoal do Vital que disponibilizou, eu
04:51acredito que tenha sido, não me recordo.
04:53A placa, né?
04:55Então, assim...
04:55Foi ano passado, nem dá pra lembrar, né, Flavinha?
04:58É que muita coisa do ano passado pra cá, do ano retrasado.
05:01Mas, assim, é luta, minha gente, é luta.
05:03Mas quando a gente ama o que a gente faz, a gente tem certeza que é aquilo que a gente
05:07quer, eu acho que vale a pena e no final tudo dá certo.
05:11Aos trancos e barrancos, mas dá certo.
05:13Mas funciona, né?
05:14Funciona.
05:14E aí, é isso.
05:15Tô aí até hoje.
05:16Tô aí até hoje.
05:17Graças a Deus, né?
05:17Graças a Deus.
05:18E, assim, quais são os principais desafios enfrentados durante a sua carreira como cantora
05:23de axé?
05:24Porque é um nicho, assim, muito específico e, querendo ou não, durante toda a sua trajetória,
05:30teve outros nichos que foram criados, outros estilos musicais e você sempre se mantendo
05:35como cantora de axé, que é uma delícia, eu adoro como que foi esse desafio, principalmente
05:39aqui no nosso estado do Espírito Santo, que tem um cenário muito no sertanejo que a gente
05:43enfrenta, né?
05:44É, acaba sendo bem limitado, como você falou, a questão do nicho.
05:48Eu, quando eu comecei, como eu falei, eu comecei cantando axé, sou baiana, né?
05:52Fui criada aqui, mas tenho minhas raízes todas lá, família, então tô sempre lá,
05:56já fui, já voltei morando também várias vezes, mas fui criada aqui, comecei a cantar
06:01na banda de axé, no meio do caminho eu recebi o convite do Dallas Company, que foi naquele
06:07no auge também, a confusão que a banda separou e tal, eu me vi, era quase assim,
06:10eu tava montando uma banda pra mim, estavam montando uma banda pra mim em Salvador, já
06:14tava ensaiando e tudo, mas foi um convite quase que recusável e eu hoje olho pra trás
06:19e vejo que foi uma fase também de minha vida muito importante, assim.
06:22Precisava acontecer?
06:24Profissionalmente falando, eu acho que eu me relacionei com músicos ali também muito
06:27experientes, já tinha vindo também de outras experiências, como o Terra Samba, que também
06:33era uma banda, né, de, é uma, bom, era uma banda de renome nacional, então já tinha
06:37tido várias experiências de programas, nacionais, internacionais, viagens, eu já tinha
06:42muita bagagem quando entrei no Dallas, mas eu acho que musicalmente falando eu aprendi
06:46muito, foi enriquecedor pra mim.
06:48E era uma fase que eu cantava country sertanejo, que eu também amo, tá, gente, fazer a ressalva
06:52aqui, que eu amo, mas eu acho que eu fazia um...
06:55O coração baiano.
06:55Não, eu fazia um country, um sertanejo, joga a mãozinha pra cima, baixa a palma da
06:59mão, sabe?
07:00Sempre que eu podia, dava aquela escorregada e tava ali quase que no sotaque, eu cantando
07:04um sertanejo country meio axé, aí eu falei, calma, vamos ver o que dá pra gente conciliar,
07:08foi quando, de fato, eu lancei minha carreira solo.
07:11Mas, o que que eu sinto de maior dificuldade é isso, é a questão também da sazonalidade,
07:17né?
07:17É uma...
07:18O axé, as pessoas parecem que curtem mais quando tá chegando o verão, na fase de
07:22carnaval, e aí o resto do ano a gente faz o quê?
07:25Vive de quê?
07:25Mas, hoje eu tenho sentido que tá um pouco...
07:30O sertanejo tem ainda muito seu espaço, principalmente aqui, o samba também, né?
07:34O pagode, a galera curte bastante, mas eu acho que o axé tá sendo resgatado.
07:39Assim, do ano passado pra cá, especialmente, eu tenho sentido uma movimentação maior nas
07:44contratações, nos eventos, a gente também acaba fazendo outros projetos no meio disso
07:48tudo.
07:49Até porque o axé também, ele meio que se dividiu.
07:51Tem o axé e também tem o pagodão baiano.
07:52Isso.
07:54É uma linha muito tênue, né?
07:56É, na verdade, a gente lá, aqui, na verdade, denominam tudo axé, né?
08:02Algumas regiões acabam falando meio que...
08:04O pagode pra gente é como você falou, é o pagodão baiano, é como falam quebradeira,
08:08mas pra gente lá em Salvador é assim, e aqui todo mundo sempre denominou axé.
08:12Qualquer coisa...
08:13Ah, isso é axé.
08:14E que bom, porque cabe tudo isso nos shows.
08:17Eu, inclusive, coloco, assim, eu sempre busquei, eu acho que o próprio axé, hoje os
08:21sertanejos também têm feito isso.
08:24Vocês estão pegando, não se deixa uma vezinha pra gente.
08:27Porque o axé, ainda mais trio elétrico, principalmente, sempre coube colocar os sucessos radiofônicos
08:32do momento, né?
08:33Ou, no caso hoje, das plataformas digitais.
08:36Então, um funk que tá rolando, tá na boca do povo, tem que ter no show, independente
08:40de ser axé ou não.
08:41O sertanejo que tá estourado na boca do povo...
08:42E tem que ter em todas as versões também, né?
08:43A música da novela, uma música romântica.
08:45Então, cabe tudo isso, sempre coube, e a turma do axé sempre fez muito isso.
08:49Então, hoje a gente vê, por exemplo, no show dos sertanejos, que eles sempre colocam
08:52um axézinho ou outro, até porque a célula percussiva que usam hoje nesse sertanejo
08:57é uma roubadinha do axé.
08:59É uma célula percussiva que a gente sempre usou no axé.
09:01Que inseriu no sertanejo, né?
09:02Então, as pessoas talvez não saibam identificar isso, mas, musicalmente falando, a sonoridade
09:07trouxe um bocadinho da nossa pitada também.
09:09E aí, enfim, tá achando a alma do brasileiro e acaba consumindo os dois, o que é bom,
09:14o que acaba tendo espaço pra todo mundo.
09:16E nesse cenário mesmo do axé, de empurrar tri, de levar a galera à loucura, como que
09:20é o desafio sendo mulher, entende?
09:23Como, por exemplo, no cenário musical também, o que pegou mais as diferenças que você sentiu
09:30na pele que você teve mais de desafio em relação ao homem?
09:34Por exemplo, até a nível de comparação, que muitas vezes acontece.
09:38Ah, a mulher tem uma exigência maior ao fazer um show, ao levar um trio, não tocou
09:45tal música, colocou tal música, que não tem essa cobrança quando a gente fala de homem.
09:50É.
09:52Eu não sei se eu olhava muito isso, assim, pra trás, que a gente não trazia muito esse
09:59assunto, né?
10:00Ele não era muito falado, discutido.
10:02A gente, às vezes, sentia, mas não abordava muito, assim, ah, porque a diferença, porque
10:06eu tenho discriminação, eu tenho preconceito.
10:08Então, eu não consigo olhar pra trás e lembrar, assim, se eu tiver esse tipo de desafio por
10:13ser mulher.
10:14Eu acho que, talvez, na coisa, assim, de... o desafio maior, talvez, seja... por exemplo,
10:21primeiro... bom... eu nem sei como começar, eu acho que, assim, de espaço, eu acho que
10:27de espaço, eu não sei se realmente tinha muito isso.
10:30Tinha, talvez, no respeito.
10:32Por exemplo, os empresários, na maioria das vezes, ou quase uma totalidade, é de homem.
10:38Então, você ter que ter voz ativa, peitar o homem, se fazer respeitar com o empresário
10:43que, de repente, vai falar com você, ou acha que pode falar de uma forma como trata
10:47os homens, que deve ser, mas, assim, às vezes, eu não esperava que eu também pudesse
10:51falar com a mesma voz ativa e me fazer respeitar também como homem.
10:55Ter suas próprias opiniões.
10:57Eu sempre, eu acho que eu sempre peitei, assim, eu sempre me posicionei de uma forma
11:01que, se eu não tava acreditando naquilo, ou se eu achava que tinha que ter espaço...
11:04Inclusive, teve uma situação meio que eu trouxe à tona uma reclamação da banda
11:11como um todo, porque eu que colocava ali a voz pra falar, porque eu sempre fui muito
11:14assim, e eu que me lasquei na situação, entendeu?
11:17Eu acabei saindo, inclusive, porque eu bati de frente com o empresário, e naquele momento,
11:22no ímpeto também, eu falei, não, então eu vou resolver esse problema, parece que é
11:25comigo, e eu tô fora, e eu saí, e eles todos ficaram meio calados, pianinhos, e assim
11:34ficou, e eu saí da banda, e todo mundo continuou bonitinho, colocaram outra no meu lugar,
11:37enfim.
11:38Depois acabei voltando.
11:40Mas eu lembro que, realmente, tiveram algumas situações assim.
11:43Outra questão, que, às vezes, o empresário faz o quê?
11:46Então, não, vamos lá, a gente vai, vamos sair pra jantar, e a gente conversa.
11:50Então, eu hoje olho pra trás e vejo que, talvez, eu tenha perdido algumas oportunidades
11:54da minha vida, por não ter cedido, né, nessas propostas, que talvez pudessem, talvez eu
12:02pudesse conduzir de outra forma, e ir jantar, e tá tudo certo, e me posicionar ali, mas eu
12:07sempre falava, não, pra que sair pra jantar, né?
12:09Tipo, vamos marcar uma reunião no escritório, eu quero, ou até vamos marcar um almoço,
12:13como os empresários geralmente falam.
12:14Não tem necessidade de uma coisa mais intimista, né?
12:16Então, eu acho que tem um pouco disso.
12:18E outra coisa que, às vezes, eles acham, talvez, que podem pegar uma mulher que tenha
12:27menos bagagem, menos experiência, porque ela vai se impor, tentar se impor menos do que
12:32uma outra menos experiente, ou com menos bagagem, até assim, de educação.
12:39Eu acho que essas foram as maiores barreiras, assim.
12:42Já também teve algum problema na sua carreira, a questão de sexualização no seu espaço?
12:47Tipo assim, ah, você tem que usar isso aqui, que seja um pouco mais curto, pra você atrair
12:50mais público.
12:51Já aconteceu?
12:52Não, não.
12:53Graças a Deus, não.
12:54Assim, até a questão dos figurinos, eu sempre fui um ponto que eu amei.
12:59Não, é uma escolha minha, eu sempre amei.
13:01E em vários momentos, até, eu coloco muita roupa curta, mas fico, às vezes, meio incomodada,
13:08assim, uma coisa ou outra, porque...
13:10As coreografias, hoje em dia, né?
13:11O Axé também tem muito disso, sempre teve, e todos os outros estilos musicais também
13:17têm trazido muito a questão das dancinhas e tal, e hoje em dia, realmente, tá bem pesado,
13:21assim, o tipo de dança, de coreografia.
13:23Então, é um conflito meu.
13:25Nunca foi de cobrança de ninguém.
13:28Mas eu acho que, acima de tudo, vem também um pouco a sua postura.
13:32A forma como você dança, a forma como você apresenta, eu acho que a pessoa...
13:36Tanto que eu nunca ouvi, pelo menos diretamente, crítica ou de gente comentando em Instagram
13:41da vida, assim, de falar sobre isso.
13:44Ou de tipo, ah, porque ela só mostra, não sei o quê, é porque ela só mostra a perna.
13:47Tem coisas que eu acho que valorizam mais ou menos o corpo da mulher no palco, tem coisas
13:52que eu acho que são bonitas de se ver ou de se mostrar, mas eu tenho esse conflito
13:57um pouco do limite, assim.
13:58Uma coisa de interno, né?
13:59É, mas de ter sido cobrado alguém pedir, nunca.
14:02E não sei se eu ouviria, se eu aceitaria, assim.
14:06Se fosse uma coisa muito...
14:07Eu poderia dar chance, que eu acho que a gente tem que dar chance de experimentar,
14:11de tentar.
14:12Mas se for algo muito contra o que é a minha verdade, eu não faço.
14:16Porque não vai, sabe, não vai ser eu que vai estar ali.
14:19Esse carnaval, a soma, eu arrisquei, eu ousei.
14:24Porque tinha gente que falava, bota pra jogo, bota, né, a busanfa ali pra jogo.
14:28E eu tive uns dois figurinos ali, que eu coloquei um pouquinho mais ousados, mas eu
14:32confesso, eu acho que quem tava, quem participou dos shows, percebeu o meu desconforto.
14:37Eu coloquei uma forma de cobrir, de não ficar tão indecente, eu sempre uso o meio, etc.
14:41Que eu acho que também fica, né, mais organizadinho ali.
14:45Mas eu não me senti confortável.
14:47Nossa, eu mexia na roupa no figurino o show inteiro, falando, meu Deus.
14:51E fiz também uma vez ano passado, né, aquela coisa do adesivo no peito, assim, o X e tal.
14:57Quando eu terminei, eu super à vontade, eu não tenho, eu já, enfim, já passei por
15:00várias fases, até de peso, de tudo na minha vida, mas eu nunca tive, de fato, problema
15:04com o meu corpo.
15:05Eu sempre me senti confortável quando não tô, porque isso também traz a segurança pra
15:10gente no palco.
15:11Eu me sinto...
15:12Talvez você não se solte da mesma maneira, né, com medo de ou vazar alguma coisa.
15:17Então, tem todo um conforto.
15:18É isso, o lance do figurino não é só da pessoa estalhar, tem que tá bonita, linda.
15:22Você tem que tá confortável, porque aquilo traz uma segurança.
15:25Se você estiver sentindo super, você parece que empodera.
15:28Faz parte do contexto dali, né, da fantasia do todo, do show.
15:34Então, quando eu não tô...
15:35Aí sim, aí eu fui super...
15:37Como eu falei, eu sou liberta, eu sou livre, tenho os pudores, os filtros, que, principalmente
15:42na exposição, eu de uns tempos pra cá tenho me permitido mais, porque...
15:46Às vezes você faz uma foto, tá linda, você tá se sentindo linda, maravilhosa.
15:49Pô, não vou postar, por quê?
15:50Sim.
15:51O excesso, você viver talvez só daquilo, eu não gosto.
15:54Mas tem um monte de gente que gosta, tá tudo certo, tá tudo bem.
15:56É a sua vida, né?
15:57Desci do palco, aí fui ver as fotos, o vídeo meio que eu fiz e tal.
16:00Eu fui lá conferir, gente, quando eu vi aquele peito à mostra, só com adesivo de
16:05X.
16:05Eu falei, meu Deus, eu juro, eu entrei na van, voltando pra cá.
16:07Eu falei, eu usei um figurino desse, o que eu fiz, como assim?
16:12Mas enfim...
16:13E você vê que você conseguiu também superar um limite seu, que você não achava que
16:16fosse possível, né?
16:18E ninguém comentou, todo mundo só tipo, nossa, que massa, figurino lindo, incrível.
16:21Ninguém comentou da questão de, nossa, você usou, aí você...
16:24Então, às vezes, são tabus mais da nossa cabeça até do que do olhar do outro, né?
16:29E também, como você já contou anteriormente, que você se impôs tanto na sua carreira
16:35à questão do seu respeito, à questão da sua autenticidade, dos seus questionamentos,
16:40e também não dava o direito do outro falar assim, ah, porque você tá usando esse tipo
16:44de coisa, eu tenho o direito de te tocar, de falar certa coisa com você.
16:50Então, um pouco da sua autoridade, que você sempre determinou no palco, nas relações,
16:56né, você conseguiu colocar isso, que falar assim, ó, meu espaço é aqui, você não
17:00pode passar desse limite.
17:02É, eu acho que, assim, tem várias coisas que talvez quem olhe de fora, eu acho que isso
17:06é bacana falar, já que a gente tá falando sobre mulheres inspiradoras.
17:10Sim.
17:11Não é sempre que tá tudo bem, não é sempre que a gente tá com essa autoestima, às
17:16vezes quem olha e fala, nossa, porque a mulher é isso, é aquilo.
17:21Eu, sinceramente, eu não me considero uma pessoa com autoestima super elevada.
17:26Então, às vezes quem olha de fora e fala, nossa, né, ela é assim, assada, não.
17:31Mas eu sou muito segura e sempre peitei muito as coisas que eu acredito, no que eu acredito,
17:37sabe?
17:38O empoderamento.
17:39Então, eu acho, é, e isso até antes da gente ouvir falar e conhecer essa palavra, eu
17:44acho que isso sempre foi muito meu, assim.
17:48E isso eu acho que é o mais importante, a gente não é ficar você dando burro em ponta
17:51de faca o tempo inteiro, é importante você se permitir ouvir o outro, dar uma chance de
17:55falar, pô, realmente, talvez aqui, não é você peitar tudo e falar, essa é a minha
17:59verdade, eu sou a dona da verdade, acabou.
18:00Não, não é isso.
18:01Mas é se você realmente acredita que aquele caminho é o que você deve seguir, o que
18:05você quer seguir.
18:06Eu acho que você tem que acreditar nisso e lutar, sim, com exidentes, né?
18:10Cedendo um pouquinho daqui, outro pouquinho dali.
18:13Mas talvez isso traga esse respeito, que hoje, hoje, hoje eu vejo o que eu tenho, por parte
18:21dos contratantes, por parte até dos músicos, assim, esse carnaval mesmo, eu tive também
18:26uma situação, uma história em que eu me vi, que eu dei um grito, assim, de desabafo.
18:31Eu falei, não vou mais aceitar isso, porque ainda tem isso.
18:34Você, a gente falar sobre música, vamos falar sobre música.
18:37Porque, né, o cenário e a gente, enquanto mulher, você lida também com muitos músicos,
18:43homens, né, são menos mulheres, como musicistas, os instrumentos.
18:49Então, eu sinto que, em algumas situações, assim, alguns homens meio que abusam ali de
18:55querer tapear, sabe?
18:57Às vezes até na própria plateia, né?
19:00Não é, mas eu tô falando de gente que trabalha com você, de que, às vezes, acha que, assim,
19:03como eu sou gente boa, legal, eu vou ser dedo aqui, e eu tenho um pouco disso, porque
19:07eu sei da dificuldade do mercado, eu sei que a gente, às vezes, não consegue ter uma
19:11uma fidelidade dos músicos, da banda, porque, às vezes, você não oferece uma agenda constante,
19:16é o meio de sobrevivência de cada um, então toca com um aqui, toca com outro ali, ah, vou
19:19dar prioridade aqui nesse momento, mas nesse momento...
19:20Então, você passa meio que essa escolha de cada um.
19:24Aí, quando eu comecei a observar, eu falei assim, não, peraí, eu tenho, né, quase 30
19:29anos de carreira, eu vou deixar o tempo inteiro eles me escolherem?
19:33Não, chega.
19:35Eu falei, olha, eu tô agora com a agenda legal, eu vou fazer, vai fazer comigo, quem
19:39fizer assim, aí eu coloquei umas condições, e, realmente, eu respirei ali, peitei, falei,
19:43mesmo que eu perca um pouco aqui, na qualidade daqui, vai ser, não vai dar tempo de ensaiar,
19:47não vai dar tempo, mas eu vou fazer, porque eu preciso me impor nisso também.
19:50Então, acho que do ano passado pra cá, especialmente...
19:53Até pra não ter uma rotatividade, né?
19:54É, mas é legal quando você tem a fidelidade, você tem, você, a banda vai ficando redonda,
19:59você vai no olhar, mas o cara já sabe o que você quer, é gostoso você trabalhar
20:03com aquela mesma equipe que você acha que são músicos maravilhosos, mas chega a hora
20:06que você fala, cara, não dá, porque talvez eu esteja considerando de uma forma que eu
20:10não tô sendo considerada.
20:11Então, quando eu falo da gente se impor, eu acho que é isso também, a gente observar
20:15aonde você tá dentro de casa, no relacionamento, aonde você tá no seu ambiente de trabalho,
20:21entendeu?
20:22Você tá sendo escolhida, estão escolhendo por você, você tá escolhendo também trabalhar
20:28daquela maneira, como eu falei, você não vai ser contra tudo e todos, mas você chega
20:33um momento que você fala assim, calma, eu sou capaz...
20:35Tem que escolher o que você quer estar perto, né?
20:37Que gente que você quer estar perto, é o que te faz crescer, tipo, esperar...
20:41Você se prepara pra isso, você tem uma história, você tem uma bagagem, você vai o tempo
20:45inteiro escolher ser marionete no jogo?
20:47Não pode, entendeu?
20:49Então, chega a hora que você tem que dar uma respirada, olhar e falar, calma.
20:52E isso também dentro de casa, na criação dos filhos, de você, às vezes, cede muito,
20:56ah, porque tem que ser amiga, ah, porque tem que criar histórias, não sei o que lá.
20:58Hoje em dia, gente, é tanta informação, é tanto acesso à informação, que às vezes
21:02a gente se perde, né?
21:03Que é muito, e você quer fazer tudo.
21:06Eu cheguei a um momento também de começar a falar assim, não dou conta de tudo, que
21:10todo mundo fala assim, não sei como é que você dá conta, eu comecei a falar, então,
21:13não estou dando.
21:15Você começa a escolher.
21:16No final das contas, você se desdobra, dá, mas tem alguma coisa que você, alguma
21:21coisinha vai ficar de forma.
21:22Escolher o que te faz bem, né?
21:23E também botar o que é prioridade pra você naquele momento.
21:27É, tô na terapia pra falar sobre isso.
21:29Minha terapia foi, o que é prioridade?
21:30Eu fiz, então...
21:31É tudo!
21:32Tudo é prioridade, o que a gente faz?
21:33Mas hoje vai pra caixinha, né?
21:34Olha, você hoje eu vou fazer isso, porque realmente tá punk.
21:38Mas a gente vai se desdobrando e no final dá tudo certo, né?
21:42Imagina.
21:43E a gente tava até conversando aqui sobre os desafios que você, como mulher, enfrenta
21:47no cenário mercado artístico capixaba em específico.
21:50E a gente vê que você, toda a sua trajetória, você sempre se impôs, você sempre soube
21:56o que você queria e o que você também não queria, se colocou à frente.
21:59Mas hoje, qual que é o maior desafio no mercado capixaba?
22:05Então, é...
22:07Assim, a gente tá conversando, eu tenho, como eu falei, uma bagagem de são muitos anos
22:11de história.
22:12Então, hoje eu acho que eu conquistei isso.
22:15Eu não sei dizer, uma pessoa que tá começando, o que ela encontraria de desafios de barreira.
22:20Entende?
22:21Eu, como eu falei, esse início de ano também, eu me deparei com situações assim, de trabalhar
22:25com valores, aí a pessoa, ah, não, mas só dá pra trabalhar, porque a gente ainda
22:29tem, é uma parte toda fiscal, contábil, enfim, empresarial por trás, né?
22:35Não é só o que você vê de beleza, de massa, vamos ali, é o repertório, é o figurino,
22:38é a dança, não é?
22:39Tem a parte empresarial ali por trás.
22:42Então, chega um momento que se você trabalha com valor, tem coisa de nota fiscal no meio
22:46da situação, e se você desce aquilo ali, às vezes você não consegue voltar naquele
22:51valor, naquele patamar, então você tem que peitar.
22:53E, ao mesmo tempo, você esbarra com o quê?
22:55Com a necessidade de estar trabalhando, de ganhar o dinheiro, de fidelizar músicos
22:59e equipe, e isso eu acho, é bem difícil.
23:04Então, eu, por exemplo, cheguei e falei, não dá mais pra trabalhar nesse valor, meu
23:06valor é esse.
23:07Aí o empresário fez, então eu vou jogar, mas se o contratante disser, olha, não dá,
23:12posso declinar?
23:14Eu dei aquela respirada, porque ia ser um cachê, um show, muito bem-vindo, mas eu fiz, pode.
23:20E aí não demorou muito, ele ligou de voz e fez assim, não, mas o secretário quer
23:24que você esteja na programação, então ele vai bancar o valor que você pediu.
23:27Era uma diferença pequena, mas isso, pra mim, teve uma importância tão grande que talvez
23:34eles nem imaginem, sabe?
23:35Porque mostra justamente isso, assim, a estrada que a gente percorreu é aquele lance também
23:39que muito é debatido, a questão do preço e do valor.
23:42É, eu já tive situações, vou falar também pra pessoas que de repente passem por isso,
23:48primeiro, a gente que lida com música, eu falo que a única estabilidade da vida é a
23:54instabilidade, é a inconstância.
23:56Então, é assim, gente, não tem, falar tem que encontrar um equilíbrio, é difícil.
24:02Por quê?
24:03Principalmente eu, como a gente tava falando, é um nicho sazonal, certo?
24:08Então, tem períodos do ano que você tá com a agenda vazia.
24:12E além de ser a parte financeira que você precisa pra sustentar a família, pra sustentar
24:16a equipe e tudo, tem a paixão.
24:20Eu quero fazer, eu quero trabalhar isso, pra mim é vital, eu amo.
24:24Entendeu?
24:25Essa lutar pra mim.
24:26Então, aí às vezes surge uma proposta com valor que eu hoje não faria mais pra não
24:32fugir do meu valor de mercado.
24:34Mas eu falo, não, vamos lá, calma.
24:36Eu tenho um minimozinho ali que a gente coloca, mas de acordo com algumas situações, eu vou
24:40lá e falo, quero fazer.
24:41Produz, vamos fazer, vamos fazer.
24:42Ela fez, pô, mas é assim, assada, mas eu quero.
24:45Então, e eu também não aceito mais muito a pessoa ficar naquela comparação.
24:49Ah, mas você fez tal dia, tal lugar por X e por que que não vai fazer pra mim?
24:53Por N motivos e foi minha escolha.
24:55Eu já vivi lá atrás, na época de me vender, que eu tinha meu valor e fazia assim, ah,
25:01mas fulana de tal tá cobrando, e geralmente mulher, né?
25:04Pra ser tipo assim, você é uma cantora, outra cantora tá cobrando metade.
25:08Mas eu não sou aquela mulher.
25:10Não quero dizer que ela é menor do que eu não, tá?
25:12Eu só quero dizer assim, então fecha com ela.
25:15Porque o meu valor não é esse hoje, por N motivos, porque eu escolhi, porque eu tenho
25:20a história que é diferente da dela, porque eu acho que eu ofereço isso e aquilo.
25:24Eu volto a falar, não é diminuindo a outra, mas porque o que eu considero do meu valor
25:29é esse.
25:30Agradeço.
25:31E ainda falava isso, eu nunca esqueço, que eu fiz assim, olha, pode chegar um dia que
25:34eu queira fazer barzinho, voz e violão e receber no couvert, mas vai ser uma escolha minha.
25:39Não vai ser uma coisa imposta e comparada por um empresário, um vendedor, um contratante.
25:44Tá vendo?
25:44E já fiz.
25:46E já fiz.
25:46Como já fiz coisas de graça, como já faço, já fiz participações com valores simbólicos,
25:51porque, volto a falar, a gente tem um custo pra sair de casa.
25:54Mulher, principalmente, gente, homens, entendam.
25:58Pra você estar com a unha em dia, pra você estar com o acessório, pra você estar com
26:01cabelo, é sobrancelha, é depilação, é academia, às vezes.
26:04Cara, é muito a roupa, sabe quanto custa?
26:07Uma blusinha, uma sandalinha.
26:09Então, pra você estar ali no palco, é tudo isso, é todo esse valor agregado.
26:14O homem tem um investimento, também tem, tem um investimento nos seus instrumentos,
26:18a manutenção, mas é muito menor do que o da mulher.
26:23Vai você subir num palco sem maquiagem.
26:24Gente, a meia calça, o valor da meia calça, você tá aqui, ó, tô vestindo o chão, rasga
26:29toda.
26:29Aí, o que você faz?
26:30Pega a outra meia calça, você rasga a outra perna.
26:32Então, são coisinhas pequenas, mas vai colocar na ponta do lápis, eu acho que nem
26:36fecharia a ponta, assim.
26:38Mas é porque é muito detalhezinho, que as pessoas, às vezes, de fora não imaginam.
26:41Mas, ainda assim, vale a pena, tá, gente?
26:43Eu amo, só pra deixar claro.
26:45E agora, a gente também tem que entrar no âmbito, Flavinha, que além de
26:48você ser cantora, que a gente tratou muito, que você também é mulher e mãe.
26:54Então, pra você, agora tem uma função a mais aí, né?
26:59Como tá sendo tudo agora de conciliar tudo isso.
27:02Porque ser mãe tem uma bagagem, assim, que você acha que você...
27:05Eu não sou mãe ainda, mas a gente nunca sabe o que que vai vir.
27:10Ter filho é uma surpresa a cada dia.
27:13É, a cada dia não, a cada minuto, a cada segunda, a cada hora.
27:16Você pensa assim, um santo, uma criança, sim, é feliz.
27:19No nada, abre um pacote de trigo, joga tudo pro alto.
27:21Isso é o mínimo, né?
27:22É isso aí, é.
27:23Não, o que eu tenho falado muito é assim, por mais que a gente tente aplicar,
27:27que é muito difícil pra mim, eu esse ano tô meio que assim, como meta,
27:31tentar aplicar a tal da rotina, né?
27:34Com os meus filhos.
27:36Mas a criança, ainda mais assim na idade dos meus, né?
27:39Que ainda são muito novinhos, um tem quatro, vai fazer cinco agora.
27:42E o outro tem sete.
27:44Você dá um comando, a criança não obedece.
27:46Naquele tempo que você acha que ela vai responder, entendeu?
27:50Então, sei lá, por exemplo, hoje eu tava me arrumando pra vir pra cá,
27:53que já foge do meu horário da rotina, né?
27:56Que eu tava tudo certinho ali, vamos organizar e aparece.
27:58A gente tem que aproveitar também as oportunidades.
28:00Tem coisas que vocês já tem horário, a gente ou você se insere ali,
28:04ou você não faz, que é isso também, é a escolha.
28:07E aí eu lá tentando me arrumar, sei que eu acabei ele fazendo,
28:09alguém correndo.
28:10Aí o outro, mamãe, porque a prova eu estudei, não sei o que.
28:13Vem mostrando a folha.
28:14E é uma coisa que eu tenho que dar atenção.
28:16Ele não tem, e eu não quero.
28:18Eu ainda fico na preocupação de que assim,
28:20que o meu trabalho vire um trauma pra eles.
28:24Mas realmente não é fácil.
28:26E tem gente que não conta nem com rede de apoio, né?
28:28Eu, como eu falei, tenho o pai também,
28:31que a gente tem a divisão dos dias, dos finais de semana.
28:35E que também tá sempre presente ali no dia a dia.
28:37A gente se ajuda quando necessário, assim, se apoia.
28:41Eu tenho minha mãe, que é...
28:43Eu não sei o que seria de mim se eu não tivesse minha mãe aqui, né?
28:46Hoje comigo, me ajudando.
28:48Porque realmente, hoje ela tá lá agora, inclusive com os meninos.
28:50E tem, né, a pessoa que trabalha com ela também há muitos anos,
28:53que é quase da família.
28:54Então, que abraça também a causa e vai lá socorrer, né?
28:58Quando precisa.
28:59Então, essa rede de apoio também é extremamente importante.
29:03Mas, é mãe, né?
29:05Mãe é tempo integral.
29:07Eu acho que tem uma diferença, assim.
29:08Os pais hoje em dia...
29:09A gente tava até conversando aqui antes, né?
29:11Nos bastidores.
29:12Os pais hoje em dia entenderam muito mais a função deles
29:16enquanto pais dentro de casa, na relação com o filho.
29:19Eu acho que tem curtido muito mais estar com o filho.
29:21Ser presente.
29:22Ser presente.
29:23Mas, ainda assim, a gente vem de uma cultura que...
29:26A sobrecarga toda ainda cai no colo da mulher, da mãe.
29:31E as próprias crianças.
29:32Eu não sei, já lá pela relação de ventre que a gente tem.
29:36Acho que não tem como.
29:37Tem coisas que acabam sobrecarregando demais pra mulher, pra mãe.
29:40Então, é isso aqui, ó.
29:41A gente se envolve mais na criação.
29:45De saber diferenciar.
29:47E eu acho que tem coisas que é mais da natureza da mulher.
29:50O olhar é diferente.
29:51Você vai sacar mais rapidamente uma coisa, a necessidade.
29:55A gente já tá aqui.
29:56Diz que tem um negócio, né?
29:57Até não sei como é que é.
29:57Tem um técnico, científico de...
29:59Não sei se é campo de visão.
30:01É tipo...
30:01Sei lá.
30:02Um homem abre a geladeira.
30:02Eu li o livro uma vez.
30:03Esqueci o nome.
30:05Que ele olha, procura na geladeira.
30:06Ele fala, gente, não tá aqui o negócio.
30:07A mulher olha de cara.
30:09Ele procura a geladeira inteira.
30:10Pra achar o queijo.
30:11O queijo tá ali na frente.
30:13Então, assim, tem essa diferença também, biologicamente falando, talvez,
30:17que faça com que a gente acabe desenvolvendo ainda mais funções e consegue fazer as mil
30:23coisas ao mesmo tempo.
30:25Que eu acho que o homem talvez seja...
30:27Não sei, menino.
30:27Nem metade.
30:28Estou falando besteira.
30:28Os meninos aqui atrás das câmeras.
30:30Estou falando besteira ou não?
30:32Vocês me corrijam, mais ou menos.
30:33Mas eu acho importante também os homens assistirem e ouvirem isso.
30:38Pra entenderem um pouco.
30:39Que não é uma queixa gratuita, sabe?
30:42Eu acho que é porque de fato existe.
30:43E a gente, às vezes, pega.
30:45Eu mesmo, ah, não vou, sei lá, eu tenho coisa pra resolver, que tem umas coisas outras
30:48que eu também peço, ajuda, que eu delego.
30:50Tem outras coisas que eu falo, não, deixa eu resolver logo que é mais fácil.
30:52Porque ainda faz assim, ó.
30:53Vai resolver o negócio que a gente pede.
30:54Mas como que resolve?
30:56Mas olha só, mas esse daqui, mas é pra fazer...
30:57Aí fica ligando.
30:58Ainda mais hoje no celular.
31:00Liga o tempo inteiro pra perguntar.
31:01Aí eu fiz, gente, deixa eu resolver?
31:02É mais fácil.
31:03Pronto.
31:03Aí eu pego e faço tudo, entendeu?
31:05Mas, enfim, é isso, não é fácil, não.
31:08Então, a gente vê que você, além do profissional, tem muita coisa pessoal também,
31:12que tem uma carga de você ser mulher constante tempo, ter várias experiências, várias
31:18funções, né?
31:19Então, trazendo um pouco pro Dia Internacional da Mulher, que é hoje, dia 8 de março,
31:23a pergunta clássica.
31:25Qual a importância pra você do Dia da Mulher, tanto profissionalmente quanto pessoalmente
31:31na sua vida, como mãe, como filha, como ex-esposa, agora?
31:37Ainda tentando a gente, assim, tentando, como é que a gente fala assim, reposicionar no mercado,
31:42olhar também, porque tem isso, essa coisa dos relacionamentos hoje em dia, você, depois
31:46de tantos anos, assim, de uma relação, eu saí e me enxergar como mulher.
31:52Eu acho que eu tava, eu tô meio que me reconectando comigo mesma, sabe?
31:57Me redescobrindo.
31:59Recomeçando.
32:00Recomeçando, reinventando.
32:02Então, eu acho que dias como o Dia 8 de março, né?
32:06O Dia Internacional da Mulher, em que traz de novo muito esse tema.
32:11Ah, porque pode ser chatice, pode ser comercial e tal.
32:13Não, não é.
32:14Eu acho que a gente acaba ouvindo mais histórias, você acaba despertando o seu olhar pro seu
32:19lugar ali na sociedade, no seu relacionamento, na sua profissão.
32:25Eu acho que hoje, tanta coisa que a gente consegue exercer, por ouvir histórias também
32:30de outras mulheres, né?
32:31Vivências.
32:32Hoje em dia, a gente vive muito da imagem, da rede social, o que é postado, que é o
32:38que a gente escolhe postar.
32:39O que a gente escolhe mostrar.
32:41É o ângulo.
32:42Cara, eu faço, e eu, como eu falei, eu tenho muito esses filtros ainda em mim, que eu
32:46queria tanto, eu estou um pouco me libertando, né?
32:50Porque a gente fica, pô, mas é porque eu tô com celulite, tô com não sei o quê.
32:54Cara, é o que tá tendo, sabe?
32:56Eu vou, me incomoda, me incomoda.
32:58Eu vou fazer o máximo que eu puder, eu só consigo malhar hoje duas vezes por semana,
33:03eventualmente faço, né?
33:04Um tratamento estético ou outro, dentro do que eu tenho condição e do que eu tenho
33:07tempo pra fazer.
33:09E, ao mesmo tempo, é isso.
33:11A gente precisa trazer essa segurança, a gente precisa encontrar essa segurança na
33:15gente mesmo, da qualidade do que a gente é, a gente reconhecer, a gente enxergar o que
33:21a gente é e você ter essa, o termo, a gente se empoderar das nossas qualidades, sabe?
33:27Dos nossos predicados, da gente reconhecer as nossas falhas e, ao mesmo tempo, não é
33:32só falar assim, ah, tá tudo bem, ah, não, tá tudo bem, mas vamos tentar melhorar?
33:35Vamos, sabe?
33:36Tem hoje muita informação, a gente tem como fazer isso.
33:39É fácil, gente?
33:40Não, não é.
33:41Pra ninguém, né?
33:42Pros homens também, os homens também têm vários desafios, vamos trazer também isso.
33:46Mas, realmente, tudo que foi colocado peso, a cobrança de uma vida inteira é a gente
33:51tentar quebrar tudo que foi, é a gente, né, meio que assim, destruir vários preconceitos
33:56pra formar novos, então é uma lutinha que já vem de anos, é árduo, mas eu acho
34:02que a importância desse dia é acima de tudo isso, a gente falar, falar, falar e cada
34:07vez mais se inspirar através das histórias das outras, como eu falei, os homens também
34:13terem talvez um olhar com um pouco mais de solidariedade ou sororidade, né?
34:19Como estão falando, não sei nem se eu usei o termo corretamente, e assim, da gente caminhar
34:23junto, porque vai ser benéfico pra todo mundo, sabe?
34:27Enquanto você respeitar o outro, como o outro, como ele é...
34:30O seu limite termina com onde começa o do outro, né?
34:34É isso, é independente de ser homem de ser mulher, mas como a mulher sempre sofreu
34:37mais, né?
34:38Pelo papel dela que foi construído lá atrás, eu acho que a data de hoje é de sua importância
34:43olhando por esse prisma.
34:45E agora que você abordou que a gente tem tanto acesso à formação, que esse videocast
34:50seja também pra você se inspirar na história da Flavinha Mendonça, da carreira musical
34:55dela, da trajetória dela, como artista, como cantora, como empresária, como mãe também.
35:01E por falar em inspiração, queria que você falasse uma mulher que te inspira, tanto musicalmente
35:06como também na vida, seja em outro âmbito que seja.
35:11Ai, vamos lá.
35:12Vou falar de Ivete Sangalo, que pra mim e no meu mercado, assim, uma grande cantora, acima
35:18de tudo, eu sempre fui muito fã.
35:20E hoje eu vejo também muito como mulher.
35:23Eu acho que Ivete, primeiro ela sabe do potencial dela e ela se enxerga como uma mulher...
35:31Ela fala meio em tom de brincadeira, mas ela fala ali a verdade, ela fala que ela se
35:34acha gostosa, que ela se acha linda, maravilhosa.
35:37E a gente vê a força dela falando.
35:39E eu acho isso incrível.
35:41Eu outro dia assisti uma entrevista dela com Fátima Bernardes, as duas falando sobre
35:45serem casadas com homens mais novos, bem mais novos do que elas.
35:48E aí a Ivete veio falando a frase, eu já esperava o final da frase dela ou outro, que
35:53ela fez assim, falando do marido, o pessoal falando, ah, mas eu não sei daqui pra frente,
35:57daqui eu não sei quantos anos, se eu vou querer estar com o Daniel, que é o marido
36:03dela.
36:04E eu na hora, na minha cabeça, veio assim, eu não sei se ele vai querer estar comigo
36:07daqui a tantos anos, entendeu?
36:08Então, a visão que eu tenho, às vezes, medos que eu posso guardar dentro de mim, né?
36:13E ela falou, mas ela falou com tanta segurança e eu achei aquilo foda.
36:18Eu falei, caraca, é isso?
36:20Sabe, a mulher ser tão segura do que ela é, do que ela, como ela se enxerga, que inclusive
36:26conquista quem tá.
36:27Você vê que certos padrões que colocam, impõem pra gente, são muito pequenos diante
36:32do que você se enxerga e do que você se impõe e a coisa chega pra você daquela
36:35forma, que é a energia que você tá mandando pro universo, né?
36:39E eu acho que no meu âmbito pessoal, é óbvio que eu não poderia deixar de falar de
36:44minha mãe, né?
36:46Imaginei.
36:46Minha mãe e minha irmã, são duas mulheres, depois ainda vou falar de uma terceira, mas
36:52assim, minha mãe ficou viúva muito cedo, com 54 pra 55 anos, mas sempre foi aquela
36:59que escolheu, né?
37:00Ser dona de casa, mãe, dessa geração, mas sempre foi com muito louvor.
37:04A casa dela, você chega, parece vitrine e sempre muito cheirosa, muito bem arrumada,
37:10muito tudo, e ela ensina quem chega na vida dela pra fazer e passou isso pros filhos.
37:14É claro que todo mundo, gente, todo mundo tem seus problemas, né?
37:17Suas dificuldades de lidar aqui, assim, mas de modo geral ela tá sempre pronta pra tudo,
37:21a gente pede ajuda, ela tá com 76 anos, mas você olha, ninguém diz, impica, brinca
37:28com as crianças, carrega no colo, arruma a casa, faz, não sei o que lá.
37:31Então isso pra mim é inspirador, sabe?
37:34Claro que fraqueja, que tem suas queixas, mas quando a gente precisa do colo, por exemplo,
37:39ela tá sempre lá, não deixando a gente esmorecer.
37:42Minha irmã também, que eu acho que é uma baita profissional, super mãe, esposa, dona
37:45de casa, blá, blá, blá, e ainda posta o tempo inteiro na rede social, fala, como
37:49é que você consegue ainda ler?
37:50É um monte de coisa.
37:51E ainda vou trazer também minha produtora, que eu acho que é uma guerreira também,
37:56que é Lúcia Marins, ela sabe disso, minha irmã, Fábio, minha mãe, Jane.
38:01Assim, são mulheres maravilhosas.
38:02Aí eu tô lembrando da assistente, né?
38:04De Ana, que a gente chama carinhosamente de Ana, que é Flávia também, que é uma guerreira
38:07com a gente há muitos anos, mas Lúcia também, que se vira em mil, ela é maravilhosa, né?
38:12É produtora, assessora de imprensa, mãe de um menino especial e que é um amor, né?
38:19Mas que demanda também muito do tempo dela e tá sempre com o tal do sorriso, entendeu?
38:23Uma hora e não sei o que, não reclama, não se queixa da vida.
38:26Então, acho que a gente trazer um pouquinho dessas pessoas que estão ao nosso redor como
38:29inspiração pra gente, né?
38:31Só nos faz...
38:32Nos constrói, né?
38:33Aparecer, é.
38:34Não, gente, eu não devia nem ter citado o nome, porque eu comecei a lembrar de um
38:37monte de amiga que me inspira e aí vai ser injusto.
38:39Depois a gente bota na legenda.
38:40Bota na legenda, vou colocar os nomes de todos os arrugos.
38:42Aí cria confusão, é pompinho.
38:45Mas eu acho que é isso.
38:46A gente bebe um pouquinho da fonte, né?
38:49Cada pessoa tem, acho que, um jeitinho que transforma a gente, né?
38:53Que a gente pega pra se espelhar.
38:55Não, e tem aquelas que a gente busca, por exemplo, eu tenho essa amiga que eu tô falando
38:58também, que eu falo às vezes que ela é minha igreja.
39:01Porque, assim, a gente, eu, nessa minha reconstrução, que eu tô falando do ano passado pra cá,
39:07que eu tive também uma conexão que eu senti muito forte com Deus, assim, de enxergar,
39:11de conseguir ouvir, de conseguir entender, coisa que eu não tive muito na minha história
39:15toda de vida.
39:16Ah, porque eu acredito e tal, mas eu não sentia de verdade.
39:19E ela, no decorrer de muitos anos, sempre também me trazia muito, assim, essa conexão
39:24com ele que hoje eu tenho muito forte.
39:27Então, eu acho que é isso.
39:28A gente, as pessoas que nos rodeiam, acabam, a gente meio que escolhe por alguma razão,
39:33né?
39:33E acabam nos preenchendo, assim, nos construindo.
39:38A gente acaba sendo a construção de um pouco de cada pessoa que tá ali ao nosso redor.
39:42A gente tá quase encerrando o nosso videocast.
39:45Falei muito, gente.
39:46Nada, nada.
39:47É João, né?
39:48O João vai ter um problema pra editar, coitado.
39:51Mas antes de encerrar, a gente tem que ter aquela, uma das duas clássicas perguntas,
39:55né?
39:55Antes, posso falar ainda sobre uma coisa?
39:57Pode, claro.
39:57Então, eu não falei, gente, que a gente fala muito de tabu, de idade e tal.
40:01A gente ainda nem abordou uma coisa que eu já não queria ficar falando muito sobre
40:06isso, mas a gente também, em algum momento, precisa falar.
40:07Ainda tem menopausa.
40:10Nossa.
40:10A parte hormonal tá chegando, então, a parte de gestação, que a mulher tá naquele
40:16assim, ó, oscilação de hormônios, uma loucura.
40:19E toda a pressão ainda de sociedade, de trabalho.
40:21Gente, é tanta coisa que a mulher passa, é tanta coisa, que vocês não têm ideia.
40:25E aí você tá, às vezes, mal e tá inchada, ou tá chorando, ou tá com, né?
40:29Essa parte emocional.
40:30Oscilação.
40:30E tá, e ó, no palco.
40:31Aí, a gente tá ali cantando, linda, maravilhosa.
40:34E ninguém imagina o que antes de você entrar no palco.
40:36Você tava aí chorando, gritando.
40:38Quarto do hotel, assortando.
40:40É, e relacionamento.
40:43Então, é isso.
40:44Mas respira, mulherada.
40:46Que no final dá tudo certo, a gente é massa.
40:48Tem até uma cantora, foi a Katy Perry, que acho que num show delas, num dos shows dela,
40:53tinha terminado com o marido, chorou horrores, entrou no palco, era outra pessoa.
40:57Eu perdi meu pai.
40:58Eu perdi meu pai num dia que eu tava saindo pra viajar.
41:02Esse show eu não consegui ir, porque eram muitas horas de ônibus, o pessoal tava saindo.
41:06Eu liguei, falando, ó, ligaram no hospital agora, acho que segura aí, mas enfim, foram.
41:09Eu tinha um outro cantor, eu não fiz esse show, mas no dia seguinte, depois que eu enterrei,
41:15meu pai eu viajei pra cumprir os outros dois ou três shows do final do seu nome.
41:20Fui pra rádio, escrevendo no quarto do hotel o texto do Santinho, que seria entregue na missa de sétimo dia.
41:29Então, assim, são essas coisas que são nossas do dia a dia e que...
41:33É uma força descomunal.
41:34Mas eu acho que, acima de tudo, porque quando a gente faz a nossa verdade, com paixão, dá tudo certo.
41:40Agora, agora sim, a gente queria ouvir de você um conselho que você daria pras mulheres que querem entrar na
41:48carreira musical,
41:48na carreira artística e também pras mulheres no geral, que às vezes não tem esse dom artístico de cantar,
41:56mas um conselho pra ser mulher, de ser mulher.
42:02Eu acho que foi meio que isso, assim, que eu acabei de falar.
42:05Eu acho que a gente tem que fazer, busque a sua verdade.
42:09Porque eu acho que quando a gente faz, qualquer coisa que você se propuser a fazer com verdade,
42:13você vai fazer com paixão.
42:15Eu sou muito suspeita, porque eu sou muito apaixonada pelo que eu faço.
42:18E eu acho que qualquer um consegue notar isso, tá no meu olhar quando eu tô ali.
42:21E quando eu consigo realmente ter a liberdade de ser quem eu sou.
42:26Eu acho que o mais importante de tudo...
42:29Eu tenho agora dado pra chorar, não vou chorar.
42:31Eu acho que você tem a liberdade de ser quem você é.
42:34Eu acho que a maior luta é essa.
42:37A sua maior conquista vai ser essa.
42:38Aqui, ó.
42:40Liberter.
42:40Eu fiz isso há muitos anos atrás.
42:43A liberdade de você poder ser quem você é.
42:46Acho que é a maior...
42:47Seja qualquer coisa, seja na profissão, em qualquer âmbito da sua vida,
42:52lute pela liberdade de você ser quem você é.
42:55Para as pessoas que sonham em ser cantoras, em ter uma vida artística,
42:59é difícil, é.
43:01Eu hoje, eu acho que a gente tem que buscar...
43:04Eu me formei.
43:06Nunca atuei.
43:07Eu sou turismóloga.
43:08Eu sou bacharel em turismo por profissão.
43:09Acho que é extremamente importante.
43:12É uma profissão que é muito instável,
43:14que depende muito também de sorte.
43:17muito de sorte.
43:19Você está no lugar certo, na hora certa, a pessoa certa, blá, blá, blá.
43:23Estude, se dedique, porque também você tem que ter conhecimento, tem que estar preparada.
43:28E vá se dando oportunidade, porque também às vezes um pode te dar um conselho,
43:32porque não foi tão bom para ele e não deu certo,
43:34mas você pode ter a sorte de brilhar muito mais do que aquele outro.
43:37Então, siga seu coração, faça as coisas com cuidado,
43:40com qualidade no que você se propõe a fazer,
43:43porque isso também vai trazer respeito lá no futuro.
43:47E eu acho que é isso, sempre fazer com muita paixão.
43:50Estando preparada, segura, você sabe do que você é capaz,
43:53você ter conhecimento, embasamento daquilo ali,
43:56mas você, acima de tudo, acreditar e ter paixão.
43:59E a sua liberdade também.
44:01Seja ali no palco ou em qualquer, onde você escolher artisticamente.
44:05Agora, Fabinha, para encerrar mesmo,
44:08uma música que te toca,
44:10que você fala assim, essa aqui é a minha música,
44:12é a música que eu mais amo, que você leva para a sua vida.
44:17E se puder encerrar cantando um trechinho dela,
44:19vai ser melhor ainda, a gente vai fechar com chave de ouro.
44:22Ai, meu Deus, a pergunta é mais difícil.
44:24Gente, eu sou virginiana, eu não sei se isso tem a ver com virginiana.
44:28Eu não sou nada prática.
44:31Você vê, você pede o nome de uma mulher que te inspira,
44:33eu falo três, quatro, cinco, você me pede uma música.
44:35Eu tinha que falar uma música minha, mas não vou.
44:38Bom, tem uma da Banda Eva que eu amo,
44:40que é Beleza Rara.
44:43Mas tem uma lá de trás,
44:45que eu sempre falava,
44:46em qualquer entrevista que você pega a minha latigona,
44:48eu falava que é uma música que realmente eu amo,
44:50que é...
44:52Posso falar então duas?
44:53Pode.
44:54Que é I Can Take My Eyes Off Of You,
44:57que eu gosto na versão zona original.
44:59I love you, baby.
45:02And if it's quite alright, I need you, baby.
45:05You are my lonely nights.
45:07I love you, baby.
45:09Trust in me when I say...
45:12Essa música é um clássico de 10 coisas que eu vejo em você.
45:16É?
45:16Eu amo.
45:17É linda.
45:18E beleza rara.
45:21Mas antes de você cantar um trecho de Beleza Rara,
45:23vou encerrar o videocast e a gente encerra com você cantando.
45:27Gente, ouçam as minhas, tá?
45:28Eu não tô cantando minha, não.
45:29Mas pode ouvir as minhas.
45:30Rádio Litoral, vamos tocar minhas músicas.
45:33Tem clipe no YouTube.
45:35Prestigir.
45:35Pronto.
45:36A dica...
45:36Fala aí o seu Instagram.
45:37O pedido.
45:38O pedido que a gente tem que fazer então.
45:40Gente, apoie a nossa carreira.
45:43Siga no Instagram.
45:44Participe.
45:45Comente.
45:46A gente tem que ter essa interação.
45:48Engaje.
45:48Porque é importante pra gente levar nosso trabalho
45:51pra outros níveis, pra outros lugares.
45:53O Spotify.
45:55Eu ainda sou meio...
45:57Eu utilizo até timidamente pro que eu deveria.
45:59Pro que eu tenho de conteúdo, eu não dou conta.
46:01Pronto.
46:01Assumiu a coisa, eu não dou conta.
46:03Mas olha, o Spotify e o YouTube,
46:05eu tô como Flávia Mendonça.
46:07E o Instagram, eu tô como Flavinha Mendonça.
46:11Edição, coloca aqui embaixo, hein?
46:12Flavinha Mendonca.
46:13Arroba Flavinha Mendonca.
46:14Spotify e YouTube Flávia Mendonça.
46:16Prestigir que isso é extremamente importante pra gente.
46:19Inclusive, sua agenda de show.
46:21A gente pode conferir.
46:22É onde curtir.
46:23Tô sempre colocando, atualizando.
46:25Instagram, principalmente.
46:26Tô sempre colocando ali as propagandas,
46:27as datas, os flyers.
46:28E apareçam nos shows.
46:29Eu vou amar.
46:30Com certeza.
46:31Então, agora sim, a gente vai encerrar
46:33o nosso videocast.
46:35Todas elas, histórias para encantar.
46:37A gente volta na próxima sexta-feira
46:38com mais uma mulher inspiradora
46:40pra vocês curtirem,
46:42conhecerem histórias que encantam de capixabas,
46:44que são sinônimos de superação, de liberdade.
46:47E nesse mês, a mulher, mais ainda,
46:49do dia 8 de março,
46:50seja significativo.
46:51E não só esse dia,
46:52mas todos os dias
46:53sejam dias das mulheres.
46:55E a gente seja cada vez mais
46:57buscando o nosso espaço,
46:59a nossa liberdade
47:00e a nossa razão de viver.
47:01A gente encerra esse videocast maravilhoso
47:04com a Flávia Mendonça,
47:05que é sinônimo de superação,
47:07de liberdade,
47:09de força de vontade também.
47:13Inclusive, fazendo o que ela mais gosta de fazer,
47:15que eu tenho certeza,
47:16que é cantar.
47:17Obrigada, Flávia.
47:18Eu que agradeço a Monsuano,
47:19que eu sou pra caramba.
47:20Muito obrigada pelo carinho
47:22e pelo respeito
47:23pela nossa história,
47:25que eu acho que eu tenha inspirado
47:27de alguma forma,
47:27em algum momentinho,
47:28algumas de vocês,
47:29alguém aí.
47:30Mas é isso,
47:31a gente também buscar sempre esse respeito.
47:32Com certeza.
47:33Obrigada.
47:34Obrigada a você, Flávia.
47:35Obrigada, gente.
47:35Espero que vocês tenham curtido.
47:36E agora, o trechinho de Beleza Rara.
47:38Vamos lá.
47:39É a minha verdade, gente.
47:40Hoje sou feliz e canto
47:44só por causa de você.
47:49Hoje sou feliz, feliz e canto
47:52só porque amo amor você.
47:57Ficou arrepiada, gente.
47:58Deixa eu mandar um beijo para meus filhos,
47:59amores de mamãe.
48:00Mamãe, eu amo vocês.
48:02Amores de mamãe
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