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  • há 4 semanas
Primeiro episódio da websérie sobre o assassinato de Alexandre Martins conta como o magistrado assassinado acabou atuando em força-tarefa para investigar autoridades envolvidas com o mundo da criminalidade

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Transcrição
00:00Ameaças surgiram quando nós começamos a identificar saídas ilegais dentro do presídio.
00:05É o pacificador do Espírito Santo.
00:06O senhor tem alguma relação de amizade com o juiz?
00:11O senhor realmente matou o juiz?
00:12Foi, foi, foi eu mesmo.
00:27Quando nós começamos o trabalho, todo mundo acreditava que não ia dar certo.
00:31Ninguém acreditava que a gente fosse conseguir pegar as pessoas realmente líderes do crime organizado.
00:36E a gente foi trabalhando com muita calma, a sociedade cobrava muito,
00:39gente falando que não era a hora, não era a hora, até que chegou a hora.
00:42Alexandre Martins de Castro, filho, foi uma pessoa que era excepcional como filho, como profissional,
00:52como amigo, como colega, teve uma infância normal e era brilhante.
01:00Pena que ele foi abatido.
01:11Sete horas da manhã.
01:13Um juiz jovem de 32 anos é assassinado a tiros em frente a uma academia de ginástica na cidade de
01:19Vila Velha.
01:20O Espírito Santo, na década de 90, foi tendo toda a sua estrutura governamental permeada por organizações criminosas,
01:29que foram se unindo, fazendo teias criminosas, e terminaram por dominar completamente a estrutura governamental do Estado.
01:39A Lecoque foi apontada como um grupo de extermínio, o braço armado do crime organizado no Estado.
01:44Serviu de justificativa para o pedido de intervenção no Estado, a denúncias de que está por trás das recentes ameaças
01:51de morte.
01:51O Estado de Vila Velha passava por um momento bastante conturbado, dominado por várias organizações criminosas, na verdade,
01:58que principalmente dilapidavam o horário público.
02:00A gente tinha pessoas da contravenção no poder legislativo,
02:04a gente teve situações de governadores respondendo por desvios de dinheiro,
02:08Então, realmente, o Estado estava bastante comprometido com relação à dilapidação do horário público.
02:14E isso era um grande foco de preocupação.
02:16Tanto é que, quando um governador foi afastado, na época o Zé Inácio,
02:20teve um pedido de intervenção federal no Espírito Santo,
02:23que o presidente da República, a época, chegou a anunciar que faria intervenção federal no Espírito Santo.
02:29Foi o Fernando Henrique Cardoso.
02:30Vou procurar quem for necessário para mostrar, porque intervenção, repito, não haverá,
02:37mas eu não vou deixar isso barato, não.
02:40Essa intervenção acabou não ocorrendo porque ela impediria emendas à Constituição,
02:46com isso o ministro da Justiça pediu demissão do cargo,
02:49e como uma espécie de prêmio de consolo,
02:53criaram uma missão especial de combate ao crime organizado,
02:57que era composta por vários órgãos, por integrantes de vários órgãos.
03:02Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público Federal, Magistratura Federal.
03:08No fim da tarde, começaram a chegar os responsáveis pelos órgãos federais no Estado,
03:12Ministério Público, Receita Federal e Polícia Rodoviária,
03:16que deve também receber reforços para a operação que será desenvolvida no Estado.
03:20Mandando mais de 200 policiais federais, 10 delegados federais.
03:23A sala onde vão trabalhar os delegados já está preparada.
03:26Até o início da tarde, 30 agentes haviam chegado à Vitória.
03:30Os outros 20 são esperados até o fim da noite.
03:33Eles serão alojados no 38º Batalhão do Exército.
03:36Há informação não oficial ainda de que virão pelo menos 50 policiais para cá, para nos ajudar.
03:42Também participaram o chefe da missão especial e o representante da Agência Brasileira de Inteligência.
03:47Muito homicídio e pouco resultado.
03:49Para que vocês tenham uma ideia, só a central de inquéritos nossa, que tinha uma delegada, um escrivão e dois
03:58policiais,
03:59nós tínhamos mais de 7 mil inquéritos policiais.
04:02Quando eu assumi a divisão, ela estava com aproximadamente 15 mil inquéritos policiais em andamento.
04:08São 1.500 inquéritos de homicídios no Espírito Santo de autoria conhecida.
04:13A polícia sabe quem matou.
04:15Falta agora relacionar esses crimes e descobrir os mandantes.
04:18Nós temos crimes recentes investigados aqui, inclusive na área de Vila Velha,
04:23onde somente o executor recebeu 6 mil reais por cada crime.
04:27Como nós chegamos para ser juiz auxiliar de um juiz antigo, titular, que já estava prestes a chegar ao tribunal,
04:34a gente sempre teve o respeito porque a gente, na verdade, ele era o titular, o serviço, ele era o
04:39responsável,
04:39nós estávamos ali para auxiliar.
04:41Só que nós começamos a descobrir várias irregularidades,
04:43tipo transferência de presos irregularmente, progressões de regime dadas sem requisito objetivo.
04:50No requerimento assinado no último dia 31, em que o Procurador-Geral de Justiça,
04:55José Paulo Calmon Nogueira da Gama,
04:57pede a prisão do juiz Antônio Leopoldo,
04:59são apontados oito indícios sobre o crime.
05:02No documento, depoimentos de muitas testemunhas,
05:05entre elas, o agricultor Manuel Correia, beneficiado por um alvará de soltura,
05:11assinado pelo juiz Antônio Leopoldo e que foi assassinado no presídio de Cachoeiro.
05:16Manuel Correia revela ainda que o juiz e o primo dele são muito amigos do Coronel Ferreira,
05:23considerado o braço armado do crime organizado.
05:26Foi nessa época, né, ele já na magistratura do Estado do Espírito Santo,
05:30na vara de execuções penais, mas também responsável pelos inquéritos referentes
05:36à missão especial no âmbito da Justiça Estadual.
05:40Trabalhando diretamente com os presos e tentando resolver a situação de caos
05:44no sistema prisional do Estado, o juiz Alexandre Martins Filho começou a incomodar.
05:50Os presídios eram uma das preocupações que eles já traziam de antes, né,
05:54porque ele já era o juiz da execução penal e já relatava o caos completo,
05:59que eu também já conhecia, eu tinha sido do Conselho Penitenciário Estadual ali para 97,
06:04mais ou menos, já tinha constatado, né, essa desorganização absoluta do sistema,
06:11absoluta incapacidade de manter os presos dentro das cadeias,
06:16não tinha nenhuma disciplina, né, não tinha vigilância,
06:20ficava lá quem queria, quando queria e fazia o que queria.
06:23Junto com outros dois juízes da vara de execuções penais,
06:27normatizou a saída de presos das cadeias e começou a receber ameaças de morte.
06:33Talvez o que tenha influenciado o Alexandre na seriedade do serviço
06:40foi o exemplo que ele teve, porque ele, na verdade, foi criado muito comigo dentro do quartel.
06:47E ele via como eu trabalhava dentro do quartel, porque eu era militar,
06:52bebia cerveja como um bom carioca, gostava de praia, enfim,
06:57uma criança normal, um bom filho, não demonstrava que seria o profissional que acabou sendo,
07:06porque ele era muito brincalhão.
07:08E ele continuou sendo brincalhão, fora do serviço e muito sério no serviço.
07:13Acabou a história de que pessoas que só pobre é preso, né,
07:18agora pessoas também com situação financeira boa, com bom posicionamento social,
07:22acabam sendo presos.
07:23Delegacia com a Praia do Canto, que era um lugar que vivia vazio,
07:27agora está ficando super lotado.
07:29Grátis deixou o Tribunal de Justiça,
07:32ele foi levado de volta para a delegacia da Praia do Canto,
07:35onde esteve preso antes de ser transferido nesta quinta-feira
07:39para o Presídio de Segurança Máxima de Viana.
07:41Alexandre Martins, eu conheci bem antes.
07:45Alexandre Martins, ele foi meu professor de penal,
07:50uma pós-graduação em penal pela, então, FADIC.
07:54A verdade é que a vida funcional dele estava muito acessível a mim,
08:00porque a gente conversava quase todo dia.
08:03Nós tínhamos um curso em Vitória e nós éramos sócios.
08:08Então, a gente conversava muito.
08:11Ele, quando foi trabalhar na vara de execuções penais,
08:16ele comentou que conheceu, que reviu o Antônio Leopoldo.
08:22O preso hoje custa para o Estado uma média de quatro salários mínimos.
08:26E com a liberação, na verdade, uma liberação legal,
08:30nesses 100 dias, pode-se observar, de 1.080 presos,
08:33foram uma economia de 4.336 salários mínimos por mês para o governo.
08:39A gente achou, no primeiro momento, que era um erro dele.
08:41Pelo volume, era uma vara muito grande.
08:43Ele pode estar errando.
08:45Então, nós começamos a identificar e pegamos e fomos levar ao titular.
08:48Neste relatório, o juiz assassinado Alexandre Martins
08:52e o colega Carlos Eduardo Lemos
08:53apontam uma série de irregularidades cometidas por Antônio Leopoldo,
08:58titular da vara de execuções penais na época.
09:00De acordo com o documento, Leopoldo coagia funcionários.
09:04Eles eram obrigados a emitir a pedido do juiz
09:07pareceres favoráveis para soltar presos
09:10por medo de perderem os empregos,
09:12inclusive para militares presos.
09:14Problema de transferência de presos.
09:16Nós tivemos um caso, eu tive uma denúncia.
09:20Não foi... é uma denúncia.
09:21Nós fizemos aqui uma interceptação
09:25de uma ligação do coronel Walter Gomes Ferreira.
09:29Olha, identificamos isso aqui.
09:30A gente veio te comunicar que a gente vai ter que acertar.
09:33E aí a gente viu que ele virou para a gente e falou assim,
09:35não, isso aí é para deixar assim, não mexa.
09:36Se eu fiz, é assim.
09:38A gente viu que estava errado.
09:39E aí começamos a ter mais atenção
09:41e começamos a identificar várias irregularidades,
09:45principalmente transferências de presos muito perigosos,
09:47ligados a tráfico e grupos de termínio.
09:49E homicídio, né?
09:51Então a gente viu e começamos então a deixar bem claro
09:55que a gente não ia aceitar aquilo.
09:56ele começou a resistir e nós tínhamos duas opções.
10:00Ficar quieto, deixar ele fazer o que ele quisesse
10:04ou representar o tribunal mostrando as irregularidades
10:06que a gente tinha identificado.
10:07Deus vai mostrar a verdade.
10:10Eu mudei de ideia porque eu vou ter que falar
10:13na comissão de investigantes do tribunal.
10:16Então eu, por uma questão de ética,
10:17eu não posso antecipar essa revelação.
10:21Eu vou revelar lá na comissão de ética.
10:23Essa é a relação de documento.
10:25Comprovem essa.
10:25Eu vou revelar.
10:27Tem documento?
10:28Em relação apenas ao coronel Ferreira,
10:30havia essas notícias de envolvimento
10:32nos crimes de mando, né?
10:34Nos homicídios encomendados.
10:36Essa era a informação que havia na época
10:38que foi investigada.
10:40O coronel Marcos Antônio Santos
10:42acusa um outro coronel,
10:44Walter Gomes Ferreira,
10:46detido no quartel de Maruípe,
10:47de comandar um grupo dentro da Polícia Militar
10:50que atua em parceria com o crime organizado.
10:53Ele comandava aquela bandidagem
10:55daquela área de Cariacica todinha.
10:57Cheguei lá em Viana,
10:59encontrei o Major Ferreira
11:01infiltrado na Câmara Municipal de Viana.
11:04Esse grupo, Toninho Hold e Ferreira,
11:06eles dominaram dez vereadores.
11:10Dos 15 que tinha na Câmara,
11:11dez eram sob o comando do Toninho Hold e do Ferreira.
11:16E o bando deles que eles têm, né?
11:18Então, o Ferreira, ele agia como assim,
11:21como o braço armado do Toninho Hold.
11:23Ele age em Cariacica,
11:25ele age no norte do estado,
11:26Pancas, São Mateus,
11:28ele age e ninguém faz nada.
11:29A PM tem medo dele.
11:31Na última quarta-feira,
11:32Manuel prestou depoimento
11:33na promotoria de justiça de Cariacica.
11:36Acusou o coronel da PM, Walter Ferreira,
11:39de comandar um grupo de extermínio no Espírito Santo.
11:42Ele era a principal testemunha
11:44contra esses grupos de extermínio
11:46e contra o próprio magistrado,
11:48porque ele tinha dado depoimentos
11:50falando da participação do juiz,
11:52do policial militar,
11:54do policial civil no grupo de extermínio.
11:57Ele era a principal testemunha.
11:58Então, na verdade,
12:00apesar de ele estar comandado de prisão,
12:02a gente sabia que se ele fosse para o presídio,
12:03ele seria executado.
12:04De acordo com informações da Polícia Militar,
12:07duas horas depois,
12:09ele apareceu assassinado no pavilhão 2.
12:12Não é estranho que o cidadão ontem,
12:15ou anteontem, não sei,
12:17testemunhou,
12:18e hoje, ao chegar aqui,
12:20antes de entrar na cela, é morto.
12:21O Manuel Correia havia denunciado,
12:25prestado depoimento,
12:26em desfavor de várias pessoas,
12:28inclusive o coronel Ferreira,
12:30foi indevidamente transferido
12:32para o sistema carcerário estadual
12:33e não teve tempo nem de largar as mochilas,
12:36já foi assassinado ali
12:37na porta de entrada.
12:40Este preso,
12:41ele com certeza deveria ter tido um tratamento
12:44de uma escolta fortemente armada
12:46até a chegada do presídio,
12:48uma cela separada,
12:49uma proteção especial,
12:50porque era público notório
12:52que este preso corria sério risco de vida.
12:55Tanto eu quanto a Alexandre,
12:56não tínhamos personalidade
12:57para deixar aquilo passar,
13:00fingindo que a gente não estava vendo.
13:01Pela manhã,
13:02prestaram depoimento
13:03os promotores Evaldo Martinelli
13:05e José Luciano,
13:06e o juiz da vara de execuções penais,
13:08Alexandre Martins.
13:10Perificamos que a transferência
13:11foi solicitada pela Comissão Federal
13:13e determinada pela Secretaria de Justiça,
13:16sem passar pelo conhecimento
13:19da vara de execuções penais.
13:20A presidente da CPI
13:22já demonstrou indignação
13:24com o que ouviu até agora.
13:25Eu não acredito
13:26que chegue um preso lá
13:30e que de repente se acabe,
13:32se extermine uma vida assim desse jeito.
13:35No júri que foi feito
13:36com relação ao Ferreira,
13:38eu deixei muito claro
13:40para os jurados
13:42que Alexandre Martins de Castro Filha
13:45assinou a sentença de morte dele
13:47no momento que ele
13:49algemou o coronel Ferreira
13:51em frente às câmeras.
13:52O senhor teve algum tipo de problema pessoal
13:54com o juiz Alexandre?
13:55Nunca tive.
13:56Eu nem o conheci,
13:57porque eu já disse e declarei várias vezes.
13:59Eu nunca tive com o doutor Alexandre,
14:01não o conheci,
14:02a não ser no mal fadado dia
14:03em que ele foi lá no quartel
14:05para acompanhar a minha transferência.
14:06A transferência do coronel Walter Gomes Ferreira
14:08para o Acre
14:09mobilizou um total de 61 policiais.
14:12Mas o coronel Ferreira
14:13demorou muito a sair do quartel.
14:15A transferência marcada para o final da manhã
14:17foi sendo adiada várias vezes.
14:19O coronel disse que se sentia mal.
14:21Às duas da tarde,
14:22o juiz Alexandre Castro Filho,
14:24da vara de execuções penais,
14:26pediu uma ambulância com o médico
14:27para examinar o coronel.
14:29Eu já determinei que uma viatura
14:30da Polícia Rodoviária Federal,
14:31ambulância,
14:32acompanhada de médico,
14:33venha até aqui,
14:34faça o exame do coronel
14:35e tendo possibilidade
14:36que promoveu logo
14:38a transferência dele hoje.
14:40O importante é que a decisão
14:42foi dada pela vara de execuções penais
14:44e ela vai ser cumprida.
14:46Enquanto não chegar
14:47nenhuma ordem em sentido contrário,
14:49habeas corpus ou coisa parecida,
14:50a decisão foi dada
14:51e ela vai ser cumprida hoje
14:53de qualquer maneira.
14:53Não, não foi algemado,
14:55salvo engano.
14:56Ele não aceitou algema
14:58e o pessoal da Polícia Federal
14:59ficou com medo de algemar
15:01e criar mais problema e tal.
15:04O ambiente estava muito tenso,
15:07houve ameaças ali,
15:08ele estava bastante descontrolado.
15:11Enfim,
15:12a gente procura não interferir muito
15:15na condução que a Polícia Federal
15:17estava fazendo da transferência.
15:20O importante é que a transferência
15:21ocorresse como ocorreu.
15:22Como a ambulância não chegava,
15:24o coronel foi levado
15:25ao Hospital das Clínicas.
15:26Sempre escoltado,
15:27o coronel Ferreira
15:28deixou o hospital
15:29em direção ao aeroporto de Vitória.
15:47Isso é uma máxima que eu tenho
15:49na minha vida como juiz.
15:50Eu só dou uma ordem
15:51que eu posso fazer cumprir.
15:52Então isso eu e ele,
15:54a gente tinha a mesma dinâmica
15:56de que se chegamos a ter que dar
15:58essa ordem,
15:59a ordem vai ser cumprida.
16:00O juiz ficou aborrecido
16:02com tanto atraso.
16:03Eu vou mandar investigar isso tudo
16:04e havendo qualquer indício
16:06de descumprimento
16:07de ordem de poder
16:08judiciário no caso,
16:10o doutor Henrique Erkenhoff
16:11deve tomar as providências
16:12para remeter ao ministro
16:13e sugerir intervenção
16:13se for necessário.
16:17A rua foi fechada.
16:19Três tiros acertaram
16:20a cabeça,
16:21o ombro
16:22e o peito.
16:23A informação que nós temos
16:24é que foi um crime de mano.
16:27Juiz Alexandre Martins
16:28Juiz Alexandre Martins
16:30Juiz Alexandre Martins
16:31de Castro, filho.
16:32Estou pedindo providências.
16:34E ele falou comigo,
16:35olha,
16:36eu estou sendo ameaçado.
16:37O ministro garantiu
16:38a segurança
16:39dos dois juízes.
16:40Nós não acreditávamos
16:41que eles teriam coragem.
16:42Eu estava em casa.
16:44Ia para a academia também,
16:45mas me atrasei.
16:47E acabou de dar uma notícia
16:48aqui na história que...
16:49Mataram o juiz lá.
16:53Foi eu mesmo.
16:54Foi eu mesmo.
16:56Foi eu mesmo.
17:21Tchau, tchau.
17:23Tchau, tchau.
17:24Tchau, tchau.
17:24Obrigado.
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