Pular para o playerIr para o conteúdo principal
📼 Quem cresceu assistindo Os Trapalhões sabe o quanto essa turma fez parte da nossa infância!
Momentos inesquecíveis da época de ouro da televisão brasileira. 🇧🇷🎬

#OsTrapalhoes #ClassicosDaTV #TVAntiga #HumorBrasileiro #MemoriasDaTVECinema

Categoria

📺
TV
Transcrição
00:00Se há uma coisa que eu admiro na televisão brasileira, é você. Sabe por quê?
00:03Obrigado, Robertinho.
00:04Vou dizer com sinceridade.
00:07Você é uma pessoa que sempre teve cuidado com a imagem de Portugal.
00:10Quando há sim uma anadota, você toma cuidado, ele deixa o português em uma situação...
00:13Isso nós portugueses gostamos muito.
00:15Mas o que você quer mais de mim? No Rio de Janeiro eu torço o Vasco da Gama.
00:18Lá em São Paulo eu torço o português.
00:20É exigir demais. É um pobre paraíso, né?
00:23Mas que vocês têm sotaque? Tem um pouquinho de sotaque.
00:25Aquele sotaque, ora por depois, o bacalhau...
00:27Não, você está confundindo.
00:29Nós portugueses não temos sotaque.
00:32Porque nós é que descobrimos vocês.
00:34E nós somos a terra mãe.
00:36Não bota mãe no meio não, que eu não botei mãe no meio.
00:38Não xinguei ninguém.
00:39Porque agora não xinguei ninguém.
00:40Não adianta botar mãe no meio.
00:42Mas que ensina errado, ensina.
00:43Por exemplo, você chega lá em Portugal...
00:46Aqui tem fila do pão, fila do peixe, fila da carne.
00:49Lá em Portugal você jamais poderia falar isso.
00:52Principalmente em televisão.
00:54Lá fila, por exemplo...
00:57É bicho.
00:58Filo é bicha?
00:58É bicho.
00:59Que cara.
01:01Então aqui pode...
01:02E lá é bicha do leite.
01:03Quer dizer, tudo que é bicho.
01:04Bicha do leite, bicha do pão.
01:06Aqui tem muita bicha, mas não é do leite e do pão.
01:09Outro dia...
01:09Aliás, há algumas semanas atrás, teve uma bichona aqui das eleições.
01:14Para você voltar tinha que enfrentar uma bichona enorme que não tinha fim.
01:19A gente tem que se familiarizar com isso.
01:23Por exemplo, se eu chego lá em Portugal, eu chego lá em Lisboa e vou pedir um sanduíche.
01:27O que é que eu peço?
01:28Por exemplo, é diferente.
01:29Por exemplo, se você quiser uma coisinha rápida, uma maionesezinha, uma coisinha qualquer...
01:34O sanduíche.
01:34O sanduíche você fala assim, eu quero um prego.
01:36Se eu vou chegar aqui, eu vou pedir um prego com ketchup, um prego com...
01:41Entala na goela.
01:42O negócio daqui leva a sério.
01:44O que pedir leva a sério.
01:45Eu chego lá em Portugal, eu vou ao cinema.
01:48Eu vou assistir o Gordo e o Mago.
01:50Está lá na tela.
01:50O Gordo e o Mago.
01:52Lá, por exemplo, você vai assistir o Ferreira e o Ferreirinho.
01:55Ferreira e o Ferreirinho.
01:57Aqui é a Didi e Dedé.
01:59Aqui é o Gordo e o Mago.
02:00Mas ele está ouvindo, faz de conta que ele não está ouvindo.
02:02Porque ele é o Gordo e o Mago, sabe?
02:04Faz de conta que ele não está ouvindo, né?
02:06Gostou desse chifre, bicho?
02:08Gostei.
02:08Mas é isso mesmo, né, rapaz?
02:09Agora aqui, por exemplo, minha panela furou.
02:12Furou a panela, eu chamei um paneleiro.
02:16Nossa senhora.
02:17Se você chegar em Portugal, como eu disse há um pouco, numa televisão e chamar paneleiro,
02:20você é preso.
02:21É?
02:22Paneleiro não se pode falar.
02:24Paneleiro é como aqui que você disse há um pouco.
02:26Fila do...
02:27Do pão.
02:29Do leite, ela é...
02:30Entendeu?
02:30Ah.
02:31É, paneleiro lá é bicha aqui.
02:33Paneleiro é bicha?
02:34É.
02:34Ih, pior é chegar aqui e pedir um bicha da panela.
02:36Como é que pode, né?
02:39Escuta, e vamos ver na desgarrada que é a melhor, Celso?
02:41E, rapaz, você sabe que o meu pai, em Trás-os-Montes, lá em Val-da-Porca, na minha aldeia,
02:46era o campeão do desgarrado.
02:47Trás-os-Montes?
02:48E ele me ensinou uma opção de coisa para eu desafiar hoje aqui.
02:50Tu nasceu em Trás-os-Montes?
02:51Em Trás-os-Montes, em Val-da-Porca.
02:52Eu já fui muito lá, mas não foi para nascer, não.
02:54Não?
02:55Trás-os-Montes.
02:56Então, vamos embora.
02:57Vamos embora.
02:58Vamos lá.
02:58Vamos lá.
02:59Vamos lá.
03:00Vamos lá.
03:00Por que é, Trás?
03:04Está bem.
03:05Ó, meu amigo Renato, tu és muito atrapalhado, só não te chamo de burro, pra não ofender
03:13o coitado.
03:14Tá legal, vou devolver.
03:22Para me chamar de burro, você cresce e apareça, eu sim te chamo de bicho, que tem galho na cabeça.
03:34É um atrás da outra, é um bicho que tem galho na cabeça.
03:37Sabe o que é esse bicho que tem galho na cabeça?
03:39Não sei.
03:39É aquele da pila.
03:40Tá bom.
03:41É aquele da pila.
03:42Eu não sou bicho de galho, pois até casado eu sou.
03:46Eu não sou que nem teu pai, que até hoje não casou.
03:53Tadá, tadá, tadá.
03:59Tu conhece bem meu pai, que se chamava José, mas tu nem conhece o teu, tu nem sabe quem
04:06ele é.
04:09Você dá esse tapetudo no chocadê?
04:12Pode ir, pode ir que eu vou.
04:14Pode ir que eu vou.
04:15Eu também não vejo, é igual da Paraíba lá, lá do Ceará.
04:18Vamos maneirar, né?
04:19Vamos embora.
04:21Pare de me ofender, para de me afrontar, pois eu sei que na tua casa és tu quem dá de
04:28mamar.
04:30Eu acho que esse gajo está me confundindo com algum dos trapalhões.
04:35Não sou eu quem dá de mamar, não.
04:37Quem tá gordinho não sou eu, não.
04:39Foi muito bem.
04:40Vou devolver essa, vou devolver essa.
04:42Vamos lá.
04:42Vamos lá.
04:46É melhor fazer as paz, isso não acaba bem.
04:50Tu ofendes o meu pai, eu ofendo a tua mãe.
04:55O rimou, mas tá valendo.
05:00Pra gente fazer as paz, te dou até a minha roupa.
05:04Eu te dou minhas mulatas.
05:07E eu te dou minhas cachopas.
05:11Ei, ei, ei, ei.
05:12Eu sou o meu pai.
05:14Rapaziada, sai daí, rapaziada.
05:16O Armênio tem bem, rapaziada.
05:18Olha aqui.
05:19Roberto Leal e suas cachopas.
05:22Então, se...
05:23Ô, Mané, sou na caixa que eu vou saindo aqui de fininha.
05:27E eu ganhei minhas cachopas.
05:29Eu sei que é com o Roberto Leal.
05:55Chora, chora, chora, carninha.
05:58Que esse choro é bom de chorar.
06:01Canta, canta, canta, Carolina.
06:04Quando tem vontade de cantar.
06:07Chora, chora, chora, Carolina.
06:10Que esse choro é bom de chorar.
06:13Canta, canta, canta, Carolina.
06:16Quando tem vontade de cantar.
06:19Um coração magoado.
06:23Não consegue disfarçar.
06:26Uma dor que vem no peito.
06:28Uma vontade de chorar.
06:31Mas às vezes é preciso.
06:35Não se deve segurar.
06:37Não se deve segurar.
06:38E brilha mais um sorriso.
06:41Depois de desabafar.
06:43Chora, chora, chora, Carolina.
06:47Que esse choro é bom de chorar.
06:50Canta, canta, canta, Carolina.
06:53Quando tem vontade de cantar.
06:56Chora, chora, chora Carolina, que esse choro é bom de chorar
07:02Canta, canta, canta Carolina, quando tem vontade de cantar
Comentários

Recomendado