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SYANNE NENO E RODOLFO SOUZA CONVERSARAM COM LÉO CUPERTINO, PREPARADOR FÍSICO DO PAYSANDU E EX- SELEÇÃO BRASILEIRA SUB-20.

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Transcrição
00:00:05Olá pessoal, tudo bom? De Salto Alto entra em campo esta semana para entrevistar um profissional
00:00:11que não entra em campo, mas é responsável pelo fôlego dos jogadores do Paissandu.
00:00:16Estamos falando de Léo Cupertino, preparador físico bicolor, que ano passado foi campeão
00:00:23da Série C pela Ponte Preta, este ano estaria na Série B, mas preferiu aceitar o desafio
00:00:32de vir treinar a preparação física do Paissandu, passando por um recente rebaixamento em crise
00:00:41financeira, mas veio para cá e está aqui com a gente hoje. Muito obrigada, Léo, pela presença.
00:00:47Eu que agradeço, boa noite a todos, fico feliz pelo convite. Estamos aí para a gente bater
00:00:52um bate-papo legal. Vamos ver o que a torcida tem para a gente falar.
00:00:57Rodolfo, ele tem um currículo, você já deve saber, passou pela Seleção Brasileira de
00:01:022022 a 2024, três títulos na bagagem com a base da Seleção Brasileira. A gente vai
00:01:08conversar muito também sobre isso daqui a pouco. Passou por clubes como Vasco, Curitiba, Vitória,
00:01:15Bahia e agora está no Paissandu. Léo, queria primeiramente para começar, como foi para
00:01:22você aceitar esse desafio? O convite veio de quem? E como foi para você trocar um time
00:01:27que subiu recentemente da C para B para vir para um clube que passou por um rebaixamento
00:01:35recente, em crise financeira? O que que ele fez aceitar vir para o Paissandu?
00:01:40Não, o primeiro convite foi do Marcelo Santana. Tive a oportunidade de trabalhar com ele lá,
00:01:44de conhecer um profissional. Foi meu presidente lá em 2015. Fomos campeão baiano em 2015.
00:01:51Logo em seguida eu saí com a proposta de outro clube. O Marcelo já tinha feito um convite
00:01:56para mim e ainda não tinha acertado a minha situação com a ponte. Aí depois que a gente resolveu
00:02:02resolveu tudo lá com a ponte, abriu esse caminho e eu fiquei muito feliz de ele poder
00:02:07me fazer esse convite para eu poder vir para o Paissandu. Eu costumo dizer porque é o seguinte,
00:02:13o Paissandu está numa condição de uma divisão que não é a divisão dele, mas só que nós
00:02:18que vimos o Paissandu de fora, que a gente vem aqui em Belém jogar e ver essa imensidão,
00:02:25esse amor. Então assim, eu sempre tinha muita vontade de trabalhar aqui.
00:02:30Você veio jogar contra várias vezes.
00:02:31Já vim aqui inúmeras vezes jogar. Então assim, a gente vê aquela torcida, aquela
00:02:36cruzou ali e eu fiquei muito feliz. Quando o Marcelo fez o convite, não pensei duas vezes.
00:02:40Fiquei muito feliz com o convite e vim.
00:02:42Agora, Léo, os clubes paraenses não têm a cultura de valorizar as divisões de base
00:02:49dos clubes daqui, né? Quando você chegou aqui, você encontrou uma realidade que refletisse
00:02:56isso em relação à preparação física?
00:02:59Sim, essas perguntas foram me feitas logo quando eu cheguei. Eu lembro muito bem o pessoal,
00:03:04o clima, os campos, o Paissandu com muitos atletas jovens, né? A gente procurou informações,
00:03:12saber o histórico desses atletas, né? Que iam estar conosco e iniciar a competição,
00:03:17iniciar o ano conosco, né? No Campeonato Paraense, procurando saber o que esses atletas
00:03:21vinham fazendo, que deixavam de fazer. Realmente é uma pena, né? Porque o celeiro
00:03:25é grande, né? O estado é muito grande. Eu, essa semana, semana passada, a gente
00:03:30estava comentando, qualquer jogador, qualquer criança, qualquer jovem aqui tem vontade
00:03:36de jogar nos dois grandes clubes da capital. Então, assim, eu acho que essa captação,
00:03:41ela poderia ser de uma forma melhor. Nós estávamos debatendo sobre esse assunto.
00:03:45E com o Paissandu não é diferente. Então, o que é que acontece? A gente precisou
00:03:49o quê? Individualizar. Pegar histórico de cada atleta para que a gente conduzisse
00:03:54de uma forma individualizada, para que a gente não queima as etapas. Basicamente foi isso.
00:03:59Dentro desse trabalho individualizado que você fez com os jogadores do Paissandu,
00:04:04quando você chegou, existe algum jogador, alguma história que lhe chamou atenção?
00:04:08Algum caso em especial? Algum diferencial que lhe chamou atenção dentre esses jogadores?
00:04:15O diferencial, Siane, é o seguinte, é um tema, essa pergunta sua vem bem a calhar,
00:04:21porque é o seguinte, é um tema que a gente tem debatido, tem conversado muito,
00:04:25porque a gente está em competições que exigem muito. Então, assim, a gente tem rodado
00:04:30o eleco à medida do possível e essa individualização, ela parte por aí. Então, esses atletas mais
00:04:36jovens, o que me chamou atenção foi realmente a entrega de todos, sabe? Não poderia ser
00:04:43diferente, porque assim, eles visualizaram uma oportunidade que eles ainda não tinham
00:04:46tendo. É um projeto de vida que eles estão agarrando. Eles não estavam tendo, muito menos
00:04:50nas categorias de base. Aí você chega, você tem 15, 16 garotos numa equipe profissional
00:04:55para iniciar uma competição. Então, assim, nós não tivemos, podemos nem falar a palavra
00:05:00problema, mas nós não tivemos nenhuma aresta que tenha sido, assim, que chamasse
00:05:04atenção. Mas a entrega deles, realmente, isso sim me chamou muito a atenção.
00:05:08Faz toda a diferença.
00:05:09Tem feito muita diferença, porque eles sabem lidar com o momento de estar jogando ou não
00:05:14estar jogando. É lógico que nós, no clube, passamos muito pouco tempo com os atletas.
00:05:19Não, mas a gente tenta monitorar as situações deles para que eles saibam o que fazer em suas
00:05:22horas vagas. Mas, assim, o que me chamou muito a atenção foi esse momento, essa alegria
00:05:27deles, essa entrega nos treinos, essa vontade de estar participando desse momento do Pai
00:05:31Sandu.
00:05:31Eu sei que vocês têm cuidado em apontar nomes, mas como é uma coisa positiva, eu acho que
00:05:39você pode falar. Quem é o pulmão de aço aí dessa garotada do Pai Sandu? Quem é que
00:05:44ele chamou atenção pelo fôlego, pelo vigor físico?
00:05:47Quando a gente fez nossas avaliações, assim, basicamente, avaliação aeróbica, né, que
00:05:53a gente faz um teste lá de ioiô teste, chamou muita atenção o Ângelo.
00:05:57O Ângelo chegou, ele ficou entre os primeiros ali. O Ângelo hoje está na categoria de
00:06:02base, né, ele voltou para jogar no sub-20. Esse me chamou muita atenção. O Pedro também
00:06:06não pode ser diferente. Esse realmente tem um nível de força muito alto. É um garoto
00:06:11que ele está acima, maturidade dele está bem mais... Ele teve algumas partidas no ano
00:06:17passado, né? Pôde jogar um pouco, mas realmente o Pedro é um desvio padrão do que nós temos
00:06:22ali. Ele chama muita atenção.
00:06:23chama atenção fisicamente, tecnicamente, psicologicamente, que ele tem uma frieza
00:06:28impressionante, né, Rodolfo?
00:06:29Mas é um garoto que, assim, realmente, assim, a gente já participou de outros momentos
00:06:34de negociações, esteve em clubes, que os clubes negociaram atletas no período, durante
00:06:39competições, assim, eu realmente não esperava a reação dele, não. Eu achei que ele ia
00:06:44oscilar, né? Que ele não tem essa maturidade ainda para entender tudo que estava acontecendo
00:06:48na vida dele. É uma grande transformação. Não imaginava que ele ia continuar conosco,
00:06:53né? Então, assim, é um rapaz que está sempre sorridente, muito feliz de estar trabalhando,
00:06:58de estar podendo, de estar ajudando a gente. Então, assim, realmente é uma surpresa muito
00:07:02positiva é o Pedro.
00:07:03E não mudou o comportamento com vocês depois da contratação pelo Fluminense?
00:07:07Hipótese alguma. É isso que a gente observa nele. Por isso que eu estou citando para você
00:07:10que, realmente, o Pedro chama muita atenção pela pouca idade e essa maturidade que ele
00:07:16tem. Ele é um prazer falar com você, né? E, às vezes, a gente fala que Deus escreve
00:07:24certo por linhas tortas, né? E eu tenho uma questão muito particular minha dos clubes
00:07:32contratarem profissionais competentes e que conheçam as divisões. O País Sandu acabou trazendo
00:07:38o Emerson, que é um ídolo do País Sandu, que foi o último grande goleiro que brilhou com
00:07:45a camisa do País Sandu. Os meninos agora estão criando, o Gabriel e o Jean estão trilhando
00:07:51o caminho deles. A gente torce que eles consigam também ter o mesmo sucesso que o Everton teve.
00:07:56O Emerson, ele teve com a camisa do País Sandu, que foi vice-campeão da Série C.
00:08:01O Júnior já conseguiu acessos, conseguiu um recente com a Ferroviária, já conseguiu o
00:08:07Trora. Ano passado, bateu bem na trave se ele não tivesse perdido peças para times da Série
00:08:13bem. Um foi o Eduardo Mello, que veio aqui para Belém para jogar no Remo, cara que conhece
00:08:17a competição como poucos. Você foi campeão e está aí no País Sandu também, conhecendo
00:08:24a competição. E além de tudo isso, de tudo isso, você é um profissional talhado, forjado
00:08:33muito na base, né? E quando o País Sandu te chama, tu esperava que ia ter a participação
00:08:43de tantos meninos nesse processo do País Sandu ou foi uma surpresa e acabou tendo esse casamento
00:08:52que a gente está olhando até aqui, que está muito bem?
00:08:55Então, quando o Marcelo me falou, ele me explicou muito bem. Eu vim para cá muito
00:09:00ciente do que eu tinha que enfrentar. Eu costumo dizer que por mais que você se coloque no
00:09:05lugar da pessoa, por mais que você saiba das facilidades ou dificuldades do seu caminho,
00:09:11se você não viver aquilo, você pode ter outra reação, entendeu? Você pode entender
00:09:16isso. Em relação a essas questões, eu realmente não imaginava. A gente sabia que o clube estava
00:09:22passando por uma reestruturação, gênero, número e grau, mas eu não imaginava que
00:09:27nós tínhamos um quantitativo assim tão grande de atletas jovens. Lógico. Principalmente
00:09:32porque o País Sandu, como a Siane falou, ele não tem um histórico, nem o Remo, um histórico
00:09:37de categorias de base que são referência, que disputam grandes competições. A gente
00:09:41não ouve falar muito sobre isso. Mas eu sei que tem profissionais lá no clube que fizeram
00:09:47um processo de seleção. Esses atletas estavam selecionados para iniciar a competição
00:09:51conosco, que a gente sabia que eles teriam condições. Óbvio que tem que ter muito
00:09:55cuidado, né? Vocês sabem que às vezes as entrevistas, as respostas, a Siane falou que
00:10:00a gente tem que ter muito cuidado com as palavras, para citar nomes. Eu tenho um compromisso,
00:10:06cara, de poder falar sempre realmente o que eu penso no que me for perguntado. A gente tem
00:10:12que ter realmente cuidado com os atletas, porque questão emocional, questão de pressão,
00:10:18né? Então, o clube é muito grande para isso. Então, a gente tem que saber que
00:10:21o amadurecimento de um é diferente do outro. Eu penso, sim, que o País Sandu tem muito
00:10:27a acolher futuramente aí com esse processo de renovação e acreditando nesses garotos
00:10:32da base. E tu falou, Léo, sobre a questão de ir atrás das informações, não é, desses
00:10:43garotos. A gente tem uma dificuldade muito grande de aparelhos físicos que ajudem nas equipes
00:10:55profissionais aqui de Belém do Pará, né? Se no profissional já é meio complicado, meio
00:11:03não, já é muito complicado, na base, então, esquece. Como é que funcionou o teu processo
00:11:10de estudo para entender o biótipo de cada atleta da base do País Sandu? Que... Não sei
00:11:20como é que foi. Até é legal contigo. Como é que era feito isso? Era através do papel?
00:11:26Era no Word? Como é que era feito esse trabalho para o Léo conseguir... Ó, o Ângelo, ele é
00:11:32desse jeito. Sim. O Pedro Henrique é desse jeito. O Libonacci é desse jeito. O Salomone
00:11:39é desse jeito. Como é que foi esse teu trabalho?
00:11:42Deixa eu te falar. A preparação física, ela evoluiu muito no quesito avaliação, controle
00:11:49de treinamento. Isso aí não é novidade para vocês. Então, assim, por mais dificuldade
00:11:54que tem, eu posso te falar que realmente o País Sandu, ele me ofereceu o que nós
00:11:59temos aí de melhor. Nós podemos avaliar níveis de força através de exames isocinéticos.
00:12:05Todos os atletas fizeram para ver níveis de força. Exames de saltos, como eu te falei
00:12:12que fizemos exames aeróbico, anaeróbico, de velocidade, de potência, de velocidade. Então,
00:12:19assim, o que eu quero te dizer? Aí, quando você pega um atleta jovem, tem os gráficos.
00:12:25Nesses gráficos, você não compara ele com os atletas mais velhos, que são atletas
00:12:30que ainda estão em processo de formação. Principalmente os atletas que não têm tanta
00:12:33base, base sólida, com níveis de treinabilidade um pouco mais evoluído, um pouco maior.
00:12:39Então, você pega e classifica eles dentro de uma tabela que diz respeito à idade, ao
00:12:46tamanho, entendeu? Aos resultados dos testes.
00:12:50São padrão científico que você já tem.
00:12:52São padrão científico que a gente seguiu. Mas você não pode comparar um garoto de
00:12:5618, 17, 19, de 20 anos, pelo histórico dele ali, com um atleta de 26, 27, 28, 30 anos.
00:13:05Uma coisa que também é muito importante que a gente faz, o pessoal hoje se preocupa
00:13:09muito com minutagem, ela é importante, mas, por exemplo, o nível de força de um atleta
00:13:14que joga 40, 50, 60 partidas no ano, ele é muito diferente do nível de força de um
00:13:20jogador que joga 10, 12, 8 partidas. Então, esses atletas mais jovens, a gente tem aí
00:13:26histórico deles que eles não têm 10 partidas de 90 minutos num ano.
00:13:30Num ano.
00:13:31E mesmo se tivesse, teriam categorias de base, né? A gente sabe que a exigência do profissional
00:13:36ela é muito maior, principalmente a nível cognitivo, a nível de exigência, suportar
00:13:42a pressão. Então, pra finalizar e ser mais direto com a sua resposta, foi isso.
00:13:48Todos fizeram os mesmos testes e isso é jogado em gráficos diferentes de acordo com as características
00:13:53e principalmente com a idade deles. Certo?
00:13:56Agora, Léo, os maiores desafios, imagino que sejam esses gramados pesados, como o Paysandu
00:14:03enfrentou ontem contra o Floresta, foi absurdo aquelas imagens que a gente viu. Como os jogadores
00:14:10conseguem jogar num gramado como aquele? Enfim, pela quantidade abissal de chuva que está caindo
00:14:19aqui em Belém, os maiores desafios são os gramados pesados e é esse calendário maluco
00:14:25que duas, a média de dois jogos por semana. Pra você, hoje, qual é o percentual do
00:14:31ideal que está o Paysandu hoje? Tá 60% do ideal? Tá 50%? Tem muita coisa evoluir ainda?
00:14:39Tem muita coisa evoluir porque quando a gente fez a preparação, nós entendemos que nós
00:14:46íamos trabalhar as capacidades físicas que eram importantes pra aquele início, mas
00:14:51também que nós não poderíamos deixar de pensar no ano todo. O Paysandu precisa chegar
00:14:57bem em outubro, nas finais, se Deus quiser a gente chegar lá e conseguir nosso objetivo.
00:15:03Quando se tem uma semana aberta, ou seja, que joga domingo ou domingo, ou sábado ou sábado,
00:15:09eu costumo dizer, a gente na nomenclatura, a gente fala que a gente consegue treinar o atleta.
00:15:14Quando se tem semana que você joga domingo, quarta domingo, ou terça, ou quinta, sábado,
00:15:19são semanas que você precisa recuperar o atleta. E recuperar o atleta não é só
00:15:24você deixar o atleta sem fazer nada. Então, assim, nós fizemos uma boa base,
00:15:30trabalhamos um pouquinho mais a parte de pulmão, demos muito trabalho de volume
00:15:34pros atletas, fizemos uma boa base de força. Só que a gente ainda precisa trabalhar,
00:15:39estimular ainda a velocidade, a equipe ainda carece de muitos trabalhos de potência,
00:15:44que a gente sabe que a gente vai precisar muito disso. Então, eu espero que,
00:15:48quando terminar essa fase, se Deus quiser, a gente ganhar os títulos que a gente vai disputar,
00:15:53nós vamos ter umas semanas mais abertas. Essas semanas, no início, a gente vai poder
00:15:57recuperar um pouquinho mais esses atletas, que estão vão chegar estafados,
00:16:01estão muito cansados. Você falou em relação ao campo, isso aí é uma coisa
00:16:04que vai ao encontro do que eu falei com ele, sobre você saber que ia passar por isso,
00:16:11saber que tinha que enfrentar isso, mas aí eu nunca tinha vivido.
00:16:15Entendeu? Então, assim, a gente tem um item lá no nosso controle de jogo,
00:16:21que fala nível de força...
00:16:23Você nunca veio atuar no futebol amazônico, né?
00:16:27Nunca.
00:16:27Pra cá pro norte do país, então realmente é uma coisa nova pra você.
00:16:30Muito novo pra mim, eu ouvia falar.
00:16:32Mas assim, quando eu vim jogar aqui, eu nem lembro se choveu ou não,
00:16:36realmente eu lembro que era muito úmido o calor.
00:16:38Mas essa loucura de chuva e esse gramado pesado desse jeito, o que eu ia falar,
00:16:42que nós temos lá no nosso relatório de jogo, que tá lá o nível de esforço do atleta,
00:16:46um percentual do nível de esforço.
00:16:47É uma coisa muito complexa que eu não consigo entender direito aquilo, como que se mede aquilo.
00:16:51Mas eu posso te garantir que é um nível de força absurdo que esses atletas fazem
00:16:55pra jogar num campo pesado daquilo.
00:16:57Imagino.
00:16:57Entendeu?
00:16:58Então assim, a gente...
00:17:00Tudo bem.
00:17:01Nós não podemos ser aqui falsa modéstia.
00:17:05É um trabalho em conjunto de todos, né?
00:17:07Diretoria, treinador, nosso núcleo de performance, passando pela fisioterapia, pela nutrição,
00:17:13comigo.
00:17:14Mas realmente, o que é a entrega desses atletas estão...
00:17:17A gente tem que levantar a mão pro céu, porque a gente tem um nível de lesão muito pequeno.
00:17:22E a preocupação, né, com curtos passos de tempo, pra recuperar esses jogadores
00:17:27pra uma decisão agora, quinta-feira, né?
00:17:30Como é que é feito isso?
00:17:31Por exemplo, hoje, no treino de hoje, um dia depois de jogar naquele gramado pesado,
00:17:38na véspera da viagem pra decisão da Copa Norte, qual foi o preparo hoje?
00:17:43A gente tem os pilares, né?
00:17:44A gente sabe que os pilares da recuperação é um bom sono e uma boa alimentação.
00:17:49Esses são os pilares.
00:17:50A partir daí, vem todos os processos de trabalho que o clube oferece.
00:17:56Crioterapia, massagens, botas de compressão, alguns tipos de suplemento que ajudam a acelerar
00:18:03um pouquinho, mas a gente não pode deixar do processo natural.
00:18:07O processo natural é um bom sono e uma boa alimentação.
00:18:10Então, os atletas, quando chegaram pro treino da tarde, nós dividimos o grupo.
00:18:13Os atletas que jogaram 45 ou mais, ficaram na Curuzu pra iniciar esse processo externo.
00:18:20E os demais foram fazer um trabalho no CT com o Júnior Rocha.
00:18:25Agora, amanhã, esses atletas que jogaram o jogo de ontem, ainda vão estar em processo ainda de recuperação.
00:18:34A gente chama de recuperação ativa.
00:18:36O Júnior vai fazer um trabalho com eles, em campo, com uma intensidade mais baixa,
00:18:40pra que ajude a acelerar nessa recuperação.
00:18:42Mas é chegar em Manaus, dormir, comer muito e dormir, pra ver se tá legal na quinta-feira.
00:18:50Agora, Léo, pode fazer, Léo.
00:18:53Obrigada.
00:18:54Léo, de que forma a sua experiência na base da Seleção Brasileira, de 2022 a 2024,
00:19:01você chegou a conquistar três títulos, inclusive, meus parabéns.
00:19:07De que forma essa experiência na Seleção aprimorou o seu olhar
00:19:12pra fazer, pra aprimorar seu trabalho aqui no Paissandu?
00:19:17Então, foi uma oportunidade, assim, fantástica, né?
00:19:19Eu já tinha trabalhado com o Ramon Menezes no Vasco da Gama,
00:19:22quando ele me fez o convite que ele assumiu a Sub-20.
00:19:25Tudo muito novo, né?
00:19:27É o sonho de qualquer profissional chegar a uma seleção.
00:19:30Chegamos lá.
00:19:31Já na primeira convocação, eu pude entender como é que funciona o processo
00:19:35e dali seguiu até a minha última passagem, foi no pré-olímpico da Venezuela.
00:19:41Os atletas, eles são monitorados pela seleção.
00:19:45Então, você tem atletas pré-selecionados.
00:19:48Diante dessa pré-seleção, você tem contato com os clubes, com os preparadores físicos,
00:19:53que os atletas fazem trabalhos individuais no clube.
00:19:57O período que ele passa na seleção com a gente é muito pouco.
00:20:00Então, ele é muito pouco a nível, assim, de um certo ganho de performance física.
00:20:06Entendeu?
00:20:07Então, o objetivo nosso maior na seleção é da sequência ao que eles vêm fazendo no clube.
00:20:12É basicamente isso.
00:20:13Então, todas as convocações, assim, até a principal, quando a gente foi, né?
00:20:18Quando nós fomos campeão sul-americano, aí teve um amistoso em Marrocos.
00:20:22Aí o presidente deu a seleção para o Ramon e nós fomos lá conduzir lá naquele jogo contra o Marrocos.
00:20:29Nós entramos em contato com todos os atletas.
00:20:32Eu falei com todos os atletas daquela convocação.
00:20:35Conversei com os personal trainer deles, que eles todos têm um staff, né?
00:20:39E um pouquinho de um, um pouquinho de outro, porque eles iam passar quase dez dias conosco.
00:20:43Então, isso é assim que funciona.
00:20:46Trazendo isso para a nossa realidade, volto a falar.
00:20:49É a individualização, né?
00:20:51Um está com o percentual um pouquinho mais alto.
00:20:53Ah, está com o nível de massa magra um pouquinho mais baixo.
00:20:56Vamos fazer um preventivo com ele.
00:20:59Os atletas chegam ao clube hoje, eles têm todo um processo de uma hora e meia antes.
00:21:03Então, eles têm tudo um processo passado dentro do clube, protocolos a ser seguidos.
00:21:07E isso implica os protocolos individuais.
00:21:10Isso aí a gente não abre mão disso.
00:21:12A fisioterapia nos ajudou muito em relação a isso.
00:21:14Então, o atleta tem um déficit de adutores.
00:21:17Ah, o atleta está com um pouquinho de dor nas panturrilhas.
00:21:21Ah, está com um déficit de força de membro posterior, entendeu?
00:21:26De posterior de coxa.
00:21:27Tudo isso foi avaliado.
00:21:28Passou para ele os exercícios que tem que fazer.
00:21:31E é seguido.
00:21:32É assim que a gente faz, principalmente com os garotos mais novos.
00:21:36E, Léo, eu queria que tu falasse para a gente, por exemplo.
00:21:41A gente já teve o caso do Pikachu, o caso do Rony, agora o Cadu, que está na base do...
00:21:50Já é profissional, estava até no banco de reservas São Paulo e Botafogo, que é da base do Remo.
00:21:56Tem o Pedro Henrique, que está indo para o Flamengo, mas o menino fatalmente vai ser um jogador de nível
00:22:03muito grande aqui no Brasil.
00:22:06Eu só estou te citando quatro exemplos.
00:22:10Com todas as dificuldades que a gente tem na questão física, e isso que tu falou é a pura realidade.
00:22:17Às vezes, os meninos da base aqui faziam, no máximo, 20 jogos.
00:22:2115, 20 jogos.
00:22:23Não, não melhorou muito agora com a chegada do Ricardo, poder assumir uma federação.
00:22:29Deu um olhar melhor para a minutagem desses rapazes.
00:22:33E tu trabalhou na base da seleção brasileira com jovens que, com 18, 19 anos, eles já são profissionais.
00:22:41Eles já têm que ser profissionais, porque o mercado externo, ele não quer mais o jovem de 20 anos.
00:22:45Ele quer o jovem de 16, 17 anos.
00:22:49O menino do Pará, esses quatro, Pikachu, Rony, Cadu e agora o Pedro Henrique.
00:22:55E o Pedro Henrique vai conseguir chegar lá.
00:22:58Eles são fora da curva para eles conseguirem tal feito que, para mim, é um feito visto a nossa realidade
00:23:08de base, ainda aqui no Pará.
00:23:11Essa foi uma dúvida, essa era uma pergunta que eu queria fazer para ti.
00:23:15Porque tu é um profissional que chegou no mais alto pilar da base e do profissional em qualquer área que
00:23:23é trabalhar na seleção brasileira.
00:23:25Tu trabalhou na seleção brasileira de base, é alta, é um negócio enorme.
00:23:30Eu queria que tu tirasse essa minha dúvida e falasse para quem está nos acompanhando.
00:23:38Eu vou tentar falar com você, porque isso vai também, é um encontro do que eu penso.
00:23:44Eu creio nisso.
00:23:45Também não posso deixar de frisar que o Ricardo foi nosso chefe de delegação.
00:23:50Fomos campeões juntos lá em 2023, na Colômbia.
00:23:54Ele esteve conosco lá e foi muito bacana a nossa convivência.
00:23:58Ficamos juntos acho que quase 30 dias.
00:24:00Mas olha só, eu vou voltar a falar com você.
00:24:04A gente ouve muito falar que o oxigênio do clube é a categoria de base.
00:24:10E eu entendo que tudo que não está no profissional é base.
00:24:14Seja 20, seja 17, 18, 14, 15.
00:24:17Isso é de acordo com a realidade do clube.
00:24:20Eu entendo uma cidade de aproximadamente 2 milhões de habitantes,
00:24:25um estado gigante como esse, como eu falei no início do nosso bate-papo.
00:24:30Toda criança sonha em jogar no Remo e no Paissandu.
00:24:34Entendeu?
00:24:35Então assim, eu acho que é muito pouco.
00:24:38Um estado grande como esse,
00:24:40dois clubes com uma torcida absurda, fantástica,
00:24:44que a gente ouve falar, vê os estádios lotados,
00:24:47eu acho que é muito pouco.
00:24:48Eu acho que esse processo poderia ser mais vantajoso.
00:24:53A captação, os clubes poderiam investir mais nisso.
00:24:56Porque assim, eu costumo dizer também que é fato.
00:25:01Nós não podemos negar que nós estamos a 3 horas e 20 de São Paulo.
00:25:06Então assim, uma logística para você disputar uma competição,
00:25:11a gente não pode ficar justificando.
00:25:13Mas é fato, não é fato?
00:25:14Sim.
00:25:15Então se é fato, não pode.
00:25:16Então assim, hoje em dia, a dificuldade de um garoto paraense
00:25:20em jogar num grande clube,
00:25:23do Sudeste, esses grandes clubes aí que a gente ouve falar, é muito.
00:25:26Então por que não esse atleta, captar esse atleta,
00:25:29trazer esse atleta para a base desses dois gigantes aqui de Belém?
00:25:33Então eu acho que esse processo de captação,
00:25:36tinha um amigo meu,
00:25:37eu vou falar que é a primeira vez que eu falo dessa forma.
00:25:41A gente discutia muito sobre questões de base e tal,
00:25:44e eu falava com ele,
00:25:46isso eu vi na seleção brasileira.
00:25:49Eu vi na seleção.
00:25:50Você fala, ah, Léo, você estava na nata.
00:25:52Tudo bem.
00:25:54Mas assim, cara, eu ainda acredito, concordem ou não,
00:25:59eu ainda acredito que jogador bom de bola ainda brota,
00:26:03igual mato, no Brasil.
00:26:06Brota.
00:26:06Legal.
00:26:07Igual mato.
00:26:08Entendeu?
00:26:09Assim, eu não tenho o dado correto,
00:26:13mas eu lembro quando a gente estava na seleção,
00:26:14chegou um número, vou te falar um número aqui aproximadamente, tá?
00:26:19Chegou um número que o Brasil tinha feito,
00:26:22acho que mil,
00:26:23acho que era mil e trezentas transferências.
00:26:27Quase todo ano é essa média.
00:26:29Mil e trezentas transferências.
00:26:31E o país,
00:26:32e o segundo país,
00:26:33o segundo colocado,
00:26:35o segundo país,
00:26:36que ficou em segundo colocado,
00:26:37fez trezentas.
00:26:38Até a Argentina, né?
00:26:39Acho que era a Argentina que estava em segundo lugar.
00:26:41Tem noção do que é isso?
00:26:43Entendeu?
00:26:44Esse debate,
00:26:45eu estava...
00:26:45Então assim,
00:26:46eu falava essa palavra,
00:26:47brotar igual mato,
00:26:48aí esse amigo meu falou,
00:26:49Léo, concordo com você.
00:26:51Brota.
00:26:53Mas não sobrevive.
00:26:54Igual mato.
00:26:55É.
00:26:56Infelizmente.
00:26:57Porque antigamente,
00:26:58tinha menos coisas que se colocavam,
00:27:02né?
00:27:02O pessoal não questiona
00:27:03os campos de várzea,
00:27:05os campeonatinhos,
00:27:06aquelas coisas todas tinham.
00:27:08Hoje não é hoje,
00:27:08tem os prédios,
00:27:09tem os condomínios,
00:27:11diminuiu muito.
00:27:11Então, beleza,
00:27:12o mato brota,
00:27:12ou seja,
00:27:13o atleta nasce
00:27:14com o talento,
00:27:16mas ele não vai aflorar.
00:27:18Entendeu?
00:27:18De uma forma ou de outra.
00:27:20As mídias,
00:27:21a televisão,
00:27:22as internets,
00:27:23ele vai se perdendo pelo caminho.
00:27:25A falta da estrutura,
00:27:27da base.
00:27:28Sim.
00:27:28Então assim,
00:27:28o que você tem
00:27:29para poder oferecer
00:27:31esse garoto,
00:27:32o pai,
00:27:33trazer um garoto
00:27:34para jogar
00:27:35numa categoria de base
00:27:35de dois times gigantes
00:27:36que nós temos aqui
00:27:37em Belém.
00:27:40necessitou quatro atletas,
00:27:41mas assim,
00:27:43eu acho muito,
00:27:43mas muito pouco
00:27:44em quantidade que brota.
00:27:46Então assim,
00:27:46tem muito talento aí,
00:27:48muito talento.
00:27:49E a dificuldade dele
00:27:50jogar lá em Minas,
00:27:51em São Paulo,
00:27:52no Rio,
00:27:53é muito grande,
00:27:53no Sul,
00:27:54ele tinha que jogar aqui,
00:27:56ele brota aqui,
00:27:57ele tinha que aflorar aqui,
00:27:59entendeu?
00:28:00Fortalecer aqui,
00:28:01aí depois tudo bem,
00:28:02a gente vai entender
00:28:03as negociações,
00:28:04isso aí não passa por nós,
00:28:06mas eu acredito muito nisso,
00:28:07acho que é muito pouco.
00:28:08E tu tá falando em mato,
00:28:11que veio agora pra mim,
00:28:13o germinar,
00:28:15não é?
00:28:15Qual é a semente
00:28:20que o Léo
00:28:22espera deixar,
00:28:24não só na base
00:28:25do Paissandu,
00:28:26que eu vejo que você tem
00:28:27um carinho muito grande
00:28:28pela base,
00:28:29mas na base do Remo,
00:28:30na base da Tuna,
00:28:31na base do futebol paraense,
00:28:35não?
00:28:35Pra ela,
00:28:36pra não ser o mato,
00:28:37pra ser uma
00:28:39uma salma almeira,
00:28:40né?
00:28:40Tem aqui uma árvore enorme,
00:28:43bonita,
00:28:43que só tem aqui.
00:28:45Bacana,
00:28:46olha só, rapaz,
00:28:47assim,
00:28:48mais falas também,
00:28:49tô reproduzindo pra vocês
00:28:51um pouquinho
00:28:51de nossas falas diárias,
00:28:53né?
00:28:54Como eu te falei
00:28:55que a preparação física
00:28:56evoluiu muito
00:28:57no controle do treinamento,
00:28:59todos os clubes
00:28:59investiram muito nisso,
00:29:00nessa infraestrutura,
00:29:02principalmente a nível
00:29:02de controle,
00:29:04hoje existem
00:29:05inúmeros profissionais,
00:29:07entendeu?
00:29:08Que estudam muito,
00:29:09que fazem cursos,
00:29:11que têm licença,
00:29:12que buscam conhecimento.
00:29:14Então,
00:29:15hoje você encontra
00:29:15um profissional,
00:29:16seja em qualquer divisão,
00:29:18A, B, C e D,
00:29:19com muito conhecimento
00:29:21pra poder trabalhar,
00:29:23quer trabalhar.
00:29:24Eu acho que isso aí
00:29:24é uma coisa que
00:29:25evoluiu muito.
00:29:27eu tenho 29 anos
00:29:28de profissão
00:29:29e na minha época
00:29:31quando eu iniciei
00:29:32ainda não tinha
00:29:32tanto esses recursos.
00:29:34Então,
00:29:34você vai entender o seguinte,
00:29:35eu sou a favor de quê?
00:29:37O que a gente
00:29:38poderia deixar aqui
00:29:39a nível desse legado
00:29:42para que os clubes
00:29:43entendessem
00:29:44a possibilidade
00:29:45de contratar
00:29:46bons profissionais?
00:29:48Desde a base.
00:29:49Desde a base.
00:29:50Principalmente a base.
00:29:52Principalmente a base,
00:29:53a formação,
00:29:54entendeu?
00:29:55Tava comentando
00:29:56com um amigo meu hoje
00:29:57lá de Vitória,
00:29:57do Espírito Santo,
00:29:59que a gente
00:30:00tava trocando de ideia
00:30:00um pouquinho sobre isso.
00:30:04Porque conhecimento
00:30:05muita gente tem.
00:30:07Você busca conhecimento,
00:30:08você se especializa,
00:30:09mas gerir,
00:30:11transmitir isso.
00:30:11Quantos bons professores
00:30:13você teve na escola
00:30:14que tinham conhecimento
00:30:15absurdo,
00:30:16mas ele não conseguia passar
00:30:18na universidade?
00:30:19Entendeu?
00:30:20Então, assim,
00:30:21esse é um projeto
00:30:21que os clubes
00:30:22têm que ter,
00:30:23assim como eles têm
00:30:26planejamento para
00:30:27administrar o clube
00:30:29três anos,
00:30:30quatro anos,
00:30:30eu não sei como é
00:30:31que são as gestões,
00:30:32tem clubes que são
00:30:33de dois anos,
00:30:33três e quatro anos.
00:30:34Cara,
00:30:35fazer um planejamento,
00:30:37observar profissionais
00:30:38que estão em destaque
00:30:39no processo de formação
00:30:40e sim,
00:30:42trazer para capacitar,
00:30:44a princípio,
00:30:45trazer esses profissionais,
00:30:47independente de valores,
00:30:48mas isso aí
00:30:49está plantando,
00:30:50são investimentos.
00:30:51e eu não consigo
00:30:53acreditar,
00:30:54realmente,
00:30:56é muito pouco,
00:30:57é muito pouco
00:30:58para torcidas gigantes,
00:30:59uma cidade tão grande,
00:31:01é muito pouco atleta
00:31:02que está aflorando aí,
00:31:03que está aparecendo,
00:31:04entendeu?
00:31:05Então, eu acho que
00:31:05qualificar,
00:31:06qualificar essa mão de obra
00:31:08para investir
00:31:08nas categorias de base,
00:31:09cara.
00:31:10A base é dispendioso,
00:31:11não é dispendioso
00:31:12de hipótese alguma,
00:31:13rapaz.
00:31:14Tendo os bons profissionais,
00:31:15tendo os bons olhos
00:31:16capacitados para poder
00:31:18captar atletas,
00:31:19captar esses profissionais,
00:31:20eu acho que esse é o caminho,
00:31:22eu acredito nesse caminho,
00:31:23entendeu?
00:31:24Do Paissandu e do Reno.
00:31:26Agora, Léo,
00:31:27saindo um pouco
00:31:27da realidade
00:31:29do Paissandu,
00:31:30do futebol paraense,
00:31:31vamos falar de seleção brasileira,
00:31:33que a Copa do Mundo
00:31:34está aí na porta,
00:31:35e o assunto
00:31:36da convocação
00:31:37do Neymar.
00:31:38Neymar está
00:31:40se recuperando
00:31:40de uma lesão
00:31:41na panturrilha,
00:31:42e ao mesmo tempo
00:31:43a gente sabe
00:31:44o quanto ele é decisivo,
00:31:45o quanto ele pode
00:31:46ser decisivo,
00:31:47e tem o pouco tempo
00:31:49de preparação
00:31:50para a Copa do Mundo.
00:31:51Você,
00:31:51como preparador físico
00:31:52da seleção brasileira
00:31:53profissional hoje,
00:31:55o que você faria
00:31:56com o Neymar?
00:31:58Olha só,
00:32:00acho legal,
00:32:02acho legal falar isso,
00:32:03sabe por quê?
00:32:04Eu, assim,
00:32:05tive poucas oportunidades
00:32:06de falar
00:32:07sobre isso.
00:32:09Quando eu estive
00:32:10na seleção principal,
00:32:11não é novidade,
00:32:12não sei se vocês sabem,
00:32:13mas, assim,
00:32:14quando é a sua primeira
00:32:15convocação,
00:32:16você tem que se apresentar.
00:32:18E com vocês também
00:32:19é a mesma coisa.
00:32:20É a mesma coisa.
00:32:21Na categoria de base,
00:32:23então,
00:32:23na principal,
00:32:23então, assim,
00:32:25nosso primeiro jantar
00:32:26lá em Tange,
00:32:27no Marrocos,
00:32:28todos nós
00:32:28já íamos nos representar.
00:32:30Subir na cadeira
00:32:31e aquela mesa
00:32:32de jogadores,
00:32:32né,
00:32:33Casimeiro,
00:32:34aquela galera lá,
00:32:35aqueles caras lá,
00:32:36tudo, né,
00:32:36Ederson.
00:32:38Então, eu olhei aqui,
00:32:39ele falou assim,
00:32:39rapaziada,
00:32:40olha só,
00:32:41quando se trata
00:32:42de seleção brasileira,
00:32:44a gente que trabalha
00:32:45com futebol,
00:32:45é o que vou te responder.
00:32:47Quando se trata
00:32:48de seleção brasileira,
00:32:49eu me reservo
00:32:50o direito
00:32:50de ser torcedor,
00:32:53entendeu?
00:32:54Então,
00:32:54eu sou torcedor.
00:32:56Então, assim,
00:32:57eu gostaria muito
00:32:58e queria muito
00:32:59que o Neymar fosse,
00:33:01porque a gente
00:33:01é torcedor
00:33:02e o cara
00:33:02é um talento
00:33:04fora de série,
00:33:04a gente sabe
00:33:05que a gente precisa dele.
00:33:06agora,
00:33:07enquanto preparador físico,
00:33:08entendo,
00:33:09né,
00:33:10tem o Cristiano,
00:33:11né,
00:33:11que trabalha lá,
00:33:13tem a possibilidade
00:33:13de trabalhar com ele já,
00:33:14é uma pessoa
00:33:15muito fantástica,
00:33:16muito qualificada,
00:33:17conheço a maioria
00:33:18dos profissionais
00:33:18que está lá,
00:33:19doutor,
00:33:20doutor Rodrigo Lasmar,
00:33:21que esteve comigo.
00:33:22Então, assim,
00:33:23os caras avaliaram ele
00:33:25fisicamente
00:33:25em tudo
00:33:26que você puder imaginar.
00:33:28E, assim,
00:33:29pelo que eu conheço,
00:33:30a seriedade deles,
00:33:31e até a fala do Ancelotti
00:33:32também deixa isso
00:33:33bem claro, né,
00:33:35e eu não acredito
00:33:36que se ele não tivesse
00:33:37o mínimo de condições,
00:33:37ele teria ido.
00:33:39Então,
00:33:39o trabalho específico
00:33:40com ele
00:33:42vai ser em cima
00:33:44das deficiências físicas,
00:33:46né,
00:33:47que a gente diz
00:33:48correções,
00:33:49para que ele esteja apto
00:33:51e ele possa exercer
00:33:52o melhor do futebol dele,
00:33:53que ninguém discute
00:33:54o talento dele,
00:33:55entendeu?
00:33:56Então, assim,
00:33:56eu lembro que
00:33:57nas primeiras convocações
00:33:58que ele não teve,
00:33:59o Ancelotti falou
00:34:00que ele precisava jogar
00:34:01um número X
00:34:01de partidas,
00:34:03lembra?
00:34:04E ele jogou.
00:34:05Pode não ter performado
00:34:06da forma que queria,
00:34:07pode não ter desequilibrado
00:34:08da forma que se esperava,
00:34:10mas eu tenho uma expectativa
00:34:11muito positiva
00:34:12e que eles vão
00:34:14cuidar bem dele,
00:34:15ele vai nos ajudar.
00:34:15E torcer para que ele
00:34:16queira jogar, né?
00:34:18Também.
00:34:18O mais importante é isso,
00:34:19mas, assim,
00:34:20eu não tive
00:34:22o prazer de trabalhar
00:34:23com ele nessa época,
00:34:24se não me engano,
00:34:25acho que ele tinha
00:34:25operado o joelho.
00:34:27Na época que a gente foi,
00:34:29teria sido uma
00:34:30uma coisa, assim,
00:34:31fantástica, né?
00:34:32A nível pessoal.
00:34:33Mas ele,
00:34:34pelas reações dele, né?
00:34:35A gente sabe
00:34:36que o comportamento dele,
00:34:37a gente não vai aqui
00:34:38entrar em pormenores,
00:34:39mas a reação dele,
00:34:40ele querer ir para a seleção,
00:34:42quando veio a convocação,
00:34:44assim,
00:34:44teve uma comoção
00:34:45muito grande do país,
00:34:46dos profissionais.
00:34:47Então,
00:34:48eu espero que sim, cara,
00:34:49eu vou torcer muito.
00:34:50uma comoção
00:34:50que não foi acompanhada
00:34:51por ele, né?
00:34:52Em vez de agradecer
00:34:54ao público,
00:34:54aos torcedores,
00:34:55preferiu fazer
00:34:57propaganda de...
00:34:58Por isso, né?
00:34:59Por isso que eu te falei.
00:35:00Não vamos, assim,
00:35:02comentar a postura dele.
00:35:03Ah, mas eu sou...
00:35:04Entendeu?
00:35:04Então, assim...
00:35:04Ele é Neymar Zete, é.
00:35:06Sim, mas é...
00:35:07Não, mas, assim,
00:35:08não é questão de ser
00:35:09Neymar Zete,
00:35:10é, Siane.
00:35:10Assim, é o futebol
00:35:11que eu acabei de falar.
00:35:12Eu sou super a favor
00:35:13da convocação dele.
00:35:13Eu também fui muito a favor.
00:35:15Super a favor,
00:35:15mas ser fã do Neymar
00:35:17já é bem diferente.
00:35:18Eu também não.
00:35:19Aí eu posso falar aqui também.
00:35:20Não, meu filho é louco com ele.
00:35:23Meu filho mandou mensagem
00:35:24gritando, entendeu?
00:35:26E meu filho é apaixonado,
00:35:28torcendo pra caramba pra ele.
00:35:29E a gente já fica
00:35:30um pouquinho mais frio, né?
00:35:32A gente trabalha no meio,
00:35:33entende como é que funcionam
00:35:33um pouquinho as coisas,
00:35:34mas é importante demais
00:35:36pra nós, né?
00:35:37Nesse assunto,
00:35:38jogador e ser humano,
00:35:40qual foi o jogador
00:35:41mais completo
00:35:42que você já treinou, Léo?
00:35:44Mais completo
00:35:45enquanto profissional
00:35:46e quanto gente.
00:35:49Ó, tem uma oportunidade
00:35:50de...
00:35:51Eu sou muito abençoado,
00:35:53sabia?
00:35:54Já conheci tanta gente,
00:35:56trabalhei com tanto cara bom,
00:35:58mas assim,
00:35:59não posso deixar de falar
00:36:00de um, né,
00:36:00que foi...
00:36:01Que é muito,
00:36:02muito profissional,
00:36:03um cara fantástico,
00:36:04que foi o William,
00:36:05que foi capitão do Corinthians.
00:36:07É, o William Machado.
00:36:09Esse realmente,
00:36:10eu trabalhei com ele
00:36:10lá em 2002,
00:36:12na Francana.
00:36:14Fomos vice-campeão
00:36:15da Série A2,
00:36:16lá em 2002.
00:36:17E esse rapaz
00:36:18trilhou um caminho,
00:36:19assim,
00:36:20vencedor.
00:36:21Ele chegou a ser campeão mineiro
00:36:23pelo Patinga, né?
00:36:24Em Rossi,
00:36:25e a gente teve contato
00:36:26desde 2002,
00:36:27nós temos um contato,
00:36:28realmente é um ser humano ímpar,
00:36:29entendeu?
00:36:30Um jogador que sabia
00:36:31muito bem
00:36:32jogar na praia dele, né?
00:36:35Que tinha suas limitações,
00:36:37chegou a ser capitão
00:36:38de todas as equipes
00:36:39que passou,
00:36:40e é um ser humano
00:36:41fora do futebol,
00:36:42assim,
00:36:43fantástico.
00:36:43Então,
00:36:43não posso deixar
00:36:44que os meus amigos aí,
00:36:46meus outros atletas
00:36:47não me levem a mal,
00:36:49mas o William,
00:36:50realmente,
00:36:50ele é um desvio padrão.
00:36:51Que os meus filhos,
00:36:52menudos bicolores,
00:36:54não fiquem com ciúme.
00:36:55E pode ser alguma,
00:36:56mas a galera,
00:36:57a gente tem bastante liberdade,
00:36:58eles sabem que
00:36:59lá é proibido
00:37:00falar mentira,
00:37:01tem que falar a verdade.
00:37:02Tem que ser claro.
00:37:03Quem é seu xodozinho
00:37:04no Paissandu, Léo?
00:37:05Não,
00:37:05aí não posso falar.
00:37:06Não dá, né?
00:37:06Não tem,
00:37:07não tem,
00:37:07são todos.
00:37:08Cita o Tote.
00:37:10É o Tote,
00:37:10não é o Tote?
00:37:11Não,
00:37:11o Tote de jeito nenhum.
00:37:12Pode ser alguma.
00:37:15É,
00:37:16cada um,
00:37:16cada um na sua praia,
00:37:17né, Tote?
00:37:19E, Léo,
00:37:21tu acabou de citar
00:37:21um ponto
00:37:23que eu acho
00:37:23que é muito legal,
00:37:24que foi teu início
00:37:24de carreira em 2002,
00:37:26lá em Franca,
00:37:27no interior de São Paulo.
00:37:29como é que começa
00:37:30essa caminhada
00:37:33até o Léo
00:37:35ser o preparador físico
00:37:37da seleção de base,
00:37:39da seleção principal,
00:37:42de ter sido campeão brasileiro,
00:37:44que você é um campeão nacional
00:37:46da terceira divisão,
00:37:47mas é um campeão nacional,
00:37:49não é?
00:37:49Porque eu acho que isso,
00:37:50eu vejo muita gente que fala
00:37:52o Rodolfo Souza
00:37:53é o campeão brasileiro
00:37:54da série B.
00:37:55Meu amigo,
00:37:56vai ser,
00:37:57vai treinar,
00:37:58aqui a gente fala,
00:37:59vai treinar no futebol pelada
00:38:01pra ser campeão.
00:38:02A dificuldade,
00:38:03a dificuldade que é,
00:38:05como é que funciona
00:38:06todos esses,
00:38:06esses caminhos
00:38:08do,
00:38:09do futebol,
00:38:10Léo?
00:38:10Até tu ser esse Léo,
00:38:12o Léo do País Sandu,
00:38:14que é um grande clube
00:38:15nacional,
00:38:17logicamente respeitando
00:38:19a gigante
00:38:20Francana,
00:38:21mas como é que,
00:38:22que funciona
00:38:23todo esse processo?
00:38:25Você citou
00:38:262002,
00:38:27a gente tá em 26,
00:38:28já são 24 anos,
00:38:29mas você tá no futebol
00:38:30há 29 anos,
00:38:31né?
00:38:3229 anos,
00:38:32desde 1997.
00:38:35Tinha 10 anos
00:38:36em 97.
00:38:37Como é que funciona,
00:38:38Léo,
00:38:40esse,
00:38:41essa caminhada,
00:38:42que eu acho que é importante
00:38:43pro,
00:38:44pro torcedor
00:38:45também,
00:38:46também entender,
00:38:47é muito similar
00:38:48a do jogador
00:38:49de futebol
00:38:50que vem,
00:38:50que vem de equipes menores,
00:38:52até chegar no,
00:38:54porque o sonho
00:38:56da minha vida
00:38:57era,
00:38:58tem coisas que eu pego
00:38:59assim,
00:38:59que eu fico olhando
00:39:00pra jogador,
00:39:00eu falo,
00:39:01cara,
00:39:02eu só queria ter jogado
00:39:03uma vez
00:39:04aqui em Belém do Pará,
00:39:06que eu ia dar carrinho
00:39:06igual um doido aqui,
00:39:08cara,
00:39:08e vocês tem...
00:39:09Você joga alguma coisa?
00:39:10Eu sou ruizão,
00:39:11eu sou ruizão.
00:39:13E que posição
00:39:13tu enganava?
00:39:14Não tem jeito.
00:39:15E que posição
00:39:15tu enganava?
00:39:16Na frente,
00:39:16porque o pessoal
00:39:17arrumava,
00:39:18eu só fazia a gula.
00:39:19Entendeu?
00:39:21Mas toda criança
00:39:22sonha em ser jogador
00:39:23de futebol,
00:39:23você sabe disso,
00:39:24eu não sou.
00:39:25Não foi diferente.
00:39:26A gente é muito similar
00:39:27porque eu fiz
00:39:28duas faculdades,
00:39:30eu fiz educação física,
00:39:32eu passei na UEP
00:39:32em educação física
00:39:33e passei na UNAM
00:39:35em jornalismo.
00:39:36Entendi.
00:39:37Aí,
00:39:37eu fiz,
00:39:40graças a Deus,
00:39:41eu tenho uma família
00:39:42que é bem estruturada,
00:39:44então meus pais,
00:39:45eles vão fazendo.
00:39:46Com um ano,
00:39:47eu consegui meu estágio
00:39:49e eu tive que decidir
00:39:51porque eu acho
00:39:51que todo jogador frustrado,
00:39:53ou ele é jornalista
00:39:54ou vai trabalhar
00:39:56com preparador física.
00:39:59Ei, Léo?
00:40:00Ai, caramba.
00:40:01Você jogava em educação.
00:40:02Rapaz,
00:40:03eu era lateral esquerdo,
00:40:04muito esforçado.
00:40:06Mas então, Léo,
00:40:07queria só para a torcida
00:40:08do país sendo entender,
00:40:10e para quem está
00:40:11nos acompanhando,
00:40:11o do Remo também,
00:40:12que nos acompanha.
00:40:13Falar um pouquinho,
00:40:13da minha história,
00:40:14rapaz,
00:40:15assim,
00:40:16eu nasci no interior de Minas.
00:40:18Qual cidade?
00:40:18Aí morece.
00:40:18Sou apaixonada por Minas Gerais.
00:40:20Eu também.
00:40:21Apaixonado.
00:40:21Ah, bacana.
00:40:22Tenho uma ligação
00:40:23de outras vidas com Minas.
00:40:24O Mineiro,
00:40:25para mim,
00:40:25é o povo do Sudeste
00:40:27mais,
00:40:28e do Sul,
00:40:29Sul e Sudeste
00:40:30mais parecidos
00:40:30com a gente.
00:40:32O Mineiro,
00:40:33ele nasceu
00:40:34numa posição geográfica
00:40:36errada,
00:40:36porque ele está no Sudeste,
00:40:38mas ele tem
00:40:39o coração nortista
00:40:40e nordestino.
00:40:41E a música mineira,
00:40:42para mim,
00:40:42é a melhor do Brasil.
00:40:44Pô, é legal,
00:40:45é legal.
00:40:45Eu adoro ser mineiro,
00:40:46que é isso.
00:40:47Não sou um bom
00:40:47exemplo de mineiro.
00:40:49Não sou porque
00:40:50eu nasci
00:40:51no leste de Minas,
00:40:52a gente ali já é,
00:40:53na minha cidade,
00:40:54você sai da cidade,
00:40:55você já está no Espírito Santo.
00:40:56O Espírito Santo
00:40:56tem muita influência
00:40:58do Rio.
00:41:00Então,
00:41:00assim,
00:41:01eu não sou um bom
00:41:02exemplo de mineiro,
00:41:03eu falo muito,
00:41:04sou mais agitado,
00:41:05o mineiro já é mais calado,
00:41:07o mineiro é mais do interior,
00:41:09mais do centro de Minas,
00:41:10porque Minas é muito grande.
00:41:12Hélio dos Anjos
00:41:12é outro mineirão também.
00:41:14Hélio já tem mais características.
00:41:17Ele nasceu na cidade
00:41:18do Beto Guedes,
00:41:19sabia?
00:41:19O Hélio é do norte de Minas,
00:41:21eu esqueci o nome da cidade,
00:41:22mas é a mesma cidade do Beto Guedes.
00:41:23Eu lembro dele,
00:41:24ele já fez uma palestra
00:41:25uma vez,
00:41:25quando eu estava
00:41:26no Uberlândio Sport,
00:41:27em 2010.
00:41:28É, pesquisa aí, amigo.
00:41:29Isso é a vantagem do dia.
00:41:30Pergunta para o Oráculon.
00:41:33É a mesma cidade do Beto Guedes.
00:41:35Só sei isso.
00:41:36Só pegar aqui
00:41:37o nosso professor
00:41:38aí dos Anjos,
00:41:39ele é de Janaúba,
00:41:40em Minas Gerais.
00:41:42Janaúba,
00:41:42eu sei,
00:41:43ele foi fazer uma palestra
00:41:44quando eu estava no Uberlândio.
00:41:45Mas, enfim,
00:41:46aí eu queria jogar futebol,
00:41:48fui para Belo Horizonte,
00:41:49meu pai me levou
00:41:50para fazer teste no Cruzeiro
00:41:51lá com os amigos,
00:41:52e acabei passando,
00:41:53fiquei quatro anos no Cruzeiro.
00:41:55Você é Cruzeiro?
00:41:56Torcedor do Cruzeiro?
00:41:57Já fui.
00:42:00Do Estrelado.
00:42:01Ah, já fui.
00:42:02Aí,
00:42:04as coisas não caminharam,
00:42:05machucava muito,
00:42:07nunca deixei de estudar,
00:42:08minha mãe queria
00:42:08que fizesse faculdade.
00:42:10Aí, quando eu tinha,
00:42:12estava no Sub-20,
00:42:13e eu acabei fazendo
00:42:15vestibulado FMG
00:42:15e passando.
00:42:17Aí eu fiquei naquela, né?
00:42:20Aí eu acabei
00:42:21trancando a faculdade,
00:42:23joguei um pouquinho,
00:42:24aí tranquei a faculdade
00:42:24quando me profissionalizei.
00:42:26A mamãe nessa hora...
00:42:27Nossa.
00:42:29Aí eu me profissionalizei
00:42:30no Vila.
00:42:30Acabei indo para o Vila Nova
00:42:31de Nova Limba,
00:42:32profissionalizei lá,
00:42:33joguei um ano,
00:42:34mas aí as coisas
00:42:35também não andaram.
00:42:37Aí voltei para a faculdade
00:42:38e segui, cara.
00:42:39Então, assim,
00:42:40você falou uma coisa
00:42:42e eu nunca pensei
00:42:43em ser preparador físico.
00:42:45E assim,
00:42:46eu queria tanto
00:42:47ser jogador de futebol,
00:42:48entendeu?
00:42:49Mas tanto
00:42:49que eu lembro muito bem,
00:42:51cara,
00:42:51quando eu voltei
00:42:52para a faculdade,
00:42:52eu voltei para a faculdade
00:42:53assim, muito chateado
00:42:54e eu tive que operar
00:42:56o joelho e muitas coisas.
00:42:57Qual foi a lesão,
00:42:58Léo?
00:42:59Cruzado.
00:43:00Putz,
00:43:00se hoje em dia
00:43:01já é complicado,
00:43:02imagina, né?
00:43:03Eu rebentei o joelho,
00:43:05cara.
00:43:05Então, assim,
00:43:05aconteceram cada coisa
00:43:06lá no Vila
00:43:07naquele ano,
00:43:091993.
00:43:11E aí eu voltei
00:43:11para a faculdade
00:43:12chateado pra caramba,
00:43:13cara.
00:43:14Falei,
00:43:15ah,
00:43:15vou trabalhar com natação,
00:43:17com vôleibol,
00:43:18que eu gosto pra caramba
00:43:18de vôlei,
00:43:19de natação,
00:43:20basquete.
00:43:22Mas aí veio aquele período,
00:43:23né, cara,
00:43:23que a ficha caiu.
00:43:25Porque, querendo ou não,
00:43:26tem um luto,
00:43:26é uma espécie de luto,
00:43:28porque é até o sonho,
00:43:29não é?
00:43:31O sonho do teu pai também.
00:43:33aí, assim,
00:43:33todo mundo,
00:43:34eu do interior,
00:43:35fui para lá,
00:43:37para Belo Horizonte,
00:43:37aí na minha cidade
00:43:38500 km de BH,
00:43:40para jogar lá,
00:43:41com aquela dificuldade toda.
00:43:43Aí caiu,
00:43:44o cara,
00:43:45caramba,
00:43:45futebol,
00:43:46bicho,
00:43:46eu estou no futebol,
00:43:47joguei futebol
00:43:48desde criança.
00:43:50O futebol tem que me dar
00:43:51alguma coisa.
00:43:52Alguma coisa o futebol
00:43:53tem que me dar.
00:43:54Eu tenho uma experiência
00:43:55que todo mundo
00:43:55que está aqui nessa faculdade.
00:43:57Eu joguei,
00:43:58eu estive lá dentro,
00:43:59entendeu?
00:44:00O pessoal aqui
00:44:00nunca esteve lá dentro.
00:44:02Então, assim,
00:44:02eu tenho que
00:44:03usufruir de alguma coisa.
00:44:05Aí eu me formei,
00:44:06aí veio um convite
00:44:07do Tom Bense.
00:44:09Primeiro,
00:44:09primeiro,
00:44:10logo,
00:44:10antes de formar,
00:44:11eu trabalhei dois anos
00:44:12no Centro de Futebol Zico,
00:44:14lá em Belo Horizonte,
00:44:15que era a referência.
00:44:16Só tinha o do Rio
00:44:17e o de BH.
00:44:18Aí depois veio o convite
00:44:19do Tom Bense
00:44:20e eu fui para o sub-20
00:44:22do Tom Bense.
00:44:24Longe de BH também, né?
00:44:25Longe de BH,
00:44:25400 km de BH,
00:44:26lá no Rio.
00:44:27Fui fazer um jogo
00:44:28lá no Rio.
00:44:29Foi lá?
00:44:29No Tombo.
00:44:30E a cidade é igual o Tombo,
00:44:32só que aí com o Espírito Santo.
00:44:33Tombo,
00:44:33você sai da cidade
00:44:34e está no Rio.
00:44:34No do Mineiro.
00:44:36Aí mora,
00:44:36você sai da cidade
00:44:36e está no Espírito Santo.
00:44:38Então, ali começou tudo,
00:44:39cara.
00:44:39Fiquei dois anos ali,
00:44:40aí comecei a rodar.
00:44:42Entendeu?
00:44:42Fui para o Piranga,
00:44:43de Manhoa Sul,
00:44:43fui para o Ipatinha,
00:44:44Democrato de Valadares,
00:44:45Democrato de Sete Lagos,
00:44:47Vila Nova de Nova Lima.
00:44:48Fui passando por aqueles
00:44:49clubes de Minas ali.
00:44:50Recebi o convite da Francana,
00:44:51fui para a Francana.
00:44:57Foi rodando,
00:44:58foi rodando.
00:44:59E a grande oportunidade
00:45:00minha, maior mesmo,
00:45:01que eu tive na Série A
00:45:02foi em 2014.
00:45:03É mudar.
00:45:04É que muda...
00:45:05Aí que mudou a chave.
00:45:07Aí tive uma oportunidade
00:45:08que eu qualifico
00:45:09essa oportunidade
00:45:10porque foi a melhor oportunidade
00:45:11que eu tive na vida
00:45:13porque eu nunca tive
00:45:14a oportunidade
00:45:14de ser auxiliar.
00:45:16Eu sempre tive que comandar
00:45:17e cair na luta.
00:45:20Entendeu?
00:45:20Nessas equipes menores,
00:45:22equipes de interior.
00:45:23Não tive oportunidade
00:45:23de cruzeiro e atlético,
00:45:24de começar no infantil,
00:45:25juvenil, junho e insumindo.
00:45:26Então eu tive que...
00:45:27Aí quando eu recebi
00:45:29o convite para ir para o Bahia,
00:45:30o Bahia era Série A em 2014,
00:45:32era um convite
00:45:32para eu ser auxiliar
00:45:33de preparação física.
00:45:35Ali foi muito bom.
00:45:36Ali eu pude ver por trás.
00:45:39Entendeu?
00:45:39Eu deixei de ser o comando,
00:45:41eu deixei de ser a voz.
00:45:42Eu tive que auxiliar
00:45:43um outro profissional.
00:45:44Uma grande estrutura
00:45:45como a do Bahia, né?
00:45:46Era fantástico.
00:45:47Então assim,
00:45:47foi um ano,
00:45:48um ano e quatro meses,
00:45:50a gente foi bicampeão baiano
00:45:51e campeão da Copa do Nordeste.
00:45:53E assim,
00:45:54foi muito bom,
00:45:55foi um puta de um estágio.
00:45:56E ali deu uma virada
00:45:58um pouquinho na minha chave.
00:45:59Aí eu comecei
00:46:00a ir para uns equipes
00:46:01um pouquinho maiores e tal,
00:46:02as coisas começaram a andar.
00:46:03Mas assim,
00:46:04no paralelo com a vida de atleta,
00:46:06acho que é bem diferente.
00:46:08Porque o atleta,
00:46:08por mais que seja
00:46:09um esporte coletivo,
00:46:11ele depende muito dele, né?
00:46:13E nós, né?
00:46:15Dependemos muito deles.
00:46:17E a comissão técnica vive, né?
00:46:19Com aquela pressão de resultado.
00:46:21Eu acho que o atleta
00:46:21depende mais dele.
00:46:22Eu acho que não é questão
00:46:24de ser mais fácil
00:46:24ou não o caminho.
00:46:26Mas são caminhos bem diferentes.
00:46:28Legal.
00:46:29E, Léo,
00:46:30um outro ponto, amigo,
00:46:31que eu queria te perguntar, né?
00:46:33Até nessa tua vinda
00:46:34para o Pai Sandu,
00:46:37para a gente entender.
00:46:39Porque eu até fiz
00:46:40essa mesma pergunta
00:46:41para o Caio Mello.
00:46:42Vocês acabaram
00:46:43vindo do mesmo lugar.
00:46:44Tu fostes mais feliz.
00:46:46O Caio acabou ficando
00:46:48no meio do caminho
00:46:49com o Guarani.
00:46:51Mas o Guarani
00:46:52tem problemas financeiros.
00:46:54Assim como a Ponte Pereira
00:46:56também tem problemas financeiros.
00:46:58E o Pai Sandu,
00:46:59ele tem as questões dele,
00:47:01que a atual gestão
00:47:02está trabalhando
00:47:03para diminuir.
00:47:06Tu veio para o Pai Sandu
00:47:08porque,
00:47:09mesmo sabendo
00:47:10dessa questão financeira,
00:47:13tu já vinha de um ano
00:47:14muito complicado financeiramente falando.
00:47:16A gente nem dá
00:47:17para enrolar muito
00:47:18que só a pessoa jogar hoje
00:47:20no Google
00:47:21Ponte Preta
00:47:21só aparece notícia
00:47:23infelizmente
00:47:24negativa
00:47:25da Ponte Preta.
00:47:26Como é que foi
00:47:27para tu pegar
00:47:28e vir
00:47:29aqui
00:47:30para Belém do Pará?
00:47:32E outro ponto,
00:47:33parabéns
00:47:34porque vocês que estão
00:47:34trabalhando recentemente,
00:47:37trabalharam recentemente
00:47:38na Ponte
00:47:38e agora a rapaziada
00:47:40que está lá,
00:47:40vocês fazem muito
00:47:42por aquela
00:47:44instituição,
00:47:45porque ficar um ano
00:47:47sem receber
00:47:48é muito complicado,
00:47:49amigo.
00:47:50Isso deixa a gente triste,
00:47:51a questão lá da Ponte
00:47:52deixa a gente triste
00:47:53porque nós vivemos isso
00:47:54ano passado lá,
00:47:56com experiência profissional
00:47:58que a gente alcançou.
00:47:59Foi a mais pesada
00:47:59da tua vida,
00:48:00mesmo do Léo da Base,
00:48:03o sonhador.
00:48:04Mais pesada,
00:48:05absurdo.
00:48:06Isso é real
00:48:06que nós vivemos lá no ano passado.
00:48:08Agora,
00:48:08trabalhamos com um grupo
00:48:09de homens,
00:48:10esses atletas
00:48:11realmente marcaram
00:48:12a vida da gente.
00:48:14Claro,
00:48:15porque coroou com o título.
00:48:17Isso é importante demais,
00:48:18o primeiro título nacional
00:48:19da história da Ponte,
00:48:20uma equipe tão tradicional
00:48:22que não havia ganhado
00:48:23nada ainda nesse cenário
00:48:24e realmente,
00:48:25com certeza,
00:48:26foi o trabalho
00:48:26que mais marcou,
00:48:28de todas as formas.
00:48:30Mexe muito
00:48:30com a cabeça da gente,
00:48:31entendeu?
00:48:32Família,
00:48:34e isso aí
00:48:35deixa a gente
00:48:35muito vulnerável.
00:48:36Houve muitos momentos
00:48:37difíceis
00:48:38dados aos atletas.
00:48:38e você,
00:48:40enquanto líder,
00:48:41você também é ser humano,
00:48:43cara.
00:48:44Entendeu?
00:48:44Então, assim,
00:48:45você tem dia
00:48:46que você chega
00:48:47para dar um treino
00:48:48e encontra uma situação
00:48:49difícil daquela
00:48:50e que você também
00:48:51está naquela situação.
00:48:53Então, assim,
00:48:53isso é uma coisa
00:48:54muito antagônica,
00:48:55é difícil de te explicar,
00:48:57porque realmente
00:48:58o que eu vivi lá
00:48:59foi muito pesado.
00:49:00Não gostaria muito.
00:49:01Uma cidade linda,
00:49:03uma torcida maravilhosa,
00:49:05um clube gigante.
00:49:07mas essa situação
00:49:09da gente trazer
00:49:10esse paralelo
00:49:11para que a gente
00:49:12possa ter vindo para cá,
00:49:13sabendo das dificuldades.
00:49:15Como eu falei com você,
00:49:16a final foi dia 25
00:49:17de outubro.
00:49:20Quando acabou,
00:49:23pintaram algumas propostas,
00:49:24mas eu gostaria
00:49:26de ouvir primeiro
00:49:26a Ponte Preta,
00:49:27eu ainda era funcionário
00:49:28da ponte.
00:49:29E o que foi passado
00:49:30para mim,
00:49:31que as coisas continuariam
00:49:33e que eles tinham
00:49:34interesse na minha permanência
00:49:35para 2027.
00:49:37Ó, 20 é isso,
00:49:38perdão.
00:49:39Então, eu fiquei aguardando
00:49:40a resolução
00:49:41dessas questões.
00:49:43Eu tive, sim,
00:49:44eu sempre tive
00:49:44muito contato com o Marcel,
00:49:46a gente sempre teve
00:49:47muito respeito,
00:49:49desde quando ele saiu
00:49:50do Bahia,
00:49:51passou pela América,
00:49:52esteve no Vasco.
00:49:53Você já tinha trabalhado
00:49:54com o Júnior Rocha?
00:49:56Júnior, não.
00:49:56Júnior, eu lembro
00:49:57que a gente
00:49:58já se enfrentou
00:49:59algumas vezes
00:50:00e quando eu tive
00:50:01a oportunidade
00:50:01de fazer a licença A
00:50:02de treinador
00:50:03lá na CBF,
00:50:04ele estava fazendo a dele.
00:50:05Acho que ele estava
00:50:06na pró,
00:50:07eu estava na A.
00:50:07Mas a gente sempre conversou,
00:50:09sempre teve uma relação
00:50:10bacana e foi engraçado
00:50:12que é o seguinte,
00:50:15Marcelo conduziu
00:50:16a negociação
00:50:18e ele ainda não tinha
00:50:19definido o treinador.
00:50:20E eu ficava
00:50:21naquela expectativa,
00:50:23porque treinador
00:50:24é muito importante
00:50:24você entender
00:50:25o modelo,
00:50:26a forma com que ele
00:50:28trabalha,
00:50:28para que o preparador físico
00:50:29encaixe
00:50:30os trabalhos
00:50:30dentro do conteúdo dele.
00:50:33E aí,
00:50:34quando eu aceitei
00:50:35o convite do Marcelo,
00:50:36passou assim,
00:50:38cara,
00:50:38acho que passou
00:50:39uma meia hora,
00:50:40uma hora no máximo,
00:50:41o Júnior me manda
00:50:42mensagem.
00:50:43E aí, rapaz,
00:50:44vamos trabalhar juntos?
00:50:45Eu falei,
00:50:46seu sacana,
00:50:47você não me falou nada,
00:50:48eu não sabia de nada,
00:50:50Marcelo não falou nada.
00:50:51Então, assim,
00:50:52foi uma coisa
00:50:52muito positiva,
00:50:54rapaz,
00:50:54assim,
00:50:55eu fiquei tão feliz
00:50:56de ter vindo,
00:50:57de saber,
00:50:59da confiança,
00:51:00tinha externado
00:51:01para o Marcelo
00:51:01que eu gostaria
00:51:02de ter liberdade
00:51:04para colocar um pouquinho
00:51:04as minhas ideias,
00:51:06entendeu?
00:51:07Que o clube
00:51:07me desse essa liberdade.
00:51:09E o Marcelo falou
00:51:10que me daria isso.
00:51:11Aí me apresentou
00:51:12o presidente Maia,
00:51:14né,
00:51:14que na época
00:51:15veio como nosso diretor,
00:51:17aí o Van Dijk,
00:51:18então, assim,
00:51:18todo momento
00:51:18a gente estava conversando,
00:51:20aí veio a calhar
00:51:21a contratação do Júnior,
00:51:22ou o Júnior já estava
00:51:22contratado e eu vim depois,
00:51:24eu sei que eu fiquei
00:51:24muito contente,
00:51:25então eu vim com uma expectativa
00:51:26muito grande, cara,
00:51:28muito grande,
00:51:28sabendo das dificuldades
00:51:29que ficaram em 25,
00:51:31entendeu?
00:51:32Mas, assim,
00:51:34ninguém vai acreditar,
00:51:35mas, assim, cara,
00:51:36eu vim aqui, cara,
00:51:37jogar contra esse pai Sandu
00:51:38é brincadeira,
00:51:39é loucura.
00:51:41Essa torcida ali.
00:51:41Tu gosta muito
00:51:42daqui de Belém, né,
00:51:43Leandro?
00:51:43Cara, eu estou gostando muito.
00:51:44É, dá para perceber.
00:51:44Estou gostando.
00:51:45O olho dele brilha.
00:51:46Eu estou gostando.
00:51:47Sabe por quê, cara?
00:51:49Ah, é foda.
00:51:50Você falou aí
00:51:51do Mineiro, né?
00:51:53Cara, posso te falar um negócio?
00:51:54Eu gosto de gente simples.
00:51:57O Belémense é, né?
00:51:58Cara, o pessoal
00:51:59que é bacana.
00:51:59Simples, acolhedor.
00:52:01Povo simples,
00:52:02povo acolhedor.
00:52:03Pulsante.
00:52:03Comida gostosa.
00:52:05No futebol.
00:52:05Bem temperada.
00:52:07Mas gostosa, sabe?
00:52:08Eu vejo o povo vibrando,
00:52:10cara, assim,
00:52:11de coração.
00:52:11Eu vim aqui jogar aqui,
00:52:14eu acho que, assim,
00:52:16agora estou do lado de cara,
00:52:18mas eu acho que
00:52:18eu nunca perdi aqui, cara.
00:52:20E, assim,
00:52:21eu vim uma vez aqui
00:52:21com o CRB,
00:52:22cara,
00:52:23e a gente ganhou aqui
00:52:24com o Sandu
00:52:26na Copa do Brasil,
00:52:27cara,
00:52:27nos pênaltis, cara.
00:52:28Como é, Totti?
00:52:30Foi a Copa do Brasil,
00:52:32não foi?
00:52:32Foi, cara.
00:52:32O Yuri,
00:52:33o Yuri estava no...
00:52:34Caramba.
00:52:34Eu acho que foi 2020, né, Totti?
00:52:362020.
00:52:37Rapaz, eu vi aquela torcida
00:52:39gritando,
00:52:39aquela loucura,
00:52:40rapaz.
00:52:41O que é isso?
00:52:42O sotaque dele bem mineiro.
00:52:43Entendeu?
00:52:43Eu falei,
00:52:44que isso,
00:52:44que maravilha, rapaz.
00:52:46E, assim,
00:52:46até comentei muito isso
00:52:48com o presidente Tuma
00:52:50nas nossas viagens.
00:52:52E, assim,
00:52:53a torcida é tão positiva
00:52:55que, assim,
00:52:57ela faz muita diferença.
00:52:59E, assim,
00:52:59é uma torcida
00:53:00que ela tem que apoiar,
00:53:01sabe?
00:53:01Porque eles pediram
00:53:03muita entrega,
00:53:04muita luta.
00:53:05E isso os atletas
00:53:06estão deixando,
00:53:06entendeu?
00:53:07A gente entende
00:53:08que é aquela emoção
00:53:09que quer ganhar sempre,
00:53:11ganhar sempre,
00:53:12mas é uma torcida
00:53:13que você sente
00:53:14a força dela
00:53:16quando você vem contra.
00:53:17Sim.
00:53:18Entendeu?
00:53:18Então, assim,
00:53:19qual profissional
00:53:19que não quer trabalhar, né?
00:53:21Com essa torcida a favor.
00:53:22Então, ajuda, né?
00:53:24É isso, né?
00:53:25É isso aí.
00:53:25Eu sou isso aí
00:53:26que você está vendo.
00:53:27Legal.
00:53:27Muito obrigada.
00:53:28Um mineiro,
00:53:29um mineiro
00:53:30às avessas.
00:53:31Não, cara.
00:53:32É, mineiro que fala muito,
00:53:33mineiro que fala pouco.
00:53:34Não, mas mineiro é...
00:53:35Porque eu rodo muito, né?
00:53:36Então,
00:53:37se tem muito sotaque...
00:53:39Ah, mas eu acho
00:53:40muito bonito
00:53:40esse sotaque mineiro.
00:53:42Eu sou suspeita
00:53:43para falar,
00:53:43mas eu acho muito bonito.
00:53:44O top 3 de sotaques
00:53:46para mim o nosso
00:53:47é que está em primeiro lugar
00:53:48que ver vídeo de galé
00:53:49é muito engraçado.
00:53:51Não, e eu xio demais.
00:53:52Nossa, eu xio demais.
00:53:54Eu não imaginaram isso nunca.
00:53:56De onde vem esse chiado,
00:53:58cara, esse x?
00:53:59Do sotaque português, né?
00:54:01Do sotaque português.
00:54:02Nunca imaginei isso, sabia?
00:54:03Todas as cidades do Brasil
00:54:05em que se fala chiando,
00:54:09Belém, Recife,
00:54:10mesmo com o norte...
00:54:11Rio de Janeiro, né?
00:54:11Rio de Janeiro, né?
00:54:14Foram as cidades
00:54:14onde tiveram a maior
00:54:15presença portuguesa.
00:54:17Tanto que em Florianópolis,
00:54:21a rapaziada...
00:54:22Florianópolis é a única capital
00:54:24do Brasil...
00:54:24Não, lógico que São Paulo
00:54:25tem vários,
00:54:26mas tem um sotaque
00:54:27de lá e tem
00:54:28um sotaque mais chiado.
00:54:30muita gente fala em Floripa,
00:54:31pode perceber,
00:54:32por causa que foram
00:54:33muitos açorianos
00:54:36para Florianópolis.
00:54:37A gente fala chiado
00:54:38e com SR francês
00:54:39por causa disso.
00:54:40Agora, uma pergunta
00:54:40em relação ao sotaque.
00:54:43Mineiro fala nu, né?
00:54:45Nu?
00:54:45E você fala nu, né?
00:54:46É porque eu sou mais...
00:54:50Ah, tá.
00:54:51É a versão capixava.
00:54:54É a versão capixava do nu.
00:54:56Para mim, o sotaque paraense,
00:54:58ano passado eu fui
00:55:00para Salvador,
00:55:01o País Sandro jogou lá.
00:55:03Nossa, eu entrei
00:55:04naquele metrô de Salvador,
00:55:05eu tirei o fone
00:55:06e fiquei ouvindo...
00:55:07Oh, rapaz,
00:55:08isso é engraçado.
00:55:09Não, eles falando...
00:55:10Não, não, não,
00:55:10isso é engraçado.
00:55:12Eu gosto demais.
00:55:13Eu gosto.
00:55:13Eu gosto.
00:55:13Ah, sim, nossa,
00:55:15de Ciane, de Rodolfo,
00:55:16adoro esse...
00:55:17O Van Dicke fala assim.
00:55:18É, eu gosto demais também.
00:55:19De Léo.
00:55:20O Marcelo falando é engraçado.
00:55:21Não, o Marcelo falando
00:55:22é engraçado pra caramba, né?
00:55:24E o Mineiro,
00:55:24para mim, assim,
00:55:25são os três...
00:55:26É, eu também acho.
00:55:27Para mim é mineiro ou baiano.
00:55:30Paraense,
00:55:30eu implico muito com o Bucheário.
00:55:33E eles não falam U, né?
00:55:35Nada que termina com U.
00:55:36É tudo...
00:55:37O País Sandro,
00:55:38eles não falam.
00:55:39Eles falam só na transmissão.
00:55:40Estava falando
00:55:40com os meninos
00:55:41de colega de imprensa lá.
00:55:43O pessoal,
00:55:43eu fui o País Sandro.
00:55:45Você vai jogar com U.
00:55:49Eles falam...
00:55:50Rapaz, você precisa de ver
00:55:51com aqueles caras.
00:55:52Não fala U no final.
00:55:53Não, porque rima com o Sul.
00:55:55Tomé é a Sul.
00:55:56Vai tomar suco de caju.
00:55:58Sabe quando a torcida
00:55:59tá chateada com aquele jogador?
00:56:03Ou com o técnico do teu tio.
00:56:05Ou com o juiz.
00:56:06Ei, juiz.
00:56:07Vai plantar chuchu.
00:56:08Eles não podem falar.
00:56:09Eles não falam.
00:56:10Então eles falam
00:56:11tudo que termina com eles.
00:56:12Colocam um tílio.
00:56:13Mas por que, gente?
00:56:14Por causa do Sul.
00:56:14Porque rima com o Sul.
00:56:16Por causa da rima, senhor.
00:56:18Tudo eles ficam na sacanagem lá.
00:56:20Cara, isso é muito engraçado.
00:56:22Tudo deles é sacanagem, né, cara?
00:56:23Tem cada vídeo.
00:56:25País Sandu, eles só falam
00:56:28na transmissão.
00:56:29Mas fora, quando eu conversava,
00:56:31é, Rodão, eu fui com a Bahia
00:56:32e País Sandu.
00:56:33Eles ficavam muito bem.
00:56:34É, isso é mesmo.
00:56:35Com o Ives, tudo que é com o Ives.
00:56:36Baiano é uma figura, gente.
00:56:38Baiano é um brasileiro à parte.
00:56:40Pô, Baiano é massa, cara.
00:56:41Baiano é massa demais.
00:56:42Olha, legal pra cara.
00:56:43Baianos e mineiros.
00:56:44Sim, sou idêntico, cara.
00:56:46O mineiro, pra mim,
00:56:47o mineiro é um acidente geográfico no Brasil.
00:56:50O meu sonho é morar lá, amigo.
00:56:51Tá lá no Sul, que legal.
00:56:54De preferência, Ouro Preto,
00:56:56que eu sou apaixonada por Ouro Preto.
00:56:57Ouro Preto é show, pertinho de BH.
00:56:59Nossa, ali você dá um pulo lá,
00:57:00passa o dia lá, Ouro Preto é massa.
00:57:02Já fui lá.
00:57:03É muito legal.
00:57:04Já fui lá, realizei o meu sonho.
00:57:05Que joia, tem umas pousadas bacanas,
00:57:07um restaurante legal lá.
00:57:08Que bom.
00:57:09Só é cansativo aquelas ladeiras
00:57:10que acabaram comigo.
00:57:13Só sendo treinado pelo Léo Cupertino,
00:57:15pra enfrentar.
00:57:16É, sim, vai ser um prazer.
00:57:18Léo, muito obrigada pela sua presença.
00:57:21Conversa fluiu demais.
00:57:22Legal, eu fico contente.
00:57:24Muito obrigada,
00:57:25eu lhe desejo boa sorte.
00:57:26Muito sorte.
00:57:27Pro Pai Sandu.
00:57:28Obrigado.
00:57:29A torcida realmente está com muita expectativa
00:57:32e abraçou, né?
00:57:33Não só os jogadores, como o técnico.
00:57:36Nossa, o Júnior Rocha tem,
00:57:38já tem torcedor dizendo que o Júnior Rocha
00:57:41é o Divanil do 2.0, do Pai Sandu.
00:57:43E é muito bacana ver como a torcida
00:57:46abraçou vocês.
00:57:47E você também faz parte disso, né?
00:57:49Muito obrigada.
00:57:50Pô, agradeço demais a oportunidade
00:57:51de vir aqui, bater um papo,
00:57:52me mostrar um pouquinho.
00:57:54Mas realmente é isso aí.
00:57:55Eu sou uma das pessoas mais transparentes
00:57:58que você vai conhecer, entendeu?
00:58:00Maia falou muito bem de você,
00:58:02recomendando.
00:58:03Não, leva o Cupertino lá com você.
00:58:06Não, Maia.
00:58:07Vocês conhecem melhor do que Ana Lí.
00:58:09E o Léo, o Léo,
00:58:11ele é engraçado na beira do campo,
00:58:13que eu fico mais...
00:58:14Ah, é?
00:58:15Ainda não percebi.
00:58:16Vou começar a preparar agora.
00:58:18Olha o ticket.
00:58:18Ele manda de vez em...
00:58:20Cara, preparador...
00:58:22Eu tava acompanhando o jogo...
00:58:24Eu tava perto, né?
00:58:25O Remo e Atlético Paranaense.
00:58:27Me fugiu o nome do preparador físico
00:58:30que tá com o Remo.
00:58:31O Remo, cara, também não lembro.
00:58:34Cara, mas eles...
00:58:36O melhor na beira de campo
00:58:39é o preparador físico.
00:58:40Quando a Jades ficou atrás, né?
00:58:42Ficam perto de vocês,
00:58:43acompanhando.
00:58:44Quando eu tô no mangueirão, assim.
00:58:46Quando o juizão faz uma alambança.
00:58:49Ei, fulano!
00:58:50Vai pra tomar a sua!
00:58:53Brincadeira!
00:58:54Isso é um absurdo!
00:58:56Não, eu não estou criticando
00:58:59de maneira nenhuma.
00:59:01Imagina!
00:59:01Ele ganhou pontos agora comigo.
00:59:03Nossa!
00:59:03Ele vai fazer o quê?
00:59:05Isso é loucura, pelo amor de Deus.
00:59:07Eu não gosto de técnico,
00:59:08preparador, sangue de barata, não.
00:59:10Ele, o Léo...
00:59:11Nossa!
00:59:12Ele vai pra cima.
00:59:13O Léo já tomou um cartãozinho vermelho
00:59:14já esse ano, né, Léo?
00:59:15Ainda não?
00:59:16Vou começar a prestar atenção agora.
00:59:18Só amarelo, amarelo.
00:59:19Já tomou, não foi?
00:59:20Eu vou contar um cartão vermelho.
00:59:21Gente, vamos liberar a Natália.
00:59:23Rapidinho, Nath.
00:59:23Só um cartão vermelho rapidinho
00:59:25que eu vou te contar.
00:59:25Eu estava trabalhando no Criciúma.
00:59:27Lá no Heriberto Rios.
00:59:29Rapaz, foi lindo,
00:59:30porque a câmera é de lá.
00:59:32A câmera filmou de lá.
00:59:33A gente estava no banco.
00:59:35Mas lindo foi a filmagem.
00:59:37Você está entendendo?
00:59:38Flagra.
00:59:39Aconteceu um lance lá
00:59:40e eu não xinguei o juiz nem nada.
00:59:42Só que eu peguei...
00:59:43Eu estava com um copo de água.
00:59:45Eu falei, mas que merda!
00:59:47Joguei o copo de água no chão.
00:59:49Bum!
00:59:49Subiu aquela água.
00:59:51Sabe?
00:59:51A câmera.
00:59:52Aí o quarto ato.
00:59:53Qual é o seu signo?
00:59:54Sagitário.
00:59:55Aí ele...
00:59:56Pode expulsar, pode expulsar.
00:59:58Achava que era ariano.
00:59:59Saiu eu com o carinho de cachorro.
01:00:01Subiu aquele e tu nem xingou.
01:00:03Só jogou...
01:00:03Não, só jogou...
01:00:04Mas que merda!
01:00:05Bum!
01:00:05Joguei aquela água no chão, cara.
01:00:06O Léo faz onda na beira de campo lá com os meninos lá.
01:00:10Ganhou pontos comigo.
01:00:11Ganhou pontos.
01:00:12Léo, obrigado.
01:00:13Léo, muito obrigado.
01:00:13Eu que agradeço.
01:00:14Foi massa.
01:00:15Foi legal.
01:00:15Obrigada de coração.
01:00:16E vocês aí de casa, até a semana que vem.
01:00:19Com certeza com um papo tão gostoso como esse.
01:00:24Convencendo nossos papos, né, Rodolfo?
01:00:26Obrigada e até a próxima semana.
01:00:27Ah, bacana.
01:00:28Foi legal.
01:00:29Foi legal.
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