00:00Em relação à questão do STF e ao fato de que quarta-feira nós teremos mais uma sabatina lá na
00:07Comissão de Constituição e Justiça, né, pra tratar desse tema,
00:11vai ser o momento em que nós teremos a oportunidade de ouvir o Jorge Messias candidato.
00:16Não aquele que conversou com senadores nos seus gabinetes, não aquele que ao longo dos últimos três anos esteve representando
00:28o governo federal na Advocacia Geral da União,
00:31não aquele que na época da Dilma era alguém de confiança a ponto de prestar serviços pouco republicanos de levar
00:43uma missiva, né,
00:45uma espécie de carta de seguro, né, pra ser aberta no caso de emergência, né, endereçada da então presidente Dilma
00:53ao atual presidente Lula, né,
00:55pra evitar que ele fosse colhido em alguma situação, né, de fragilidade, mas aquele que vai se expor perante o
01:04colegiado, né,
01:05que vai ser inquirido, né, que vai colocar as posições que certamente, espero eu, deverá defender caso seja escolhido o
01:17ministro do STF no exercício, né,
01:19do cargo, do alto, do alto cargo, né, de magistrado do Supremo Tribunal Federal, e lá nós vamos fazer a
01:27nossa parte como senador e membro da Comissão de Constituição e Justiça,
01:31vamos fazer as perguntas que nós achamos relevantes, né, agora de antemão ele já sabe, né, a nossa posição é
01:38pública, né,
01:40pelas razões que podemos discorrer mais adiante, nós não temos condição de votar nele, né, o nosso voto, apesar de
01:47ser um voto secreto,
01:49ele está absolutamente e francamente aberto, né, nós achamos que ele não vai contribuir, né, pra melhorar o clima em
01:57que o país se encontra
01:58e o fato de que o judiciário precisa, de alguma forma, ser, como é que eu poderia dizer, ele ser,
02:10ter um novo olhar sobre ele
02:13e que nós possamos fazer uma, uma, provavelmente, uma nova mudança da forma como o judiciário se comporta no país,
02:21do jeito que está, não está legal pra democracia, não está legal pro equilíbrio entre os poderes, não está bom,
02:27né,
02:28para o Brasil e eu não acho que Messias vai contribuir pra destitucionar esse clima.
02:31Antes de ouvir os nossos convidados, o senhor não recebeu o Jorge Messias durante essa espécie de campanha no Congresso,
02:38mas houve vários contatos, como foi essa articulação pra tentar chegar até o senhor pra negociar a indicação de Jorge
02:46Messias?
02:47É natural isso, né, esse é um processo em que aqueles que têm afinidade, simpatia, com o nome do ministro
02:56Jorge Messias,
02:57eles procuram os senadores da República e também é absolutamente normal que mesmo aqueles que votem
03:03ou que votarão contra a indicação do ministro possam recebê-lo, ouvi-lo, enfim, é um gesto de civilidade.
03:13Eu achei que pelo fato de ser líder da oposição e ele tinha 80 outros senadores pra visitar,
03:20que no nosso caso não valia a pena ele perder o tempo dele nem eu, o meu, já que a
03:25minha convicção estava formada,
03:27e o meu voto, de uma forma muito clara, será contra a sua condução ao Supremo Tribunal Federal.
03:33Mas em nenhum momento eu pedi a nenhum outro senador que não recebesse, né, acho que é importante, faz parte
03:39do processo,
03:41e ele tá cumprindo o seu papel de buscar, convencer, sensibilizar, né, aqueles que irão serem juízes, né, dessa decisão
03:50na próxima quarta-feira.
03:52A gente abre a rodada de conversa, então, com os nossos convidados.
03:56Israel Mainetti.
03:58Senador, obrigado por falar com a gente aqui na Jovem Pan.
04:01Muito boa noite ao senhor e a todos que acompanham a gente.
04:04Nesse final de semana teve um congresso do Partido dos Trabalhadores,
04:08e eles exibiram um vídeo relacionando o escândalo máster a Flávio Bolsonaro,
04:14porque lá atrás, né, de acordo com o PT,
04:16esse caso todo começou na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro do PL.
04:21O senhor acha que o PT, a partir de agora, vai utilizar o máster, o escândalo máster,
04:27a favor, né, como uma espécie aí de propaganda eleitoral contra o PL, contra vocês?
04:33Flávio Bolsonaro já, inclusive, usou as redes sociais pra comentar esse assunto.
04:38Como que o senhor faz, avalia essa situação, faz a leitura dessa situação envolvendo o máster e essas acusações do
04:45PT?
04:47Bom, boa noite, Misael.
04:49Acho que essa é uma granada cujo pino já foi retirado e em breve ela vai explodir.
04:56É fato que o máster é público, tem tentáculos por todas as instâncias dos poderes no país,
05:08desde o legislativo até o executivo e o judiciário brasileiro.
05:14Não é por acaso que nós estamos assistindo aí uma verdadeira cortina de fumaça
05:22daqueles que provavelmente poderão ser atingidos por essa situação, né, buscando se proteger.
05:30O PT é conhecido como a máquina azeitada de destruição de reputações.
05:36No DNA desse partido está a mentira, né, é praticamente indissolúvel, né, não dá pra gente falar de PT sem
05:45falar de mentira,
05:46sem falar de corrupção, sem falar de aparelhamento de máquina pública, né, sem falar de perpetuação de um partido no
05:54poder.
05:56Doa quem doer, apesar do que vai acontecer com o Brasil, então, são elementos que não podem ser separados.
06:05Essa questão do máster, em especial, o PT deveria estar com as suas barbas literalmente de molho,
06:11porque ele atinge de frente de chufre, né, o espinha dorsal do Partido dos Trabalhadores,
06:19caracterizado pelo núcleo da Bahia, né.
06:22Até meados de 24, o Guga Lima, lá, era sócio, praticamente em pé de igualdade com o Vorcaro.
06:31E essa sociedade foi desfeita e, coincidentemente, isso ocorre na época em que o Lula, né, recebe fora da agenda,
06:41pretensamente, sobre os auspícios do Guido Mantega, com a presença do ex-governador da Bahia,
06:48e então ministro da Casa Civil, Rui Costa, o Vorcaro, em mais de uma oportunidade,
06:56para falar a respeito do socorro que deveria ser dado a esse banco,
07:01que ganha musculatura, que ganha densidade, que ganha tamanho, envergadura,
07:07justamente a partir de uma operação heterodoxa, né, pouco comum que ocorreu na Bahia
07:15por ocasião da comercialização do, então, programa de comercialização de alimentos
07:20que era feito para servidores do governo da Bahia, chamado Crédito Sexta, né.
07:26É bom lembrar que, em 2006, o PT assume o governo da Bahia,
07:34e 12 anos depois, essa entidade, ela é comercializada,
07:41e duas semanas depois dessa comercialização, né, muda-se a forma como essa entidade atua,
07:48de venda de alimentos, ela passa a ser uma agência que proporciona consignados
07:55a funcionários públicos, e da Bahia, essa entidade se espalha para os 24 estados da federação, né.
08:02E em 22, quando funcionários públicos da Bahia, né, quiseram sair,
08:09buscar uma portabilidade para uma outra entidade que cobrava juros mais baratos,
08:15houve uma determinação do então governador Rui Costa de que não poderia haver essa portabilidade.
08:21Então, é evidente que tudo isso tem que ser apurado, né,
08:23inclusive denúncias de que parentes, né, estavam sendo remunerados, né,
08:30pelo Crédito Sexta e pelo Master, né, de que forma isso se estabeleceu,
08:36por que, né, se recebe esse banqueiro fora da agenda, da forma como isso aconteceu, né,
08:45o... por que é que o Galípolo, que na época não era o presidente do Banco Central,
08:51era diretor de política monetária, que não tem nada a ver com a questão bancária,
08:56participou da conversa, né, e o presidente do Banco Central na época não foi informado, né.
09:02Existem respostas que precisam ser dadas, mas como há uma corrida pública
09:09para quem vai delatar primeiro, certamente a população vai ter essa curiosidade
09:16desfeita, né, e saciada brevemente.
09:20E essas mentiras que o PT fala, conta, e tem tanta ânsia em querer reverberar,
09:28claramente vão cair no descrédito, a exemplo do que tem ocorrido com esse partido
09:33ao longo dos últimos 40 anos.
09:35O PT é, literalmente, uma mercadoria vencida, né, são os mesmos métodos,
09:42são os mesmos personagens, a mesma forma como eles se comportaram
09:46ao longo dos últimos 30, 40 anos, e todos nós já sabemos o resultado
09:51da forma como o PT administra o país e como ele se comporta com seus adversários políticos.
09:57No final, a corrupção vem à tona, é como se fosse uma doença que vai aclodindo, né,
10:05e isso fica muito claro e muito nítido para o conjunto da população.
10:08Eles não vão vencer com a mentira.
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