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00:21Olá, seja bem-vindo, seja bem-vinda a mais um Hora da Saúde, o programa que é uma produção
00:26do Hospital de Amor, que leva para você e na sua casa, em todo o país, informação de qualidade sobre
00:31saúde.
00:32Você já sabe, em cada programa um tema diferente.
00:35No último ano, desde que a pandemia de Covid-19 teve início aqui no Brasil, nós ouvimos falar de maneira
00:41mais recorrente
00:42sobre as doenças de via aérea superior e entendemos melhor o porquê elas são tão presentes.
00:47Entre as mais comuns, temos a faringite e é sobre ela que nós vamos conversar neste Hora da Saúde.
00:53Para começar a falar sobre esse assunto, eu recebo agora no programa o meu parceiro Marcelo Gobo Júnior.
00:58Oi, Marcelo.
00:59Olá, Glaucia. Tudo bem?
01:00Tudo bom, Marcelo. Vamos falar sobre a faringite hoje, né?
01:03Tema muito recorrente.
01:06Marcelo, o que a gente conhece da faringite? É uma doença relativamente comum.
01:10É bastante comum, Glaucia. O que a gente conhece é nada mais do que uma inflamação da faringite,
01:16que é causada por infecções bacterianas ou virais, além de alergias.
01:20Durante outono e inverno, fase que a gente está começando agora, o número de casos aumenta,
01:25uma vez que o ar tende a ser mais seco e as pessoas acabam se concentrando em ambientes mais fechados
01:30e por conta da baixa temperatura, o que facilita a propagação de micro-organismos.
01:34Vamos sentar, Marcelo, para falar mais sobre isso.
01:36De acordo com o levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,
01:41Dores de Garganta são responsáveis por aproximadamente até 2% de todas as visitas aos consultórios médicos.
01:51Número que sobe para 6% quando nós falamos de atendimento pediátrico.
01:55Exatamente.
01:57A gente, quando está cuidando de crianças, vai enfrentar até os 5 anos de idade,
02:03muitas infecções de viagens aéreas superiores aí, várias vezes por ano, até 8 vezes por ano,
02:10isso é considerado normal e isso leva muita visita ao consultório, muita preocupação.
02:16É uma coisa que, para quem tem criança pequena em casa, sempre vai ver.
02:23Tá, mas aí agora fica uma dúvida, né?
02:25Dor de garganta é faringite?
02:27Eu queria que você falasse primeiro o que é a faringite e qual a diferença da bacteriana, da viral e
02:32causada por alergias.
02:33É tudo a mesma coisa?
02:34Os sintomas são parecidos, né?
02:37A faringite, a gente pode pensar como infecção das viagens aéreas superiores,
02:40que vai dar aqueles sintomas parecidos com a gripe, o nariz correndo, dor de garganta.
02:45E a gente vai ter causas diferentes para isso.
02:51Então, essa irritação dessa região da viagem aérea superior, ela pode ser causada por agentes virais,
02:58que são esses pedacinhos de proteína que vão gerar essa inflamação.
03:05Agentes bacterianos, então, uma bactéria que já, às vezes, reside no próprio organismo,
03:10então ela já mora na gente e aí tem uma alteração, uma quebra de barreira imune
03:15e aí ela começa a crescer, proliferar e causar essa irritação e também pode ser causada por uma questão de
03:23irritação alérgica,
03:24que é quando essa inflamação é causada por um agente externo, como poeira, de animal, partículas de inseto,
03:33isso é irritativo e aí você tem as alergias, pólen, né?
03:36E aí isso vai causar os sintomas.
03:39E sintomas? Interessante falar sobre isso. Quais são os principais sintomas da faringite?
03:43Então a gente vai poder ter o nariz condicionado, tosse, irritação, aquela coisa como se estivesse raspando
03:49e aí isso leva à procura de roquidão também.
03:53Você está um pouco roco hoje, você está com faringite, não?
03:56Eu estou.
03:58Marcelo, faringite, amidalite, laringite, esse monte de IT, todas essas doenças são a mesma coisa?
04:06Então, se a gente imaginar que a gente está dentro de uma estrutura de um prédio,
04:09a gente vai entender que cada ponto da via aérea vai causar, vai poder sofrer um tipo de inflamação
04:17que é causada pelos meus agentes, então elas são doenças muito parecidas.
04:21Vai depender do ponto que você vai ter o maior acometimento.
04:24Conforme a gente vai andando dentro dessa estrutura, que é a via aérea que começa aqui,
04:28no nariz, pelas narinas, as conchas nasais, e aí a gente vai descendo,
04:34ela tem uma comunicação com a região da garganta, pescoço, até chegar nas vias aéreas inferiores,
04:40lá no pulmão.
04:41Cada ponto dessa árvore respiratória pode sofrer agressão por agentes que são muito parecidos.
04:50Então, algumas bactérias, alguns vírus, eles podem atacar essa região e conforme essa localização,
04:58a gente vai dando um nome, por exemplo.
05:01Então, na região da laringe, a laringite, da faringe, a faringite.
05:04Mas a divisão anatômica, ela é muito, às vezes até difícil de você fazer a delimitação
05:13exatamente pelas estruturas, justamente porque elas são uma estrutura comum, né?
05:19Que é a comunicação entre elas como se fosse um grande túnel, assim.
05:24Certo. Marcelo, você falou sobre os sintomas, né?
05:27E também falando que é tudo muito parecido.
05:30Muito parecido.
05:30Como é que é feito o diagnóstico, então?
05:32Já que é tudo tão parecido.
05:34Pela clínica e pelo exame físico.
05:36Então, na hora que você vai fazer o exame, você vai, por exemplo, olhar a orofaringe.
05:42Com a inspeção, pede para o paciente abrir a boca, a gente vai tentar olhar se tem alguma lesão,
05:49alguma irritabilidade ali.
05:51E pela clínica, né?
05:53Então, se tem tosse, se tem alteração da voz, o que dão, se tem congestão nasal,
05:57se tem gotejamento nasal posterior, que é quando você sente que a secreção, ela não sai,
06:05ela goteja lá atrás, isso dá uma certa irritabilidade, um sintoma chato.
06:09É muito chato, né?
06:10Qualquer coisa nessa região é muito incômodo.
06:14Exatamente.
06:15Marcelo, outra coisa.
06:16No começo do programa, a gente falou que, entre as crianças, as faringides são responsáveis por cerca de 6%
06:23das visitas aos consultórios médicos.
06:26Por que essa doença é tão comum na infância?
06:28Que a gente vai ter contato com esses agentes virais pela primeira vez na infância.
06:33E isso acaba levando o indivíduo que ainda não tem defesa para o consultório.
06:39Isso acaba levando o indivíduo para o contato.
06:44Ontem eu estava conversando, inclusive, com a minha irmã sobre isso, ela que trabalha com pediatria,
06:48do quanto as procuras pelas doenças mais comuns da infância diminuíram em decorrência da pandemia e do isolamento.
06:55Então as crianças não estão indo mais na escola, estão ficando mais isoladas,
06:59e isso diminui a transmissão daqueles vírus respiratórios comuns da infância.
07:04E aí esse número de casos diminui a frequentação em decorrência disso.
07:11Pela sazonalidade e pela questão do distanciamento social.
07:16É comum nessa faixa etária que a gente vai ser exposto a esses agentes virais,
07:20vai formar a nossa imunidade e ficar preparados para esse tipo de defesa ao longo da nossa vida.
07:30Entre os adultos, o número é menor, no entanto, ainda é grande.
07:35Isso, ainda é grande, porque você vai ganhando imunidade.
07:41Mas o número ainda é grande das visitas.
07:45Os vírus sofrem muitas mutações.
07:48Então, por exemplo, como o vírus da gripe sofre muitas mutações,
07:53conforme vai mudando as estações, as temporadas, que a gente fala do surto de gripe.
07:58E com isso, a gente que tem a defesa para aquele vírus que estava circulando no ano passado,
08:04ou que a gente recebeu a vacina,
08:06para esse ano a gente não tem a defesa 100% para esse vírus, porque ele mudou.
08:10Assim é com os outros vírus respiratórios.
08:13Isso gera sintomas e acaba levando a gente para o consultório médico, para a procura.
08:18E tem as outras causas, que são como, por exemplo, as alergias,
08:23o contato com poluição metais pesados, que é irritativo,
08:26que pode causar essa mesma irritação e formação nessa região.
08:30Caramba! A gente pode dizer, então, que todo mundo já teve, ou vai ter,
08:33felinjite na vida, pelo menos uma vez?
08:35É difícil encontrar alguém que não tenha tido, ou que não vai ter,
08:39justamente porque é muito comum, um dos problemas de saúde mais comuns.
08:43A gente está vivendo um momento agora, né, de pandemia, né,
08:46uma pandemia que afeta muito as vias respiratórias, o pulmão,
08:50a gente tem muito medo disso.
08:51Essas doenças, elas se tornam um agravante?
08:54É mais perigoso ter esse tipo de doença nesse momento?
08:57Qual que é a relação COVID-19 e farinjite?
09:00A gente não...
09:02Não é que você fique mais propenso a ter, né?
09:05Você tem doenças que são sazonais.
09:09E aí, isso quer dizer que, conforme vai mudando as estações do ano,
09:14a gente abre temporadas para essas doenças.
09:18Mas, de modo geral, você tem casos de farinjite todo ano.
09:21Mas, por ser uma doença de trato respiratório superior,
09:27nos períodos mais secos e de mais baixas temperaturas,
09:30já tem um aumento da frequência do número de casos.
09:32Que é o período que a gente está, justamente, entrando agora.
09:35Em relação à COVID-19, a questão é o diagnóstico diferencial,
09:40especialmente no início dos sintomas, né, que pode confundir.
09:44Quando a gente orienta, por exemplo, a fazer vacinação contra a gripe,
09:48influenza, que pode dar sintomas parecidos,
09:51é justamente para que você esteja protegido em relação a essa doença
09:55e diminua a confusão na hora de fazer o diagnóstico.
09:59E, claro, você ter uma coisa não exclui a possibilidade de você ter a outra,
10:03ou as duas ao mesmo tempo.
10:05Uma vez que o fator de risco ambiental, da sazonalidade, está comum em ambas.
10:10O que isso quer dizer?
10:11Se é mês de inverno, a temperatura está mais seca,
10:14o mesmo risco que você tem de ter gripe,
10:16vai facilitar até outros tipos de doenças respiratórias.
10:21Entende?
10:22Justamente porque se transmite da mesma forma.
10:25E aí a gente recomenda a vacinação justamente
10:28para poder diminuir esse risco de transmissão e de contágio.
10:32Marcelo, é uma doença comum, né?
10:33Comum na infância, comum na idade adulta.
10:35Então é comum o tratamento no Sistema Único de Saúde.
10:38Como é que é?
10:39A gente tem duas grandes portas de entrada,
10:42que são as unidades básicas de saúde e os pronto-socorros.
10:44Tudo vai depender da hora que você tiver o maior incômodo dos sintomas
10:48e da sua região de saúde, como que ela é organizada.
10:53Mas você pode procurar a unidade básica de saúde
10:56para poder receber as orientações e o tratamento específico, né?
10:59Porque a gente precisa separar a causa.
11:01A maior parte, a esmagadora maioria, é de origem viral,
11:04etiologia viral, e vai ser autolimitada.
11:07O que é isso?
11:07Ela tem começo, meio e fim.
11:10E a gente ajuda o corpo a combater os sintomas,
11:14o desconforto que vem de uma febre,
11:17às vezes uma dor no corpo que pode estar junto,
11:19algum outro sintoma assim.
11:21Mas aí a gente não precisa de uma medicação específica.
11:26Diferente de quando essa causa é bacteriana,
11:29é um agente externo que eu preciso,
11:32ele não morre sozinho,
11:33eu preciso de estimular, dar o antibiótico
11:35para poder matar esse agente externo que está causando isso.
11:40Então, eu preciso fazer o diagnóstico diferencial,
11:43a unidade básica de saúde vai poder fazer isso
11:45e entrar com a terapêutica adequada.
11:47A gente está chegando numa época em que a faringite
11:49se torna mais comum, então, né?
11:51Sim.
11:51Nessa época, principalmente de etiologia viral,
11:55ficam mais comuns.
11:56O jeito de você evitar a transmissão
11:59é muito parecido com o que a gente tem visto
12:01em relação à Covid-19, por exemplo.
12:03Então, higienização das mãos,
12:07etiqueta da tosse,
12:08então, cobrir o nariz e a boca na hora de tossir
12:11para você evitar a transmissão,
12:13usar máscara e higienização das mãos,
12:16que são as coisas que diminuem a transmissão
12:19daquilo que é transmitido por gotícula, né?
12:21Por aerossol.
12:23Marcelo, muito obrigado por essa explanação
12:25no primeiro bloco,
12:26mas no segundo bloco,
12:27a gente vai receber um especialista no assunto.
12:29Sim, vai ser um grande prazer poder receber
12:31e poder aprender com ele.
12:33Certo. Daqui a pouquinho, depois do intervalo,
12:35a gente vai receber o Dr. Marco Antônio Corrêa.
12:37Ele é otorrindo e vai falar com a gente mais
12:40sobre a faringite.
12:41Você continua aí, que daqui a pouquinho a gente volta.
13:05Estamos de volta com o Hora da Saúde de hoje.
13:08Neste programa, nós falamos sobre faringite.
13:11Agora a gente recebe o Dr. Marco Antônio Teixeira Corrêa.
13:14Ele é otorrino-laringologista
13:17e ele vai continuar esclarecendo as principais dúvidas nossas
13:19sobre o assunto.
13:21Oi, Dr. Marco Antônio. Seja bem-vindo.
13:23Obrigado. Eu gostaria de agradecer o convite
13:25a você, Marcelo, Cláudia.
13:27É um prazer estar aqui.
13:29E gostaria também de parabenizar vocês
13:32pela estrutura.
13:33Eu não conhecia.
13:35Muito bacana.
13:36O pessoal bem preparado.
13:40O estúdio bem completo.
13:42Parabéns para vocês.
13:43Nós que agradecemos.
13:45Muito obrigada por atender o nosso convite.
13:47É um prazer.
13:48Marcelo, que já começou falando sobre o assunto,
13:51fica aqui nesse segundo bloco, né, Marcelo?
13:52Sempre um prazer.
13:54Dr. Melquanto Antônio, a gente estava falando
13:56no primeiro bloco sobre a faringite.
13:58Marcelo começou a falar um pouco sobre a doença.
14:00E uma coisa que eu achei muito interessante
14:01e eu quero falar novamente também com você
14:03é sobre essa questão.
14:05Todo mundo tem faringite uma vez na vida.
14:08Nossa, gente, nós podemos dizer que sim.
14:11Em algum momento a pessoa vai ter isso.
14:13É uma doença muito comum.
14:14Tem uma prevalência muito grande.
14:17Tanto no adulto quanto na criança.
14:19Como o Marcelo falou, e falou muito bem.
14:22Até estava brincando agora mesmo
14:23que sobrou pouco para eu falar.
14:25Em algum momento você vai ter problema.
14:27É muito mais frequente.
14:2980% ou mais acometem as crianças.
14:33Como também o Marcelo falou,
14:35existe uma faixa etária que é muito mais
14:39suscetível.
14:40A partir dos 3 anos, até ele falou 5.
14:42Mas ela tem um pouquinho mais que isso.
14:44Que é a hora que eles começam a frequentar
14:46a escolinha, maternal, etc.
14:48Então existe a questão do contato,
14:50da proximidade.
14:51No outono e inverno, também,
14:53já foi referida.
14:55É uma época muito mais frequente.
14:55Bem nessa época agora.
14:57por conta da questão climática.
14:59A umidade relativa do ar cai bastante.
15:01E quando eles estão na escola,
15:04por estar um pouquinho mais friozinho,
15:06eles ficam mais em área interna
15:07do que área externa.
15:09E é onde você aumenta aquela transmissibilidade
15:12através das gotículas.
15:13As crianças brincam.
15:15E outras, dependendo da faixa etária,
15:17põem muita coisa na boca.
15:19E quando chupa chupeta,
15:21cai no chão, põe na boca,
15:22pega do outro.
15:23E tem aquela síndrome mão-pé-boca,
15:25né, Marcelo?
15:26Que é a época que as crianças
15:27põem o pezinho na boca.
15:28E isso também pode gerar faringite.
15:30Então a criança pode ter faringite
15:32desde muito pequenininha?
15:33Pode, pode, pode.
15:35Pra gente, quanto tempo, mais ou menos?
15:37Você não dá pra estabelecer
15:39uma idade precisa,
15:40mas a partir dos dois anos,
15:41dois anos e pouco,
15:42você já pode ter casos, sim.
15:43Mas normalmente você tem,
15:45na criança mais novinha,
15:47você tem a rinofaringite.
15:49Você vem junto com o quadro de nariz,
15:52coriza,
15:53congestão,
15:54aquela secreção à costa, né,
15:55parece uma aguinha o tempo todo.
15:57E acompanhando vem a faringite.
16:01Como bem falou o Marcelo,
16:05quando você fala de via respiratória,
16:07você tem que pensar num prédio mesmo,
16:08viu, Marcelo?
16:08É isso mesmo.
16:09Vários andares,
16:11intercomunicando, né,
16:12um com o outro,
16:14eventualmente com alguma barreira,
16:15que nem sempre segura tudo.
16:17Então você pode começar com uma rinite,
16:20um resfriado comum,
16:21aquela secreção aquosa,
16:23que essa secreção escorre pela rinofaringe,
16:26que é a transição entre o nariz e a faringe, né,
16:29ela pode provocar uma irritação,
16:32não sendo isso,
16:33esse vírus,
16:33ele migra,
16:35ele anda por ali, né,
16:36e ele vai acometendo toda a região,
16:39né,
16:39podendo chegar até a laringe,
16:41agora vocês mesmos falaram da questão da roquidão,
16:44né, Marcelo?
16:45De repente,
16:45você começa com o nariz entupido,
16:47obstruído,
16:48com secreção,
16:48e fica roca.
16:49Nossa!
16:50Que é muito comum.
16:51E muito ruim.
16:52E muito ruim.
16:54Marcelo,
16:54e a faringite com as crianças,
16:56ela é bem preocupante para os pais,
16:57ela assusta muito os pais,
16:59e acompanha de febre,
17:00elas lotam as unidades básicas de saúde.
17:02Às vezes,
17:03a mãe e o pai assustam,
17:06muito mais por conta da questão da febre,
17:08que pode vir acompanhada,
17:09e isso prostra a criança, né,
17:11a hora que você vai ter temperatura,
17:12desidrata,
17:13e a criança fica mais enjoadinha,
17:15mais molinha,
17:16e isso é o que chama a atenção,
17:18e que leva para a consulta, né,
17:20porque às vezes você vai ter infecções que são mais leves,
17:24mais brandas,
17:25e que a criança vai ficar um pouquinho amolada,
17:27vai ter um pouquinho de irritação,
17:29mas que passa bem, né,
17:30porque são autolimitadas as vergonhas,
17:32em sua maioria, né,
17:34mas quando tem febre,
17:36aí começa a ter repercussão ali fora do local,
17:41e acaba levando para o consultório.
17:45Uma outra dúvida,
17:46principalmente em relação às crianças,
17:48a faringite,
17:48ela pode levar a outros problemas,
17:51e a outros problemas muito mais sérios?
17:54Bom, a faringite,
17:56ela pode sim,
17:57por aquela história do prédio de novo, né,
17:59ela está no meio caminho entre a hipofaringe,
18:02a hipofaringe, que é um pouquinho abaixo,
18:04é a laringe,
18:05que está abaixo do nariz.
18:06Então, você pode sim,
18:07a partir dali,
18:08por exemplo, uma criança,
18:09a criança,
18:10ela tem uma estrutura chamada adenoides,
18:14vegetações adenoides,
18:15que ficam na rinofaringe,
18:18atrás do nariz,
18:19entre o nariz e a faringe.
18:20Toda criança tem isso,
18:22né,
18:23é como se fosse uma amígdala naquela localização,
18:25amígdala,
18:26aquela estrutura que tem do lado da úvula,
18:28aquela bolinha ali.
18:30Essa adenoide,
18:31ela pode aumentar,
18:32ela pode ter uma adenoidite,
18:34ela incha,
18:35então é um nome que às vezes se usa para explicar para os pais,
18:39para ficar fácil,
18:40falar,
18:40ó, você tem uma carne esponjosa,
18:42que eles chamam, né,
18:43ela incha,
18:43enxaca,
18:44como se fosse uma esponja,
18:45e isso pode,
18:46por exemplo,
18:47levar a uma obstrução nasal importante.
18:49Então, além da febre,
18:50que assusta, né, Marcelo,
18:52você tem aquela criança
18:52que começa a ter dificuldade respiratória à noite.
18:55Então, as mães e os pais
18:56ficam preocupados e com razão.
18:58Aí você pode ter uma criança
19:00que, a partir dessa faringe,
19:01ela passa a ter uma laringite,
19:04né,
19:04a laringe fica um pouco inchada,
19:06a gente chama de edema,
19:07e isso também pode dar
19:09um pouco de dificuldade respiratória.
19:10Então, aquela criança começa a respirar
19:11com um pouco de dificuldade,
19:13com um pouco, né,
19:15cansadinha,
19:16e casos extremos, né,
19:18você tem uma dificuldade respiratória
19:20muito aumentada,
19:21que você pode também ter um inchaço
19:23de uma estrutura da laringe,
19:25que aqui mais embaixo
19:26chama epiglote,
19:28que é tipo uma,
19:28vou falar assim,
19:29uma tampinha que fecha
19:31a via respiratória
19:32quando você vai comer,
19:33por exemplo,
19:34senão a comida entra por ali.
19:35Né,
19:36como se você tivesse
19:36um cano único
19:38que desce tudo,
19:39depois ele divide em dois,
19:40um ar,
19:41outro alimento,
19:42um água,
19:42essa epiglote,
19:43ela protege.
19:44Então,
19:44se ela fica muito edamaciada,
19:46muito inchada,
19:46e na criança,
19:47como é tudo muito diminuto,
19:49é um diâmetro pequenininho,
19:50um edema que acontece,
19:52ele pode dar uma dificuldade respiratória
19:53muito grande.
19:54Isso é motivo até
19:55de se correr para o pronto-socorro.
19:56Não é frequente, né,
19:57lógico.
19:58Então,
19:58é para todo mundo ficar apavorado
20:00com um resfriadinho
20:01ou com uma flange,
20:02né, Marcelo?
20:03Isso.
20:04É um,
20:05assusta mais
20:06para quem é marinha
20:07de primeira viagem.
20:08Aí depois vai
20:09pegando o jeito.
20:10Está estimando.
20:11criança pode ter vários episódios,
20:14né,
20:14recorrentes ali
20:15ao longo de um ano
20:16e é normal,
20:17faz parte.
20:18Queria que vocês falassem agora
20:19sobre o tratamento.
20:21Quando a gente fala em tratamento,
20:22como que é o tratamento,
20:23ele é diferente
20:24para crianças e para adultos?
20:27Não,
20:29é...
20:29Veja,
20:29você muda o tratamento
20:31na questão de dosagem,
20:32de certa forma,
20:33mas se for um quadro viral,
20:34que é a grande maioria,
20:36você vai fazer tratamento sintomático,
20:38né,
20:38está com febre,
20:39antitérmico,
20:39está com doce,
20:40dá o analgésico,
20:41hidratar muito bem,
20:43né,
20:43usar,
20:44por exemplo,
20:45soro fisiológico nariz,
20:46se tiver com coriza,
20:48para que ela respire melhor,
20:50ficar quietinho,
20:51né,
20:51tentar cuidar da alimentação,
20:53que muitas vezes
20:54eles param de comer,
20:56né,
20:56porque a criança,
20:56ela faz muita associação,
20:58eu como dói,
20:59então eu não como,
21:01né,
21:01e tem criança que para de comer.
21:03E aí tem algumas crianças
21:04que desidratam,
21:06né,
21:06e vão parar no pronto-socorro,
21:08acabam sendo internadas
21:09por conta de uma desidratação,
21:11algumas vezes,
21:12se é um quadro viral,
21:13você pode ter associado
21:14quadros de diarreia junto,
21:17né,
21:17então são quadros que vão às vezes
21:19se complicando um pouquinho mais,
21:20mas como também dito já,
21:22é,
21:22normalmente os quadros virais
21:24são autolimitados,
21:25né,
21:25ele tem,
21:26como disse o Marcelo também,
21:27o começo,
21:28o meio,
21:29enfim,
21:29o que acontece é que às vezes
21:31isso muda de criança
21:32para criança,
21:33tem criança que responde
21:34muito rápido
21:35e resolve muito rápido,
21:37tem criança que arrasta
21:38um pouquinho mais,
21:39isso vai depender
21:40daquela criança
21:42e normalmente
21:43todos evoluem bem.
21:44E o tratamento,
21:46a medicação vai ser diferente
21:47de acordo com cada caso?
21:48Sim,
21:49mas viral sempre sintomático,
21:51que é a grande maioria,
21:52nada impede que você,
21:54junto com o quadro viral,
21:56na evolução,
21:56aqueles casos que ficam mais arrastados,
21:58você tem uma infecção bacteriana em cima,
22:01né,
22:02que é uma infecção que veio
22:04depois do vírus,
22:05porque nessa hora
22:06você tem uma queda da imunidade,
22:08a criança fica prostada,
22:09principalmente vai tendo
22:09febre alta,
22:10né, Marcelo,
22:11em que ela fica largada,
22:12a criança fica mole,
22:14né,
22:14ela pode, sim,
22:15nesse caso,
22:17fazer uma infecção bacteriana,
22:18aí você tem que entrar com o quê?
22:19Com antibióticos
22:20e ficar mais atento,
22:23né,
22:23porque as complicações
22:23começam a acontecer
22:24mais frequentemente.
22:26O tratamento,
22:26ele dura em média
22:27quanto tempo?
22:28Ou vai depender
22:29de cada caso?
22:30Não,
22:31aí no caso
22:31do,
22:32o,
22:33na viral,
22:34uns quatro
22:35ou cinco dias,
22:36no máximo,
22:36né,
22:37bacteriana,
22:38dependendo do,
22:39do,
22:39do,
22:39do quadro,
22:40dependendo do antibiótico
22:41que você for usar,
22:42você pode usar até,
22:44até sete a dez dias
22:46de medicação.
22:48Faringites recorrentes,
22:49elas podem ser alerta
22:50de algo mais grave?
22:51Em quais casos
22:53deve ser uma preocupação?
22:56Elas podem ser
22:57um sinal de algo mais grave,
22:59mas eu preciso,
23:00é,
23:01entender o conceito
23:02do que é uma faringite recorrente,
23:04né,
23:04o segredo
23:05do,
23:06da questão está
23:07no que vai definir
23:08o período de recorrência.
23:11Algumas imunodeficiências
23:12podem gerar
23:13esse tipo de infecção
23:14com repetição.
23:16E aí a gente pode ter,
23:17além daqueles números,
23:19né,
23:20daquela frequência
23:21de casos
23:21e de repetição
23:22que a criança pode ter,
23:23você pode ter
23:24algumas deficiências
23:25de imunidade
23:26que fazem
23:27com que a gente
23:28tenha essa frequência
23:29de infecção
23:30de via aérea respiratória.
23:31geralmente está associado
23:33não só
23:34a esse quadro respiratório,
23:36mas a alteração
23:37de crescimento,
23:38alteração de desenvolvimento,
23:39então a criança
23:40não só não ganha peso
23:41e altura,
23:43como ela vai ter
23:44um atraso
23:44no desenvolvimento dela,
23:45porque não é só
23:46esse tipo de infecção
23:47que ela fica
23:48mais predisposta
23:49a ter.
23:49Quando você tem
23:50alguma imunodeficiência,
23:52você tem também
23:55outras infecções
23:57de outras partes
23:58do corpo
23:58que também podem
23:59estar mais
24:00em maior frequência
24:02nesse tipo de situação
24:03de imunodeficiência.
24:04E é comum
24:05que seja aleta
24:06de algo mais grave,
24:07doutor?
24:09Olha,
24:09eu acho sim.
24:10Além do que o
24:12Marcelo comentou,
24:13a gente tem que também,
24:14por exemplo,
24:14no adulto,
24:18problemas comportamentais,
24:19por exemplo,
24:20hábitos,
24:20vícios,
24:22bebida,
24:23cigarro,
24:26refluxo gastroesofágico,
24:27que é uma coisa
24:28muito frequente,
24:30principalmente hoje em dia,
24:31pessoas comem mal,
24:34comem rápido,
24:36comem muito
24:36e vão dormir,
24:38questão de peso,
24:39falta de atividade física,
24:41então você tem
24:42uma predisposição maior
24:44para a doença
24:44do refluxo gastroesofágico.
24:47E essas pessoas,
24:48elas costumam refluir
24:49um pouco à noite,
24:51e você tem
24:52o ácido,
24:54que acaba,
24:55não precisa ter um refluxo
24:56a ponto de vomitar,
24:57mas às vezes
24:58um refluxo muito pequeno
24:59é uma explicação
25:00para uma fangente de repetição,
25:02ou recorrente,
25:02que é o outro termo,
25:05e a pessoa fala,
25:06nós temos a zé,
25:06não tenho,
25:07mas de vez em quando
25:08eu arroto um pouquinho mais,
25:10dependendo do que eu como,
25:12e não dá para descartar
25:14um refluxo.
25:14Se você não tratar
25:15o refluxo,
25:16por exemplo,
25:16ela vai ficar
25:17tendo isso.
25:18Outra coisa que acontece,
25:20assim,
25:21com uma relativa
25:21frequência no adulto,
25:22são aqueles que fizeram
25:24cirurgia de amígdala
25:25no passado.
25:27Então você,
25:28porque na verdade
25:29a amígdala era uma primeira
25:30linha de defesa ali,
25:31nessa região.
25:32Na hora que você tira a amígdala,
25:33a faringe está logo atrás.
25:35Tanto é que,
25:37muito,
25:38assim,
25:38eu praticamente,
25:39a gente tem indicado
25:41cada vez menos cirurgia,
25:42antigamente operava-se
25:43muito a amígdala,
25:45hoje menos,
25:46ainda mais,
25:47uma contra-indicação
25:48para mim,
25:49que é uma conduta,
25:49acho que da maioria
25:50dos colegas,
25:51é não operar
25:52quem tem histórico
25:53de faringite.
25:54Por quê?
25:55Porque você vai fazer
25:56com que essa pessoa
25:56tenha mais faringites,
25:58né?
25:59Porque a amígdala,
26:00queira ou não queira,
26:00ela acaba segurando.
26:01Essas pessoalmente
26:02já tem faringo amidalite.
26:03Tem faringite
26:04e amidalite juntos.
26:06E a hora que você
26:07tira a amígdala,
26:08a faringe
26:09vira o para-raio ali.
26:11E o pessoal,
26:12mais ou menos,
26:13da minha idade,
26:13um pouco mais do que eu,
26:15tem muito histórico disso.
26:16fizeram amidalectomia
26:18lá atrás,
26:18na época que realmente
26:19fazia demais.
26:21Uma outra coisa,
26:22pessoas que trabalham
26:23em ambientes
26:25que tenham muito
26:28fumaça,
26:29partículas em suspensão,
26:31e nem sempre existe
26:32o uso do EPI,
26:33que é o equipamento
26:34de proteção individual.
26:35Essa pessoa fica aspirando
26:36aquelas partículas, sim.
26:38Pessoal que trabalha,
26:39por exemplo,
26:39na lavoura,
26:40hoje não tem muito,
26:41mas não muito tempo atrás,
26:43a pessoa que trabalhava
26:44com corte de cana,
26:47alguns amarravam
26:48um pano no rosto,
26:50muitos deles não.
26:52O pessoal hoje
26:53que trabalha na lavoura,
26:54também nos tratores,
26:55nas colheitadeiras,
26:56que são muito boas hoje,
26:57não como antigamente,
26:58mas tem ar-condicionado,
27:00fica fechado,
27:01fica fresquinho,
27:02mas aquele ar,
27:03ele acaba puxando
27:04alguma coisa de fora.
27:05E normalmente,
27:05essas culturas,
27:07usa-se muito
27:10agrotóxico.
27:11e a hora que ele está
27:12fazendo aquela coleta,
27:13aquela colheita,
27:15acaba entrando um pouquinho.
27:17Então,
27:17a gente tem
27:18muitas,
27:20tem questões hormonais,
27:21no caso da mulher,
27:23algumas quando entram
27:24na menopausa,
27:25ou tem alguma
27:25musculação hormonal,
27:26também podem ter
27:27faringites.
27:29É uma lista extensa,
27:30mas sempre tem
27:31que procurar o quê?
27:32Fazer um diagnóstico,
27:33procurar um médico,
27:34não ficar se medicando.
27:35Tem gente que está
27:36tomando anti-inflamatório
27:39a toda hora,
27:41tem algumas pessoas
27:42que fazem alguns
27:42gargarejos,
27:43parece de tudo,
27:44álcool com,
27:45como é que é?
27:46Álcool com
27:48semente de romã.
27:49Ah,
27:49sacerdas caseiras
27:50para tentar curar
27:51a faringite.
27:52É,
27:53e é uma coisa
27:54que tem que tomar cuidado,
27:55porque
27:57a gente não sabe
27:58o que pode acontecer.
27:59Tem garrafada,
28:00tem de tudo
28:01que você pensar,
28:01né?
28:02Uns sprays diferentes.
28:05Daqui a pouquinho,
28:05depois do intervalo,
28:06você vai saber
28:07se está fazendo o certo
28:07ou se está fazendo
28:08alguma dessas coisas erradas.
28:09A gente se despede
28:10do Dr. Marcelo agora.
28:11Marcelo,
28:12obrigada, viu,
28:12pela contribuição.
28:13É sempre um prazer,
28:14Láucia.
28:15E o Dr. Marco Antônio
28:16continua aqui com a gente
28:17daqui a pouquinho,
28:18depois do intervalo,
28:19a gente volta
28:19falando mais
28:20sobre faringite.
28:20Nós vamos esclarecer
28:21as principais dúvidas
28:22e os mitos
28:23sobre a doença.
28:45Estamos de volta
28:46com o Hora da Saúde
28:47de hoje.
28:47Nesse programa
28:48nós falamos sobre faringite.
28:49Eu continuo aqui
28:50com o nosso convidado
28:51de hoje,
28:51Dr. Marco Antônio
28:52Teixeira Corrêa,
28:54ele que é otorrino.
28:55Está esclarecendo
28:55as nossas dúvidas
28:56sobre faringite.
28:58Dr. Marco Antônio,
28:59no bloco anterior
29:00a gente falou muito
29:00sobre sintomas,
29:02sobre tratamento,
29:03sobre esses remédios caseiros,
29:05essas fórmulas mágicas.
29:06Mas quando a gente fala
29:07em faringite,
29:08é possível a gente falar
29:09em prevenção?
29:10Existe prevenção
29:11para a doença?
29:12Sim, né?
29:14Pois é,
29:14essa época do ano,
29:15como a gente comentou
29:16há pouco tempo
29:17agora mesmo,
29:18que é muito seca.
29:20Pena coisa,
29:21hidratação,
29:22beber água
29:24num volume adequado.
29:26O pessoal fala
29:27acima de dois litros
29:28por dia.
29:29Não precisa tomar
29:29muita água de uma vez.
29:31Você pode tomar
29:31de pouquinho,
29:32como a gente está fazendo aqui,
29:34várias vezes por dia.
29:36Você pode usar,
29:38isso é uma coisa
29:39que muitas vezes
29:40causa discussões,
29:43tem quem acha
29:44que é bom,
29:44tem quem acha
29:45que não é.
29:46Mas eu,
29:46no caso,
29:47eu oriento sempre
29:48que se usa o umidificador
29:50de ambiente.
29:52Por quê?
29:53Porque isso melhora
29:54um pouquinho
29:54a umidade do ar.
29:55A sensação
29:55fica muito boa
29:56com o umidificador.
29:57Fica,
29:57e refresca.
29:59Por exemplo,
30:00aqui em Barretos,
30:00a nossa região,
30:01a nossa região
30:01é extremamente seca
30:02e o ano inteiro
30:04praticamente
30:05nós não conseguimos,
30:06a maioria das pessoas,
30:07claro,
30:08nem todo mundo,
30:08consegue abrir mão
30:09do ar condicionado.
30:10Então,
30:10você pega um período
30:11desse,
30:12que já é extremamente seco,
30:13umidade relativa
30:13do ar,
30:14baixíssima.
30:15Com o ar ligado,
30:16fica pior.
30:17Fica muito pior,
30:17porque o ar,
30:18na verdade,
30:18ele está refrescando,
30:19ele está tirando água daqui
30:20e jogando lá fora.
30:21Por isso que ele fica
30:22pingando lá fora.
30:23É a água que ele tirou daqui.
30:24Então,
30:25você já está piorando
30:26uma coisa
30:26que já não está legal.
30:29E fica gostoso,
30:30fica fresquinho.
30:31Então,
30:31você tem que tentar
30:31compensar isso,
30:32dormir com um copinho
30:34de água do lado.
30:35Já ajuda?
30:36Ajuda muito.
30:37Não,
30:37copo de água,
30:37você tomar.
30:38Se você...
30:39Aquele truque de colo,
30:40que as pessoas falam muito,
30:41colocar um balde d'água
30:42no quarto,
30:43isso ajuda?
30:43Olha,
30:45ajuda,
30:45mas não é tão efetivo
30:47como, por exemplo,
30:48o umidificador.
30:49Você não tendo condição
30:50de ter um umidificador,
30:51põe o balde,
30:52põe a toalha bem molhada
30:53no pé da cabeceira,
30:54no pé da cama,
30:56ou na cabeceira,
30:57porque você vai melhorar a umidade.
30:59Se você fizer isso,
30:59vai perceber de manhã,
31:00na hora que você pegar a toalha,
31:01ela está dura
31:02como se fosse uma madeira.
31:03Então,
31:03você vê o tanto
31:04que o ar tira
31:07a água da gente.
31:08Doutor,
31:09Antônio,
31:10colocar o soro fisiológico
31:11no nariz também ajuda?
31:12Sim,
31:13não,
31:13então,
31:13isso faz parte do preventivo,
31:15manter o nariz
31:17mais úmido.
31:18Por quê?
31:19Porque o nariz,
31:19ele filtra o ar,
31:21ele aquece,
31:22ele umidifica.
31:24Então,
31:24nessa época do ano,
31:25você tem essa,
31:29esse funcionamento
31:29do nariz alterado.
31:31Uma coisa que eu queria comentar,
31:32Glaucio,
31:33é o que está acontecendo agora.
31:35Com a questão do COVID,
31:37com essa obrigatoriedade
31:39da gente ficar usando máscara,
31:41aumentou um pouquinho mais
31:42a questão da queixa,
31:44não de dor de garganta,
31:46mas de desconforto.
31:48Porque,
31:49na verdade,
31:49quando você está com a máscara,
31:51mas que a gente não respira direito,
31:52que é isso aqui,
31:53e que você põe
31:54para proteger,
31:56você fecha,
31:58você passa a respirar,
32:01lógico,
32:02filtrado,
32:02você está tirando,
32:04está evitando a exposição,
32:06etc, etc, etc,
32:07lógico,
32:07com todos os outros cuidados,
32:08mas a hora que você expira,
32:10parte do gás
32:11que você está inspirando,
32:13fica retido aqui.
32:14Então,
32:14aí você inspira de novo.
32:16Quando você fica com a máscara,
32:18se você fica o tempo todo de máscara,
32:20como o pessoal trabalha aqui,
32:21de máscara,
32:22etc,
32:23você acaba tomando menos água.
32:26Por quê?
32:26Para tomar água,
32:27você vai ter que tirar a máscara,
32:27depois eu tomo,
32:29e passou um tempão,
32:29você não tomou a máscara.
32:30Olha,
32:31e às vezes a gente nem presta atenção nisso.
32:33E algumas máscaras,
32:35por exemplo,
32:36essa aqui é uma máscara descartável,
32:37ela acaba soltando uns fiapinhos,
32:40às vezes.
32:41A de tecido também dá essa sensação?
32:43Também dá,
32:43mas o tecido,
32:44de preferência,
32:45que seja uma máscara de algodão,
32:48quando for lavar,
32:49ela pode ser lavada,
32:50ao contrário dessa,
32:51você tem que lavar com sabão neutro,
32:55não causar,
32:56vou botar um comfort,
32:57para que um cheiro é gostoso,
32:58não vai dar certo,
32:59porque aquilo também faz...
33:00Não é que vai,
33:02pode fazer mal,
33:03é uma outra coisa que pode irritar.
33:05Para mim faz mal.
33:07Pois é,
33:07tem aparecido muita gente no consultório,
33:09com isso,
33:10com esse tipo de queixo.
33:11Primeira pergunta,
33:12você trabalha,
33:12eu trabalho o tempo todo,
33:14você usa a máscara,
33:15quanto tempo?
33:16Ah,
33:165 horas por dia,
33:176 horas,
33:18é a máscara.
33:19O ideal é também trocar bastante a máscara,
33:22evite esses problemas.
33:23Você tem que trocar,
33:25por conta do vírus.
33:26Agora,
33:27a questão de você,
33:29eventualmente,
33:29ressecar,
33:30a boca,
33:31a faringe,
33:33isso não vai mudar,
33:34você trocando,
33:35você tem que trocar para poder ficar protegido.
33:37Sim.
33:37A questão da irritação da faringe.
33:39Mas isso de ficar respirando e voltando,
33:41aquele mesmo ar que fica retido na máscara,
33:43também ajuda.
33:43Você já percebeu que acontece isso?
33:44Sim.
33:46E o pessoal,
33:47como é que faz?
33:47Fica sem máscara?
33:48Não,
33:48tem que usar máscara,
33:49sinto muito,
33:51procura se hidratar melhor,
33:52se está em um ambiente que você consegue ficar um pouquinho sem máscara,
33:55tira a máscara,
33:56no consultório mesmo,
33:57entre um paciente e outro,
33:58eu tiro.
33:59Fica um pouquinho,
34:01respirando sem a máscara,
34:02depois eu coloco de novo,
34:03para prosseguir.
34:05Mas não dá para abrir mão da máscara hoje em dia,
34:07isso aqui vai fazer parte da nossa vida por muito tempo.
34:10Ainda não sabemos por quanto tempo,
34:12mas vai muito longe.
34:13dentro da prevenção,
34:16se você tem problemas de refluxo,
34:18gastroesofágico,
34:19nada de ficar tomando,
34:21ah,
34:21eu vou tomar um antiácido,
34:22porque eu tomo antiácido,
34:23eu melhoro.
34:24Então,
34:24na verdade,
34:25você pode estar mascarando,
34:26um problema que pode ficar maior,
34:28e pode também,
34:31ficar com a falsa sensação de que você está melhor,
34:34e não é assim,
34:35né?
34:37Você tem que,
34:38se você fuma,
34:39lógico,
34:39parar de fumar,
34:40porque você aumenta,
34:41além da irritação da faringe,
34:43da laringe,
34:44você aumenta a chance de eventualmente ter alguma coisa mais séria,
34:47um tumor,
34:48por exemplo,
34:49bebida de álcool,
34:51destilados,
34:52principalmente.
34:52Interessante também o senhor chegar nesse ponto,
34:55porque além das crianças,
34:56eu queria saber,
34:57se existe algum outro grupo mais suscetível,
35:00mais propenso a ter a faringe?
35:01A gente pode falar que os fumantes,
35:02e as pessoas que consomem bebida alcoólica,
35:04são?
35:05Sim,
35:06sim,
35:06tudo que provoca uma irritação de via aérea,
35:12superior a quem a gente está falando,
35:13sim,
35:14pode levar a uma faringe,
35:15claro,
35:17todo mundo?
35:17Não,
35:18nem todo mundo.
35:18Ah,
35:19porque eu tenho um tio que fuma faz 200 anos,
35:21não tem nada.
35:21tudo bem,
35:22sorte dele,
35:23né?
35:23Mas eu tenho casos no consultório,
35:25né?
35:26Que a gente já viu,
35:28que de pessoas que foram parar de fumar,
35:30pararam de ter problema,
35:31pararam de ter rinite,
35:32pararam de ter sinusite,
35:33pararam de ter laringite.
35:34Vários problemas.
35:35Era o cigarro,
35:36né?
35:36Então,
35:36não tem como falar que não era.
35:39Mas,
35:40o fumante,
35:41o fumante mesmo,
35:42para valer,
35:43é difícil você convencer ele a parar de fumar,
35:44né?
35:45Além desses grupos,
35:46existe algum outro que também seja mais suscetível a faringe?
35:51Além dos fumantes,
35:53das pessoas que consomem bebidas alcoólicas,
35:54das crianças,
35:55quais grupos?
35:55Os que são,
35:56por exemplo,
35:56como o Marcelo falou,
35:58imunodeprimidos,
35:59né?
36:00Você tem pacientes que,
36:02por exemplo,
36:03doenças autoimunes,
36:04que são doenças que precisam tomar remédios,
36:07que podem eventualmente mexer com a imunidade,
36:10sim.
36:11Pacientes que fazem tratamento para doenças,
36:13tipo câncer,
36:14que são pacientes que fazem quimioterapia,
36:16radioterapia,
36:17sim.
36:18Pacientes que fazem radioterapia de tumores de via aérea superior,
36:22ou de via digestiva,
36:24né?
36:25Eles têm uma faringe crônica,
36:29por conta da radioterapia.
36:31Você faz uma radioterapia da região de cabeça e pescoço,
36:33você tem,
36:35em alguns casos,
36:36lógico,
36:36você acaba cometendo,
36:38comprometendo as glândulas salivares.
36:40Então, você passa a ter uma diminuição de saliva,
36:44a boca resseca,
36:45e você começa a ter faringe de repetição.
36:47Tem uma doença chamada síndrome de Jogren,
36:49síndrome de Jogren,
36:50uma doença reumatológica,
36:51onde você tem uma diminuição de saliva,
36:53a pessoa tem o olho seco,
36:55né?
36:56Às vezes faz até úlcera de córnea.
36:59E por conta dessa baixa produção de saliva,
37:03a mucosa,
37:04que é o revestimento de dentro da nossa boca,
37:08ela sofre,
37:09então ela inflama com frequência.
37:10Então, você tem várias situações,
37:13mas repetindo o que já foi dito também,
37:16a grande maioria são virais,
37:1980% ou mais,
37:21né?
37:22A faixa etária das crianças
37:23vai para a pré-escola
37:26até o fundamental,
37:29né?
37:29A faixa que eles ainda estão,
37:30uma imunidade,
37:31está começando a se organizar,
37:33está começando a melhorar a imunidade deles,
37:35e é onde eles começam a ter contato,
37:37cada contato com um bichinho diferente,
37:40é uma experiência nova para esse organismo,
37:42para esse sistema de defesa,
37:44então uma das maneiras dele reagir
37:46e criar uma defesa é ficando doente.
37:50É o que acontece às vezes,
37:52quando tem gente,
37:53ah,
37:53toma vacina no agripto,
37:54logo depois que eu tomo,
37:55eu fico ruim,
37:56eu tenho febre,
37:57nessa pessoa a vacina provocou uma reação,
37:59é ruim?
38:00Não,
38:00é ruim,
38:01vai para ficar dois dias e vai resolver,
38:03então depois dali ela já vai ter o anticorpo.
38:07Então,
38:07o importante sempre é procurar orientação,
38:10no caso da criança procurar o pediatra,
38:12como o Marcelo falou também,
38:13tem a unidade básica de saúde,
38:14hoje o acesso está mais fácil
38:17e está mais democrático,
38:18vamos falar assim,
38:19hoje aqui em Barretos,
38:20principalmente a gente tem uma estrutura bastante,
38:23que funciona muito bem.
38:25Doutor Marco Antônio,
38:26mitos e verdades agora,
38:28vamos esclarecer os principais mitos e verdades
38:29sobre a faringite,
38:30água muito gelada ou muito quente,
38:33pode causar faringite?
38:34Depende.
38:35Depende,
38:36ah,
38:36esse defeito foi assustador.
38:38Não,
38:39se você,
38:39ah,
38:39eu vou uma água trincando de gelado,
38:43né,
38:44se você está em um lugar muito quente,
38:46você faz isso,
38:47eventualmente sim,
38:48né,
38:49ah,
38:49eu estou com uma faringite,
38:50eu não posso tomar água gelada?
38:51Pode,
38:52né,
38:53não vai piorar a sua faringite,
38:56coisa muito quente,
38:57se você estiver muito quente,
38:58você pode queimar a faringite,
39:00né,
39:01você pode queimar o palo,
39:02o céu da boca,
39:02acontece isso,
39:03vamos pegar um chocolate quente,
39:05muito quente,
39:06né,
39:06aí você põe na boca e você fala,
39:08jogo fora,
39:08jogo fora,
39:09o que eu faço com ele,
39:09né,
39:10bebi,
39:10engoli,
39:11a hora que você engoliu,
39:11ele já passa lá atrás,
39:12você pode irritar também,
39:14é,
39:15pastas,
39:15né,
39:15aquelas pessoas que exageram em temperos,
39:20é mesmo?
39:21É,
39:21você pega,
39:22por exemplo,
39:22tem gente que carrega no limão,
39:24né,
39:25também pode escanear,
39:26de maioria não acontece nada,
39:28mas tem gente que tem problema.
39:29Então é preciso ficar atento aos exageros,
39:31aos excessos.
39:32Bom senso,
39:33né,
39:33se você fez uma vez,
39:34ou experimentou uma vez,
39:36sentiu que o negócio não foi bem,
39:38faz favor,
39:39né,
39:39não insista.
39:40Outro mito ou verdade,
39:43oscilações de temperatura,
39:45ou oscilações bruscas de temperatura,
39:47podem causar faringite?
39:50De novo,
39:51depende,
39:52depende de quem,
39:53né,
39:54você tem pessoas,
39:55por exemplo,
39:55que trabalham no frigorífico,
39:57vamos falar,
39:58sei lá,
39:58aqui em Barretos,
39:59ele entra em câmara fria,
40:01tem gente,
40:02e lá é menos,
40:03muito,
40:04né,
40:04é o polo norte lá dentro,
40:06e a maioria não acontece nada,
40:09mas se você ficar,
40:10por exemplo,
40:11temperatura,
40:11nós estamos falando,
40:12ficar entrando e saindo muito,
40:14sem se proteger,
40:15você pode sim ter problema.
40:16estressa o organismo.
40:18Sim,
40:18né,
40:19e se a pessoa tiver,
40:21como,
40:22vamos falar assim,
40:23a parte do corpo que,
40:26que,
40:27que,
40:28que,
40:28que vai sofrer,
40:30ou que vai,
40:30para a raiva,
40:31vamos falar assim,
40:32seja faringite,
40:33já vai ter faringite,
40:34tem gente que só tem faringite,
40:35assim,
40:35tem muita faringite,
40:36não sabe o que é uma amidalite,
40:38por exemplo,
40:39ou não sabe o que é uma laringite,
40:41e tem gente que tem laringite,
40:42por exemplo,
40:43e nunca teve uma faringite,
40:44ou teve uma faringite pouquinha,
40:45né,
40:46que todo mundo acaba tendo.
40:47Isso é,
40:48é muito relativo,
40:49tá,
40:49mas de um modo geral,
40:50os extremos não,
40:51não,
40:51não são bons.
40:53Doutor Marco Antônio,
40:54a gente pode,
40:55mito ou verdade,
40:56mais um,
40:56existem alimentos que podem desencadear,
40:59ou que podem piorar casos de faringite,
41:02por irritarem a garganta?
41:05Sim,
41:06pode,
41:06você pode ter sim,
41:07algumas coisas,
41:08como eu falei agora mesmo,
41:09muito condimentadas,
41:11pode,
41:12sim.
41:12no caso de alergias.
41:14Não,
41:15não seria uma alergia,
41:16né,
41:16alergia,
41:17se você tem,
41:18por exemplo,
41:19alergia a pó,
41:20poeira,
41:21ácaro,
41:21fungo,
41:22ou,
41:23por exemplo,
41:24alergia a um determinado produto,
41:26pasta de dente,
41:27né,
41:27às vezes acontece,
41:28a pessoa troca a pasta de dente,
41:30né,
41:31e começa a ter irritação na língua,
41:33na faringe,
41:33porque trocou,
41:35né,
41:36de um modo geral,
41:38você,
41:38essas pastas de dente,
41:39né,
41:41muito colorida,
41:42muito cheia de coisinha,
41:43risquinho,
41:43verdinho,
41:44azulzinho,
41:45arde mais,
41:45arde menos,
41:47para algumas pessoas é um problema.
41:48Quando a pessoa,
41:49ela se fica,
41:50tem alergia a cheiro,
41:52e ela perde a voz por causa do cheiro,
41:54isso é uma faringite?
41:55Não,
41:55isso é uma laringite,
41:56né,
41:56então,
41:57dentro do prédio que o Marcelo falou,
41:59é um dos andares,
42:00mais embaixo,
42:02né,
42:03porque aí você tem a laringite,
42:05tem a corda vocal,
42:06né,
42:06e esse problema,
42:07essa irritação está acontecendo ali,
42:09então a corda vocal,
42:09provavelmente ela incha,
42:11fica demaciada,
42:12fica um pouquinho vermelha,
42:14e a hora que ela fica assim,
42:15ela fica mais pesada,
42:16então ela muda a vibração dela,
42:18a hora que você muda a vibração,
42:20você muda o timbre da voz,
42:22então você fica rouco,
42:23quando você está rouco,
42:24você está disfônico.
42:25Então,
42:26a faringite não atinge tanto essa área?
42:28A faringite,
42:29de novo,
42:30para o prédio do Marcelo,
42:32a laringe está aqui,
42:33a faringe está aqui,
42:34o nariz está aqui,
42:35então,
42:35você pode ir descendo até chegar na laringe,
42:38você pode começar com uma rinite,
42:39na segunda e na sexta você está sem voz,
42:42por exemplo,
42:43né,
42:44então você tem os compartimentos,
42:46e eles são ligados,
42:49né,
42:49o negócio pode ficar só no nariz,
42:50escorrendo,
42:51espirrando,
42:51e não sair dali.
42:53Doutor Marquantona,
42:54a gente já está no outono,
42:55né,
42:55vem aí outono,
42:56depois o inverno,
42:57como vocês já disseram,
42:58na época em que comparecem mais casos de faringite,
43:03quais as suas recomendações agora para essa época?
43:05Para já começar os cuidados agora?
43:07Hidratar bem,
43:08se você tiver o resfriado,
43:12que pode acontecer,
43:13que é uma virose,
43:14né,
43:14e a faringite,
43:15a maior parte são causadas por vírus,
43:19manter o nariz limpo,
43:21lavar o nariz com soro,
43:23assuar o nariz,
43:23sempre assuando uma narina,
43:25depois a outra,
43:26procurar não fechar a boca para assuar o nariz,
43:28porque tem uma ligaçãozinha ali também,
43:29com o ouvido.
43:31Muita gente exagera no uso desses remédios para o nariz,
43:33isso é perigoso?
43:34Nesse momento?
43:36Vamos lá,
43:37o que você tem que evitar?
43:39Os remédios que as pessoas gostam,
43:41esse que é bom,
43:43eu pingo e saio respirando,
43:46esses criam uma certa dependência,
43:49com o tempo você vai desenvolver um negócio chamado rinite medicamentosa,
43:53você vai para outra rinite?
43:55É,
43:55aí você vai mudar o nariz,
43:57por conta do que você está usando,
43:59porque aquele remédio vai forçar o nariz a se adequar,
44:02aí você pode fazer ferida no nariz,
44:04pode ter sangramento,
44:06em casos extremos você pode até perder o olfato,
44:09então não é legal.
44:10Agora a gente foi lá para cima do prédio de novo,
44:13voltei,
44:13subiu o andar agora.
44:14Lá na cobertura,
44:15então você tem que sempre procurar,
44:18manter a fisiologia do nariz normal,
44:21o que quer?
44:21Ele tem que estar sem secreção,
44:24ou um pouquinho úmido só,
44:25porque ele umidifica o ar,
44:27e para isso você tem o soro fisiológico,
44:29como diz,
44:30soro fisiológico.
44:31Essas gotas que a gente usa,
44:33e que tem muita gente que realmente depende,
44:35anda no bolso,
44:36na bolsa,
44:37tem no carro,
44:38tem na...
44:38está todo lado,
44:40realmente com o tempo ela causa problema.
44:42A gente prescreve?
44:44Sim,
44:44em alguns casos,
44:45o médico prescreve,
44:47mas já avisa,
44:48você vai usar 4, 5 dias e para,
44:50joga fora.
44:51E tem aquelas sprays que usam,
44:53para quem tem rinite,
44:55que são sprays à base de corticoide.
44:57Também usa,
44:58funciona muito bem,
44:59né?
45:00Mas tem que ter uma indicação adequada,
45:02e por um tempo também,
45:03que não seja muito prolongado.
45:06Normalmente,
45:06esse período que vai de abril,
45:08maio,
45:09até outubro,
45:10é o período em que a gente vê mais
45:12a incidência de problemas alérgicos,
45:14e as viroses.
45:15As crianças sumiram dos consultórios,
45:17como foi dito também,
45:19por conta da pandemia.
45:21Agora que tentaram reabrir,
45:22começaram a aparecer no consultório de novo.
45:25Então tem criança que aparece agora,
45:27a mãe fala,
45:27nossa,
45:28fazia tanto tempo que ele não ficava doente,
45:29um ano e tanto.
45:31Por conta do Covid.
45:32Não teve Covid,
45:33mas parou de ter contato com as outras crianças.
45:36Então parou de ter aquela transmissibilidade,
45:38criança a criança.
45:39Às vezes até o professor tem problema,
45:41que está em uma sala,
45:42tem 3, 4 gripados,
45:44o professor fica doente também.
45:46Lógico,
45:46não na mesma intensidade da criança.
45:49E tem mãe que relata isso.
45:53Mas foi na escola,
45:54tinha 2 gripadinhos,
45:57aí eles depois pararam de ir,
45:58meu filho ficou,
46:00aí depois essa criança não vai.
46:02E o ideal é,
46:03quando você tem uma criança
46:05com uma virose dessa,
46:07se você puder não levar para a escola,
46:09melhor.
46:10Claro,
46:11nem todo mundo pode fazer isso,
46:12porque não tem com quem deixar.
46:13mas é melhor,
46:14porque você evita,
46:17você evita manter esse ciclo,
46:19porque é um ciclo de reinfecções.
46:22Mas nessa época agora está mais calmo
46:24por conta da pandemia.
46:26Doutor Marquanto,
46:26quero te agradecer.
46:28Muito obrigado por ter aceitado o nosso convite,
46:29por ter vindo aqui.
46:31convidamos o senhor para falar sobre faringite,
46:33mas já falamos um pouquinho também de laringite,
46:35de reinite,
46:35depois acho que a gente espera o senhor
46:37de uma nova oportunidade
46:38para falar mais sobre esse assunto.
46:39muito obrigado.
46:45E aí
46:55E aí
46:57E aí
46:57E aí
47:00E aí
47:00E aí
47:01E aí
47:01E aí
47:02E aí