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  • há 17 horas
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00:08Muito bom dia, bem você está no ar. Obrigada pela sua companhia nesta manhã de quarta-feira.
00:14Deixa eu te fazer uma pergunta. Você mulher já chegou no trabalho e ficou com aquela sensação
00:19que vão descobrir que você não é boa o suficiente para ocupar aquele cargo?
00:24Que foi sorte, que você não merece estar ali. É uma sensação que aperta o peito, né?
00:29Que faz a gente se diminuir, mesmo quando tudo em volta mostra o contrário.
00:34E o pior, muita gente vive assim, em silêncio, achando que é a única.
00:39Mas essa sensação, ela tem nome. Se chama síndrome da impostora e atinge mulheres competentes,
00:47dedicadas, que conquistaram muito, mas que ainda assim não conseguem se sentir merecedoras das próprias conquistas.
00:54Dá para trabalhar isso e a gente vai te mostrar como.
00:56Como? Hoje no Bem em Você a gente recebe a terapeuta transgeracional Flávia Távora.
01:03Flávia, tudo bem? Bom dia.
01:04Bom dia. Obrigada, Thais. Obrigada também aos belos espectadores.
01:08Esse tema me apaixona porque fez diferença na minha vida quando eu comecei a entender o que era a terapia
01:15transgeracional
01:16e vai fazer a diferença na vida de muitas pessoas também.
01:19É muito interessante esse tema. Vamos começar falando sobre essa síndrome da impostora,
01:25que é muito mais comum do que a gente imagina.
01:28A mulher que ela chega ali no auge, no sucesso dela e entenda que sucesso é uma coisa muito variável.
01:36O meu sucesso, o seu sucesso, o seu sucesso dela.
01:39Cada um tem a sua meta de vida, né? Então a mulher chega naquela meta de vida ali e não
01:45se sente valorizada,
01:47não se sente competente, acha que sempre está faltando alguma coisa.
01:51E muitas vezes ouve de quem está perto, da mãe, do marido, né?
01:56De uma cunhada. Ouve que você não é boa o bastante, que não é suficiente o bastante e não valoriza
02:04as suas competências.
02:05Isso é muito comum, não é?
02:06Muito comum. E aí, para explicar um pouco de onde vem essa síndrome da impostora,
02:11eu vou falar um pouco de biologia, tá, Thaís?
02:14Veja, nós somos mamíferos, tá?
02:16E mamífero, quando você olha para a natureza, a mãe toma conta do filhote ali até que ele tenha independência,
02:23já possa sair andando e vai para mais longe da mãe.
02:27Nós humanos também temos essa história, né?
02:29O bebê depende exclusivamente da mãe e o bebê, né?
02:33O humano depende muito mais tempo, né?
02:36Desse cuidado da mãe e do pai.
02:38Então, o que é que acontece?
02:39Quando nós não nos sentimos vistos pelo pai e pela mãe,
02:44a gente cresce porque a criança, ela nunca vai achar que o problema está com a mãe
02:47ou o problema está com o pai.
02:49Assim, que é uma mãe que está indisponível pelas questões dela
02:51ou um pai que está indisponível pelas questões dele.
02:54Ela vai sempre achar que a culpa é dela.
02:56Ela já começa a internalizar aquela coisa de que ela não é boa o suficiente.
03:02Por isso que os pais não olham para ela, não cuidam dela, não atendem as necessidades emocionais dela.
03:08Já nasce ali na infância.
03:09Já nasce ali na infância, tá?
03:11Então, assim, isso é integrado de uma forma que vai lá mesmo, muito internamente, assim,
03:17vai lá para o inconsciente aquela mensagem de que eu não sou boa o suficiente.
03:22Isso acontece só com as mulheres?
03:24Não, isso também acontece com os homens.
03:26Não se sentir visto, na verdade, é o grande causador desse sentimento de impotência,
03:33de insuficiência que a gente acaba carregando pela vida toda.
03:37E aí, eu vou explicar um pouco, assim, que às vezes não é de fato que os pais não olhem
03:43aquela criança.
03:43Porque vai muito também de como ela percebe, tá?
03:47E uma coisa que eu acho importante falar é assim, às vezes a gente faz comparações do tipo assim,
03:51ah, são quatro filhos criados pelo mesmo pai, pela mesma mãe, cada um tem um jeito diferente.
03:57E, na verdade, a gente, através da terapia transgeracional, a gente sabe que cada filho, na verdade,
04:05teve um pai e uma mãe diferente.
04:07Isso.
04:07Por que diferente?
04:09Porque cada filho nasceu em um momento de vida daquele casal.
04:13O primeiro filho, por exemplo, viveu aquela história de que é o primeiro filho,
04:18é onde os pais estão aprendendo a ser pais também.
04:21Então, às vezes, tem um peso maior, né?
04:24Então, vem o segundo, o terceiro.
04:26E a posição de nascimento também traz mandatos familiares.
04:29Assim, qual a expectativa que a família tem em relação ao primeiro filho?
04:33Qual a expectativa em relação ao segundo?
04:36O nome dado, por exemplo, o seu nome é um nome que vem de origem grega.
04:41E diz qual é a etimologia do nome Thaís.
04:44Aquela que precisa ser contemplada, né?
04:47A bela que precisa ser contemplada.
04:49Então, assim, é por acaso que você tem o nome de Thaís?
04:52Não é por acaso.
04:54Então, a gente já nasce com esses mandatos e o transgeracional, ele vai assim, antes do nascimento,
05:01a gente olha para os 18 meses anteriores ao nascimento.
05:04Então, a gente tem ali os 9 meses anteriores à concepção que tem uma influência muito grande do pai
05:11e a gestação que a gente sabe que tem uma influência muito grande do estado em que a mãe está
05:15durante a vivência daquela gestação.
05:18Então, já tem muita coisa que a gente já vai internalizando.
05:22Antes mesmo de nascer.
05:23Antes mesmo de nascer, né?
05:24Todas as histórias de pai e mãe.
05:26Então, assim, o que é que meu pai viveu?
05:28A história da minha mãe.
05:29Então, tudo isso já é uma base que nos traz na infância também essa sensação, às vezes.
05:34Se eu fui rejeitada, por exemplo, a sensação de rejeição de um bebê pode ser no momento em que uma
05:39mãe toma um susto quando descobre que está grávida.
05:42Sim.
05:43Não foi planejado. Então, já tem aquele sentimento de rejeição, mas depois entra naquela história.
05:49Não, eu quero ter meu bebê. Então, tudo isso, Thais, é um universo de informações que o bebê capta.
05:56Depois vem o nascimento e vem essa sensação de não ser visto.
05:59E, às vezes, é isso. Não é que não esteja sendo visto, mas talvez a forma como ele gostaria de
06:04ser visto seja muito superior ao que ele está recebendo.
06:06Então, é como se não atendesse a necessidade.
06:08E aí a pessoa vai levando para a adolescência, para a vida adulta.
06:11Para a adolescência e para a vida adulta. Sempre há a sensação de falta, de que não é capaz, que
06:17não é suficiente.
06:18Mesmo sendo aquela pessoa que tem vários títulos, às vezes, você falou. Não é questão de incompetência.
06:24Tem várias formações. E, às vezes, você vê pessoas que investem em muitas formações para como se dissessem assim,
06:30Não. Quanto mais estudar, mais preparada eu estou.
06:32Aí você chega na empresa dando o melhor de si, com todos os seus diplomas, e o chefe só elogia
06:40quem?
06:40O babão. Do lado, que não tem metade da sua competência.
06:44Aí você sente o quê? Incompetente.
06:46Exato.
06:47Poxa, se eu tenho todo esse trabalho, né? Desenvolvo tudo isso, né? Eu atendo o meu chefe nos prazos.
06:54Eu faço isso, faço aquilo, não sei o quê. Mas a outra pessoa, que sempre tem um babão em todo
06:58canto, é o babão.
07:00Ele leva o elogio e a pessoa sente como? Afundada.
07:05Então, tem muita essa coisa da vibração e da energia que a gente tem.
07:10Então, assim, eu vou sempre... Aquela história de semelhante atrás semelhante.
07:13Sim.
07:13Então, se eu já tenho esse sentimento forte de rejeição, de incompetência, eu vou, com certeza, atrair alguém que, de
07:21alguma forma, confirme aquela minha sensação.
07:25Então, aí é onde entra a questão do transgeneracional.
07:27Porque quando a gente começa a olhar essa história, a gente olha para a árvore materna, a gente olha para
07:32a árvore paterna,
07:33e a gente começa a mergulhar exatamente como é a história dessa mãe, como é que foi a história dessa
07:39mãe com a mãe dela, com o pai dela, sabe?
07:42Para o pai é a mesma história, como é que foi a relação dele com a mãe, com o pai,
07:47que experiências os avós viveram.
07:49Porque, assim, nós somos uma parte de cada um desses antepassados que a gente tem.
07:55Então, a gente começa a entender pelas datas, a gente vai fazendo estudo, com quem essa pessoa está mais identificada
08:00na árvore.
08:01Então, a gente começa a andar nesse mapa que é a árvore genealógica, e a gente começa a descobrir mesmo,
08:09assim, com quem o cliente está identificado na árvore,
08:13qual a história dessa pessoa que influencia a vida dele hoje.
08:16Então, assim, a grande consciência, a ampliação dessa consciência em relação a essa árvore do que a gente herda,
08:23e também do que a gente herda de bom, porque tem muita força, tem muita resiliência nos nossos antepassados, nos
08:31nossos pais.
08:32Tanto é que nós estamos aqui, né? Se não houvesse essa força, essa resiliência, a gente não estaria aqui.
08:36Então, é possível trabalhar isso, né? É possível quebrar esses ciclos de dores, de defeitos, e reforçar as qualidades que
08:47a gente erra.
08:48Perfeito, perfeito. O trabalho é exatamente esse, é ampliar a consciência nesse olhar com amor, com respeito e sem julgamento,
08:56né?
08:56Porque eu acho que a gente, às vezes, tem muito esse olhar de julgamento, fez certo ou fez errado.
09:00E quando a gente sai desse lugar de julgar, que a gente olha só com o amor que aquelas pessoas
09:05tiveram nas escolhas e decisões,
09:07que a gente pode até dizer que foi disfuncional, né? Algumas escolhas, alguns comportamentos, mas, assim, não nos cabe dizer
09:14foi certo ou foi errado.
09:16Foi o que cada um conseguiu dar conta naquele momento, né? Nas escolhas, nas decisões, na vida que viveu.
09:23Ô, Flávia, eu fui criada pelos meus avós, né? Desde pequena, amorei com eles.
09:28E minha avó era uma mulher muito forte e que mandava em casa. Era quem mandava no meu avô.
09:36Aí você acha que eu casei. E quem é que manda lá em casa?
09:39Você.
09:41Claro, né? Não ia casar com um homem que mandasse mais do que eu, entendeu?
09:47Perfeito, perfeito.
09:48Então a gente vai reproduzindo essas coisas que são boas, a gente tem que reproduzir. O que não é bom,
09:53a gente corta, não é isso?
09:54Seu marido acha bom também?
09:56Acha, acha que eu digo como é pra fazer e como não é pra fazer. E pronto. E aí, se
10:01ele não quiser confusão, ele só...
10:03Não, Romildo? Se ele não quiser confusão, ele só concorda.
10:07Não.
10:07Não?
10:08Quem manda lá em casa sou eu. Agora quem manda em mim é ela.
10:11Pronto, olha aí, tá vendo? A melhor harmonia de uma relação é essa.
10:15Não, eu acho que esse é o equilíbrio, sabe? Se existe o equilíbrio no casal, as escolhas que foram feitas,
10:21é perfeito, sabe?
10:23Mas assim, do jeito que a gente reproduz uma coisa que você chama de boa, a gente também reproduz inconscientemente.
10:28Imagine que sua avó não tivesse se separado muito jovem, tivesse criado os filhos sozinha e não tivesse tido uma
10:36outra relação.
10:37Qual é a mensagem que ela tá passando? Fiquei viúva, mas eu sou muito forte, eu vou dar conta de
10:43criar meus filhos sozinha e eu não preciso de homem.
10:46Esse é o recado que vai pro inconsciente desses filhos e pode ir também para os netos, sabe?
10:52Então assim, essas escolhas que são feitas, né? Elas acabam ficando, porque lá no fundo, no fundo, no fundo, imagina
10:59a dor de uma mulher ter perdido o marido jovem,
11:02ter ficado com os filhos para criar sozinha, mas assim, nem sentir às vezes ela se permite.
11:07Sim.
11:08E aí essa dor inconsciente que não é elaborada, ela acaba passando para gerações futuras.
11:14Então hoje em dia a gente tem muitas mulheres que vivem desse jeito.
11:17Não preciso de homem, eu dou conta da minha vida, né?
11:21E aí a gente olha para a história e vê que na verdade tiveram ali mulheres que precisaram ser muito
11:25fortes e dar conta de filhos sozinhas.
11:28Exatamente.
11:28Então isso vai passando, sabe, Thaís?
11:30Flávia, olha, vou lhe convidar para você voltar aqui mais uma vez para a gente continuar esse assunto.
11:35Que é maravilhoso.
11:37Fiquei aqui querendo saber mais sobre isso, pena que o tempo da gente é tão curto, mas é muito interessante
11:41a gente fazer esse processo de autoanálise, né?
11:45De saber o que é que a gente herda. Muito interessante o assunto.
11:48Perfeito.
11:49Diga seu Instagram para quem quiser lhe seguir.
11:51Tá, meu Instagram é arroba Flávia Távora, underline, né? Tracinho, terapia.
11:56Maravilha. Obrigada, viu, pela participação aqui.
11:58E agora a gente vai para um rápido intervalo e daqui a pouco a gente volta com uma conversa importante
12:03sobre a fisioterapia nos idosos.
12:06É já, já.
12:13Eu recebo aqui no estúdio agora a Elisângela Rocha, que é fisioterapeuta.
12:19E a gente vai falar de um assunto muito importante, que é a fisioterapia nos idosos.
12:24Tudo bem? Bom dia.
12:26Thaís, bom dia.
12:27Olha, a gente sabe que o idoso, ele tem idosos que se cuidam um pouco mais, fazem uma musculação, aí
12:34fazem uma fisioterapia, mas a fisioterapia motora não é a única que deve ser feita no idoso.
12:41É, a gente trabalha com a fisioterapia também preventiva, né?
12:45Alguns idosos, eles têm, como você falou, a capacidade de continuar a atividade física.
12:52Outros idosos não, por limitações já da idade, limitações das doenças.
12:57Então a gente trabalha com o idoso também domiciliar para levar autonomia e confiança e a reabilitação desse paciente.
13:05E um ponto muito importante é a fisioterapia respiratória, não é isso?
13:08Sim.
13:09A partir de que idade o idoso, ele deve começar a se preocupar? Ou se o idoso tiver alguma comorbidade,
13:14ele tem que fazer a fisioterapia respiratória?
13:17Normalmente a fisioterapia respiratória, ela já é indicada pelo médico que já acompanha o paciente.
13:22Se ele tiver alguma comorbidade ou alguma doença respiratória, é ideal que ele procure já uma fisioterapia respiratória para trabalhar
13:30a mobilidade pulmonar, a frequência de respiração, que também interfere na frequência cardíaca.
13:37Então a gente precisa começar o mais rápido possível essa reabilitação.
13:43Então é todo um fortalecimento que é necessário dessa região aqui do sistema respiratório, principalmente nesse período que está chegando
13:51de inverno, de chuva,
13:53que as pessoas costumam ficar mais gripadas com virose e tudo mais.
13:58Então quando a gente tem um sistema respiratório mais trabalhado, mais forte, ajuda a passar por essas doenças.
14:05Sim, o trabalho da fisioterapia respiratória deixa o paciente preparado para enfrentar essas dificuldades.
14:12É um ambiente mais frio, o idoso quando está chovendo, tempo chuvoso, tende a ficar quietinho no cantinho e isso
14:20faz com que ele mude o padrão respiratório dele também.
14:23Então ele deve saber como se posicionar para se deitar, levantar e não atrapalhar essa respiração.
14:29E algumas dicas básicas que a gente dá nos atendimentos para que isso também ajude na deglutição,
14:36porque às vezes eles respirando mal ele pode também engasgar.
14:40Então a gente direciona para esse fortalecimento.
14:44E com relação à fisioterapia física na motora?
14:48Eu estou vendo aqui que você trouxe alguns aparelhos que você utiliza para fazer a fisioterapia.
14:53Eu acho que esse aqui é o mais comum que tem, né?
14:55Isso.
14:56Que é a faixa?
14:57É, a minibane, a faixa elástica, né?
14:59Sim.
15:00A gente trabalha a força e mobilidade do paciente, tanto dos músculos inferiores como dos superiores como inferiores, né?
15:09Então a gente trabalha para trazer força e mobilidade.
15:13Sim.
15:14Trabalhamos também com as bolas e a própria percepção do paciente, né?
15:20O trabalho da parte plantar do pé.
15:23Porque uma das coisas que o idoso começa a dar sinais da dificuldade é o caminhar.
15:29Ele começa a caminhar mais devagar, ele começa a tropeçar mais, às vezes pela perda dessa sensibilidade.
15:36Então a gente tem que trabalhar a face plantar do paciente para evitar que ele tenha essa dificuldade ao caminhar.
15:42E o risco de queda aumenta também, né?
15:45Aumenta muito, né?
15:46Aumenta muito.
15:47É, então é necessário primeiro dar uma olhada no ambiente com que o idoso convive, né?
15:53E modificar alguns imobiliários, retirar tapetes, verificar se tem algum imobiliário muito pesado que é solto, deixa ele preso.
16:00Porque o idoso começa a caminhar e tocar e esse imóvel pode cair ou desequilibrar.
16:07O perigo também do idoso são as quedas.
16:09A gente deve trabalhar essa prevenção.
16:12Então, ó, tem esses aparelhos aqui, né?
16:15Que as pessoas, né?
16:16Os filhos, os netos, os cuidadores, né?
16:20Podem utilizar com o idoso desde que sob supervisão de um profissional, né?
16:26Não vai comprar esse elástico e fazer uma atividade aí com o teu avô, com a tua avó,
16:30que pode dar ruim, né?
16:32Tem que dar a supervisão de um profissional.
16:34O ideal é que contrate ou chame, convide um fisioterapeuta que faça avaliação das necessidades desse idoso e o próprio
16:42fisioterapeuta vai indicar as atividades que ele possa fazer, né?
16:47Ele vai acompanhar inicialmente, né? Durante um período e quando for descontinuado esse atendimento, o cuidador ou o familiar que
16:55toma conta dele pode continuar algumas atividades que o fisioterapeuta vai deixar.
16:59Com a Elisângela, mas o que a gente pode ensinar para as pessoas que estão em casa, né?
17:04Sem esses aparelhos, né?
17:05Coisas simples e básicas que se pode, né?
17:08O próprio idoso, né?
17:09A idosa que está, que estão nos assistindo, que eles podem fazer ao acordar, ao alongamento, né?
17:16O idoso, ele está aposentado, né?
17:18Costuma passar muito tempo em casa, sentado em televisão, né?
17:22Aí quando vai levantar, sente aquela perna pesada, né?
17:25O que ele pode fazer ali, né?
17:27Pequenas coisas para melhorar aí no dia a dia.
17:30Manter o idoso em movimento, né?
17:32Isso é muito importante.
17:33O idoso tende realmente a ficar de frente à televisão ou fazendo alguma leitura e muito tempo sentado.
17:39Isso pode trazer algumas dormências pelo tempo que passa na mesma posição.
17:44Então, ele tem que estar sempre se movimentando a cada 20, 30 minutos, levantar e tomar uma água,
17:50que é outro ponto também que o idoso deixa de se hidratar, se movimentar no ambiente que ele está.
17:55E não ficar muito tempo parado, né?
17:57E não permanecer muito tempo parado, né?
17:59Pode fazer pequenas caminhadas, né?
18:01No ambiente que ele tem em casa, se ele mora num prédio, numa área, fazer pequenas caminhadas.
18:07Isso também é bastante importante.
18:09Pode ter alguma coisa assim com o pé que possa fazer dessa maneira, alguma coisa assim?
18:13Sim.
18:14Os alongamentos, né?
18:15Ao acordar, é primordial fazer o alongamento.
18:19Hoje em dia a gente esquece muito de se alongar.
18:22Então, ele já pode começar levantando.
18:26Se alongando, que o idoso conhece como se espreguiçar, né?
18:29Sentou, levantou, sentou na cama, antes mesmo da bom dia, para a mulher assim do lado, já vai fazendo alongamento.
18:36Fazendo alongamento, ele pode ir para as laterais.
18:41Para o outro.
18:42O outro, isso é muito importante.
18:44Ele começa a aquecer a musculatura para só depois se levantar.
18:49Então, ele pode começar a girar os pés.
18:52Pode levantar um pouco e depois baixar.
18:55Porque isso trabalha a força com o próprio peso do corpo dele.
19:00Ele não precisa carregar nenhum equipamento.
19:03Então, esse movimento já ajuda, tanto na mobilidade, né?
19:07Como no ganho da força.
19:09E só então ele levantasse.
19:12Um ponto importante também é o idoso aprender a se levantar da cama.
19:16Sim, isso é importante.
19:18Isso é muito importante.
19:19Não se levantar de vez, jamais.
19:20Às vezes, ele levanta na posição que ele está.
19:23Isso é muito ruim.
19:25Se for um idoso que tem algum problema ósseo, né?
19:28De perder a óssea, isso pode causar até fraturas.
19:31Então, o idoso tem que sempre virar lateralmente para a cama.
19:34Para depois ele se levantar.
19:36Olha.
19:37Ele tem até mais apoio na cama.
19:39Nunca o idoso se levantar assim de vez.
19:41Isso.
19:41Ele vira de lado e já vai levantando.
19:44Até para nós mesmos.
19:45Isso também já é uma forma de levantar corretamente.
19:49Evita lesões de coluna.
19:51Sim.
19:52Ou alguma contração muscular.
19:54Sim.
19:54E possa deixar o idoso um pouco dolorido.
19:57Aham.
19:57E com relação à respiração, assim?
19:59O idoso pode respirar fundo ao acordar.
20:02Porque aí já vai abrindo o pulmão, né?
20:04Isso.
20:05Fazer trabalhos de respirações simples, né?
20:08Respirar para que o pulmão ele comece a expandir.
20:10Até mesmo lá.
20:10Isso.
20:11E saltar.
20:12Porque a tendência é o idoso começar a respirar lentamente e curto, né?
20:17Então, ele deve parar, fazer respirações mais longas e espaçadas.
20:24E outra coisa, assim, socializar o idoso.
20:27Com certeza.
20:27É importante também.
20:28Muito importante, né?
20:31O familiar tende a deixar o idoso mais protegido, para que ele não saia, para que ele não caia,
20:37para ele não desequilibrar, né?
20:39Perigos também que possam ocorrer dele sair sozinho na rua, não só quedas.
20:43Então, tende a limitar um pouco a autonomia do idoso.
20:47Isso não é bom.
20:48Ele pode socializar.
20:51Se ele não pode ir só, a família levar em algum lugar, levar para fazer atividades, levar para fazer passeios,
20:58né?
20:58Onde ele possa encontrar outras pessoas.
21:01Principalmente também o idoso que mora sozinho.
21:03Sim.
21:04Às vezes ele começa a se limitar por medo de sair, por medo de cair.
21:08E é preciso que as pessoas da rede de apoio dele comecem a perceber isso e estimular esses passeios, né?
21:15Essa socialização.
21:17Trabalhar o corpo e trabalhar a mente, né?
21:20É muito importante.
21:20Às vezes a gente tem uma vida tão corrida, né?
21:23E a gente esquece de quem lá no passado foi quem cuidou da gente, foi quem levou na escola, foi
21:29quem pagou as contas.
21:30E nada mais justo do que a gente retribuir, né?
21:34Tudo isso que foi feito nesse momento aí da vida.
21:38Então, é muito importante estar atento, né?
21:42E o idoso vai dando sinais também, né?
21:44Ele vai estando mais cansado, aí você, opa, peraí, a saturação baixou, você, opa, peraí, é bom ficar atento a
21:50esses sinais.
21:51Sim.
21:51O idoso que ele tem acompanhamento de alguém cuidando dele, deve estar sempre atento a esses sinais.
21:57Se tem algum dispositivo, né?
21:59Um oxímetro, um tensiômetro, fazer esse controle regularmente, né?
22:04O fisioterapeuta, ele já faz a cada visita, já faz esse controle, né?
22:08A gente faz sempre uma inspeção geral antes de começar a atividade.
22:12Porque se a gente identifica alguma coisa, a gente já comunica.
22:15Mas a pessoa que cuida dele deve estar sempre atento, monitorando, verificando.
22:19E algum sinal de mudança, entrar em contato com os profissionais que já atendem esse idoso.
22:24É importantíssimo, hein, gente?
22:26E doutora Elisandra, muito obrigada pela sua participação aqui no programa.
22:29Com essas orientações importantes para as famílias que estão nos assistindo.
22:33Obrigada.
22:34E obrigada pelo carinho da sua audiência.
22:37Amanhã a gente se encontra às 8h35 da manhã, hein?
22:40Cheiro!

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