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Os danos ao meio ambiente por operações de transporte de cargas perigosas, tóxicos da indústria, mineração e outros poluentes já é 27,5% maior em Minas Gerais em 2026. Só no primeiro trimestre do ano foram registradas 65 ocorrências de acidentes ambientais no estado, contra 51 nos três primeiros meses do ano anterior.
É o que mostra o registro de Comunicados de Acidentes Ambientais protocolados pelo Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, compilado pela reportagem do Estado de Minas.
Quando há vidas envolvidas ou sob risco, a primazia da operação é do CBMMG e do seu Pelotão de Operações Químicas, Biológicas, Radiológicas e Nucleares (PQBRN).
“O nosso hall de prioridades é sempre proteger e salvar vidas, em primeiro lugar humanas, em seguida as não-humanas e o meio ambiente. Enquanto houver risco a vidas, a gente não vira essa chave para a atuação dos outros órgãos de fiscalização ambiental ou de atuação da empresa responsável pelo acidente”, afirma o porta-voz do CBMMG, tenente Henrique Barcellos.
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#bombeiros #acidentes #meio-ambiente
É o que mostra o registro de Comunicados de Acidentes Ambientais protocolados pelo Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, compilado pela reportagem do Estado de Minas.
Quando há vidas envolvidas ou sob risco, a primazia da operação é do CBMMG e do seu Pelotão de Operações Químicas, Biológicas, Radiológicas e Nucleares (PQBRN).
“O nosso hall de prioridades é sempre proteger e salvar vidas, em primeiro lugar humanas, em seguida as não-humanas e o meio ambiente. Enquanto houver risco a vidas, a gente não vira essa chave para a atuação dos outros órgãos de fiscalização ambiental ou de atuação da empresa responsável pelo acidente”, afirma o porta-voz do CBMMG, tenente Henrique Barcellos.
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NotíciasTranscrição
00:00Oi, Tenente Barcelos, como é que está o senhor? Tudo bem?
00:03Tudo bom, meu amigo. Bom dia.
00:05Primeiro lugar, existem unidades que vão lidar apenas com as emergências ambientais nos bombeiros.
00:11Quais são elas? E quando é que o restante da tropa também é acionado?
00:16Tenente, por favor.
00:18Vamos lá. Quando a gente está falando de emergência ambiental,
00:21eu vou sempre falar isso da nossa ação do combate ao incêndio em vegetação,
00:27que geralmente é uma ação também de prevenção ou até de resposta ao meio ambiente,
00:34mas isso está muito ligado a uma área de incêndio.
00:37Vamos falar das ocorrências que a gente chama dentro da corporação de produtos perigosos,
00:42ocorrências que vêm de uma área química, biológica, radiológica ou nuclear.
00:46Nós temos uma unidade especializada, essa unidade atende essas naturezas de ocorrência
00:51que podem ser no ramo da indústria, pode ser no modal rodoviário,
00:56pode ser num vazamento, num produto químico perigoso, um produto tóxico,
01:04um acidente com inflamáveis, tudo isso é atendido por essa unidade especializada
01:09que fica aqui em Belo Horizonte, mas ela tem seus braços no interior
01:13para dar uma primeira resposta, são os núcleos de atendimento de primeiro no local
01:18e depois essa equipe especializada avalia se vai deslocar por aeronave ou por terra
01:23ou pelos dois modais para atender essa emergência, envolvendo principalmente substâncias químicas
01:29que estão dentro desse contexto de emergências do meio ambiente.
01:34E o nome dessa unidade, ela tem um nome específico?
01:37Tem sim, é o Pelotão de Produtos Químicos, Biológicos, Radiológicos e Nucleares.
01:43É o PQBRN. Essa sigla QBRN já é conhecida nas áreas de salvamento, de resposta a emergências no Brasil
01:53e internacionalmente é a mesma sigla, porém com as iniciais das letras em inglês.
02:00Então é CBRN, porque o Q vem de químico e o C é o chemical em inglês.
02:05E existe um protocolo de quais são as ocorrências específicas em que eles são acionados?
02:12Não é, eu imagino, para qualquer, por exemplo, um derramamento de diesel,
02:16às vezes de um acidente na capital, por exemplo, não sei, né?
02:21Explica para a gente quando que seria esse acionamento, por favor.
02:24Esse acionamento é sempre que a natureza principal daquela emergência
02:29envolve uma substância química perigosa.
02:31Então, se a gente estiver falando de um caminhão que, ao se acidentar,
02:37o tanque de combustível dele, que é um tanque considerável,
02:40se a gente estiver falando de um caminhão de carga,
02:42eu estou falando do tanque que ele usa para o seu próprio motor.
02:45Se esse tanque é avariado e ali o combustível cai,
02:51isso vai ser atendido por uma unidade ordinária, que a gente chama,
02:55aquela unidade mais próxima ali.
02:57Por quê? É uma quantidade de diesel que não representa um risco imediato.
03:02Então, o risco maior ali é de ficar uma pista escorregadia,
03:07de causar um outro acidente.
03:09Então, na maioria das vezes, as unidades vão colocar ali um pó de serragem,
03:12que é o adequado, para conseguir enxugar aquela área e depois recolher isso.
03:17Imagina que agora a gente está falando de um caminhão tanque,
03:19aquele caminhão que abastece postos de gasolina.
03:22A gente já está falando de um volume ali de mais de 20 mil litros.
03:25Então, isso sim já gera um risco muito maior de incêndio, de explosão
03:30e passa a ser uma ocorrência específica para essa unidade especializada do bombeiro.
03:36Então, ocorrências com caminhão tanque, com vagão tanque de combustível,
03:40ocorrências dentro de uma área industrial que envolve um processo
03:43com uma substância química, tudo isso é específico para esse pessoal especializado.
03:49E existem, assim, os níveis de prioridade que eles atendem?
03:53Por exemplo, olha, primeiro, resguardar, não sei, as pessoas, abastecimento, meio ambiente,
03:58tem essa escala?
03:59Sim, a gente costuma dizer da análise de risco,
04:03numa ocorrência como essa, um atendimento, ocorrência de produtos perigosos,
04:06o nosso rol de prioridade é sempre proteger a vida, o salvamento de vidas.
04:11Depois, a gente passa para as vidas não humanas, né, mas animais que estejam ali
04:16diretamente prejudicados com aquilo.
04:19E, num terceiro ponto, o meio ambiente de maneira macro, né,
04:23porque a gente pode estar falando da contaminação de corpos d'água,
04:26pode estar falando da contaminação ali de uma atmosfera local, né,
04:29de vapores tóxicos, então, a própria flora, perdão.
04:34Então, essa é a prioridade que a gente trata na análise de risco local.
04:40São diversas ações para conter um vazamento,
04:43mas elas são sempre orientadas nessa prioridade de proteção à vida,
04:47aos animais e meio ambiente.
04:48E o profissional bombeiro que vai lidar com essas ocorrências,
04:52tem também uma escala de nível de perigo e de como ele deve estar paramentado, protegido?
04:58Com certeza. A gente tem na corporação um curso de qualificação nessa área,
05:02é um curso que eu já tive a oportunidade de realizar,
05:06ele chama Curso de Atendimento a Emergências com Produtos Perigosos,
05:10é um curso que dura 28 dias e ali se entende como tratar diversas naturezas de ocorrência.
05:17Esses produtos químicos são separados por classes,
05:19principalmente as classes usadas pela ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres,
05:25para que esses produtos sejam transferidos de maneira logística no país.
05:29Essas classes vão desde explosivos até gases de diversas naturezas,
05:34gases tóxicos, gases asfixiantes, gases inertes,
05:38depois a gente passa para os líquidos inflamáveis, oxidantes, peróxidos, enfim.
05:43Uma série de classes e nesse curso se aprende a lidar com cada uma dessa classe de produto.
05:48Por isso é um conhecimento especializado que quando passa a ser uma ocorrência específica,
05:52essa unidade com esses bombeiros militares certificados por esse curso,
05:56é que atende e ali eles vão para um hall de ações, conforme o risco do produto,
06:02por isso eu expliquei as classes, cada classe tem um risco,
06:05em produtos que são corrosivos, eu preciso usar uma roupa de proteção química contra corrosividade.
06:11Tem vapores tóxicos, então eu tenho que usar uma roupa que me traz um ar respirável autônomo
06:16dentro da minha proteção química.
06:19Então, conforme a classe, que esse bombeiro militar especializado vai atuar,
06:24protegido aquele risco ali.
06:25E quando é que termina ali ou cessa a expansão do trabalho do bombeiro
06:31e se inicia, por exemplo, o tratamento ambiental, a contenção já de outros órgãos ali,
06:37quando é que essa esfera se transfere?
06:40Perfeito.
06:42Geralmente, a fase inicial desse atendimento a essa emergência é uma fase em que o bombeiro é um protagonista.
06:48Por quê? É uma fase em que a dinâmica de eventos ainda está muito evidente.
06:53Então, a gente ainda tem vazamento sendo desenvolvido ali, ele ainda não foi estancado,
07:00a gente tem vítimas a serem socorridas, a gente tem um local que ainda pode evoluir
07:07num risco iminente contra a vida.
07:09Enquanto esse risco iminente não cessa, porque a gente conseguiu cessar um vazamento,
07:14porque todas as vítimas foram já salvas do local e atendidas, encaminhadas a um ambiente hospitalar,
07:21o salvamento de vítimas nesse contexto, às vezes, exige uma descontaminação,
07:26um corredor mesmo montado, várias bases ali do nosso caminhão que vai descontaminar essa vítima.
07:32Enquanto a proteção à vida e o risco iminente à vida não cessa,
07:36a gente não vira essa chave para a atuação dos outros órgãos que vão fazer uma fiscalização ambiental,
07:41vão fazer ali uma autuação daquela empresa, vão exigir, no caso de uma rodovia,
07:48todos os checklists de documentos necessários ali para aquela carga.
07:52Então, é comum esses órgãos chegarem junto com a gente na ocorrência,
07:56mas até que a gente autorize a entrada na zona quente, que ela seja um local seguro,
08:01esses órgãos aguardam no posto de comando.
08:03Vamos falar um pouco dessa zona quente, eu imagino que vários produtos devem ter procedimentos diferenciados.
08:09Como é que se faz? Quando vai agir, se isola o local?
08:13Esse isolamento depende de como é veiculado a ameaça?
08:17Explica um pouco para a gente, dando alguns exemplos interessantes, por favor.
08:21Vamos lá, vamos dar um exemplo.
08:22A gente tem uma carreta de gasolina, é uma carreta bem comum,
08:27e aí ela tombou num anel rodoviário bem conhecido em Belo Horizonte.
08:34Dependendo da quantidade de volume dessa carreta,
08:38a gente tem um manual que ele nos orienta em qual é o raio de isolamento.
08:44Se existir fogo em volta dessa carreta, pela dinâmica do acidente,
08:48porque nós estamos falando de líquido inflamável,
08:50esse raio de isolamento geralmente é de 750 metros a 1 quilômetro.
08:56Parece muito, mas quando a gente olha vídeos de explosão de uma carreta,
09:01as partes móveis podem se projetar a essa distância.
09:05Então, é um raio de isolamento inicial, e isso é revisto,
09:10isso é atualizado ao longo daquele atendimento.
09:12Então, a primeira medida de segurança é isolar o local,
09:16para que a gente não tenha mais vítimas ali.
09:18E aí a gente estabelece essa zona quente.
09:20Nessa zona quente, só entra o pessoal protegido.
09:24Se a gente está falando de um líquido inflamável,
09:26a principal proteção ali é contra incêndio e explosão.
09:30Então, as equipes especializadas vão entrar nessa zona quente em dupla,
09:35sempre levando materiais para o salvamento de uma vítima,
09:39que pode ser, nesse exemplo, um motorista,
09:41e já prevenidos contra a possibilidade de alguma explosão,
09:46usando técnicas específicas de combate.
09:48Nesse caso, o líquido inflamável, a gente vai usar um líquido gerador de espuma,
09:52que é o meio adequado para se jogar água numa gasolina,
09:56você vai espalhar esse fogo, não é o meio extintor adequado.
10:00E ali eles vão atuar tanto na redução do risco,
10:04que é incêndio e explosão,
10:05como também no salvamento dessa vítima.
10:08Na zona quente, é estricação rápida.
10:10Nesse espaço, não há tempo ali para fazer um atendimento pré-hospitalar
10:14na cabine de um caminhão que esteja sob risco de incêndio e explosão.
10:19Ele vai ser retirado rapidamente com técnica
10:21e levado até a zona morna,
10:23onde se faz a descontaminação,
10:25se ele estiver contaminado ali com o produto,
10:28e depois a zona fria,
10:29onde ele é encaminhado à unidade hospitalar.
10:32Eu dei um exemplo com gasolina,
10:33mas se a gente colocar um outro produto,
10:35que já oferece um risco muito maior à saúde,
10:38se for um caminhão com amônia, por exemplo,
10:42esse raio de isolamento pode ser ainda maior.
10:44A intoxicação ali, ela pode ser muito mais evidente.
10:48Esses socorristas, em vez de estarem preocupados
10:51com risco de incêndio e explosão,
10:52eles vão estar encapsulados numa roupa nível 1 ou nível A.
10:56É o primeiro nível de proteção,
10:58porque a amônia tem um alto poder tóxico.
11:01E essa vítima, se estiver contaminada no seu corpo,
11:04vai passar por um corredor de redução de contaminantes,
11:07para que esse contaminante não gere uma contaminação cruzada
11:10na ambulância ou no ambiente intrahospitalar.
11:14Então, repara que o contexto ali,
11:16ele muda muito quais são as ações,
11:18quais são as priorizações de proteção,
11:21mas sempre orientado ao salvamento de vidas,
11:25animais e meio ambiente.
11:26Certo. E eu imagino que também deve ser um pouco diferente
11:30quando a gente tem uma contaminação,
11:32por exemplo, de mananciais,
11:34por alguns produtos que sejam de mais difícil,
11:37digamos assim, descontaminação.
11:39Como é que se age nesse momento,
11:42imaginando que essa água pode ser captada,
11:44pode ser consumida?
11:45Bom, a corporação, ela dispõe de alguns meios
11:48de separação emergencial,
11:50quando se percebe que a rede de captação de água da chuva
11:54acabou absorvendo uma substância química.
11:57Então, nós vamos fazer barreiras físicas ali,
12:00e essas barreiras físicas podem ser montadas
12:02emergencialmente de maneira improvisada,
12:05mas logo na sequência,
12:06chegando o material específico,
12:09mantas que vão absorver o óleo
12:10e deixar passar água,
12:12barreiras seletivas ali,
12:14que vão talvez travar o máximo
12:17de contaminação possível do manancial,
12:19e em paralelo,
12:21contactar a rede de distribuição
12:22daquele município,
12:24ou para onde esse córrego vai desaguar,
12:26para saber que exige ali,
12:29talvez uma interrupção de abastecimento de água,
12:32uma checagem por parte das autoridades competentes
12:35na qualidade dessa água,
12:37antes que ela seja usada,
12:39e principalmente um cuidado
12:40das autoridades ambientais,
12:42com pesca, com o uso daquela água em lavouras,
12:45com a mortandade de peixes.
12:47Então, tudo isso é feito
12:48no posto de comando,
12:50que é uma instalação
12:52onde a gente reúne
12:53todos os órgãos competentes.
12:54Então, percebendo o risco de contaminação
12:56de um corpo d'água,
12:57certamente as autoridades dessa área,
12:59seja do município ou do estado,
13:01serão chamadas
13:02para que seja ali definida
13:03de maneira conjunta
13:04as providências de proteção à vida,
13:07tanto daquele local,
13:08como quem está ali,
13:09ajuzante daquilo,
13:10recebendo uma água
13:11que possa estar contaminada.
13:12E essa avaliação,
13:14ela é dinâmica?
13:14Por exemplo,
13:15a gente viu muito isso em mineração,
13:17as questões de barragens,
13:19enquanto está acontecendo
13:20um rompimento
13:22ou um galgamento,
13:23alguma coisa assim,
13:24há estruturas lá
13:26onde aconteceu
13:27que ainda apresentam,
13:28às vezes, algum risco?
13:29Isso vai sendo feito
13:30ao mesmo tempo
13:31que se soporre
13:32quem já sofreu algum dano?
13:33Explica um pouco
13:34essa dinâmica, por favor.
13:35Olha,
13:36essa dinâmica,
13:37ela exige
13:39que tudo seja feito
13:41em paralelo,
13:42na maior agilidade possível.
13:45Então,
13:45a partir do momento
13:46que o bombeiro militar
13:47percebe um risco
13:48de contaminação
13:49em corpo d'água,
13:50ele já aciona imediatamente
13:51a nossa central de operações
13:53que vai fazer um contato
13:55com a rede autorizada ali
13:58ou a companhia autorizada
13:59para aquela distribuição
14:00de água, por exemplo.
14:01Digamos que a gente esteja falando
14:02de um prejuízo direto
14:04à distribuição de energia.
14:08A companhia local
14:09também será chamada
14:10ao posto de comando
14:11daquela operação.
14:12Você deu um exemplo
14:12da mineração,
14:13que é um acidente tecnológico,
14:15é um acidente ambiental também,
14:17mas que pode gerar
14:18essa poluição
14:18num corpo d'água.
14:20Também a autoridade local,
14:22estadual,
14:23vai ser chamada ali
14:24para tomar as providências
14:25nesse sentido.
14:26É claro que as providências,
14:28na maioria das vezes,
14:29vão se dividir
14:29entre emergenciais,
14:31curto, médio e longo prazo.
14:33E as emergenciais
14:35também se exigem
14:36a responsabilidade
14:38daquele empreendedor poluidor.
14:39então isso acontece
14:41para o acidente em rodovia
14:43em que a empresa
14:43por exigência local
14:45é obrigada
14:46a dispor
14:47no local da emergência
14:48uma série de recursos
14:50que vão mitigar
14:52os danos ambientais
14:54naquele primeiro momento.
14:55E ao longo desse processo,
14:57esse processo
14:58ele é
14:59ele é conduzido
15:01pelo órgão ambiental,
15:02essa empresa
15:03também vai ser chamada,
15:05além de prestar
15:05toda parte
15:06de esclarecimento
15:08a prestar também
15:10todos os recursos
15:10necessários ali
15:11para dispor
15:12do mínimo
15:13ou do mínimo
15:14de contaminação
15:15ou do máximo
15:16de mitigação
15:17dessa poluição ambiental.
15:18Gostaria que o senhor
15:19pudesse contar
15:21para a gente
15:21alguma ocorrência
15:23que ocorreu recentemente
15:24que teve um destaque
15:25que foi muito complexo,
15:26o senhor pode mostrar
15:27como que essa atuação
15:29decorreu,
15:30o que foi necessário
15:31fazer,
15:32quantas pessoas
15:32mobilizadas,
15:33conta para a gente
15:34uma que chama
15:35atenção assim.
15:36A gente teve
15:40se eu não me engano
15:41no ano de 2024
15:43uma ocorrência complexa
15:45próxima ao
15:47Anel Rodoviário
15:48de Belo Horizonte
15:49no bairro Goiânia
15:50em que houve
15:51o tombamento
15:51de um caminhão tanque.
15:53Essa ocorrência
15:54ela foi especialmente
15:55complexa
15:56porque
15:56o motorista
15:58foi a óbito
15:59imediatamente
16:00mas todo o líquido
16:01inflamável
16:02e a gente está falando
16:03de milhares
16:04de litros
16:04ele desceu
16:06pela topografia
16:07e entrou
16:08numa vila
16:08de casas
16:09isso ao longo
16:10da madrugada.
16:11Esse óleo
16:12quando ele percorre
16:14quente
16:15a via ali
16:16do asfalto
16:17o vapor dele
16:18é o mais perigoso
16:19nem é o líquido
16:20o vapor faz
16:21um fio condutor
16:22a gente teve incêndio
16:24no terceiro pavimento
16:26de uma das casas
16:27dessa vila
16:28sem o líquido
16:29obviamente ter chegado
16:30lá
16:30porque fisicamente
16:31é impossível
16:33mas o vapor
16:34chegou
16:34e o incêndio
16:35veio de cima
16:36para baixo
16:36houve uma necessidade
16:38de evacuação
16:39de toda essa vila
16:40vítimas de queimadura
16:41tendo que sair
16:42das suas casas
16:43e encontrando
16:44fogo na porta
16:45de casa
16:45ali
16:46é uma vila
16:47assim de um aglomerado
16:48então mais dificuldade
16:49de acesso
16:50ou de saída
16:51de pessoas
16:51nós atendemos lá
16:52com esse batalhão
16:54especializado
16:55mas também
16:55com outras equipes
16:56de apoio
16:57retiramos gente
16:58que estava presa
16:59no banheiro
16:59porque não conseguia
17:00sair de casa
17:01pelo fogo
17:02essa ocorrência
17:03gerou uma repercussão
17:04até nacional
17:04posso até buscar
17:05essas repercussões
17:06e enviar posteriormente
17:07mas
17:09isso dá uma ideia
17:10de que o acidente
17:11com o produto perigoso
17:12não é um acidente comum
17:12se a gente estivesse
17:13falando de um caminhão
17:14que não carregasse
17:16uma carga perigosa
17:17seria infelizmente
17:19o óbito
17:19no caso do motorista
17:20mas uma ação ali
17:21de remoção
17:22daquele veículo
17:23isolamento
17:24menor
17:25daquele local
17:26e sem risco
17:26as pessoas
17:27da vizinhança
17:28então isso dá uma ideia
17:29do quanto o acidente
17:30com o produto perigoso
17:31ele é potencialmente
17:33destruidor
17:34e causador ali
17:35de danos
17:37ou de ameaças
17:37à vida ao redor
17:38por isso exige
17:39uma evacuação maior
17:40e uma atuação especializada
17:42Tá certo
17:42e como é que é feito
17:43esse acionamento
17:44esse acionamento
17:45ele é feito diretamente
17:46pelo requisitante
17:47ou não
17:48é dentro do sistema
17:49dos bombeiros
17:49que se faz
17:50essa triagem
17:51e qual que é o tempo
17:52de resposta aproximado
17:53na capital
17:54ou no interior
17:55Bom, esse atendimento
17:57ele é um atendimento
17:57especializado
17:58mas tudo isso é regulado
17:59dentro da corporação
18:01o cidadão
18:02ele obviamente
18:02não precisa saber
18:03dessa diferença
18:04do risco
18:05ele vai acionar
18:06normalmente
18:07como qualquer outra
18:08emergência
18:08o número 193
18:10e aí
18:11dentro da nossa triagem
18:13a gente já vai perceber
18:13que se trata
18:14de uma ocorrência específica
18:15e acionar as equipes
18:16especializadas
18:17o batalhão especializado
18:18por uma questão estratégica
18:20e também de frequência
18:21de acidentes
18:22dessa natureza
18:23fica lotada
18:24em Belo Horizonte
18:25então a gente vai ter
18:25um tempo de resposta
18:26aqui comum
18:27a qualquer outra
18:28resposta ordinária
18:30de Belo Horizonte
18:31mas se a gente estiver
18:32falando de uma ocorrência
18:33no interior
18:34a gente tem a integração
18:36com o modal aéreo
18:37então o que acontece
18:38nesses casos
18:40posso citar
18:40recentemente
18:41um caminhão
18:42que ficou preso
18:43em Montes Claros
18:44ao passar por uma via
18:45debaixo de um viaduto
18:46ele ficou preso ali
18:48e isso pegou
18:49uma das válvulas dele
18:50e esse gás
18:51inflamável
18:51o gás de cozinha
18:52em grande quantidade
18:53acabou se dissipando
18:55ali naquela vizinhança
18:56rapidamente chegaram lá
18:58equipes
18:59por meio
19:00da nossa aeronave
19:01esses militares
19:03especializados
19:04formam uma guarnição
19:05que é levada
19:06pelos nossos
19:07arcanjos
19:07para ali tomar
19:08as primeiras providências
19:09com os recursos
19:10que as unidades locais
19:11tem
19:12e por terra
19:13vai o caminhão
19:14especializado
19:14porque ele já leva
19:15esse corredor
19:16de descontaminação
19:17leva todo o aparato
19:18mais específico
19:19mas que vai ser usado
19:21depois de um certo
19:21tempo de atendimento
19:22tá certo
19:23tem mais alguma coisa
19:24que o senhor
19:25acha interessante
19:25colocar
19:26que às vezes
19:26eu não perguntei
19:27sobre as situações
19:29desses atendimentos
19:30olha
19:31eu acho interessante
19:32que a gente tem
19:34no nosso canal
19:35do youtube
19:35da academia
19:36de bombeiros militar
19:38uma playlist
19:40que fala
19:40ocorrências envolvendo
19:41produtos perigosos
19:42lá a gente tem
19:43uma série
19:44de orientações
19:46nesse sentido
19:47seja em relação
19:49ao que fazer
19:50se for o primeiro
19:50no local
19:51de um acidente
19:52desse
19:52quais são as roupas
19:53de proteção química
19:54que a corporação
19:55usa
19:56o que significa
19:57esse corredor
19:57de redução
19:58de contaminantes
19:59a detecção
20:00e monitoramento
20:00de gases perigosos
20:01tudo isso está lá
20:02dentro de uma playlist
20:04de atendimento
20:05a emergência
20:06envolvendo produtos
20:07perigosos
20:07no nosso canal
20:08do youtube
20:08da academia
20:10de bombeiros
20:10militares
20:10de minas gerais
20:11eu queria agradecer
20:12o senhor mais uma vez
20:13pela colaboração
20:14ajuda aí com a gente
20:15viu tenente
20:15muito obrigado
20:16um ótimo fim de manhã
20:17para o senhor
20:18valeu Matheus
20:19para você também
20:19tudo de bom
20:20bom trabalho
20:20valeu
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