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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste domingo (12) que a invasão ao Líbano evitou uma incursão do Hezbollah contra o território israelense. Durante visita a tropas que ocupam militarmente a região desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, o premiê declarou que a criação de uma “zona de segurança” foi essencial para conter a ameaça do grupo aliado de Teerã. Netanyahu também disse que as forças israelenses seguem atuando para neutralizar riscos como munições antitanque e foguetes, em agenda que contou com a presença do ministro da Defesa, Israel Katz, e de comandantes militares.

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Transcrição
00:00Vamos atualizar essa situação do Oriente Médio, porque o conflito por lá continua enfrentando desdobramentos.
00:06O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirma que invadiu o Líbano para evitar que o país fosse invadido o
00:12seu país, Israel.
00:13Luca Bassani participa com a gente direto da Europa e tem mais detalhes a respeito desse posicionamento de Israel.
00:19Luca, bom dia pra você, boa semana, hein, meu caro?
00:23Bom dia a você também, caro Donato, a todos que nos acompanham aqui nessa nova semana no Jornal da Manhã.
00:28De fato, a guerra no Líbano continua de forma violenta, enquanto o cessar-fogo é mantido dentro do Irã e
00:35em outros países do Golfo.
00:37O premier Benjamin Netanyahu, em declaração neste último domingo, diz ter evitado que Israel fosse invadido pelos terroristas do Hezbollah
00:46e, por isso, se adiantou para invadir o Líbano.
00:50Lembrando que, desde o começo da guerra, não só bombardeios foram relatados por parte do Hezbollah ao norte de Israel,
00:56mas também a resposta israelense com bombardeios no Líbano e a incursão terrestre israelense dentro do território libanês.
01:04Os israelenses atualmente ocupam um território que está ao sul do Rio Litane,
01:09um rio que delimita em vários outros tratados internacionais o poder de atuação do Hezbollah
01:15até a fronteira com os israelenses.
01:19E, ao mesmo tempo, continua bombardeando fortemente várias regiões do país,
01:24como o Vale do Beká, o sul da capital Beirute, a região de Darrié,
01:30e a própria cidade de Sidon e Tiro, duas cidades históricas, bíblicas,
01:34mas que têm uma presença forte dos chiítas e do grupo Hezbollah.
01:38Durante este período, muitos liboneses já morreram.
01:42São cerca de 2 mil mortos até o momento, mais de 6 mil feridos
01:47e um número de deslocados impressionante, cerca de 1 milhão de pessoas,
01:51o que representa quase um sexto da população do país.
01:55O primeiro-ministro Netanyahu, além de fazer essas declarações,
02:00disse também em visita às tropas que apoiam essa medida liderada pela IDF,
02:10perdão, pelas Forças de Defesa de Israel,
02:12e que isso é necessário para a segurança daqueles vilarejos do norte do país.
02:17Ele, então, com essa visita, referenda que parte desse território agora
02:21está sob o controle israelense, apesar dos vários apelos da comunidade internacional
02:27e do próprio governo oficial do Líbano, para que isso seja desfeito
02:31e os israelenses deixem o território.
02:33Fazendo sempre aquela diferenciação, Nonato,
02:36que há o governo libanês, há o exército libanês,
02:39mas há paramilitarmente o Hezbollah, que atua de forma ilegal
02:44e muitas vezes acaba arrastando toda a população do Líbano,
02:47todo o território libanês, para um conflito contra o seu vizinho,
02:51por conta da sua própria agenda.
02:53O Hezbollah, que é muito próximo ao Irã,
02:55não só pela questão religiosa, mas também pelo financiamento ao longo de décadas.
03:00Essa questão do Líbano deve ser endereçada a partir de terça-feira
03:04em conversas que acontecerão em Washington
03:07entre uma delegação israelense e uma delegação libanesa
03:10para tentar encontrar um cessar-fogo para esta frente,
03:14uma vez que esse também foi um dos critérios colocados pelo Paquistão
03:19durante a mediação e até agora não foi cumprido depois de Israel.
03:23e os próprios Estados Unidos desmentirem esta versão.
03:27Ficaremos de olho hoje e durante os próximos dias em todos esses acontecimentos também.
03:32Luca Bassani, direto da Europa.
03:35Obrigado, Luca, pelas informações e assunto para a gente já trazer aqui
03:38o comentário do Henrique Kriegner nesta manhã.
03:41Lembrando, né, Kriegner, que o Hezbollah surge lá no início dos anos 80,
03:44até como uma resposta à invasão de Israel também no Líbano naquela época.
03:50E agora o Netanyahu usa de novo essa informação,
03:53dizendo que evitou que Israel pudesse ser invadido pelo Hezbollah.
03:57E aí, certamente, muita gente se pergunta,
04:00mas o Hezbollah ainda tem essa capacidade de invadir Israel
04:02à medida em que foi muito bombardeado no conflito do Hamas de 2023 para cá?
04:08Ou seja, é mais uma narrativa do Netanyahu
04:12ou tem um fundo de verdade nessa história?
04:15O Kriegner, bom dia, bem-vindo.
04:17Bom dia, Nonato, bom dia à nossa audiência.
04:20Olha, quando a gente olha para outubro de 2023
04:24e percebe que o Hamas fez aquele atentado horrível
04:30que entrou para a história como um dos mais violentos,
04:32não só na região, mas do mundo, né?
04:36Em que crianças foram mortas, idosos, pessoas.
04:39Quando nós olhamos para esse potencial,
04:42é de se entender que agora Israel adote uma medida
04:46completamente diferente, através também do Netanyahu,
04:50no relacionamento com esses grupos terroristas.
04:53É claro que Israel sempre teve uma postura intolerante
04:57a grupos terroristas que pedem a sua aniquilação, né?
05:01E a sua, ali, morte.
05:03No entanto, havia nos últimos anos uma posição de ataques pontuais
05:09para poder desmilitarizar ou desorganizar.
05:12De repente, quando nós temos o 7 de outubro de 2023,
05:16essa postura muda e muda radicalmente.
05:20O Hamas foi completamente enfraquecido, não foi aniquilado.
05:24A gente sabe muito bem que o Hamas continua operando,
05:27mas foi muito, muito enfraquecido mesmo e desmilitarizado.
05:31E o Hezbollah seria o próximo alvo óbvio.
05:34Até mesmo nas inclusões ali de reações de 2023, isso aconteceu.
05:39Agora, toma essa força.
05:41Então, Netanyahu tem, sim, uma retórica recorrente
05:44nessa questão de defesa de Israel.
05:46Isso é bem verdade.
05:47E também a sua popularidade interna não ajuda, né?
05:50Porque aí, toda vez, ele acaba colocando uma investida maior.
05:54No entanto, existe um risco à segurança de Israel
05:57que o governo israelense não vai tomar, não vai assumir mais uma vez
06:01porque o resultado é desastroso.
06:03São vidas inocentes que acabam pagando por essa conta,
06:06por isso fazem essas mobilizações.
06:10O que vai depender, no Nato, é agora se a comunidade internacional
06:12vai ter um apoio.
06:14E aí, eu estou falando de Estados Unidos com toda a situação lá dentro.
06:17Mas aí, é assunto para um comentário ainda mais longo, do Nato.
06:20Então, vou aproveitar que você está aqui falando da produção dos Estados Unidos
06:25porque eu queria te ouvir, ô Krigner, a respeito do não acordo
06:29entre Estados Unidos e Irã com a mediação do Paquistão.
06:33É que o Paquistão tem fronteira extensa com o interesse
06:37em que a região seja pacificada.
06:40Mas, de qualquer modo, não houve esse acerto no fim de semana.
06:42O Trump promete agora atuar no Estreito de Hormuz,
06:45inclusive atacando com o bloqueio de navios que tenham pago pedágio
06:50para os iranianos.
06:53Por que é que será que a gente não chegou num acordo
06:55entre Estados Unidos e Irã?
06:57E o que é que isso pode representar?
07:00Um retorno ou o fim desse cessar-fogo que, entre aspas,
07:04ainda não está muito consolidado, Krigner?
07:07Com certeza.
07:08Realmente, esse cessar-fogo não está consolidado.
07:11E eu vou dizer uma coisa, viu, Nato?
07:13Quando você tem dois atores que estão negociando,
07:16seja qual for o tipo de negociação,
07:19tanto em política externa como em uma negociação comercial,
07:21e os dois estão negociando em cima de uma posição definida,
07:25não em cima de um objetivo a longo prazo,
07:29você tem uma inflexibilidade muito grande dos dois lados.
07:32Então, o objetivo principal dos Estados Unidos nessa guerra
07:37era justamente a derrubada do regime dos Ayatollahs.
07:41O objetivo principal do Irã é a manutenção do regime dos Ayatollahs.
07:45Não tem como ali, e do Irã,
07:47que eu falo do regime realmente dos Ayatollahs, né?
07:53Não tem como a gente esperar que vai ter um momento ali,
07:58um ambiente para que haja uma flexibilidade.
08:01Nesse sentido, qualquer cessar-fogo baseado numa negociação,
08:05ele é meramente temporário.
08:07E a esperança, ainda que triste, é muito baixa,
08:10de que haja realmente uma solução diplomática,
08:13ou senão, um dos lados vai ter que trair a confiança daqueles que o apoiam.
08:18E se for no caso americano, isso vai ser muito negativo,
08:21considerando que nós temos as eleições domésticas acontecendo muito em breve,
08:26em que ali o Congresso Nacional americano vai ficar definido,
08:30seja na Câmara dos Deputados Americanos ou mesmo no Senado.
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