00:06O que é o direito constitucional ao silêncio, direito de ter acesso a toda a prova indiciária antes de qualquer
00:21posicionamento?
00:23Também a questão de que é um processo complexo, com provas complexas, com provas técnicas, com levantamentos técnicos e que
00:33demandam conhecimento específico, não só jurídico.
00:38Então, não posso eu, de mão dessa documentação, em questão de uma hora olhar e achar que estou suficientemente satisfeito
00:52com o entendimento dessa prova.
00:55Certo. O doutor Cristiano chegou por volta das 10 horas, saiu por volta do meio de 30 aqui da Delegacia
01:00da Segunda Defesa de Cachoeirinha, né?
01:02Sim.
01:02O senhor disse que teve, hoje fala a primeira vez, acesso a alguns documentos, alguns autos.
01:07Esse foi o tempo que ele ficou em depoimento?
01:09Não, não teve depoimento dele. Foi o tempo que ele ficou junto comigo, tendo acesso ao inquérito, né?
01:15Foi disponibilizado pela autoridade, fora uma forteza, ilegal. Foi só isso.
01:20Ficamos durante essas duas horas juntos, conversando, algumas vezes com a autoridade e a gente, outras vezes a maioria da
01:28vez sozinha, né?
01:29Foi, tomando pé da situação, pedir cópia física do que era pertinente e mais delicado, tecnicamente, para interpretar, para eventualmente
01:40levar para uma contra-perícia, uma contra-posição.
01:44Por último, agora na última semana, nós tivemos conhecimento que outras pessoas, dois familiares, o Cristiano e o Ramiro, também
01:52são suspeitos, não pelo crime, né?
01:54Mas, de certa forma, terem alguma participação depois do desaparecimento. Como é que a defesa recebe essa informação?
02:01Essa informação, ela é circunstancial e interpretativa, interpretação da autoridade, mas eu não falo com outras pessoas do processo, nem
02:17no inquérito, nem na investigação.
02:18Então, daí eu prefiro não manifestar muito, mas não vejo nada de muito preocupante.
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