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O cenário político brasileiro segue marcado por uma intensa polarização. Um novo levantamento divulgado pelo instituto Atlas Intel revelou que o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL) continuam dominando a preferência partidária dos brasileiros, concentrando a maior parte das identificações. No entanto, a pesquisa também destacou um dado crucial: uma parcela considerável do eleitorado afirma não se identificar com nenhuma sigla, tornando esse grupo o grande fiel da balança nas próximas disputas eleitorais.


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Transcrição
00:00Eleições 2026, depois o time vai fazer perguntas também, eu quero a sua avaliação sobre mais uma eleição 2026 entre
00:06Lula e Bolsonaro.
00:08Agora, o Bolsonaro filho, o Flávio.
00:10Essa eleição que, aparentemente, caminha pra mais uma polarização, a gente tem visto isso nas pesquisas,
00:15e eu quero saber como você tem enxergado essas pesquisas, porque a gente viu uma crescente,
00:20pegou tração nas pesquisas do Flávio e do Bolsonaro, o presidente Lula estagnou,
00:24estão aí empatados, de modo geral, se a gente fazer uma média das últimas pesquisas todas.
00:28Como é que você enxerga essa eleição de 2026?
00:32Primeiro, só a polarização, a calcificação dessa polarização.
00:36Evidente, o sistema eleitoral em dois turnos, ele favorece a polarização no segundo turno, é natural,
00:41dois vão disputar, pra poder construir a maioria maior na sociedade.
00:45Mas, nós estamos caminhando pra uma lógica em que isso calcificou nas relações familiares,
00:50nas provocações, passou a ser uma coisa que está além da arena política,
00:54é uma coisa pra gente preocupante.
00:56E num país tão diverso como o nosso, você abrir mão das nuances e estabelecer uma lógica de bipartidarismo, quase,
01:04me parece uma coisa bastante complicada.
01:07Eu sou dos que defendem a importância de ter mais candidaturas, né?
01:11O Brasil ganharia com mais candidatos a presidente.
01:14Cenários mais parecidos com 89, com mais alternativas, seriam melhores no primeiro turno, né?
01:19Agora nós vamos ter, talvez, cinco candidaturas do centro pra direita e apenas uma do centro pra esquerda no quadro
01:26de hoje.
01:26Evidente que Banco Master, INSS, tudo isso pode revelar outras situações que mudem até os candidatos,
01:33em razão das revelações que esse escândalo vai aparecendo todos os dias, né?
01:39Então me preocupo um pouco, a gente está restringindo o nosso debate a uma lógica binária.
01:46O Brasil é muito mais amplo e muito maior e permitiria nuances e outros tipos de abordagem.
01:51Perfeito. Pergunta, Beraldo.
01:53Felipe, a gente olhando pra esse cenário, né, que você acabou de escrever,
01:57temos uma candidatura de esquerda, de Lula, que tá aí o líder da esquerda há décadas, né?
02:02Não houve uma renovação, não há ninguém com a força da esquerda pra pleitear de forma independente uma candidatura.
02:10E, ao mesmo tempo, as candidaturas que vão aparecendo à direita, elas não tiram o voto do Lula.
02:18Por exemplo, o PSD poderia ter escolhido a candidatura do Eduardo Leite, que é um candidato,
02:23seria um candidato, com um discurso de centro, de centro-esquerda, quer dizer,
02:28você teria ali um impacto no voto do Lula.
02:30E não foi o que o Gilberto Kassab fez, ele escolheu o Caiado, que é alguém que tira voto da
02:35direita.
02:36Tem a bandeira da segurança pública e por aí vai.
02:38Inclusive, o primeiro discurso já foi o de anistia, né, que é o discurso do Flávio.
02:43Exatamente. Então, qual é a minha pergunta que eu gostaria da sua análise?
02:47Esse jogo do PT foi feito para que as eleições concentrassem os votos da esquerda no Lula
02:54porque ele precisa ganhar as eleições no primeiro turno, sabendo que as chances dele perder no segundo são enormes?
03:01Olha, acho que não é necessariamente isso.
03:03Acho que o presidente Lula tentou buscar uma ampliação da sua base, né, com o MDB, com o PSD, com
03:09outras alternativas,
03:10mas não foi feliz nessa trajetória, né.
03:12Me parece que, apesar de ter sido eleito numa lógica de frente ampla,
03:17em que, por exemplo, o apoio da Simoniteb foi decisivo pela pequena diferença que a gente teve, né,
03:21os liberais sociais, para tentar colocar num certo padrão, foram muito importantes para a eleição,
03:26esse governo tem sido um governo muito preso ainda no entorno do PT.
03:31Vamos pegar o exemplo, por exemplo, do Palácio do Planalto, né.
03:34Você, pela primeira vez, não tem um ministro que não seja do PT ou do campo da esquerda,
03:39ocupando alguma das funções lá.
03:41Foi uma opção feita, né.
03:43Eu, por exemplo, considero um dos maiores erros da administração do presidente Lula
03:47a forma como fez a gestão da crise das enchentes no Rio Grande do Sul,
03:52criando aquela secretaria extraordinária, criando um certo confronto com o Eduardo Leite.
03:57Poderia ser ali uma demonstração muito grande de composição
03:59e houve ali uma, talvez, uma certa infantilidade do PT gaúcho
04:03de tentar se preocupar com o que o Eduardo poderia se capitalizar na gestão da crise.
04:09E isso me parece que foi um problema, né.
04:11Não se conseguiu avançar para partidos de centro.
04:15Em razão disso, ele está tentando concentrar uma coligação com todos os partidos de esquerda.
04:20Aliás, pela primeira vez, nós vamos ter o presidente Lula com apoio de todos os partidos
04:23do centro à esquerda, né.
04:25Do PDT em direção ao PC do B e PSOL, por exemplo.
04:28Isso não aconteceu nas outras eleições.
04:31A direita vai ter mais alternativas, né.
04:34Missão, que é a novidade dessa eleição.
04:36É importante dizer isso, né.
04:38O movimento digital do MBL é muito interessante porque teve a coragem de fazer a conversão
04:42para um partido formal.
04:44É uma coisa muito interessante, né.
04:46Coisa que o bolsonarismo não conseguiu fazer.
04:48Tentou montar um partido próprio, mas não teve competência administrativa
04:52para se consolidar e aí fez a parceria com o PL,
04:55virando o maior partido do Brasil.
04:57Me parece até que, errando, foi uma boa estratégia, né.
04:59Mas aí, nessa linha ainda, Felipe, você acredita que, por exemplo,
05:02essa sua omissão, o Renan, você acha que tem condições de furar essa bolha
05:05de polarização que a gente acabou falando aqui?
05:08Olha, não é uma questão de furar a bolha, mas é de permitir uma alternativa
05:13de direita que tenha uma perspectiva, vamos dizer assim, mais liberal em termos
05:17comportamentais do que o PL e o bolsonarismo têm entregado, né.
05:21Então isso é interessante.
05:22E que me parece estar ocupando um espaço interessante na juventude.
05:25Isso, inclusive, acendeu o alerta de alguns partidos aí,
05:28porque o Renan vem conseguindo fazer um trabalho de fluxo
05:31pelas redes sociais com propostas.
05:34Aqui não tem a ver com a minha opinião, o que eu acho.
05:36Estou tentando fazer uma análise do segmento, né.
05:39Você vai ter, possivelmente, a candidatura do governo do Zema,
05:43também que coloca uma visão do Partido Novo,
05:45tentando se reorganizar, tentando estabelecer uma linha de trabalho.
05:49E se reorganizar mais à direita, né.
05:51Sim, mais à direita.
05:53Mais à direita ainda.
05:53Eu acho que há uma inflexão em relação à sua origem, né.
05:58Mas agora, talvez, com um pouco menos ingênuo,
06:00do ponto de vista do começo do trabalho.
06:02É um partido importante, tem uma boa marca, né,
06:05nacional em que PESI esteja lutando ainda
06:07para poder se estabelecer e vencer a cláusula de barreira,
06:10que é o grande desafio do Novo para essa eleição.
06:13O PSD fez uma opção, vamos dizer assim, conservadora, né.
06:17Ele trouxe de novo para a eleição
06:19um candidato que sempre atuou no campo democrático na direita.
06:24É importante dizer, nesse aspecto, ele se diferencia da família Bolsonaro,
06:28porque ele não flertou com nenhuma questão de golpe e outra coisa.
06:32Está nas eleições de 89, né, para o candidato lá atrás também.
06:36Mas não é uma novidade no cenário eleitoral.
06:39Mas traz um discurso de segurança interessante,
06:41tem um bom trabalho como governador de Goiás.
06:43Eu acho que ele está dando uma alternativa importante
06:45para os eleitores conservadores refletirem, né.
06:48Porque, vamos falar a verdade,
06:50o senador Flávio Bolsonaro, com todo o respeito,
06:54é candidato por ser filho, não é por si mesmo, né.
06:57O Caiado, diferentemente, é candidato por si mesmo.
07:00É alguém que tem uma musculatura política suficiente
07:02para pleitear essa história.
07:04Da mesma forma como o Romeu Zema.
07:05E acho que o Renan também,
07:06porque o Renan é de uma estrutura de trabalho
07:08que está se começando agora a trabalhar.
07:11Falando no Caiado, a gente teve uma entrevista ontem.
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