00:03Ela é interessante.
00:05Ela tem uma coisa de mutação, assim, né?
00:09Muito forte.
00:10É, não.
00:11Olha isso.
00:13É.
00:15Essa Eva Neal era a Circe, por quem todos nós suspirávamos.
00:20Uma mulher, uma cidade e seu tempo.
00:24A experiência do nascedor modernista, um turbilhão de vanguardas e vontades.
00:31E a quietude.
00:33O rosto Neal, a figura Neal, a presença Neal, a fantasmagoria Neal.
00:39Uma mulher de 17 anos e o sonho de fazer cinema em Cataguases na década de 20.
00:45É aquela estrela do interior, que é a menininha da cidade, né?
00:49Ela sai disso e vira uma estrela nacional no cinema.
00:53Era um cinema feito em famÃlia.
00:57Isso é muito legal.
00:58E muito lindo isso.
01:00Essa loucura do Brasil, né?
01:02Essa falta de memória, assim, né?
01:04A gente tem que fazer quase como uma arqueologia mesmo.
01:07Reconstruir, né?
01:09Uma coisa a partir de fotogramas.
01:12A gente sabe muito pouco sobre esses filmes.
01:14Quando ela decide não trabalhar no filme do Humberto Mauro, O Tesouro Perdido,
01:21o pai dela tenta demover ela dessa decisão.
01:25E quando ela decide, ela não volta atrás.
01:29Ela é o grande rosto perdido.
01:31E ele se entrega ao desaparecimento.
01:33O cinema, a fotografia, a imersão modernista e o silêncio.
01:40O cinema, o cinema, o cinema, o cinema, o cinema, a imersão industrial de Amor.
01:51Legenda Adriana Zanotto
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