00:00O preço do petróleo volta a superar a marca de 100 dólares.
00:04Denise Campos de Toledo, o que provocou esse aumento em meio a esse cenário dessa guerra que não acaba?
00:10Pode ser que se arraste ainda mais, como falou o Fabrício.
00:13Exatamente, Thiago. Essa preocupação com o acirramento da guerra, com os novos lances,
00:18a possibilidade de entrada de países da OTAN para tentar liberar o Estreito de Hormuz,
00:23tudo isso causa uma preocupação no mercado.
00:25Agora, eu só queria fazer uma observação que há especulações nos Estados Unidos, na verdade,
00:30a divulgação de algumas notícias sobre movimentações irregulares ou de grande volume com o petróleo,
00:39com os contratos futuros de petróleo, antes daquele anúncio de Trump de que suspenderia por cinco dias
00:46o ataque às unidades de produção de energia do Irã.
00:51Isso mexeu muito com o mercado, criou aquela onda muito favorável,
00:54o petróleo caiu mais de 13% e foram movimentações muito rápidas e muito pesadas.
00:59São só uma observação, nós vamos conferir agora os números do petróleo de hoje,
01:03que nós tivemos toda a repercussão.
01:06O petróleo, o WTI, voltou a subir 4,79%, 92 dólares e 35 centos o barril.
01:13Lembrando que o WTI é referência para os Estados Unidos,
01:16referência global é o Brent, que subiu quase a mesma coisa,
01:194,49%, 4,5% de alta.
01:23Passou de novo dos 100 dólares o barril.
01:25Lembrando que houve essa queda quando o Trump sinalizou uma possibilidade de paz.
01:29Agora tem essas discussões, mas não muito convincentes,
01:33pelo menos na movimentação de hoje do mercado financeiro.
01:36Isso teve repercussão no mercado brasileiro.
01:39A Bolsa subiu em parte pela alta das ações da Petrobras,
01:42favorecidas pela alta do petróleo.
01:44Bovespa subiu 0,32%, aos 182.500 pontos.
01:49E o dólar, alta de 0,25%, a cotação de venda em R$ 5,25.
01:55Agora, Tiago, só para acrescentar que essa movimentação do mercado aqui
01:58também teve a ver com a divulgação da ata, do Copom,
02:01que não trouxe qualquer sinalização, como já tinha acontecido na semana passada
02:05com o comunicado, depois da reunião, quanto ao que pode acontecer com juros.
02:09Se virão novos cortes, tudo isso vai depender da guerra, da continuidade,
02:13de impactos inflacionários.
02:15Então, ficou uma situação muito em aberto e isso acabou trazendo pressões também sobre os juros.
02:20Então, além dessa movimentação de mercado, o que nós já falávamos na semana passada,
02:24aquela pressão da curva de juros do mercado,
02:27que mexe com a referência para a negociação de títulos públicos,
02:31tem um outro impacto que não aparece nesses indicadores que eu citei.
02:35Então, é isso. O Copom não sinalizou e a gente continua vendo aumento das projeções de inflação aqui no Brasil.
02:41Perfeito, Denise. Então, só para fechar, em relação à ata do Copom,
02:44já que a gente entrou no nosso tema, sinalizações de que maneira?
02:49Porque tem tudo a ver ainda com o conflito no Oriente Médio.
02:53Exatamente. Essa foi a grande preocupação adicional.
02:56Porque na ata da reunião anterior, o Copom estava confiante,
02:59sinalizou o corte dos juros.
03:00Pelo que ele foi colocado no documento divulgado hoje,
03:04se não tivesse ocorrido a sinalização anterior,
03:06talvez não tivesse vindo qualquer corte dos juros agora.
03:09Veio aquele corte de 0,25 apenas para confirmar expectativas,
03:13não provocar ajustes ainda mais pesados no mercado financeiro.
03:17Mas foi muito ressaltado essa possibilidade de impactos na inflação,
03:21aumento de preços, maior volatilidade do dólar
03:24e essa mudança das previsões de inflação.
03:29Só para a gente completar em relação a isso,
03:31vai lembrar que um mês atrás o mercado financeiro
03:34previu o IPCA deste ano, a inflação oficial, em 13,95%.
03:38No relatório que saiu no começo dessa semana,
03:41a projeção já tinha subido para 4,17%.
03:44E o Copom está observando essa movimentação.
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