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No Linha de Frente, a bancada debate a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de matar a esposa, Gisele Alves Santana, de 32 anos. Gisele foi morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal vivia, no Brás, região central de São Paulo. Na última quarta-feira, 18, Geraldo Neto foi preso, suspeito de feminicídio e também pelo crime de fraude processual.

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Transcrição
00:00Foi preso nesta semana o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de forjar o suicídio da mulher, a soldado
00:07feminino da PM, Gisele Alves Santana.
00:11A investigação avançou e ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual.
00:16Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento em que o casal vivia.
00:21Ele nega qualquer ligação com a morte da mulher, o que a família dela contesta.
00:26O policial foi levado para o presídio militar Romão Gomes e a expectativa é que o inquérito seja finalizado agora,
00:33nos próximos dias.
00:37A gente tem mensagens dele, é isso? Perguntou para o meu editor-chefe, Diego.
00:41Ah, não tem, mas eu tenho aqui algumas coisas escritas para a gente comentar.
00:46Por exemplo, ele mandou mensagens para a mulher dele dizendo, né, lugar de mulher é em casa, cuidando do marido.
00:52Rua é lugar de mulher solteira à procura de macho, abre, fecha aspas.
00:56Claro, essas palavras não são minhas, mas são algumas das mensagens aí, da troca de mensagens que a polícia na
01:02investigação conseguiu.
01:05Renata, a gente sabe que eu estou até com dificuldade de fazer perguntas sobre esse assunto,
01:08porque eu pergunto, o que que falta? O que a gente está fazendo de errado?
01:14Qual é a tecla que falta bater? Qual é o ponto?
01:17Tem alguma coisa, Renata?
01:19Bom, eu vivo repetindo que para a gente tentar sobreviver a essa guerra que a gente vive contra as mulheres,
01:28né,
01:28parece que, enfim, a gente tem que educar as crianças, né, que nós somos parceiros, todos, seres humanos,
01:38e que ninguém merece isso.
01:40O que mais me assusta nesse caso, em particular, foi a total, é triste dizer, mas incompetência das pessoas que
01:50estavam ali envolvidas no momento do acidente,
01:53que deixaram essa pessoa ali ser solta, entrar no apartamento, tomar banho, levar roupa, enfim,
02:04não preservaram ali o ambiente, né, para que fosse feita uma perícia adequada e depois ter que ser exumado um
02:13corpo por insistência da família, enfim.
02:16A família sofre três vezes, quatro vezes, milhares de vezes.
02:20Eu acho que a gente tem que educar as crianças, tem que ser insistente nisso, que todos somos parceiros,
02:31quando mulher fala não é não, a gente tem que também ter uma política, acho que de autoestima para as
02:39mulheres.
02:40Eu acabei de dizer que as mulheres ficam muito preocupadas em colocar o pão na mesa, sustentar as famílias,
02:45e acabam esquecendo delas próprias, mas é fundamental que o governo, seja de direita ou seja de esquerda, qualquer que
02:54seja,
02:55ele faça propaganda para melhorar essa autoestima feminina, porque a mulher, ela tem uma força interior muito grande,
03:08mas esses psicopatas, essas pessoas com transtornos psiquiátricos, que é a doença do, né, são os transtornos do século XXI,
03:22isso não afeta as mulheres, as mulheres precisam se reconhecer capazes de enfrentar o problema e sair dele.
03:31E o governo tem por obrigação de criar mecanismos para isso.
03:35Eu ouvi hoje, venho ouvindo há algum tempo, um projeto de lei que foi aprovado, salvo engano, hoje no Senado,
03:44de homens que cometeram esse crime de violência andarem com as tornozeleiras eletrônicas e as mulheres baixarem um aplicativo,
03:52e isso vai de imediato avisá-las para que elas saibam que o agressor está chegando.
04:00Então, assim, a que ponto chegamos?
04:03Mas se é preciso ficar, usar o aplicativo, que se use o aplicativo.
04:08O que a gente não pode mais é perder uma vida por conta de uma pessoa que a gente tem
04:15que chamar de ser humano,
04:16mas que por essa fala não é humano, né?
04:19É, a gente falava muito de educação e tem esse ponto também das mulheres conseguirem identificar mensagens como essa,
04:25que esse comportamento não é normal, é errado, porque às vezes você está com uma...
04:29Tinha um projeto, acho que aqui em São Paulo, para ligar essas tornozeleiras eletrônicas nas câmeras de monitoramento, né?
04:35Então aí chegou perto, a câmera ali solta um alerta e manda à polícia, o que é óbvio, é uma
04:41medida super bacana,
04:42mas para isso tem que ter... A mulher tem que ter feito a denúncia, tem que ter feito a medida,
04:47tem que ter colocado a tornozeleira e às vezes ela não faz porque ela nem se dá conta ali também
04:50do que está acontecendo.
04:52E era uma policial militar, né, Bia? A gente não está falando de alguém que não tenha contato com esse
04:58tipo de ocorrência,
04:59porque ela, algum dia lá na profissão dela, no exercício da profissão dela, ela atendeu alguma vítima.
05:05Agora, com relação ao projeto de lei, ah, vamos ter um aplicativo que vai avisar.
05:09Tá, a gente está pensando o quê? Na mulher que tem aparelho de telefone e celular.
05:13E aquelas que não têm, que estão em extrema vulnerabilidade social, que não têm acesso às novas tecnologias,
05:21ela não vai ser protegida. E não é só a força, eu falei isso aqui no último programa,
05:27a força do homem em relação à mulher é muito superior.
05:32Eu li as informações a respeito do laudo que foi feito pericial, ela entrou em luta contra ele.
05:39E mesmo ela tendo sido uma pessoa preparada para ter autodefesa, ela não conseguiu se livrar.
05:45E nós estamos falando de alguém que teve uma formação.
05:49Então, hoje, cada vez mais, eu atuo na área de violência doméstica,
05:53eu vejo mulheres que são preparadas para a vida profissional,
05:57que não conseguem entender o ciclo de violência pelo qual elas estão vivendo.
06:02Então, esse é um problema que, a meu ver, eu concordo com a doutora quando ela fala assim,
06:06que precisamos, o quê? Nós precisamos resgatar a família.
06:09Nós temos que voltar lá atrás e pegar os nossos filhos e conversar desde muito pequenininho
06:15e identificar. E durante pandemia e pós-pandemia, isso aumentou muito
06:19e está longe, ao meu ver, de terminar.
06:22Já vou chamar a Luana e a Lisiane para comentar, vou só pôr mais um caso antes
06:25para a gente acrescentar, porque, infelizmente, são vários casos.
06:28Como a gente fala, ser mulher no Brasil é fácil, nunca foi, continua não sendo.
06:33E a cada dia, então, como a gente vem mostrando aqui semanalmente no Linha de Frente,
06:36são notícias de agressão, de assédio, de feminicídio.
06:39Dessa vez, a gente vai colocar mais um caso chocante aqui para vocês,
06:42que aconteceu em Guarulhos.
06:44Olha só, nós temos as imagens.
06:46A vítima de 20 anos entra correndo, passa a catraca de um prédio
06:50e aí entra no elevador, onde pensou que estaria a salvo.
06:54Só que o ex-companheiro dela, que a perseguia,
06:57consegue entrar, assim como uma outra mulher.
07:00Ele passa a agredir brutalmente a ex e a outra mulher tenta ajudá-la.
07:05Ele foi preso em flagrante e a ocorrência foi registrada como violência doméstica e lesão corporal.
07:11Só que, tem um suspiro antes disso, o agressor acabou solto após a audiência de custódia.
07:18Como a gente vê, as imagens são chocantes.
07:20Fala um pouco sobre o que a Luciana estava falando da força, né?
07:24Tinham duas mulheres ali e não conseguem ali conter o homem.
07:29E a mulher relatou as informações aqui do meu editor-chefe, Diego Castro,
07:34que ela disse que está com medo mesmo de andar na rua, claro.
07:37E volto agora para as meninas, então, Luana.
07:41E tudo por quê, né, Bia?
07:42Porque ela foi exigir uma pensão para a criança que os dois têm juntos
07:47e que só têm sete meses.
07:49É absurdo, assim.
07:50Eu estava aqui refletindo que linha que eu pego, né?
07:53Qual a análise que eu faço, porque está tão difícil para nós mulheres falarmos desse assunto.
07:59A cada vez que a gente vem aqui no jornal, a gente olha, abre a nossa rede social,
08:04vem um caso novo.
08:05A gente está falando de um caso, já tem dois aqui na fila,
08:07como a Bia trouxe agora esse caso de Guarulhos que aconteceu ontem.
08:11Então, está muito difícil.
08:13Então, e dito isso, eu tento sempre...
08:15Vamos levar aqui para uma análise de políticas públicas
08:18e tentar pensar de que forma que nós, como sociedade, podemos enfrentar esse tema.
08:24E quando você vai puxando o fio e olhando, obviamente, que criar melhor os meninos,
08:30ensinar para as mulheres também os limites, né?
08:33Saber colocar os limites, saber identificar essas situações, os sinais,
08:37como a gente colocou aqui.
08:39Uma soldada, né, que lida com crimes o tempo inteiro,
08:42não percebeu que ela estava num risco eminente de ser morta.
08:47E apesar de até ter comentado isso em mensagens com amigas,
08:51até falado com o pai que precisava sair, que tinha que se mudar do apartamento.
08:55Enfim, para a gente perceber, porque muitas vezes eu ouço ainda falas
09:02de... a mulher tem que perceber que o homem está fazendo isso.
09:06Gente, como é que ela não viu que ele, né, tinha esse comportamento?
09:09Assim, não é tão fácil, por mais que a mulher tenha educação,
09:13tenha tido educação, ela tenha contato, inclusive, com o caso como esse.
09:18Olha essa situação, acho que esse é o melhor exemplo para dizer
09:21que não é só a mulher identificar o sinal.
09:24E aí, quando a gente volta, né, pensando a política pública em si,
09:28como é que o Estado se posiciona, tem dois cenários, né?
09:31Um é a gente olhar para as mulheres que estão adultas agora,
09:34expostas a esse tipo de situação,
09:36e os homens que são adultos e estão tendo esse tipo de comportamento
09:41por N motivos.
09:43E também, outra análise é você olhar para as crianças que estão agora,
09:47ou os bebês que estão nascendo agora,
09:49como é que a gente faz para que eles não passem,
09:52elas não passem pelas mesmas situações.
09:54E na maior parte dos casos, existem vários estudos que mostram
09:58que há uma correlação muito grande
10:02entre violência doméstica, abuso sexual infantil,
10:05abusos durante o período da infância e um comportamento
10:10de um lado dos homens agressivo e do outro lado das mulheres
10:14um comportamento de dependência emocional do parceiro.
10:18Então, aqui a gente vê uma fórmula perfeita
10:20para que casos como esse continuem acontecendo.
10:23Porque no Brasil a gente tem um número de lares desestruturados
10:27muito grande, mais de 50% das mães no Brasil são solo,
10:31onde não há a participação do parceiro.
10:34Então, já lares que nascem ali com uma estrutura prejudicada,
10:38pensando toda a formação emocional dessa criança,
10:42toda a formação.
10:43E também a agressão que ainda acontece dentro dos lares,
10:47tanto com meninos que se tornam agressivos no futuro,
10:49quanto com meninas que vão se tornar também emocionalmente dependentes
10:53ou com uma fragilidade emocional afetando todas as relações delas
10:57durante a vida inteira.
10:58Então, o que no fundo me vem em mente?
11:01Educação.
11:02Porque a única forma que a gente tem de realmente romper
11:06esse tipo de ciclo negativo que ele se consolida
11:12e se retroalimenta na sociedade constantemente é com a educação.
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