- há 12 horas
- #podcast
- #uaiturismo
- #riodejaneiro
O podcast Uai Turismo recebe nesta quinta-feira (19) a diretora da Open Brasil Promoção e Eventos, Fatima Facuri para falar sobre eventos de turismo no país e sobre turismo de negócios.
Acesse o site: https://em.com.br / https://uai.com.br
SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/@PortalUai
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
Instagram - https://instagram.com/estadodeminas/
Twitter - https://twitter.com/em_com/
Facebook - https://www.facebook.com/EstadodeMinas/
#podcast #uaiturismo #riodejaneiro
Acesse o site: https://em.com.br / https://uai.com.br
SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/@PortalUai
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
Instagram - https://instagram.com/estadodeminas/
Twitter - https://twitter.com/em_com/
Facebook - https://www.facebook.com/EstadodeMinas/
#podcast #uaiturismo #riodejaneiro
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:01O Rio de Janeiro é uma cidade que já possui grande experiência no setor de eventos e na realização de
00:08grandes eventos.
00:09É claro que acaba virando uma referência e um espelho para os outros destinos do Brasil.
00:16Hoje a gente vai falar sobre turismo de eventos e turismo de negócios, os nichos e os impactos que a
00:23gente tem no setor do turismo.
00:25Nessa série de entrevistas que acontece aqui nos estúdios da Rádio Tupi do Rio para o podcast Uai Turismo.
00:47Formada em administração pela Universidade Gama Filho, ela tem mais de 30 anos dedicados ao setor de eventos,
00:55tanto como empresária como também participando de entidades representativas.
01:00Hoje ela é diretora da Open Brasil Promoção e Eventos, empresa responsável pela organização de grandes eventos corporativos em diversos
01:08segmentos,
01:09atuando no Brasil inteiro e com mais de 2 mil congressos realizados.
01:14Além disso, ela é mãe, casada, avó de 5 netos, porque a mulher não deixa para trás Fátima Facuri, bem
01:22-vinda.
01:23Obrigada, é verdade, a mulher joga aí nos 30.
01:26Mil e uma utilidades, né?
01:30O Fátima, já são mais de 30 anos aí atuando no setor de eventos, com essa cara de menina, começou
01:37criança, né?
01:39Obrigada, viu Isabela? Muito obrigada.
01:41Mas são 30 anos realmente de luta, né? De ação dentro desse setor. Um setor tão importante, né?
01:47Muito importante. Aí eu queria, assim, falar dessa experiência sua, tão grande dentro do setor, assim,
01:53como é que você viu o setor de eventos crescer, vir evoluindo, até se tornar tão profissional como ele está
02:01hoje?
02:02Olha, há 30 anos atrás, eu vislumbrei a possibilidade de ter uma agência de promoções.
02:09Eu gostava da contratação de pessoas, colocar modelos no mercado, mas um mercado corporativo, lançamentos de produtos e tal.
02:19E me encantou. E eu gostei e montei. Meu primeiro trabalho foi essa agência.
02:23E dessa agência de promoções é que nós começamos, no caso, visitar eventos, feiras, buscando novos clientes.
02:32E eu me encantei, né? Com esse mercado de feiras, grandes eventos, negócios, porque, assim, há oportunidade de negócios.
02:40Várias empresas e temas variados, né? Em setores variados.
02:45E aí foi quando eu resolvi construir a Open Brasil, que é, na verdade, a Open Brasil é organização, promoções
02:52e eventos de negócios.
02:54É que abreviado virou Open.
02:55Aham.
02:56E fui indo, né? E a gente foi se dedicando a setores. Comecei com uma feira de farmácia.
03:01Porque eu achava que o varejo me encanta. O setor de varejo, o crescimento, né?
03:07É tão diverso, né?
03:09E eventos, sabe, Isabela? Tem essa diversidade de temas, de produtos, de exposição, de promoção.
03:20E, assim, é que a gente aprende a construir um evento.
03:24E como é que funciona, assim, nesse mundo corporativo, nesse mundo de eventos corporativos, cada nicho, né?
03:32Porque cada nicho, a gente tá falando aí de mais de 20 mil, até assustei com o nome, mais de
03:372 mil congressos realizados.
03:39É muita coisa. E sempre em setores nichados, né?
03:44Qual que é a importância desses nichos, né?
03:47E quais são os nichos que a gente tem aí que performam mais no Brasil pra eventos corporativos?
03:54É, porque o evento corporativo e o evento de turismo de negócios, vamos dizer assim, ele precisa ser nichado.
04:00Porque ele precisa ter um congresso técnico e científico.
04:04Ele pode ter uma feira de negócios, mas com uma visitação qualificada.
04:07Porque é diferente do entretenimento.
04:09E quando você faz um evento pro público em geral, pra massa, você tá lá na cadeia do entretenimento.
04:15É turismo, é negócios, mas, porém, você tem público totalmente diferenciado.
04:20Pode ir de A a Z.
04:21Que dá pra curtir.
04:22Dá pra curtir à vontade e tal.
04:24Que é uma possibilidade grande também de mercado.
04:27A feira e os congressos ou uma convenção, ou você prepara uma convenção que é um evento relativamente pequeno,
04:35mas é de grande importância, mas ele tem um público ali muito qualificado naquele tema.
04:41Então, é essa a diferenciação.
04:43É onde você cria congressos que podem estar discutindo temas do setor de cosméticos, de farmácia, de tecnologia, de energia.
04:52E aí você tem um público nichado.
04:53E são eventos que sempre tem um desdobramento.
04:59Cooperação técnica.
05:00Você, através desses eventos, você cria oportunidades.
05:03Você ajuda em políticas públicas.
05:06Você discute sobre o setor.
05:08Como é que se enxerga?
05:09Você falou que eu sou uma apaixonada por vários.
05:12E como que você consegue enxergar essas oportunidades de nichos mesmo, assim?
05:19Porque você entende de eventos.
05:21Aí você faz um que é de estética, outro que é de farmácia.
05:24Outro, às vezes, que não vai ter nada a ver com isso.
05:26Como é que você consegue perceber?
05:29Claro que é o feeling de 30 anos, né?
05:31Mas tem alguma coisa, assim, ali eu tenho oportunidade.
05:34Sim, você tem que estar conectado com o mundo.
05:37Precisa entender o que está acontecendo de novidades, de possibilidades.
05:42O que os países celeiros, como a Alemanha.
05:44A Alemanha é um grande país de eventos.
05:46Vamos dizer assim, né?
05:46Os maiores eventos, as maiores feiras estão lá.
05:49Sim.
05:49E aí você vai acompanhando.
05:50E muito voltado para esse turismo de negócio mesmo, né?
05:53Sabe que na Alemanha tem um prefeito lá, um secretário, só para cuidar de eventos.
05:57Você fala com o governador.
05:59De eventos.
05:59De eventos.
06:01Tamanha é a responsabilidade e o olhar que eles têm, né?
06:04Para o mercado de eventos.
06:05Que realmente são impecáveis?
06:07São.
06:07São.
06:08Porque o evento, ele abrange muita coisa.
06:12Por exemplo, aqui no Brasil, vou te dar um dado.
06:14O Brasil é um país, é o primeiro país da América Latina que recebe o turismo de negócios.
06:21Porque o turismo de negócios, ele está dentro dos viajantes, né?
06:26Do geral, o viajante internacional, 20% está dentro do turismo de negócios.
06:30Ah, esse percentual.
06:32É, o percentual é de 20% dos viajantes, normal.
06:34Aí a gente está falando do país inteiro.
06:35Pelo país inteiro.
06:36E o Brasil está lá no primeiro da América Latina no turismo de negócios.
06:39São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são os estados mais visitados para o turismo de negócios e eventos, né?
06:45Dentro do Brasil.
06:46E se você olhar a infraestrutura que os eventos deixam.
06:50Se a gente falar, por exemplo, dos jogos ou da Copa, olha quanta coisa, quanto legado fica por conta do
06:56evento.
06:57Então, todos os estados que recebem eventos, eles têm que se preocupar com a estrutura, com a segurança e com
07:04a infraestrutura deixada.
07:07Então, assim...
07:07O que fica para depois, né?
07:09É o que fica para depois.
07:09Porque mexe com muitos setores da economia.
07:13A gente está falando aí, em média, de 70 setores da economia que são impactados com um único evento.
07:18E aí eu estou falando de setores também que empregam.
07:22Estou falando desde a recepcionista, do montador, do tapeceiro, né?
07:29As pessoas nem imaginam o que está por trás de um evento técnico, né?
07:33Exatamente.
07:33E também a hotelaria, os carros de aplicativo, os restaurantes.
07:39Então, impacta muito toda uma economia.
07:41E o turismo de negócios é o único setor que consegue ter esse impacto tão grande.
07:46E por que o Brasil se destaca tanto na América Latina?
07:49Você consegue ter essa recepção?
07:51Eu acho que o Brasil, ele trabalha bem na promoção do destino para eventos.
07:56Nós temos uma infraestrutura muito boa, nós temos grandes centros de convenções.
08:00Rio de Janeiro, São Paulo, o Ceará, apesar de não estar lá.
08:04É mesmo?
08:04É, o Ceará tem um excelente centro de convenções.
08:07O estado do Brasil inteiro tem bons centros de eventos, tá?
08:10Você vê que as feiras acontecem no Brasil inteiro.
08:12Eu mesmo viajo no Brasil e vou a vários eventos, várias feiras.
08:15Tem feiras voltadas para o varejo como um todo.
08:21Móveis, feiras de roupa, que são negócios também.
08:25Que é aquela feira que você entra, compra, vende e tem oportunidades.
08:29E tem os eventos de lançamento.
08:31Por exemplo, aquela tecnologia que ainda não chegou no Brasil.
08:33E ela vai ser lançada naquele evento específico.
08:36É lógico que por conta dessa tecnologia hoje, que você dá um S3 e F4, você se conecta com o
08:42mundo.
08:43Algumas coisas mudaram.
08:45Porém, é muito importante ainda essa conexão entre o consumidor.
08:52Humana, né?
08:52Exatamente.
08:52Ela gera uma confiança, não gera?
08:54Nossa, total, total.
08:55Por exemplo, uma empresa, uma feira de cosméticos.
08:58Você tem que ir, porque você tem que sentir o cheiro.
09:00É sensorial, né?
09:01É, você tem que tocar ali naquele produto, naquele produto que está sendo lançado.
09:06Seja para profissional, porque o profissional precisa entender quais são os novos protocolos
09:10que estão sendo lançados no mundo.
09:12Você vê, né?
09:13Vou te falar específico desse setor, que é um setor que eu atuo também.
09:17Que é o setor de estética.
09:19Japão, Estados Unidos, já foram lá os tops, né?
09:22Ficava entre Japão, Estados Unidos, Brasil.
09:24Sempre ficou ali entre o terceiro e o quarto.
09:25Hoje a Coreia está dominando.
09:27Sim, sim.
09:28E aí você precisa entender que protocolo é esse.
09:32Que tecnologia é essa que a Coreia está trazendo, desses insumos.
09:35É até uma comunicação, né?
09:36Sim.
09:36Não é, Fátima?
09:37Porque assim, hoje a gente que é mulher consome muito esse tipo de conteúdo, né?
09:41O negócio é esse, é creme coreano, laser coreano, é coreano, né?
09:45E o médico...
09:45Você acha que é uma coisa da imagem também.
09:47Sim, não, e o médico, aí a parte técnica, científica, que são os profissionais,
09:51eles precisam conhecer, testarem também, né?
09:54Eles fazem esse teste todo, desses equipamentos.
09:57Hoje, por exemplo, Isabela, eu fico impressionada com os ultrassons.
10:01Porque hoje você tem ultrassom que evita até de você fazer um lift,
10:05uma cirurgia mais invasiva, entendeu?
10:07Então assim, e os médicos precisam...
10:10Ter acesso a isso.
10:11Terem acesso e estarem conectados com essa tecnologia.
10:14E aí vem por cadeia, né?
10:16Aí tem o médico, aí vem toda essa cadeia também que está dentro do setor,
10:20no caso da estética, que precisa conhecer.
10:22Só através de uma feira, só através de um congresso, não tem jeito.
10:26E tem essa conexão, né?
10:28Entre você aprender, tá ali, você...
10:31Aquele speaker que você, assim, super admira, segue.
10:35Porque agora vamos falar dentro dessa nova, né?
10:38Dessa nova linguagem dos seguidores.
10:41Sim.
10:42Mas antes, você conhecia esse speaker porque ele estava na literatura.
10:46Você leu sobre, né?
10:48A experiência dele.
10:50Hoje você tem acesso ao que ele fala e tal, mas você quer olhar, você quer conhecer,
10:54você quer cumprimentar.
10:55Verdade.
10:56Entendeu?
10:56Você quer ali tirar foto, você quer registrar essa imagem.
10:59Então essa conexão, só evento faz isso.
11:01Mudou muito, assim, esse período pré.
11:03Eu quero conversar com você um pouco da pandemia,
11:05mas ainda nesse gancho que a gente está,
11:08esse...
11:09Porque, assim, a gente achou durante um momento da pandemia que não,
11:12vai ser tudo online, né?
11:14E aí, depois de um tempinho, a gente viu que não, né?
11:17Que não funciona, assim.
11:19E aí, o que é pré e pós pandemia que você acha que, assim,
11:23que mudou e o que permaneceu?
11:25Bom, a pandemia foi um caos, né?
11:27Foi.
11:28Porque o setor de eventos foi o primeiro setor a parar e o último a voltar.
11:32Uhum.
11:33Acho que o turismo como um todo, né, Fátima?
11:35É, mas eventos, a gente foi, assim, a gente foi muito massacrado.
11:38Sim, sim.
11:39É, enfim, porque o hotel, bem ou mal, podia funcionar.
11:42É verdade.
11:43Né, o restaurante, limitação, mas podia funcionar.
11:46É, o evento foi zero, né?
11:47As aéreas funcionavam, né?
11:49Verdade, verdade.
11:49Até hoje, algumas, né, companhias ainda permanecem com o Banco Central de três,
11:55o meio não vende, enfim.
11:57Mas evento não, o evento parou.
12:00Parou 100%.
12:00Parou 100%.
12:02E aí, foi uma loucura, né?
12:03Porque a gente ouvia, né, de algumas lideranças, inclusive, né,
12:07sobre essas plataformas que estavam chegando,
12:10os eventos iam voltar a ser...
12:11E aquilo, eu ficava doida, né?
12:13Porque eu não aguentava ficar 15 minutos olhando com o negócio desse...
12:16Gente, eu vou enriquecer.
12:18Vou ficar trancada olhando pro computador.
12:20Eu acho que a plataforma adiantou, né, sobre as reuniões.
12:25Nossa, eu...
12:26Sobre, por exemplo, Rio e São Paulo, eu ia direto.
12:29Hoje eu não vou mais.
12:30Conseguiu otimizar isso.
12:32Muito, nosso tempo foi bom.
12:33Acho que foi bom pra todos.
12:34Eu acho que o home office também veio pra ficar, funciona.
12:38A telemedicina, eu acho que funciona.
12:40Sim, verdade.
12:40Aquele primeiro.
12:42Mas eventos não.
12:44Até falei anteriormente, né?
12:45Por causa desse contato é importante, né?
12:47O conhecimento é importante.
12:49Então, na pandemia, nós ficamos muito perdidos.
12:52Na época, eu era líder do setor, né?
12:54Eu atuava como presidente da Associação Brasileira dos Organizadores de Eventos e Congresso.
12:58Que é a BEOC, né?
13:00A BEOC Brasil, que é uma das entidades mais antigas, né?
13:04Do trade, turismo.
13:05Tem uma cadeira no Conselho Nacional de Turismo.
13:08A BEOC é uma entidade muito respeitada.
13:10Sim.
13:11E fez com que nós, né?
13:14Nos movimentássemos.
13:15Nós, que eu digo, outras entidades.
13:18Aí nós estamos falando da Resort Brasil, da Associação Brasileira de Industria de Hotéis,
13:22da BIH, da BAV, Agência de Turismo.
13:24E aí, a gente tentou, começou, começou um grupo, acho que grupo do G8.
13:31Aí do G8 virou G10, uma coisa assim.
13:33E a gente juntos, nós queríamos ter uma solução.
13:36E na época, o Ministério da Economia, o Paulo Guedes, na época era ele, ele nos recebeu.
13:43E ele não entendia muito.
13:45Ele dizia assim, não adianta a senhora falar de um número, a pessoa falar de outro número.
13:49É difícil para quem não está nesse setor entender como é que ele é assim, né?
13:53Exatamente.
13:54E o pior, Isabela, depois eu até vou te falar sobre isso.
13:57Aí, enfim, nós seguimos a sugestão do Paulo Guedes, que era o ministro,
14:02porque nós precisávamos construir um projeto, algumas PLs, que nos protegêssemos.
14:10Por quê?
14:11Por exemplo, vou te dar um exemplo meu, da minha empresa.
14:14Em abril, início de abril, eu tenho uma feira em São Paulo.
14:16A gente recebeu a ordem de parar tudo no meio de março.
14:20O meu evento estava pronto.
14:21Pago, vouchers emitidos de aérea, passagens, além das passagens, também as hospedagens,
14:28pagamentos dos fornecedores pagos, centro de convenções, tudo.
14:32Ou seja, olha a cadeia toda que você estava movimentando.
14:35E aí, imagina se todo mundo tivesse que devolver o dinheiro.
14:39Não tem evento, devolver todo mundo.
14:41Então, ia quebrar todo mundo, mas ia quebrar, eu ia quebrar as aéreas, todo mundo.
14:46Ou até, todo mundo.
14:47Ninguém queria devolver, né?
14:48Enfim.
14:49E era uma maldade.
14:51Sim.
14:51Né?
14:52Imagina.
14:53E aí, nós tínhamos que construir uma PL que protegesse o consumidor.
14:58Sim.
14:59Né?
14:59Que a gente tenha essa responsabilidade com o consumidor e que também nos protegesse.
15:03E aí, o ministro, na época, nos sugeriu falar com o ministro da Justiça,
15:07que era o Sérgio Moro, também, na época.
15:08E eles foram muito receptivos.
15:11Eles construíram junto com o ministro do turismo, porque nós fazíamos parte desse Conselho Nacional do Turismo,
15:19e foi através do Ministério do Turismo que tudo começou,
15:23e para a gente criar algumas PLs dessa proteção.
15:26Então, nós criamos, não adie, não cancele, adie.
15:30E o Sérgio Moro conseguiu, como ministro do turismo, junto, né?
15:34Da Justiça.
15:34Ou da Ministra da Justiça, ele construiu uma lei que a gente podia entregar, após pandemia, até um ano, o
15:41evento.
15:42Então, por exemplo, se a pandemia acabasse em 24, você tinha um ano para entregar o que você vendeu em
15:4823.
15:49Ou em 20, porque foi 20 a pandemia.
15:52Então, aquilo nos ajudou muito.
15:53Porque ninguém sabia quanto tempo ia durar, né?
15:55Ninguém sabia quanto tempo ia durar.
15:57Eu, por exemplo, eu consegui entregar o evento de 20, eu consegui entregar segundo semestre de 21.
16:05Mas muitos não conseguiram.
16:06E o pior, quando a gente entregou, olha que loucura, o setor ficou muito massacrado.
16:13Porque a gente tinha que entregar com os valores vendidos de um ano atrás.
16:17E quando a gente voltou, a Selic já estava maior, a energia estava mais...
16:21Estava tudo mais caro.
16:21Mas a gente tinha que entregar porque existia esse compromisso com a lei.
16:25E a gente também não queria que o nosso consumidor, no caso, o nosso público,
16:30congressistas, visitantes que tinham comprado ingressos, também ficassem no prejuízo.
16:34Então, foi uma coisa assim que deu super certo.
16:38A gente conseguiu.
16:39E quando o mercado voltou, fora em janeiro de 2022, teve uma outra onda.
16:44Eu não lembro agora o nome, Chrome.
16:46Eu não lembro.
16:47Que também derrubou alguns eventos.
16:49Os eventos não conseguiam...
16:51Aqueles que tentaram, início de 2022, também não conseguiram.
16:54Mas o mercado voltou muito forte.
16:57Ele voltou muito forte.
16:58E eu acho que se uniu, assim, né?
16:59Porque eu acho que era um pouco separado, assim.
17:01Eventos, agências, hotelaria.
17:03E aí o setor falou assim, não, a gente vai precisar de conversar.
17:05A gente vai precisar de conversar.
17:06Se montou um grupo chamado G20.
17:08Existe até hoje.
17:09Não que sejam as mais importantes.
17:11Até porque é feio, a gente fala assim.
17:13Porque existem outras entidades que não estão no G20.
17:15Mas o G20 foi criado, na verdade, pelo ministro Paulo Guedes.
17:19E hoje, como que está, assim, esse grupo?
17:21Como que está o PEI?
17:22É o PERSI, né?
17:23O PERSI, infelizmente, com esse novo governo, nós tínhamos.
17:27Nós conseguimos, né?
17:29Que foi votado no Congresso.
17:32Foi uma lei construída com vários... com todos os setores.
17:36Todos os deputados se envolveram.
17:38Não teve centro, direita, esquerda.
17:39Todo mundo votou a favor do PERSI.
17:41Foi muito bacana.
17:43Foi uma... assim, não tinha partido.
17:45Eles entenderam a dificuldade que era o setor de eventos.
17:48E, tecnicamente, o que precisava de acontecer para o país.
17:50Começou com o setor de eventos, né?
17:51No caso, na época, o presidente da BOE, que o presidente da ABRAP também,
17:55que foi um líder do PERSI.
17:57E nós, a BOE, que tinha a cadeira no Conselho Nacional de Turismo.
18:00A ABRAP, na época, não.
18:02E aí, a gente construiu juntos essa participação.
18:06E o PERSI foi, assim, algo que deu uma...
18:11Como é que eu vou te falar?
18:14Um consolo para a gente.
18:16Dizendo assim, ai, nossa, alguém olhou para o nosso setor.
18:18Algo no fim do túnel, né?
18:18Ficou até difícil achar para lá.
18:20Pois é.
18:21E aí, a hotelaria.
18:23Porque fica parecendo que, assim, eu tenho essa sensação,
18:25e sou do turismo, que, às vezes, é uma coisa fútil, assim.
18:28Não é a primeira importância.
18:29Porque não é necessidade básica.
18:30Não é segurança, não é saúde.
18:32Mais gera emprego, mais movimenta a vida de milhões de famílias.
18:36Mas, então, essa falta de conhecimento.
18:38Faltava essa falta de conhecimento.
18:40Porque você está acostumada ali e dali com o setor automobilístico,
18:43com o setor de alimentos, né?
18:45E que são setores, lógico, importantíssimos.
18:47Mas o nosso setor também.
18:48E tem uma empregabilidade...
18:50Altíssima, né?
18:51Altíssima, né?
18:51Tanto do permanente quanto do temporário, né?
18:54Sim, e que estava prejudicando toda a cadeia.
18:56E aí, a hotelaria também se movimentou e conseguiu,
19:00através das emendas, entrou aos hotéis e aí entrou todo mundo.
19:03Entrou todo mundo na história do Pérsico.
19:05Mas, de verdade, foi o setor de eventos que fez esse movimento.
19:09E através, lógico, dos deputados, que ouviram, né?
19:13Também os outros setores.
19:14E aí entrou todo o setor de turismo.
19:17E aí nós tínhamos, até 2027, na verdade,
19:20essa contribuição, vamos dizer assim,
19:22essa isenção fiscal, né?
19:24De tributos.
19:24Mas, com a mudança do governo, eles mexeram logo no primeiro ano.
19:29Aí já deu uma mexida, acho que em 2024.
19:34É, 24, né?
19:35Que veio a nova eleição, foi em 2024.
19:38Foi retrasado.
19:38Foi.
19:39Em 2024, eles já mexeram.
19:41Aí diminuíram um pouco essa isenção fiscal.
19:44Alguns impostos já estavam valendo.
19:46E aí foi votado novamente na Câmara.
19:49Aí tinha um credenciamento.
19:51Aí colocaram, assim, um limite.
19:53Até X milhões, tem.
19:56Passou desses X milhões, acabou o PERS.
19:59E assim foi.
20:00E aí outros setores se beneficiaram.
20:02Também nada contra.
20:03Eu acho que todo mundo.
20:04Mas o iFood, por exemplo, foi o maior beneficiado.
20:07Que não era o setor de eventos.
20:09Mas ele conseguiu o que a gente...
20:12Ele ainda estava trabalhando.
20:13Ele estava entregando.
20:13O mercado que mais cresceu foi o mercado de logística.
20:15Exatamente.
20:16A gente não.
20:17Mas ele, infelizmente, conseguiu.
20:19E eu entendo.
20:20A lei é complicada.
20:21Conversamos inúmeras vezes com o secretário de fazenda, que é muito solista também.
20:28Lá o Barreirinho.
20:28E dizia, olha...
20:30Ele entrou na lei e a justiça entendeu que área de alimentação tem direito.
20:35A gente vai fazer o quê?
20:36Não pode brigar.
20:37E aí foi consumido todo o valor.
20:40E o G20 ainda continua.
20:41Mas ele continua forte.
20:43Porque assim...
20:44O que a gente consegue ver no Brasil...
20:48O setor do turismo...
20:49Eu estou falando de eventos também.
20:51Mas do turismo como um todo.
20:53Esse momento do Pérsia, ele foi muito importante.
20:56Porque o grupo se uniu.
20:59Mas isso precisa...
21:00Isso acho que tem que ser um aprendizado.
21:02Não sei como é que está hoje não.
21:02Tá, Fátima?
21:03Na verdade, é até uma pergunta.
21:05Quando você vê lá a bancada do agro...
21:08A bancada...
21:08Essas bancadas que são de setores econômicos muito específicos...
21:12Eles ficam lá em cima o tempo inteiro na Câmara, no Congresso.
21:16Você acha que o turismo, depois que passou a pandemia...
21:19Que teve esse momento de ebulição...
21:21Ele parou de cobrar tanto?
21:22Ou não?
21:23Continua do mesmo jeito?
21:24Porque assim...
21:25É visto quem é lembrado.
21:27Por aí, Isabela.
21:28É lembrado quem é visto, na verdade.
21:32Eu entendi.
21:34Eu acho assim, Isabela...
21:37Existe...
21:37Eu acho que o nosso turismo ainda é um pouco infantil.
21:40Vamos dizer assim.
21:41Um pouco menino.
21:42Ele precisa ter um amadurecimento.
21:44Ele precisa de políticas públicas duradouras.
21:48Menos política...
21:49A gente precisa de técnicos.
21:51Verdade.
21:51Pessoas formadas em turismo.
21:53Verdade.
21:54Eu nem sou competente para isso.
21:56Olha que...
21:56Como não?
21:58É porque a minha formação não é turismo, né?
22:02Mas, enfim...
22:03Mas eu acho que é atuação.
22:05Eu, particularmente, nem sou...
22:07Nem sou tão a favor da regulamentação do profissional de turismo, não.
22:11Mas a atividade, sim.
22:13Precisa essa regulamentação.
22:14A atividade precisa, né?
22:16Ela precisa ser olhada tecnicamente.
22:18Ela não pode ser só uma moeda política, né?
22:20Eu sinto falta, por exemplo, aqui no Rio de Janeiro, a gente tem um excelente secretário
22:23de turismo.
22:24O Gustavo Tutuca, assim, fez a diferença.
22:28É um profissional que ele olhou para o turismo, né?
22:31Porque você precisa olhar.
22:32A gente precisa dessas políticas.
22:35São importantíssimas, né?
22:36Que um político, que um deputado, que um ministro reconheça a importância do turismo.
22:41Porque o turismo salva países.
22:45Sim.
22:46Se você tiver uma política voltada para o turismo, não tem desemprego.
22:51Você faz com que todos os setores, principalmente da hotelaria...
22:55Sim.
22:56Mas é para você ser contínua, né, Fátima?
22:57Fátima, se não, não tem jeito, é verdade.
22:59Então, assim, eu não vejo.
23:00Então, eu gostaria que todos tivessem o secretário que a gente tem.
23:03Não estou aqui puxando o saco dele.
23:04Nem trabalho na Secretaria de Turismo.
23:07Mas eu admiro.
23:08Mas você entende o impacto da gestão dele no seu negócio, né?
23:11Não só como entidade, mas como Open Brasil mesmo.
23:14Sim, porque é exatamente isso.
23:16Porque você roda o Brasil inteiro.
23:17Você consegue, inclusive, fazer esse tipo de comparação.
23:19Exatamente.
23:20Porque é muito importante que nós entendamos que política, o turismo, o turismo de eventos
23:27e negócios, a gente precisa de uma cadeia, da segurança.
23:30A gente precisa de uma cidade limpa.
23:31Porque o turista chega, ele tem que se sentir seguro.
23:34E o turismo de negócios, é claro que o turismo de lazer é importantíssimo, mas os números,
23:41a pesquisa mostra que o turismo de negócios deixa na cidade 300 dólares por dia.
23:47Apesar o turismo de lazer, não.
23:50Porque a pessoa que vem, ela fica menos dias, né?
23:53Ela fica em média 5, 6 dias dentro do destino, no local do destino.
23:58Mas ela tem, porque ela quer um shopping, ela quer levar um presente ursifome para a esposa,
24:02a esposa quer levar para os filhos.
24:04Porque ela não fica só presa dentro.
24:06Eu que o diga.
24:06Não é isso, Gabela?
24:07Meu filho é sempre.
24:08O que você vai trazer para mim, mamãe?
24:10Eu falaria, meu Deus.
24:11Você aqui dizendo para mim, ontem você foi a um evento que aconteceu no Rio.
24:14Com certeza você pegou um táxi, você hospedou.
24:17Olha essa geração.
24:18Então, impacta.
24:19E aí, a Secretaria de Turismo precisa ter esse olhar.
24:23E o corporativo, ele abre porta para o lazer, né?
24:27Total.
24:27Porque, tipo assim, eu vim para o Rio, eu trabalho.
24:29Aí, eu vou no restaurante, eu falo, poxa, eu quero voltar aqui com a minha família,
24:33eu quero chamar meus amigos para virem.
24:35E aí, você volta uma segunda vez como turista de lazer, né?
24:38Às vezes, até, por exemplo, vou dizer um exemplo meu, né?
24:40Eu tenho feira em Fortaleza, no Ceará.
24:42Uma feira, assim, muito importante que a gente faz lá.
24:44De varejo também?
24:45É, não, do Estética, no Congresso.
24:47E aí, o que eu faço?
24:48Eu vou gerir com a Quara, eu fico mais dois dias.
24:51Eu aproveito que eu já estou no Ceará, que é um estado maravilhoso, uma cidade maravilhosa,
24:55super acolhedora.
24:57Eles trabalham também muito bem.
24:58As entidades lá também são muito unidas.
25:01A atual presidente da BIOC Brasil é do Ceará.
25:04Tem uma promotora de eventos também.
25:07Então, assim, ela também tem essa visão e ela tem uma união muito grande com o trade, né?
25:11Que é o Convention, o Visitor Birodi, Fortaleza, lá do Ceará, o ABH.
25:16Porque tem que ter essa união.
25:20Porque um precisa entender a dor do outro.
25:23Porque, às vezes, a gente fala assim, ah, meu Deus, mas o hotel aqui é muito caro.
25:26O Rio de Janeiro, às vezes, perde eventos, né?
25:28O pessoal costuma dizer assim, ah, mas o Rio de Janeiro é muito caro.
25:31Não é que seja caro, não.
25:33Você precisa entender a logística que está sendo entregue, a segurança que você quer,
25:38a alimentação, os profissionais, porque a mão de obra pós-pandemia, sabe, Isabela?
25:43É importante até a gente registrar isso.
25:45Ela sumiu.
25:46Sim.
25:47Esse é um tema que a gente trata muito aqui no podcast.
25:51Porque serviço.
25:52Exatamente.
25:53E a gente não tem qualificação profissional.
25:55E nós deveríamos ter dentro do setor de turismo.
25:57E para quem está no temporário, mais complicado, porque é um bico, né?
26:00Ah, eu vou fazer um bico de garçom, vou fazer um bico de recepcionista e acaba não se profissionalizando.
26:04Não se profissionalizando.
26:05E se nós tivéssemos políticas públicas voltadas,
26:08para o setor, nós teríamos esses profissionais qualificados.
26:11Porque você vai ter volume de evento acontecendo naquele destino e você vai ter profissional
26:14ali rodando o tempo inteiro, né?
26:16Então a recepcionista, por exemplo, ela fez um, semana que vem ela tem outro, na outra
26:19tem outra, né?
26:20Então, um recurso, porque é bom.
26:22Sim.
26:23Hoje em dia, inclusive, elas abriram empresas, né?
26:25O MEI proporcionou isso para elas.
26:27Verdade.
26:27Os contratos intermitentes também, que são legais.
26:30E é bom.
26:31Eu conheço pessoas que trabalham com recepção e se sustentam, sustentam os filhos.
26:36Olha só.
26:36Eu conheço a faculdade, porque ela já é uma pessoa, porque não é sentar, não é
26:40uma recepção.
26:41Quem trabalha com o evento não é ficar ali no atendimento rindo, não.
26:44É ter...
26:45Um dos meus trabalhos foi como recepcionista.
26:47Você sabe, Bé, né?
26:48O quanto é importante uma profissional dessa no atendimento a um palestrante.
26:52Saber direcionar, né?
26:54Exatamente.
26:54Quem está na secretaria, quem está dentro do...
26:56Não, ela é a recepção.
26:58Ceremonial, né?
26:58Aconteceu alguma coisa.
26:59Ela é a primeira a saber, então, a comunicação dela, é o entendimento que ela tem.
27:04Então, por exemplo, nós, minha empresa, a gente lida muito com esses profissionais.
27:09Eu sempre trabalho com a mesma agência.
27:11Contrato a agência, faço o contrato.
27:13E a gente tem uma troca, eu e a diretora da agência, maravilhosa.
27:16E você contrata normalmente nos destinos ou você leva?
27:19Porque você falou dessa dificuldade de mão de obra, né?
27:21Rio e São Paulo, eu levo.
27:24Levo a empresa do Rio, que me atende em São Paulo.
27:27Porque a minha troca com a diretora é muito importante.
27:28A gente faz treinamento juntos.
27:30E a gente faz imersão.
27:32Porque eu acho que o profissional que está ali trabalhando, como eu te falei, quando
27:36chega um expositor, principalmente internacional, ele não sabe qual é a empresa que está
27:40trabalhando.
27:41Ele olha o evento como um todo.
27:42Ele é tudo do Open Brasil.
27:43O segurança é o Open Brasil.
27:46A recepção.
27:46Então, essa é a minha visão.
27:48Então, eu preciso dar o meu tom para esses profissionais.
27:51E eu preciso deles.
27:53O que acontece é que os empresários precisam entender que esses serviços são importantíssimos
27:58para a manutenção e crescimento das empresas.
28:01Porque se tudo flui bem, está tudo ótimo.
28:04Então, não tem roubo.
28:06Porque é uma coisa que não pode acontecer numa feira.
28:08E os seguranças precisam estar atentos ali a tudo.
28:12Porque uma feira, principalmente se for uma feira de movimento, cheia e tal, não pode
28:16subir um celular.
28:17Porque isso acontece.
28:19É igual o show, igual você está na rua.
28:21E tem um holofote ali em cima do evento.
28:23E total.
28:24Então, você também tem que se preocupar com a segurança daquelas pessoas que estão
28:27ali presentes.
28:28Você tem que se preocupar ali com os banheiros.
28:31Os sanitários são algo assim que eu sou, eu como empresária, eu olho com muito carinho,
28:36com muita responsabilidade.
28:38E aí, aqueles profissionais que estão ali, eles é que vendem o meu evento.
28:43Então, eu tenho essa visão.
28:45Essa cadeia é uma cadeia muito importante.
28:48Então, é importante essa coisa.
28:49E falando de destinos, quando um contratante de feira, ah, o Fátima, eu quero realizar
28:55o meu evento com a Open Brasil.
28:57O destino importa quanto?
29:00Fazer o evento no Rio, fazer em São Paulo.
29:04Qual que é o processo?
29:05Porque às vezes a gente fica tão dentro da feira que você não vai no destino.
29:08mas o destino, ele é importante, né?
29:10Qual que é o processo de decisão?
29:12O que um destino tem que ter para captar um evento?
29:16Principalmente infraestrutura, aeroporto, né?
29:18O hub aéreo é muito importante porque hoje impacta, assim, os valores das aéreas.
29:24Então, no caso do contratante, ele precisa olhar.
29:26Porque se vier palestrante de fora, internacional, então o aeroporto impacta muito.
29:30Ou curtas distâncias?
29:32Até quanto que você acha que é?
29:35Olha, eu vou te falar.
29:37Rio e São Paulo, eles são mais preparados.
29:42Quando se fala desse todo.
29:44É, como um todo, tá?
29:46Os outros estados, por exemplo, Minas, vou falar aqui do seu estado.
29:49BH tem cento de convenções lá, dois maravilhosos.
29:52Sim, Expo Minas.
29:53Expo Minas e Minas Centro.
29:56O Minas Centro, por exemplo, ele hoje também tomou um...
30:01Um caminho, além dos shows, de eventos corporativos muito fortes.
30:05E o cliente, dependendo, por exemplo, vamos falar de locação de produtos para construção civil.
30:14Minas é importantíssimo.
30:16O que a gente precisa entender, Isabela, é assim, para quem está começando,
30:20que o setor, o estado, ele tem mais visibilidade em setores diferenciados.
30:27Por exemplo, o Rio de Janeiro.
30:28O Rio de Janeiro tem todo um olhar para o entretenimento.
30:33Ele tem todo um olhar para a beleza.
30:36É foco do Rio de Janeiro, né?
30:37Você vê hoje os shows no Rio Carnaval.
30:40Sim.
30:40E eventos agora próximos do Carnaval são muito fortes.
30:44Corporativo, convenções.
30:46Porque o congressista, ele vai, ele vem, ah, eu vou ali na escola de samba.
30:50É isso?
30:51É isso.
30:51Aí você tem que ter esse olhar.
30:53E aí, como organizadora de eventos, você tem que pensar nesses eventos paralelos que acontecem para além do técnico.
30:59Sim, exatamente.
31:00Nossa.
31:01E você precisa, às vezes, você, dependendo do cliente, às vezes ele pede, né?
31:05Ah, eu quero também o camarote, quero o petecto aí.
31:08Aí a gente também tem que tentar trazer um parceiro que possa receber no corporativo 30 empresários, 50 empresários.
31:15É um serviço concierge mesmo.
31:16Exatamente.
31:17Você faz lucro.
31:18O evento é isso.
31:19Essa loucura, né?
31:19Você trabalha com o setor, não tem jeito.
31:21Isabela, e eu te falo isso assim com muito orgulho.
31:23Eu, até cafezinho lá no meu centro, na minha feira, se chegar um expositor meu e você não está comigo,
31:30eu faço com o maior prazer, boto na cafeteira e fico ali.
31:33Porque é isso, é essa receptividade.
31:36Você precisa ter isso.
31:37Eu acho que esse é o diferencial do Brasil também, não é?
31:40É, também.
31:40Olha, em Nova Iorque tem um evento de varejo muito visitado, que é a NRF, e que eu vou algumas
31:46vezes e tal.
31:47Eu gosto muito também do formato desse evento, porque ela agrega e ela recebe missões do mundo inteiro.
31:54E tem algo que a gente não tem ainda aqui, que eu gostaria de ter.
31:58É você com a credencial, você entra no coletivo e te deixa ali na porta do centro de convenções, você
32:04não paga nada.
32:05É logística, né, gente?
32:07Realmente faz toda a diferença.
32:08Isso me impressiona lá, de verdade.
32:10Porque eu falo, gente, imagina, você está aqui em Copa Gabana, você quer ir ao Rio Centro, no centro de
32:15convenções,
32:16só tu botar o teu credencial e ali as pessoas, né, os moradores, né, e os empresários estão preparados para
32:25aquilo.
32:25Então você entra numa loja para comprar qualquer coisa, eles sabem que você com aquela credencial, que você é um
32:30visitante do evento e tal.
32:32Até imigração, por conta da NRF, eu acho que ela é mais elegante.
32:37Sim, isso já aconteceu comigo também, assim, nunca fui na NRF especificamente, mas já fui em feiras de cafés especiais
32:42em Chicago, já fui em feiras de turismo.
32:44Não é diferente?
32:44Quando você chega na imigração, que você fala que vai no evento, dependendo do porte do evento, o oficial de
32:48imigração, ele sabe.
32:49Sim.
32:50Ele sabe daquele evento.
32:51Ele tem um outro comportamento, né?
32:53Às vezes eu venho de fora, eu já vejo que eles são mais duros e tal, mas no evento eles
32:56são mais verdade.
32:57Mas isso é essa união, né?
32:59E como se cria isso?
33:01É cultural ou é treinável?
33:04Tipo assim, é um papel, seria um papel do convention, um birô, conseguir fazer essa articulação?
33:09Porque eu falo assim, a grande dificuldade do setor do turismo, assim, quando eu falo turismo, eu tô falando de
33:15eventos também, essa hierarquia, né?
33:17Porque quando a gente tá numa empresa, você tem uma hierarquia ali de cima pra baixo.
33:22Mas o turismo não, ele é totalmente horizontal, né?
33:25Então assim, você não tem relação de subordinação com seus fornecedores, mesmo que ele não tem com você.
33:31Então assim, se todo mundo não falar a mesma língua, e acho que como presidente, como VP agora de Relações
33:37Institucionais da BEOC, você deve perceber isso, que se não tiver uma relação de parceria, não existe negócio.
33:44E negócio é negócio mesmo, não é isso?
33:46Mas é isso que falta, eu também, eu acho que falta...
33:49E tem receita pra isso ou não?
33:50Eu acho que poderia ser nas escolas também, né?
33:53Ninguém...
33:54Empreendedorismo mesmo?
33:54É, o próprio turismo, ele precisa ser mais trabalhado, mais divulgado, a importância do turismo.
33:59E aí é um turismo como um todo, né?
34:02A gente tem que ver o turismo como um todo.
34:04E que as políticas públicas, principalmente o governo federal, entenda definitivamente a importância do turismo.
34:10Porque ainda tem essa coisa do cargo, não são técnicos, colocam lá em agências importantes, em cargos importantes, é políticos.
34:19Sim.
34:20Aí usam uma estrutura que é muito importante, que ela tem que ser olhada, ao meu ver, como a primeira
34:26instituição.
34:27Assim como a economia, assim como a fazenda, o Ministério do Turismo tinha que ser algo assim, né?
34:31Pelo volume de geração de emprego e renda, né?
34:34O que acontece, Isabela, eu vou te dar um dado aqui, só pra botar uma...
34:38Às vezes eu ouço, tipo assim, ah, a gente vai fazer um evento...
34:41Vou te dar um exemplo da Olimpíada.
34:43Tá.
34:45A vigilância sanitária do Brasil, né, a Anvisa, ela é muito exigente, com muita coisa.
34:52Mas, nas Olimpíadas, eu estava com o Ministro do Turismo na época, o Alberto, não lembro
34:56agora o sobrenome dele, uma pessoa até muito querida, ele dizia assim, Fátima, eles não
35:01deixaram entrar a ração do cavalo, não sei o que eu faço, aí ficava lá, aquela federação
35:06lá da Ípica, reclamando com o ministro, aí não deixava entrar não sei o que, falta
35:11de visão.
35:12Não tem essa coligação, essa conexão.
35:15Então isso é fato.
35:16Aí, por exemplo, eu vejo muito isso, né, vamos para a gente, visita, sai uma missão
35:22pra visitar um evento, né, e o Brasil coloca, tá, estandes, na Vitu, em todos os países,
35:28né, principalmente agora, né, eu tenho visto muita articulação.
35:33Aí, ah, quero trazer, vamos trabalhar pra trazer um evento internacional pro Brasil,
35:37que é o sonho, né, todo mundo quer receber um evento internacional.
35:42Os gargalos aqui, são gargalos seríssimos, produto não entra, não tem uma articulação,
35:48não adianta tu falar lá com a mulher que é, ela não entende, ela não entende, ela
35:53diz que não e acabou, tem que ter um monte de certidão, um monte de coisa, brará, brará.
35:57Ingebiliza o negócio, né, a burocracia é tão grande que ingebiliza o negócio.
36:01Aqui no Rio de Janeiro, agora, agora, com o secretário Tutuca e o Sérgio Ricardo, que
36:06é um querido, uma pessoa que entende muito do nosso setor, e eu fui várias vezes pedir
36:11socorro a ele.
36:12Mas porque ele tem histórico, né, gente?
36:13Exatamente.
36:14Ele tem um histórico.
36:14O ex-secretário Nilo também, acho que a gente diz que é o nosso ícone, né, o Nilo
36:19é uma pessoa que ouve, né, e foi o antecessor do Tutuca, nos ajudou com um gargalo aqui no
36:24Rio de Janeiro, eles ajudaram com esse gargalo no Rio de Janeiro, que é o do CMS, por exemplo.
36:28O Rio de Janeiro tem uma lei, sei lá, uma portaria, já nem sei mais o que é, que diz
36:33o seguinte, não pode ter exposição de produtos fora do Estado.
36:37Como assim?
36:38É, não pode, então, por exemplo, se você tem uma feira de moda, você quer trazer o
36:43seu Estado de Minas, você tem uma lei, você quase paga uma multa para poder expor o seu
36:49produto.
36:49É isso.
36:50Meu Deus.
36:50Uma lei conta assim, então você vem, vou te dar um exemplo, você vem com mil reais de
36:54produtos, você tem que pagar antecipado, antecipado, 50% a mais do que você tem em produto,
37:02então você já está pagando mil e quinhentos reais, tá, sem vender nada, só para
37:07você expor.
37:08Isso era um gargalo absurdo.
37:09E aí, quando eu escutava.
37:11Nem no sonho dá certo.
37:12Isabela, quem, só o empresário sabe disso.
37:15Não adianta, você ouve coisa, mas quem vivencia isso?
37:19E aí, lógico, que através da BO, com essa minha liderança e tal, eles me ajudaram.
37:24Hoje a gente tem um diferimento no Rio de Janeiro.
37:26Então, o que que eles conseguiram junto à Fazenda?
37:30Porque isso é uma lei.
37:31Os fiscais têm que cumprir a lei.
37:33Eu super entendo essa cadeia.
37:34Sim, sim.
37:34O fiscal não pode fazer nada, ó.
37:35Tá lá, muda a lei.
37:36Não é com ele, né?
37:37Não é com ele.
37:37Como mudar a lei é mais difícil?
37:39Então tá, criaram um diferimento que as empresas podem entrar e pagarem só o que
37:45vender.
37:46Mas eu, a empresa, o meu CNPJ, tenho que ter esse diferimento para poder oferecer isso
37:52aos meus expositores.
37:53Isso é um gargalo.
37:54Eu não sei se Minas tem, mas São Paulo também tem gargalo.
37:57Ceará também tem um gargalo.
37:59Ceará é dificílimo a barreira fiscal.
38:01Então, não tem crescimento, grandes crescimentos no turismo de negócios, no turismo de eventos.
38:07Por conta dos gargalos, de políticas, faltas de políticas públicas.
38:11Aí é falta de quê?
38:12De entendimento.
38:13E de reduzir a burocracia, né?
38:15Porque, assim, às vezes você precisa fazer um evento.
38:17Além de entender do seu negócio, você tem que entender de tributação e que, assim,
38:22e que é quase impossível acompanhar.
38:24Acho que nem contador consegue, assim, né?
38:27Você vê que, às vezes, quando você vai para uma demanda específica para o seu contador
38:29e fala, peraí, que eu tenho que voltar aqui e dar uma estudada.
38:32Exatamente.
38:32De tão complicado que é.
38:33Sim.
38:34Então, às vezes, aí você pega os advogados, procuradores, o fiscal.
38:40Não, a lei está aqui, eu vou ser rígido para eu não correr risco.
38:43Para eu não correr risco.
38:44E o negócio não anda, não tem como andar.
38:46Aí é o que eu te falo.
38:47Aí você tem um ministro.
38:48Não sei se é o ministro que vai ficar todo mundo debaixo do guarda-chuva do Ministério
38:52do Turismo.
38:52Eu costumo dizer...
38:53Sabe aquilo que eu falei lá no início?
38:55Essa articulação que precisa ser feita no Congresso e na Câmara?
38:59É isso.
38:59É quem legisla.
39:00Exatamente.
39:01É isso, né?
39:02Por exemplo, nós estamos, o setor de eventos está debaixo do guarda-chuva da Lei Geral
39:05de Turismo.
39:06Então, né, foi votado lá que o evento é turismo.
39:10Eu acho que é desenvolvimento econômico.
39:13Não falo o tempo inteiro que eu deveria ser desenvolvimento econômico.
39:16Mas turismo é desenvolvimento econômico, né?
39:18É isso.
39:18É isso.
39:19Você matou.
39:20Então, o que deveria ter?
39:21Uma junção, né?
39:23Ou uma secretaria que pudesse olhar para essas coisas.
39:26Antigamente, muito antigamente, tinha o MINK, se respeitava mais calendário de eventos.
39:31Então, por exemplo, você não podia chegar no Rio aqui, em março, fazer o mesmo evento.
39:36Se eu estou em um segmento, eles não deixavam você fazer o mesmo evento nesse segmento.
39:41Uma proteção.
39:42Isso era...
39:42Hoje não existe mais.
39:44Mas você vê...
39:45Vou te dar um...
39:46A Nestlé.
39:48Só tem uma.
39:50Eu vou na Nestlé.
39:51Você vai na Nestlé.
39:52O Bruno vai na Nestlé.
39:53A Nestlé tem...
39:54Ela opta qual evento que eu vou.
39:56Qual o evento que eu vou.
39:56É uma só que tem.
39:57Então, ela vai aderir àquilo que está melhor para ela, que vai dar menos problema.
40:02Que tem um ambiente de negócios que ela possa realmente expor o produto dela.
40:06Ou um lançamento de produto.
40:08Ou uma degustação.
40:10Ou seja lá o que for.
40:11Mas ela vai olhar para isso.
40:12Aí é o Estado que ganha.
40:14Só te respondendo aquela pergunta anterior.
40:16E isso também impacta.
40:18Então, eu vou para BH, porque BH é menos burocrático.
40:23Menos burocrático.
40:24E não tem como, né, Fátima?
40:25Isso é fator de decisão.
40:27É um absurdo.
40:27Ó, o Rio de Janeiro, eu acho que é no Brasil inteiro, tá?
40:30Eu não lembro.
40:31Eu tenho outras feiras, mas o Rio de Janeiro, eu toda hora recebo isso lá na minha rede de projeto.
40:39Turista Internacional.
40:41Não tem CPF.
40:43O americano não tem CPF.
40:44A CPF é uma coisa do brasileiro.
40:47E aí, para entrar num evento com o expositor, um congresso internacional, um congresso médico, que tem muito.
40:53Então, a gente traz a Sanofi.
40:55Trabalho danado.
40:56As pessoas não entendem o trabalho que é para trazer a Sanofi para um evento, para ela montar um estande.
41:02Ela está lá investindo, tal, não sei o quê.
41:04E não consegue legalizar.
41:06Porque não tem CPF.
41:07Não tem CPF.
41:08Ou então, a Secretaria de Fazenda pede a assinatura do presidente da Sanofi.
41:12Gente, quem vai conseguir?
41:14Tu vai falar isso para um gerente, um gerente mais diretor da Sanofi?
41:18Ele vai rir.
41:19Nem eu sei quem é o presidente.
41:20Mas que eu vou chegar no presidente?
41:21Então, essas...
41:22Por quê?
41:23Falta de informação.
41:24Então, eu acho que eu consigo te responder por que que, às vezes, não está ainda num patamar diferenciado.
41:33Ou seja, assim, potencial a gente tem enorme.
41:36A gente teria estrutura para isso, mas a gente ainda é barrado nessa questão burocrática.
41:43O custo-benefício de se fazer um evento aqui.
41:45E ali não muda.
41:46A gente fala, a gente fala e eu escuro.
41:49Você percebeu alguma evolução nesses 30 anos, Fátima?
41:54Sendo bem sincera.
41:56De verdade, eu tenho uma amiga, Adriana, ela disse assim, os pleitos são os mesmos.
42:02Era só mudar a data.
42:03É mesmo.
42:03Porque se você olhar os pleitos das entidades, né?
42:07São os mesmos.
42:08E a gente não consegue mudar porque essa história da lei...
42:11Eu não sei porque eu não tenho essa articulação política.
42:15Não é minha praia, né?
42:17Vamos dizer assim.
42:17Mas será que é tão difícil mudar uma lei?
42:19Será que a gente não podia ter um movimento de mudança de lei e tal?
42:23Talvez melhorasse.
42:24Mas é o que eu te falo.
42:25Tem que ser uma educação escolar.
42:27Pensar na escola o que é o turismo, o que o turismo representa.
42:30E de entendimento de quem está com a caneta na mão, né?
42:32E eu também não sei, por eu não ter feito turismo na faculdade, eu não sei o que
42:37que a faculdade de turismo aborda também.
42:40Eu não sei se...
42:40Na verdade, varia, né?
42:41De curso para curso, né?
42:42Porque não é uma profissão regulamentada.
42:44A gente está conversando isso com o Sérgio.
42:48Não, é uma profissão regulamentada.
42:50Mas a atividade deveria ser, né?
42:53Porque aí a gente ia ter uma coisa mais linear na atuação.
42:57Mas eu ainda acho que é o que você falou, assim.
43:00Se a gente tiver na liderança pessoas técnicas ou...
43:04Que beleza, você está lá na liderança fazendo seu papel político, ok, não tem problema
43:08nenhum.
43:09Mas se cerque de pessoas técnicas.
43:11Sim, exatamente.
43:12E confie nessas pessoas que você colocou nesses cargos técnicos, porque eles vão te
43:16dar até uma retaguarda política.
43:18Porque você vai entregar.
43:19Lógico.
43:20Imagina se você tem aí um ministro, um secretário, um prefeito, que seja que consiga
43:25atrair grandes eventos desse porte, que realmente mude a vida daquela população.
43:30É por aí.
43:31Isso vira uma retaguarda política, sim.
43:32Total, total.
43:33Você vê, a gente tem alguns cases, por exemplo, Gramado.
43:36Sim.
43:37Olha o que Gramado construiu com projetos de turismo, porque Cidade Luz lá é um projeto
43:42de turismo.
43:43Eles olharam e você vê como é que eles recebem.
43:44E de um momento que era baixíssima a temporada.
43:46Baixíssima.
43:46Porque não era inverno.
43:47Baixíssima.
43:48Isso eu não vou nem falar de outros países.
43:50Estou falando aqui internamente.
43:52Parintins, como quando a festa acontece lá.
43:55Nossa!
43:56Aquilo ali vira um mundo.
43:58É outro mundo.
43:59Entendeu?
43:59Todo mundo fica ali esperando e tal.
44:01Enfim, mas aí acabou, passou, morreu.
44:04Entendeu?
44:05Então, por exemplo, eu vou te dar aqui um exemplo da própria COP30, que eu acho que
44:08deveria ter sido uma oportunidade maravilhosa lá pra região.
44:12Aí eu vi lá aquelas construções de tenda.
44:14Foi uma vergonha nacional desde o início.
44:16Depois o desmonto acaba.
44:18Meu Deus, por que que não pensaram numa infraestrutura, em algo que realmente permanente?
44:22E aí não tem jeito.
44:23Sem nenhuma crítica de verdade, não é o meu papel aqui.
44:27Mas a gente precisa dessa política pública, que realmente é alguém com poder de decisão
44:32que saiba conduzir o negócio.
44:33Poder da caneta, né?
44:35É assim.
44:36É.
44:36Aí não tem.
44:37E corretar a guarda técnica, porque não tem jeito.
44:39Isso que eu ia te falar.
44:40Como não tem técnico, não tem entendimento.
44:42Aí faz o que acha que tem que fazer.
44:44Ô, Fátima, agora me conta aí.
44:45Quais são os seus eventos previstos pra esse ano aí?
44:49Qual que são as previsões da Open Brasil?
44:52Ah, são muitas.
44:53Esse 2026 é um ano desafiador, né?
44:56Porque a gente tem um calendário muito apertado.
44:58Muito feriado, né?
44:59Pra quem tá no corporativo, né?
45:01E tem a Copa do Mundo, né?
45:02Então, é pra você ver.
45:03Até a Copa do Brasil, né?
45:05Ela antecipou.
45:06Isso muda muito no calendário.
45:08Isso é muito ruim pro promotor de eventos.
45:10Isso é uma coisa que você já pensou lá atrás?
45:12Já.
45:12Dois anos atrás.
45:12Não, a gente já mudou.
45:14É.
45:14Dois anos.
45:14Quem trabalha com eventos sabe.
45:16Fica atento aos calendários.
45:17Ao calendário para que os eventos, né?
45:21O calendário é pro promotor de eventos,
45:23o que é o cardápio, é pro restaurante.
45:24Exatamente.
45:25Você tem que dar uma olhada nos feriados, né?
45:27Porque isso impacta muito.
45:28Tá?
45:28Por exemplo, feriado que tem emenda, né?
45:31Tipo um feriado de quinta-feira.
45:33Fazer feira é horrível.
45:34Porque o pessoal sai.
45:36E, dependendo, você também não recebe muito.
45:39Porque é um feriadão e as pessoas sabem que tá o aeroporto cheio.
45:42As passagens tão mais caras, né?
45:44Enfim.
45:44Verdade.
45:44Evento corporativo, você tem que tá mais tranquilo, com o calendário.
45:48Enfim.
45:48A gente tem o evento agora em março,
45:50que é uma feira muito importante,
45:52que é de petróleo e gás aqui em Macaé.
45:53A retomada do calendário do evento em Macaé,
45:56na cidade de Macaé,
45:57que tem uma infraestrutura muito boa.
45:59Macaé é a segunda maior cidade com maior infraestrutura.
46:07Perto de só uma cidade do Rio de Janeiro.
46:08Então, hotelaria, segunda maior e tal.
46:10Tem um centro de convenções e a gente tá fazendo um evento de petróleo,
46:14gás e energia.
46:15Que é um setor novo pra mim.
46:17E que eu tô assim...
46:17Tá sempre aprendendo, né?
46:18Aprendendo demais.
46:19Porque tudo hoje é energia.
46:22E a gente não tem noção a importância da energia,
46:25o que vira energia,
46:25que você tem que comprar energia.
46:27Outra coisa, né?
46:27A gente fala, né?
46:28Porque eu vou montar um data center em tal local.
46:31Se não tiver energia, você não vai montar nada.
46:32Você depende dessa energia.
46:34Então, assim, tá sendo muito legal.
46:36É uma parceria com a Prefeitura de Macaé,
46:38a Feijan também.
46:39Então, tô muito feliz com esse evento.
46:40É agora em março.
46:42Trouxemos.
46:42Isso aí foi até uma decisão muito minha.
46:45De aí a gente tem um calendário imenso no mundo.
46:48Desses eventos, né?
46:50E Houston, enfim.
46:51O mundo inteiro fala de petróleo, gás e energia.
46:54E aí a gente conseguiu colocar no primeira semana de março.
46:58Aí passa a ser o principal evento do setor.
47:00Então, isso é bom pro Rio, é bom pra Macaé,
47:02é bom pras cidades, enfim.
47:04Tem evento de estética.
47:04Aí em abril eu vou pra São Paulo.
47:06Eu tenho o Estético de São Paulo,
47:07que é um evento internacional.
47:09Que é um...
47:10Nosso evento é um...
47:11Um evento reconhecido, né?
47:13Na América Latina.
47:14Porque a gente trabalha muito conteúdo.
47:18Cientificamente falando,
47:19a gente fala dos lançamentos,
47:21novos protocolos,
47:22as novas tecnologias estão chegando no mundo.
47:25Abril.
47:26A gente também tem aqui Rio de Janeiro.
47:28Eu tenho Curitiba.
47:29Também o mesmo segmento.
47:30Parece que os eventos são iguais, mas não são.
47:33Os nomes, né?
47:34São iguais.
47:34Mas são protocolos totalmente diferentes.
47:36E quem tá na área entende essa diferença.
47:38Porque quando a gente fala agora de São Paulo,
47:41a gente tá falando daquilo que tá acontecendo no mundo
47:43pro ano de 2026.
47:45Então são as novas...
47:46Como eu falei, novo protocolo,
47:48nova tecnologia e tal.
47:49E depois tem que dar continuidade.
47:52Aí em abril, a gente tá lançando.
47:54Nós tínhamos o evento em junho,
47:55trouxemos pra maio cada copa.
47:57Mas em maio,
47:58a gente já tem uma resposta
47:59daquele protocolo que elas conheceram.
48:02Né?
48:03Elas ou eles, enfim, né?
48:04Que as pessoas começaram a trabalhar.
48:06E aí já começa uma outra discussão.
48:08O protocolo é bom?
48:09A máquina é boa?
48:10Então é muito legal.
48:11E assim vai.
48:11E isso foi um pedido dos profissionais, tá?
48:15Pra você ver.
48:18Antigamente, era muito importante
48:19você ter um evento único.
48:21São Paulo vai sediar o evento.
48:23Aí o mundo inteiro ia pra São Paulo.
48:24Hoje em dia,
48:25os eventos interestaduais,
48:27eles deram uma diminuída.
48:30Porque os profissionais trabalham.
48:32E às vezes não querem sair, né?
48:35Da sua ambiente de trabalho e viajar e tal.
48:38Então pediram que nós levassem.
48:39Então a gente tem o sul.
48:41E um evento comunica com o outro.
48:43Curitiba, é.
48:43E a gente faz também,
48:45que termina em outubro,
48:46início de novembro,
48:47que é Ceará.
48:48E tem inúmeros eventos corporativos.
48:50Aí são congressos médicos.
48:51A gente faz muitos eventos médicos.
48:53Setor imobiliário também.
48:55E a gente trabalha muito
48:56pra setor de cardiologia.
48:57E aí é corporativo.
48:58Eu te falei primeiro dos eventos nossos.
49:00Porque a Open Brasil tem uma característica.
49:03Também eu fiz isso
49:04porque eu não queria ficar muito dependente.
49:06Eu tinha muitos amigos
49:07que é muito melhor, tá?
49:08Você montar uma empresa
49:10e esperar os contratos.
49:11É maravilhoso.
49:13Só que qualquer crise
49:15derruba qualquer empresa.
49:16Nós tivemos a crise
49:17na época da Lava Jato
49:18que quem trabalhava
49:19com a Petrobras
49:20e com o setor imobiliário,
49:22com o setor de construção,
49:23contouam sem trabalho.
49:24Porque parou, né?
49:26Pararam todos os contratos.
49:27Pararam os contratos.
49:28E aí empresas
49:30até grandes, conhecidas
49:32que atendiam muito
49:32mesmo a Petrobras
49:33quebraram.
49:34Porque é prestador de serviço
49:36é o primeiro a impactar.
49:38Cancela o contrato.
49:40Aí eu falei
49:40não, gente,
49:40eu não quero ficar nessa dependência.
49:42Eu tenho filho,
49:43eu tenho que criar,
49:43eu tenho que pagar faculdade,
49:44filho,
49:45deu-me livre.
49:46Não aguardei a gente pensar.
49:46Aí eu montei eventos próprios.
49:48Entendi.
49:48Então os nossos...
49:49Você tem um portfólio ali
49:50que você conta com ele.
49:51Eu tenho um portfólio
49:52de eventos próprios.
49:53Eu usei.
49:54A minha experiência
49:55e o meu relacionamento
49:56pra criar novos projetos.
49:58Fui pra banco
49:58que tem que ir.
49:59Quem tá começando,
50:00se não tiver dinheiro
50:01vai pra banco.
50:02Não tem jeito.
50:03Não tem jeito.
50:03O banco é o melhor caminho.
50:04Tem que pagar.
50:05Né?
50:06Mas aí você consegue construir
50:08porque você tem que arriscar.
50:10Quem trabalha com eventos
50:11tem que arriscar.
50:12É.
50:12Porque se você
50:13você crê
50:15no teu potencial, né?
50:17E no setor
50:18que você tá trabalhando,
50:19você tem que fazer
50:20essa colocação no mercado.
50:22Porque o mercado
50:22ele é muito ingrato,
50:24sabe, Isabela?
50:24Se ele achar que você
50:25não tem post pra continuar,
50:27ele nem olha pra você.
50:27Uhum.
50:28Então você tem que ir.
50:29É verdade.
50:30Vai fingindo que tu tá.
50:31Eu falo que assim,
50:32é seleção natural.
50:33É isso.
50:33É seleção natural.
50:34E acreditar.
50:35É.
50:35E acreditar.
50:36E nós fomos felizes,
50:38estamos falando de 30 anos, né?
50:39Os 10 primeiros anos
50:40são difíceis.
50:41ele não tô aqui
50:44tirando, né?
50:45Porque é importante
50:46profissionais que estão começando, né?
50:48Às vezes, né?
50:49Entender que não começa fácil, né?
50:50Tudo é um processo.
50:51E você tem que vivenciar
50:53esse processo.
50:53Aprender sobre legislação
50:55é muito importante.
50:56Eu sou muito boa
50:57naquilo que eu faço
50:58porque eu procuro saber
51:00o que é melhor pro setor.
51:01Isso eu não tô falando
51:02pra mim.
51:03É obrigação.
51:05Qualquer profissional
51:06que trabalhe com qualquer setor
51:07te falei agora de energia.
51:08Eu agora,
51:09meu marido fala assim,
51:10o que você tá lendo
51:10sobre petróleo,
51:11sobre gás que vira energia?
51:13Eu falei,
51:13eu não posso ficar fora
51:14da roda da conversa.
51:15Sim.
51:16Se eu tô lá com o empresário
51:17falando sobre isso,
51:17eu vou ficar fingindo que...
51:18Então é isso.
51:19Essa é a importância.
51:20Até pra entender as demandas
51:21que vão chegar durante o evento.
51:22Não é que eu queira ser uma expert,
51:25nem que eu vá estudar petróleo e gás.
51:26Não é isso.
51:27Mas se eu tô ali
51:28trabalhando em um setor
51:29e esse setor
51:31é um setor
51:32que tá me fazendo
51:33ganhar dinheiro,
51:33é um setor
51:34que eu tô entregando
51:35e que eu tô recebendo,
51:36eu tenho que ter
51:37um comportamento profissional.
51:39Exatamente.
51:40É isso.
51:40Pátima,
51:41e agora já pra finalizar,
51:43todo mundo que entrevista
51:44são pessoas que viajam muito, né?
51:46Não é diferente com você.
51:48Mas quando você tá de férias,
51:49o que você gosta de fazer?
51:50Nada.
51:52Viajar,
51:53viajar da cozinha pro quarto,
51:55do quarto pra sala.
51:56Eu gosto muito de ficar na minha casa.
51:58Você mora aqui no Rio mesmo?
51:59Moro no Rio.
52:00Eu tenho uma casa também de praia,
52:02aqui em Mangaratiba,
52:03na região Costa Verde,
52:05perto de Angra,
52:06e que eu gosto de ficar ali
52:07sem fazer nada,
52:08porque eu não sou muito de agito.
52:09Eu quando não,
52:10mesmo que eu não estiver trabalhando,
52:12tal,
52:12os finais de semana,
52:13eu não sou muito de sair.
52:15Entendi.
52:15Eu gosto de ficar no meu cantinho,
52:16respirar,
52:16eu gosto de respirar,
52:18sabe?
52:18Respirar.
52:19Com calma.
52:20É,
52:20e eu gosto de ler
52:21e entender.
52:22Então, assim,
52:23você precisa ter esse também,
52:24eu aprendi isso, tá, Isabela?
52:26Porque a tua mente,
52:26ela precisa disso.
52:28Porque com 20, 30 anos,
52:30principalmente o nosso, tá,
52:31acertou,
52:32e quem me ensinou isso foi um médico.
52:33Ele falou assim,
52:34porque quem trabalha com prazos,
52:35que é o caso de quem trabalha com eventos,
52:38eles têm uma característica de ansiedade.
52:41Porque você tá sempre antecipando, né?
52:43Tem que entregar.
52:44Então, por exemplo,
52:45dia 3 de fevereiro de 2026,
52:49só tem esse,
52:50acabou.
52:51Se não for dia 3,
52:52você não faz mais nada.
52:53Altamente perecível, né,
52:54o produto.
52:55E aí você,
52:56então,
52:57a entrega,
52:58palestrantes,
52:59isso te dá normal,
53:00principalmente aos 20,
53:0230 anos,
53:02te dá essa coisa da ansiedade,
53:04da entrega,
53:04você pensar como vai ser,
53:05eu pensar no sábado,
53:07que eu vou entregar na quarta-feira.
53:09E eu aprendi que isso não faz bem.
53:11E só aprendendo mesmo,
53:13indo a médico,
53:14perdendo tireoide,
53:16aí você vai...
53:17Adolescendo pra voltar,
53:18recuperar o equilíbrio.
53:19E aí eu também comecei
53:21a entender essa coisa
53:23da mente,
53:23do corpo,
53:25e a tua mente precisa
53:25desse sossego,
53:26dessa paz,
53:27pra você ser saudável.
53:29Então é isso.
53:30Então hoje,
53:30eu acho que a palavra de ordem
53:32é saúde.
53:33Independente de qualquer coisa,
53:34você tá bem,
53:35com dinheiro,
53:36sem dinheiro,
53:37mas tem que tá bem.
53:39E é isso que eu acho
53:40que eu tô hoje focada nisso.
53:41Por isso que eu não faço nada.
53:42Férias de nada.
53:43Nada, tranquilo.
53:45Ô Fátima,
53:45eu quero te agradecer muito
53:46a sua presença aqui,
53:47te espero presencialmente
53:48em Minas Gerais depois.
53:50Com certeza eu vou, hein?
53:50Vai ser muito bem-vindo,
53:51é pra vir mesmo.
53:52Eu vou,
53:52manda convite do que tá acontecendo
53:53lá que eu vou mesmo.
53:55Combinado.
53:55Gabela,
53:55muito obrigada e sucesso.
53:57Obrigada, Fátima.
53:58Você,
53:58eu quero te convidar
53:59a seguir o Instagram
54:01da Open Brasil,
54:02que é
54:02arroba
54:03Open Brasil Eventos
54:05e, claro,
54:06arroba
54:06portal
54:07iTurismo,
54:08não deixe de conferir
54:09o nosso conteúdo
54:09diariamente
54:11em
54:11turismo.ai.com.br
54:15E a gente segue
54:15aqui no Rio
54:16com os programas
54:17sendo recebidos
54:18aqui pela
54:18Rádio Tupi do Rio.
54:19Muito obrigada
54:20e até a próxima.
54:21E até a próxima.