00:00Estão conseguindo uma entrevista coletiva sobre a prisão do Tenente Coronel, acusado de feminicídio.
00:06Ele que é suspeito de matar a própria esposa, um soldado da PM, e tentar forjar um suicídio.
00:13Vamos acompanhar essa coletiva.
00:15... solicitou o concurso delas para limpeza, tá?
00:17Foi o próprio comandante do comando de área que solicitou que elas fossem ajudar lá.
00:24Então não teve participação do Tenente Coronel Neto nesse evento.
00:38Bom, a gente está acompanhando do lado esquerdo, gente, essa coletiva de imprensa,
00:42onde todos os policiais, as autoridades de segurança pública que trabalharam nessa operação
00:48estão detalhando de como é que foi feita essa prisão.
00:50E no lado direito a gente está acompanhando essas imagens que foram concedidas
00:54no momento em que Tenente Coronel foi preso no interior de São Paulo, suspeito de matar a própria esposa.
01:00É um caso que ganhou uma repercussão muito grande porque ele acabou forjando o suicídio
01:04e, na verdade, foi detectado que foi, na verdade, ele a suspeita de um feminicídio.
01:10A gente está de volta também com o pessoal da rádio, seguindo aqui no Morning Show,
01:14acompanhando mais atualizações em relação à prisão de um Tenente Coronel suspeito de feminicídio.
01:21Ele, que é muito conhecido na Polícia Militar, o Geraldo Leite Rosa Neto,
01:24ele foi indiciado por feminicídio, fraude processual pela morte da esposa.
01:29A Policial Militar Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça.
01:33No mês passado, essa prisão aconteceu na região central de São José dos Campos, no interior paulista.
01:40Vamos seguir ouvindo essa entrevista coletiva, onde, além dos policiais,
01:44o próprio secretário de Segurança do Estado de São Paulo, o delegado Nico Gonzalez,
01:48está detalhando todas as informações e de como aconteceu essa investigação.
01:53...envolvidas nesse evento.
01:55A partir do momento que a gente tinha notícia de um suicídio,
01:59a família, familiares, adentraram o local, amigos, qualquer pessoa da família
02:04que fosse entrar naquele local, naquele ambiente de crime,
02:07deparando com a situação de sangue espalhado, aquela cena de crime,
02:11seria uma situação muito constrangedora, crítica.
02:16É por isso que os policiais militares foram lá, de forma humanitária,
02:21para fazer essa limpeza, para que não ficasse a cargo da família
02:24ter que resolver essa limpeza no ambiente.
02:28Então, se colocando na oposição de que partia do pressuposto,
02:31que era um suicídio, o local de crime já estava liberado,
02:35então não havia problema nenhum a gente prestar esse apoio
02:39para a família do policial militar.
02:41Mas não houve influência?
02:43Não houve influência.
02:45Toda vez que acontecer esse tipo de coisa, onde a gente perceber
02:49que é possível minimizar a dor das pessoas,
02:52a polícia militar vai, de forma humanitária, ajudar.
02:56Bom, pessoal, eu não posso passar fatos concretos aqui, mas eu repito.
03:03Bom, a gente vai seguir acompanhando essa entrevista coletiva,
03:06onde as autoridades de segurança pública estão detalhando mais informações
03:10de como aconteceu essa prisão desse tenente coronel,
03:13e segundo, inclusive, a investigação, ele teria alterado a cena do crime.
03:18Essa decisão da prisão dele foi feita após a decisão das autoridades
03:22que identificaram que a Polícia Técnica Científica
03:26anexou o processo laudos relacionados a esse caso.
03:29E alguns indícios constam ainda em dois laudos
03:32que foram determinantes para o delegado pedir essa prisão.
03:34E qual é, gente?
03:35A trajetória da bala que atingiu a cabeça desse soldado
03:38e também a profundidade dos ferimentos encontrados.
03:41Eles acabaram diagnosticando que houve uma mudança,
03:44uma alteração na cena do crime,
03:45e isso foi determinante para acontecer um processo de fraude processual.
03:51Aqui ao meu lado, além do nosso time de comentaristas,
03:55está aqui a Dani Vox, nossa psicóloga de primeira mão
03:58aqui do nosso Morning Show.
03:59Eu estou dando bem-vindo para todo mundo, bem-vinda,
04:02mas, na verdade, eu que sou intruso aqui hoje.
04:04Mas, seja muito bem-vinda, Dani.
04:05Neguinho, seja bem-vindo, né?
04:07Então, a galera está em casa.
04:08Aqui é coração de mãe, né? Entra todo mundo.
04:10E o melhor, a gente fica confortável mesmo, né?
04:13E, mais uma vez, muito obrigada.
04:16É sempre bom estar aqui com vocês.
04:18Mais uma vez, a gente está aí acompanhando um cenário triste, né?
04:22E que, infelizmente, está ficando cada dia mais natural de nós percebermos.
04:27Mas me chama a atenção aquilo que a gente vem comentando bastante aqui.
04:30O quanto esse isolamento não é bom.
04:34O quanto o isolamento dos comportamentos,
04:37cada vez as pessoas mais dentro de casa,
04:39vivendo suas relações, não informando.
04:42Nós temos um algo diferenciado nesse caso,
04:47que é amigas, amigos, familiares descartarem de primeira
04:53a possibilidade de ser um suicídio.
04:56Então, assim, as características do comportamento da PM,
04:58a forma como ela se relacionava,
05:00não davam indícios de que ela seria capaz de tirar a sua própria vida.
05:05Isso foi, assim, determinante para o primeiro questionamento da cena do crime.
05:10E, doutora Priscila, também, rapidamente,
05:12essa questão dele ser acusado de uma fraude processual
05:15mudar a cena do crime também é um agravante nesse caso.
05:18Sim, o Código Penal, inclusive, tipifica, né?
05:20Quando ele altera o cenário para enganar o juiz ou a perícia,
05:24que parece ser ali a acusação,
05:26a gente tem colocado lá no artigo 347 do Código Penal
05:30uma tipificação que será, obviamente, dentro do devido processo legal.
05:33Ele deve seguir para o prisão Romão Gomes,
05:36porque ele tem uma patente não só alta, mas é um PM em exercício.
05:40E, além disso, é bom chamar a atenção que,
05:41como disse aqui a doutora Dani, querida,
05:44esse cenário que muda inicialmente para ela ter ceifado a própria vida
05:49foram junções de fatores machucados que teriam aparecido no laudo,
05:56que, inicialmente, ele teria dito ser a filha,
05:59mas aí a perícia, ninguém melhor que a perícia,
06:02falou que estaria ali descartada.
06:05O cenário modificado.
06:07E o bombeiro que atendeu a ocorrência,
06:10Cássio, é importante a gente falar para a nossa audiência,
06:12ele achou estranho a forma como a arma estaria na mão dela, né?
06:15Porque se a pessoa dá um tiro, tem um jeito específico da arma cair ao solo.
06:20E aí ele fotografou, isso foi também juntado.
06:23Tem um efeito de chicote ali, né?
06:24Isso, foi juntado.
06:25Quando o suicida, a gente fala tiro encostado,
06:28então a queimadura, não vou falar aqui de medicina legal,
06:30até porque nem é o caso,
06:31mas a forma como fica o aurículo ali do ferimento,
06:35também isso induz a um suicídio ou afasta.
06:37Então, não tem uma coisa certa que foi suicídio.
06:41Uma junção de fatores afastam o...
06:43E que foi o que aconteceu nesse caso, né?
06:45Então, agora vai se apurar a tentativa de feminicídio.
06:47E ele foi entrevistado inúmeras vezes, falando não,
06:50colocando que foi ela, né?
06:52Que ela estava querendo ceifar a vida dela, enfim.
06:54Bom, gente, inclusive a gente vai seguir acompanhando todos os detalhes desse caso.
06:57Nesse caso, neste momento, né?
06:58Todas as autoridades da segurança pública estão reunidos,
07:02estão levando mais informações de como aconteceu essa prisão
07:06em São José dos Campos, no interior paulista.
07:08Ontem foi autorizada, então, a prisão
07:10e os policiais cumpriram esse mandado de prisão
07:12logo nas primeiras horas da manhã.
07:15Bom, pessoal...
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