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  • há 1 hora
As próteses representam a possibilidade de retomar a independência e reconstruir a rotina após a perda de um membro. Disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), esses dispositivos ajudam pessoas com deficiência a recuperar mobilidade, autoestima e inclusão social. Em Belém, pacientes do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) são exemplos de superação, como é o caso do feirante Raimundo Sousa, de Altamira, e da artesã Ana Maria Lima, de Paragominas.

Reportagem: Gabriel Pires

Imagens: Thiago Gomes

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Transcrição
00:01Órtese. Primeiro tem a diferença entre órtese e prótese. Órtese é quando você tem um membro
00:07e precisa de um ajuste para poder acompanhar a fisiologia do corpo. Já prótese não. Prótese
00:16é quando a pessoa sofre uma amputação. Essa é a diferença. Então, nós fazemos prótese e órtese
00:23para todas as necessidades do usuário, dependendo porque é uma coisa muito individual. Depende
00:33da necessidade. A prótese, quando o paciente, o usuário, ele perdeu aquele membro, a indicação
00:40é de prótese. Ele vem, nossas próteses podem ser transfemurados, articulação de quadril,
00:47transtibial, desarticulação de joelho, parcial de pé para membro inferior. Para membro
00:54superior, nós temos desarticulação de ombro, transradial, transumeral, desarticulação
01:00de cotovelo, parcial de mão. São nossas próteses que a gente mais consegue dispensar aqui no
01:07SIIM. Independente da idade do usuário, né? E só a necessidade mesmo, que é avaliada
01:15necessidade e se ele tem perfil para ser protetizado. Por quê? Não é só colocar uma prótese no
01:22membro amputado. Tem pessoas que perderam devido à masculação, diabetes, que a gente pega muito
01:30pacientes com amputação devido a diabetes. E com isso, nós temos que ter todo o cuidado.
01:37Tem que passar pelo médico fisiatra, passar pelo cardiologista para ver se cardiologicamente
01:42está tudo ok com ele, para a gente iniciar a protetização com ele. A protetização, na
01:49verdade, ela já inicia na avaliação do terapeuta. Por quê? Nessa avaliação, ele vai ensinar como
01:56é que vai fazer o enfaixamento, que a gente só consegue tirar medidas dessa prótese quando
02:00esse côto está trabalhado para poder receber uma prótese. Ele não pode estar, tipo, não é
02:06de qualquer forma. Então, tem que estar mais fino no final do côto e mais grosso no próximo, né?
02:15Então, a importância é essa de fazer esse enfaixamento. Todas as pessoas estão aptas, desde que a saúde esteja boa,
02:28a circulação esteja boa, porque tem muito perigo, é muito risco. Só, não, ele está amputado para
02:38protetizar para qualquer pessoa, porque está amputado e eu quero protetizar, não é isso. E a gente tem que
02:43explicar isso para muitos usuários, que eles não entendem. Eles pensam que é só uma prótese e coloca ali,
02:50vai começar a andar e pronto, né? E não é assim. Por quê? Tem o risco daquele côto não estar
02:57com...
02:57uma boa circulação. E o que é que pode acontecer? Ele tem uma amputação transchibial, que é uma amputação
03:04mais longa, é uma amputação boa de protetizar, que ele vai ter uma probabilidade muito boa de andar
03:11sem bengala, sem nenhum auxílio, andar normalmente, mas a circulação dele não está boa. E se a gente não
03:20investigar isso antes de prescrever a prótese, pode acontecer uma trombose e aí ser necessário amputar
03:27mais alto, perder mais nível de perna, entendeu? Então, é esse cuidado que nós temos aqui.
03:33As próteses, na verdade, trazem um ganho muito amplo, né? Tanto na participação social,
03:39tanto na questão da atividade laboral, né? O estrago do trabalho, quanto na questão
03:45psicológica e autoestima também, né? O usuário aí saber que ele vai ter de novo uma nova chance
03:51de fazer suas atividades de vida diária, de participar nas ações com suas famílias,
03:56do seu lazer. Então, são em vários aspectos que as próteses, esses relatos, esses usuários
04:03trazem para a gente de benefícios. A gente tem um percentual muito grande de homens, né?
04:10Adultos e geralmente são a partir dos 40 para cima, né? A gente já chegando a protetizar
04:17até o usuário com 75 anos, 79 anos. E também tem uma parcela de mulheres, né? E de crianças
04:26também. São parcelas menores, mas existem. A gente, tanto na avaliação, essas pessoas
04:32às vezes chegam desmotivadas, né? Às vezes por anos tentando uma prótese e não conseguem.
04:39Quando elas chegam aqui, que a gente faz a avaliação, elas já têm uma esperança, né?
04:43E quando elas recebem essa prótese, eles relatam muito, né? Que eu vou voltar a trabalhar,
04:49eu consigo sair com a minha família agora, porque às vezes a sensibilidade fora não é
04:54tão satisfatória, né? Mas aí eles conseguem dar esse feedback para a gente, que é muito
05:01bom, né? Quando eles recebem a prótese. A gente tem um... está fazendo um estudo agora
05:06no levantamento, para justamente ter esses dados mais... vamos dizer assim, mais científicos.
05:13cientificamente, né? Comprovado, né? Desses relatos, dessas pessoas. Então a gente está
05:17trabalhando para isso, para poder, quem sabe, fazer um artigo, publicar, fazer algo mais
05:23científico.
05:23E aí
05:25E aí
05:27E aí
05:29E aí
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