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NA SEMANA DE RExPA RECEBE ÍDOLOS ROBGOL E SEU BONECO

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Transcrição
00:00:05Olá, pessoal, tudo bom? É com imenso prazer que inicio mais uma etapa da minha carreira
00:00:11aqui no Grupo Liberal, onde tudo começou. A partir de agora, eu passo a comandar o de
00:00:17salto alto, uma coluna aqui no Liberal Digital, Liberal Mais, no qual toda semana estarei
00:00:24entrevistando uma personalidade do futebol paraense. E aqui ao meu lado está o Rodolfo
00:00:29Souza, meu companheiro a partir de agora. Oi, Rodolfo, tudo bom? Um grande prazer trabalhar
00:00:34aqui com você, ao lado de você. Boa sorte nesse novo ciclo que a gente vai ter e que
00:00:41a gente possa ter inspiração e muitas histórias boas pra compartilhar. Verdade, amiga. Seja
00:00:46muito bem-vinda. É uma satisfação enorme, né? Eu já divido, já dividi o microfone com
00:00:53grandes personalidades do esporte e do jornalismo esportivo paraense e brasileiro, né? E você
00:01:01também se encaixa nesse perfil, que são pessoas, eu inclusive falei, são pessoas que me moldaram
00:01:07como jornalista esportivo. Então, eu tenho uma participação muito grande na minha formação,
00:01:12no meu caráter profissional. Então, é uma satisfação muito enorme estar com você.
00:01:17Seja, é uma honra mesmo, amiga.
00:01:18Obrigada, Rodolfo. Baita responsabilidade, hein?
00:01:20E na semana de Repá Decisivo, nada melhor do que a gente trazer aqui duas das figuras
00:01:26mais expoentes da história desse clássico tão admirado, que causa tanto encanto em jornalistas,
00:01:34em torcedores de todo o Brasil. Cada vez mais a gente ouve a imprensa nacional falando,
00:01:40ficando embevecida com o Repá. E é um grande prazer ter aqui ao nosso lado Aguinaldo e Robigol,
00:01:47que com certeza tem muitas histórias para contar. Tudo bom, Aguinaldo, Robson?
00:01:52Obrigado pelo convite, Siane, Rodolfo da vovó, meu amigo, Robson, parceirão,
00:01:59amizade de muitos anos. Feliz, parabéns. Você está voltando para a sua casa.
00:02:04É verdade.
00:02:05Onde que o Grupo Liberal te abraça, te recebe de braços abertos por tudo aquilo que você construiu.
00:02:11Você, como nós falávamos antigamente, é a eterna musa do jornalismo, né?
00:02:16A gente falava, a gente falava, mocinha, na época nova, assumindo a sua bandeira,
00:02:25assumindo a sua bandeira, nunca ficando por trás de nada, se escondendo.
00:02:29E hoje, você voltando aqui, com certeza vai ser sucesso absoluto, mais do que você é.
00:02:35Então, parabéns, sucesso para você, para o seu parceiro, amigo, Rodolfo, que é um amigão nosso aqui.
00:02:41E vamos aqui contar várias histórias, várias conquistas, derrotas também, né?
00:02:47A vida não tem só vitórias, tem derrotas.
00:02:49Então, sucesso, Siane Nenon.
00:02:51Um beijo no teu coração.
00:02:53Estaremos sempre à sua disposição, amiga.
00:02:55Você sabe que você mora no meu coração.
00:02:58Hoje é o primeiro programa, né?
00:02:59É, é o estreia, olha aí o moral de vocês.
00:03:02Que honra, que honra.
00:03:03Feliz pela tua volta, Siane, né?
00:03:05Desejar muito sucesso.
00:03:07Estamos aqui, né, Guinaldo?
00:03:08Sempre que precisar, a gente está para contar muita história mesmo.
00:03:10E o Rob Gou, ó, adiou uma viagem, né?
00:03:13Para atender o meu convite.
00:03:15Antecipou a viagem para estar aqui com a gente.
00:03:18Está vendo o teu programa.
00:03:19Você merece, você tem uma história muito grande no futebol paraense.
00:03:22Diversas vezes, fui entrevistado por você, você acompanhou toda a minha trajetória aqui.
00:03:27E eu não poderia me esforçar um pouquinho para deixar ele estar aqui na estreia do programa.
00:03:32Obrigada.
00:03:32É um moral, hein?
00:03:33Que moral, gente.
00:03:34Muito obrigada, Robson.
00:03:35Obrigada.
00:03:36Bom, para começar, a pergunta que não pode faltar.
00:03:39Pergunta óbvia, que não pode faltar.
00:03:42Eu queria que vocês lembrassem o repá marcante da carreira de vocês.
00:03:46Que nós já imaginamos quais sejam, mas eu queria ouvir o relato emocionado de vocês.
00:03:52O teu jeito foi muito emblemático, né?
00:03:58Papai, assim...
00:03:59Deixa eu começar com o meu relato, não, né?
00:04:01Porque, como eu falei...
00:04:02Não pode chorar, Aguinaldo.
00:04:03Eu gosto de viver chorando.
00:04:04Não, não vou chorar.
00:04:06Você é apaixonado.
00:04:06Nada.
00:04:07Eu falo com o coração.
00:04:09Bambã é Recife.
00:04:10Bambã é Recife.
00:04:11Deixa um pouquinho de tempo para eu falar também.
00:04:14A tua história é muito longa.
00:04:16Vai lá.
00:04:17Pô, meu Deus.
00:04:18Me dê, papai.
00:04:22Assim, uma das derrotas da minha vida, que é a vida do ser humano em altos e baixos, né?
00:04:27Em 96, no Tetracampeonato Paraense.
00:04:33Acabou o Tetracampeonato.
00:04:34Fomos campeões.
00:04:35No dia seguinte, fomos para o Baenão.
00:04:37E após a minha saída, eu tinha um Monza, um carro Monza.
00:04:41Na época, era Monza.
00:04:42Não vou falar a barca para não fazer propaganda para ninguém também.
00:04:46Mas já falou.
00:04:47É, mas não falei a empresa que produzia.
00:04:51Deixa eu falar.
00:04:53E aí, eu saí do Baenão.
00:04:55Peguei o Tetracampeonato do Baenão.
00:04:56Quando cheguei aqui na esquina da Duque, no Santuário de Fátima, para chegar na Umaitá,
00:05:02eu levei quatro tiros.
00:05:04Quatro tiros.
00:05:05Caramba.
00:05:06O torcedor do Pai Sandu passou do lado e falou assim,
00:05:10Boneco, Filha da Pulga.
00:05:13Mas isso foi divulgado na época?
00:05:14Foi.
00:05:15O único que presenciou depois, tirou foto, foi o jornalista José Maria Trindade.
00:05:21Ele viu as fotos, tinha um Monza azul.
00:05:24Eu levei quatro tiros.
00:05:25Que ano foi isso?
00:05:2696.
00:05:27Foi depois do título 100%?
00:05:29Não.
00:05:29Do Tetra.
00:05:30Do Tetra.
00:05:30Ah, tá.
00:05:31Do Tetra.
00:05:32Já tinha quase quatro anos sem o Pai Sandu ganhando o Clube do Remo.
00:05:36E ali foi uma fogueira que eu pulei, porque eu poderia ter cefado a minha vida naquela
00:05:44hora, porque antigamente o torcedor, assim, hoje ainda tá um pouquinho...
00:05:48Tá melhor hoje, Rodolfo, tá melhor.
00:05:51Mesmo às vezes com o vandalismo de torcedores, uma covardia, os caras marcaram encontros pra
00:05:56poder brigar.
00:05:57Eu acho que isso é um absurdo.
00:05:58Mas naquela época eu pulei essa fogueira, foi algo que marcou a minha vida, porque
00:06:03você levar quatro tiros e nenhum te... só de raspão, nem cortou o braço, tudo,
00:06:08mas nada que, assim, pudesse me levar ao hospital, nada, né?
00:06:14Mas foi algo que...
00:06:16Foi Nossa Senhora de Fátima que te guardou lá, né?
00:06:18Foi, foi.
00:06:19Tava indo em direção ao santuário, né?
00:06:20Santuário.
00:06:20Pra agradecer, mais uma conquista, né?
00:06:23E eu nasci dia 12 de outubro, né?
00:06:25Dia de Nossa Senhora da Aparecida.
00:06:26Sou católico, tenho uma fé muito grande, eu não discuto religião, mas não tenho a
00:06:31sua.
00:06:31Porque às vezes as pessoas podem, assim, falar, ah, isso aí é indiferente pra mim.
00:06:36Somos um país laico.
00:06:37É, é verdade.
00:06:38Infelizmente, tem muitas pessoas que não aceitam, mas nós somos.
00:06:42Foi um dos causos, como o Caboclo fala, né?
00:06:45Um dos causos que aconteceram comigo, que marcou minha vida.
00:06:47Que marcou minha vida.
00:06:48Não tem como não marcar.
00:06:49Você levar quatro tiros, quatro tiros e o susto que você fica...
00:06:54Você sabia disso, Rodolfo?
00:06:55Não, não sabia.
00:06:56Não sabia.
00:06:57E na época, e na época...
00:06:58Fazem 30 anos, né?
00:07:00Foi de 30 anos.
00:07:01Eu sei porque eu tinha 9, tô com 39 e 30 anos.
00:07:04E na época, eu tinha o 38 também, eu andava armado também, porque eu já vinha sendo
00:07:09meio...
00:07:10Ameaçado.
00:07:11Ameaçado.
00:07:12Eu tinha um porte de arma federal, tudo.
00:07:14E depois que eu fui pro Paissandu, aproveitando o ensejo, que eu vou relatar aqui, ninguém
00:07:19sabe, o finado Miguel Pinho, acho que você teve o prazer de conhecer.
00:07:24Robson, conheceu?
00:07:24Meu presidente.
00:07:25Foi teu presidente?
00:07:26Foi teu presidente?
00:07:27Foi teu presidente.
00:07:27Um homem de palavra, um homem sério, falou assim pra mim, Aguinaldo, todo de branco,
00:07:33na Curuzua, falou, se o Paissandu for campeão, qual é o teu prêmio?
00:07:39O que que tu queres?
00:07:40Eu falei, eu quero um 38.
00:07:43Revolve, 38.
00:07:45Fomos campeão num dia...
00:07:48Esse é o Aguinaldo.
00:07:48Não, tô falando pra vocês.
00:07:50Tô falando, uma história verídica.
00:07:53Verídica.
00:07:54No dia seguinte, eu morava num hotel, enrolado num pano branco.
00:07:59E conhecendo o Miguel Pinho, deve ter sido com essa força.
00:08:02É, assim mesmo.
00:08:03Tá aqui teu presente.
00:08:04Um 38.
00:08:06Ninguém imagina hoje em dia isso.
00:08:07Esse 38 foi pro sítio dos meus pais, que moram em Segipte e tudo.
00:08:10Até hoje eu tenho.
00:08:12Então, é uma das coisas que aconteceram na minha vida que eu respeito muito.
00:08:17Talvez por isso a instituição Paissandu tenha um respeito pela minha pessoa.
00:08:22O torcedor me respeita.
00:08:23Porque eu nunca abri a boca pra denegrir a instituição Paissandu Esporte Clube.
00:08:29Sempre com respeito.
00:08:30Isso é o mais importante.
00:08:31É verdade.
00:08:31Com certeza.
00:08:32Agora vamos falar de coisas alegres, coisas felizes.
00:08:35E o seu repá mais feliz, eu imagino que foi aquele penúltimo da história do Tabu
00:08:41de 33 jogos do Remo sem perder pro Paissandu,
00:08:44que você virou o jogo no intervalo,
00:08:48uma conversa providencial que você teve enquanto jogador,
00:08:52você e o zagueiro Belterra na época.
00:08:54O que vocês fizeram pra transformar a história daquele jogo?
00:08:59O Paissandu tava vencendo de 1x0.
00:09:01Vocês foram pro intervalo?
00:09:03Não.
00:09:03Não.
00:09:04E virou o jogo os três a um?
00:09:05Terminou o primeiro tempo 0x0.
00:09:07Aos 36 do segundo tempo, o Paissandu fez 1x0.
00:09:09Isso.
00:09:10O que valoriza mais ainda a virada.
00:09:13Conta pra gente como é que foi.
00:09:14Assim, o que aconteceu naquela época não acontece nunca mais.
00:09:18Você treinar e jogar,
00:09:19hoje um staff de um departamento de futebol,
00:09:22hoje tem 20, 30.
00:09:23Tem.
00:09:24Só o de auxiliar tem 3.
00:09:26Então jamais uma diretoria vai permitir que um atleta
00:09:33possa treinar, possa jogar e principalmente,
00:09:37repá, Robson, repá.
00:09:38Olha a responsabilidade.
00:09:40Olha o tamanho que colocaram na minha mão.
00:09:43Eu fui na base, peguei um moleque chamado João Paulo.
00:09:46Botei ele pra jogar.
00:09:48Foi um dos melhores jogadores em campo.
00:09:50Aos 36 do primeiro tempo, 1x0 pro Paissandu.
00:09:53Cadê o João Paulo?
00:09:54O João Paulo mora em Hernandeua.
00:09:56Ele é primo do Luiz Mário.
00:09:58Ele é primo do Luiz Mário.
00:09:59É da Vigia.
00:10:01E aí eu fui buscar, aos 36 minutos,
00:10:03o Paissandu fez um gol.
00:10:06Julinho.
00:10:07Julinho.
00:10:07Julinho.
00:10:08Era Wagner atacante, do Fluminense,
00:10:10Wagner atacante e Julinho.
00:10:12Ele fez um dos gols da quebra do tabu.
00:10:14Foi.
00:10:15Foi o Julinho e o Wagner fizeram.
00:10:17E o Wagner fez o primeiro gol.
00:10:19Eu empatei de cabeça,
00:10:20Zé Raimundo e Edil.
00:10:22Por incrível que pareça,
00:10:23nesse jogo,
00:10:24quem também jogava comigo era o Rogerinho.
00:10:26Rogerinho, treinador do Cametá.
00:10:28Aí eu tirei os volantes,
00:10:31botei o Rogerinho de lateral.
00:10:32Eu tava perdendo o jogo,
00:10:33faltava 15 minutos.
00:10:35Não botei zagueiro.
00:10:36Eu botei meu time pra frente.
00:10:38Falei, não, deixa só eu aqui de volante.
00:10:41Segurando a onda.
00:10:41Segurando a onda.
00:10:42O campo daquele jeito.
00:10:44O Robson ainda pegou o campo bom.
00:10:47Peguei, peguei.
00:10:47Pegou o Mangal.
00:10:48Tu pegou o Mangal?
00:10:49Não, o Mangal não.
00:10:50Peguei bom o Mangal.
00:10:51Então deu sorte.
00:10:52Mas a Curuzu eu peguei o Mangal.
00:10:54Pegou, né?
00:10:54Porque se vocês forem ver o terceiro gol do Edil,
00:10:57que ele arrasta do meio de campo,
00:10:59a lama, a força física, aquele...
00:11:02Muito futebol.
00:11:03Sensacional.
00:11:04A raiz.
00:11:05Talvez por isso, Robson,
00:11:07esse carinho do torcedor por você,
00:11:09pelo Zé Augusto,
00:11:11pelo Van Dijk,
00:11:12pelo Wanderson.
00:11:13Jogadores que marcaram história.
00:11:15E hoje nós estamos aqui para poder relembrar esses grandes momentos
00:11:21que nós tivemos o prazer e o privilégio de mostrar para o torcedor.
00:11:25Porque quando nós vamos no estádio,
00:11:27quando nós vamos no Mangueirão,
00:11:29nós temos muita dificuldade de poder transitar
00:11:32pelo carinho das pessoas.
00:11:34É foto,
00:11:35é abraço.
00:11:36Isso aí não tem, Siane e Rodolfo,
00:11:38não tem dinheiro no mundo que pague.
00:11:42Essa gratidão,
00:11:43esse respeito
00:11:44por tudo aquilo
00:11:45que nós construímos.
00:11:47Era outros tempos,
00:11:48não tinha tudo isso aqui,
00:11:50não tinha internet,
00:11:52do jeito que tem hoje,
00:11:52não tinha telefone celular,
00:11:54não tinha tudo isso aí.
00:11:55Era a Siane no outro dia
00:11:57e o Ivo Amaral com a Liberal AM
00:11:59cobrindo os jogos.
00:12:01Era o que tinha.
00:12:02E a Siane no outro dia
00:12:03continuava aparecendo,
00:12:04fazendo a matéria.
00:12:05E a gente tinha um encontro
00:12:06marcado com o Globo Esporte.
00:12:08A gente via mesmo
00:12:09o que a gente tinha feito
00:12:10no dia anterior.
00:12:11E ia muito diferente mesmo.
00:12:14E tinha que comprar
00:12:14no outro dia o jornal.
00:12:16Comprar o jornal liberal
00:12:17para ler o que era escrito.
00:12:18E naquela época,
00:12:19o acesso da imprensa
00:12:23a vocês, jogadores,
00:12:25era livre.
00:12:26A gente pegava todo mundo
00:12:28pela camisa.
00:12:29Vem aqui que eu quero gravar
00:12:30a entrevista com você.
00:12:31É diferente de hoje,
00:12:32onde os assessores de imprensa
00:12:34escolhem quem a gente
00:12:35vai entrevistar.
00:12:36Era tudo muito mais livre
00:12:37e era um terreno propício
00:12:40à criatividade também.
00:12:41Nós estávamos mais livres
00:12:43para criar nos textos,
00:12:45nas imagens.
00:12:45Era tudo muito mais livre.
00:12:47E a verdade está cheia
00:12:48de frescura hoje.
00:12:49E eu digo para você
00:12:52que naquele tempo,
00:12:53uns anos atrás,
00:12:5410, 15 anos, 20 anos,
00:12:56nós tínhamos crack.
00:12:58Hoje nós não temos mais.
00:12:59Isso é verdade.
00:13:00E vocês tinham mais liberdade
00:13:02para poder trabalhar.
00:13:03E hoje vocês não têm.
00:13:04vocês têm que se humilharem
00:13:07para poder ter alguma informação.
00:13:09E a assessoria de imprensa
00:13:10às vezes atrapalha
00:13:12e às vezes ajuda.
00:13:13Porque eles só vão falar
00:13:14para vocês o que eles querem.
00:13:16Que a direção autoriza.
00:13:18Na época que eu comecei
00:13:19no jornalismo esportivo,
00:13:21eu era a única mulher.
00:13:21Então eu tinha a preocupação
00:13:23de não entrar nos vestiários
00:13:24por motivos óbvios.
00:13:26e naquela época,
00:13:28aqui no futebol paraense,
00:13:29o que eu fazia
00:13:30para não entrar nos vestiários?
00:13:32Eu sempre pedia
00:13:33para o massagista
00:13:34ou alguém da comissão técnica,
00:13:35fulano,
00:13:36pega o fulano para mim,
00:13:37que era o jogador
00:13:38que eu queria entrevistar
00:13:39e ele trazia.
00:13:40Olha só, hein?
00:13:41Só que na época,
00:13:43quando o Flamengo
00:13:43veio jogar aqui
00:13:44com o Paysandu,
00:13:45aqueles 2x0
00:13:46que o Paysandu ganhou,
00:13:47gol do Nuno
00:13:47e do Daniel,
00:13:48em 1995,
00:13:51o jornal da Globo
00:13:53pediu para eu gravar
00:13:55uma entrevista com o Edinho,
00:13:57o técnico do Flamengo
00:13:57na época,
00:13:58que tinha caído
00:13:59naquela noite
00:14:00depois da derrota
00:14:01do Flamengo
00:14:01para o Paysandu.
00:14:02Aí eu, putz,
00:14:04ia ter que entrar no vestiário.
00:14:06Ferrou-se.
00:14:07Primeira vez,
00:14:08minha primeira vez
00:14:09no vestiário.
00:14:10Aí o que aconteceu?
00:14:11Um dos casos mais
00:14:15pesados
00:14:15e tristes
00:14:16da minha carreira,
00:14:18constrangedores.
00:14:19Foi o primeiro momento
00:14:20de assédio
00:14:22que eu sofri
00:14:23nesse mundo de futebol.
00:14:25Foi o meu segundo
00:14:25ano de carreira.
00:14:27Aí,
00:14:28quando eu fui entrevistar
00:14:28o Edmundo,
00:14:29eu vi,
00:14:30lembro agora,
00:14:31há pouco tempo
00:14:31a Bárbara Coelho
00:14:33revelou
00:14:33no Instagram
00:14:34um episódio
00:14:36tão traumático
00:14:37quanto
00:14:38que foi o Túlio
00:14:39que mandou um nude
00:14:40para ela.
00:14:41Ela comentou
00:14:42alguma coisa,
00:14:43ah, você está
00:14:43recuperado já fisicamente.
00:14:45Aí ele,
00:14:47se achou.
00:14:48Se achou
00:14:48e mandou um nude
00:14:49para ela.
00:14:50Enfim,
00:14:51aí naquele jogo
00:14:52eu fui entrevistar
00:14:53o Edmundo
00:14:54e ele
00:14:55cometeu,
00:14:57proporcionou
00:14:57uma cena
00:14:58degradante
00:14:59e lamentável
00:15:00de deixar cair
00:15:00a toalha de propósito.
00:15:02Então,
00:15:02foi o primeiro momento
00:15:03realmente
00:15:04muito pesado
00:15:05que eu sofri
00:15:06como jornalista esportiva
00:15:08e graças
00:15:10nessa época
00:15:11que eu tinha
00:15:12a liberdade
00:15:12de pedir
00:15:13para a comissão técnica
00:15:15dos times daqui
00:15:16me ajudarem
00:15:18a evitar.
00:15:18Eu sei,
00:15:19eu vi várias vezes,
00:15:21comprovei isso já.
00:15:22O Mendes
00:15:22foi um,
00:15:23o Barrão.
00:15:23Isso,
00:15:24o Barrão.
00:15:24O Barrão,
00:15:25várias vezes.
00:15:26É verdade.
00:15:27O Mendes
00:15:27era o enfermeiro.
00:15:29É.
00:15:30Mas,
00:15:31com tudo isso aí,
00:15:32o seu amadurecimento
00:15:34foi muito grande.
00:15:34Sim,
00:15:35com certeza.
00:15:36Todos esses percalços
00:15:37da vida,
00:15:37né?
00:15:38Com certeza.
00:15:38Que hoje em dia
00:15:39acontece,
00:15:39mas hoje você está aqui,
00:15:41firme e forte.
00:15:42Mas vamos falar de vocês.
00:15:44Então,
00:15:44Robinho.
00:15:45Deixa ele falar,
00:15:45você não vai bater.
00:15:46O Bré.
00:15:48O que eu acho engraçado,
00:15:52assim,
00:15:53até para a gente colocar
00:15:54que o meu avô
00:15:55ele é cearense,
00:15:56né?
00:15:56Minha família paterna
00:15:57é cearense,
00:15:57nordestina.
00:15:58Eu sou da geração
00:15:59que nasceu aqui no Pará.
00:16:01E a Paraíba
00:16:02e o estado de Pernambuco,
00:16:04eles são?
00:16:04Estados literalmente irmãos.
00:16:06Aí o boneco é de um jeito,
00:16:08o Robinho é de um jeito
00:16:09totalmente diferente.
00:16:11Mas é porque o Aguinaldo
00:16:12eu acho isso muito engraçado.
00:16:13Ele é ser hippie,
00:16:13ele é tão perto da gente,
00:16:15né?
00:16:15Ele tem uma beleza com a Bahia.
00:16:17Tu é ser hispano.
00:16:18É,
00:16:18porque muita gente se confunde,
00:16:20se confunde,
00:16:21porque eu juro um esporte
00:16:22muito tempo, né?
00:16:23E Recife,
00:16:23fica colado com a Paraíba.
00:16:25Sim.
00:16:26Cento e poucos quilômetros.
00:16:27Engraçado os dois.
00:16:28120 de João Pessoa.
00:16:30A minha cidade lá na Paraíba
00:16:31é no interior,
00:16:32mas é 5 quilômetros de Pernambuco.
00:16:34É muito junto.
00:16:35Dá de vida.
00:16:35A cultura da minha cidade
00:16:37é mais pernambucana
00:16:38do que para...
00:16:39É verdade.
00:16:40O boneco fala pelos dois.
00:16:43Já vai começar com a tua onda,
00:16:44já.
00:16:45Eu quero te ver chorando,
00:16:47porque eu quero te fazer chorar.
00:16:48Não fale de família,
00:16:49porque em família
00:16:49a gente vai dizer que está pelando já.
00:16:52Já falar da Bárbara aqui.
00:16:53Não,
00:16:53a minha princesa.
00:16:54Conheci a Bárbara Quirancinha
00:16:56denunciando a minha idade aqui.
00:16:57Vamos lá.
00:16:58Sim, Robson.
00:16:59Teu repá marcante.
00:17:01Eu já imagino qual é.
00:17:03Primeiro.
00:17:04Primeiro,
00:17:04a minha estreia no repá,
00:17:06onde a gente venceu o jogo
00:17:08por 2 a 0.
00:17:09Dois gols teus.
00:17:10E eu tive a felicidade
00:17:11de fazer os dois gols.
00:17:12Quem era o goleiro do Remo?
00:17:13Ivaí.
00:17:14Nunca vou esquecer do neguinho, não.
00:17:16Nego gato, pai.
00:17:17Era rei dos papagaios, sabe?
00:17:19Empinar uma pipa,
00:17:20que é uma beleza.
00:17:21O Ivaí depois virou
00:17:22um grande amigo também,
00:17:23como vários jogadores
00:17:24daquela época.
00:17:25Aguinaldo,
00:17:26a gente já se conhecia
00:17:27lá de Recife.
00:17:28Nos confronta entre
00:17:30náutico e esporte.
00:17:32Depois eu tive uma felicidade
00:17:33do Aguinaldo ir
00:17:34ser treinador também
00:17:35no Paysandu.
00:17:36Foi campeão aquele ano?
00:17:37Foi.
00:17:37Foi campeão.
00:17:38Depois saí.
00:17:39Então,
00:17:40eu acho que
00:17:42é importante,
00:17:43mesmo depois que a gente
00:17:44tem essa questão
00:17:45de rivalidade dentro de campo,
00:17:47mas fora,
00:17:48se cria-se uma amizade.
00:17:49E, graças a Deus,
00:17:49eu tenho vários amigos
00:17:50que também são remista.
00:17:52Mas,
00:17:52foi um dia muito feliz,
00:17:54porque era uma estreia,
00:17:55fazer dois gols.
00:17:56Ainda encontrei torcedores,
00:17:58quando eu fui jantar
00:17:59depois do jogo,
00:18:00que ainda quis me bater.
00:18:02Naquele no...
00:18:04No...
00:18:05Torcedor do Remo.
00:18:05Onde era ali?
00:18:06Era o Doca Boulevard, né?
00:18:07Eu fui jantar lá.
00:18:09Na época,
00:18:10o torcedor me xingou,
00:18:12quis vir pra cima.
00:18:13Eu falei,
00:18:13rapaz,
00:18:14esse é um jogo,
00:18:15eu fiz o meu papel só.
00:18:18E isso já se vão o quê?
00:18:19Mais de 20 anos, né?
00:18:2023.
00:18:21Ali já foi um cartão de visita
00:18:23pra te ir da paixão
00:18:24do torcedor paraense.
00:18:26Mas eu já sabia, né?
00:18:27Porque eu tinha jogado
00:18:27contra eles aqui,
00:18:29contra o Pai Sandu,
00:18:30já contra o Remo também.
00:18:30Mas esse jogo
00:18:31foi a tua estreia em repá, né?
00:18:33Em repá.
00:18:33Não foi pelo Pai Sandu.
00:18:35Há quantos jogos
00:18:36você já estava no Pai Sandu?
00:18:38Eu acho que...
00:18:38Nesse primeiro repá.
00:18:39Eu joguei contra a Tuna,
00:18:40que foi a minha estreia
00:18:41no campeonato paraense.
00:18:42Fiz dois gols,
00:18:43a gente venceu por 3 a 2.
00:18:45E depois,
00:18:46eu acho que eu joguei o repá.
00:18:47Não lembro ter jogado
00:18:48o jogo pequeno, não.
00:18:49E o repá eu fiz mais dois, né?
00:18:51Quantos gols pelo Pai Sandu,
00:18:53Marcaja?
00:18:55Eu acho que é 91.
00:18:57É 91, acho.
00:18:59E eu sou o maior artilheiro
00:19:00do Mangueirão, né?
00:19:02No Mangueirão eu fiz...
00:19:03Sim, sim.
00:19:05...28 gols.
00:19:0626 pelo Pai Sandu,
00:19:08entre Libertadores,
00:19:10Paraense, Brasileiro e Série A.
00:19:11Naquele 5 a 2,
00:19:12em cima do São Paulo,
00:19:13foram três teus, né?
00:19:14Três.
00:19:14Ali foi em 2003.
00:19:15Aquele belíssimo ano que nós...
00:19:17E três gols.
00:19:18E três gols.
00:19:19Três gols em oito minutos, né?
00:19:20Nossa, eu lembro.
00:19:22E tinham acabado...
00:19:22Não tinha ainda.
00:19:23Não pediu música.
00:19:25Detalhe, Aguinaldo,
00:19:25tinham acabado de voltar
00:19:26da vitória...
00:19:27Jogo do Boca.
00:19:28Vi no Televão.
00:19:29Da vitória contra o Boca.
00:19:30Imagina,
00:19:31duas vitórias emblemáticas
00:19:32como essa
00:19:33em menos de uma semana.
00:19:34Chegamos aqui no sábado
00:19:35para jogar no domingo.
00:19:37E hoje não pode, né?
00:19:39Não pode.
00:19:4066 horas.
00:19:4166 horas.
00:19:41E o torcedor do País
00:19:42sendo preocupado
00:19:43com o cansaço deles.
00:19:4466 horas hoje.
00:19:46Pois é.
00:19:47É o mínimo.
00:19:47E a gente tinha passado
00:19:4818 dias viajando
00:19:51fora de Belém.
00:19:53Voltamos nesse jogo,
00:19:54inclusive,
00:19:54contra o São Paulo.
00:19:56E aí a gente pediu
00:19:57para ir em casa
00:19:58para ver o pessoal,
00:19:59ver a família.
00:20:00E o treinador
00:20:01não queria liberar.
00:20:02E a gente chorou
00:20:02e negociamos
00:20:04dentro do avião.
00:20:05e o treinador
00:20:06ainda é engraçado,
00:20:07que era o Dario,
00:20:08ele disse,
00:20:09vocês estão 18 dias
00:20:10fora de casa,
00:20:11vocês pegam leve em casa.
00:20:13Deixa só um negócio
00:20:14para segunda-feira.
00:20:17E aí a gente se concentrou
00:20:20depois umas 22 horas.
00:20:23Fomos para o jogo
00:20:23e graças a Deus
00:20:24foi um jogo perfeito também.
00:20:26Nossa, a equipa
00:20:26era muito boa.
00:20:28Foi um dos jogos
00:20:29mais sensacionais
00:20:30que eu assisti na minha vida
00:20:31foi esse Paissão do São Paulo.
00:20:33Acabei,
00:20:34eu gostei desse jogo.
00:20:34Acabou-se aquela safra.
00:20:37Acabou.
00:20:38Acabou.
00:20:38A gente vê muita atleta hoje,
00:20:40muita correria.
00:20:41Hoje muita correria.
00:20:41Muito toque para trás
00:20:42que eu acho um erro
00:20:43para caramba.
00:20:44Faltam isso aqui.
00:20:44É isso que eu queria
00:20:45perguntar para vocês.
00:20:46Qual é a grande diferença
00:20:48dos repas,
00:20:49dos clássicos
00:20:50da época de vocês
00:20:52para agora?
00:20:54Aumentou em muito
00:20:55a responsabilidade
00:20:55dos jogadores
00:20:56por conta do advento
00:20:57das redes sociais.
00:20:59Essa pressão de hoje,
00:21:01a pressão na época
00:21:02de vocês era menor?
00:21:03Vocês consideram menor?
00:21:04Por conta do...
00:21:05Porque não tinha
00:21:07redes sociais na época?
00:21:09Mas tinha vocês
00:21:10na imprensa, né?
00:21:11A pior, hein?
00:21:12Eu não conectava ninguém.
00:21:13O rádio,
00:21:14o jornal...
00:21:15Falar como torcedor
00:21:16que eu sou paraense,
00:21:18assim, né?
00:21:19A pressão para mim
00:21:20era a mesma.
00:21:21Concordo contigo.
00:21:22A pressão era maior
00:21:23ou a mesma, assim.
00:21:25Repai, algo fora da curva.
00:21:27Que, graças a Deus,
00:21:28agora o Brasil
00:21:29está conhecendo
00:21:30e respeitando
00:21:31a grandeza
00:21:32do nosso clássico.
00:21:33Com certeza.
00:21:34Em cima de tudo isso aí,
00:21:35alguns anos atrás...
00:21:37Essa cadeira não cai, não.
00:21:38Não, não cai, não.
00:21:39O próprio torcedor...
00:21:40Não, fica à vontade.
00:21:42O próprio torcedor,
00:21:42ele tinha acesso
00:21:43ao estádio.
00:21:44Tinha isso, é verdade.
00:21:46O torcedor
00:21:46para o treino,
00:21:47cobrado,
00:21:47foi um clássico.
00:21:49É verdade.
00:21:50Dava duas mil pessoas
00:21:51num treino, né?
00:21:52Eu me lembro
00:21:53que o Marcelo...
00:21:53Marcelo, Paraíba,
00:21:54lateral direito.
00:21:55Só era ruim
00:21:56porque eu era xingada
00:21:57pra caramba.
00:21:58Mas a gente também,
00:22:01quando não estava
00:22:01numa boa fase,
00:22:02eles iam lá cobrar.
00:22:03Mas isso fazia...
00:22:05Fazia parte da cultura
00:22:06do futebol brasileiro.
00:22:07É.
00:22:08Brasileiro,
00:22:08porque lá em Recife...
00:22:10Como o caráter
00:22:10do jogador, né?
00:22:11Exatamente.
00:22:12Ali se criava, assim,
00:22:14uma personalidade forte
00:22:15do jogador,
00:22:16porque a gente sabia
00:22:17que a cobrança
00:22:17era mais forte
00:22:18do que é hoje.
00:22:19Por isso.
00:22:20O Marcelo tinha chegado...
00:22:21O Marcelo tinha chegado
00:22:23do Campinense.
00:22:24Marcelo,
00:22:24lateral direito.
00:22:25Muito bom,
00:22:25muito bom lateral.
00:22:26Foi pro Atlético,
00:22:27foi pro Santos,
00:22:27tudo.
00:22:28E na apresentação dele,
00:22:30tinha duas mil pessoas.
00:22:32Duas mil pessoas.
00:22:33Aí ele falou,
00:22:34nunca vou me esquecer.
00:22:35O Marcelo,
00:22:36lateral direito.
00:22:37Eu nunca vou me esquecer.
00:22:38Ele falou,
00:22:39boneco,
00:22:40tem jogo hoje?
00:22:41Porque esse era o público
00:22:42quando ele jogava
00:22:43na Paraíba.
00:22:45Sensacional essa história.
00:22:46Pois é,
00:22:47a minha apresentação,
00:22:48tu tava lá,
00:22:49eu acho também,
00:22:49tava lotado,
00:22:50arquibancado.
00:22:50Eu falei,
00:22:51que é isso,
00:22:51eu nunca tinha visto
00:22:52num treino.
00:22:54Pra mim,
00:22:55não existe torcedor maior.
00:22:57Acho fanático.
00:22:58É.
00:22:59O Paraíso,
00:23:00ele é fora da curva mesmo.
00:23:02Quando os dirigentes
00:23:04têm a sensatez
00:23:05de abrir um dia
00:23:06pro torcedor,
00:23:08às vezes eles abrem,
00:23:09às vezes.
00:23:09Tem um apelo.
00:23:11Tem anos que
00:23:11eles não abrem.
00:23:13Acho que o Paissandu
00:23:14abriu no final do ano passado
00:23:15ou foi esse ano já.
00:23:17Eu sei que abriu.
00:23:18O Paissandu.
00:23:18Teve um jogo.
00:23:19Não, faz mais tempo.
00:23:20Faz mais tempo.
00:23:21Não, foi agora,
00:23:21acho que foi no início
00:23:23da competição.
00:23:24Vocês não lembram?
00:23:25Não,
00:23:26não me recordo agora.
00:23:27E eu acho um erro
00:23:28que eu acho que deveria
00:23:29ser aberto pelo menos
00:23:30uma vez na semana.
00:23:31Eu também.
00:23:32Eu queria estar lá
00:23:33com eles ali
00:23:33assistindo treino,
00:23:34te juro.
00:23:35Porque isso,
00:23:36eu vivi isso na Paraíba
00:23:38quando eu ainda era
00:23:39adolescente.
00:23:40eu ia ver treino
00:23:41do Campinense
00:23:41e ia ver treino
00:23:42do 13.
00:23:43Qual o teu time lá?
00:23:44Lá eu torço por todos.
00:23:46Do nosso Nordeste
00:23:47eu torço por todos.
00:23:48Menos por dois,
00:23:49que vocês já sabem
00:23:50quem é,
00:23:51Vitória e Remo.
00:23:51E Remo.
00:23:53Mas assim,
00:23:54quero também.
00:23:54A raiva de leão.
00:23:55Pior, é verdade.
00:23:57Mas eu joguei no esporte.
00:23:58Ele fez sucesso,
00:23:59mas jogou no esporte.
00:24:01Mas o Robson aí
00:24:02tem a ligação maior
00:24:03com o Náutico
00:24:04e com o Santa.
00:24:05Eu me lembro
00:24:06que tu foi...
00:24:07Mas eu torço também
00:24:08pelo esporte, né?
00:24:09Mas eu vejo
00:24:10com os leões
00:24:10que tu não gosta
00:24:11é o Vitória
00:24:12e o Remo daqui.
00:24:14Não que eu não goste, né?
00:24:16Mas é que eu não torço.
00:24:18Mas eu queria
00:24:19que o Paysandu
00:24:19estivesse aí sempre.
00:24:20Eu sonhei com isso.
00:24:21Diversas vezes já falei
00:24:22que eu queria ver ainda
00:24:23antes de morrer
00:24:24os dois na Série A.
00:24:26Já viu como é
00:24:27um clássico desse?
00:24:27Um nascer
00:24:28e o outro na...
00:24:29Isso já aconteceu
00:24:30há anos atrás, né?
00:24:31Eu não quero morrer
00:24:31sem presenciais.
00:24:33Pois é.
00:24:34Tu veja,
00:24:35tendo esse reconhecimento
00:24:36a nível nacional,
00:24:37imagina se esses dois
00:24:38estão fazendo
00:24:38esse clássico
00:24:39na Série A.
00:24:40Isso seria ideal.
00:24:42Então, assim,
00:24:42eu digo que não torço,
00:24:43mas quero que os dois
00:24:44estejam ali.
00:24:45É verdade, verdade.
00:24:46Brigando.
00:24:46É bom, é bom.
00:24:47Brigando por cima.
00:24:48E agora,
00:24:49vocês vêm acompanhando
00:24:50esses dois últimos...
00:24:52Esses dois clássicos
00:24:53desse ano,
00:24:53vocês acompanharam?
00:24:54Qual é a leitura
00:24:55que vocês fazem
00:24:56desses times
00:24:57de Remo e Paysandu?
00:24:58Eu vejo
00:24:59um Paysandu
00:25:00é um Paysandu
00:25:01com uma disposição
00:25:04imensurável.
00:25:05O Remo se achando
00:25:06que é o...
00:25:07Assim,
00:25:08o bam-bam-bam.
00:25:10Tá entendendo?
00:25:10Os caras não...
00:25:13Sabendo, assim...
00:25:14Não entenderam
00:25:15o que é um repá.
00:25:17E o Paysandu
00:25:18teve, assim,
00:25:19a faca nos dentes.
00:25:20O Paysandu
00:25:21jogou com raça,
00:25:22jogou com determinação.
00:25:23E em cima
00:25:24de tudo isso aí,
00:25:25a aplicação tática
00:25:27dos caras
00:25:27é um absurdo.
00:25:28O Remo olhou
00:25:29os dois jogos
00:25:31que teve.
00:25:32O Remo
00:25:33foi pra campo
00:25:34e parece que
00:25:35foi por ir,
00:25:37Rodolfo.
00:25:37Não teve aquela...
00:25:38Os caras parecem
00:25:39que estavam viajando,
00:25:40não estavam comprometidos
00:25:41em repá
00:25:42pra querem jogar
00:25:43Série A.
00:25:43Mas eles não têm noção
00:25:45o que é um repá
00:25:46pra cá,
00:25:47pra nós.
00:25:48Pra nós,
00:25:49paraenses.
00:25:49Eu vou dar a minha opinião.
00:25:50Eu acho que
00:25:51os jogadores
00:25:52da base
00:25:53do Paysandu
00:25:54que estão arrebentando,
00:25:55principalmente o PH,
00:25:56eu vi uma imagem
00:25:57do Instagram.
00:25:59Em 2024.
00:26:00O Robson,
00:26:00só pra quem tá
00:26:01acompanhando a gente aqui,
00:26:02ele mostrou que
00:26:03em 2024
00:26:04o Paysandu,
00:26:06no jogo,
00:26:07antes do Vila Nova,
00:26:08na verdade,
00:26:08ele liberou
00:26:08pra torcida.
00:26:10Ah, legal.
00:26:11A última vez.
00:26:11Antes do jogo
00:26:11do Vila Nova,
00:26:12na última parte.
00:26:13Era recente.
00:26:13Muito tempo.
00:26:14Parece que faz
00:26:15mais tempo.
00:26:16Muito tempo.
00:26:17Então,
00:26:17eu vi uma postagem
00:26:18do PH,
00:26:19que é o Pedro Henrique,
00:26:21que eu acho,
00:26:22que eu aposto
00:26:23que vai ser
00:26:24a grande venda
00:26:25do Paysandu
00:26:25nos próximos meses.
00:26:29Um craque de bola.
00:26:30E eu fiquei emocionada,
00:26:31de verdade,
00:26:32quando eu vi
00:26:32uma foto
00:26:33do PH.
00:26:35Ele,
00:26:36criancinha,
00:26:36ao lado de um bolo
00:26:37de aniversário
00:26:38do Paysandu
00:26:38com o pai dele
00:26:39e logo em seguida,
00:26:40no carrossel de fotos,
00:26:41ele assinando o contrato,
00:26:43falando o quanto aquilo
00:26:44era um sonho
00:26:45realizado pra ele.
00:26:46Gente,
00:26:46isso tem um simbolismo
00:26:48enorme.
00:26:49Um dos principais
00:26:51jogadores
00:26:52do Paysandu
00:26:52hoje
00:26:53é um menino
00:26:54que tem o sonho
00:26:55de ser jogador
00:26:56de futebol
00:26:57com a camisa
00:26:58do Paysandu.
00:26:59Diviseu.
00:26:59Isso.
00:27:00Aqui em Diviseu.
00:27:01Isso é lindo.
00:27:02Isso é muito lindo
00:27:03pra nós,
00:27:03jornalistas,
00:27:04que valorizamos
00:27:05o futebol raiz,
00:27:06que a gente sabe
00:27:07o quanto é importante
00:27:08esse amor à camisa
00:27:09que tá cada vez mais
00:27:13desvalorizado,
00:27:13né?
00:27:13Aquilo é muito lindo.
00:27:15E eu acho que
00:27:15essa é a grande diferença.
00:27:17Quem é paraense
00:27:18do time do Remo?
00:27:19Só o Pikachu,
00:27:20né?
00:27:21Do time titular
00:27:22é só o Pikachu.
00:27:24quem vai ser
00:27:25esse jogador
00:27:26que vai ter sangue
00:27:27nos olhos
00:27:27na hora do repapo?
00:27:28Só o Pikachu.
00:27:29Agora,
00:27:30eu te digo,
00:27:30e também não tá tão bem assim,
00:27:33falar a verdade, né?
00:27:35E o menino
00:27:36Pedro Henrique
00:27:37só entrou,
00:27:39só tá jogando,
00:27:39por quê?
00:27:40Porque o Paysandu
00:27:41tá numa série C,
00:27:42porque sempre assim,
00:27:43quando a coisa aperta,
00:27:45chamam os moleques
00:27:46da base.
00:27:47Verdade.
00:27:48Na verdade,
00:27:49Ciane e Rodolfo,
00:27:50nós não temos
00:27:51uma base preparada.
00:27:52Nós não temos
00:27:54infraestrutura
00:27:54pra esses meninos.
00:27:56Quando aparece assim...
00:27:57E eles estão tendo
00:27:58a grande oportunidade agora.
00:27:59E o menino
00:28:00tá aproveitando.
00:28:01Eu até comentei,
00:28:02até falei com o Marcinho
00:28:03outro dia
00:28:03a respeito de uma situação.
00:28:06Eu falei,
00:28:06porra,
00:28:07abraça esses meninos,
00:28:08apoia.
00:28:09Quando eles errarem um passe,
00:28:11vai,
00:28:12conversa,
00:28:12não dá expor nos meninos,
00:28:14porque às vezes
00:28:14não repara.
00:28:15Eles sentem, né?
00:28:16Não é que nem a gente já cascudo,
00:28:17já que errou,
00:28:18a gente vai e insiste outra vez.
00:28:20Os meninos,
00:28:21eles estão assim,
00:28:23eles sonharam com aquilo,
00:28:25mas não esperavam
00:28:26que ia ser tão rápido
00:28:27esse sonho.
00:28:28E eu enxergar,
00:28:30vi jogadores da base,
00:28:32do Paysandu,
00:28:32com aquela vontade,
00:28:34com aquela disposição,
00:28:35o que eu já ouvi,
00:28:36os moleques
00:28:37estão com fome.
00:28:38Estão com fome.
00:28:39Os menudos bicolores.
00:28:40Estão com fome.
00:28:41Sim.
00:28:41E o do remo,
00:28:43tá com o bucho cheio.
00:28:44Agora,
00:28:45que fique claro,
00:28:45salarialmente,
00:28:47salarialmente falando.
00:28:48Que fique claro,
00:28:50tá, pessoal?
00:28:50Que fique claro,
00:28:51a quem estiver me assistindo,
00:28:53que o remo
00:28:54pode comer a bola
00:28:55no domingo?
00:28:55Pode.
00:28:56Como eu acho
00:28:57que vai acontecer.
00:28:59Uma mudança de postura,
00:29:00né?
00:29:00Uma mudança de postura,
00:29:01eu acredito
00:29:02que vai ser completa,
00:29:03até porque vai ter
00:29:04técnico novo,
00:29:05os jogadores vão estar
00:29:06realmente motivados.
00:29:07Eu estou falando
00:29:08em relação
00:29:08aos dois primeiros repá,
00:29:10que fique claro.
00:29:10Certo.
00:29:11Pois é,
00:29:12a gente vem falando
00:29:13nessa questão da base
00:29:14que tem que ser priorizada.
00:29:16Os últimos que foram
00:29:17revelados aqui
00:29:18foi o Rony
00:29:19e o Pikachu.
00:29:21O Pikachu já está
00:29:22voltando aí
00:29:22com mais de 30 anos,
00:29:23né?
00:29:24E agora que está
00:29:25aparecendo esses meninos,
00:29:26o Aguinaldo foi bem
00:29:27na colocação dele,
00:29:29é necessidade,
00:29:30mas esses meninos
00:29:31já deveriam estar jogando
00:29:32desde o ano passado,
00:29:33porque encheram
00:29:35o clube de gringo.
00:29:36Sabe?
00:29:36A gente sabe
00:29:37que na nossa época
00:29:38e na minha época
00:29:40principalmente,
00:29:40aquela belíssima equipe
00:29:42que foi montada
00:29:42no Paissandu em 2003,
00:29:45era tudo jogador guerreiro,
00:29:46não tinha nenhuma estrela,
00:29:48não tinha nenhum jogador
00:29:49de fora
00:29:50que fosse melhor
00:29:52do que aqueles
00:29:53que estavam aqui
00:29:54que disputaram
00:29:54o Paraense,
00:29:55outros que vieram
00:29:56do Nordeste
00:29:56como eu,
00:29:57o Jorginho,
00:29:58que é irmão
00:29:58de Júnior Baiano,
00:30:00também é nordestino,
00:30:01o Rodrigo,
00:30:02que jogou no Coríndia,
00:30:03é nordestino,
00:30:03o Sandro,
00:30:04que é de Goiás,
00:30:06é de Goiânia,
00:30:07mas já estava
00:30:08um certo tempo aqui,
00:30:09jogou pela Tuna
00:30:10e montou com o Velbi,
00:30:12o Yarli,
00:30:12que veio também
00:30:13do Ceará,
00:30:16e aí subiu
00:30:18os meninos da base,
00:30:19o Magno,
00:30:19que eu me lembro,
00:30:20o Bruno,
00:30:20que teve a oportunidade
00:30:22também de jogar,
00:30:23entre outros.
00:30:24Então,
00:30:24acho que o Agnaldo
00:30:26falou muito bem,
00:30:26não temos a estrutura
00:30:28necessária,
00:30:28mas tem que se priorizar
00:30:29essa garotada
00:30:31porque o Pará
00:30:31é um celeiro de craque,
00:30:33bicho.
00:30:34E a gente perde
00:30:35muitas vezes
00:30:35para times de fora
00:30:38porque não tem
00:30:38essa estrutura
00:30:39que possa dar
00:30:40para a garotada.
00:30:41E vocês dois
00:30:42são exemplos disso,
00:30:43porque eu sempre
00:30:45cito,
00:30:46Ciane,
00:30:46que todas as grandes
00:30:48conquistas
00:30:48do nosso futebol,
00:30:50os dois títulos
00:30:51brasileiros da Tuna,
00:30:53o título brasileiro
00:30:54do São Raimundo
00:30:55e de Santarém,
00:30:56o título da Série C
00:30:58do Remo,
00:30:59os dois da Série B
00:31:00do Paysandu
00:31:01e a Copa dos Campeões
00:31:02do Paysandu,
00:31:03a base,
00:31:04ela era
00:31:05de jogadores
00:31:06paraenses,
00:31:08mas com os jogadores
00:31:09de fora,
00:31:10o Robson foi até humilde
00:31:11falando,
00:31:11ah, nós não tínhamos
00:31:12qualidade,
00:31:13sim, eles tínhamos,
00:31:13os que vinham de fora,
00:31:14eles vinham para somar,
00:31:16como foi o caso
00:31:17do Agnaldo,
00:31:18como foi o caso
00:31:19do Marcelo Paraíba,
00:31:21como foi o caso
00:31:22do Robson,
00:31:22do Rodrigo,
00:31:23e eles,
00:31:24não dando uma
00:31:25de nortista
00:31:26nordestino
00:31:26contra eles do Sul,
00:31:28mas quando a gente
00:31:29trazia de fora,
00:31:30eram a maioria
00:31:32também do Nordeste,
00:31:33que é uma região
00:31:34irmã,
00:31:34que tem as mesmas
00:31:35dificuldades com a gente
00:31:36e ou de fora,
00:31:38de São Paulo
00:31:39e de Goiânia,
00:31:40meninos que vieram,
00:31:41tipo o Lecheva,
00:31:41ele é de Mogi das Cruzes,
00:31:43eu falo que o Lecheva,
00:31:44ele é o maior jogador
00:31:45de Mogi das Cruzes,
00:31:46porque as pessoas
00:31:46falam do Neymar,
00:31:47mas o Neymar
00:31:48somente nasceu em Mogi
00:31:50e cresceu em Santos,
00:31:51o Lecheva não,
00:31:52o Lecheva,
00:31:53eu morei em Mogi,
00:31:54quando o Lecheva
00:31:55chega em Mogi,
00:31:56todo mundo respeita,
00:31:57porque ele foi literalmente
00:31:58o maior jogador
00:31:58daquela cidade,
00:31:59mas ele jogava
00:32:00na Tuna antes,
00:32:01o Sandro,
00:32:02jogou na base da Tuna,
00:32:03se profissionalizou
00:32:04na Tuna
00:32:05e foi pro Pai Sandu também,
00:32:07então eram jogadores
00:32:08de Goiás,
00:32:09de São Paulo,
00:32:09mas que já estavam
00:32:11desde garotos aqui,
00:32:12e eu não sei
00:32:13em que momento
00:32:14foi que a gente
00:32:16se perdeu nisso,
00:32:18porque se a gente
00:32:19for pegar o time
00:32:19de 2005 do Remo
00:32:20que ganhou a Série C,
00:32:22Márcio Belém,
00:32:23tinha os meninos
00:32:25que o João Pedro,
00:32:26lateral esquerdo,
00:32:27que veio do São Raimundo,
00:32:27Marquinho Belém,
00:32:28Marquinho Belém,
00:32:29agora falando
00:32:29do Márcio Belém,
00:32:30Landu,
00:32:31o Landu é daqui,
00:32:33daqui do Guamá,
00:32:34Magrão era de Cuaraci,
00:32:37Pai Sandu,
00:32:38com o Velber,
00:32:39cara,
00:32:40com o Sérgio,
00:32:41que ganhou,
00:32:41a gente não valoriza
00:32:43a figura do Sérgio,
00:32:44o Sérgio ele ganhou
00:32:44o Brasileiro
00:32:45por Remy,
00:32:46Pai Sandu,
00:32:47e é daqui,
00:32:48Jobson,
00:32:48que é da Marambaia,
00:32:49e o Robson falou
00:32:49do Magno,
00:32:50gente,
00:32:50é impressionante
00:32:51a qualidade do Magno,
00:32:53o Magno era,
00:32:53jogava,
00:32:53era muita bola,
00:32:55ele era reserva,
00:32:56ele era reserva,
00:32:57meninos daqui,
00:32:58foi pro Santos,
00:32:59meninos daqui,
00:33:00meninos que,
00:33:02são belenenses,
00:33:02são paraenses,
00:33:04Vitória Santos,
00:33:05Japão,
00:33:05a partir de 2010,
00:33:07Cláudio Gavião,
00:33:08Cláudio Gavião,
00:33:10o Wanderson,
00:33:12o Vartulho,
00:33:13o Souza,
00:33:15desde 2010,
00:33:16pra mim foi,
00:33:17na verdade,
00:33:18o ano que eu guardo muito
00:33:19foi 2007,
00:33:20quando o Remo
00:33:20cai pra Sérgio C,
00:33:22e o Pai Sandu
00:33:22tem aquela Sérgio C
00:33:23que ele ficou
00:33:24na antepenúltima posição,
00:33:26pra mim,
00:33:26a partir de 2007,
00:33:28a gente rompeu com isso,
00:33:29com a valorização
00:33:31do paraense,
00:33:31jogando bola,
00:33:32e a gente não se recupera,
00:33:34não se recupera,
00:33:35mas uma coisa importante
00:33:36que está acontecendo
00:33:37no Pai Sandu,
00:33:38é isso,
00:33:38eu estou vendo de longe um pouco,
00:33:39já contrataram um menino
00:33:40lateral esquerdo,
00:33:41que estava no,
00:33:42Luciano Taboca,
00:33:44Luciano,
00:33:45que estava no Cametá,
00:33:46que é,
00:33:47é Sergipano também,
00:33:49então estou vendo
00:33:50que a postura
00:33:51está de novo voltando,
00:33:53porque se voltar
00:33:54a coisa caminha certo,
00:33:56porque esses caras
00:33:56vêm aqui
00:33:57para vestir a camisa,
00:33:58nós viemos naquela época,
00:33:59você também,
00:34:00para realmente vestir
00:34:01a camisa,
00:34:01honrá-la,
00:34:02e tentar
00:34:04conseguir o sucesso,
00:34:05não só nosso,
00:34:06pessoalmente,
00:34:07mas também do clube,
00:34:08e graças a Deus
00:34:09eu cheguei num momento
00:34:10muito feliz do Pai Sandu,
00:34:12muito feliz.
00:34:12Eu sinto muito,
00:34:14sabe o que é,
00:34:15Siane,
00:34:16Rodolfo e Robson,
00:34:17a ausência da Tuna,
00:34:19nesse sentido,
00:34:20porque a Tuna
00:34:20abastecia a Remy
00:34:21e o Pai Sandu,
00:34:23se você fizer
00:34:24uma análise rapidamente,
00:34:25os jogadores da Tuna
00:34:26que saíram para a Remy
00:34:27e para o Pai Sandu,
00:34:29só foi jogador
00:34:30que despontou.
00:34:31Sinto saudade
00:34:32até do Luciano.
00:34:33É,
00:34:34é,
00:34:34trabalhador,
00:34:35Velber,
00:34:36Sérgio,
00:34:36aí começa a falar,
00:34:38aí vem um monte,
00:34:39aí tem a Geu,
00:34:40o Belterra,
00:34:40a Geu,
00:34:41o Belterra,
00:34:42o Zema,
00:34:42o Zema,
00:34:43o Tafiso,
00:34:44tudo da Tuna,
00:34:45tudo da Tuna,
00:34:45incrível mesmo.
00:34:46Alimentava,
00:34:47Remy e o Pai Sandu.
00:34:48Zé Raimundo também,
00:34:49O Zé Raimundo da Tuna,
00:34:51o Talismã.
00:34:51Então,
00:34:52e parou-se,
00:34:53a Tuna também,
00:34:55entrou no mesmo problema
00:34:56de Remy e o Pai Sandu,
00:34:58importar jogador,
00:34:59coisa que ela tinha,
00:35:01que ela fazia
00:35:02dentro de casa
00:35:03com o Samuel Cândido,
00:35:05que na época
00:35:05o Samuel
00:35:06era o treinador da base,
00:35:07tinha muitos meninos
00:35:08e revelava muitos jogadores.
00:35:10Automaticamente,
00:35:11o Remy e o Pai Sandu
00:35:12puxavam esses jogadores.
00:35:13Hoje não.
00:35:14Ela mesma,
00:35:15que foi iniciadora disso,
00:35:18não tem mais esse trabalho.
00:35:19Tem,
00:35:19mas não consegue revelar
00:35:21mais ninguém,
00:35:23infelizmente.
00:35:23Em cima daquilo
00:35:24que vocês falaram
00:35:25do Nordestino,
00:35:26eu acho muito interessante,
00:35:28porque a adaptação
00:35:30de outros jogadores
00:35:32do incho
00:35:33é complicado.
00:35:35O Nordestino
00:35:35é mais fácil aqui,
00:35:36né?
00:35:37É cabo da peste.
00:35:39Vai pro choque,
00:35:41assim,
00:35:42chega com fome
00:35:43de vencer.
00:35:44Como o Robson chegou,
00:35:45como eu cheguei
00:35:46com 22 anos,
00:35:47tô aqui a todos esses anos.
00:35:48Caramba, 22.
00:35:4922 anos.
00:35:50Hoje eu tô com 57.
00:35:51Paraense,
00:35:52os dois já são.
00:35:52Tá entendendo?
00:35:53Eu vou dizer aqui...
00:35:55Bárbara nasceu aqui?
00:35:56Nasceu aqui.
00:35:57Tu já ganhou o título
00:35:57de cidadão paraense?
00:35:59Não.
00:35:59Não, eu nem quero,
00:36:00não precisa.
00:36:01Eu nem quero.
00:36:02Já sou, né?
00:36:02O povo te deu, né?
00:36:04Não, não.
00:36:04Só pra fazer média,
00:36:05fazer capa.
00:36:06Às vezes os caras
00:36:07não fazem nada, pô.
00:36:08Nem quero.
00:36:09Vou nem ficar calado.
00:36:12Um monte de...
00:36:13Deixa eu falar.
00:36:13Eu acho o erro.
00:36:14O Rogerinho também.
00:36:17Rogerinho,
00:36:17o campeão jogador,
00:36:19o campeão brasileiro.
00:36:20O Rogerinho é o maior campeão
00:36:21aqui, né?
00:36:22De todos nós.
00:36:24Foi quem ganhou tudo.
00:36:24Ele foi bicampeão da Série B
00:36:25e o Sérgio Zagueiro
00:36:27foi campeão da Série B
00:36:28de 2001
00:36:29e da Série C de 2005.
00:36:30Dois parceiros,
00:36:31dois amigos.
00:36:31O Sérgio é o único
00:36:32que é campeão brasileiro
00:36:33por Remo Paysandu
00:36:34e não é valorizado.
00:36:36Mas o Sérgio
00:36:36estava lá em 2005?
00:36:372005 no Remo.
00:36:38Estava.
00:36:39Ele sai do Paysandu
00:36:41em 4 e vai para o Remo
00:36:42em 5.
00:36:42E foi titular.
00:36:44Não, ele foi campeão
00:36:44em 2004 comigo.
00:36:45Já foi com o Tico, né?
00:36:47No 100%.
00:36:47No 100%.
00:36:48O Sérgio em 2003.
00:36:49O Sérgio não é valorizado
00:36:52como ele deveria ser.
00:36:53Um dos maiores que eu vi.
00:36:54Mas agora,
00:36:54se ele chegar aqui,
00:36:55ele fica aqui, ó.
00:36:57Todo mundo.
00:36:58Ó, ó.
00:36:59Vai, vai, vai.
00:37:00Olha o final de zoar
00:37:01todo mundo.
00:37:04Ele dormia na tua pré-eleção,
00:37:05não morreu?
00:37:06Não, não.
00:37:06Porque eu parti na mesa.
00:37:07Ele me vambora.
00:37:08Fazia assim na pré-eleção.
00:37:10Eu levei ele num programa
00:37:12de televisão
00:37:13que eu tava...
00:37:13Aí daqui a pouco
00:37:14ele tava aqui, ó.
00:37:15Aí depois ele botava aqui.
00:37:16Ei, Sérgio,
00:37:17o que foi?
00:37:17O que foi?
00:37:19O mais dentro de campo
00:37:20dele é muito fera.
00:37:21Gigante dentro de campo.
00:37:22Monstro.
00:37:23Me acordava dentro de campo.
00:37:24Me acordava dentro de campo.
00:37:25Jogava de terra.
00:37:26Um jogador raçudo.
00:37:28Eu lembro, sim.
00:37:29Uma situação técnica,
00:37:30o colega roubava a bola.
00:37:31Eu sou muito fã do Sérgio.
00:37:32Muito seguro,
00:37:33muito seguro.
00:37:33Esse filme pode, é.
00:37:35E o meu amigo Belterro?
00:37:37Meu amigo Belterro
00:37:37mora em Santarém.
00:37:38O máximo respeito.
00:37:40Ele era diretor de uma escola
00:37:41há pouco tempo lá, né?
00:37:44A esposa dele faleceu
00:37:45um tempo atrás.
00:37:46Eles têm uma escola educacional.
00:37:49Eu fiz matéria com ele lá.
00:37:50Fiz lá?
00:37:51Foi em 2005.
00:37:56Tanto é que hoje
00:37:57quem administra a escola
00:37:58é ele e a filha.
00:38:01Ele tem uma filha só,
00:38:02como eu.
00:38:03Ele tem uma filha só.
00:38:04Eu tenho dois enteados
00:38:05e ele tem uma filha só.
00:38:07Então, os dois
00:38:09administram a escola.
00:38:10Antes ele era em Belterra.
00:38:11Ele morava em Belterra.
00:38:12Hoje ele está morando
00:38:13em Santarém.
00:38:14Para mim,
00:38:16é um dos injustiçados
00:38:18do futebol.
00:38:18Porque o que jogava
00:38:19aquele rapaz
00:38:21jogava de terno.
00:38:22Não dava um potapé
00:38:22de ninguém.
00:38:22Foi nos zagueiros
00:38:23macho técnicos.
00:38:24Os zagueiros macho técnicos
00:38:25que eu já vi.
00:38:26Eu chamava ele de
00:38:26Gamarra Parência.
00:38:27Gamarra Parência.
00:38:28Porque ele não dava
00:38:29um potapé de ninguém.
00:38:29Botava no peito.
00:38:30Mas ele era técnico.
00:38:31E ele passou um tempão
00:38:31sem receber cartão, né, Rinaldo?
00:38:33Eu joguei com ele.
00:38:35Ele não passou um tempão,
00:38:36Belterra.
00:38:36Desculpa, Robson.
00:38:37Sem receber cartão.
00:38:38Sem cartão foi.
00:38:39Anos.
00:38:39Ele chegou a receber algum?
00:38:41Acho que sim, né?
00:38:42O Belterra...
00:38:43Não lembro.
00:38:43O Belterra, ele joga...
00:38:45Ele joga até 98 pelo Remo.
00:38:47Ele vai lembrar disso.
00:38:48Daí que foi um fato
00:38:49que me marcou.
00:38:50E aí ele vai em 99
00:38:51para o País Sandu.
00:38:52E foi em 98?
00:38:53Não.
00:38:53Aí ele vai em 99.
00:38:54Ele nunca tinha sido expulso
00:38:57no repá
00:38:58e marcado o gol contra
00:38:59no repá.
00:39:00Aí ele joga
00:39:01na reta final do Paraense
00:39:03que foram três
00:39:04que é impensável hoje
00:39:06que foram em julho de 99.
00:39:08O Belterra, ele é expulso
00:39:10e marca um gol contra
00:39:11com a camisa do País Sandu.
00:39:13É.
00:39:14Aí a galera do Rebricô
00:39:16de tão remista,
00:39:17mas lógico que ele
00:39:17foi profissional.
00:39:18É o que acontece.
00:39:19É inerente à profissão.
00:39:21Mas é que é muito...
00:39:24Eu fico imaginando o Robson
00:39:25com a camisa do Remo, assim.
00:39:28Porque são jogadores
00:39:30que ficam tão familiarizados
00:39:32que é estranho.
00:39:33Eu vejo foto do Aguinaldo
00:39:34com a camisa do País Sandu.
00:39:35Eu acho muito estranho.
00:39:37Muita gente.
00:39:38Muitas pessoas não sabem isso.
00:39:40Só ia, né?
00:39:41Aguinaldo com a camisa do País Sandu.
00:39:42Não, ele jogou.
00:39:43Ele foi treinador lá.
00:39:44Ah, sim, sim, é verdade.
00:39:45Ele jogou no País Sandu.
00:39:45Não jogou, não.
00:39:46Ele foi treinador, né?
00:39:46Joguei no País Sandu.
00:39:47Joguei no País Sandu.
00:39:48Eu nem lembrava disso.
00:39:49Eu fui campeão.
00:39:50Ele é tão a cara do campeão.
00:39:54Ele foi campeão em 98.
00:39:56Foi.
00:39:57Ah, o 38 foi com o Chico.
00:39:59Foi, foi.
00:40:00A quebra do MCX.
00:40:02Não viu os quebraram.
00:40:03Foi eu, Belterra, eu, Marcelo.
00:40:06Rogerinho, né?
00:40:07Rogerinho.
00:40:07Eles montaram.
00:40:09Mas foi um ano só.
00:40:10Seis meses.
00:40:11Seis meses.
00:40:11Depois eu parei.
00:40:12Eles montaram e desmontaram o Remo do cara.
00:40:14E foi o Miguel Pinho, Finado,
00:40:18o Ricardo Rezende.
00:40:19Não sei se vocês conheciam.
00:40:20O Luiz Carlos.
00:40:21O professor Luiz Carlos.
00:40:23Antônio Carlos.
00:40:23Antônio Carlos.
00:40:24O Colégio Ideal.
00:40:25Ele me falou assim, Aguinaldo,
00:40:27nós não podemos deixar o Remo ser hexa.
00:40:30Nós vamos quebrar a espinha dorsal.
00:40:33Antigamente se falava isso.
00:40:35Remo se mantinha uma espinha dorsal.
00:40:37Nós trazíamos pontualmente
00:40:39cinco, seis, sete jogadores
00:40:41pra poder compor o grupo.
00:40:43Diferente de hoje,
00:40:44que é 20, 30, 40.
00:40:46Todo ano.
00:40:47Todo ano.
00:40:48Não, nós mantínhamos uma base.
00:40:50E o que aconteceu?
00:40:51O País Sandu quebrou essa base.
00:40:53Esses jogadores foram pra lá.
00:40:55Inclusive eu.
00:40:56E nós fomos campeões.
00:40:57Quem foi que te contratou?
00:40:58Antônio Carlos Trinari de Moraes.
00:41:00Ele mesmo.
00:41:01Porque eles foram de...
00:41:02Um dos proprietários do Ideal, né?
00:41:04Um contratava dois.
00:41:05O outro contratava dois.
00:41:07Porque tinha que pagar, né?
00:41:08Eles que pagavam pra você.
00:41:10Era muito complicada, né?
00:41:11A fase é mais ou menos
00:41:12a fase de hoje, financeiramente.
00:41:14O clube com dificuldade financeira.
00:41:18Então também tinha o doutor Césio Schermão,
00:41:20não posso esquecer,
00:41:21que é dentista.
00:41:24Cada benemérito,
00:41:25cada conselheiro
00:41:26que trouxesse um atleta,
00:41:28ele pagaria.
00:41:30Se responsabilizar...
00:41:31Patronos, né?
00:41:32Pronto.
00:41:33E foi assim que o País Sandu
00:41:34conseguiu se organizar,
00:41:36se estruturar.
00:41:37Me contratar.
00:41:38Também, também.
00:41:39E eu já tinha parado de ano,
00:41:40não queria mais.
00:41:41Eu não queria mais.
00:41:42Foi um dos maiores desafios
00:41:43da minha vida.
00:41:44O que...
00:41:45Foi teu último ano
00:41:46como jogador?
00:41:47Foi.
00:41:48E o que me marcou a minha vida
00:41:49foi que o Antônio Carlos
00:41:50falou assim,
00:41:51quando eu tava no caminhão,
00:41:53que eu tinha caminhão,
00:41:54eles me ligaram e falaram assim,
00:41:55eles me falaram assim,
00:41:57eu sei que tu é remista,
00:41:59mas eu confio no teu caráter.
00:42:01Essa palavra caráter,
00:42:02pra mim,
00:42:03é algo inabalável
00:42:05no ser humano.
00:42:06Inabalável.
00:42:07O que eu acho assim,
00:42:08e é bacana da internet,
00:42:11eu sempre falo aqui no programa,
00:42:13é que a meninada de hoje em dia,
00:42:15ela não tem noção
00:42:17da importância
00:42:19que era um campeonato estadual
00:42:20na temporada.
00:42:22Porque eles desmontaram
00:42:23o time do Remo,
00:42:24não foi pensando
00:42:25em campeonato brasileiro.
00:42:26Eles queriam evitar
00:42:27o hexacampeonato do Remo
00:42:29no Paraense.
00:42:30Era algo assim.
00:42:32Tanto que eu falei,
00:42:32do jogo de 99 do Belterra,
00:42:34foi em julho de 99.
00:42:37O campeonato vai acabar agora
00:42:38com dois meses
00:42:39de campeonato paraense,
00:42:40eram sete.
00:42:41É, pra te ver só,
00:42:42olha a dimensão
00:42:43que era um paraense.
00:42:44Eu valorizo muito
00:42:45o campeonato paraense.
00:42:46o campeonato de uma ametalhadora,
00:42:47os caras davam para ele.
00:42:49Davam, era impressionante assim.
00:42:50E a editora muito vagabundo, viu?
00:42:55Agora, gente, qual foi,
00:42:57para terminar,
00:42:58o papo está muito bom,
00:42:59mas para terminar,
00:43:01alguma história curiosa,
00:43:03não, não é para terminar,
00:43:04é penúltima,
00:43:05alguma história curiosa
00:43:06cercando o repá
00:43:07que nunca foi revelada?
00:43:10Assim,
00:43:11o Robson deve ter muitos, né?
00:43:12Que é mais velho do que eu.
00:43:15Assim, a rivalidade,
00:43:17assim,
00:43:17é um lance engraçado.
00:43:19Antigamente,
00:43:20antigamente,
00:43:22costumava-se,
00:43:24a gente concentrava aqui
00:43:25no Hotel São Brás.
00:43:28Aquela época também
00:43:29era muito gostosa
00:43:30e que nós,
00:43:30a gente ia para tomar café.
00:43:32É,
00:43:33tinha esse acerto.
00:43:34No dia dos jogos,
00:43:35a gente ia fazer a matéria.
00:43:36Hoje,
00:43:37não pode nem passar
00:43:37na recepção.
00:43:39muito paidégua.
00:43:39E a gente se fartava
00:43:40no café.
00:43:41É muito,
00:43:41muito legal,
00:43:42muito legal.
00:43:42E aí,
00:43:43o que acontecia
00:43:44em alguns jogos,
00:43:45principalmente repá,
00:43:47o dirigente
00:43:48do outro lado,
00:43:50assim,
00:43:50do passador,
00:43:50do Remo,
00:43:51gostava de implantar
00:43:53meninas no hotel.
00:43:55Ah,
00:43:56foi bom.
00:43:57para que pudesse
00:43:58tirar a atenção
00:43:59de jogador.
00:44:00Não é outro mundo,
00:44:02cara.
00:44:02Eu joguei em outra época.
00:44:04Acontecia muito isso.
00:44:06Muito isso.
00:44:07É impensável hoje em dia.
00:44:08Aí pegava
00:44:10aqueles laricão,
00:44:11aqueles furaújo,
00:44:12sabe o que é?
00:44:13Não é, pai?
00:44:13O melhor.
00:44:14É.
00:44:15Eu tinha que começar
00:44:16com o Aguinaldo mesmo.
00:44:17Não,
00:44:18estou te falando.
00:44:18Sorrindo.
00:44:19Aí,
00:44:20tinha uns caras
00:44:21que eram danados,
00:44:22pai,
00:44:22que eu tinha que...
00:44:23Sério?
00:44:24Para revelar.
00:44:24O cara era volante,
00:44:25mas nisso
00:44:26ele era um Robin Go,
00:44:27um artilheiro nato,
00:44:28não era um nove.
00:44:29Aí descobriram,
00:44:31aí começaram a botar
00:44:32segurança nos andares.
00:44:34Segurança nos andares.
00:44:35Meu pai do céu.
00:44:36Porque era perigosa.
00:44:38Porque os caras,
00:44:39aquilo que vocês falaram,
00:44:40esse povo de hoje
00:44:41não tem noção.
00:44:43É.
00:44:43O que significa
00:44:44para o povo paraense
00:44:45um repá?
00:44:46Ah,
00:44:47Remo está na Série A,
00:44:48porra,
00:44:48beleza.
00:44:48Ah,
00:44:49o Paissandu está na Série C,
00:44:50beleza.
00:44:50O Paissandu...
00:44:51O povo que vem de fora,
00:44:52né?
00:44:52Os jogadores que vêm de fora.
00:44:53É,
00:44:53o Paissandu...
00:44:54Isso mesmo.
00:44:55O Paissandu nunca vai deixar
00:44:56de ser grande.
00:44:57O Remo já esteve lá.
00:44:58O Remo teve sete anos
00:45:01sem divisão.
00:45:02O Remo acabou?
00:45:03Não.
00:45:03O Robson Aguinaldo
00:45:04viveu o contrário, né?
00:45:06Ele foi um atacante
00:45:07da Série A em 2005
00:45:09com o Remo na Série C.
00:45:10E nem por isso,
00:45:13o Remo deixou de ser campeão
00:45:14em 2003.
00:45:15Sim.
00:45:15É verdade.
00:45:16Em 2003,
00:45:17em 2003 foi campeão.
00:45:17Em 2004.
00:45:18Em 2003.
00:45:192003, 2004.
00:45:20O Paissandu na Série A.
00:45:21Isso,
00:45:22a gente está na Série A,
00:45:23Libertadores.
00:45:23O Atlethor.
00:45:25É verdade,
00:45:25é verdade.
00:45:26O regulamento também
00:45:27foi meio estruturado
00:45:27com a gente.
00:45:28Eles perderam para o Águia.
00:45:29O Águia em casa.
00:45:30O que era o Remo de 2003?
00:45:32Aí vai ir,
00:45:33e vai ir,
00:45:35o lateral,
00:45:36o Carequinha,
00:45:36lateral direito,
00:45:37não era o Marquinho,
00:45:39acho que era o Valdemir.
00:45:40Valdemir.
00:45:41Valdemir.
00:45:42Aí tinha,
00:45:43era um time,
00:45:43era um time,
00:45:44tinha o Gianco,
00:45:45o Giano Crack.
00:45:46Rogério Belém.
00:45:47Mas era um time bom.
00:45:48Era um time bom,
00:45:50os caras foram campeões.
00:45:51O atacante que foi,
00:45:52foi vice,
00:45:53o Valdemir.
00:45:55Valdemir,
00:45:55o Valdemir,
00:45:56que jogou,
00:45:56o Valdemir.
00:45:56Jogou o Valdemir,
00:45:58jogou o Valdemir.
00:45:58Jogou o Valdemir.
00:45:59Jogou o Valdemir.
00:46:00Era um time muito interessante.
00:46:02O Givanil do Oliveira.
00:46:03E o Givan.
00:46:06Augusto,
00:46:06que pra mim era um craque.
00:46:10Augusto,
00:46:10aqui de Bragança.
00:46:12E o Irituia.
00:46:13A zaga era Augusto e Irituia.
00:46:14E o lateral esquerdo.
00:46:15O Givan jogou no Pai Sandu também.
00:46:16Isso,
00:46:17aqui de 91.
00:46:18E o lateral esquerdo
00:46:19era o Djalma Santos.
00:46:21Que também era aqui do Pará.
00:46:23Eu falo que é só jogador paraense.
00:46:25E eu não sei aonde que a gente rompeu isso.
00:46:28A gente rompeu,
00:46:29a gente perdeu essa qualidade
00:46:30do jogador paraense.
00:46:31Você olha para o nosso time da Libertadores,
00:46:34era um time montado aqui,
00:46:35com a base já...
00:46:36Tinha quase,
00:46:37consigo entender isso.
00:46:37Paraense nesse time,
00:46:38tinha cinco?
00:46:39Tinha mais,
00:46:40muito mais.
00:46:41O goleiro.
00:46:42Ronaldo.
00:46:43O Ronaldão aqui.
00:46:46O Sérgio.
00:46:48O Jobson.
00:46:48O Jobson.
00:46:49O Sander,
00:46:50que é paraense.
00:46:50O Velber.
00:46:51Que nasceu em Goiás.
00:46:52Já é paraense.
00:46:53Era reserva da Augusta.
00:46:55Mas jogava.
00:46:56O Lecheva daqui,
00:46:57que veio o menino com a turma.
00:46:58Continua a base,
00:46:59Aguinaldo,
00:46:59deles aqui todos.
00:47:00O Luiz Fernando,
00:47:01que é do Sul,
00:47:02mas que jogava.
00:47:03E já tinha jogado no Remo Indorinho.
00:47:06Então assim,
00:47:07tinha uma base
00:47:07e os poucos que vieram
00:47:09foram nós.
00:47:10Para somar.
00:47:12E além de tudo isso,
00:47:13eu digo assim,
00:47:14o nosso amor
00:47:15para o Belém
00:47:16é tão grande
00:47:17que nós escolhemos
00:47:18o Belém do Pará.
00:47:20Daquela época,
00:47:21daquela época,
00:47:22o único
00:47:23que ficou aqui
00:47:24foi eu.
00:47:25Remo.
00:47:26O único que decidiu.
00:47:27Eu decidi.
00:47:28Eu escolhi.
00:47:29Porque eu poderia
00:47:30voltar para Recife.
00:47:31Eu poderia ir para Sergipe.
00:47:32Cuidar dos meus pais.
00:47:34Não,
00:47:34mas eu escolhi
00:47:36o estado do Pará
00:47:37para poder terminar
00:47:38os meus dias de vida.
00:47:39Porque com todas
00:47:40as dificuldades
00:47:41que nós temos aqui,
00:47:42é um povo caloroso.
00:47:43É um povo amável.
00:47:44É um povo dócil.
00:47:46É um povo humano.
00:47:47Com toda dificuldade
00:47:48que tem,
00:47:48tu não vê um paraense
00:47:49se a pessoa
00:47:50for bater na sua porta,
00:47:52não abrir a porta
00:47:53para dar um prato de comida.
00:47:54Agora,
00:47:55vai lá para cima
00:47:55no sul-sudeste.
00:47:58É cada um...
00:47:58Hein, Robson?
00:47:59Não tem como não gostar.
00:48:01Onde tu chega,
00:48:02a festa é a mesma.
00:48:03Impressionante,
00:48:03ele não mudou nada.
00:48:05Não,
00:48:05eu digo assim,
00:48:06muitos me chamam
00:48:07de urubu do Veropesa.
00:48:08Eu gosto da farofa,
00:48:10da sacanagem, pai.
00:48:11Da sacanagem.
00:48:12Eu quero viver
00:48:12com meus amigos.
00:48:13Não, pai.
00:48:15Vamos ver só.
00:48:16Olha o Robson.
00:48:16Quanto tempo?
00:48:1823 anos.
00:48:1923 anos já aqui.
00:48:2023 anos, né?
00:48:21Aqui.
00:48:21Estou há 35.
00:48:23É muito tempo.
00:48:24É muita coisa, cara.
00:48:25Os dois são muito tempo.
00:48:26É muita coisa, cara.
00:48:2835, ele disse
00:48:28que é mais novo
00:48:29do que eu.
00:48:30Não, não é mentira.
00:48:30Eu sou mais velho.
00:48:32Eu digo e repito.
00:48:33Eu sou o que eu sou
00:48:34no Estado,
00:48:35assim,
00:48:36de respeito.
00:48:38Eu devo a duas pessoas.
00:48:39A Deus e o Remo.
00:48:41O Remo me deve muito.
00:48:43Ele me deve muito.
00:48:45Mas eu nunca tive forças
00:48:46para botar esse time
00:48:47na justiça.
00:48:48Não tenho.
00:48:49Imagina agora,
00:48:49depois de velho.
00:48:50Velho no bom sentido
00:48:51da palavra.
00:48:52Está entendendo?
00:48:52Eu me viro.
00:48:54Tem para comer,
00:48:54tem para viver.
00:48:55Eu não tenho ganância
00:48:56com nada.
00:48:57Mas isso aí
00:48:58é o reconhecimento, né,
00:49:00Aguinaldo,
00:49:01que nós temos
00:49:01com a torcida,
00:49:03com o clube.
00:49:03A entidade, né?
00:49:04Quando eu também voltei
00:49:06para jogar no Paissandu,
00:49:08que na época
00:49:09houve uma dispensa,
00:49:11houve uma divergência
00:49:13com o ex-presidente Torinho,
00:49:15né?
00:49:15E quando eu voltei,
00:49:17eu fiz questão
00:49:18de jogar o Paraense, né?
00:49:20De graça, né?
00:49:22A dívida que o clube
00:49:24tinha comigo,
00:49:24eu perdoei também,
00:49:25mas que eu só jogava
00:49:27aquele campeonato
00:49:28e depois eu encerraria, né?
00:49:29Que foi o...
00:49:31Encerrei a carreira
00:49:32naquele repá.
00:49:33E...
00:49:34Jamais eu ia colocar
00:49:35o Paissandu na justiça.
00:49:36Nunca.
00:49:37Isso é uma gratidão
00:49:38que a gente tem até.
00:49:39É verdade.
00:49:39É gratidão.
00:49:40E a torcida do Paissandu
00:49:42tem para convencer.
00:49:42É muito, isso é muito.
00:49:44Então, é desse respeito
00:49:45que a gente está falando, né?
00:49:47Jamais iríamos colocar
00:49:49os nossos clubes na justiça.
00:49:51E sim, está aí.
00:49:52Torcendo.
00:49:53Se tiver oportunidade
00:49:54de trabalhar,
00:49:55se tiver convite,
00:49:55a gente aceita.
00:49:58Olha, ontem
00:49:58quem me ligou
00:49:59foi o Wanderson.
00:50:01É outro também.
00:50:03O Wanderson?
00:50:03Tu esqueceu do Wanderson.
00:50:04O Wanderson?
00:50:05O Volante.
00:50:05É, o Volante.
00:50:06Eu esqueci do Wanderson.
00:50:07Ele me ligou
00:50:08que vai ter um jogo
00:50:09lá em Castanhal
00:50:12repá
00:50:14contra essa violência.
00:50:15Contra as mulheres.
00:50:16Você está sabendo, né?
00:50:18Repá contra essa violência
00:50:20absurda
00:50:22contra as mulheres.
00:50:24Imagina você
00:50:24pai de uma mulher.
00:50:26Eu já,
00:50:27eu vou te falar.
00:50:28Eu respondi
00:50:29alguns BO
00:50:31judicialmente
00:50:31por eu não aceitar
00:50:34que alguém
00:50:35possa fazer isso aqui
00:50:36em uma mulher.
00:50:36Isso aqui, ó.
00:50:37Você está coberto de razão.
00:50:38Eu vou,
00:50:39eu falo para a minha mulher.
00:50:40Eu ando de moto.
00:50:41Eu tenho um carro,
00:50:42mas difícil você me ver
00:50:43de carro.
00:50:44Por causa do trânsito,
00:50:45o Rob sabe.
00:50:45Só me ver de moto.
00:50:46Só me ver de moto.
00:50:47Ah, minha motinha
00:50:47eu vou de qualquer lugar.
00:50:48Cuidado, amigo.
00:50:49Uma vez eu parei a moto
00:50:50para brigar.
00:50:52Para brigar.
00:50:52O cara estava empurrando
00:50:53a mulher.
00:50:55Já cheguei bicudando,
00:50:56já valendo.
00:50:57É isso que é despreciso.
00:50:57Não basta fazer discursinho.
00:50:59Não.
00:51:00E outra coisa...
00:51:01É intercedente.
00:51:02Na hora,
00:51:03eu vou para cima.
00:51:04Pode ser do tamanho que for.
00:51:05E outra coisa
00:51:06que eu sou contra
00:51:07é contra a lei
00:51:10que vai na delegacia.
00:51:12A mulher faz assim
00:51:13a ocorrência
00:51:15e depois
00:51:15o homem não pode
00:51:18se aproximar.
00:51:20Eu não sei a palavra específica.
00:51:22É medida protetiva.
00:51:24É medida protetiva.
00:51:25Minha amiga,
00:51:25não serve para nada.
00:51:27não dá tempo
00:51:29de a mulher
00:51:30acionar a polícia.
00:51:32Esse dia
00:51:32está um absurdo.
00:51:33Não, você está coberto
00:51:34de razão.
00:51:34Esse dia
00:51:35tomei a sua agora.
00:51:36Tomei a sua.
00:51:37A gente até fugiu.
00:51:38A gente até fugiu
00:51:39um pouquinho.
00:51:40Mas nós precisamos
00:51:41falar nisso aqui também.
00:51:42É muito bacana.
00:51:43Eu tenho filha.
00:51:44Exatamente.
00:51:44Eu também.
00:51:45Eu, por isso que eu lhe perguntei.
00:51:46Quando minha filha casou,
00:51:48quando minha filha casou,
00:51:49eu falei para o marido dela.
00:51:51Eu nunca dei um tapa
00:51:52na minha filha.
00:51:52Tá certo.
00:51:53Agora, se tu der um tapa,
00:51:54eu te corto
00:51:55todo de facão.
00:51:56Eu falei para o...
00:51:57A presença do pai.
00:51:58Falei.
00:51:59Eu nunca dei um tapa
00:52:01na minha filha.
00:52:02Agora, se ele der um tapa
00:52:02na minha filha,
00:52:03eu te corto todo de facão.
00:52:05Eu até falo na...
00:52:05É uma covardia.
00:52:07Eu me exalto
00:52:08porque tu tem filha, pô.
00:52:09Sim, sim.
00:52:10Tu criou tua filha
00:52:10com amor, com carinho.
00:52:12Sim, sim.
00:52:14Eu me casei
00:52:14tem um ano e pouco, né?
00:52:17Então, tipo...
00:52:17Até que fim, né?
00:52:18É verdade.
00:52:19Minha esposa,
00:52:20um beijo para ela,
00:52:21a Fernanda.
00:52:21Fazer capa já.
00:52:22Como é que eu te pego
00:52:22um beijo para a esposa, Rob?
00:52:24Porque a gente pega
00:52:25e tira...
00:52:25A gente pega e tira
00:52:27e o meu sogro,
00:52:28ele falou isso para mim.
00:52:29Ele falou...
00:52:30Ele não cobrou nada.
00:52:31Ele falou, Rodolfo,
00:52:31só cuida bem da minha filha.
00:52:33Só isso.
00:52:34Ele só pediu isso.
00:52:35E eu até falei
00:52:36na transmissão do Repá
00:52:39e a gente tem que passar
00:52:40a informação.
00:52:41Eu falei,
00:52:41porque a gente sabe
00:52:42o alcance que a gente tem
00:52:43e às vezes o homem
00:52:44esquece disso.
00:52:46Que ele veio de uma mulher
00:52:48e que essa mulher
00:52:49veio de outra mulher
00:52:50que é o avô dele.
00:52:51e a bisavó
00:52:52e assim vai.
00:52:53Então, às vezes,
00:52:54nós homens,
00:52:55a gente esquece disso.
00:52:56Que a gente veio
00:52:57de uma mulher.
00:52:59Que é a pessoa mais importante.
00:53:00Mais importante da nossa vida
00:53:01que é essa mulher.
00:53:03É verdade.
00:53:04Esquece isso.
00:53:04Rapazes,
00:53:05é muito importante
00:53:06eu estar diante de três homens
00:53:08com uma convicção,
00:53:11com uma postura
00:53:11como a de vocês,
00:53:14se posicionando dessa forma.
00:53:15É muito importante.
00:53:16Eu agradeço a vocês
00:53:17por esse momento,
00:53:18por essas declarações
00:53:19que é muito importante,
00:53:20mais do que nunca
00:53:21nesse momento
00:53:21que a gente está vivendo.
00:53:22E eu vi,
00:53:23quando você iniciou,
00:53:25os problemas que você teve.
00:53:27Às vezes,
00:53:28tinha que sair
00:53:28com o amparo de alguém,
00:53:31as ofensas,
00:53:32tudo.
00:53:32Por isso que eu digo
00:53:33e repito,
00:53:34você é uma desbravadora.
00:53:36Obrigada.
00:53:37As meninas hoje em dia
00:53:37não sabem o terreno
00:53:39que a senhora tem.
00:53:39Pegaram filé.
00:53:41Ei, ei.
00:53:42Hoje é muito menino.
00:53:43Não, não, não.
00:53:45Sofrem, mas é diferente hoje.
00:53:47Tudo é mais diferente.
00:53:48A diferença é que hoje
00:53:48está mais naturalizada.
00:53:50A presença feminina
00:53:51nos estádios
00:53:51não é como naquela época.
00:53:53E hoje, Ciane,
00:53:54a gente tem isso daqui
00:53:55que ela filma,
00:53:56aí ela filmando
00:53:57vão dar valor
00:53:58na palavra dela.
00:53:59Porque não é papo aqui, não.
00:54:01Às vezes,
00:54:01a palavra da mulher
00:54:02a gente ainda vive
00:54:03num país que ela é diminuída
00:54:04perante o homem.
00:54:05Então, naquela,
00:54:06na tua época,
00:54:07não tinha.
00:54:08Era a tua palavra
00:54:09contra a de um jogador
00:54:10que tinha um milhão
00:54:11de fãs dele.
00:54:12Eu posso fazer uma pergunta
00:54:13para o Aguinaldo?
00:54:14Claro.
00:54:15Aguinaldo?
00:54:16Pode estar amigo.
00:54:16O programa é nosso.
00:54:17Eu queria fazer uma pergunta
00:54:19para o Aguinaldo
00:54:19porque, recentemente,
00:54:22a gente viu
00:54:24o técnico do Novo Horizontino
00:54:26quando o Remo empatou
00:54:27lá em Novo Horizonte,
00:54:28estava lá no jogo,
00:54:29que ele falou
00:54:30que o Remo
00:54:31estava naquele momento
00:54:32porque influenciadores
00:54:34do Brasil todo
00:54:35estavam curtindo
00:54:36o hype do Remo.
00:54:38O hype é
00:54:38o momento legal.
00:54:40O momento.
00:54:41E aí,
00:54:42quando o Remo chega,
00:54:44passa esse tempo,
00:54:45falam do Remo
00:54:46no programa
00:54:46da Jovem Pan.
00:54:48Do Vampeta.
00:54:49Isso que a gente pergunta.
00:54:50Aí o Vampeta fala
00:54:51que eu estou torcendo
00:54:52para o Remo.
00:54:52Aí o apresentador,
00:54:53não sei se foi o pilhado,
00:54:55ele falou...
00:54:55Foi o pilhado.
00:54:56Agora todo mundo
00:54:57torce para o Remo.
00:54:58Aí o Vampeta me solta.
00:54:59Mas eu estou torcendo
00:55:00porque o Aguinaldo
00:55:02é meu ídolo.
00:55:03E todo mundo
00:55:04começou a mandar.
00:55:05Eu queria que tu falasse
00:55:06sobre isso
00:55:06porque um pentacampeão
00:55:08do mundo
00:55:08te tem como ídolo,
00:55:10o Aguinaldo.
00:55:10E para mim,
00:55:11nada é que está assistindo
00:55:12a gente.
00:55:12O Vampeta,
00:55:13pentacampeão do mundo
00:55:14que até em 2022
00:55:16fazia música.
00:55:18O Messi não tem copa.
00:55:19Quem tem copa
00:55:20é o Vampeta.
00:55:21O Vampeta é o brilhado.
00:55:22O Vampeta é ídolo.
00:55:23O Aguinaldo é ídolo
00:55:24do Vampeta.
00:55:25Tem dois lances.
00:55:26Tem dois momentos
00:55:27muito especiais
00:55:27que eu fiquei muito
00:55:28lindangeado
00:55:29porque eu nunca fui
00:55:30craque.
00:55:31Mas eu jogava
00:55:32com amor.
00:55:32Vocês dois foram
00:55:34craques.
00:55:34Não, diferenciados.
00:55:36Os dois foram
00:55:37diferentes.
00:55:38Os dois.
00:55:38O torcedor tem um respeito
00:55:39muito grande
00:55:40pela gente,
00:55:40pela dedicação,
00:55:41pelo empenho.
00:55:41Ele pelos gols
00:55:42e eu pelo meu empenho,
00:55:46pela minha aplicação.
00:55:47Não, mas vocês dois
00:55:48foram caros.
00:55:48Pelo momento,
00:55:48fazia gols decisivos
00:55:49de cabeça,
00:55:50tudo.
00:55:51E tem dois atletas
00:55:52que declinaram
00:55:54esse carinho,
00:55:55esse respeito.
00:55:56O Juninho Pernambucano.
00:55:57Verdade.
00:55:58O Juninho Pernambucano
00:55:59falou que saia do treino
00:55:59do futsal
00:56:00para me ver treinar.
00:56:02Porque eu sempre tive
00:56:02uma coisa comigo.
00:56:03Do jeito que eu treinar,
00:56:04eu tenho que jogar.
00:56:05É meu já.
00:56:06Porque às vezes no treino,
00:56:07o cara quer dar um miguezinho,
00:56:08não sei.
00:56:08Mas a minha filosofia
00:56:10sempre foi essa.
00:56:10E ser admirado
00:56:11pelo Juninho Pernambucano
00:56:12é de moral.
00:56:14E não é a primeira vez
00:56:15que o Vampeta...
00:56:16Ele como ser humano
00:56:16é sensacional.
00:56:17É, ele é diferente.
00:56:18Ele é diferente.
00:56:19Meio complicado,
00:56:20mas é diferente.
00:56:20Você sabe disso.
00:56:21É meio complicado,
00:56:23mas é gente boa.
00:56:24E aí eu joguei
00:56:25na época de 90,
00:56:27Vitória e Remo.
00:56:28Muitos jogos
00:56:29que o Bahia tinha
00:56:30Rodrigo,
00:56:32o lateral esquerdo
00:56:33que foi do Palmeiras.
00:56:35O Jefferson ou não?
00:56:35Não, outro.
00:56:36O Júnior.
00:56:37O Júnior.
00:56:38O Júnior.
00:56:39O Júnior.
00:56:39O Júnior.
00:56:39O Júnior.
00:56:40Roberto Carvalho.
00:56:41Alex Alves,
00:56:42que morreu.
00:56:43Paulo Zidoro.
00:56:44Timarço,
00:56:45vice-campeão brasileiro.
00:56:46Vice-campeão no ano
00:56:47que nós ficamos
00:56:47em sétimo lugar.
00:56:49E nós jogávamos
00:56:49muito contra o Vitória.
00:56:52Muito.
00:56:52Ganhamos aqui
00:56:53de 3x0 deles,
00:56:54perdemos lá de 2x1.
00:56:55E sempre jogos
00:56:56muito competitivos.
00:56:58E aí,
00:56:59nem eu sabia
00:57:00dessa admiração.
00:57:02E não é a primeira vez
00:57:03que ele fala isso.
00:57:04Que o Vampeta declina
00:57:06assim,
00:57:06que ele se inspirou
00:57:08muito em mim.
00:57:08Pra mim,
00:57:09é prazeroso
00:57:09ver um campeão do mundo
00:57:12relatar.
00:57:12E rede nacional.
00:57:13E rede nacional.
00:57:13Falar de gente.
00:57:14Eu sou o Remo
00:57:14por causa do Aguinaldo.
00:57:15Eu me espelhei muito
00:57:16naquele baixinho.
00:57:17Mas eu sou melhor que ele.
00:57:19Depois ele falou assim.
00:57:20Eu falei que esse filha...
00:57:21Não, não é não.
00:57:22Ele falou assim.
00:57:23O Aguinaldo é melhor.
00:57:23Ele falou assim.
00:57:26Aguinaldo jogou muito,
00:57:27mas eu joguei melhor que ele.
00:57:28Mas realmente
00:57:28o cara foi campeão do mundo
00:57:29e foi melhor.
00:57:30O cara chegou campeão do mundo.
00:57:31Ele não tem essa vaidade.
00:57:33Agora,
00:57:33pra mim,
00:57:34o que é legal
00:57:35é o reconhecimento.
00:57:36Hoje,
00:57:37Robson,
00:57:37nós colhemos
00:57:39aquilo que nós plantamos lá atrás.
00:57:41Tudo.
00:57:41Com o teu trabalho,
00:57:42eu com o meu trabalho
00:57:43e eu com o meu trabalho
00:57:44de inclusão,
00:57:45que é um trabalho
00:57:45que eu tenho há 20 anos,
00:57:46que eu gosto.
00:57:47Inclusive,
00:57:48já fui premiado
00:57:49pela própria empresa
00:57:52por personalidade do ano
00:57:53em virtude de algo
00:57:54que eu gosto,
00:57:55que eu fico muito feliz,
00:57:57que me faz bem.
00:57:58Meus pais,
00:57:59o nordestino,
00:58:00tem esse negócio
00:58:00de coração, né?
00:58:01De sentimento, né?
00:58:02E eu sei que você,
00:58:03inclusive você,
00:58:05já me ajudou muito
00:58:06com o Tinho.
00:58:06O Tinho Zagueiro.
00:58:09O Tinho é um dos poucos
00:58:11do Sul
00:58:12que veio também,
00:58:12jogou e encaixou
00:58:13muito bem na nossa época.
00:58:14E mora aqui.
00:58:15Aí,
00:58:16quando eu preciso
00:58:16de alguma coisa,
00:58:17eu assino meus parceiros,
00:58:19meus amigos,
00:58:20pra que a gente possa,
00:58:21ontem mesmo assinei
00:58:21um parceirão de vocês,
00:58:23que vocês adoram,
00:58:24chama-se
00:58:24Guilherme Guerreiro.
00:58:25Sim, demais.
00:58:26uma unanimidade.
00:58:27Então,
00:58:28eu peço,
00:58:29minha mulher fala assim,
00:58:30pô,
00:58:30tu é cara de pau.
00:58:31Eu falei,
00:58:31o não já tenho.
00:58:32De repente,
00:58:33pode vir o sim,
00:58:34Sualeza,
00:58:34fala assim pra ela.
00:58:36Brincando com ela.
00:58:38Mas tudo que o Aguinaldo
00:58:40falou aí,
00:58:41o Vampeta deve ter visto
00:58:42muito o Aguinaldo jogar,
00:58:43né?
00:58:43Vampeta foi do Vitória
00:58:45depois pro Corinthians,
00:58:46aí depois seguiu a carreira dele,
00:58:48chegou à Seleção Brasileira,
00:58:50Vampeta campeão do mundo,
00:58:52Inter dele.
00:58:53É Inter, né?
00:58:53Inter.
00:58:54Eu queria te fazer uma pergunta,
00:58:55Robson,
00:58:56só pra,
00:58:56até porque eu fiz pro Aguinaldo
00:58:59e é importante em Vaidescer.
00:59:00E eu era,
00:59:01agora que eu tô tendo oportunidade,
00:59:03porque,
00:59:04quando eu comecei
00:59:06a fazer meu primeiro ano
00:59:06de jornalismo,
00:59:07Sene,
00:59:08eu fui acompanhar
00:59:08um treino do Paissandu.
00:59:10O primeiro treino
00:59:10que eu acompanhei
00:59:11pela Rádio Nama
00:59:12foi do Paissandu
00:59:13e o Carlos Alberto
00:59:15era o técnico
00:59:16do Paissandu
00:59:17de 2005.
00:59:18Mas eu era menino,
00:59:19não tinha 18 anos,
00:59:20eu ficava olhando,
00:59:21quase não falei nada.
00:59:22Eu não tô menino assim,
00:59:22não.
00:59:22Eu já tava jogando.
00:59:24E aí,
00:59:24e aí,
00:59:25Robson,
00:59:25eu queria te perguntar
00:59:27uma coisa que eu tive,
00:59:28eu queria ter feito
00:59:29em 2005,
00:59:30eu não tive a oportunidade,
00:59:31agora eu tô tendo.
00:59:33mesmo eu tô tendo acabado
00:59:34com a vice-artilharia
00:59:37da Série A,
00:59:38eu queria que tu falasse,
00:59:40isso é importante
00:59:40pra mim e nada
00:59:41que tá assistindo,
00:59:42que a gente tem
00:59:43o Agnaldo
00:59:43que jogou
00:59:44primeira divisão
00:59:45e o Robson
00:59:46que jogou
00:59:46primeira divisão
00:59:47e foi vice-artilheiro
00:59:49da Série A,
00:59:50inventaram,
00:59:51é meu ídolo
00:59:51como atacante,
00:59:52o Romário.
00:59:53O Romário,
00:59:54pra mim,
00:59:54é melhor do que o Ronaldo.
00:59:55aquele ano foi o artilheiro.
00:59:56Mas arranjaram muito
00:59:57pênalti pro Baixinho
00:59:58porque ele era o Romário
00:59:59e o Romário
01:00:00é uma marca,
01:00:01enfim.
01:00:01É verdade.
01:00:02Eu queria que tu falasse
01:00:03do sentimento,
01:00:04Robson,
01:00:04dessa briga que tu teve
01:00:05de depois,
01:00:07o Robson ia ser
01:00:08o primeiro atacante
01:00:09depois do Bobô
01:00:11de 89,
01:00:12que ia ser artilheiro
01:00:13da Série A
01:00:13por um time
01:00:14do Nordeste
01:00:14ou do Norte,
01:00:15que era o País Sandu.
01:00:17É verdade.
01:00:17Não sei se tu sabe
01:00:18dessa marca,
01:00:19Robson.
01:00:20Ia ser o primeiro
01:00:21depois do 89.
01:00:22deves pensar nisso
01:00:23até hoje, né, Robson?
01:00:24É, primeiro,
01:00:25colocar o Rafael
01:00:26pra jogar comigo, né?
01:00:27O Rafael sempre
01:00:28brigando ali
01:00:29pra ser artilheiro,
01:00:31o vice-artilheiro
01:00:32do time.
01:00:34Ah, o Rafael é o Rimeiro.
01:00:36É, o Rafael Moura.
01:00:36Desculpa te interromper
01:00:37porque senão depois
01:00:39vai acabar.
01:00:40É um tema rico
01:00:41em polêmicas.
01:00:43Eu preciso te perguntar isso.
01:00:45Essa rivalidade
01:00:46entre você
01:00:46e o Rafael Moura
01:00:47na época
01:00:48era muito explícita
01:00:50nos bastidores?
01:00:51Os outros jogadores
01:00:52percebiam isso?
01:00:53Não, não tinha rivalidade.
01:00:54Não tinha?
01:00:54Não tinha.
01:00:55Até tratava bem
01:00:56porque o Rafael
01:00:57era um garoto, né?
01:00:58Queria que ele jogasse ali,
01:01:00mas que ele
01:01:00me ajudasse, né?
01:01:02Fosse mais companheiro
01:01:03porque isso existiu comigo
01:01:04quando o Sérgio Alves
01:01:06foi contratado
01:01:07pro Bahia.
01:01:08Quando o Sérgio
01:01:08foi contratado pro Bahia,
01:01:09o presidente me ligou
01:01:10e perguntou
01:01:11o que é que tu acha?
01:01:12Eu disse,
01:01:12pode levar
01:01:13que o Sérgio é artilheiro.
01:01:14Só que lá tinha eu,
01:01:15o Nonato e o Sérgio
01:01:16e o Bobô teve que se virar
01:01:17pra colocar os três jogando.
01:01:19E aí eu abri mão
01:01:20de jogar mais na frente
01:01:22e joguei mais
01:01:23acionando eles.
01:01:25Vinha recompor ali no meio, né?
01:01:26Vinha, vinha, vinha.
01:01:27Vinha pelos lados
01:01:28fazendo pesamento.
01:01:29inclusive um dos gols mais bonitos
01:01:30que eu vi até hoje
01:01:31na minha vida
01:01:32foi um do Sérgio
01:01:33que eu meti uma bola
01:01:34de três dedos pra ele
01:01:35e ele fez um gol
01:01:35de bicicleta.
01:01:36Um dos maiores ataques
01:01:37que eu vi, assim,
01:01:39pra mim na história,
01:01:40que eu vi,
01:01:40eu falo mesmo de qualquer
01:01:41Flamengo, São Paulo,
01:01:42Palmeiras,
01:01:43foi o que vocês fizeram
01:01:45em 2000 ou 2001?
01:01:46Vocês três, o...
01:01:472002.
01:01:472002, né?
01:01:48Vocês três,
01:01:49Sérgio Alves.
01:01:49Dizem que é o trio elétrico
01:01:51do Bahia.
01:01:53E aí eu achei que o Rafael,
01:01:57ele brigava muito
01:01:57internamente lá com o Balão,
01:01:59eles querendo ser
01:01:59vice-artilheiro do time.
01:02:01Com o Balão?
01:02:01Com o Balão.
01:02:03Nos treinos eles falavam,
01:02:04eu vou ser o vice-artilheiro
01:02:05porque eles queriam fazer
01:02:07sete, oito gols.
01:02:08O Balão,
01:02:08porque tem gente que é.
01:02:10Ah, mas eles queriam fazer gols.
01:02:12São Francisco do Parão.
01:02:13O Balão,
01:02:13só que quando o Balão
01:02:14jogava comigo lá na frente,
01:02:16ele procurava acionar.
01:02:18Até pela característica dele.
01:02:19Isso, ele procurava, assim.
01:02:20Mas eles tinham essa briga.
01:02:22É eles dois.
01:02:23Se houvesse essa briga
01:02:25internamente,
01:02:25eu não tinha deixado
01:02:26o Rafael Moura jogar.
01:02:27Tinha tirado.
01:02:28Com a moral que eu estava,
01:02:29com a possibilidade
01:02:30de ser o artilheiro
01:02:31do brasileiro,
01:02:33eu tinha tirado.
01:02:33Mas eu empurrava com a barriga.
01:02:35Bora, bicho,
01:02:35tem que me ajudar.
01:02:36Só que quando entrava em campo,
01:02:38ele era nito
01:02:38que ele não passava a bola.
01:02:40E isso prejudicou muito.
01:02:41Sim, a gente percebeu.
01:02:42Eu fiz os dois últimos gols,
01:02:43foi contra o Fábio,
01:02:44que foi cruzeiro.
01:02:45Ganhamos 4x1 aqui o jogo
01:02:46no Mangueirão.
01:02:47Eu fiz dois,
01:02:49inclusive ia fazer o outro,
01:02:50mas a bola bateu no Rafael
01:02:51e ela entrou
01:02:52e ele fez dois também.
01:02:55E nisso,
01:02:57aí vem a questão do Romário.
01:02:59Para mim foi um privilégio,
01:03:01uma honra muito grande
01:03:02estar disputando o artilharia
01:03:04com o cara...
01:03:05O maior da história.
01:03:05É, o maior da história
01:03:07no futebol mundial.
01:03:09Mas o Romário,
01:03:10vou falar só do último jogo.
01:03:12O último jogo,
01:03:12ele teve que bater três pênaltis
01:03:14para me ultrapassar.
01:03:16Bateu um, fez,
01:03:17empatou,
01:03:18aí teve outro pênalti lá,
01:03:19ele bateu,
01:03:20o goleiro pegou.
01:03:21Era o Magrão, né?
01:03:23Não, era o do Paraná Clube.
01:03:25Tu lembra de tudo.
01:03:26Foi o Paraná Clube
01:03:27o último jogo deles.
01:03:28Era o Moreno lá
01:03:29que foi do Atlético também.
01:03:31Eu esqueço o nome dele.
01:03:32Flávio.
01:03:32Flávio.
01:03:33Flávio.
01:03:33O Flávio.
01:03:34O Flávio faleceu.
01:03:35Isso.
01:03:36O Flávio pegou o pênalti
01:03:37e aí o juiz disse...
01:03:38Eu sou muito fã deles,
01:03:39assim,
01:03:40é muito bacana.
01:03:40Juiz, volta, bate de novo.
01:03:42Eu não sei se ele falou
01:03:44no ouvido,
01:03:45faz o gol.
01:03:46Flávio foi campeão brasileiro
01:03:46em 2001 pelo Atlético Paranaense.
01:03:49Isso, isso.
01:03:50Alagoano.
01:03:50Alagoano, velho.
01:03:50Eu vi a matéria do Flávio.
01:03:52Faleceu.
01:03:53E depois de 2005?
01:03:54E aí, existiu uma fruta...
01:03:57Não, nunca mais.
01:03:58Nunca mais.
01:03:58Ele foi no vestiário
01:04:00depois do jogo contra o Flamengo aqui.
01:04:02Inclusive, nesse jogo,
01:04:03eu fiz um gol de cabeça,
01:04:04mas foi anulado.
01:04:05Para o nosso time,
01:04:06no segundo turno,
01:04:07enquanto eu estava jogando
01:04:09e alguns jogos eu fiquei de fora,
01:04:11não tinha pênalti,
01:04:12não tinha falta perto da área
01:04:13porque eu estava batendo as faltas
01:04:14e estava fazendo gol.
01:04:16E isso eu percebia
01:04:17que não acontecia mais.
01:04:19Foi uma pena,
01:04:20porque a gente teve
01:04:21uma possibilidade muito grande
01:04:23de ter um artilheiro
01:04:24na Série A.
01:04:26Mas, assim,
01:04:27acredito que se fosse outro treinador,
01:04:29teria modificado,
01:04:30não tinha colocado o Rafael.
01:04:31Não sei se também
01:04:32a diretoria quisesse
01:04:34que ele jogasse também
01:04:35para ver se...
01:04:36Quem era mesmo o técnico?
01:04:37O técnico era o Carlos Alberto.
01:04:38Carlos Alberto.
01:04:39Era o Kleiner.
01:04:40O Kleiner ele não jogava.
01:04:41Depois que o Carlos veio,
01:04:43o Rafael jogou.
01:04:44Uma vez eu encontrei
01:04:45com o Carlos Alberto,
01:04:46ele falou,
01:04:46aquele rapaz te atrapalhou.
01:04:47Eu falei,
01:04:47pois é, professor.
01:04:48Isso eu não tirou.
01:04:49E você é parte.
01:04:50Você tem parte culpa disso.
01:04:53E o senhor não tirou ele.
01:04:54E eu não...
01:04:55Eu achava que seria trairagem
01:04:57ver eu querer brigar
01:05:00e me meter no trabalho do cara
01:05:01e tirar o Rafael.
01:05:02Mas acredito que ele prejudicou muito.
01:05:05Para a gente ver
01:05:06o quanto é importante
01:05:07essa marca que o Robson ia alcançar,
01:05:09eu me lembro agora...
01:05:11Quantos gols tu fizeste em 2005, Robson?
01:05:1421.
01:05:1521.
01:05:15Foi o Alejandro,
01:05:18que hoje está no Internacional,
01:05:20que ele foi artilheiro da Série A
01:05:22com 15 gols pelo Vitória da Bahia.
01:05:252024.
01:05:26Foi.
01:05:27Ano passado foi quantos?
01:05:29Chegou a 19?
01:05:30Acho que foi 19.
01:05:3118, 19.
01:05:32Mas para a gente ver,
01:05:33porque foi o Bobô em 89.
01:05:37A gente...
01:05:37Não é choro de nortista nordestino.
01:05:40Depois o Robson em 2005,
01:05:4216 anos.
01:05:43E depois de 19 anos,
01:05:46depois...
01:05:46Foi muito importante.
01:05:47A gente teve agora
01:05:48o Alejandro com Vitória.
01:05:49Foi.
01:05:49Entendeu?
01:05:50Então era uma marca muito importante.
01:05:51Ele é do Baragantino.
01:05:52É do Baragantino, ele.
01:05:53É, que hoje...
01:05:54Ele está no Inter.
01:05:55Ele até jogou contra o Remo agora
01:05:56pela Série A.
01:05:58E entre esses 19 gols...
01:06:0019 gols?
01:06:0021.
01:06:01E entre esses 21 gols,
01:06:03alguns gols marcantes, né?
01:06:04Como aquele da comemoração
01:06:05da flecha.
01:06:06Da flecha, né?
01:06:07Da flecha, né?
01:06:07Do contra o Juventude.
01:06:08Toda aquela história lá
01:06:09do Antônio Carlos, né?
01:06:11Sim.
01:06:11Abre a boca.
01:06:12Ele gostava muito
01:06:13dessas coisas, né?
01:06:14Ele não tem muito carinho
01:06:16de ex-atletas.
01:06:17Depois do meu episódio,
01:06:20o ano seguinte,
01:06:21ele tinha saído do Juventude
01:06:22e tinha ido para o Santos.
01:06:24E aí ele também teve
01:06:25um caso de racismo
01:06:27contra o jogador
01:06:27do Juventude.
01:06:28Lamentável.
01:06:29Lamentável.
01:06:29Então foi dois anos
01:06:30que ele...
01:06:30Gente, o papo está muito bom,
01:06:33mas a gente precisa encerrar.
01:06:34E para encerrar,
01:06:35eu quero uma pergunta
01:06:38queima-roupa
01:06:39para vocês.
01:06:41Roby Gould,
01:06:42qual foi o zagueiro
01:06:43mais chato
01:06:44do Remo
01:06:46que lhe marcou
01:06:47na história?
01:06:47Remista.
01:06:49Remista?
01:06:51Eu tive a possibilidade
01:06:52de jogar,
01:06:52eu acho que poucas vezes
01:06:53contra ele
01:06:54em 2005.
01:06:56O Astorga, né?
01:06:57Ele era muito seguro também,
01:06:59era chato pra caramba.
01:07:00Que era capitão também.
01:07:01Astorga.
01:07:02Jogou no Santos,
01:07:03saiu do Remo,
01:07:04foi em 2007.
01:07:062007, né?
01:07:07É, não encerrado.
01:07:07Ele sai do Remo,
01:07:09vai para o Bragantino
01:07:10e do Bragantino
01:07:11ele vai para o Santos,
01:07:11o André Astorga.
01:07:13Pois é.
01:07:13Impressionante a memória do Bragantino.
01:07:14E foi assim,
01:07:15eu me lembro muito dele
01:07:16porque foi o último jogo,
01:07:17o jogo que eu perdi,
01:07:18acredito que seja só esse,
01:07:19porque eu fui falar
01:07:20que não lembrava de derrota.
01:07:22O pessoal encheu de mensagem
01:07:24no meu Instagram, né?
01:07:25Aí me lembraram
01:07:26que foi a derrota
01:07:27naquele jogo
01:07:27que o Landu chutou a bolsa, né?
01:07:29Eu digo aí,
01:07:29eu concordo com vocês.
01:07:30Então lembro que foi esse jogo
01:07:32e o Astorga
01:07:33era muito seguro também.
01:07:35E o Belterra eu joguei
01:07:36quando eu era garoto ainda,
01:07:37jogava no Náutico
01:07:38e joguei algumas vezes
01:07:40contra vocês,
01:07:41em 94.
01:07:42Olha, que legal lembrar disso.
01:07:44Foi o último jogo aqui.
01:07:45Você foi marcado pelo Belterra
01:07:46jogando pelo Náutico.
01:07:46Ah, foi.
01:07:47E eu falei,
01:07:48ele era muito seguro também.
01:07:50Duro, duro.
01:07:51E o menino não, bicho.
01:07:52Ele chegava junto pra caramba.
01:07:53E sem bater ninguém, né?
01:07:54Sem bater não chegava duro.
01:07:56É verdade.
01:07:57É uma parede.
01:07:58Qual foi o jogador do Paissão
01:08:00do que mais lhe deu trabalho
01:08:01na marcação?
01:08:02Assim,
01:08:05foram muitos anos,
01:08:07muitos repá, né?
01:08:10Eu tô entre,
01:08:10talvez devo estar entre os jogadores
01:08:12que mais jogaram repá.
01:08:13Mas tem dois jogadores,
01:08:15um de 91,
01:08:16que é o Mazinho,
01:08:16que era muito chato.
01:08:18A Siene é fã do Mazinho.
01:08:19O Mazinho,
01:08:21eu sou...
01:08:21Eu conheci a filha dele cantando.
01:08:24Acalma o teu coração.
01:08:25A Carolzinha,
01:08:26um beijo pra Carolzinha,
01:08:27um beijo pra Mazinho.
01:08:28Em breve vou trazer o Mazinho
01:08:30aqui no programa, viu?
01:08:31Mazinho era um jogador diferenciado.
01:08:33Maestro, maestro.
01:08:34Tu é doido, é.
01:08:36Mazinho.
01:08:36E tem um também
01:08:37que estava começando a carreira,
01:08:39que era grande, forte,
01:08:40Giovanni.
01:08:42Porque o Giovanni, assim,
01:08:43era um falso lento.
01:08:46Muita gente não se atentava a isso.
01:08:49Dava a impressão
01:08:49que ele era lento,
01:08:51molengo,
01:08:52mas não,
01:08:52a passada dele era larga.
01:08:54Mas jogador do Paissandu
01:08:55foi o Mazinho.
01:08:56Mazinho.
01:08:57Mazinho.
01:08:57É um jogador diferenciado.
01:08:59Não sei por quê.
01:08:59Eu marquei o Vélber e tudo,
01:09:01porque eu já fazia a leitura.
01:09:03Mazinho brincava com a bola.
01:09:04Brinca a bola.
01:09:04O Vélber
01:09:05era mais velocidade.
01:09:07Não adianta você ir
01:09:08de primeiro num Vélber
01:09:09que você levava traço.
01:09:11Levava traço.
01:09:12Esse neguinho deitou
01:09:13na Libertadores.
01:09:13É, eu sei, pô.
01:09:14Então,
01:09:15eu não era menino.
01:09:16Eu também, aqui,
01:09:16não vou falar que eu era santo.
01:09:18Que eu sentava
01:09:19ali a marreita.
01:09:20Eu sentava ali.
01:09:21Não, pai.
01:09:22Sentava ali.
01:09:23Dia de repá,
01:09:25antigamente tinha um esmirio.
01:09:26Você sabe o que é esmirio, né?
01:09:27Sim.
01:09:28E tinha trava.
01:09:29E eu amolava.
01:09:33Aí eu chegava na frente
01:09:34dos meias,
01:09:35aí alongava
01:09:36e mostrava assim.
01:09:36Eu falei,
01:09:37é ferramenta.
01:09:38É ferramenta.
01:09:39Porque repá é isso.
01:09:40É vontade.
01:09:41Não é pontapé.
01:09:41É diferente.
01:09:42Eu nunca fui expulso
01:09:43em repá.
01:09:44Porque...
01:09:44Não tinha maldade.
01:09:45Não, maldade.
01:09:46Virilidade.
01:09:47É diferente.
01:09:48O que o Júnior Baiano,
01:09:49fez com o Caninja
01:09:51aqui no Bainão.
01:09:53Deu um foco nele por trás.
01:09:55Isso aí?
01:09:55Vocês lembram disso aqui?
01:09:56Sim.
01:09:57Deu um foco.
01:09:5790 e...
01:09:58Copa do Brasil.
01:09:59Copa do Brasil.
01:09:59Copa do Brasil jogou no Bainão.
01:10:00Você lembra do Paulinho doido?
01:10:01Que era lá da Cruzul,
01:10:03vivia com a gente lá?
01:10:04Não, não.
01:10:04É, o Paulinho.
01:10:05Chegar, achar, pegar.
01:10:06Claro.
01:10:07O Paulinho,
01:10:08a gente vivia com ele
01:10:08na bagunça
01:10:09lá depois dos treinos.
01:10:10Com a minha baga de cigarro.
01:10:11O Paulinho descontou.
01:10:12Não sabe, né?
01:10:14O Júnior é muito meu amigo.
01:10:15O Júnior e o Jorginho, né?
01:10:17A família deles
01:10:19são do meu círculo de amizade.
01:10:20Mas o Paulinho pegou o Júnior
01:10:22aqui e deu uma tapa
01:10:23nas costas do Júnior.
01:10:24Meu Deus do céu.
01:10:25O que é que tu quer, otário?
01:10:26Pai!
01:10:26O Júnior do céu.
01:10:27O que é?
01:10:30E aí...
01:10:31Não, Júnior,
01:10:32não mexe com ele.
01:10:32Não, aquele assim mesmo.
01:10:33Ele era menino.
01:10:34É doido, pô.
01:10:34É doido.
01:10:35O que o Paulinho dá,
01:10:36o que é que tu quer, otário?
01:10:37Ele dizia logo.
01:10:37O Paulinho chegava comigo.
01:10:39Oi, amor.
01:10:45O tempo bom, né?
01:10:47Saudade, um pouquinho de saldovismo, né?
01:10:49O negócio era tão bom
01:10:50que depois do treino a gente...
01:10:52Que saudade de ser xingada no bairro, não.
01:10:54A gente reunia com o Paulinho
01:10:57depois dos treinos lá
01:10:58e ele queria ser cantor.
01:11:00Me apresenta aí.
01:11:00Ele ficava atrás de uma porta
01:11:03e dizia,
01:11:04diz que sou o Fábio Júnior.
01:11:05Aí a gente, beleza.
01:11:06Ficava toda a galera assim, pô.
01:11:08Aí todo mundo é.
01:11:08É o futebol raiz.
01:11:09Era muito bacana
01:11:10porque a gente ficava lá,
01:11:11a galera ficava depois do treino.
01:11:13Apresentar.
01:11:13É, vamos apresentar.
01:11:15Ele...
01:11:15Ele vinha.
01:11:15Fidinho Magal também.
01:11:16Não, ele ficava atrás da porta
01:11:19e a gente...
01:11:19Ele...
01:11:21Vamos chamar o melhor do Brasil.
01:11:23E ele...
01:11:24Diz logo, filho de rapariga.
01:11:27Com vocês, o mais gostoso.
01:11:29Vai...
01:11:30A fama dele.
01:11:30Até a porta.
01:11:32Com vocês, nem Mato Grosso.
01:11:34Ele ficava.
01:11:34Vai...
01:11:35Não vou brincar mais, não.
01:11:36Isso aí.
01:11:37Ou então, o Sidney Magal também,
01:11:39que ele não gostava.
01:11:39Ou o Reginaldo Rossi,
01:11:40ele não gostava do Magal.
01:11:41Ele queria ser o Fábio Júnior.
01:11:43Ah, o Sidney Magal.
01:11:44Era o bonitão da época, né?
01:11:46O bonitão.
01:11:46E quando chamava o Fábio Júnior,
01:11:47ele já vinha cantando.
01:11:48Quer que a...
01:11:49Ai, meu Deus.
01:11:51E o Sidney Magal falava...
01:11:52Tenho.
01:11:54Não, dessa zoeira.
01:11:55Ah, que é doido, né?
01:11:56Não, gente.
01:11:57Se deixar, a gente vai a noite toda.
01:12:00Quando a coisa é gostosa...
01:12:01A hora da fantasia.
01:12:03Uma coisa que eu quero enfatizar,
01:12:06porque tem algumas homenagens lá no corredor do Mangueirão, né?
01:12:12Dos ídolos.
01:12:13Dos ídolos que fizeram história no futebol paraense.
01:12:16Não estou tirando aqui o mérito de ninguém.
01:12:18O País Andu escolheu três, o Remo escolheu três...
01:12:21E a turna três.
01:12:22Só que minha foto não está lá.
01:12:24Não tem currículo nenhum lá.
01:12:25E eu quero dizer que, no Mangueirão,
01:12:28eu sou o maior artilheiro até hoje.
01:12:29São 36 gols em competições oficiais.
01:12:33Libertadores, paraense, Série A, Copa do Brasil.
01:12:37Só essas competições, né?
01:12:38É, só essas.
01:12:39E mais dois gols em amistosos.
01:12:41Aliás, são 38, 36 oficiais,
01:12:46dois, um pelo Bahia contra o País Andu
01:12:49e um contra a Tuna, jogando pelo ABC.
01:12:53E mais dois gols em jogos festivos, né?
01:12:57Que foi o jogo do Zico.
01:12:59E eu acho que do Ronaldinho.
01:13:00Foi um repá.
01:13:01Repá das estrelas aí.
01:13:02Eu acho que a gente deveria até levantar essa bandeira.
01:13:06Pois é, tem que levantar.
01:13:07De ter uma estrela, uma calçada da fama no Mangueirão.
01:13:11Super a favor.
01:13:12Para Deus, grandes jogadores que passaram no Mangueirão.
01:13:15De verdade.
01:13:15De verdade, né?
01:13:17De verdade.
01:13:17O Bicol seria o primeiro da calçada da fama bicolor.
01:13:20Pois é, e uma vez eu vi no corredor e falei no grupo da diretoria
01:13:23que fiquei triste, né?
01:13:24Estou nem chateado, mas fiquei triste porque tem uma história
01:13:27dentro do Mangueirão, da diretoria.
01:13:30E eles falaram que não tinha sido o Maurício,
01:13:32que era o presidente da época.
01:13:33É, que era o Maurício na época.
01:13:35Aí eu falei com o Cássio também, que sou amigo do Cássio.
01:13:38O Cássio falou que tinha sido o pessoal dos clubes que indicaram.
01:13:41Muito bom, bom.
01:13:42Eu vou reivindicar também.
01:13:43Pois é.
01:13:44Você tem uma grande história lá, mas eu estou falando de uma história
01:13:47de gol pra caramba lá dentro, né?
01:13:48Não, é disso.
01:13:49O maior.
01:13:50Acho que o Remo, ele colocou, não sei qual são, eu sei que tem o Bira,
01:13:53tem o Mesquita, que estão lá pelo lado.
01:13:56O Alcino, tá?
01:13:56O Alcino.
01:13:56E o Alcino.
01:13:57São os três.
01:13:59O Alcino é o Van Dijk, o Zé Augusto e o Lecheva.
01:14:03Então nada contra os meninos, entendeu?
01:14:04O que merece.
01:14:05Não, não, não, não.
01:14:05Mas assim, eu sou o maior goleador do estádio.
01:14:09Até estranhei trazer o Reinaldo, né?
01:14:13Pra fazer a abertura do, acho que foi do campeonato, foi?
01:14:16Foi.
01:14:17Dar o pontapé inicial.
01:14:19O Reinaldo, reconhecimento mundial também.
01:14:22Um dos melhores centravantes que eu vi jogar.
01:14:23Ah, foi o Reinaldo do Galo.
01:14:24Mas eu também concordo com você.
01:14:26Ao lado do Careca, na nossa época, eram os melhores, né?
01:14:30E veio dar o pontapé inicial.
01:14:32Mas...
01:14:32Tem que ter um pertencimento nosso.
01:14:34Não, tem o pertencimento nosso.
01:14:36Nós temos grandes jogadores.
01:14:37Eu acho que tem que ter 11.
01:14:38A quantia de um jogo, 11.
01:14:42Nós temos que ter o nosso pertencimento.
01:14:44Nós temos muito craques.
01:14:45Inclusive, um trabalha no Mangueirão, que é o Mesquista.
01:14:49Tem história no...
01:14:51Participou do lance do primeiro gol do Mangueirão, né?
01:14:54Já houve, né?
01:14:55Uma votação da ESPN, eu acho, também.
01:14:58E eu estou entre os maiores...
01:14:59Não, mas eu concordo, eu concordo.
01:15:01Não precisa, respeitando muito.
01:15:03Mas eu acho que a gente sempre tem que valorizar...
01:15:05Pois é, é isso.
01:15:06O que é nosso.
01:15:07Nós temos que abrir, dar o pontapé inicial com os jogadores que fizeram a nossa história.
01:15:12Que fizeram...
01:15:13Me fizeram amar o futebol.
01:15:14Eu não vi, com todo respeito, eu não vi o Reinaldo.
01:15:17E não vi o Mesquita jogar.
01:15:19Mas, sem ver o Mesquita jogar, pra mim, a importância do Mesquita, pra nossa realidade, é o Mesquita.
01:15:24Porque ele foi de grandes jogadores.
01:15:26Então, por que o Mesquita não abre o campeonato paraense e o Reinaldo vem?
01:15:30Por que o Robson não abre o Aguinaldo e vem, por exemplo, agora o Júlio César, que esteve no acesso
01:15:35do Remo?
01:15:36Tem nada a ver, eu acho.
01:15:37Eu não acho.
01:15:37Eu acho que é assim...
01:15:39Correto.
01:15:39O Paissandu, eu acho que ainda prioriza...
01:15:41É que o Aguinaldo é mais direto.
01:15:43O Aguinaldo é mais direto.
01:15:44Não tem nada a ver, eu acho.
01:15:45Não tem nada a ver, meu irmão.
01:15:46Eu não acho.
01:15:46O que chegou aqui?
01:15:48Eu não acho o maior reto.
01:15:49Eu não sou político.
01:15:49Eu não acho.
01:15:50Eu acho que ainda o Paissandu dá um pouquinho mais de valorização para os seus ídolos do que o Remo.
01:15:56Dá. E muito.
01:15:57Eu acho que dá.
01:15:57E muito, Paissandu.
01:15:58Tem alguns erros assim, tem.
01:15:59Vocês têm carteira dos clubes?
01:16:00Tem.
01:16:01Tem a carteira do Eterno Torcedor, Eterno...
01:16:04Não.
01:16:04Eu acho um erro muito grande.
01:16:05O Remo não enfatiza muito isso, não.
01:16:09Eu não tinha pensado nisso, na verdade.
01:16:10Eu já pedi, até pedi reunião com o Antônio Carlos, presidente, com o Ricardo Gluckpo também.
01:16:16Até o Flávio Goiano também se disponibilizou.
01:16:19Vocês têm que ter.
01:16:20A viabilizar.
01:16:22Só se até.
01:16:23A entrada.
01:16:24É isso daqui, olha.
01:16:25Está até aqui.
01:16:27E se a gente dá acesso.
01:16:28Legal, legal, legal.
01:16:28Dá acesso?
01:16:30Assim, eu tenho acesso ao livro, Paissandu.
01:16:31O Aguinaldo também tem, mas eu acho que tem que ter algo.
01:16:35Tem que ter algo.
01:16:36Tem que ter isso daqui, entendeu?
01:16:38Tem que ter, mostrar.
01:16:39Porque são serviços prestados.
01:16:42Pode ir, não tem meu nome.
01:16:43Só essa prana.
01:16:44É, pode ir aí, meu irmão.
01:16:45Respeito.
01:16:46Grande.
01:16:48O Remo não tem essa carteira.
01:16:50E a gente teve...
01:16:50Porque com essa carteira, era pra eles terem acesso.
01:16:53Eles não precisam pagar.
01:16:55Eles chegarem no estádio e o profissional que tiver para atender o clube, ele já saber
01:17:03que essa carteira aí, o Aguinaldo vai poder entrar no Baianão, vai poder entrar no Mangueirão
01:17:10com livre acesso.
01:17:12Tem que ter isso.
01:17:12Só que na Curuzu, no Baianão, eu acho que a gente tem livre acesso, né?
01:17:17Mesmo sendo segurança de fora.
01:17:19Tem que ter algo que mostre que vocês prestaram serviço ao clube.
01:17:23Eu vou dizer pra vocês.
01:17:24Vocês prestaram serviço.
01:17:25Eu concordo com tudo que o Robson falou.
01:17:27O Paissandu valoriza e prioriza mais os ex-jogadores.
01:17:31Sim.
01:17:31Tanto é que todo...
01:17:32Geralmente, todos os anos, tem um encontro.
01:17:35E às vezes...
01:17:36Eu vou, porque eu sou convidado.
01:17:38Pode ver só.
01:17:39Os ex-jogadores do Remo e da Tuna são convidados.
01:17:41E o Remo não faz isso.
01:17:42Sim.
01:17:42O Remo não tem essa sensibilidade de poder olhar com carinho os ex-atletas que construíram
01:17:49uma história.
01:17:49Sendo que eu, Aguinaldo e seu boneco, quando eu vou nos jogos do Remo, eu compro meu ingresso.
01:17:55Eu não peço pra ninguém.
01:17:56Eu compro meu ingresso, compro três, quatro pra dar pros meus amigos e eu vou no jogo.
01:18:01Eu não peço.
01:18:02Mas, como o Robson falou, mas tinha que ter esse reconhecimento da diretoria com ex-atletas
01:18:07que fizeram história.
01:18:08Ivaí, outros jogadores que moram aqui, Marquinho, Zé Raimundo.
01:18:14São histórias que nós construímos com amor, com respeito, com dedicação.
01:18:18Eu acho que é algo que tem que ser repensado pelos próprios dirigentes.
01:18:22O Ivaí Siani, ele foi o último goleiro paraense que brilhou pelo Remo.
01:18:29É mesmo.
01:18:29O nego gato.
01:18:30Foi o último goleiro paraense que brilhou pelo Remo.
01:18:32Eu lembro muito dele empinando o Pipa.
01:18:34Eu fiz uma matéria com ele, fiquei impressionado.
01:18:37Era Pipa?
01:18:38Era Pipa?
01:18:38O rei do Jurunas.
01:18:39Era Pipa?
01:18:40Era Pipa?
01:18:42Cria-se a imagem do Hidro, como lá no Paysanduco.
01:18:48Dizem que eu sou o índio, o cacique, o bicolor, como se cria, o eterno matador.
01:18:53No Remo teve o Jean, que era o príncipe, teve o Arthur.
01:18:55E eu acho, pois é, esses caras têm que ter um pouquinho mais de prestígio também dentro
01:19:00do clube, entendeu?
01:19:01E eu falo da questão da carteira porque ninguém tem obrigação de saber.
01:19:07Porque as gerações, elas vão passando, elas vão passando.
01:19:10O menino hoje com 15 anos, ele vai saber quem é o Robson, quem é o Aguinaldo, porque
01:19:15o pai ou o irmão mais velho, o tio vai falar, tá vendo ele aí?
01:19:18Mas às vezes tem um rapaz que tá lá como segurança, ele não conhece, então tem que
01:19:23ter essa carteira aí pra mostrar.
01:19:24Um constrangimento, né?
01:19:25Pra mostrar, ele vai saber, ele já vai ser treinado.
01:19:27Olha, quando o Aguinaldo chegar com essa carteira aqui, não faz nada.
01:19:31Uma representatividade física.
01:19:31Ele vai entrar.
01:19:33Simbólica.
01:19:33Sim.
01:19:33Ele só vai mostrar, só peça um documento de identificação, porque a pessoa, como
01:19:37eu falo, não tem obrigação de saber.
01:19:39É verdade.
01:19:39Mas ele mostrou, provou que é, deixa entrar.
01:19:42E o Remo não tem isso.
01:19:44O Remo não tem isso.
01:19:45É frio pra isso, infelizmente.
01:19:46Não tem isso.
01:19:47Gente, o nosso papo tá muito bom, mas a gente precisa terminar.
01:19:50Eu, por mim, passava a noite toda aqui, de preferência com uma cervejinha.
01:19:54Café.
01:19:55Aqui, ó.
01:19:55Rei do café.
01:19:56Minha cerveja tá bem.
01:19:57É nada bom.
01:19:58É, Robigol?
01:19:59Ok.
01:20:01É um novo.
01:20:02Mas um cafezinho tá bom, né?
01:20:03É um cafezinho.
01:20:03Nessa hora o café, né?
01:20:05Rodolfo, muito obrigado pela sua presença.
01:20:07É só o início de uma, se Deus quiser, uma longa história, de muitas boas histórias,
01:20:12como eu falei.
01:20:13Muito obrigada, Aguinaldo.
01:20:14É sempre um prazer entrevistar.
01:20:16Você também, Robson.
01:20:17Muito obrigada pela honra de ter adiado, antecipado a viagem que você iria fazer pra
01:20:22estar aqui com a gente.
01:20:24E muito obrigada a vocês aí de casa pela audiência.
01:20:27Natalinha, obrigado, tá?
01:20:29Natália, obrigada.
01:20:30Valeu.
01:20:30E que vença o melhor no Repá.
01:20:32Até a semana que vem.
01:20:33Até a semana que vem.
01:20:33Tchau, tchau.
01:20:36Tchau.
01:20:38Tchau, tchau.
01:20:39Tchau, tchau.
01:20:40Legenda Adriana Zanotto
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