Olha só quem está no estúdio! Ela já foi da MTV, já tentou "arrumar" São Paulo e agora veio confessar que a política brasileira é mais complicada que palavra cruzada no difícil! Soninha Francine está no estúdio para explanar as tretas com João Doria, o "tabuleiro" de drogas na Cracolândia e por que ser subprefeita é o pior emprego do mundo. Será que ela desistiu de vez de ser candidata ou só está esperando o budismo fazer efeito? Prepare o seu estômago para entender como funciona o crime organizado e a assistência social, ou vai acabar entendendo que as facções funcionam na base da insistência social! #Pânico
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Categoria
😹
DiversãoTranscrição
00:00Programa de hoje, uma mulher polivalente, que se destacou por onde passou desde a saudosa MTV.
00:08A gente vai estar de volta aqui em mais uma balada.
00:11Até os bastidores da política nacional, uma exímia comunicadora, mãe, avó e palmeirense.
00:18Conhecer alguém, já teve um problema, uma amiga, um amigo, com a adição ao álcool, né, alcoolista.
00:29Aplausos para Soninha Brancis.
00:32Aê, Soninha!
00:35Fala, Soninha.
00:37Fala, rapaziada.
00:38Quanto tempo, hein?
00:39Como é que você está?
00:39Posso te dar dois livros?
00:40Lógico.
00:42Pronto.
00:43Por que sou budista?
00:44Está aqui, ó.
00:45Isso.
00:46Esse era de uma coleção, a editora lançou três títulos, Por que sou católico, acho que era o Gabriel Chalita,
00:53Por que sou espírita e me convidou para fazer o Por que sou budista.
00:56Boa.
00:57Daqui, ó.
00:58Por que sou budista?
00:59Por quê?
01:00Por quê?
01:01Porque quando eu conheci o budismo, eu concordei com algumas coisas, assim, de cara, tão pura lógica, sabe?
01:07Uma coisa racional até.
01:08E outras que no começo eu falei, não, pera, mas isso aí é mais difícil.
01:11Isso aí só se você tivesse nascido no Tibete, sido criado no monastério.
01:16E depois eu fui vendo que isso também fazia sentido, assim, tem uma...
01:19É, eu gosto muito.
01:20Tem uma fala do Buda, propriamente, cara, fala do Buda.
01:25Tudo que a gente sabe do Buda foi porque alguém disse o que ele disse, né?
01:28Isso aí, supostamente...
01:29Ele abriu mão de tudo.
01:31Supostamente.
01:32O Buda teria dito que não acredite em nada que eu falei só porque fui eu que falei.
01:40Reflita, analise e tal.
01:42Então, em resumo, por que sou budista.
01:43E esse aqui é com as minhas peripécias, né?
01:47Minhas aventuras.
01:49Uma...
01:50Eu dei uma entrevista pro Estadão e eu estava na minha padaria, entrevista, e aí estava
01:56o meu marido lá, enchendo a porra do saco, porque ele ia...
02:01Ou ele estava alcoolizado ou ele estava com vontade de beber.
02:06Então, é paciência de criança, assim, sabe?
02:08A gente ali, na entrevista, horas e horas e horas, ele ia assim, vai demorar?
02:13Falta muito?
02:14Tá chegando?
02:15Conheço.
02:16Aí o jornalista falou assim, desculpa, a gente não se apresentou.
02:19Quem é você, né?
02:20Ah, eu sou o Paulo, sou o marido dela.
02:23Ah, fale mais sobre isso.
02:24E aí a gente conversou.
02:25E o Paulo morou 10 anos na rua.
02:27Sim.
02:2810 nada, 20?
02:29Sim.
02:29Então, eu expliquei pra ele, né?
02:31Quem era o Paulo, por que ele era impaciente daquele jeito, coisa e tal.
02:35E aí, por causa dessa entrevista, uma editora me convidou pra escrever um livro com essa
02:40história e inúmeras outras peripécias aí.
02:43Sabe o que eu estava esperando lá na recepção?
02:46E eu reli um capítulo.
02:48É legal, é legal.
02:49É bom, é bem escrito.
02:51Eu lembro...
02:51Tem da maconha.
02:52Eu lembro quando...
02:53Já foi assunto aqui.
02:54Quando você veio aqui, eu lembro que você falou, e eu concordo muito com você, porque
02:58você disse que é o seguinte, esses caras que estão na rua, os caras da Cracolândia,
03:02tal, não sei o que, tem que ser individualizado.
03:05Porque cada um tem...
03:06Cada ser humano tem uma história.
03:08E todo mundo quer jogar embaixo do tapete como se fosse uma coisa só.
03:12E cada um que está lá é um ser humano igual a gente.
03:16Tem as histórias.
03:19É muito difícil.
03:20Porque é um flagelo humano aquilo lá, né?
03:23Então, é uma...
03:24É um problema de saúde, social, e você querer aplicar uma mesma medida pra todo mundo.
03:29Não.
03:29O negócio é redução de dano.
03:31O cara, aos poucos, ele vai fazendo outras atividades, vai ganhando uma convivência,
03:35tudo, e ele começa a usar cada vez menos.
03:37Funciona pra algumas pessoas.
03:39E pra outras, não.
03:40Ah, internação não adianta.
03:41O cara já foi internado 20 vezes.
03:44Tudo bem.
03:45Se você tem diabetes, sei lá, hipertensão, e você precisa ser internado 20 vezes,
03:51alguém vai dizer que não adiantou internar?
03:53Não.
03:54Depende, entendeu?
03:55Você precisava de uma internação.
03:56Não é porque você saiu daquela crise aguda, que você nunca mais vai ter um problema.
04:01Vale pra inúmeras doenças crônicas, vale pro uso nocivo de substâncias também.
04:07Então, se você achar que internou, resolveu, vai voltar a reconciliar com a mulher, não, não é isso.
04:12Internação não serve pra arrumar a vida da pessoa.
04:16Mas pode ser uma necessidade pontual, inclusive no modo involuntário.
04:20Não é amarra o cara e jogar no fundo de um camburão, entendeu?
04:24E a pessoa que realmente quer se reabilitar, como se chama, né, sofre muito, né, Soninha?
04:31Porque tem a recaída, a família, é uma coisa, não é brincadeira, né?
04:37O meu relacionamento acabou por causa do alcoolismo.
04:40Não porque, ah, realmente, ele tinha uma trajetória de rua e o repertório.
04:44Não, foi porque ele era alcoólatra.
04:45E é um inferno conviver com isso.
04:47Para, volta, para, faz uma internação, sai felizão da vida.
04:51Quando ele saiu de uma das internações, felizão da vida, tipo, não, Fih, agora...
04:55Agora vai, sai forte, né?
04:58O primeiro compromisso que ele foi comigo naquela noite que ele saiu da internação
05:03era o lançamento de um livro.
05:04Pô, coisa inocente, né?
05:06Vinho.
05:08Vinho, no nariz dele, na cara dele.
05:11Você entende?
05:11É um tipo de dependência dificílimo.
05:15Inclusive, por quê?
05:16Na sociedade, você não bebe, você tá...
05:19Ah, tá todo mundo vendo o jogo do Brasil.
05:20Todo mundo bebendo cerveja, menos você.
05:22Qualquer coisa, cara.
05:23Um casamento.
05:24Coisa mais chata, né?
05:25Todo mundo bebe.
05:26O lançamento de um livro.
05:28Era pra ser super inocente.
05:29Ele dava risada e falava assim, ainda bem que eu tô bem, né?
05:32Porque seria muito difícil resistir o tempo todo.
05:35Branco.
05:36Tinto.
05:36É.
05:39Agora, Soninha, a gente viu aqui em São Paulo que tiraram a Cracolândia.
05:44Não tá no lugar.
05:45Agora, as pessoas têm um monitoramento, você que estuda esse tema, pra onde foram resolver
05:51o problema, o que que aconteceu?
05:53Assim, porque eu entendo quando você fala, não pode pôr em camburão, mas eu também
05:56entendo o varejista, todo o comércio, que tem o negócio destruído, por um negócio
06:03que, assim, se alguém tiver culpa, não é ele.
06:06Então, se alguém tiver que pagar, é quem destruiu.
06:08Então, mas a internação é uma medida de saúde.
06:13O camburão tem outras finalidades.
06:16O camburão é pro cara que estiver exercendo atividades criminosas.
06:19E aí, o cara ali, no ambiente da Cracolândia, não era atividade criminosa de vender pedra,
06:25assim, gente, que era um horror, assim, você tinha um tabuleiro.
06:28Um não, vários tabuleiros, assim.
06:30Como é que alguém pode achar que isso...
06:33Não podemos mexer com isso?
06:35Não podemos, porque sabe como é que é?
06:37Você fala de vender droga lá.
06:38É, o jeito como era, como funcionava, assim, um absurdo.
06:42Não pode ser normal.
06:43Um tabuleiro.
06:45Crack, crack, crack, crack, um mais branquinho, outro mais marronzinho, cocaína, cocaína,
06:49maconha, maconha, maconha, dinheiro, o tal do dinheiro.
06:52Na rua, vendendo assim?
06:54Na rua, como se fosse uma feira livre.
06:57Então, mexer com isso.
06:57Você pegou isso aí lá?
06:59Você ficou lá com o Dória, né?
07:01O Dória te colocou.
07:02Três meses com o Dória.
07:04E qual foi a treta com o Dória?
07:05A treta foi que eu não...
07:07Calcinha, muito importante.
07:08Muito consertado.
07:10E qual foi a treta?
07:11A treta, a treta, eu achei esses dias na minha casa um papel, assim,
07:15que eu escrevi a mão pra passar pra ele numa reunião, sabe?
07:18Me escrevi louca da vida no verso e passei assim pra mão dele.
07:22Que eu falava assim, prefeito, a educação tem um tempo.
07:25Você não zera a demanda de vaga de creche,
07:28que é uma coisa que a prefeitura conseguiu recentemente, que é incrível,
07:31mas você não zera essa demanda da noite pro dia.
07:34Você não resolve o problema de saúde da noite pro dia.
07:37Você não resolve população em situação de rua da noite pro dia.
07:42E era essa a expectativa dele.
07:43Ele passava pela 9 de julho e me ligava.
07:47Soninha, aquele casal que eu te falei ontem ainda tá ali.
07:52Você queria que te levasse pra onde?
07:54Aí também as pessoas mentem muito pro prefeito, sabe?
07:59Porque alguém dizia pra ele, não, vaga tem.
08:02Ela que é muito mole.
08:04Ah, pronto.
08:04Ela que não entende nada de gestão, entendeu?
08:07Vaga tem.
08:08E ele me respondia, ele me dizia isso, como não tem o que fazer?
08:13Tem vaga, assim.
08:13Então me mostra, né?
08:14Então, sabe o que que não tem?
08:16Não tem vaga pra casal.
08:18Por exemplo.
08:19Entendi.
08:20Então, também não é uma conta assim, peraí, quantas pessoas tem situação de rua?
08:2420 mil.
08:25Me dá aí 20 mil camas e tá resolvido o problema, entendeu?
08:28Então, a nossa divergência foi uma pressa totalmente inaplicável.
08:34Que era marcado na época dele, como prefeito, era marcado por isso, né?
08:38Ele gostava de mostrar nas redes sociais, tipo...
08:40Ah, falou hoje, a tarde tá...
08:42Acelera.
08:43Acelera, importante.
08:44Acelera.
08:44E era muito legal, sobre vários aspectos.
08:48Ontem mesmo eu tava num evento, aí tem uma mesa desse tamanho assim.
08:51Aí fala, eu queria saudar...
08:53O Emílio, o Samy, aí o Samy vai falar, eu queria cumprimentar.
08:59O Dora baixou um decreto, é pra falar boa noite.
09:03E acabou.
09:04Então ele tinha umas loucuras, assim, mas era de graça.
09:07Ele tinha um reloginho.
09:08Na reunião, né?
09:08Na reunião ele tem um reloginho.
09:10Não, ele tem um reloginho, ele bate o reloginho.
09:12Tá, vamos começar a reunião agora, por favor.
09:14Valendo.
09:15Calcinha, apertando.
09:16Ele marcava a reunião sete e meia da manhã.
09:18E ele escolhe, cada um vai sentar.
09:19E quando você entrava na sala, meu, era pra reagir só de secretários.
09:24Uma reunião interna, né?
09:26Tinha uma folha perfeitamente colocada aqui.
09:30Um lápis, um, sei lá, copo d'água e um prisma com o nome.
09:35Tipo, é legal ter essa moldura, sabe?
09:39Essa organização.
09:39Eu sou mais tendente à zona, né?
09:41Ele tem um gravador, né?
09:42Que ele vai falando móveis.
09:44Mas tem coisa aqui que isso se aplica e outra...
09:46Mas só pra não sair desse assunto, Soninha, sabe o que acontece?
09:49Parece que a gente viu uma ação, né?
09:50Mais policial de segurança pública.
09:52Tem um negócio assim, cara, do esquema do crime organizado dentro da Cracolândia.
09:55Isso, isso. Pesado.
09:56Ponto.
09:57Onde os hotéis lá da região eram usados pra lavar dinheiro.
10:00Sim.
10:01Como é que na tua gestão, ou como que você vê nesse momento o termo segurança pública,
10:05porque a gente tem uma raiz do crime organizado, onde tem as ramificações de tudo isso que a gente tá
10:10conversando?
10:11Tem horas que parece que é meio tabu, porque se você falar que na favela do Moinho você tem ali
10:20ou tinha uma célula muito séria, muito forte, do PCC, com uma liderança violenta, etc.
10:29Aí, assim, você tá criminalizando a favela.
10:32Você tá dizendo que na favela só tem bandido.
10:35Eu falo, não, eu tô dizendo que na favela não tem só trabalhador.
10:39A gente não pode negar o bandido, entendeu?
10:41Então, as pessoas que moram na favela, os trabalhadores sofrem muito por causa do bandido, com o bandido.
10:51E, então, tem esse, né, o nosso campo da esquerda, aquela pergunta lá, eu sou esquerda centro, é...
10:58Tem, parece que você não pode...
11:00Tem coisa que é tabu.
11:01Não é tabu, não.
11:02Não vamos falar do crime organizado, porque senão...
11:05A coisa do funk, sabe?
11:06Do Oruan, que foi preso.
11:08Não, estão criminalizando a cultura.
11:11Não, irmão.
11:12Você não pode permitir que um cara diga, é isso aí, o CV tem que entrar e quebrar todo mundo
11:16na porrada.
11:18Vem, vem que vocês vão ver o outro lado.
11:19Cara, no que que isso equivale a criminalizar a cultura, sabe?
11:24Mas isso é o preconceito, né?
11:25Então, não sei se é preconceito somente.
11:28Então, mas, Soninha, veja bem a situação, porque a gente tá falando de crime organizado.
11:33Pega esse negócio desse borcaro, desse banco master, e aí você vê, né?
11:40Agora os caras querem enfiar a direita ou a esquerda na história,
11:44quer pegar o pensamento todo e quer ganhar de um ou de outro lado.
11:48Ninguém vai ganhar com isso, porque aquilo lá...
11:51Inclusive, até, quem é o constitucionalista entrou na jogada.
11:56Aquilo é uma negociata.
11:59Aquilo...
12:00O Brasil é uma sujeira.
12:02É uma sujeira tão grande, né?
12:04E até é bom a gente poder ver isso, né?
12:08Levar pra população, mostrar essa sujeira que é o Brasil.
12:12Agora, olha o meu pessimismo.
12:14Mas é uma coisa que a gente vem trabalhar com pessimismo.
12:17Se você consegue, se todos os nomes que aparecem ali, nas delações,
12:23nas situações constrangedoras, comprometedoras e tal.
12:26Se todo mundo é de um campo só, vamos dizer, todo mundo ligado ao Lula.
12:30O campo do Lula vai ter que fazer o que puder pra se defender,
12:34porque o campo oposto vai pra cima com tudo.
12:37E vice-versa.
12:39Na hora que tá todo mundo...
12:41Exato.
12:42Quem é que vai?
12:43Ninguém é.
12:44Quem é o louco?
12:46Inclusive...
12:46Exato.
12:47Depois a pessoa acaba se matando na cadeia.
12:51Então, mas como é que nós vamos sair dessa?
12:52É.
12:53Que jeito?
12:53Isso que é o negócio.
12:54Como é que...
12:55Isso tem que ser a sociedade.
12:57Tem que ser a sociedade.
12:58É, como é que a gente vai sair dessa?
13:00É, cara uniu a direita.
13:01Quem tá pagando somos nós.
13:03Sempre.
13:03Quantas vezes a gente vai pagar?
13:05Mas olha, o...
13:06Como é...
13:07Por que é que o Toffoli perdeu a relatoria do caso?
13:11Foi por pressão.
13:12Foi pela repercussão.
13:14Foi, claro.
13:14Foi porque tava ficando insustentável aquilo.
13:16E porque tava vazando pro Supremo todo.
13:19Então, o que parecia impossível aconteceu.
13:21A relatoria saiu do Toffoli.
13:23É engraçado que até as pessoas falam assim...
13:25É, o...
13:27O Fux quer tirar a relatoria do Toffoli,
13:29mas o Toffoli não tá querendo.
13:31Como assim não tá querendo?
13:32Sim, mas...
13:32Mas, Soninha...
13:33Não tem que querer.
13:34Mas, Soninha, tirar a relatoria é uma coisa assim...
13:37É relativamente uma pena pequena.
13:39Claro.
13:40Lógico.
13:41Se você tá fazendo alguma coisa errada,
13:43deveria ser investigado e até no...
13:46Contra todas essas evidências,
13:48o Toffoli já teve um papel tão grande
13:51no desmonte da Lava Jato, né?
13:54Você tem uma dívida confessa.
13:56A empresa vai lá e faz um acordo de leniense.
13:58Fala, tá bom, tá bom.
13:59Eu pago 6 bilhões, vai.
14:00Tá certo?
14:01É...
14:02E aí você anula o...
14:04O acordo...
14:04É um acordo.
14:05Um acordo de leniência.
14:08Então, que o Toffoli tenha saído,
14:10e ainda assim, né?
14:10Uma saída meio branda.
14:12É...
14:13Mas que ele tenha saído,
14:14já é surpreendente até certo ponto.
14:16E aí bastou ele sair
14:18pra acontecer o que aconteceu anteontem, cara.
14:20Sim.
14:21Sim.
14:21A decisão do André Mendonça.
14:22E eu não tinha visto até agora há pouco,
14:24mas ele fez uma consulta pra PGR, né?
14:27Informou assim, olha,
14:29tá aqui o material,
14:30eu entendo que tem que mandar prender o cara.
14:33A PGR não respondeu na sexta,
14:35nem no sábado,
14:35nem no domingo.
14:37Aí na segunda-feira o André Mendonça...
14:38E aí respondeu atrasado,
14:40porque eram três dias.
14:41E respondeu assim,
14:42não vejo motivo, não.
14:44Não tem nenhum risco.
14:45Não tô vendo nenhum risco,
14:46nenhum perigo,
14:47nenhuma ameaça.
14:48Acho que não é o caso.
14:48Aí o André Mendonça se manifesta,
14:51botando as aspas da PGR,
14:53e fala assim,
14:53olha, eu lamento que a PGR tenha dito
14:55isso, isso, isso e aquilo.
14:57Então eu vou mandar prender o cara,
14:58porque eu entendo que existe risco, sim.
15:00Risco pra pessoas físicas,
15:02que sofrem ameaça.
15:04Risco pras instituições.
15:05Jornalista que tá assim.
15:07Porque eles estão invadindo,
15:09hackeando o sistema,
15:09supostamente,
15:10do FBI, da Interpol.
15:12Supostamente.
15:13Então, mas agora...
15:14Supostamente.
15:15Então, mas agora,
15:16o que que vem lá?
15:17Vocês viram lá ou não?
15:18Você é fã?
15:20Supostamente.
15:20Vem, ó, vamos fazer o seguinte,
15:22vamos fazer um acordo,
15:23a gente volta a dosimetria,
15:26a gente volta a dosimetria lá,
15:29e entra tudo no mesmo bolo.
15:31E vamos resolver.
15:32Então é negociar,
15:34até os caras negociam na cara de pau.
15:36Mais pouquinho pra cada um.
15:38Cada um vai resolver.
15:39Fora o tráfico de influência, né, Sonia?
15:41Você que trabalhou na política,
15:42não importa o cargo, né?
15:44Ou importa o cargo pra você pegar...
15:46Como é que dentro de um caso desse,
15:49tão cabeludo,
15:50a gente tem relações políticas
15:52onde familiares podem advogar pro caso?
15:56Isso não existe em nenhum lugar sério no mundo.
15:59E não se fala, né?
16:01É, mas aí que tá.
16:03Felizmente, tá atingindo o ponto do insustentável,
16:06porque já faz tempo que se discute isso,
16:08o código de ética,
16:10ou em que razões, né,
16:12de que maneiras objetivas,
16:13a gente pode dizer que o ministro
16:15tem que se declarar impedido
16:16em tais e tais e tais casos.
16:18Em todas as tentativas anteriores,
16:20tem manifestação do Alexandre de Moraes,
16:23dizendo, imagina,
16:23não precisa de código de ética nenhum.
16:25A gente aqui segue a Constituição.
16:27O Gilmar Mendes, a mesma coisa.
16:29Mas chega uma hora que fica insuportável.
16:32E aí é porque a imprensa, né,
16:35avançou em algumas coisas,
16:36tanto é que a imprensa tem muito,
16:39teve muito impacto, muita influência.
16:40Não, mas a imprensa,
16:42a imprensa, se você pegar,
16:43primeiro trabalho que a imprensa fez,
16:45desde que teve esse consórcio.
16:48Certo.
16:48Primeiro trabalho da imprensa,
16:50saiu tudo isso aí.
16:51Perfeito.
16:51Que foi o Metrópolis e a Globo,
16:54o Globo, o Globo,
16:56a Malu Gaspar.
16:57Então, a Malu Gaspar fez o trabalho,
16:59o Estadão foi lá, pegou lá,
17:01pegou lá o resort,
17:04fez uma entrevista, uma matéria.
17:06Publicou.
17:06Três matérias.
17:07É legal que tem a competição, né?
17:09Um foi no resort,
17:10outro foi na casa da mulher.
17:12Mas você dá notícia,
17:13o que você tá falando é
17:14da sogra.
17:15Exercer o trabalho de jornalismo.
17:16Não, não, três, três,
17:17três matérias que a imprensa fez
17:19do jeito que tinha que fazer.
17:20Não, a diferença que faz.
17:22E aí, se no meio político
17:24tiver gente demais implicada
17:26e eles resolvam todos
17:28dar um jeito de sacrificar dois ali, né?
17:30Perfeito.
17:31Bota dois.
17:32Mas vai ter sempre,
17:33num caso desse tamanho,
17:36muitos setores econômicos
17:38implicados nisso,
17:39inclusive setor bancário.
17:42Então, pode ser que
17:43desses interesses dos legítimos,
17:46só eu tô falando,
17:46tem os ilegítimos, óbvio,
17:48mas de interesses legítimos
17:49surjam pressões
17:51que também surtam algum efeito.
17:53Ou talvez eu esteja sendo otimista,
17:54sei lá.
17:55Bom, eu não sei.
17:57Alguma coisa mexe, né?
17:59Hã?
17:59Não, precisa ser falado.
18:00É o que você falou.
18:01Tá mexendo.
18:02Você tá nos dois lados.
18:03Você é político,
18:04você trabalha com política,
18:05você também trabalhou com jornalismo
18:06a vida inteira ou não.
18:08Se a imprensa não puder publicar,
18:10a gente tá vendo...
18:10Você foi prefeita de...
18:13Subprefeita da Lapa.
18:14E como é que foi sua experiência...
18:17É grande lá, né?
18:18Como é que foi sua experiência
18:20assim no Executivo?
18:21Olha,
18:23primeira experiência de Executivo
18:24foi justamente na Subprefeitura,
18:26que é o pior lugar do mundo.
18:29É o pior emprego do mundo.
18:31Porque você tem todos os problemas.
18:34A gente tava na crise,
18:36pós-crise de 2000,
18:37foi 2008, né?
18:38México quebra tudo.
18:40México, é.
18:40Isso.
18:41Olha onde isso repercute.
18:43Crise internacional, medonha,
18:45quebra-quebra, desemprego, etc, etc.
18:48E aí a atividade industrial
18:51diminuiu bastante.
18:52Aí você não tem mais mercado
18:54pra papelão, pra reciclagem.
18:57Então, os catadores de material reciclável,
19:00eles não tinham mais onde colocar o papelão.
19:03Ninguém tá comprando papelão.
19:04Então pra que eu vou recolher papelão?
19:06Aí você começa a ter pilhas de papelão
19:07na calçada da sua subprefeitura.
19:10porque a atividade industrial
19:12despeicou, entendeu?
19:13Então é um lugar onde todos os problemas
19:16acontecem.
19:17E você que é subprefeita,
19:19você não tem poder, autoridade,
19:23atribuição de resolver.
19:24É só um cargo, é só um cargo,
19:26um cargo pulido.
19:26É um inferno.
19:27As árvores, as benditas árvores.
19:30Quando eu falei que eu ia ser subida lá,
19:32o pessoal falou assim,
19:33ih, você tá ferrada lá,
19:34tem muita árvore.
19:35E foi?
19:35Árvore véia.
19:36Que bom.
19:39Então, mas você fazia um trabalho lá na ZL,
19:43você trabalhava na ZL lá,
19:45com as ONG,
19:46era ONG aquilo?
19:47O que que era aquilo lá?
19:48O que você fazia?
19:49Ah, eu fiz muitas coisas como voluntária
19:51em vários lugares diferentes.
19:53Você ainda tá fazendo?
19:55Menos.
19:55É?
19:56Por que?
19:56Você desanimou, Soninha?
19:57Menos do que eu gostaria.
19:59Você desanimou?
20:00Você tá meio desanimado.
20:01Eu fico triste.
20:01Porque a Soninha,
20:02a Soninha é uma pessoa muito legal.
20:05Mas descansou, né?
20:06Não, então,
20:07aí eu fico triste,
20:08eu fico triste,
20:09porque de ver as pessoas desanimadas.
20:12Não, é porque uma hora...
20:13A gente não pode desanimar.
20:14Não vai, eu tô muito desanimado.
20:16É que a gente vê que nada dá certo,
20:17e o que dá certo é o que tá mais errado.
20:20Então é complicado, pô.
20:21Eu acho que eu...
20:22Eu voltei meio desanimo,
20:25mas a diferença é desistir ou não.
20:28Sim.
20:28Eu tô parada um pouco,
20:30eu tô desanimada.
20:31Mas eu tenho vontade,
20:33e tô lá me oferecendo,
20:35de dar aula voluntária de alfabetização
20:39ou de reforço escolar.
20:41Então é só...
20:42Olha lá, fuzil.
20:43Só aparecer no lugar.
20:43Mas e a política?
20:46Ah, eu não sei o que...
20:47O que me faria mudar de ideia
20:49de querer ser candidata de novo.
20:51Sinceramente,
20:51tenho a menor vontade de ser candidata.
20:54Mas por quê?
20:54Qual foi a burocracia?
20:56Olha, uma das razões
20:57foi a derrota ridícula
20:59que eu tive em 2020.
21:01Eu fui vereadora
21:02no mandato de 2005 a 2008.
21:05Nossa, foi horrível,
21:06sofri muito,
21:08amargura,
21:10desilusão.
21:11E falei,
21:11nunca mais eu quero ser vereadora.
21:13Aí passei oito anos no executivo,
21:15em lugares diversos,
21:16e em 2016 falei,
21:18não, eu quero.
21:19Agora eu já entendi.
21:20Eu quero ser vereadora, sim.
21:22E aí foi muito legal.
21:23O mandato de 2017 a 2020.
21:26Foi muito bom.
21:27Foi muito bom.
21:28Vou te falar aqui.
21:28Pandemia.
21:29É, a gente, meu,
21:31inovou várias coisas na Câmara.
21:34Enfim, gostei.
21:35Eu fui da Comissão de Finanças e Orçamento.
21:37Eu vejo a quantidade de barbaridade
21:38que as pessoas falam
21:39sobre orçamento público
21:40sem fazer a menor ideia
21:41do que elas estão falando.
21:43Adorei.
21:44Aí fui candidato em 2020
21:46e perdi,
21:47mas perdi, assim,
21:487 a 1, sabe?
21:49Foi ridículo.
21:51Eu tive uma votação pavorosa.
21:52Falei, ah, mano.
21:54Mas, Soninha,
21:54torce pro Santos,
21:55que aí você se acostuma.
21:56Isso aí é tranquilo.
21:57Mas você acha que deve
21:58é o que isso daí,
21:59quando você teve essa votação,
22:00já que você teve êxito
22:02em outras eleições?
22:02A gente teve várias teorias,
22:04porque eu e quatro
22:06ou cinco outros vereadores
22:07que o pessoal falava assim,
22:08vocês têm mais ou menos
22:09o mesmo perfil,
22:10embora fôssemos
22:11de muitos partidos diferentes,
22:12nós éramos os moderados.
22:15Ok.
22:15No sentido de discutir
22:17qualquer matéria
22:17que vinha de onde viesse,
22:19seja qual for o assunto.
22:20Dá pra ver a conversa aqui
22:21com a gente, lógico.
22:21Então a gente subia
22:22e argumentava
22:23e fazia um parecer
22:24e apresentava uma emenda
22:26e um substitutivo.
22:27Nenhum de nós foi eleito.
22:29Então, qual foi uma das conclusões
22:31que chegaram?
22:32Que era mesmo
22:33o momento
22:34de ser estridente.
22:36Combativo.
22:36Da bagunça.
22:37De ser, isso,
22:38de fazer muito barulho,
22:40de ter uma personalidade
22:41muito marcante,
22:43um personagem,
22:44influencer.
22:45Então foi a conclusão
22:46a que chegaram
22:47os outros vereadores,
22:48inclusive,
22:48que falaram assim,
22:49não acredito que você
22:50não se reelegeu.
22:51Mas Soninha,
22:51você acha que isso é
22:52uma vertente da nossa época?
22:54Ser aquele candidato lá
22:56que vai lá na rua,
22:57apanha,
22:58vai lá,
22:58faz um negócio
22:59mais provocativo,
23:00né?
23:00É o que funciona.
23:02Ao que tudo indica.
23:04E não é teu perfil, né, Sonia?
23:05Mas isso eu acho que...
23:06De ficar fazendo produzir conteúdo.
23:08Isso eu não acho que vai mudar.
23:10Porque quando você vai
23:10para um extremo,
23:12você pega um nicho.
23:13A demanda é populista, né?
23:15A demanda é populista.
23:16Um nicho.
23:16As pessoas querem o populista.
23:18O povo gosta do populista.
23:20O moderado,
23:21ele meio que não reflete...
23:22Nós somos os isentões.
23:24Exato.
23:25Se você não gosta
23:26de um polo
23:27nem do outro,
23:29é porque você está
23:29em cima do muro,
23:30você está se escondendo.
23:32Você fala,
23:33ah, sou de esquerda, centro,
23:35mas a gente vê
23:35que você consegue
23:37ponderar coisas que...
23:38Porque assim,
23:38a gente vê
23:40a esquerda mesmo
23:41colocando situações
23:42que você fala,
23:43é um absurdo.
23:43E ficando só naquele canto
23:45e você consegue
23:46ponderar mais ou menos.
23:47Você acha que essa questão
23:48é difícil?
23:49Quem quer agradar todo mundo
23:51que não é o caso?
23:51Porque assim,
23:52é o que é certo para o povo.
23:54Você fala,
23:54ah, o cara na Cracolândia
23:56tem que ser individualizado,
23:57mas tem um comerciante,
23:58não pode deixar.
23:59Tem que às vezes
24:00colocar o cara,
24:00internar compulsoriamente,
24:02dependendo caso a caso.
24:03Você acha que você fica
24:04nessa posição
24:05de que as pessoas
24:05acham que você
24:06quer agradar todo mundo
24:07e acabam não agradando
24:07ninguém ou não?
24:09Na verdade,
24:10eu não acho que elas...
24:12Eu acho que a minha legendinha
24:14é que quer agradar todo mundo,
24:16sabe?
24:16Sim, sim.
24:17É mais...
24:18não sabe de que lado está,
24:20não sabe o que quer,
24:22entendeu?
24:23Como você apoiou ele,
24:25né?
24:26Na rede social,
24:27porque é um embate,
24:28como você falou,
24:28a demanda populista
24:29está dividida.
24:30Exato.
24:31Então, qualquer pauta
24:32que você for levantar,
24:32você vai falar assim,
24:33a Sosninha agora
24:34virou fascista.
24:35Isso.
24:35A Sosninha é vendida.
24:37A Sosninha se vendeu
24:38ao sistema.
24:39Eu já era neo-reassa.
24:40Você não conhece a Sosninha
24:41que frequentou o jantar do Dória?
24:44Ela estava...
24:45Eu era neo-reassa.
24:46Neo-reassa.
24:47Em 2010,
24:48eu já era neo-reassa,
24:50porque eu estava
24:51na campanha do Serra.
24:53Neo-reassa.
24:54Depois daqui,
24:54a extrema-direita para cima.
24:55Então, só para
24:56tomar a esquerda
24:57te cancelar um pouquinho mais,
24:58não, de verdade,
24:59o que você acha
25:00do setor privado?
25:01Ele funciona...
25:02Não, você sabe
25:02que é engraçado
25:03que ela vem aqui,
25:04aí os caras...
25:05Essa é uma puta comunista,
25:06Os caras da esquerda,
25:07é...
25:08Está lá na Jovem Pan.
25:10É uma merda.
25:11Se vendeu a Sosninha.
25:13Se vendeu a Jovem Pan.
25:14A jornalista bolsonarista
25:16Sosninha.
25:17Isso.
25:17A gente não vai nem...
25:19Mas falando sério,
25:19o que você acha
25:20do setor privado?
25:21Ele ajuda...
25:21Não tem gente besta.
25:22É muito tonto, velho.
25:24E a gente está falando
25:25com vocês mesmo.
25:27É muito...
25:27É muito irônico
25:29que alguém fale...
25:31Não, irônico
25:31não é bem a palavra,
25:32mas assim,
25:33é um absurdo
25:33que as pessoas
25:34criminalizem o setor privado.
25:36Tanto quanto
25:37simplesmente criminalizem
25:38qualquer um
25:39da administração pública,
25:41da política,
25:42do...
25:42É bizarro, cara.
25:43É uma polarização também
25:45antiga essa já.
25:45Tudo bem que tem gente
25:46que vai dizer assim,
25:47ah, no poder público
25:48só tem ladrão,
25:49tem que privatizar tudo.
25:51Ué,
25:52não é só ladrão aqui
25:53e nem só gente honesta
25:55do lado de lá.
25:56Tem que ter balizas,
25:57tem que ter parâmetros.
25:58Eu quase invadi o último bloco.
26:01Por quê?
26:01Porque o Samy estava falando.
26:03Ah, o Samy, né?
26:04Então você vem aqui sempre.
26:05Vem sempre.
26:06Você já está sempre convidado.
26:07O dia que quiser pode vir.
26:09É o fascista,
26:10é o fascista econômico.
26:11Você vai ser a nossa convidada.
26:13Setor privado,
26:14tem que ter balizas,
26:16lógico.
26:16Senão, o que acontece?
26:17Coisas que eu acompanho muito,
26:18por exemplo,
26:19o cara tem um emprego lá
26:21de controle de acesso,
26:23não é o segurança,
26:24que esse tem outra formação,
26:26outras exigências,
26:27mas controle de acesso,
26:28algum cargo operacional,
26:29operacional, de limpeza,
26:31de serviços gerais.
26:32Primeira coisa que ele faz,
26:34amigo, vai lá e faz o exame ocupacional.
26:36E o cara tem que pagar.
26:37Você acha que o cara que está lá
26:39implorando um emprego,
26:41uma limpeza desesperada,
26:42ou a mulher desesperada,
26:44ela fala assim,
26:44não, mas isso é obrigação do patrão.
26:46Então, você precisa colocar balizas,
26:51diretrizes.
26:52Mas a gente tem uma carga
26:54sobre o setor privado,
26:56que é absurda.
26:58e, como sempre dizem,
27:01em troca de quê?
27:03Então, sobre gastar ou não
27:05o seu próprio dinheiro,
27:06da mala, do colchão,
27:07seja lá o que for.
27:08O empregado,
27:09eu tenho que recolher
27:10o fundo de garantia,
27:11todo mês.
27:12Sim.
27:13O dinheiro é de quem?
27:14É do empregado.
27:15Ele tem acesso ao dinheiro dele?
27:17É um sequestro.
27:18Não tem, cara.
27:18Fica sequestrada.
27:19É isso aí.
27:20Na habitação,
27:22companhia de habitação,
27:23lá onde eu trabalho,
27:24o cara pode usar
27:25o fundo de garantia,
27:26a pessoa pode usar
27:27o fundo de garantia,
27:28como para pagar
27:29o financiamento habitacional.
27:32Se você visse o tanto
27:33de regra
27:34para ele conseguir usar
27:35o seu fundo de garantia
27:36para pagar o financiamento
27:38do apartamento dele,
27:40do imóvel dele.
27:41É inacreditável.
27:41Se a sua esposa...
27:43E mais,
27:43por esse dinheiro
27:44não ser totalmente livre,
27:47não é muito distante
27:49você pensar
27:49que as empresas
27:50que vendem imóveis
27:52com perfil
27:53que vão usar
27:54se apoderam
27:56de parte
27:56do benefício.
27:58Então,
27:59você acaba criando
28:00um nicho
28:00onde há dúvidas
28:01se o trabalhador
28:02é o verdadeiro beneficiário.
28:03Não,
28:03as regras são malucas.
28:04Se você quer usar
28:05o seu fundo de garantia,
28:06você tem pelo menos
28:07três anos de contribuição
28:08e tal,
28:09mas você é casado
28:10em regime de comunhão
28:11universal de bens
28:12e a sua esposa
28:14herdou
28:15uma chacrinha
28:16lá em
28:17São Lourenço da Serra,
28:19você não pode usar.
28:21Porque ela já tem
28:22uma propriedade
28:22de um imóvel,
28:24cara.
28:25E outra coisa
28:26que eu ia invadir aqui
28:27para falar,
28:28a bendita
28:29da taxa
28:30do desemprego
28:32versus a taxa
28:33de ocupação.
28:35Olha o que é usado
28:36como medida
28:37de ocupação.
28:39Primeiro,
28:40a pergunta que é feita
28:40no PNAD,
28:41uma pesquisa domiciliar,
28:43é assim,
28:43você trabalhou
28:44pelo menos uma hora
28:45semana passada?
28:47Se o cara falar assim,
28:49já está ocupado.
28:49Pronto.
28:50Acabou,
28:51está trabalhando.
28:51E se ele trabalhou
28:52e se ele foi
28:53pago em dinheiro
28:54ou em serviço
28:56ou em troca
28:57de alguma outra coisa.
28:59Ou seja,
29:00se ele trabalhou
29:00uma hora
29:01na casa da tia dele
29:02ajudando a fritar
29:03coxinha
29:04para vender
29:05e a tia falou assim,
29:06pode comer aí
29:07à vontade,
29:08é ocupação,
29:09Olha que coisa,
29:10é pleno emprego.
29:11E sabe o que mais
29:12que conta como ocupação?
29:13Vocês vão acreditar.
29:15O que?
29:16Flanelinha.
29:17Ah não,
29:17opa,
29:18aí ó,
29:19coisa boa.
29:20flanelinha.
29:21As instruções
29:22para o cara
29:22que vai aplicar
29:23o questionário,
29:24a pessoa do IBGE
29:25que vai trabalhar lá,
29:27faz a lista assim,
29:27do que pode ser chamado
29:28de ocupação.
29:30Então tem
29:31estátua viva.
29:32que da hora.
29:34Boa, boa.
29:34Ah, eu dei lá a hora,
29:35pô.
29:35Cadê o gole?
29:36Então,
29:36mas assim,
29:37basta uma hora
29:38semana passada.
29:39Uma horinha só,
29:39de estátua.
29:40Basta uma hora
29:40na semana passada.
29:41É tipo o Samy
29:42aqui no programa.
29:43Estátua a vida.
29:45Cara,
29:45flanelinha,
29:46tem lá a descrição assim,
29:47pessoas que usam rodo
29:48para limpar
29:49para-brisas de carros
29:50no trânsito.
29:51Entre parênteses,
29:52entre aspas,
29:53flanelinha.
29:54Tem preocupação.
29:55Não sim, gente.
29:56Que coisa, hein?
29:58Isso é do IBGE, né?
30:01Penalha é do IBGE.
30:02Que é um instituto sério,
30:05que tem grandes, né?
30:07Mas diz que um monte
30:07de gente foi embora lá, né?
30:08O negócio do...
30:09Mas é...
30:10O negócio aí do...
30:11Do pós.
30:12Apropriado.
30:12É, do pós,
30:13mas diz que saiu
30:14um monte de gente lá.
30:15É, um monte de gente séria.
30:16Ou saiu,
30:17foi embora,
30:17ou desocupou o cargo
30:19que ocupava e falou assim,
30:20não, eu não quero
30:20responder por isso.
30:22Ô, Soninha,
30:22você pode fazer qualquer coisa
30:24da sua vida,
30:24menos desistir.
30:25Isso aí.
30:26Porque você é uma pessoa.
30:27Você é uma pessoa muito...
30:30Como é que eu vou dizer?
30:31Você é uma pessoa muito legal
30:32e você tem...
30:33Suas intenções são boas.
30:35Exato.
30:36Vamos jogar picou.
30:36Eu tô fazendo...
30:37Eu tô fazendo...
30:37Eu tô na quaresma agora.
30:39Sim.
30:39Você sabe que quaresma é reflexão.
30:41Exatamente.
30:42Quaresma é o momento
30:43de você orar muito
30:44e eu votei muito mal.
30:48Você fez essa reflexão.
30:49É a penitência.
30:50Ele tá em penitência.
30:51Eu tô em penitência.
30:52Eu votei mal.
30:54Eu votei mal.
30:56Principalmente pra deputado,
30:58pra senador.
30:59Eu votei mal.
31:00É uma decepção que eu tenho.
31:03E senador são oito anos.
31:05É, dura.
31:06Aí eu queria falar da reeleição também.
31:08Pode falar.
31:09Pode falar.
31:09Sério, eu tô...
31:10Tô fazendo uns três blocos
31:11querendo entrar na...
31:12Podia ter entrado antes, pô.
31:13Você tinha que ter entrado.
31:14Você fica aqui sentada
31:16e você entra, bate no seu...
31:17A gente discute a reeleição
31:19pro executivo.
31:20Ótimo.
31:21Aumenta o mandato e tal.
31:22E o legislativo não tem limite
31:24pra reeleição.
31:25Exato.
31:27Tinha que parar.
31:27Por quê?
31:28Um pouco, né?
31:28É, indefinido.
31:30Então, eu acho que do caso
31:31do legislativo,
31:32você podia ter...
31:33Como no Senado,
31:34a eleição sempre desencontrada.
31:36Assim, você renova uma parte.
31:38Porque também todo mundo novo...
31:40Não, não pode se reeleger.
31:41Aí entra todo mundo novato.
31:42Caralho, é um caos.
31:44É tão bom um segundo mandato
31:45comparado com o seu primeiro mandato, sabe?
31:48Você aprende bastante, né?
31:49E esse modelo dos Estados Unidos
31:50que tem uma eleição legislativa
31:52no meio do mandato executivo
31:53e aí você já testa
31:54o andamento do governo.
31:57Acho bem interessante.
31:58E esse negócio,
31:59eu acho que tinha que mudar.
32:00Tinha que mudar o sistema.
32:02Esse voto aí, você...
32:03Tem que ser, sei lá,
32:04um voto...
32:06Você votar meio...
32:07Não vou me aprofundar isso agora
32:08que a plateia já vai embora,
32:09mas distrital misto.
32:11Eu acho que tem que ser
32:12meio votar no cara
32:14mais próximo de você.
32:15Exato, você tem como cobrar
32:16o camarada, né?
32:17Porque esse negócio
32:18de rede social...
32:20Isso aí bagunçou o coreto.
32:23Bagunçou.
32:23E leva...
32:24E porque o cara leva
32:25milhões de votos
32:27e leva aquela...
32:28E puxa, e puxa.
32:29É isso aí.
32:29E puxa muita gente.
32:30Puxa o cordão.
32:32Mas eles não querem isso, né?
32:34Não querem.
32:34Os Valdemar, os caras...
32:36O Vavá.
32:37O Vavá.
32:37O Vavá vem pra cá.
32:38O Vavá que é...
32:39O Vavá.
32:41O Vavá vem pra cá.
32:43O Vavá que tem
32:4412 milhões de votos.
32:46Não é?
32:47É isso que conta.
32:48Puta como ele é.
32:48E fundão entrando.
32:51Vai ficando...
32:51Olha...
32:52Os caciques...
32:53Eu tô fazendo a penitência lá
32:56do Frei.
32:57Do Frei.
32:58Do Frei.
32:584 horas da manhã.
33:00Tô rezando o terço
33:01pra ver se esse país
33:02vai pra frente.
33:03Soninha, mas não desista.
33:04E venha quando você quiser.
33:06A gente gosta muito.
33:07Vamos invadir.
33:07Ah, é.
33:08Vamos invadir.
33:09A gente gosta muito de você
33:10e gosta muito de você
33:11é uma pessoa que tem
33:12boas intenções
33:13e é uma pessoa íntegra
33:15é uma pessoa séria.
33:16Do bem.
33:17Isso aí.
33:17Boa, Soninha.
33:18Obrigado, viu, Soninha.
33:19Eu que agradeço.
33:20Valeu.
33:20Adorei.
33:21É isso aí.
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