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Se você acha que sua mesa é bagunçada, espera só para ouvir a Soninha Francine contando como era a organização "militar" do Doria na prefeitura - tinha até prisma com nome e lápis milimetricamente alinhado! Mas nem tudo era "Acelera", viu? A ex-secretária abriu o baú e revelou por que o papo de tirar a Cracolândia no grito é uma droga e uma saída nada craque! Ela também detalhou a "feira livre" de entorpecentes que deixaria qualquer mercadinho com inveja… depois eu precisava do endereço dessa feira… é… para fazer uma pesquisa! Sobrou até para o STF e a saída de Toffoli de casos mais cabeludos. #Pânico

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Categoria

😹
Diversão
Transcrição
00:00É, quando você veio aqui, eu lembro que você falou, e eu concordo muito com você, porque você disse que
00:05é o seguinte, esses caras que estão na rua, os caras da Cracolândia e tal, tem que ser individualizado, porque
00:11cada um tem, cada ser humano tem uma história, e todo mundo quer jogar embaixo do tapete como se fosse
00:17uma coisa só, e cada um que tá lá é um ser humano igual a gente, tem as histórias, é
00:24muito difícil, é um flagelo humano aquilo lá, né?
00:28Então, é uma...
00:30É um problema de saúde, social, e você querer aplicar uma mesma medida pra todo mundo, não, o negócio é
00:35redução de dano, o cara aos poucos, ele vai fazendo outras atividades, vai ganhando uma convivência, tudo, e ele começa
00:41a usar cada vez menos, funciona pra algumas pessoas, e pra outras não, ah, internação não adianta, o cara já
00:47foi internado 20 vezes, é, tudo bem, se você tem diabetes, sei lá, hipertensão, e você precisa ser internado 20
00:56vezes,
00:57Alguém vai dizer que não adiantou internar? Não, depende, entendeu? Você precisava de uma internação, não é porque você saiu
01:03daquela crise aguda, que você nunca mais vai ter um problema, vale pra inúmeras doenças crônicas, vale pro uso nocivo
01:11de substâncias também, então se você achar que internou, resolveu, vai voltar a reconciliar com a mulher, não, não é
01:18isso, internação não serve pra arrumar a vida da pessoa, mas pode ser uma necessidade pontual, inclusive no modo involuntário.
01:25Sim. Não é amarrar o cara e jogar no fundo de um camburão, entendeu?
01:30E a pessoa que realmente quer se reabilitar, como se chama, né, sofre muito, né, Soninha, porque tem a recaída,
01:38a família, é uma coisa, não é brincadeira, né.
01:43Acabou por causa do alcoolismo, não porque, ah, realmente ele tinha uma trajetória de rua e o repertório, não, foi
01:50porque ele era alcoólatra, ia ao inferno conviver com isso, para, volta, para, faz uma internação, sai, felizão da vida.
01:57Quando ele saiu de uma das internações, felizão da vida, tipo, não, agora, agora tô bem, sai forte, né.
02:04O primeiro compromisso que ele foi comigo, naquela noite que ele saiu da internação, era o lançamento de um livro,
02:10pô, coisa inocente, né, vinho.
02:13Vinho, vinho, no nariz dele, na cara dele, você entende? É um tipo de dependência dificílimo, inclusive porque na sociedade
02:22você não bebe, você tá, ah, tá todo mundo vendo o jogo do Brasil, todo mundo bebendo cerveja, menos você.
02:28Qualquer coisa, cara, um casamento, uma casamento, o lançamento de um livro, era pra ser super inocente, ele dava risada
02:36e falava assim, ainda bem que eu tô bem, né, porque seria muito difícil resistir, era o tempo todo, branco,
02:41tintudo.
02:44Agora, Soninha, a gente viu aqui em São Paulo, que tiraram a Cracolândia, não tá no lugar, agora, as pessoas,
02:52tem um monitoramento, você que estuda esse tema, pra onde foram, resolveu o problema, o que que aconteceu?
02:59Assim, porque eu entendo, quando você fala, não pode pôr em camburão, mas eu também entendo o varejista, todo o
03:05comércio, que tem o negócio destruído, por um negócio que, assim, se alguém tiver culpa, não é ele.
03:11Então, se alguém tiver que pagar, é quem destruiu.
03:13Então, mas a internação é uma medida de saúde.
03:19O camburão tem outras finalidades.
03:21O camburão é pro cara que estiver exercendo atividades criminosas.
03:25E aí, o cara ali, no ambiente da Cracolândia, não era atividade criminosa de vender pedra, simplesmente, que era um
03:32horror, assim, você tinha um tabuleiro.
03:34Um não, vários tabuleiros, assim.
03:35Como é que alguém pode achar que isso, não podemos mexer com isso?
03:40Não podemos, porque sabe como é que é, vai...
03:43Você fala de vender droga lá.
03:44É, o jeito como era, como funcionava, assim, um absurdo.
03:47Não pode ser normal.
03:49Um tabuleiro.
03:50Crac, crac, crac, crac, um mais branquinho, outro mais marronzinho.
03:54Cocaína, cocaína, cocaína, maconha, maconha, maconha, dinheiro.
03:56E vendendo assim na rua?
03:57O tal do dinheiro.
03:58Na rua, vendendo assim?
03:59Na rua, como se fosse uma feira livre, uma...
04:02Então, mexe com isso.
04:03Você pegou isso aí lá?
04:05Você ficou lá com o Dória, né?
04:07O Dória te colocou.
04:08Três meses com o Dória.
04:09E qual foi a treta com o Dória?
04:11A treta foi que eu não tava...
04:13Calcinha, porque...
04:14Muito gostoso de emoção.
04:15E qual foi a treta?
04:16Que surita, um grande comunicador.
04:18A treta, a treta...
04:18Eu achei esses dias na minha casa um papel, assim, que eu escrevi a mão pra passar pra ele numa
04:23reunião, sabe?
04:24Escrevi louca da vida no verso e passei, assim, pra mão dele.
04:27Que eu falava assim, prefeito, a educação tem um tempo.
04:31Você não zera a demanda de vaga de creche, que é uma coisa que a prefeitura conseguiu recentemente, que é
04:36incrível.
04:36Mas você não zera essa demanda da noite pro dia.
04:39Você não resolve o problema de saúde da noite pro dia.
04:43Você não resolve população em situação de rua da noite pro dia.
04:47E era essa a expectativa dele.
04:49Ele passava pela 9 de julho e me ligava.
04:52Soninha.
04:53Importante.
04:54Aquele casal que eu te falei ontem ainda tá aí.
04:57Você queria que te levasse pra onde?
05:00Aí, também as pessoas mentem muito pro prefeito, sabe?
05:04Porque alguém dizia pra ele, não, vaga tem.
05:08Ela que é muito mole.
05:09Ah, pronto.
05:10Ela que não entende nada de gestão, entendeu?
05:13Vaga tem.
05:14E ele me respondia, ele me dizia isso.
05:16Como não tem o que fazer?
05:18Tem vaga, assim.
05:19Então me mostra, né?
05:20Então, sabe o que que não tem?
05:22Não tem vaga pra casal.
05:24Por exemplo.
05:25Entendi.
05:25Então, também não é uma conta assim.
05:28Peraí, quantas pessoas tem situação de rua?
05:3020 mil.
05:30Me dá aí 20 mil camas e tá resolvido o problema, entendeu?
05:34Então a nossa divergência foi uma pressa totalmente inaplicável.
05:40Que era marcado na época dele como prefeito.
05:42Era marcado por isso, né?
05:43Ele gostava de mostrar nas redes sociais.
05:45Tipo, ah, falou hoje, a tarde tá...
05:48Acelera.
05:48Acelera, importante.
05:50Acelera.
05:50Acelera, traz duas.
05:51E era muito legal.
05:52Sobre vários aspectos.
05:54Ontem, eu tava num evento, aí tem uma mesa desse tamanho, assim.
05:57Aí fala, eu queria saudar o Emílio, o Sami.
06:02Aí o Sami vai falar, eu queria cumprimentar.
06:05O Dória baixou um decreto.
06:06É pra falar boa noite.
06:08E acabou.
06:09Então ele tinha umas loucuras, assim.
06:11Ele tinha um reloginho.
06:12Ele tinha um reloginho.
06:13Na reunião, né?
06:14Na reunião, ele tem um reloginho.
06:15Não, ele tem um reloginho, ele bate o reloginho.
06:18Pá, vamos começar a reunião agora, por favor.
06:20Valendo.
06:21Calcinha, apertada.
06:22Ele marcava a reunião sete e meia da manhã.
06:23E ele escolhe, cada um vai sentar.
06:25É, aí quando você...
06:26E quando você entrava na sala, meu, era pra reagir só de secretários.
06:30Uma reunião interna, né?
06:32Tinha uma folha perfeitamente colocada aqui.
06:35Um lápis, um, sei lá, copo d'água e um prisma com o nome.
06:41Tipo, é legal ter essa moldura, sabe?
06:44Essa organização.
06:45Não, eu sou mais tendente à zona, né?
06:47Ele tem um gravador, né?
06:48Que ele vai falando móveis...
06:50Mas tem coisa aqui que isso se aplica e outra...
06:52Mas só pra não sair desse assunto, Soninha, sabe o que acontece?
06:54Que a gente viu uma ação, né?
06:55Mais policial de segurança pública.
06:57Tem um negócio, assim, cara, do esquema do crime organizado dentro da Cracolândia.
07:01Isso, isso.
07:01Pesado.
07:02Onde os hotéis lá da região eram usados pra lavar dinheiro.
07:06Sim.
07:06Como é que na tua gestão, ou como que você vê nesse momento o termo segurança pública,
07:11porque a gente tem uma raiz do crime organizado, onde tem as ramificações de tudo isso que
07:16a gente tá conversando.
07:16Tem horas que parece que é meio tabu, porque se você falar que na favela do Moinho você
07:26tem ali ou tinha uma célula muito séria, muito forte, do PCC, com uma liderança violenta,
07:34etc.
07:34Aí, assim, você tá criminalizando a favela.
07:38Você tá dizendo que na favela só tem bandido.
07:41Eu falo, não, eu tô dizendo que na favela não tem só trabalhador.
07:44A gente não pode negar o bandido, entendeu?
07:47Então, as pessoas que moram na favela, os trabalhadores, sofrem muito por causa do bandido,
07:55com o bandido.
07:57Então, tem esse nosso campo da esquerda, aquela pergunta lá, eu sou esquerda, centro.
08:03É...
08:04Tem...
08:04Parece que você não pode...
08:06Tem coisa que é tabu.
08:07Não é tabu.
08:07Não, não vamos falar do crime organizado, porque senão...
08:10A coisa do funk, sabe?
08:12Do Oruan, que foi preso.
08:14Não, estão criminalizando a cultura.
08:17Não, irmão.
08:18Você não pode permitir que um cara diga, é isso aí, o CV tem que entrar e quebrar
08:22todo mundo na porrada.
08:23Vem, vem que você resolveu...
08:25Cara, no que que isso equivale a criminalizar a cultura?
08:29Mas isso é o preconceito, né?
08:30Então, não sei se é preconceito somente.
08:34Então, mas, Soninha, veja bem a situação, porque a gente tá falando de crime organizado.
08:39Pega esse negócio desse borcaro, desse banco master, e aí você vê, né?
08:45Agora os caras querem enfiar a direita ou a esquerda na história, quer pegar o pensamento
08:51todo e quer ganhar de um ou de outro lado.
08:54Ninguém vai ganhar com isso, porque aquilo lá...
08:57Inclusive, até quem é o constitucionalista entrou na jogada.
09:02Aquilo é uma negociata.
09:05Aquilo...
09:06O Brasil é uma sujeira.
09:08É uma sujeira tão grande, né?
09:10E até é bom a gente poder ver isso, né?
09:13Levar pra população, mostrar essa sujeira que é o Brasil.
09:18Agora, olha o meu pessimismo.
09:20Mas é uma coisa que a gente vem trabalhar com pessimismo mesmo.
09:23Se você consegue, se todos os nomes que aparecem ali nas delações, nas situações
09:31constrangedoras, comprometedoras e tal.
09:32Se todo mundo é de um campo só, vamos dizer, todo mundo ligado ao Lula.
09:36O campo do Lula vai ter que fazer o que puder pra se defender, porque o campo oposto vai
09:41pra cima com tudo.
09:42Vai atacar.
09:43E vice-versa.
09:45Na hora que tá todo mundo...
09:47Exato.
09:47Quem é que vai?
09:49Ninguém.
09:49Quem é o louco?
09:51Inclusive...
09:52Exato.
09:52Depois a pessoa acaba se matando na cadeia.
09:56Então, mas como é que nós vamos sair dessa?
09:58É.
09:59Que jeito.
09:59Esse aqui é o negócio.
10:00Como é que...
10:01Isso tem que ser a sociedade.
10:03Como é que a gente vai sair dessa?
10:06O cara uniu a direita.
10:07Não, quem tá pagando somos nós.
10:09Sempre.
10:09Quantas vezes a gente vai pagar.
10:10Mas olha, o...
10:12Como é...
10:12Por que é que o Toffoli perdeu a relatoria do caso?
10:16Foi por pressão.
10:18Foi pela repercussão.
10:19Foi porque tava ficando insustentável aquilo e porque tava vazando pro Supremo todo.
10:25Então, o que parecia impossível aconteceu.
10:27A relatoria saiu do Toffoli.
10:29É engraçado que até as pessoas falam assim...
10:31É, o Fux quer tirar a relatoria do Toffoli, mas o Toffoli...
10:35Ele não tá querendo.
10:36Como assim não tá querendo?
10:38Sim, mas...
10:38Mas, Soninha...
10:39É, não tem que querer.
10:39Mas, Soninha, tirar a relatoria é uma coisa assim...
10:43É relativamente uma pena pequena.
10:45Claro.
10:45Lógico.
10:46Se você tá fazendo alguma coisa errada, deveria ser investigado e até no...
10:51Contra todas essas evidências, o Toffoli já teve um papel tão grande no desmonte da Lava Jato, né?
11:00Você tem uma dívida, confessa, a empresa vai lá e faz um acordo de leniência.
11:04Fala, tá bom, tá bom, eu pago 6 bilhões, vai, tá certo.
11:07E aí você anula o acordo, é um acordo, um acordo de leniência.
11:13Então, que o Toffoli tenha saído e ainda assim, né, uma saída meio branda...
11:18Mas que ele tenha saído, já é surpreendente até certo ponto.
11:22E aí bastou ele sair pra acontecer o que aconteceu anteontem, cara.
11:27A decisão do André Mendonça, e eu não tinha visto até agora há pouco,
11:30mas ele fez uma consulta pra PGR, né, informou assim,
11:33olha, tá aqui o material, eu entendo que tem que mandar prender o cara.
11:38A PGR não respondeu na sexta, nem no sábado, nem no domingo.
11:42Aí na segunda-feira o André Mendonça...
11:44E aí respondeu atrasado, porque eram três dias.
11:46E respondeu assim, não, não vejo motivo não.
11:49Não tem nenhum risco, não tô vendo nenhum risco, nenhum perigo, nenhuma ameaça.
11:53Acho que não é o caso.
11:54Aí o André Mendonça se manifesta, botando as aspas da PGR,
11:59e fala assim, olha, eu lamento que a PGR tenha dito isso, isso e aquilo.
12:02Então eu vou mandar prender o cara, porque eu entendo que existe risco, sim.
12:06Risco pra pessoas físicas, que sofrem ameaça.
12:09Risco pras instituições.
12:11Risco pro...
12:13Porque eles estão invadindo, hackeando o sistema, supostamente, do FBI, da Interpol.
12:18Supostamente, se aprendeu.
12:19Então, mas agora...
12:20Supostamente.
12:20Então, mas agora, o que que vem lá?
12:23Vocês viram lá ou não?
12:25Supostamente.
12:26Vem, ó, vamos fazer o seguinte, vamos fazer um acordo.
12:29A gente volta à dosimetria.
12:31Isso aí.
12:32A gente volta à dosimetria lá e...
12:35Entra tudo no mesmo bolo.
12:37E vamos resolver.
12:38Então é negociar.
12:40Até os caras negociam na cara de pau.
12:42Um pouquinho pra cada um.
12:43Cada um vai resolver.
12:45Fora o tráfico de influência, né, Sonia?
12:46Você que trabalhou na política, não importa o cargo, né?
12:49Ou importa o cargo pra você pegar...
12:53Como é que dentro de um caso desse, tão cabeludo, a gente tem relações políticas
12:59aonde familiares podem advogar pro caso?
13:02Isso não existe em nenhum lugar sério no mundo.
13:05E não se fala, né?
13:07É, mas aí que tá.
13:09Felizmente, tá atingindo o ponto do insustentável.
13:12Porque já faz tempo que se discute isso, o código de ética, ou em que razões, né?
13:17De que maneiras objetivas a gente pode dizer que um ministro tem que se declarar impedido
13:22em tais e tais e tais casos.
13:24Em todas as tentativas anteriores, tem manifestação do Alexandre de Moraes dizendo
13:29imagina, não precisa de código de ética nenhum.
13:31A gente aqui segue a Constituição.
13:33O Gilmar Mendes, a mesma coisa.
13:34Mas chega uma hora que fica insuportável.
13:38E aí é porque a imprensa avançou em algumas coisas.
13:42Tanto é que a imprensa teve muito impacto, muita influência.
13:46Não, mas a imprensa, se você pegar...
13:49Primeiro trabalho que a imprensa fez, desde que teve esse consórcio.
13:54Primeiro trabalho da imprensa, saiu tudo isso aí.
13:56Que foi o Metrópolis e a Globo.
14:00O Globo, a Malu Gaspar.
14:03Então, a Malu Gaspar fez o trabalho.
14:04O Estadão foi lá, pegou lá...
14:06Jogou o que tinha.
14:06Pegou lá o...
14:08O resort.
14:09O resort fez uma matéria.
14:12Publicou.
14:12Três matérias.
14:13É legal que tem a confedição, né?
14:15Um foi no resort, outro foi na casa da mulher...
14:18Mas você tá falando, você tá falando, é...
14:20Exercer o trabalho de jornalismo.
14:22Não, não.
14:22Três.
14:23Três.
14:23Três matérias.
14:24Que a imprensa fez do jeito que tinha que fazer.
14:26Então, a diferença que faz.
14:28Então, exatamente.
14:28Se no meio político tiver gente demais implicada e eles resolvam todos dar um jeito de sacrificar
14:35dois ali, né?
14:36Perfeito.
14:36Bota dois.
14:37Mas vai ter sempre, num caso desse tamanho, muitos setores econômicos implicados nisso.
14:45Inclusive, setor bancário.
14:48Então, pode ser que desses interesses dos legítimos, só eu tô falando.
14:52Tem os ilegítimos, óbvio.
14:53Mas de interesses legítimos, surjam pressões que também surtam algum efeito.
14:59Ou talvez eu esteja sendo otimista, sei lá.
15:01Bom, eu não sei.
15:02Eu não sei.
15:03Alguma coisa mexe, né?
15:04Hã?
15:05Não, precisa ser falado.
15:06É o que você falou.
15:07Tá mexendo.
15:08Você tá nos dois lados.
15:09Você é político, você trabalha com política.
15:11E você também trabalhou com jornalismo a vida inteira, ou não.
15:13Se a imprensa não puder publicar, a gente tá vendo...
15:16Você foi prefeita de...
15:18Subprefeita da Lapa.
15:20Da Lapa.
15:21Como é que foi sua experiência...
15:22É grande lá, né?
15:24Como é que foi sua experiência, assim, no Executivo?
15:27Olha, primeira experiência de Executivo foi justamente na subprefeitura, que é o pior lugar do mundo.
15:34É o pior emprego do mundo.
15:37Porque você tem todos os problemas.
15:40A gente tava na crise, pós-crise de 2000, foi 2008, né?
15:44México quebra tudo.
15:45México, é.
15:46Isso.
15:47Olha onde isso repercute.
15:49Crise internacional, né?
15:49Crise internacional, medonha, quebra-quebra, desemprego, etc, etc.
15:53E aí a atividade industrial diminuiu bastante.
15:58Aí você não tem mais mercado pra papelão, pra reciclagem.
16:02Então, os catadores de material reciclável, eles não tinham mais onde colocar o papelão.
16:09Ninguém tá comprando papelão.
16:10Então, por que eu vou recolher papelão?
16:11Aí você começa a ter pilha de papelão na calçada da sua subprefeitura, porque a atividade industrial despencou, entendeu?
16:19Então, é um lugar onde todos os problemas acontecem.
16:22E você que é subprefeita, você não tem poder, autoridade, atribuição de resolver.
16:29É só um cargo, é só um cargo, um cargo político.
16:32É um inferno.
16:33As árvores, as benditas árvores.
16:36Quando eu falei que eu ia ser subida lá, o pessoal falou assim, ih, você tá ferrada, lá tem muita
16:40árvore.
16:40E foi?
16:41Arriveia.
16:42Que bom.
16:42Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa.
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