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La Promesa Capitulo 788 (26 febrero)
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TVTranscrição
00:00O marquês não me havia colocado ao tanto de que você fosse levar o 10% dos benefícios da cosecha.
00:07É lógico, né?
00:10Compensação.
00:11Ciro não se ofereceu. Eu pedi o favor e devo compensar por seu trabalho.
00:17Desde logo não nos equivocamos ao dizer que a labor que iniciou o padre Samuel e que agora continua doña
00:21Petra é digno de admiração.
00:23Sim, e agora está em perigo.
00:25Eu só posso dizer que te ajudarei em tudo o que necessites.
00:28E eu também.
00:29Se parece bem, Clara.
00:31Claro.
00:32Se tufres, eu também sofro.
00:36Você pode dizer a outro cura que nos case.
00:39A quem?
00:39A dona Gapito, por exemplo.
00:41Jacob suspendiu o viaje no último momento.
00:45Não foi uma decisão fácil para ele, mas a tomou por mim.
00:49Agora me corresponde compensarles o gesto.
00:52Como bonamente puder.
00:53Sempre lemos falado.
00:55Que se nos mantenemos cerca nos vamos fazer daño.
00:58Ou por menos vamos fazer daño a outras pessoas.
01:01E eu agora mesmo não posso jogar com fogo.
01:04Você e o padre Samuel, o que aconteceu entre vocês?
01:09Não sei.
01:10É que últimamente sempre os vejo juntos e...
01:13Eu conheço a Samuel desde que chego à igreja de Luján.
01:18E aí fizemos amistade.
01:19E aí?
01:21Você ocorre algo?
01:22Não.
01:24Não é só que acabo de darme conta de que...
01:26Venir aqui me ajuda muito a ordenar meus pensamentos.
01:29Não.
01:30Não lhe disse nada, Ángela.
01:32Mas cada dia lhe sinto mais perto a mim.
01:35Que é que algum dia os três...
01:36Poderíamos ser uma família.
01:38Cristóbal, acho que é um pouco pronto para pensar nisso agora.
01:42Santos, e agora que queres?
01:43Eu nada.
01:44Mas chegou na carta.
01:46E é para ti.
01:50É de Lope.
01:52O que quero dizer é que se você sou prometida se hubiese marchado a Nova York.
01:55O cambio estaria justificado.
01:57Mas ao quedarse aqui parece que nos han apartado da gestão porque não hubiéramos feito bem o trabalho.
02:00Mas se não diz nada é porque é algo grave.
02:05Vamos estar contigo, de acordo.
02:07Mas dinos o que acontece.
02:08O que aconteceu algo a Lope?
02:11Como disse?
02:12O que has ouído?
02:13Que tu querida novia sentiu alivio de que...
02:17Renunciarás a la idea de enviar esa infame carta.
02:21Quero que me seas sincera, Ángela.
02:23Sí, um pouco sim, Cucurro.
02:25Não quero mentir.
02:26O que me faltava.
02:27Sim, já não has feito.
02:34A mim não me fales assim.
02:36Se estás enfadado, pagá-lo com quem queres, mas não comigo.
02:39Tu me apoiaste com a carta.
02:41Te la escribiste comigo.
02:42Porque sabia que era o que precisabas.
02:43Claro.
02:44E depois, por detrás, dizia que era uma loucura, né?
02:46O que o único que eu disse a minha mãe é que me quedava mais tranquila se não enviá-as
02:49essa carta por o momento.
02:50E é que é a verdade.
02:51Tendrías que haberme dito a mim também.
02:53Bueno, te lo estou dizendo agora.
02:54Um pouco tarde.
02:55O que parece?
02:56Sou o último em enterarse.
02:58E nem sequer te estás enterando bem.
02:59Ah, de acordo.
03:01Te escucho.
03:03O único que eu disse a minha mãe é que o título me dava igual, que não ia mudar as
03:07coisas entre nós.
03:08Mas que se finalmente decidís enviar essa carta, eu te ia apoiar, que ia estar contigo.
03:14E por que teria que creerte agora?
03:17Olha, sinceramente, não quero falar contigo estando assim.
03:20Quando te calmes, se queres, me buscas.
03:22Estou tranquilo.
03:26Te lo prometo.
03:28É só que preciso uma explicação, Ángela.
03:34Eu te apoiai com o da carta.
03:37E te sigo apoiai porque, de verdade, me encantaria que fosse a solução a todos nossos problemas.
03:42Mas...
03:43Mas...
03:43Não me estás escutando.
03:45O que eu tento dizer é que me dá igual.
03:48É que não é importante para mim que tu seas um varão ou um duque ou o mesmo rei de
03:52España, que não me importa.
03:55Mas é que isso não foi o que lhe disse a tua mãe, verdade?
03:58Genial.
03:59Agora lhe vais dar mais validez a as palavras que a minha mãe colocou em minha boca que as minhas.
04:03É que não me enterou por ela, Ángela.
04:05Você é o capitão que me aposta tanto de tudo. E crê-me que será a minha de gosto.
04:09Isso é incrível.
04:11Então agora é minha culpa que o capitão nos estivesse escutando?
04:14Não.
04:14A culpa é a você por não confiar em mim e falar comigo primeiro.
04:19É que...
04:20É que se não confiar em mim...
04:22Nada disso não tem sentido, Ángela.
04:28Eu acho que não sabes o que estás dizendo.
04:32E acho que é melhor que falemos em outro momento.
04:34Sim. Será melhor. Porque estou muito nerviosa.
04:48Sim.
04:48Sim.
04:49Sim.
04:50Sim.
04:52Sim.
04:53Sim.
04:53Sim.
05:00Ai que cair estou.
05:02Sim.
05:03Sim.
05:05Sim.
05:09Espera, por favor, dê-nos o que ocorre.
05:11O que ocorre? Ele aconteceu algo a Lupe.
05:16Se é enfermado e tem que ir a Madrid. Veremos como... como o podemos fazer.
05:20Me vai enfermar.
05:22Se ser um cara dura fosse uma enfermada, então sim.
05:26Estaria ao borde da morte.
05:27Mas por que eu mesma a estrangularia com minhas próprias mãos?
05:32Menudo impresentável.
05:35Não sei como me pode enamorar de uma pessoa tão ruim.
05:39É um fresco, um sem vergonza, um...
05:42Tranquila, tranquila, tranquila. E dê-nos o que é o que aconteceu, por favor.
05:48Se pode creer que não se cortou nem um pelo ao dizer que não importa?
05:53Com essas palavras?
05:54Não. Mas me dan igual as palavras.
05:58Me toma por tonta.
06:00Primeiro me minta a cara e me faz creer que não teve mais remedio que marchar. E foi a propósito.
06:05Mas...
06:07Mas...
06:07Mas...
06:08Mas...
06:09Mas...
06:10Mas...
06:12Mas...
06:12Mas...
06:14Mas...
06:15Mas...
06:15Mas...
06:17Mas...
06:18Mas...
06:19Mas...
06:20Mas...
06:21Mas...
06:22Mas...
06:22Mas...
06:28Mas...
06:29Mas...
06:31Mas...
06:31Mas...
06:31Mas...
06:32Mas...
06:32Mas...
06:32Mas...
06:33Mas...
06:34Mas se utensímos...
06:34Mas...
06:35No.
06:37Mas...
06:41Mas...
06:42Mas...
06:44Mas...
06:49Mas...
06:52Por dios, não digas isso, por favor.
06:55Tenia esperança de que me ia dizer que me equivocava.
07:00Que o que me havia dito Teresa era mentira.
07:03Que lhe haviam obrigado a marchar, a mentirme,
07:06e já fosse culpa do próprio Duque de Carvajal y Cifuentes,
07:09ou do Sr. Marqués.
07:11Preferias que te hubieras seguido mentindo.
07:14Me habría dolido menos que comprobar que sou um cobarde.
07:21Perdóname. Perdóname Teresa, sé que tú no tienes la culpa, pero...
07:25Se me hacía mucho más fácil odiarte a ti que odiarle a él.
07:30Vera, por favor, hiciste lo que hiciste porque eres una buena persona
07:34y porque le quieres mucho.
07:36No. Ya no le quiero.
07:39Y mucho menos después de lo que he leído.
07:42No quiero saber nada de él. Nunca.
07:46Bueno, es comprensible porque ahora estás enfadada, pero...
07:49Teresa, no le decidas.
07:51Y mucho menos después de cómo te he tratado por su culpa.
07:54No lo merece.
08:00Júrenme que no van a volver a mencionarlo en mi presencia.
08:03Pero... Júrenmelo.
08:05Para mí López está muerto.
08:09Está bien, si es lo que quieres.
08:22Esta será la última vez que llore por él.
08:25La última.
08:29Me voy a plantar.
08:36Es cierto que quizás no podría haber hablado con Curro antes, sí,
08:39pero es que no lo hice con mala intención.
08:41Por supuesto que no, hija.
08:43Lo único que estabas haciendo era compartir con tu madre tus preocupaciones.
08:46Pero es que su Curro lo tiene que entender.
08:47Pues no lo he entendido.
08:50No lo he entendido.
08:50Y lo peor de todo es que se lo ha tomado como una traición
08:52y que se ha enterado por el capitán de la mata.
08:54¿Pero qué más da a través de quién se haya enterado?
08:57Lo que no puede hacer Curro es ir contra ti por esto.
09:00Y he intentado explicárselo de verdad, pero estaba ofrecado.
09:04Como si lo viera.
09:07Yo entiendo que le moleste, de verdad que lo entiendo,
09:09pero no creo que sea para ponerse así.
09:10Después de todo lo que has hecho por él,
09:12a pesar de lo denigrante de su condición,
09:15yo me alarmaría.
09:17Si se pone así, como una hidra sin motivo,
09:20¿Quién sabe lo que será capaz de hacer si se convierte en tu marido?
09:24Madre...
09:26Esto es solo un bache.
09:28Nunca he dudado de Curro y no lo voy a hacer por esta tontería.
09:31Cariño, el diablo está en los pequeños detalles.
09:35Deberías tomarte esto como un aviso.
09:39Curro me quiere.
09:41Y yo le quiero a él.
09:42Pero que...
09:42Yo no lo pongo en duda, hija mía.
09:45Pero el amor no es suficiente, ¿verdad?
09:49No te estoy empujando a que tomes una decisión drástica.
09:52Dios me líe.
09:52Pues eso es justo lo que parece.
09:53No.
09:55Lo único que quiero es que reflexiones, hija mía.
09:59Escúchame.
10:01Hija, tú eres una persona inteligente.
10:04No dejes que el amor te ciegue.
10:13Has hecho bien.
10:14Es mejor no dar la voz del arma en el refugio.
10:17Y si es cuestión de pesetas, Dios proveerá.
10:20Padre, usted sabe muy bien que mi fe en Dios nunca flaquea.
10:24Pero esta vez va a necesitar un empujoncito.
10:28¿Y de qué cifras estamos hablando, excepto?
10:31De una inalcanzable para el negocio de los surros de presencia.
10:36Pero yo ya tengo el remedio.
10:39He hablado con la señorita Martín.
10:41¿Y por qué con ella?
10:43Pues por afinidad y porque...
10:45de hacernos una donación.
10:47Gracias a los rendimientos de sus tierras.
10:50No sé yo si Martina es la más indicada para eso.
10:53Eh, perdonen, perdonen que me meta.
10:54Creo que hablan de la señorita Martina.
10:57Tiene que ver con el refugio.
11:01¿Y qué sabe usted de ese asunto?
11:04Bueno, es que estuvo aquí preguntando precisamente por eso, por el refugio.
11:07¿Y has hablado tú con ella?
11:09Eh, sí. Bueno, Teresa y yo.
11:10Y contestamos a sus dudas pues lo mejor que pudimos.
11:14¿Qué dudas?
11:15Pues un poco de todo, señor Arcos.
11:17Pero fundamentalmente quería saber si...
11:19si era cierto que el refugio pasaba por esas penurias.
11:22Eso ya se lo dije yo.
11:24Ya, ya. Y yo no lo desmentí, señora Arcos.
11:26Que yo no conozco los pormenores, pero sé que es un lugar que siempre va a pasar necesidad.
11:31Pues no lo entiendo. No entiendo por qué tuvo que irle con ese cuento.
11:34Porque yo ya había hablado con ella.
11:36Tal vez no seas la más indicada para hacerlo.
11:39Soy la responsable del refugio.
11:41¿Quién mejor que yo para conocer su situación?
11:43Pero igual solo quería asegurarse y ya está.
11:46Pues lo entiendo.
11:47O mucho me equivoco.
11:48O Martina no te estaba juzgando a ti.
11:50Si era la Petra que fuiste.
11:52No es justo, padre.
11:54¿Cuándo me voy a liberar de ese San Benito?
11:56Lo sé, Petra, pero estas cosas llevan tiempo.
12:00Yo nunca he tenido ningún problema con la señorita Martina.
12:02No entiendo por qué ahora duda de mí.
12:04Señor Arcos, no se haga mala sangre.
12:06Quizás solamente buscaba una segunda opinión.
12:08Por lo tanto, sí duda.
12:10Y no me lo puedo creer.
12:12Porque esas personas necesitan dinero.
12:14Y a ella lo único que se le ocurre es cuestionar.
12:17Te entiendo perfectamente, Petra.
12:20Hagamos una cosa.
12:21Déjame que hable yo con Martina y le contaré las circunstancias del refugio.
12:25Y así disiparé cualquier tipo de duda que pueda llegar a tener.
12:28¿Te parece?
12:32De acuerdo.
12:54No quisiera interrumpirle.
12:57Ya lo estás haciendo.
13:01Necesito consultar los documentos que le entregó Jacobo sobre la finca.
13:06Imposible.
13:07Por si no te has percatado, los estoy usando.
13:10No hace falta que sean todos a la vez.
13:12Además, seré breve.
13:13Si usted ha empezado con los presupuestos, yo puedo empezar con...
13:16¿Qué parte de los estoy usando no has entendido?
13:19Márchate.
13:23Ciro, sin esos papeles me es imposible avanzar.
13:26Así que creo que podemos trabajar sin pisarnos.
13:30Deme ahora a los que nos está utilizando.
13:38¿Quién te has creído que eres para darme órdenes?
13:41Es que yo también tengo un encargo que cumplir.
13:43Mañana el marqués tiene una reunión con el director del banco.
13:49Pues dime lo que necesita y yo mismo le prepararé un informe.
13:52Es que es mucho más sencillo si me encargo yo.
13:55¿Y sabe por qué?
13:57Porque no solo se trata de la finca.
13:59También hay otros negocios que usted desconoce.
14:03Mira...
14:04No soporto tus ínfulas.
14:06Eres un simple secretario, no el marqués.
14:09Y no toleraré que me faltes el respeto.
14:12No lo he hecho.
14:14Importunarme para retrasarme en mis tareas sí lo es.
14:17Y no eres el único que ando ocupado.
14:19Esta misma tarde he quedado con unos arrendatarios.
14:22Interesante.
14:27¿Y con quién va a reunirse, Ciro?
14:29Si no es sin discreción.
14:31Lo es.
14:34Dado que ya no se encarga de estas tareas tan ingratas,
14:36¿no considera excesiva su curiosidad?
14:40En su lugar, yo no rechazaría alegremente la ayuda que se ofrece de forma gratuita.
14:47Es cierto que ya no estoy al frente de la gestión, pero los conozco a todos.
14:51Mi consejo les será de gran utilidad.
14:54No lo dudo.
14:57Pero no soy hombre dado a guiarme por juicios ajenos.
15:01Se lo agradezco, pero no.
15:03La obstinación es mala compañera si tiene que tratar con esos campesinos.
15:07Lo tendré en cuenta.
15:10Entonces no desoiga mis apreciaciones.
15:12Me tacha de obstinado, pero es usted quien no deja de insistir.
15:15No es no.
15:17Si tengo alguna duda, lo consultaré con don Jacobo.
15:19No hay nada que él sepa y que yo desconozca.
15:23Si tanto da, hablaré con él.
15:27¿Por qué?
15:31Por no importunarla, naturalmente.
15:34El marqués está muy agradecido con su desempeño al frente de la finca.
15:38Pero su tiempo ha terminado, doña Leocadea.
15:42Y ahora, si me lo permiten, tengo trabajo que hacer.
15:46Y a ninguno de los dos nos interesa que me demore más de la cuenta.
15:49¿Verdad?
16:05Tengo dudas con algunas de las tareas.
16:07Si van a desollenar, lo propio sería cerrar los suelos después, pero entonces no podrían limpiar las ventanas.
16:12Vamos a su despacho y fijamos el cuadrante.
16:15Aquí estaremos bien.
16:18Aquí podrían importunarnos.
16:20Ya es bastante complicado cerrar un cuadrante como para hacerlo con interrupciones.
16:24Necesito salir de mi despacho.
16:26Paso demasiado tiempo entre esas cuatro paredes, espero que no le importe.
16:29¿Qué me estaba diciendo de las ventanas?
16:33Que había pensado en que podrían limpiarlas después de encerar los suelos. Es una tarea más liviana, pero si van
16:39a desollenar.
16:39Pues póngalo.
16:41Entonces, con las libranzas no llegaríamos a tiempo en esta semana. Y sabe de sobra que necesitan un repaso.
16:46Bueno, no ha habido queja por parte de los señores, puede hacerse más adelante.
16:50Y en cuanto a las libranzas, creo que es el momento de terminar de ponernos al día como convenimos el
16:54otro día.
16:55Entonces, no sabíamos que la señorita Martina y don Jacobo se quedarían en la casa.
17:00Tampoco veo impedimento. El funcionamiento de la casa es excelente y con los que quedamos podremos apañarnos.
17:06Aquí tengo la lista con las doncellas que pueden tener libranzas. Una por día.
17:10Que sean dos. Así terminamos este asunto cuanto antes.
17:13Perdone, pero creo que es excesivo.
17:17Disculpen que les interrumpa, pero necesitaba hablar con ustedes.
17:21Ya he terminado las tareas que usted me encomendó y me preguntaba si podría tomarme la tarde libre para ir
17:27al refugio.
17:28No.
17:30Lo lamento, señora Arcos, pero la necesito para preparar la mesa para la cena de los señores.
17:37No estaba en el cuadrante.
17:38Soy consciente, pero así puedo liberar al señor Pellicer para que atempere las camas de los señores.
17:44Podrá encargarse de ambas tareas. Y además, si la señora Arcos ha terminado a tiempo, ha sido fruto de su
17:49esfuerzo.
17:50O a que los tiempos de su jornada no estaban bien asignados.
17:53Eso no es así, señor Ballesteros. Y si quiere, puede comprobarlo usted mismo.
17:57De todas formas, sería contraproducente caldear las camas de los señores cuando todavía están cenando.
18:02Ya que cuando se fuesen a dormir, las camas volverían a estar frías.
18:09Si el ama de llaves considera que su jornada ha finalizado, haga lo que crea conveniente.
18:15Gracias. Muchas gracias.
18:20No me gusta que me contravenga delante de un subalterno.
18:24No hace ni dos minutos me había dicho que le diera el día libre a otra doncella.
18:29¿Por qué no va a poder marcharse la señora Arcos si ya ha terminado?
18:31Si está insinuando que tengo algo en contra de ella, se equivoca.
18:34Lo que estoy insinuando es que tiene algo en mi contra y que por eso me cuestiona.
18:37Cuando me ha dado sus motivos, le he dado la razón, ¿no es así?
18:41Entonces deje de ver fantasmas donde no los hay.
18:44Usted ni yo tenemos tiempo para estas tonterías.
18:46No hemos terminado de concretar las libranzas.
18:48Cuando termine esa lista, déjela a mi despacho, por favor.
19:06Bueno, yo creo que por ahí ya está bien que tu hermano se ha dormido hace un rato y tú
19:13no paras.
19:14Y ya mañana volvemos a hacer la torre.
19:16¿Verdad que sí, Julieta?
19:17Todas las veces que haga falta.
19:19Sí.
19:21Qué bonita.
19:24Menuda vitalidad.
19:27No se cansan nunca.
19:30Pues usted tiene muy buena mano con los niños porque no han parado de reír en toda la tarde.
19:35Más a gusto he estado yo. Es que es jugar con ellos y evadirme de todo.
19:40¿Evadirse de qué?
19:42Martina, no seas indiscreta.
19:45Pero la entiendo perfectamente. Lo cierto es que esos angelotes son un remanso de paz.
19:51Aunque hay algo que no entiendo.
19:53¿El qué?
19:55Nada iba a pecar yo de indiscreción.
19:57No, no, puede hablar. Estamos en confianza.
20:02Es que no entiendo cómo pueden estar criándose sin su madre.
20:06Todo ese viaje de la prima de mi marido me parece tan misterioso. Con eso no pretendo cuestionar a Adriano.
20:13Creo que está haciendo una labor excelente y los niños lo adoran.
20:17Pero también necesitan una madre.
20:20Claro.
20:22Es que el viaje de mi prima a Catarina es un tema delicado en la familia.
20:28Pero creo que tiene derecho a saber la verdad.
20:31Tampoco quiero meterme donde no me llaman.
20:34Bueno, es usted de la familia así que tiene todo el derecho del mundo a saberlo.
20:40Le hubiera encantado conocer a Catalina. Es una mujer extraordinaria.
20:46¿Extraordinaria cómo?
20:48Pues es quizás la... la mujer más brillante que he conocido nunca.
20:53Y buena. Y justa.
20:57Y precisamente por todas esas cosas tuvo que marcharse.
21:01¿Qué sucedió?
21:03Póngase cómoda que la historia es un poco... un poco larga.
21:15Cada tejido tiene su cepillo. Por ejemplo, uno de cerdas duras podría dañar la tela.
21:21Mientras que uno de cerdas más blandas podría no quitar la suciedad del todo.
21:27Buenas tardes.
21:31Buenas tardes.
21:33No, si no es un problema de oído, Carlos. ¿Verdad que no verá?
21:36Piérdete, Santos.
21:37Me encantaría.
21:39Pero el señor Ballesteros nos ha encargado de cepillar estas prendas.
21:43Estás bien, Vera.
21:45¿Cómo iba a estarlo?
21:47Después de que su querido Lope la haya abandonado para irse a vivir la vida lejos de ella.
21:52Mira, Santos, mejor cállate que si no...
21:54¿O qué?
21:54¿Qué pasa?
21:55Que no te ha gustado la cartita que te he enviado.
21:57Bueno, venga, va. Ya. Los dos. Haya paz.
22:01Y con este revuelo no tardará en aparecer el mayordomo. Ya a ninguno nos conviene que lo haga.
22:16Por cierto, ¿no es un poco extraño que el padre Samuel esté viviendo aquí en palacio?
22:20¿Y eso ahora qué viene?
22:21No. No, nada. El otro día le estaba dando al caletre y pensaba que él tiene una casa al lado
22:27de la iglesia.
22:28¿Por qué no vive ahí?
22:30Había que reformarla ahí. Por las obras está bien habitable.
22:33Es cura que te esperas. Aquí vive y come de gratis y el marqués asume los gastos.
22:39¿No es que nunca has escuchado eso de vives mejor que un cura?
22:42Pues no sé qué decirte, la verdad. Me sigue pareciendo extraño.
22:45Quiero decir que nosotros vivimos aquí porque faenamos, pero...
22:50Tampoco es que moleste mucho.
22:52No, no, no.
22:55Y fue siempre así. Digo, cuando llegó y eso.
23:00Bueno, al principio fue raro, como dices. Incluso hubo gente que se opuso.
23:05¿Que hubo alguien que se quejó?
23:07María Fernández, sobre todo.
23:08Y no fue la única. Los que llevaban tiempo en esta casa tampoco les parecía bien.
23:13Pero eso fue por el otro cura que vivía aquí.
23:15¿Que hubo otro cura antes?
23:16No, realmente no era un cura. Sino un impostor que mandaron para espiar a los marqueses.
23:22¿En serio?
23:24Pero si quieres saber toda la historia, mejor pregúntaselo a Doña Candela y Doña Simona.
23:28Yo todavía no trabajaba aquí cuando eso pasó. Pero ellas seguro que se acuerdan bien.
23:33Pero ahora ya estáis todos de acuerdo con que el padre Samuel se quede aquí, ¿no?
23:37Es un buen hombre y no hace mal a nadie.
23:40Aunque todo fue más fácil cuando María le cogió cariño.
23:44¿Y eso cómo fue?
23:46Por el refugio que tiene para los necesitados.
23:49María empezó a ayudarle e hicieron buenas negas.
23:52Ya.
23:54María es que es muy ayudar a la gente.
23:56Sí.
23:57Es fácil ayudar cuando otros hacen la tarea por ti.
24:01Samuel también ayudó mucho a María cuando murió Jana.
24:03Todos lo pasamos mal.
24:05Pero nadie peor que ella.
24:07Ya.
24:09Vaya.
24:11Al final va a resultar algo positivo lo de tener un cura en casa.
24:14Tampoco es para tanto. Es cura, es su trabajo, ¿no?
24:18Igual que el nuestro es cepillar estas prendas.
24:21Así que menos palique y a flotar.
24:31Aún no puedo creerlo. Ese Valladares es un monstruo.
24:35Sí. Puso a toda la parte noble de los alrededores en su contra y a Catalina en una situación muy
24:40comprometida.
24:41Pobre mujer. No puedo ni pensar cómo se debía sentir para tomar una decisión así.
24:47Bueno, fue lo que se le ocurrió para intentar que todo se calmara.
24:51Y como ella lo inició todo, pues supongo que considero que lo justo era que lo pagase solo ella también.
24:57Ya veo que viene de familia.
25:01Lo digo por Manuel. No es que lo conozca mucho, pero me ha parecido un hombre cabal y justo.
25:10Lo es. Solo que de un modo muy distinto a Catalina, ¿verdad?
25:15Catalina es más beligerante. Si tiene algo claro, no nos podemos meter en su camino.
25:20¿Y Manuel?
25:22Manuel es más discreto. Pero eso no quiere decir que no luche por las cosas.
25:28Ahí está el bueno de Toño.
25:31¿Toño el que yo conozco, el de la boda?
25:33Él mismo. Él tuvo un revés familiar y Manuel poco menos lo rescató de la cuneta.
25:38Sí, le dio trabajo cuando absolutamente nadie creía en él. Sin Manuel a saber que habría sido de ese pobre
25:44hombre.
25:45Ya entiendo la gran amistad que les unía.
25:49¿Y Catalina y Manuel han dicho cuando volverán?
25:53Después de todo lo que me han contado ardo en deseos de conocer a Catalina.
25:58Bueno, el rumor decía que se había unido a un grupo de sindicalistas.
26:03Y que era algo temporal.
26:06Sí, pero ese rumor también dice que se emparejó con el cabecilla del grupo.
26:13Pobre, pero si aquí está su familia. A nosotros también nos costó mucho encajarlo.
26:18Pero es que desde que se fue no hemos vuelto a tener noticias suyas.
26:22Pobre Adriano. Lo que estará sufriendo.
26:27Y Manuel volverá. Seguro lo que no sabemos es cuándo porque es muy celoso de su intimidad.
26:33Puedo imaginar por qué.
26:35Para no conocerlo se ha hecho una idea muy certera de cómo es.
26:44No comprendo por qué todavía sigue en esta casa.
26:46No era amiga de mi tía Cruz. Pues ella ya no está aquí.
26:52Entiendo que doña Leocadia también es amiga de Márquez.
26:56¿Amiga? Es una sanguijuela que le tiene sorbido el seso a mi tío.
26:59Más nos valdría a todos tener la mitad de bondad que tiene el padre Sanguay.
27:03El mundo sería un lugar mucho mejor.
27:04Sí, su llegada ha sido buena para todos y, bueno, para María pues también, claro.
27:10Pues fíjense que yo pensaba que tenía que haber algo más entre María y el padre Samuel.
27:17El niñeto ese de Ciro. Se permite el lujo de mirarme a mí por encima del hombro.
27:21Lleva solamente aquí unos días pero ya lo detesto con toda mi alma.
27:24Tranquilízate Leocadia. Ciro es el sobrino del Márquez.
27:29Pues maldito el Márquez, maldito Ciro y malditos todos.
27:33Ha llegado a mis oídos que has estado preguntando acerca del refugio.
27:37Sí, pero para hablar de eso no hace falta que salgamos del palacio, ¿no?
27:41Pero ya sabes lo que se dice. Una imagen vale más que mil palabras.
27:45¿A que vamos al refugio?
27:46Así nadie te lo tendrá que contar.
27:48No sé.
27:49Me preocupa la desazón que debe estar usted sufriendo en silencio.
27:53Le tengo que decir que no me arrepiento de la decisión que he tomado.
27:56Por amor uno es capaz de hacer cualquier cosa, ¿verdad?
27:58¿Qué puedo decir? Soy un romántico empedernido.
28:05Y un mentiroso recalcitrante.
28:17No, no puedo creerlo. Ese Valladares es un monstruo.
28:21Sí, puso a toda la parte noble de los alrededores en su contra y a Catalina en una situación muy
28:26comprometida.
28:27Pobre mujer. No puedo ni pensar cómo se debía sentir para tomar una decisión así.
28:33Bueno, fue lo que se le ocurrió para intentar que todo se calmara.
28:37Y como ella lo inició todo, pues supongo que considero que lo justo era que lo pagase solo ella también.
28:43Ya veo que viene de familia.
28:48Lo digo por Manuel. No es que lo conozca mucho, pero me ha parecido un hombre cabal y justo.
28:56Lo es.
28:57Solo que de un modo muy distinto a Catalina, ¿verdad?
29:01Catalina es más beligerante. Si tiene algo claro, no nos podemos meter en su camino.
29:07¿Y Manuel?
29:08Manuel es más discreto. Pero eso no quiere decir que no luche por las cosas.
29:14Ahí está el bueno de Toño.
29:17Toño el que yo conozco, el de la boda.
29:20Él mismo. Él tuvo un revés familiar y Manuel poco menos lo rescató de la cuneta.
29:24Sí, le dio trabajo cuando absolutamente nadie creía en él. Sin Manuel a saber que habría sido de ese pobre
29:30hombre.
29:31Ya entiendo la gran amistad que les unía.
29:35¿Y Catalina y Manuel han dicho cuando volverán?
29:39Después de todo lo que me han contado ardo en deseos de conocer a Catalina.
29:44Ya. Bueno, el rumor decía que se había unido a un grupo de sindicalistas.
29:49Así que...
29:49Y que era algo temporal.
29:52Sí, pero ese rumor también dice que... que se emparejó con el cabecilla del grupo.
29:59No puedo creer, pero si aquí está su familia. A nosotros también nos costó mucho encajarlo.
30:04Pero es que desde que se fue no hemos vuelto a tener noticias suyas.
30:08Pobre Adriano. Lo que estará sufriendo.
30:13Y Manuel volverá. Seguro lo que no sabemos es cuándo porque es muy celoso de su intimidad.
30:19No puedo imaginar por qué.
30:21Para no conocerlo se ha hecho una idea muy certera de cómo es.
30:32Que buen regalo nos dejó el López.
30:35Sí.
30:36Él se entretenía haciendo estas recetas porque no podía cocinar. Por eso se marchó.
30:41Sí.
30:42Pues ya sé que a él no le hacían falta, pero es que...
30:44Yo lo digo porque es que aparte de útiles...
30:47Es que mirad, que son una preciosidad. Es que da gusto mirarlas.
30:53¿Qué te parece esta de pavo en salsa de frutos rojos?
30:58Este pavo lo habremos cocinado por lo menos una docena de veces.
31:02El problema es que ya las hemos hecho todas.
31:04Y ahora por aquí nuestra fresetita que no hayamos repetido tanto.
31:08¿Y si las cambiamos?
31:10Va de retro. No. No se pueden tocar las recetas del mismísimo López Ruiz. No.
31:15No. Cosas sencillas. Un poquito la salsa o el tipo de carne. Que sea lo mismo, pero que no sea
31:21lo mismo. ¿Me entiendes?
31:22Sí. Como ponerle mostaza de miel al pavo.
31:25O un redondo de ternera.
31:27O poner unas verduras a sal en lugar de unas papas.
31:30Y rellenar la carne con huevo, jamón y aceitunas.
31:33Ay, calla, Simona, que me voy a desmayar del gusto.
31:36Ay, Candelilla, ¿qué? ¿Nos ponemos a ellos?
31:38Sí, sí, sí. Venga. Mañana es tarde, además. Tenemos todos los ingredientes, ¿no?
31:42Para hacer un redondo en miel y mostaza.
31:45Deberíamos. Vete a avisar a Teresa mientras yo voy preparando la carne.
31:52¡Hablando del rey de Roma!
31:53Que por la puerta son.
31:55Tenemos una nueva receta para el menú.
31:57Para chuparse los deditos. Con perdón.
31:59Está perdonada, doña Candela. Y no hace falta que me cuenten esa propuesta porque ya la he escuchado y me
32:05parece excelente.
32:07Pues manos a la obra.
32:10¿Se te ofrece algo más?
32:11No. Lo cierto es que me he asomado porque las he escuchado reír.
32:17Que la vida son dos días y no los podemos pasar entre lamentos.
32:20¿Verdad que sí, Simona?
32:21Sí, así es. Mi Toño ha hecho su vida, mis virtudes han hecho su vida y yo contenta de que
32:28mis hijos sean gente de provecho.
32:30No se imagina cuánto me alegra escucharla así.
32:33Y todo gracias a vosotros. Con vuestro cariño me habéis demostrado que no puedo tener queja ninguna.
32:39Hasta la señora Julieta pasó por aquí para sacarle una sonrisa.
32:43Esa mujer vale un potosí.
32:45Don Ciro tiene más suerte que un quebrado.
32:48¿Entonces ya pasaron los nuarrones?
32:50Sí, me puedo asegurar que sí, Teresa.
32:53Eso no significa que no los eche de menos.
32:55Pero estoy muy feliz por ellas.
32:57Claro, si es que los hemos criado muy bien.
33:01¿Pero tú qué has hecho, Candela?
33:02Pues todo. Como una buena madre, ni se me nota.
33:23¿Esperas visita a estas horas?
33:25Nunca está de mal ser prudentes.
33:27Nadie nos va a molestar.
33:32No soporto esta tensión.
33:37Me tiran hasta la coronilla.
33:39Tan mal ha sido el día.
33:41Lo único bueno es que mi hija ha discutido con el bastardo.
33:46No es poca cosa.
33:48¿Y cuál ha sido el motivo de la pelea?
33:50¿Qué más da?
33:51No he venido aquí a hablar de ella, sino de mí.
33:56El marqués ha vuelto a hacerte un desaire.
33:59Qué educador eres a veces, Cristobal.
34:02Ayer no te lo conté, pero el marqués ha vuelto a vilipendiarme de la peor manera posible.
34:07¿Qué ha sucedido?
34:09El muy ingrato está premiando a su sobrino Ciro por el mismo trabajo que hacía yo sin ver una sola
34:14peseta.
34:15¿Le ha ofrecido dinero?
34:16No te lo estoy diciendo, Cristobal.
34:18El 10% nada menos.
34:20¿Y tú no le has pedido explicaciones?
34:22Como si no me conocieras.
34:24El pusilani me dice que lo ha contratado para hacer un trabajo.
34:28¿Y yo qué estaba?
34:29Tomando las aguas.
34:30Bueno, cálmate, Leocadia.
34:31Por mucho que sea un 10% que sea al lado de tu fortuna.
34:34Pura calderilla.
34:34No lo estás entendiendo, Cristobal.
34:37No se trata del dinero.
34:39Es el mensaje.
34:40Yo para él no valgo nada.
34:43Tú has sido su apoyo durante todo este tiempo.
34:45Sí.
34:45Mientras le he sido útil.
34:47Después me ha desechado sin remordimientos.
34:50Leocadia, puede que estés tomando conclusiones equivocadas.
34:53No, no.
34:54Créeme, conozco bien la cantinela.
34:56Fue lo mismo que me ocurrió con Cruz.
34:58Cuando más la creía mi mejor amiga, más profundo clavó la puñalada.
35:03Y encima el niñeto ese de Ciro.
35:05Se permite el lujo de mirarme a mí por encima del hombro.
35:09De verdad, llevas a la mente aquí unos días, pero ya lo detesto con toda mi alma.
35:14Tranquilízate, Leocadia.
35:16Ciro es el sobrino del marqués.
35:19Pues maldito el marqués.
35:20Maldito Ciro y malditos todos.
35:23Todos.
35:24¿A quién te refieres ahora?
35:26A la nobleza.
35:28Que creen que por tener un título tienen un don divino que les hace poco menos que ángeles entre los
35:32hombres.
35:32Pero no puedes cambiar las normas del mundo.
35:34Nada me gustaría más, te lo juro.
35:37Si por lo menos tuviera una simple varonía, o Ángela, las cosas iban a ser muy diferentes.
35:45Siento no ser el hombre que necesitabas.
35:48Cariño, no lo decía por ti.
35:51Me hubiera gustado ofrecerte un futuro. A ti y a nuestra hija.
35:57Cristóbal.
35:59Eres justo el hombre que quería tener a Mila.
36:09Todavía no comprendo por qué sigue en esta casa.
36:11No era amiga de mi tía Cruz. Pues ella ya no está.
36:16Entiendo que doña Leocadia también es amiga del marqués.
36:19Amiga.
36:20Es una sanguijuela que le tiene el sexo sorbido a mi tío.
36:23¿No crees que te estás extralimitando?
36:25En lo más mínimo. Porque también lo ha intentado conmigo.
36:31¿Cómo?
36:33Me tengo pegada como a mi sombra, ofreciéndose una y otra vez para ayudarme.
36:37Pero sé que esconde algo.
36:38¿Te guardará Resquemor por haberla cesado del cargo?
36:44Fue el marqués.
36:46Pero créeme que si hubiera dependido de mí habría recibido igual trato o peor.
36:50Tampoco es santo de mi devoción esa señora.
36:53Yo también he tenido algún que yo roce con ella.
36:57¿Qué roce?
36:58Mejor dejadlo estar.
37:00En cualquier caso, no ganas nada enemistándote con ella.
37:04Es ella la que busca sacarme de quicio.
37:06Igual que el perdonavidas de curro.
37:07Es tu primo.
37:09Es un bastardo.
37:10Y mi tío cometió un error nombrándolo como su secretario.
37:13Me consta que está bastante contento por su desempeño.
37:16Porque es un adulador.
37:18Pero sus espaldas se comporta como un déspota.
37:21Me extraña.
37:23Me parece un hombre honesto.
37:26Y bastante respetuoso.
37:29Julieta.
37:30¿Te gusta llevarme la contraria?
37:35Solo daba mis impresiones.
37:38A la fuerza equivocadas.
37:41Esta misma tarde me demandaba unos papeles de la finca como si él mismo fuera el gestor.
37:45Necesitaría.
37:45Pues que espere su turno.
37:47Por eso hay clases en esta sociedad.
37:49Para mantener el orden.
38:01¿Qué?
38:03¿No estás de acuerdo con lo que digo?
38:05Creo que has malinterpretado una oferta sincera de ayuda.
38:08Al menos por parte de Curro.
38:12Ese es tu problema, Julieta.
38:15Que te piensas que todo el mundo es tan inocente como tú.
38:17Pero esos dos no nos quieren bien.
38:20Lo sé.
38:22Desde luego.
38:24Desde luego que con esa actitud es difícil que busquen ser tus amigos.
38:31Tranquila que sé lidiar con gente de esa calaña.
38:51Muchas gracias.
38:53Yo me acabo muy tisana y le retiro a la cama.
38:56Que ha sido muy largo.
38:57Muy largo.
38:59A mi espalda también le va a agradecer que se me ha hecho la jornada eterna.
39:03Pues parece que todavía hay alguien que tiene faena pendiente.
39:06¿A qué te refieres?
39:07No, lo digo porque he visto una bandeja apartada en la cocina.
39:10No, no, no.
39:12Eso es del padre Samuel que muchas veces después del rosario pues se pasa por el refugio.
39:17¿Y no les parece raro?
39:19Digo, que teniendo casa siga viviendo aquí en la promesa.
39:24Pues los acuerdos a los que hayan llegado él y el señor Marqués, Carlos, no son cosa tuya.
39:30No, no, ya es claro.
39:31Si no lo digo por echarle ni nada parecido.
39:33Que sé que aquí le guardan aprecio.
39:37Especialmente María.
39:41Y miren que me sorprende que no veo yo a María muy capillita.
39:45Sí, bueno, la amistad del padre de Samuel y de María se remonta al refugio.
39:50Ella le ayudó mucho siempre con los necesitados, ¿verdad?
39:53¿Y ya no le ayuda?
39:55Menos. Menos porque la cosa ha cambiado.
40:00Pero siguen manteniendo trato, ¿verdad?
40:03Sí. Bueno, porque es que luego el padre de Samuel fue un gran apoyo para María cuando Hanna falleció.
40:11María sufrió mucho y es que eran las mejores amigas, entonces...
40:15Sí, y de la misma manera que ayudó a María, también ha ayudado a muchas personas.
40:20A mí la primera.
40:21Cuando estuve tan enferma que casi pierdo la vida.
40:26Vaya, no lo sabía, doña Petra.
40:27Pues ahí lo tienes.
40:30El padre de Samuel se desvive por todos porque es muy buena persona.
40:33Sí. Incluso por ti, Carlos, sin conocerte apenas.
40:36Que también te recomendó para que volvieras a trabajar a la promesa otra vez, ¿no?
40:41Sí que es verdad que está muy pendiente de todos.
40:44Casi tanto que resulta sospechoso.
40:48Más nos valdría a todos tener la mitad de bondad que tiene el padre de Samuel.
40:52El mundo sería un lugar mucho mejor.
40:54Sí, su llegada ha sido buena para todos y bueno, para María pues también, claro.
41:01Sí, desde luego.
41:04Pues fíjense que yo pensaba que tenía que haber algo más entre María y el padre Samuel.
41:10Pues no lo hay.
41:12Y le puedes preguntar a quien quieras que te contara lo mismo que nosotras.
41:18Ya.
41:20¿Seguro que no hay nada más que me quiera encontrar?
41:23Segurísimo, Carlos.
41:25Sí. A cien por cien. Vaya.
41:42Parece que hoy no es mi noche.
41:44No, es cuestión de práctica. Ya verá como pronto coge mano.
41:48Ya.
41:50Pero no le dedico mucho el tiempo que requiere.
41:55Aparte creo que se me está haciendo un poco tarde.
42:01No hombre, no diga eso. Aproveche que Martina le está cubriendo esta noche y disfrútela.
42:08Vamos a ver.
42:14Además, ¿sabe qué le digo?
42:16Que el billar es más que un juego. Es estatus. Es como la hípica o la caza. Creo que haría
42:22bien en aprender.
42:23Además me consta que don Ciro es un excelente jugador.
42:26Bueno, me guardaré entonces de retarlo.
42:29Ya, pero si él le propone un lance, usted no podrá rechazarlo.
42:39Mire, muy bien. Ese tiro ha estado mucho mejor. Ve cómo va mejorando poco a poco.
42:46No creo yo que don Ciro quiera hacer tratos conmigo.
42:49Además, las pocas veces que he hablado con él ha sido por pura cortesía.
42:54Sí pues, en confidencia le diría que creo que sale ganando.
42:57Porque no tiene un carácter fácil el primo de mi prometida.
43:01¿Qué pasa? ¿Le está dando problemas ahora que se está encargando de la finca?
43:07¡No! No, no, que va. Todo lo contrario. No he vuelto a saber nada más del tema.
43:11Y me alegro que lo gestione como quiera. Es verdad, yo ahora mismo estoy mejor que nunca.
43:18Vamos a ver.
43:22Me toca.
43:25Me toca.
43:34Me alegro que no tenía el haber cancelado el viaje a Nueva York.
43:37Bueno, es cierto que era una oportunidad estupenda, pero...
43:40¿Qué puedo decir? Martina es la mujer de mi vida y creo que su felicidad bien vale mi renuncia.
43:46¿No le parece?
43:49Sin duda. Sin duda.
43:52En fin, habrá quien me tache de loco por la decisión que he tomado, pero...
43:58Lo cierto es que no me arrepiento.
44:00Porque gracias a esa decisión mi relación con Martina es más sólida que nunca.
44:06Hizo lo correcto.
44:10Además que yo también me alegro de que no se hayan marchado finalmente, ¿sabe?
44:15Gracias.
44:17La verdad.
44:24Vaya, lo lamento, pero...
44:27Creo que le he ganado la partida, querido conde.
44:30Lo sé.
44:33Ha ganado.
44:48Buenos días. ¿Quería verme?
44:51Así es. Muchas gracias por venir tan temprano.
44:54Bueno, supuse que sería una urgencia relacionada con el peito de su familia.
44:57No, no. Por fortuna y como le dije, llegaron a un acuerdo.
45:01¿No quería verme por el asunto de la casa de su tío?
45:04No. Confío en que ese asunto no dé más problemas.
45:08¿Y entonces por qué me ha hecho llamar?
45:11¿Le parece bien si nos sentamos?
45:15Claro.
45:23Puede que me extralimite mis funciones al hablarle de esto,
45:28pero le ruego que no se lo tome como una intromisión.
45:31Dígame de qué se trata y saldremos de dudas.
45:35Eh...
45:36Verá, me ha llegado cierta información sobre una discusión entre usted y el señorito Curro.
45:43Vaya.
45:45¿Va a ser cierto eso de que no existen los secretos para un mayordomo?
45:49No, no la recibo en calidad de mayordomo, sino como persona de confianza.
45:54Si usted me lo permite, claro.
45:56Percibo que no es algo sencillo para usted.
45:59Y no le debe resultar fácil compartirlo.
46:03Doña Leocadia, como parte implicada, antepondrá sus propios intereses.
46:09Y bueno, se trata de un asunto sensible.
46:11Sí, sin duda lo es.
46:14Por eso quiero ofrecerme otra vez como su confidente.
46:18Si yo pudiera ayudarla en algo para mí, sería un verdadero placer.
46:26Perdón, perdón. Es que...
46:28Todo esto tiene cierta ironía, ¿sabe?
46:32¿A qué se refiere?
46:33A que anoche no podía parar de darle vueltas a mi disputa con Curro
46:36y sentía que tenía que exponer mis dudas y...
46:40y pensé en usted.
46:43¿De verdad?
46:45Sí, sí, de verdad. Creo que es un hombre muy sensato y...
46:49y valoro mucho sus consejos.
46:53Pues... adelante.
46:54Cuénteme qué ha pasado.
46:57Le ayudaré todo lo mejor que sepa.
47:17¿Podrías dedicarme un segundo?
47:19El tiempo que necesite.
47:21Precisamente ahora estaba con el cuadrante para ver si puedo liberarla alguna tarde.
47:25Y así que no haya problemas con el señor Ballesteros.
47:28Porque venía eso, ¿no?
47:31Pues... sí... y no.
47:37Dirás, Teresa.
47:40Yo no tengo apuro por ir al refugio.
47:43Cuando tú convengas, bienvenido será.
47:46Pero sí quería hablarte sobre mi libranza de la tarde de ayer.
47:50Hice todo lo que estuvo en mi mano.
47:52Y usted lo vio.
47:55Sí.
47:56Y también fui testigo de la amarga discusión que hubo entre el mayor de Moitu.
48:02Está todo bien entre vosotros, Teresa.
48:04¿Y por qué no tendría que ser así?
48:07Sólo fue una discrepancia, algo normal.
48:09Él tenía su opinión y yo la mía.
48:11No, Teresa.
48:13Fue una batalla soterrada.
48:15Y sí, la excusa pudo ser mi salida del palacio, pero...
48:20Lo que había en juego era algo mucho más profundo.
48:23Pues... se equivoca.
48:25Y muestra de ellos que llegamos a un entendimiento.
48:29Ah, otra con ese cuento, por favor.
48:31Hoy has olvidado con quién estás hablando.
48:35Sabes perfectamente que mi olfato pocas veces hierra, Teresa.
48:40Y todo esto tiene que ver con esa carta de Marras.
48:43Como le acabo de decir, se equivoca, señora Arcos.
48:45Porque no he hablado de ese asunto con el mayordomo.
48:49¿Y por qué no?
48:51¿En qué podría beneficiarme?
48:53Tiene un amante. ¿Y qué?
48:55Tú has presupuesto que es un amante.
48:59Esa carta era bastante explícita al respecto.
49:02Y a tratarse de alguien del pasado.
49:05Teresa, hasta que no enfrentes a don Cristóbal, no vas a conocer la verdad.
49:09Eso pertenece a su intimidad.
49:10Y yo no soy quien para meterme en medio.
49:13Un poco tarde para eso, ¿no crees?
49:15Esa carta llegó a tus manos porque entraste a hurtadillas en su despacho.
49:18Si lo hice fue porque necesitaba respuestas.
49:20Y entender por qué se había distanciado de mí.
49:23Ahora que lo sé, también sé cuál es mi sitio.
49:27¿Y de verdad es eso lo que quieres?
49:34Todo ha vuelto a una normalidad que en realidad nunca perdimos.
49:38Porque nunca hubo nada entre nosotros.
49:41Solo una relación laboral, que es lo que tiene que ser.
49:44Así que asunto olvidado.
49:56Aquí me tienes.
50:00Bien.
50:02Marchemos.
50:03Espera, antes quiero saber de qué va todo esto del paseo.
50:07Ha llegado a mis oídos que has estado preguntando acerca del refugio.
50:11Sí, pero para hablar de eso no hace falta que salgamos del palacio, ¿no?
50:16Y además fue la señora Arcos la que sacó ese tema primero.
50:19Lo sé, te pidió dinero.
50:21Y tú has decidido informarte un poco antes de acceder.
50:25Y no sé qué tiene de malo que haga eso.
50:28Nada en absoluto.
50:30Pero ya sabes lo que se dice.
50:32Una imagen vale más que mil palabras.
50:35¿A qué vamos al refugio?
50:38Así nadie te lo tendrá que contar.
50:40Verás con tus propios ojos cómo funciona por dentro.
50:44Aquí irá destinado ese dinero.
50:46Y conocerás a sus benefactores.
50:48Ni el sobrejuega.
50:49No sé.
50:52¿Qué no sabes?
50:55¿Por qué tú?
50:56Me habían comentado que te habías desvinculado del refugio.
51:01Eso es una verdad, Medias.
51:03Lo que hice fue ceder la batuta a Petra. Nada más.
51:07Y esa es una decisión que más de uno se habrá cuestionado.
51:10Te imagino.
51:12¿Tú entre ellos?
51:16Teniendo en cuenta el pasado de la señora Arcos, no parece la persona más idónea para llevar a cabo una
51:22labor de caridad, ¿no?
51:24Dios se escribe recto en renglones torcidos.
51:28En mí el primero.
51:30Hicimos la transición para que cuando a mí me manden a misiones, el cambio no se da en traumático.
51:35De hecho, fue Petra quien se ofreció ocupar mi lugar.
51:38¿No te parece suficiente muestra de genocida?
51:43Bien. Si este asunto queda resuelto, mejor que nos vayamos cuanto antes.
51:47¿Y cuánto tiempo vamos a estar fuera?
51:52Eso dependerá del tiempo que decías pasar haciendo pesquisas, Martina.
51:56Pues es solo un refugio. No creo que me demore mucho.
52:00Te sorprenderás.
52:02¿Eso es un reto?
52:05Puedes tomártelo como gustes.
52:07Pero te diré que nadie que me ha acompañado ha regresado como se fue.
52:14Sí que sabes despertar el interés.
52:18Te sorprenderás.
52:21Espera y verás, Martina.
52:23Porque Dios ha hecho grandes cosas con nosotros.
52:26Muy bien, pero con una condición. No quiero sermones por el camino.
52:31De acuerdo. Trato hecho.
52:36Y bien, ¿qué opina?
52:40Opino que no todo es blanco o negro.
52:44El señorito Curro y usted buscan lo mismo, pero por caminos diferentes.
52:49¿A qué se refiere?
52:51A que los dos quieren hallar la fórmula para estar juntos.
52:54Él pretende darle seguridades para el futuro y usted quiere protegerlo de una decepción.
53:01Así es, sí.
53:04Y me va a perdonar que me ponga de parte de él.
53:08¿Cómo que cree que debería insistirle para que envíe esa carta al monarca?
53:13Esas son cuestiones que se me escapan.
53:15Pero sí creo que tiene razón en que merece usted un varón.
53:19Incluso un príncipe.
53:21No seas mal amero.
53:23Pero el amor...
53:26El amor no tiende de títulos nobiliarios.
53:30Y puedo ver cómo le brilla la mirada cada vez que habla de él.
53:35Es que le quiero.
53:37Con o sin varonía.
53:39Y él a usted, me consta.
53:42¿Y entonces por qué no puede estarse quietecito?
53:48Mira, el señorito Curro es un muchacho muy especial.
53:54Mientras estuvo bajo mi mando, pude comprobar que no solo es inteligente y trabajador.
54:01Tiene un corazón noble como pocos.
54:07Vaya, sí que tuvo tiempo para conocerle.
54:10Aquí abajo es fácil.
54:12La gente cuanto menos tiene, más se muestra como es.
54:16Él podría haberse comportado como un despotado a su origen.
54:19Y sin embargo, fue todo lo contrario.
54:23Lo sé.
54:26Con esto pretendo decirle que no se equivocó usted con él, señorita.
54:29Si hay amor, el resto viene por añadidura.
54:35Vaya, y yo que pensaba que estaba usted de parte de Curro.
54:40Necesitaba captar su atención.
54:43Hace bien, escuchando su corazón.
54:47Verá, siempre va a haber discusiones en una pareja.
54:53Pero no son graves.
54:54Sí sirven para unirlos aún más.
54:58Lo comprende.
55:02Gracias.
55:05Gracias de verdad, don Cristóbal.
55:07Yo...
55:08sabía que usted no me fallaría.
55:24Jamás lo haría, hija mía.
55:33Jacobo, ¿usted es por aquí?
55:37Que debería estar en algún sitio.
55:39No lo sé.
55:40Donde esté su prometida.
55:42Últimamente no se separan ni con Aguarras.
55:44Ah, no. No se preocupe. Martín está con el párroco.
55:46Han quedado para dar un paseo.
55:48Comprendo.
55:50Entonces, agradecerá a mi compañía.
55:54Ya tendrá tiempo de leer después.
55:56Ahora que don Ciro ha asumido el trabajo que teníamos,
55:59tiene todo el tiempo del mundo.
56:02Y bien, no sé, quería tratar algún asunto relacionado con la finca o...
56:05Ah, no, por Dios. Eso es agua pasada.
56:08Se vive mucho mejor sin esa tediosa responsabilidad.
56:11Sí, sí. Desde luego, menudo peso nos hemos quitado de encima.
56:14Sin duda.
56:16No, no.
56:18Lo que me impele hablar con usted es que...
56:20me preocupa la desazón que debe estar usted sufriendo en silencio.
56:25Yo, perdone, pero no la comprendo.
56:28¿Cómo no?
56:30Ahora debería estar embarcado rumbo hacia el nuevo mundo
56:34para asumir un trabajo de ensueño del brazo de la mujer que ama.
56:37Sí, sí, es cierto. Es cierto. Era una oportunidad irrepetible.
56:41Pero bueno...
56:42Le tengo que decir que no me arrepiento de la decisión que he tomado.
56:45Claro.
56:46Por amor uno es capaz de hacer cualquier cosa, ¿verdad?
56:49¿Qué puedo decir? Soy un romántico empedernido.
56:55Y un mentiroso recalcitrante.
57:00¿Cómo dice?
57:01Sí. Seguro que conoce usted la historia italiana del muñequito de madera
57:05al que le crecía la nariz cada vez que mentía.
57:08Tinocho.
57:10Bravo. Veo que es usted un hombre de cultura.
57:16¿A dónde quiere llegar con todo esto?
57:18Todo a su tiempo.
57:22Verá, después de su magnánimo sacrificio en pro de la felicidad de su amada, me surgió una duda.
57:31¿Y sabe usted lo que yo hago en esas circunstancias?
57:36¿Despejarla?
57:36Eso es.
57:39Solo un par de llamadas fueron suficientes para darme cuenta de que lo único que habría llegado a Nueva York
57:44era su nariz.
57:47Usted sabe que le guardo respeto, pero no voy a tolerar que poca han entredicho mi honra.
57:51Haga el favor de no hacer el ridículo y tranquilícese.
57:56Nos ha engañado a todos, Jacobo.
57:59Jamás recibió una oferta de trabajo de Nueva York.
58:02Fue todo fruto de su imaginación.
58:06Me pregunto qué pensará Martina cuando se entere.
58:10¿Sabe? En otras circunstancias lo habría dejado pasar.
58:14Pero esta vez, querido, usted me ha perjudicado a mí.
58:20Y eso es lo peor que podría haber hecho.
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