00:00Quando a gente fala que os bandidos não estão respeitando mais nada, nem ninguém, que não tem mais temor algum,
00:07a gente não está exagerando não.
00:08E eu falo isso porque eu vou relatar a partir de agora detalhes de um crime que aconteceu aqui no
00:12Morro da Conceição, quase que de frente ao posto, ao posto da Polícia Militar de Pernambuco.
00:18Policiamento comunitário, 24 horas funcionando, viatura sempre na porta, fora as que fazem ronda aqui, mas exatamente nesse ponto aqui,
00:27um homem foi assassinado.
00:29Foi executado com diversos tiros efetuados por pelo menos dois criminosos que chegaram de moto, atiraram, tiraram a vida desse
00:36homem e fugiram na motocicleta mesmo em direção à Rua da Mocidade, descendo lá para baixo, fugindo.
00:42A vítima aqui, gente, era uma pessoa em situação de rua, de vulnerabilidade, inclusive a informação de que coletava, catava
00:50lixo, buscava material reciclável, aqui é exatamente um ponto de coleta de material reciclável.
00:54Foi identificado como Alisson Lira da Silva, de 25 anos de idade. Aqui no local ainda há muito sangue e
01:01os vestígios desse crime deixados no local.
01:05A gente está, gente, bem na área central do Morro da Conceição.
01:09E ainda falando sobre essa questão do respeito, da falta de respeito dos bandidos com a comunidade,
01:14crime que aconteceu na porta de uma escola municipal, do bar mais conhecido da localidade e do próprio santuário do
01:21Morro da Conceição.
01:23Aqui é onde há a circulação de visitantes, de pessoas que vêm para demonstrar sua fé, de peregrinos, mas também
01:31um ponto de encontro de toda a comunidade.
01:34Aqui é que tem a área de lazer, de esportes, a quadra de futebol.
01:37Foi exatamente aqui que esse crime aconteceu, por volta das 10h30 da noite, assustando todo mundo que estava nessa localidade.
01:44A polícia foi acionada, junto com a perícia, para tentar buscar informações sobre o crime, os bandidos fugiram de imediato.
01:51O caso foi registrado pela polícia civil, por meio da Força Tarefa de Homicídios, que está investigando esse crime.
01:59A vítima tem familiares que moram na parte de baixo do morro, era pouco conhecida aqui na localidade,
02:05as pessoas não sabem dizer ao certo o porquê, a motivação desse crime.
02:09Sabem que aconteceu diante dessa ousadia.
02:12E eu questionei os moradores daqui exatamente sobre isso, sobre essa ousadia dos bandidos.
02:17Porque um crime quase que na porta do posto da polícia militar é como se fosse uma esculhambação,
02:22é como se fosse uma tapa na cara da sociedade e da própria polícia.
02:25E o que o pessoal me falou foi que isso não é surpresa não, que já houve outros crimes registrados
02:30aqui.
02:31Um ali pertinho, embaixo daquele pé de coração negro, onde tem também um parque infantil.
02:36Um outro crime aqui do outro lado, da quadra, na praça.
02:39Fora outros episódios que acontecem aqui, como por exemplo, briga de vizinhos,
02:43em que a comunidade vem acionar o pessoal do posto da polícia militar e eles informam.
02:47Olha, não temos autorização para deixar o posto, a gente precisa ficar aqui dentro.
02:51Você precisa acionar a polícia militar por meio do 190, do 190.
02:55E foi feito isso na hora do crime ontem, mas demorou demais para que a polícia chegasse.
03:00Quando chegou, os bandidos obviamente já tinham fugido.
03:03Ontem teve um tiroteio quase que na porta do posto da polícia comunitária.
03:08É uma esculhambação.
03:09É uma esculhambação, porque eles não têm mais respeito nem pela polícia.
03:13Essa é a realidade.
03:14Geralmente está tendo muita morte na redondeza, às vezes tem assalto, e é assim, perigoso, né?
03:23Sentimento de medo?
03:24De medo, muito medo.
03:25E o policiamento?
03:26Está fraco, né?
03:28Está pouco.
03:30Quantas mortes, quantas coisas assim acontecendo na redondeza, e cadê eles, né?
03:35O crime foi quase que na porta do posto da polícia comunitária.
03:39É uma esculhambação.
03:40É verdade.
03:42A gente não tem segurança nem na porta deles.
03:46Não é?
03:46Imaginem.
03:47Entra governo, sai governo.
03:50Eu já estou com mais de 60 anos, e eu não saio de casa à noite.
03:55Dá cinco horas, eu me tranco todinha, boto um negócio atrás da minha porta, porque eu tenho medo.
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