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Brasileiros que se alistaram para lutar na guerra da Ucrânia relatam que muitos chegam ao país acreditando que o conflito seria “como um jogo”, mas enfrentam uma realidade marcada por drones, artilharia e violência. O perfil dos combatentes mudou: antes havia afinidade ideológica, hoje pesam fatores como dinheiro e status. Autoridades ucranianas registram 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos. Além dos riscos, soldados denunciam salários atrasados, passaportes confiscados e episódios de tortura.

Post escrito: https://shre.ink/AL7W

Fonte: @uol

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#guerra #ucrania #russia #soldados #brasileiro

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Notícias
Transcrição
00:00Achavam que era jogo, combatentes brasileiros expõem rotina de violência na Ucrânia.
00:05Muitos acham que é como um jogo e, quando chegam aqui, veem que é vida real.
00:10A frase é de Vicente Asterisco, 37, um dos brasileiros que se alistaram para lutar na
00:16guerra da Ucrânia contra a Rússia.
00:18O conflito, que já dura quatro anos, tem revelado mudanças no perfil dos combatentes
00:24estrangeiros e relatos de abusos sofridos por soldados brasileiros.
00:28Segundo o geógrafo Tito Lívio Barcelos Pereira, pesquisador da Unesp e da PUC, no início
00:34da guerra muitos voluntários se identificavam ideologicamente com a causa ucraniana.
00:39Hoje, porém, os motivos para se juntar ao fronte estão mais ligados a ganhos financeiros,
00:45status e experiência militar.
00:47As empresas aceitam todo tipo de soldado que esteja bem fisicamente, confirma Vicente, que
00:53antes trabalhava como comerciante no Brasil.
00:56Autoridades ucranianas informaram ao governo brasileiro que 22 brasileiros morreram e 44
01:02estão desaparecidos desde o início do conflito.
01:05O caso mais recente foi o do paraense Adriano Silva, atingido por fogo de artilharia.
01:11Vicente relata que, apenas na última semana, perdeu três colegas de batalhão.
01:17Além dos riscos do campo de batalha, os brasileiros denunciam salários atrasados, maus-tratos
01:23e tortura.
01:24Vicente afirma estar com quatro meses de pagamento em atraso e conta que presenciou espancamentos
01:29durante cursos de formação.
01:31Outros dois soldados, convocados pela empresa brasileira de Venced Company, ligada ao grupo
01:37revanche tactical, relatam agressões, com um fisco de passaportes e atrasos salariais.
01:43As empresas não responderam aos pedidos de esclarecimento.
01:47Os relatos incluem práticas de violência extrema, armas apontadas contra soldados, espancamentos,
01:54exposição ao frio intenso sem roupas, além de torturas físicas e psicológicas.
01:59Colocaram arma na cara, deram chutes, murros, coronhadas, quebraram nariz e arrancaram unhas,
02:06descreve Vicente.
02:07O recrutamento de estrangeiros ocorre por três vias principais, pela Legião Internacional
02:13do Exército Ucraniano, por empresas privadas que atuam nas redes sociais e por veteranos
02:18que funcionam como olheiros.
02:20Para o pesquisador Pereira, os contratos são nebulosos e muitas dessas companhias acabam
02:25atuando como mercenárias dentro do país.
02:28Asterisco o nome do entrevistado foi trocado para preservar sua identidade.
02:37Asterisco o nome do entrevistado foi trocado para preservar sua identidade.
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