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00:00Uma coisa também chama a atenção, são as mães de alunos de uma escola municipal conhecida como São Judas Tadeu,
00:06no bairro de Águas Lindas, em Ananideua.
00:08Esses pais denunciam o ambiente de terror vividos pelas crianças em uma sala de aula.
00:14Repórter Edmar Assunção está apurando esta história, trazendo os detalhes pra nós agora.
00:20Edmar, o que estaria ocorrendo dentro desta escola? Conte pra nós. Boa tarde.
00:24Oi, Eugenio. Boa tarde pra vocês, boa tarde pra todo mundo que nos acompanha no início desse dia aqui no
00:30Bora Cidade.
00:30A nossa equipe, claro, veio aqui ao local constatar essas denúncias de muitos pais, de alunos que estudam aqui na
00:38escola de ensino fundamental São Judas Tadeu, no bairro de Águas Lindas, em Ananideua.
00:44A escola é essa aqui, funciona nos dois turnos, na manhã e no turno da tarde.
00:49Ainda há pouco saiu as crianças que estudam no turno da manhã e, de acordo com as denúncias repassadas por
00:56pais de alunos,
00:58tudo teria começado após o suposto comportamento de uma professora que teria trancado uma das crianças em uma sala escura.
01:09E depois de todas essas atitudes, as crianças passaram a apresentar comportamentos diferentes dentro de casa.
01:18Os pais, claro, suspeitaram dessa situação, de que as crianças estavam sofrendo esses momentos de terror aqui no ambiente escolar.
01:27E no primeiro momento, eles procuraram a direção da escola para relatar esse comportamento diferente.
01:35Depois disso, eles não tiveram nenhuma resposta, nenhuma providência tomada pela direção da escola.
01:43E o que aconteceu? Eles tiveram que procurar o conselho tutelar para formalizar a denúncia.
01:49Eu já vou chamar um dos pais dos alunos que estão aqui.
01:53Há mais ou menos quanto tempo vocês estão identificando esse comportamento diferente,
01:57que tem trazido sérios problemas para o desenvolvimento da criança, para o comportamento deles com vocês, pais?
02:04Nós viemos identificar esse problema, a nossa filha, ela começou a ter medo de estar no escuro.
02:10Isso deixou a gente... Ela sempre dormiu no claro, né?
02:12Dormiu no escuro e, de repente, pediu para acender a luz.
02:15Ela já não dorme mais, só dorme com a luz acesa.
02:18Mediante a isso, nós tivemos...
02:21Nós começamos a conversar aqui com o Paz, né?
02:23E aí, o relato foi o mesmo de...
02:26Ah, minha filha também está com medo.
02:27Eu digo, mas o que é isso?
02:28Porque, na verdade, o que aconteceu é o seguinte.
02:30Uma das atitudes que aconteceu é que a professora, ela trancava todos os alunos, não é um aluno.
02:37Pegava para comportar os alunos.
02:38Ah, vocês estão com... Vocês não vão se comportar?
02:40Sai da sala, tranca todos os alunos dentro da sala e desliga a luz.
02:44Isso gerou esse problema.
02:46Quando eu identifiquei...
02:47Olha, isso aqui não é um problema da minha filha.
02:50Isso é um problema geral.
02:52Eu vim e informei a escola.
02:54Depois que eu informo a escola, que todo mundo ouve,
02:57Aí começou os relatos.
02:58Aí eu vou chegando para mim.
02:59Olha, Flávio, a minha é assim.
03:01Com o meu é assim.
03:02Aí, mediante a isso, a gente preparou um documento, né?
03:06Nós tivemos uma reunião com a diretora.
03:08Tentamos transformar isso numa denúncia formal dentro da escola.
03:11A diretora não transformou em denúncia.
03:14Ela transformou em relatos.
03:15Em nenhum momento ela usou o documento oficial da escola para relatar, para pegar nossa denúncia.
03:21Mediante a isso, eu fiz um documento e fui para a Semed, junto com as mães.
03:26Nós fomos ouvidos no setor pedagógico da Semed.
03:28Lá nós relatamos tudo.
03:30Foi colocado em ata.
03:32Nos informaram que ia ser resolvido.
03:33Pediram uma semana para resolver isso.
03:35Só que aqui, como é comunidade, tudo a gente ouve.
03:37Aqui, os funcionários, a maioria já são da comunidade.
03:39E aí começou, disse e me disse, aí...
03:41Volto na Semed.
03:43Foi ouvido pelo setor...
03:44Chefe do RH.
03:46Informo ela, pessoal, o problema é sério.
03:48A gente precisa, a gente está com medo dos nossos filhos.
03:50Porque se ouvirem, possam fazer alguma coisa contra os nossos filhos.
03:53Precisa que seja resolvido.
03:54Isso numa segunda-feira, disse...
03:56Vou esperar até ter essa feira, que foi ontem.
03:59Não chegou na minha resposta para a gente.
04:01Descubro que a Semed esteve aqui.
04:03A Semed veio aqui, conversou.
04:05E identifica que não tinha problema nenhum.
04:07Ou seja, não foi relatado nada.
04:09Eu disse, não, mas eu tinha informado lá na Semed...
04:11Que o modo da diretora agir...
04:13É simplesmente esconder os problemas da escola.
04:15E depois disso, nós descobrimos todos os problemas da escola.
04:18O grande problema dessa escola...
04:19É que ela é dividida por dois grupos políticos.
04:22Essa é a grande verdade.
04:23Então, essa é a denúncia.
04:25Eu vou chamar um outro pai aqui de aluno...
04:27Para relatar também esse problema aí que enfrentou.
04:31Seu filho apresentou também um comportamento diferente.
04:34Vocês chegaram aqui com a direção da escola.
04:37Não foi resolvido.
04:39O que aconteceu?
04:39Sim, boa tarde.
04:41Meu filho é autista, né?
04:43Ele estuda há três anos nessa escola.
04:45Ele nunca teve problema nenhum.
04:46Sempre gostou de vir para a escola.
04:48Só que na troca da turma...
04:51No começo do ano, que foi trocado de professora...
04:54Inclusive a dieta...
04:56Ele começou a apresentar uma série de crises.
04:59O Enzo sempre foi uma criança...
05:02Como toda autista, claro.
05:04Tem seus diferenciais.
05:06Mas ele nunca foi uma criança violenta.
05:09Nunca precisou tomar remédio.
05:11Quando a gente começou...
05:12Quando começou a identificar esses problemas...
05:14A gente ficou...
05:14Foi...
05:15A escola foi...
05:16A gente chamou a gente.
05:17Quando chamava a gente...
05:18Era sempre perguntando...
05:19O que é que está acontecendo em casa?
05:20Por que ele é na escola?
05:21Só que...
05:22Era tanto...
05:23Era tanto...
05:25Sei que conseguiram confundir a nossa cabeça...
05:27Que o problema era nosso filho.
05:28Que o problema era nossa filha bebê que nasceu.
05:30Que ele era filho único.
05:31Aí tem uma bebê.
05:33Tanto é que ele foi atrás do neuro...
05:34Ele começou a tomar remédio.
05:35O remédio fez o...
05:36O reverso.
05:37Ele ficou mais...
05:39Mais...
05:40Mais ativo.
05:41Coisa que ele não era.
05:42Não precisa.
05:43Foi suspendido o remédio.
05:44Eu percebi que ele teve que tirar o seu filho da escola.
05:46Isso, inclusive...
05:47Tanto é que fizeram que a gente...
05:48Entendesse que o problema era com a gente.
05:50Era com o nosso filho.
05:50A gente tirou ele da escola.
05:51Só que ele não aceita nem passar na frente da escola.
05:53Ele passa, ele vira o rosto.
05:54A gente mostra o uniforme da escola.
05:56Ele...
05:56Parece que está...
05:58Está vendo um bicho de saia de cabeça na frente dele.
06:00Ou seja, o comportamento de uma dessas educadoras, né?
06:05De trancar as crianças dentro de uma sala de aula escura.
06:09De acordo com os relatos dos pais também.
06:11Utilizar até um pedaço de pau ali para amedrontar as crianças.
06:16Isso gerou e está gerando um problema para vocês.
06:20Sim, sim.
06:20Com relação ao comportamento dos filhos.
06:23Sim.
06:23Essa questão da...
06:25A maneira pedagógica que ela encontrou para intimidar as crianças.
06:29Ela usa um pedaço...
06:30Na escola existe um pedaço de madeira que é um cabo de vassoura.
06:34Ela usa isso e bate na mesa para amedrontá-los.
06:37Olha, faça um silêncio.
06:38Quando ela não consegue se controlar, a atitude dela é o quê?
06:42Sair de sala de aula e trancar as crianças.
06:44Fora isso, outro relato também que nós temos é que ela chama palavrões para as crianças.
06:49Tem o filho de uma das mães que relata que ela chama diretamente para a criança.
06:54Então, quando a gente ouviu, a gente tem um áudio da criança falando.
06:58Ela chama palavrão para mim, mãe.
07:00Ela me chama disso, daquilo.
07:02Ou seja, isso causou uma revolta tão grande na gente.
07:05E só que até então nós tomamos a atitude mais certa.
07:09Era de confiar, de vir junto à escola e informar que queria que resolvesse.
07:13E aí, em vez de resolverem, a maneira que acharam foi o quê?
07:17De esconder tudo.
07:19Como se nada estivesse acontecendo dentro do município.
07:21E é um problema que depois que nós colocamos na mídia, todo mundo relata.
07:24Está acontecendo na minha escola, está acontecendo.
07:26Por quê?
07:27Porque do jeito que está sendo conduzido aqui a educação nesse município, é simples.
07:32Você indica alguém e você coloca dentro e não sabe se está preparado ou não.
07:36O papel dela.
07:37E quando a gente identifica esse tipo de problema, em vez de resolver o problema,
07:40porque é protegido o político, faz o quê?
07:43Coloca a gente contra.
07:45Diz que é a gente que está errado.
07:46A gente que é um mau pai.
07:47A gente não observa.
07:49Se tem pessoas que não são capazes de ser pai, mas tem pessoas que são.
07:53E aqui a maioria eu acredito que é isso.
07:55Não dá para se transformar isso em um problema menor.
07:58É uma situação bastante complicada.
07:59De novo, volto contigo aí no estúdio para a gente continuar discutindo essa situação
08:03que é muito difícil para com o desenvolvimento da criança.
08:07Políticas de práticas pedagógicas que estão sendo utilizadas de maneira incorreta
08:13para amedrontar as crianças, para mudar o comportamento delas,
08:17não só no ambiente escolar, mas também com o seu relacionamento com a família.
08:23Então, é uma situação bastante difícil aqui, de acordo com o relato de um dos pais.
08:28Não acontece somente nesse ambiente aqui.
08:31Outras escolas também estariam sofrendo com o mesmo problema.
08:36Primeiramente que a atitude está totalmente errada, ainda mais com atitudes pedagógicas
08:42totalmente fora da linha da curva, ainda mais quando você lida com crianças.
08:47Edmar Assunção, você está trazendo um caso que é delicado, que envolve a saúde mental
08:52dessas crianças, a faixa etária é entre 5, 6, 7, 8, crianças em formação.
08:58E, de repente, aparece, de acordo com relatos dos pais, uma professora que amedronta,
09:05que ameaça, que tranca as crianças e outra.
09:09Se fosse apenas uma criança dizendo o que acontecia, tudo bem, as pessoas desconfiam,
09:14mas a gente precisa ouvi-las.
09:16E, neste momento, o que precisa-se é que esses pais possam procurar a polícia,
09:22registrar uma ocorrência e que estas crianças possam também ser ouvidas com uma equipe especializada,
09:29uma equipe de escuta.
09:30Nós estamos falando de uma escola pública municipal aí em Ananideua.
09:35E, até então, o que eu sei aqui é que a Secretaria de Educação está ciente do que
09:41vem acontecendo, a Prefeitura vem sendo conivente.
09:44Edmar?
09:44Imaginou, o problema vai muito além do que tentar resolver a situação,
09:50porque as crianças, diante, mediante a essa situação, precisarão, sim, de um programa de escuta,
09:57mas a inserção delas, novamente, no ambiente escolar, isso vai ser com o tempo, vai dificultar ainda mais.
10:06Eu estou com outros pais aqui, em frente à escola, que, claro, por medo aí de represálias,
10:12preferem não mostrar o rosto, porque esse problema foi levado para a direção escolar,
10:19não foi resolvido e eles tiveram que entrar agora com os depoimentos por meio do Conselho Tutelar,
10:25que vai tomar as medidas agora diante dessa situação.
10:30Uma educadora que precisava, na verdade, por questão aí de profissão,
10:35cuidar do ensino e aprendizagem da criança, trazer metodologias ativas,
10:41práticas sociais para o desenvolvimento dessas crianças e o que está acontecendo?
10:47É uma situação de agressão.
10:49Então, vocês já levaram o problema agora para o Conselho Tutelar.
10:53O que vocês esperam agora para a gente encerrar?
10:55A informação que eu recebi do Conselho, que a gente vai estar apresentando às nossas crianças,
10:59vão ser ouvidas pelos profissionais, para que se possa apurar,
11:03e de acordo com o relato das nossas crianças, eles vão fazer um processo,
11:08e esse processo vai estar sendo encaminhado tanto para a CEMED,
11:11quanto para o Ministério Público, certo?
11:14Só deixando bem claro, pessoal, que esse problema não é só da professora.
11:18Tudo que está acontecendo é culpa da diretora, pelas atitudes da diretora,
11:22perante essa professora, porque se ela tivesse tomado o papel dela de gestão,
11:26ela teria feito a única coisa que ela precisava ter feito,
11:29que ela teria ouvido a gente ter definido nossos filhos.
11:31Mas, por medidas políticas, ela resolveu não fazer isso, certo?
11:35Por proteção política, se resolveu de agir de outra maneira e transformar nós em criminosos.
11:39Porque, da feita que ela acusa um pai que está vindo denunciar aqui,
11:42nesse momento que vem, revoltado, chateado, e transforma a gente em vilão,
11:49só mostra que o caráter não é.
11:52Não é o importante, é mais importante voto, é mais importante que me indique,
11:56é mais importante do que defender criança.
11:57E para ser educador, tem que entender que você cuida dos nossos filhos,
12:02e nós confiamos no ensino.
12:04Por isso que nós confiamos dentro de uma escola, certo?
12:07Muito obrigado.
12:08O pai já falou tudo aqui, para ser educador precisa ter essa sensibilidade,
12:12até porque a gente lidar aí com crianças, com os pais que entregam a sua responsabilidade,
12:21enquanto vão trabalhar, enquanto vão fazer outros afazeres.
12:25Difícil, né, Agenon?
12:26Então, volto contigo aí no estúdio, com essa informação, com essa notícia,
12:30muito triste envolvendo crianças que estão agora com traumas de virem para o ambiente escolar.
12:36Pois é, Edmar, é uma pena, porque nós estamos falando de um ambiente escolar,
12:41onde você que é pai, você que é mãe, devido às suas responsabilidades profissionais,
12:47você leva o seu filho à escola, você entrega a responsabilidade de cuidado e educação,
12:54por parte do dia, a uma escola.
12:58E, de repente, a criança começa a ter o seu ambiente escolar modificado
13:04e começa a ter atitudes estranhas dentro de casa,
13:08não querendo ir para a escola, meio que revoltado,
13:11às vezes, proferindo um palavrão, sendo que o pai não chama palavrão em casa,
13:16e aí, de repente, o comportamento muda.
13:18Olha, minha gente, a gente está falando de um caso que tem que envolver, sim.
13:22Atenção, conselho tutelar que atende aí ao bairro.
13:25Por favor, ouçam esses pais.
13:28Estas crianças precisam de uma escuta especializada
13:31para que nós possamos entender o que, de fato, vem acontecendo no ambiente escolar.
13:35Que a própria diretora também possa ser notificada, ser chamada e ser ouvida,
13:40se ela está sabendo ou não, se ela é conivente com a professora,
13:44porque eu não estou aqui falando que os pais estão inventando história.
13:48Muito menos as crianças vão inventar história.
13:51E a gente vai ficar nesse pé, batendo o pé,
13:54para saber o que a Prefeitura de Ananindeua, qual atitude que ela terá.
13:59Porque, pelo que eu estou sabendo, a Secretaria de Educação já está sabendo
14:03e também, provavelmente, há uma conivência da Prefeitura.
14:06E é um caso muito delicado, mas que envolve criança,
14:10envolve sentimento e, principalmente, saúde mental.
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