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  • há 8 horas
No último domingo a artista subiu nos ombros de um segurança negro e desfilou no meio do bloco.

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Transcrição
00:00Paraibanos e paraibanas, numa só semana, dois episódios que reacendem a discussão e a necessidade sobre o combate ao preconceito
00:12e ao racismo.
00:13Em Salvador, a Roma Negra, no dizer do poeta, cantor e compositor Caetano Veloso, a dançarina Carla Pérez protagonizou uma
00:26cena que rapidamente viralizou e causou intensa e negativa repercussão.
00:34Ela, se despedindo do seu bloco infantil, ao som ao fundo de uma música cristã evangélica, subiu na garupa de
00:44um segurança um homem negro.
00:46E a imagem que ficou, a imagem que ganhou as redes sociais, não foi uma das mais confortáveis.
00:57Pelo contrário, retratou, sem dizer uma palavra, o desconforto do homem que segurava a artista nas costas.
01:08Por mais que, conscientemente, Carla Pérez não tenha tido a intenção de reproduzir uma imagem por si só, muito reveladora
01:18de uma desigualdade profunda no Brasil,
01:21que remonta ao nosso período colonial, essa fotografia, essa cena, ela termina sendo o desenho ou a fotografia de uma
01:34raça que, literalmente,
01:37de uma cor que, na prática, carregou por séculos o Brasil nas costas e, pelo visto, continua carregando.
01:47Alguém pode chamar de exagero, mas não é.
01:52As imagens têm símbolos, têm pedagogia e, ao longo da nossa história, é exatamente esse o lugar que tem sido
02:02reservado às pessoas de cor negra.
02:07O lugar do serviço, da servidão, da subordinação.
02:14Raramente a gente vê uma imagem ao contrário.
02:19E não adianta defender Carla Pérez, porque nem ela pediu defesa.
02:25Aliás, ela tratou a cena como uma imagem dura e, sabiamente, pediu desculpas ao reconhecer que esse tipo de cena
02:36fala muito, sem dizer palavras.
02:42Fora das fronteiras do Brasil, um brasileiro, Vinícius Júnior, jogador do Real Madrid, também foi alvo de um novo ataque
02:52racista.
02:54Durante um jogo, após um gol e depois da sua tradicional comemoração, um jogador adversário chamou, escondendo a boca, para
03:02não ser flagrado, o seu oponente de macaco, por várias vezes.
03:07Esse tipo de comportamento tem sido reincidente nos campos da Europa e, logo, provocou imediata reação e solidariedade ao jogador
03:19brasileiro.
03:20Não dá mais para a gente conviver e naturalizar esse tipo de comportamento criminoso.
03:27Como, inteligentemente, resumiu o cantor paraibano Chico César, alma não tem cor.
03:36Mas, pelo visto, preconceito ainda tem.
03:41E para o racismo, cartão vermelho.
03:44De João Pessoa, Eron Cid
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