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  • há 15 horas
Na Rua Dr. Victor Jurema, no Centro da cidade, moradores e comerciantes viveram momentos de terror durante as fortes chuvas dos ultimos dias. "Eu não quero morrer afogada", desabafou uma idosa.

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Transcrição
00:00Eu tô aqui na rua Victor Jurema, mais precisamente no centro de Cajazeiras, próximo à Câmara Municipal,
00:06onde a gente veio aqui responder a um pedido dos moradores que nas últimas chuvas tiveram grandes transtornos aqui por
00:15conta do alagamento.
00:17Mais um caso que a gente traz aqui em Cajazeiras, infelizmente, agora no centro da cidade, né?
00:21A gente foi contactado, né? Os moradores procuraram a reportagem da TV Diário do Sertão para poder fazer um apelo,
00:29um pedido de socorro
00:30para a situação que vem acontecendo aqui com eles depois dessas grandes chuvas que aconteceram na nossa cidade.
00:37A gente conversa agora com Gilberlande, o Souza Félix, né? Ele que é comerciante e também teve a sua sucata
00:43que foi inundada, né?
00:45É, ultimamente, né? Essas fortes chuvas aí, a gente foi atingido, não esperava por uma chuva desse tamanho
00:52e tivemos aqui tudo perdido, né? Por conta desse canal aqui que não foi desobstruído.
00:57A obra foi feita, a gente não tá questionando que não foi feita, a parte da gente aqui foi feita,
01:01mas não desobstruíram o canal.
01:03Como não desobstruíram o canal, o que aconteceu? A água deu retorno e ainda continua o canal obstruído,
01:08não fizeram nada aqui, só fizeram uma raspagem com a reta escavadeira até meio de ontem e assim mesmo já
01:12levaram a máquina de volta.
01:13E o temporal tá fechado de novo pra muita chuva e vai voltar a acontecer tudo o que aconteceu de
01:19novo.
01:20Se não desobstruir essa parte aqui que tá entupida de lixo lá dentro, não vai resolver nada, nada, certo?
01:26Então quem tá sendo prejudicado somos nós, que perdemos tudo, né?
01:31A minha sucata ficou meia d'água, né? Eu perdi tudo, praticamente todas as peças eletrônicas.
01:36O que tinha no chão foi perdido tudo, né? Gela água, o que tinha móvel, fofô tudo.
01:40Dos móveis que é personalizado e acabou tudo, né?
01:44Alexandre, ele também é comerciante, dono de um restaurante que fica aqui na rua Victor Jurema.
01:49Também sofreu com os transtornos, com a grande quantidade de água que caiu em pouco tempo aqui na nossa cidade,
01:55não é isso?
01:55É isso aí, Priscila.
01:59Dentro do restaurante ficou mais ou menos quase dois pãos d'água dentro, né?
02:03Perdi freezer, né? Perdi mercadoria, perdi...
02:07As cadeiras também tá apodrecendo, as portas de madeira também não fecham mais, fofô, né?
02:14E o que acontece é que a gente foi até o final lá, né?
02:18E ainda continua o mesmo jeito aí, saco de lixo, a laia estarriada.
02:22Então, eu acho que se vier mais chuva, é o que o Gilberto falou aí, vai continuar, acho que vai
02:28dar enchente de novo.
02:29O mesmo problema que recorre, né?
02:31A gente vai conversar também com a dona de casa, a dona Fátima Cartacho,
02:35ela que mora aqui também na cidade, né? Na rua Victor Jurema.
02:39E que teve em sua casa, a água chegou a ficar na altura da cintura, né?
02:43Exatamente. O que tinha no chão, acabou tudo, tudo, tudo.
02:47A primeira fez os veios lá, restou um guardão, porque não pode sair do lugar, porque é água.
02:53Acabou tudo, tudo, tudo. As camas andavam, o colchão saía nadando. Acabou tudo, tudo.
03:00Como foi pra senhora ver a sua casa nesse estado?
03:06Não tem nem palavras.
03:09É um momento que a gente percebe o quanto é doloroso uma situação como essa que a gente não espera,
03:15né?
03:15Uma coisa que acontece de forma muito rápida.
03:19A Patrícia também teve o seu espaço, né, Patrícia?
03:22A Patrícia é comerciante. A Patrícia Leite teve também grandes perdas, né, Patrícia?
03:28É, a perda foi material, mas ela vai além disso. A gente tá perdendo a paz, né?
03:32Quando começa a chover, o coração já dispara e a gente não consegue mais dormir, né?
03:36A gente tá perdendo a dignidade com isso. Então, acho que todo mundo merece paz, merece...
03:41A gente sabe que a prefeitura jamais resolveria a infraestrutura da cidade em um ano.
03:46É uma gestão nova.
03:47Mas a gente precisa de uma correção daqui em diante.
03:50A gente precisa que seja visto assim.
03:52Juliana, ela moradora daqui, conhece toda a realidade junto com os seus vizinhos.
03:57E a pergunta que eu faço pra você, Juliana, é saber se alguém aqui já veio da assistência social,
04:02da defesa civil, foram... vocês já receberam algum tipo de ajuda, algum tipo de auxílio?
04:07Boa tarde.
04:08Meu anjo, aqui o único auxílio que a gente teve foi um aos outros.
04:12A verdade é essa.
04:14Ninguém apareceu aqui.
04:15Pra não dizer que ninguém apareceu, a gente correu atrás do secretário.
04:19A gente tentou comunicação com todo mundo, não conseguiu.
04:24Como é que eu posso dizer?
04:25Um acolhimento.
04:27Nós não tivemos acolhimento de ninguém aqui, né?
04:28A realidade foi essa.
04:29Mas o secretário de infraestrutura veio.
04:33A gente conseguiu a autorização que a máquina entrasse, porque o terreno é particular.
04:37A máquina entrou.
04:39A máquina começou a fazer a limpeza.
04:41Foi retirada pra fazer outro procedimento.
04:44E deixou aqui.
04:45A irmã Regina já conversou com a gente aqui.
04:48Porque quando enche aqui, onde a gente pode se socorrer é retirar o portão dela.
04:53Na escola do lugar, pra que a água possa correr pra dentro da escola.
04:56Ela tá tendo os prejuízos dela, porque o que entra com a água é muito lixo.
05:01Tudo no mundo entra dentro do colégio.
05:03Aí ela tá com os prejuízos dela.
05:04A gente tá tentando um canto pra se socorrer.
05:08A gente tá socorrendo a ela.
05:09Antes dessa...
05:10Porque a gente tá tendo uma obra, né?
05:12Na...
05:12Conhecida como o canal A Boeira aqui do centro de Cajazeiras.
05:15Antes dessa obra, vocês sofriam com esse tipo de transtorno?
05:19De existir, existia.
05:21Só que não era tão grande como passou a ser agora.
05:25Porque como eles abriram lá, tá dando mais entrada de lixo.
05:29Tá dando mais entrada de água quando começa a chover lá.
05:32Mas se não desobstruir, se não fizer a limpeza...
05:35Meu pensamento...
05:36Não sou engenheiro, não sou nada.
05:38Mas meu ponto de vista, como...
05:40Olhando aqui, a gente...
05:42Se botar uma máquina, abrir isso aqui de fora a fora...
05:44Vai ter venção.
05:45Vai ter pra onde a água aí.
05:47Mas enquanto só abrir lá...
05:49Só ajeitar lá e deixar aqui do jeito que tá...
05:51Não vai ter venção, não.
05:52Não vai ter pra onde essa água aí.
05:54Essa água vai tornar pra cá.
05:56Vai continuar o prejuízo dos empresários dessa rua.
05:58E a gente vai ficar aqui à merced.
06:00À merced de nada.
06:01Que aqui a gente tá abandonado por isso.
06:03Que a gente tá à merced.
06:04Enquanto não parar ou chegar um pessoal pra fazer isso...
06:08A gente vai continuar assim.
06:09Durante o carnaval foi dito, né...
06:12Inclusive outras pessoas, outros moradores aqui da cidade de Cajazeiras...
06:15Também sofreram com esse tipo de situação, né...
06:19A cidade, a gente sabe, teve uma prestação muito alta...
06:22Muito além do que era esperado...
06:24Do que a cidade já estava acostumada.
06:26E foi dito pela gestão que as famílias estariam recebendo auxílio e tudo mais.
06:30A pergunta que eu faço é se vocês conseguiram esse contato...
06:33Se o senhor conseguiu estar recebendo esse tipo de assistência da prefeitura.
06:37Não, até agora aqui não apareceu ninguém.
06:40Só um secretário com uma máquina até meio dia aqui.
06:42Só fez essa raspagem aí, levou a máquina de volta e a gente continua no prejuízo como sempre.
06:47Se não fizer a limpeza do canal, não é reformar o canal de imediato, não.
06:51A limpeza, desobstruir.
06:53Não resolve nada.
06:54Se der uma chuva hoje à noite aqui de 100 milímetros, acontece a mesma coisa.
06:57Eu digo porque eu nasci e me criei aqui.
06:59A situação que fica, né, dona Fátima Cartacho...
07:02E eu quero perguntar à senhora como é que fica o coração quando começa a chover.
07:06O medo bate?
07:07Eu acho que eu não tenho mais nem coração depois disso.
07:10Tem não.
07:10O meu coração bate tanto que eu acho que quem estiver vizinho a mim está escutando as batedas do coração.
07:16Na segunda chuva que teve, eu tive um pânico que eu pensei que eu ia morrer.
07:20Eu tive um calafrio que me faltou o ar.
07:23Meu filho me tirou ali.
07:24Eu não sei como é que eu cheguei lá em Juliana.
07:26Eu não aguentava, eu não respirava, eu não aguentava nada.
07:28E se for para continuar assim, eu não sei.
07:31Eu estou em um apartamento, em uma casa ali, que nem tem um banheiro, nem tem uma pia.
07:36Não tem nada.
07:37Mas eu estou lá porque eu não vou morrer afogada, não.
07:43A gente acompanha o que acontece aqui na cidade de Cajazeiras
07:48e ver nos olhos dos moradores o que vem acontecendo, o que está acontecendo aqui no centro de Cajazeiras
07:55e o que fica é o apelo dos comerciantes, dos moradores, para que venham aqui e que resolvam o problema,
08:03né, Juliana?
08:04Se possível, aproveitar aqui.
08:06Pede para o pessoal da zona nós virem.
08:08Olha como está ali a situação.
08:09A cachorrinha vai dar a cria dentro do canal.
08:11Se chover, tanto leva ela como leva os filhotinhos, olha a situação.
08:15Aqui é um abandono de cachorro que só Jesus.
08:18A gente bota comer para eles aqui, ajeita eles, mas está sem situação.
08:23Ela vai daqui a pouco, ela pode dar a cria ali.
08:25Se essa chuva cair, leva os bichinhos.
08:27Tem um lá em casa que eu tirei o ano passado, que ela deu cria.
08:30O irmãozinho dele morreu aqui, eu peguei e levei ele.
08:33Lá para a minha casa.
08:34Está até hoje lá, mas eu.
08:35Aí ela já está gestante de novo, olha, para parir ali dentro.
08:39Aí é uma dor da bexiga.
08:41É uma outra situação também que pega aqui, né, para além da questão da infraestrutura, também fica.
08:47Então faz o apelo, a gente está ao vivo agora, no rádio, na TV, nas redes sociais.
08:51Eu queria que você fizesse o apelo, tanto para o pessoal da infraestrutura, quanto também para o pessoal da zoonose.
08:56Para poder vir aqui e dar um olhar mais atencioso para essa situação que está acontecendo aqui no centro da
09:02cidade de Cajazeiras.
09:03Pronto, seu secretário, pessoal da zoonose, se puder, venha para cá, para a Vitor Jurema.
09:08Venha ajudar a gente aqui.
09:10Não esqueça não, a gente está tentando, a gente está tapando na mesma tecla para vocês não esquecerem da nossa
09:15situação.
09:16Porque quando estoura, só quem sofre é a Vitor Jurema.
09:19Não vai ser a Barão do Rio Branco, não vai ser a Juventus de Carneiro.
09:22Quem vai sofrer é a Vitor Jurema.
09:25Por gentileza, não esqueça, senhores deputados, venham para cá, venham ajudar a nós a puxar água, se puder.
09:32Se vocês, saia do canto de vocês e venha ajudar a nós.
09:34Venha ficar aqui, mas não é para você passar pelo povo.
09:37Não venham pedir voto a nós em setembro e outubro.
09:40Não, não vai dar voto aqui, não vinha ajudar a nós aqui não.
09:42Venha sair do cantinho de vocês e ajudar a nós.
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