00:00A Confederação Geral do Trabalho, maior central sindical da Argentina,
00:04convocou uma greve geral nesta quinta-feira contra a reforma trabalhista,
00:08proposta por Javier Milley.
00:09O protesto ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados
00:12inicia as discussões sobre a reforma, que já foi aprovada pelo Senado.
00:16Se aprovada, a reforma será uma das maiores mudanças trabalhistas no país desde 1970.
00:22Mas por que essa reforma trabalhista tem gerado tanta insatisfação na Argentina?
00:26A proposta de Milley altera direitos fundamentais dos trabalhadores,
00:30como férias, jornadas de trabalho e negociação sindical coletiva.
00:34Se o texto atual for aprovado, as férias, que lá são de 15 dias,
00:38poderão ser fracionadas em 7 e 8 dias, a critério do empregador e fora do período tradicional.
00:44Outra mudança é ampliar a jornada de trabalho de 8 horas por dia para até 12 horas,
00:49tendo um descanso mínimo e permitido horas extras sem pagamento.
00:53Além disso, o período de experiência passaria a ser de seis meses,
00:57podendo chegar a um ano em alguns casos.
00:59Os trabalhadores argentinos de setores considerados essenciais,
01:03como transporte e saúde, ficariam impossibilitados de fazer greve.
01:07O texto afirma que setores essenciais deverão ter um mínimo de prestação de serviços,
01:12entre 50% e 75%.
01:14A reforma de Milley quer ainda mudar as negociações coletivas,
01:18criando a permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais.
01:23O texto diminuiu também o valor pago aos trabalhadores em caso de demissões
01:27e, inclusive, o parcelamento do valor.
01:29Vale ressaltar que a reforma trabalhista de Milley não se aplica a servidores públicos.
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