00:00Centenas de pessoas se manifestaram nesta terça-feira em Buenos Aires contra o veto
00:06imposto pelo presidente da Argentina, Javier Milley, a uma lei que concedia aumento para
00:10aposentadorias e pensões por invalidez.
00:13Na véspera, o líder ultraliberal afirmou que não há orçamento para colocá-la em
00:17prática.
00:18Em resposta, pessoas com deficiência, familiares e profissionais de saúde se reuniram em frente
00:23à sede do Congresso, onde foram recebidos por forças policiais.
00:30Os direitos das pessoas com deficiência não podem mais ser violados.
00:33É necessário que essa lei seja aprovada.
00:35É necessário que haja ajuste, que nossos honorários sejam atualizados pouco a pouco e que tudo
00:39o que o coletivo de pessoas com deficiência precisa seja cumprido.
00:46A lei, aprovada em julho no Congresso, declarava emergência na atenção às pessoas com deficiência
00:50para regularizar pagamentos em atraso de serviços de saúde e garantir a continuidade do atendimento
00:55até dezembro de 2027.
00:57Também reestabelecia a cota de inclusão de pessoas com deficiência no funcionalismo
01:02público, que havia sido revogada pelo governo Milley.
01:04Meu filho precisa de terapias, o transporte foi cortado, não o leva até a escola, tem
01:14que pagar no meu bolso, porque não houve aumento para os prestadores.
01:17Isso afeta diretamente a vida dele e a qualidade do tratamento, porque ele é autista não verbal,
01:23não se comunica por linguagem.
01:24E das seis terapias que deveria ter, só faz três.
01:27Segundo o estimativo do Escritório de Orçamento do Congresso, a Lei de Emergência sobre a Deficiência
01:37teria um impacto fiscal entre 0,22% e 0,42% do PIB argentino.
01:43Obrigado.
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