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O Partido Novo anunciou que entrará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no TSE para pedir a inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sigla alega que o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, configurou abuso de poder político e econômico.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/u2UCBDBinag

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Transcrição
00:00Carnaval da polêmica, o desfile de acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula na Sapucaí, recebeu críticas da oposição.
00:08As últimas informações agora, direto para Brasília, Janaína Camelo.
00:13Integrantes de partido de direita, líderes da oposição, prometem acionar a justiça contra o que chamaram de propaganda eleitoral antecipada
00:21no desfile da escola de samba acadêmico de Niterói, que desfilou neste domingo com o samba-enredo em homenagem ao
00:28presidente Lula.
00:30Dizem também que a escola cometeu discriminação religiosa.
00:33O PL, por exemplo, em nota, escreveu o seguinte, que o desfile da escola materializou uma série de ilícitos eleitorais
00:41que merecem responsabilização pela justiça eleitoral.
00:45Diz também que, em vez de narrar uma história pessoal de Lula, a escola, patrocinada com dinheiro público,
00:51promoveu o verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula
00:55e de inaceitação, ataque à imagem de Jair Bolsonaro.
01:00Houve, claro, desvio de finalidade e com inequívoca conotação eleitoral.
01:05Em nota pública, a liderança da oposição lá no Senado também se manifestou.
01:10Numa nota assinada pelo senador Rogério Marinho, que é o líder da oposição no Senado,
01:14ele escreveu que adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis com a provocação da justiça eleitoral
01:20para que se apure eventual abuso de poder político e uso indevido de estruturas que deveriam servir a todos os
01:26brasileiros.
01:28Quem também se manifestou foi o Partido Novo, que inclusive é o partido que apresentou uma das liminares no TSE,
01:35que foi julgada nessa semana contra essa escola de samba, contra o Samba Herredo, dizendo que era propaganda eleitoral.
01:43O TSE decidiu liberar o desfile da escola, dizendo que proibir seria uma censura prévia,
01:48mas deixou um alerta para uma eventual punição no futuro.
01:51Quem também se manifestou foi o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República,
01:57disse que nesse desfile houve ataques pessoais a Jair Bolsonaro e disse que também vai acionar a justiça. Vamos ouvir.
02:04Quem é de direita ficou indignado com o show de horrores e de crimes cometidos na Sapucaí.
02:10Quem é de esquerda deve ter ficado feliz de ver a pessoa que era presidente da República
02:15nos maiores esquemas de corrupção da história brasileira, sendo tratado como herói.
02:21Agora, você, que não se declara nem de direita nem de esquerda,
02:25ficou feliz de ver o dinheiro dos seus impostos sendo usado para fazer campanha antecipada para o Lula?
02:32Você, que é cristão, ficou feliz de ver a escola de samba do Lula fazer chacota com a sua fé,
02:39colocando você, seu pastor, seu padre e a sua igreja dentro de uma latinha de conserva?
02:46Lula assistiu ao desfile do camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes.
02:52A todo momento ele esteve ali no camarote, exceto durante um momento específico que ele desceu até a avenida
02:58para cumprimentar o Abre Alas, Porta Bandeira e também para cumprimentar outros integrantes da diretoria da escola de samba.
03:06A notícia também ficou por conta da decisão da primeira-dama Janja, que de última hora desistiu de desfilar.
03:13Ela seria o destaque da escola, iria desfilar no último carro alegórico.
03:19Ela foi substituída pela cantora Fafá de Belém.
03:22Em nota publicada hoje, disse o seguinte, que ela tomou essa decisão para evitar perseguição ao presidente Lula,
03:30uma decisão tomada mesmo havendo segurança jurídica, descreveu a primeira-dama.
03:35Quem também se manifestou foi o ex-presidente Michel Temer, que também foi satirizado durante o desfile.
03:40Em nota, o ex-presidente disse que sátira política é parte da tradição do carnaval,
03:44mas que o problema é quando adotam o que ele chamou de ilusionismo na esplanada.
03:49E disse que o governo Lula significa uma volta ao passado.
03:54É com vocês no estúdio.
03:56Aí as informações de Anaína Camelo e os nossos comentaristas nessa segunda-feira,
04:01Nelson Kobayashi e Luiz Felipe Dávila.
04:03Começa por você, Koba.
04:05Aliás, eu jamais imaginaria estar nesse horário aqui comentando e conversando com você.
04:09Tudo bem, Koba?
04:10Boa tarde, bem-vindo sempre.
04:12Bom, a polêmica se instalou.
04:14A gente, desde que a escola anunciou que faria essa homenagem ao presidente Lula,
04:19já imaginou a consequência.
04:21E agora a consequência vem e, do seu ponto de vista jurídico,
04:25houve algum ferimento à lei eleitoral?
04:28O próprio PT, o presidente, podem ter algum tipo de problema a partir de agora?
04:33Boa tarde, Koba.
04:35Olá, Tiago.
04:36Seja muito bem-vindo aos Pinhos nos Is, nós que sempre estamos juntos no Jornal Jovem Pão.
04:41Prazer ter você aqui conosco também.
04:42Boa tarde aos meus colegas de bancada, que nos acompanha em todo o Brasil.
04:47Esse evento no Rio de Janeiro, que exalta a figura do presidente Lula, polêmico,
04:53que tem no enredo, na música, na letra, nos carros alegóricos,
04:59todo sinal de campanha antecipada, é um evento que pode ser objeto, sim,
05:04de judicialização perante a justiça eleitoral.
05:07Foi uma campanha antecipada de exaltação da imagem do presidente da República,
05:15visando o pleito eleitoral desse ano, sabor, manifestação da cultura e das artes através da música.
05:25Nesse caso, Tiago, o presidente precisa, sim, se preocupar.
05:30Porque não importa se ele tenha dado a ordem, não importa se ele, quem escreveu a letra,
05:36não importa se ele, quem destinou os fundos pra esse evento, importa que ele foi o beneficiário.
05:42É assim que funciona em matéria eleitoral.
05:44Pouco importa quem faz o ato, o que importa mesmo é quem se beneficia.
05:49E tá claro que é ele o beneficiário, é ele o alvo de toda a exaltação que aconteceu nessa campanha.
05:55E com alguns requintes ali, até ousados, em cima da linha do limite do ilícito eleitoral.
06:04Citando o número 13, 13 noites, em relação às viagens, né, do presidente, da mãe do presidente,
06:10num movimento de migração, isso é o número do partido político em um ano eleitoral.
06:17A exaltação da figura dele, os benefícios sociais que constam ali do enredo,
06:24até os projetos de prioridade pra esse ano de 2026 do governo,
06:29e claro, nitidamente, a depreciação da imagem do oponente.
06:33A figura do palhaço, o termo mito sendo utilizado como um manifesto de depreciação
06:40em relação ao seu opositor Jair Bolsonaro,
06:43tá claramente aí configurada, no meu ponto de vista, o ilícito eleitoral.
06:48Em muitos outros casos, por muito menos, as notícias eleitorais dos estados já declararam a ineligibilidade.
06:55Há muito tempo, Tiago, e quem nos acompanha, você tinha muito claro que campanha antecipada
07:01é pedir voto e falar o número.
07:03Só isso que é campanha antecipada.
07:05O pré-candidato pode fazer qualquer coisa, menos falar o número que vai estar na urna e pedir voto.
07:12Mas isso veio evoluindo no entendimento dos nossos tribunais eleitorais,
07:17porque não precisa ser binário dessa maneira.
07:20Se a gente tem uma clara manifestação de exaltação da imagem,
07:24tá claro que tá pedindo voto.
07:26Se a gente tem o número inserido em um outro contexto,
07:31mas que fica ali como uma mensagem nas entrelinhas,
07:34tá claro que tá pedindo voto para as eleições.
07:37Então, o presidente deve, sim, se preocupar.
07:40E isso, certamente, virará assunto no decorrer do ano na nossa justiça eleitoral.
07:46Luiz Felipe Dávila, também com a gente aqui.
07:48Aliás, acho que já fazia uns dois anos que eu não conversava com o Dávila ao vivo aqui na Jaume
07:52Pan.
07:53A gente sempre se encontra nos corredores aqui.
07:55Mas é muito bom conversar com você.
07:56Bem-vindo, boa tarde.
07:58Ô, Dávila, se não fosse em um ano eleitoral,
08:00a polêmica seria a mesma ou não?
08:03Bom trabalho.
08:06Boa tarde, Tiago Berrage.
08:07Que prazer tê-lo aqui nos nossos Pingos Luzis
08:10com essa bancada fantástica.
08:13Eu coubo aqui também hoje conosco, Musa.
08:15Então, boa tarde a todos vocês, a nossa querida audiência.
08:18Tiago, eu vou tocar em três pontos fundamentais do Estado de Direito
08:24para tratar desse assunto.
08:26E por ser do Estado de Direito, Tiago,
08:29não importa se é período eleitoral ou não.
08:31Vamos tratar de três princípios.
08:33Primeiro, a impessoalidade que deveria ter no trato da lei.
08:39Como não houve...
08:41A impessoalidade está clara no sentido de que
08:45criaram um enredo justamente de pessoalidade.
08:49Aliás, algo que só existe em ditadura.
08:51Isso aí só existe na Coreia do Norte,
08:54na ex-União Soviética, na China,
08:56em países que utilizam festas públicas para enaltecer o ditador,
09:03para enaltecer a grande figura, o pai da nação.
09:06Então, isso é típico de regimes ditatoriais.
09:09Não existe isso em democracia.
09:11Não existe nenhuma democracia avançada.
09:13Essa história de usar eventos públicos, culturais,
09:16para enaltecer o grande pai, o grande líder.
09:20Então, a primeira coisa é uma violação do princípio da impessoalidade.
09:25Isso foi tratado um enredo totalmente pessoal,
09:28feito sob medida para enaltecer a figura do presidente Lula.
09:34Segundo, é o da imoralidade.
09:37Então, como é possível ter um enredo de escola de samba
09:45debochando de um ex-presidente da República,
09:48enaltecendo a figura do atual,
09:51usando, como bem lembrou o Côruba,
09:53o número do partido, slogans do partido,
09:56nome do partido, símbolo, fazendo L.
09:59Como é possível usar dinheiro público
10:03com tamanha imoralidade?
10:07Você está usando recursos públicos
10:09para promover os slogans, o número
10:13e toda a filosofia de um partido político numa festa.
10:18É óbvio que isso fere o princípio da moralidade pública.
10:22Então, é imoral, é pessoal e desvio de finalidade.
10:27Não se pode usar dinheiro dos nossos impostos
10:31para financiar uma escola de samba
10:35que demoniza parte da política,
10:38que é antidemocrático,
10:40que demoniza a religião,
10:43e é isso que eles fizeram,
10:45e que enaltece o único partido
10:47como se ele fosse o supra-sumo da verdade.
10:50É um absurdo isso.
10:52Então, agora, a justiça,
10:54nós sabemos que tem sempre um certo,
10:56infelizmente, a justiça eleitoral,
10:58um certo viés.
10:59Como bem lembrou o Coba,
11:01com pessoas da direita,
11:03como foi o caso do deputado,
11:07do nosso deputado Delanhol,
11:09no Partido Novo,
11:10foi caçado só por eventuais
11:15cogitações do que poderia ter acontecido
11:18se ele usasse aquilo como plataforma
11:22ou como trampolim para se eleger.
11:24Só cogitação fez com que ele perdesse
11:27o deputado mais votado no Paraná,
11:29que na última eleição foi Deltan Delanhol,
11:32perdesse o mandato.
11:34Agora, com o Lula, tudo é diferente.
11:37Ele participou,
11:39fez campanha antecipada a Pará.
11:40Guilherme Boulos, na prefeitura de São Paulo,
11:43tomou uma multinha.
11:44E agora, o Carnaval, no Rio de Janeiro,
11:47violando esses princípios
11:49de desvio de finalidade,
11:50impessoalidade e moralidade pública.
11:52Então, assim, é descarado
11:53que houve violação do direito.
11:55Agora, se a justiça eleitoral
11:57vai fazer valer a lei
11:59com uma visão técnica
12:01ou se vai flexibilizar
12:04os princípios do direito
12:06para não criar problema
12:08com o presidente da república,
12:09este é um outro capítulo
12:11que certamente vamos discutir aqui
12:13nos pingos, nos is.
12:15Cobai, acho que esse ponto
12:16é importante, né,
12:17para a gente falar
12:18em relação à justiça eleitoral,
12:20porque os partidos,
12:21claro, de oposição ao governo,
12:24ameaçam entrar na justiça,
12:25até o Partido Novo, por exemplo,
12:27e o PT acabou de divulgar
12:28uma nota da equipe jurídica
12:30dizendo o seguinte,
12:31o enredo apresentado
12:33é manifestação típica
12:35da liberdade de expressão
12:36artística e cultural,
12:38plenamente assegurada
12:39pela Constituição.
12:40a concepção, desenvolvimento
12:42e execução do desfile
12:44ocorreram de forma autônoma
12:46pela gremiação carnavalesca,
12:48sem a participação,
12:49sem financiamento,
12:50coordenação,
12:50qualquer ingerência
12:51do Partido dos Trabalhadores
12:53e do presidente Lula.
12:55Como é possível avaliar isso,
12:57Cobai?
12:58Olha, Tiago,
12:59eu disse há pouco
13:00que de fato, né,
13:01é uma campanha de espada
13:02sabor,
13:04manifestação típica,
13:06cultural,
13:07manifestação da expressão,
13:08enfim,
13:09a gente tem ouvido muito
13:11esse debate
13:12nos últimos anos,
13:13principalmente no debate
13:14a respeito da regulamentação
13:16das redes sociais,
13:17de que liberdade de expressão
13:18não é liberdade
13:19para cometer crimes,
13:21assim como a liberdade de expressão
13:22artística
13:23não é liberdade
13:24para cometer ilícitos eleitorais.
13:26Aliás,
13:27foi bem essa mensagem
13:29que ficou no resultado
13:30do julgamento
13:31dos últimos dias
13:32no Tribunal Superior Eleitoral,
13:34quando os ministros
13:35entenderam que não cabia
13:36naquele momento
13:38uma censura prévia,
13:39quer falar,
13:41fale o que quiser,
13:42mas arque posteriormente
13:43com as consequências.
13:44E os ministros
13:45do Tribunal Superior Eleitoral
13:47deixaram claro
13:48que havia um grande risco
13:50de que os ilícitos
13:52se concretizassem,
13:53e no meu ponto de vista
13:54se concretizaram.
13:56É isso,
13:57agora,
13:57que é preciso levar
13:58em consideração.
13:59É sim liberdade de expressão,
14:01liberdade de expressão artística.
14:02As pessoas devem ter
14:03liberdade de expressão
14:04para cantar,
14:06para pedir voto,
14:07para fazer campanha antecipada,
14:08mas as pessoas
14:09que usufruem
14:10dessa liberdade
14:11precisam também
14:12arcar com as responsabilidades
14:14dessa liberdade.
14:15Se há,
14:16nesse caso,
14:17um benefício direto
14:18ao presidente da República,
14:20ele que arque
14:20com as responsabilidades
14:21de acordo com
14:22a jurisprudência
14:23do nosso tribunal.
14:24A nota do Partido dos Trabalhadores
14:26também traz
14:27a letra da lei,
14:28inclusive,
14:29artigo 36A
14:30da Lei de Eleições,
14:31que deixa claro
14:32de que a mera exaltação
14:33das qualidades pessoais
14:35sem o pedido de voto
14:36não é ilícito eleitoral.
14:39Só que este artigo
14:41da Lei das Eleições
14:42veio ganhando
14:44interpretações
14:45mais rígidas
14:46ao longo do tempo
14:47nos nossos tribunais.
14:49Qual é o grande problema
14:50nisso tudo,
14:51Tiago,
14:51e quem nos acompanha?
14:52Esses precedentes,
14:54a jurisprudência,
14:55os outros julgados
14:57da justiça eleitoral
14:58não são tão firmes assim.
15:00Por quê?
15:01Porque a justiça eleitoral
15:02não tem juiz próprio,
15:03não tem ministro próprio,
15:05inclusive,
15:05no TSE.
15:07Eles têm ministros,
15:09juízes,
15:09magistrados,
15:10emprestados
15:11e que estão votativos
15:12nas suas composições.
15:14Então,
15:15é muito normal
15:16que a cada eleição,
15:18a cada nova composição,
15:20essas jurisprudências
15:21fiquem se alterando,
15:23gerando uma tamanha
15:25insegurança jurídica.
15:27Se a gente já tem
15:28insegurança jurídica
15:29nos tribunais em que os juízes
15:30são vitalícios
15:31naquelas funções,
15:32imagine na justiça eleitoral
15:34em que os juízes
15:35vão se alterando
15:36a cada eleição.
15:37A gente deveria
15:39se amparar
15:40na nossa segurança jurídica
15:42para fazer valer
15:43o entendimento
15:44que vem se consolidando
15:45ao longo dos tempos.
15:46Porque se esse entendimento
15:48valer
15:48para este caso
15:49em específico,
15:50temos aí
15:51um caso
15:52um caso
15:53de ineligibilidade.
15:54de ineligibilidade.
15:54de ineligibilidade.
15:54De ineligibilidade.
15:54de ineligibilidade.
15:54de ineligibilidade.
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