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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) caiu 0,14% em agosto, após alta de 0,33% em julho, segundo o IBGE. Trata-se da primeira deflação mensal desde julho de 2023. Alan Ghani, Cristiano Vilela e José Maria Trindade analisaram.
Apresentadores: Roberto Nonato e Soraya Lauand
Comentarista: Alan Ghani, Cristiano Vilela e José Maria Trindade

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Transcrição
00:00O índice nacional de preços ao consumidor amplo, o IPCA 15, considerado a prévia da inflação oficial do país,
00:09teve queda de 0,14% para o mês de agosto, foi o que informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.
00:19Assunto para o Alan Gani, que está de volta aqui.
00:21Ô Gani, o mercado esperava um recuo, uma queda um pouco maior, por quê?
00:25É verdade, 0,23%, o mercado esperava a projeção, o consenso de mercado, e a queda foi menor, foi de 0,14%.
00:36Apesar da deflação, não foi um bom resultado, porque essa deflação foi muito decorrente da queda da energia elétrica por conta do bônus de Itaipu.
00:49Então, foi um fator extraordinário.
00:51Também houve queda de alguns alimentos, por exemplo, como a manga, talvez por conta que não foi exportado para os Estados Unidos,
00:58e aí sobrou mais aqui no mercado interno.
01:02Mas quando a gente pega o índice e recalcula, por exemplo, só a inflação de serviços, aí foi 0,55%.
01:11O índice de difusão, que mede a porcentagem de itens com variação positiva, o quanto está espalhada,
01:16essa inflação também subiu para 57%.
01:21E, por fim, se a gente medir apenas a inflação dos produtos industrializados, que são muito sensíveis à taxa de juros,
01:28essa inflação foi de 0,49%.
01:32Então, a gente tem que olhar com muito cuidado essa deflação que ocorreu no mês de agosto,
01:38porque ela está mascarada por conta do bônus de Itaipu.
01:42Agora, o Gani, passou ali umas imagens, para quem não se acompanha com imagens, de uma feira,
01:48produtos bonitos, uma ovinha, uma maçã e por aí vai.
01:52Essas reduções, será que atingem quem vai no mercado, quem vai na feira buscar esses produtos,
01:57que é meio que um termômetro para a população identificar,
02:00é esse governo que está com a inflação baixa ou a inflação alta.
02:03Isso chega ou não?
02:04Esse é um bom ponto, porque muitas vezes as pessoas falam assim,
02:07ah, esse índice de inflação, eu não confio, não mede a inflação,
02:12porque eu vou lá no supermercado, está tudo subindo, está falando que está tendo queda lá da manga,
02:17eu fui comprar a manga e a manga está mais cara.
02:19Tem uma questão metodológica, não é nenhum problema aí por conta do IBGE.
02:24Significa que eles têm ali uma amostra e não necessariamente aquela amostra representa a sua inflação.
02:31Até porque a sua inflação pode ser maior do que a do índice,
02:35porque no teu orçamento você consome muito mais carne do que o índice coloca ali,
02:42o peso da carne no índice, sei lá, algo em torno de 1%,
02:45mas você consome muito mais no seu orçamento.
02:48Então, para você, a inflação acaba sendo maior.
02:52Então, por conta dessas questões metodológicas,
02:55não necessariamente a inflação do índice representa a sua inflação.
03:00E aí a gente tem essa sensação que a nossa inflação sempre é superior,
03:04infelizmente, à inflação do índice.
03:06Está falado, Gary, até já.
03:08É isso aí.
03:09Vamos chamar aqui os nossos comentaristas,
03:11José Maria Trindade, também o Cristiano Vilela.
03:14E como o Nonato falava, às vezes são reduções de preços, né, Vilela, pontuais, né?
03:20E eu queria entender se você avalia que o governo deve usar essa deflação ali
03:25como um trunfo político ou ainda é um cenário que exige muita cautela.
03:31Olha, Soraya, o governo usa o discurso de uma melhora nos preços dos alimentos,
03:37mesmo quando esse discurso é divorciado da realidade concreta.
03:42Já nos últimos meses, a gente já tem percebido nas falas do governo,
03:46no sentido de demonstrar, olha, mas os preços já estão caindo,
03:49já estão caindo, já estão caindo.
03:50E o cidadão, de uma forma geral, não tem percebido a percepção que se tem
03:55por parte do cidadão no dia a dia, no supermercado, na feira livre,
03:59é a de que os preços ainda estão bastante altos.
04:03O grande desafio do governo é, de fato, levar essa redução,
04:08fazer com que essa redução se apresente,
04:11especialmente naqueles itens de primeira necessidade,
04:13naqueles itens que são de consumo maciço da sociedade
04:17e que poderão levar a essa interpretação, a essa avaliação
04:22de que os preços estão caindo.
04:24Enquanto esse recuo nos preços ficar concentrado em poucos setores,
04:30em alguns setores pontuais da economia,
04:33essa percepção não vai alcançar toda a sociedade.
04:36E não alcançando toda a sociedade,
04:38o governo se vê fragilizado no seu intenso,
04:41no seu intento de fazer com que a popularidade do presidente Lula
04:45seja alavancada ainda mais.
04:48Nós tivemos agora, nos últimos dias,
04:50um incremento na popularidade do presidente,
04:52mas muito mais por conta da questão do tarifácio,
04:54do conflito com os Estados Unidos.
04:56Se o presidente Lula, se o governo quiser efetivamente
05:00ter competitividade, ampliar os seus índices de aprovação,
05:05realmente terá que apresentar melhores preços
05:08nos produtos de primeira necessidade para a população.
05:11Zé Maria, é claro que a gente já não tem uma inflação
05:15como tivemos lá nos anos 80 e por aí vai, né?
05:19Mas, de qualquer modo, impressionante
05:20como a gente tem sempre a inflação no nosso radar
05:24como uma preocupação para os governos,
05:28seja ele qual for, né?
05:30É, e tem que ter mesmo.
05:31A inflação é danosa, é cruel,
05:33pega os mais pobres e desorganiza a economia.
05:37Até para a corrupção, a inflação é boa,
05:40porque máscara ali o preço das coisas, né?
05:45Olha só, nós estamos vivendo um momento
05:47que o carro mais barato no Brasil, na tabela,
05:49é 80 mil reais.
05:51Na tabela, ninguém consegue comprar um carro,
05:54zero, evidentemente, por menos de 100 mil reais.
05:58Para se ter uma ideia, não é só a alimentação,
06:00mas é a alimentação também.
06:02Quando o índice de inflação cai,
06:05os preços não retornam,
06:07significa que eles subirão de uma forma mais lenta.
06:11E nesta corrida, os salários, os ganhos, né?
06:14Que hoje existe muito funcionário terceirizado e tal,
06:19eles não acompanham a inflação.
06:22Então, por menor que seja a inflação,
06:24os salários estão estagnados.
06:26O Brasil vive um complexo sistema de mercado de trabalho.
06:30Existem vagas abertas que não são preenchidas
06:35porque o salário não dá para a pessoa sobreviver.
06:39Aí fica muito difícil e desorganiza a economia
06:42e provoca esse sentimento.
06:45Esse sentimento de economia,
06:46de que a coisa não está boa, é forte demais.
06:49É muito parecido com o que acontece
06:51no caso da segurança pública.
06:54O índice de violência em alguns estados é baixo,
06:58mas as pessoas têm medo de sair à rua
07:00porque sabem que o parente foi assaltado
07:03ou que já sofreu o assalto.
07:06Então, é esse sentimento da economia que prevalece.
07:09O popular, o cidadão, não sabe ler esses índices
07:14porque eles são complexos demais.
07:16O que vale mesmo é esse sentimento de economia
07:19e de poder econômico de cada um.
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