00:00Quando falamos de violência contra mulheres, a gente não está falando só de violências físicas.
00:05A gente fala também de um impacto profundo, cumulativo e muitas vezes invisível sobre a saúde mental.
00:10Agressões verbais, psicológicas, morais e sexuais podem produzir um estado contínuo de alerta.
00:16A mulher passa a viver tentando prever riscos, evitar conflitos, controlar emoções
00:20e adaptar comportamentos para conseguir se proteger.
00:24E isso pode gerar ansiedade crônica, medo persistente, exaustão emocional
00:28e uma sensação constante de insegurança.
00:31Muitas mulheres desenvolvem culpa, vergonha, dificuldade de confiar, inclusive em relações futuras.
00:38A violência psicológica em especial, ela corrói a autoestima e a percepção de valor pessoal.
00:43Quando o ataque é repetido, ele pode se internalizar, ou seja, a mulher começa a duvidar de si,
00:48das próprias decisões e até da própria percepção da realidade.
00:52Além disso, esse tipo de violência raramente acontece de uma forma isolada.
00:55Ela costuma se somar à sobrecarga de trabalho, cuidado com os filhos, desigualdade econômica
01:00e falta de apoio institucional.
01:03E o resultado é um risco maior de depressão, adoecimento mental e sofrimento silencioso,
01:08que muitas vezes não chega nos serviços de saúde.
01:10Por isso que conscientizar sobre a violência contra mulheres é também falar de saúde mental.
01:15Proteger mulheres é proteger sua integridade emocional, seus vínculos e seu direito de viver sem medo.
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