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Uma jornada cinematográfica que conduz o espectador ao coração do Livro de Daniel: a queda de Jerusalém; o exílio em Babilônia; o confronto entre fé e poder; reis orgulhosos humilhados diante do Deus Altíssimo; sonhos que revelam o futuro; fornalhas ardentes que não consomem; covas de leões que não vencem; e visões seladas que atravessam séculos e apontam para o fim dos tempos.

Entre palácios dourados e decretos injustos, entre impérios que se erguem acreditando ser eternos e homens fiéis cercados pela ameaça da morte, emerge uma verdade imutável:
o Altíssimo governa sobre os reinos dos homens.

Este não é apenas o relato da vida de Daniel na corte de reis estrangeiros.
É a revelação de que a história não pertence aos impérios, mas Àquele que remove reis e estabelece reis conforme a Sua vontade.

Com uma narrativa profunda, reconstrução histórica impactante e fidelidade rigorosa às Escrituras, este filme apresenta o Livro de Daniel em escala épica e solene — revelando que, por trás de cada sonho, cada queda e cada profecia, existe um plano divino já em movimento.

📖 Baseado fielmente no Livro de Daniel.

📽️ Produzido com ferramentas de IA, com muito estudo, muito tempo e dedicação.

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Categoria

Pessoas
Transcrição
00:00No horizonte, uma força implacável avançava.
00:18O império mais poderoso e temido do seu tempo vinha exigir submissão.
00:26As muralhas de Jerusalém caíram.
00:30Os portões foram destruídos.
00:33O templo foi profanado.
00:35Príncipes foram acorrentados e levados para terras distantes, longe de tudo o que conheciam.
00:44Entre eles, seguia um jovem.
00:47Sem exército.
00:48Sem trono.
00:49Sem saber que seu nome atravessaria séculos.
00:54Daniel
01:00O céu sobre Jerusalém estava pesado.
01:08A fumaça subia entre colunas quebradas e o som distante de metal contra pedra ecoava pelas ruas devastadas.
01:18Portões haviam sido violados, muralhas derrubadas e o povo caminhava em silêncio, cercado por soldados estrangeiros.
01:27O templo, que um dia fora sinal da presença do Altíssimo, agora era saqueado.
01:37Objetos sagrados eram retirados como simples troféus de guerra, enquanto o nome de Deus parecia desaparecer entre os gritos dos vencidos.
01:47Entre os jovens levados cativos, havia um silêncio diferente.
01:57Daniel caminhava com o olhar firme, mesmo com as mãos presas.
02:02Ao seu lado, Hananias, Misael e Asarias tentavam compreender o que seus olhos viam.
02:12Não era apenas a perda da terra, mas a sensação de que o mundo conhecido havia ruído.
02:18Ainda assim, algo permanecia intacto dentro deles.
02:21A marcha seguiu por dias, atravessando desertos e cidades estranhas.
02:38Até que as portas da grande Babilônia se ergueram diante deles.
02:43Torres imensas, muralhas largas, deuses esculpidos em pedra e ouro observavam tudo.
02:49O poder humano ali não se escondia.
02:53Ele se exibia.
02:58Os jovens foram levados ao palácio, onde oficiais avaliavam rostos, corpos e mentes como quem escolhe instrumentos.
03:08Aspenaz, chefe dos oficiais, disse
03:11Estes servirão.
03:13São fortes, inteligentes.
03:15O rei deseja que aprendam nossa língua, nossos costumes e que se tornem como nós.
03:22Novos nomes foram dados.
03:24Uma nova identidade era imposta.
03:27O que vinha de Judá deveria ser apagado.
03:31Daniel ouviu seu novo nome, mas algo dentro dele permaneceu inalterado.
03:36Naquela mesma noite, bandejas com alimentos do rei foram colocadas diante deles.
03:45Carnes sacrificadas a ídolos, vinho consagrado a falsos deuses.
03:50O luxo carregava contaminação.
03:53Daniel olhou para os amigos e falou em tom baixo, decidido.
03:57Eles pediram audiência com o oficial responsável.
04:10O homem os observou com impaciência.
04:14Vocês querem desafiar a ordem do rei?
04:16Não pedimos privilégio.
04:19Apenas que nos permitam não nos contaminar.
04:21Faça um teste.
04:22Dez dias.
04:23Dê-nos legumes e água.
04:25Depois julgue com seus próprios olhos.
04:27O oficial hesitou.
04:29O risco era grande.
04:31Mas algo na firmeza daquele jovem o fez concordar.
04:38Os dias passaram.
04:40Enquanto outros se entregavam aos excessos do palácio,
04:44Daniel e seus amigos permaneciam simples, silenciosos, fiéis.
04:51No décimo dia, seus rostos estavam mais fortes,
04:56seus olhos mais vivos,
04:58suas posturas mais firmes que os demais.
05:02Como isso é possível?
05:05Murmurou o oficial, atônito.
05:09Não era possível aos olhos humanos.
05:11Mas não era o homem quem governava aquela história.
05:19O tempo avançou.
05:22A Babilônia seguia sua rotina de poder e ostentação.
05:26Daniel crescia em sabedoria, discernimento e graça diante de todos.
05:31Algo invisível o acompanhava.
05:35Enquanto os corredores do palácio ecoavam conversas sobre deuses e impérios,
05:42o Deus de Israel permanecia silencioso,
05:46mas atento.
05:47E então, numa noite inquieta, o rei da Babilônia acordou tomado por pavor.
05:56Um sonho havia atravessado sua mente como uma lâmina.
06:00Um sonho que nenhum Deus parecia explicar.
06:04Enquanto Nabucodonosor buscava respostas,
06:07uma tensão invisível começava a se formar.
06:10O futuro dos reinos estava prestes a ser revelado.
06:15E Daniel ainda não sabia que seria chamado para decifrar o que abalaria impérios.
06:20O palácio amanheceu em tensão.
06:24Servos caminhavam apressados,
06:26guardas murmuravam entre si,
06:28e portas eram abertas com brusquidão.
06:32Nabucodonosor não havia dormido.
06:34O sonho ainda queimava em sua mente como um presságio impossível de ignorar.
06:40Algo colossal havia sido revelado.
06:43E logo retirado de sua memória.
06:46Restara apenas o terror.
06:48Tragam todos.
06:50Magos, encantadores, sábios.
06:53Quero respostas.
06:55O salão se encheu rapidamente.
06:57Homens orgulhosos,
06:59vestidos com símbolos de seus deuses,
07:01aguardavam confiantes.
07:04O rei caminhou lentamente diante deles.
07:11Tive um sonho.
07:14E exijo que me digam o que sonhei.
07:16E o que significa.
07:19O silêncio caiu como pedra.
07:24Ó rei, conte-nos o sonho.
07:27Então lhe daremos a interpretação.
07:31O olhar de Nabucodonosor endureceu.
07:34Se fossem realmente sábios, saberiam.
07:38Se não me disserem o sonho, morrerão.
07:41Se disserem, receberão honra e riquezas.
07:45O medo tomou conta do salão.
07:48Coxichos, passos inquietos, rostos pálidos.
07:51Um deles ousou falar novamente.
07:55Nenhum homem pode fazer isso.
07:57Somente os deuses.
07:59Antes que terminasse, o rei explodiu.
08:02Então morrerão todos.
08:04A sentença se espalhou rapidamente.
08:08Soldados partiram para executar os sábios da Babilônia.
08:12A ordem não fazia distinção.
08:17Daniel e seus amigos também estavam incluídos.
08:21Quando Arioque, chefe da guarda, chegou até Daniel, encontrou algo inesperado.
08:28Calma.
08:28Por que tanta pressa em matar?
08:35Ordem do rei.
08:36Ele perdeu a paciência e a confiança.
08:41Daniel pediu tempo.
08:42Um pedido ousado.
08:44Mas algo em sua postura convenceu o comandante a levá-lo até o rei.
08:49Diante de Nabucodonosor, Daniel falou com respeito, mas sem medo.
08:57Conceda-me um pouco de tempo.
08:59A resposta virá.
09:01O rei o observou longamente.
09:06Se falhar, morrerá com os outros.
09:09Naquela noite, Daniel voltou apressado para casa.
09:14Reuniu os amigos.
09:15O perigo agora era real e imediato.
09:19Precisamos clamar.
09:21Se Deus não falar, todos morreremos.
09:23Eles se ajoelharam.
09:25Não houve discursos longos.
09:28Apenas súplica.
09:29O silêncio parecia esmagador.
09:33Mas, enquanto a Babilônia dormia, algo se movia além do visível.
09:41Durante a noite, a resposta veio.
09:43O sonho foi revelado.
09:46Cada detalhe.
09:47Cada significado.
09:49Daniel se levantou antes do amanhecer, com os olhos marejados.
09:55Bendito seja o nome do Senhor.
09:57É Ele quem muda os tempos e as estações.
10:00É Ele quem remove reis e estabelece reis.
10:04Levado novamente ao palácio, Daniel pediu que suspendessem as execuções.
10:08O salão estava tenso.
10:10O salão estava tenso quando ele entrou.
10:11O rei o encarou, desconfiado.
10:15Podes me dizer o sonho?
10:19Nenhum sábio pode.
10:21Mas há um Deus nos céus que revela mistérios.
10:23E então, Daniel descreveu a visão.
10:27A grande estátua, a cabeça de ouro, o peito de prata, o ventre de bronze, as pernas de ferro, os pés misturados com barro.
10:39O rei empalideceu.
10:42Cada palavra era exata.
10:47Tu és a cabeça de ouro.
10:50Depois de ti, outros reinos se levantarão.
10:53Mas um dia, uma pedra não cortada por mãos humanas destruirá todos eles.
11:00E estabelecerá um reino eterno.
11:02O salão estava imóvel.
11:05O orgulho do rei foi quebrado por algo maior que ele.
11:09Nabucodonosor desceu do trono e se prostrou diante de Daniel.
11:14Verdadeiramente, o vosso Deus é Deus dos deuses.
11:21Daniel foi exaltado.
11:23Seus amigos receberam autoridade.
11:26Mas, enquanto Babilônia celebrava, algo maior se desenhava no horizonte.
11:32O sonho não falava apenas daquele tempo.
11:35Falava do fim.
11:37E, silenciosamente, o palco começava a ser preparado para um teste ainda mais severo.
11:44Onde a fidelidade seria provada pelo fogo.
11:48O tempo passou e a Babilônia voltou a respirar orgulho.
11:52O impacto do sonho havia sido real, mas não permanente.
11:56O rei ergueu uma imagem colossal de ouro, reluzente sob o sol, visível a quilômetros de distância.
12:05Era mais do que uma obra monumental.
12:08Era uma declaração.
12:10O poder humano não seria substituído.
12:13O império não cairia.
12:15O rei havia decidido transformar a profecia em desafio.
12:21Arautos percorreram as províncias, anunciando o decreto.
12:27Ao som da trombeta, da flauta e de toda a música, todos devem se prostrar diante da imagem do rei.
12:35Quem não se dobrar, será lançado na fornalha ardente.
12:39Quando a música ecoou, uma onda humana se curvou diante do ouro.
12:56Mas, no meio da multidão ajoelhada, três figuras permaneceram de pé.
13:02Alguns perceberam.
13:04Outros fingiram não ver.
13:06Mas a denúncia não tardou.
13:09Oh rei, há homens que não te obedecem.
13:13Eles não se prostram diante da imagem.
13:17Hananias, Misael e Azarias foram levados à presença de Nabucodonosor.
13:23O rei os encarou, tentando conter a fúria.
13:27É verdade?
13:28Se não se prostrarem, morrerão.
13:31Que Deus poderá livrá-los das minhas mãos?
13:34Os três trocaram um olhar rápido.
13:37Não houve hesitação.
13:39Não precisamos nos defender.
13:41Nosso Deus pode nos livrar.
13:44Mas mesmo que não o faça, não serviremos aos teus deuses.
13:49O rosto do rei se transformou.
13:52A ordem foi imediata.
13:54Aqueçam a fornalha sete vezes mais.
13:59Soldados fortes os amarraram e os conduziram ao fogo.
14:07O calor era tão intenso que os próprios guardas tombaram mortos ao se aproximar.
14:19Os corpos dos jovens desapareceram entre as chamas.
14:22O rei observava, satisfeito.
14:24O rei observava, satisfeito, até que algo mudou.
14:31Não lançamos três homens?
14:34Sim, ó rei.
14:35Então por que vejo o quarto?
14:38E o quarto?
14:39Parece um filho dos deuses.
14:41A música cessou.
14:45O riso morreu.
14:47O fogo que consumia tudo não os tocava.
14:51As cordas haviam se desfeito, mas eles permaneciam ilesos, caminhando entre as chamas.
14:57O rei se levantou, tomado por temor.
15:04Saiam, servos do Deus Altíssimo.
15:07Eles saíram.
15:09Nenhum cheiro de fumaça.
15:11Nenhum fio de cabelo queimado.
15:13O silêncio que se seguiu foi absoluto.
15:17Bendito seja o Deus deles.
15:20Não há outro que possa livrar assim.
15:24Um novo decreto foi proclamado.
15:26Honra foi concedida.
15:28Mas, enquanto o povo celebrava, algo ainda precisava ser tratado.
15:34O coração do rei havia sido abalado, mas não quebrado.
15:38O orgulho continuava vivo, oculto sob palavras de reverência.
15:43E Deus, paciente, preparava um aviso final.
15:47Um sonho não para revelar reinos, mas para revelar o próprio rei.
15:56A paz aparente voltou a cobrir Babilônia.
16:02Os dias eram de prosperidade.
16:06E o rei caminhava confiante entre colunas e jardins suspensos,
16:11contemplando a grandeza de tudo o que havia construído.
16:14As chamas da fornalha já eram lembrança distante.
16:19E o temor que um dia o visitara dera lugar à admiração por si mesmo.
16:24Naquele tempo, Nabucodonosor teve outro sonho.
16:30Diferente do primeiro, este não o perturbou de imediato,
16:35mas deixou um peso estranho em sua alma.
16:37Ele convocou novamente os sábios, mas nenhum conseguiu explicar o que havia visto.
16:48Por fim, Daniel foi chamado.
16:51O rei descreveu a visão com orgulho contido.
16:54Uma árvore gigantesca no meio da terra.
16:58Alta, forte, visível a todos.
17:02Seus frutos alimentavam povos,
17:04suas sombras abrigavam animais
17:06e aves faziam ninho em seus ramos.
17:09Mas, de repente, um mensageiro descia do céu e ordenava.
17:14Cortem a árvore, espalhem seus galhos,
17:17deixem apenas o toco, preso com ferro e bronze.
17:21Que o coração do homem se transforme em coração de animal,
17:25até que sete tempos passem sobre ele.
17:30Daniel permaneceu em silêncio.
17:33O rei percebeu.
17:35Não escondas nada, ainda que seja contra mim.
17:40Daniel respirou fundo.
17:42Sua voz saiu firme, mas carregada de pesar.
17:46Meu senhor,
17:48oxalá esse sonho fosse para teus inimigos.
17:51A árvore és tu.
17:53Cresceste.
17:54Te tornaste poderoso.
17:55Tua autoridade alcançou os confins da terra.
17:58Mas o decreto é este.
18:00Serás afastado dos homens.
18:02Viverás como animal.
18:03Comerás erva.
18:04Até reconheceres que o Altíssimo governa sobre os reinos.
18:08O rei ouviu.
18:09Sério.
18:11A esperança?
18:12O aviso foi dado.
18:25O tempo de graça começou.
18:27Mas os meses passaram.
18:30E nada mudou.
18:33Um dia, caminhando sobre o terraço do palácio,
18:38o rei contemplou a cidade abaixo.
18:40O sol refletia no ouro, nas muralhas, nos templos.
18:46Não é esta a grande Babilônia que eu construí com o meu poder para a glória da minha majestade?
18:52A frase mal havia terminado quando o céu respondeu.
18:57O reino te foi tirado.
19:00Ecoou uma voz invisível.
19:02Naquele instante, a mente do rei se rompeu.
19:06O poder que dominava nações não conseguiu sustentar seu próprio ego.
19:11Ele foi afastado, perdeu a razão, viveu entre os animais.
19:16Seus cabelos cresceram como penas.
19:20Suas unhas como garras.
19:21O rei tornara-se sombra do que fora.
19:25Os dias viraram estações.
19:27O orgulho se dissolveu na terra.
19:29Até que, ao final do tempo determinado, algo mudou.
19:34Nabucodonosor ergueu os olhos ao céu.
19:36Não havia discursos.
19:38Apenas reconhecimento.
19:41Agora sei.
19:42Ele vive para sempre.
19:44Seu domínio não tem fim.
19:47A razão voltou.
19:49O trono foi restaurado.
19:50Mas o homem não era mais o mesmo.
19:53Diante da corte reunida, o rei falou com voz diferente, sem arrogância.
19:58Exalto e glorifico o rei dos céus.
20:04Todos os seus caminhos são justos.
20:07Ele pode humilhar os que andam na soberba.
20:10A Babilônia permaneceu de pé, mas algo havia sido quebrado.
20:16O orgulho do maior rei da terra fora dobrado pela mão invisível que governa tudo.
20:23E enquanto um reinado se encerrava lentamente, outro, marcado por desprezo e profanação,
20:29se aproximava, sem perceber que sua noite final estava prestes a chegar.
20:35A cidade estava em festa.
20:42As muralhas permaneciam intactas, os portões fechados e o exército inimigo parecia distante demais para ameaçar a noite.
20:52Dentro do palácio, o som de taças se chocando misturava-se a risos altos e músicas estridentes.
21:00Belsasar, agora rei, ordenara um grande banquete.
21:04Mil nobres estavam reunidos, embriagados não apenas pelo vinho, mas pela sensação de invulnerabilidade.
21:16Nada pode nos alcançar.
21:19Babilônia é eterna.
21:21Belsasar sorriu, tomado por ousadia.
21:24Seus olhos vagaram pelo salão até que uma ideia lhe ocorreu.
21:29Provocadora, blasfema.
21:31Tragam os utensílios de ouro e prata.
21:34Aqueles que meu pai tomou do templo de Jerusalém.
21:40Houve um breve silêncio, quebrado logo pelo entusiasmo.
21:47Os objetos sagrados foram trazidos e distribuídos.
21:52O vinho foi servido neles.
21:54O sagrado foi reduzido a adereço de deboche.
21:59Bebamos aos deuses do ouro, da prata, do bronze e da pedra.
22:04Foi então que a música cessou abruptamente.
22:15Uma mão surgiu, etérea, destacando-se na parede iluminada.
22:20Não havia corpo, apenas dedos que escreviam lentamente, com precisão aterradora.
22:26O som das unhas raspando na pedra, ecoou no salão.
22:30O riso morreu.
22:32O rosto de Belsasar empalideceu.
22:35Seus joelhos começaram a tremer.
22:37Quem... quem pode explicar isso?
22:43Sábios foram chamados às pressas.
22:45Nenhum compreendeu.
22:47Nenhum ousou fingir compreensão.
22:50O pânico se espalhou.
22:53Até que a rainha-mãe entrou no salão, firme.
22:55Ó rei, há um homem em teu reino.
23:00Nele há espírito dos deuses.
23:03Nos dias de teu pai, ele revelou mistérios que ninguém mais podia.
23:09Daniel foi chamado.
23:10Já idoso, entrou sem pressa.
23:15Seus olhos percorreram o salão.
23:18Os utensílios profanados.
23:20Os rostos embriagados.
23:23Não havia reverência em seu olhar.
23:27Ouvi dizer que podes interpretar.
23:31Se o fizeres, serás honrado.
23:34Daniel respondeu sem se curvar.
23:37Guarda teus dons.
23:39Mas lerei a escrita.
23:41Tu sabias o que aconteceu com teu predecessor.
23:44Sabias como o Altíssimo o humilhou.
23:46E ainda assim, te exaltaste contra ele.
23:50O silêncio era absoluto.
23:52Usaste os vasos sagrados para zombar.
23:56E não glorificaste o Deus que sustenta a vida.
24:03A escrita é esta.
24:05Contado, pesado e dividido.
24:09Teu reino foi contado.
24:11Tu foste pesado.
24:13E achado em falta.
24:15Teu reino será entregue.
24:17A sentença foi imediata.
24:20Honras foram dadas por formalidade.
24:22Mas a noite já estava selada.
24:27Enquanto o banquete a indecuava,
24:29os portões da cidade foram abertos por rotas invisíveis.
24:32O inimigo entrou sem resistência.
24:35O rei foi morto naquela mesma noite.
24:39A Babilônia caiu sem batalha.
24:42Sem glória.
24:43Sem aviso adicional.
24:46No dia seguinte, um novo governo se estabeleceu.
24:50E mais uma vez, Daniel permaneceu.
24:53Silencioso.
24:55Fiel.
24:55Em meio à mudança dos tronos, ele continuava servindo a um reino que não podia ser tomado.
25:03Mas sua fidelidade seria colocada à prova uma última vez.
25:08E desta vez, não diante de reis embriagados, mas diante de leões famintos.
25:14O novo governo se estabeleceu com rapidez.
25:21Dário assumiu o trono entre acordos e vigilância,
25:25reorganizando províncias e nomeando administradores.
25:31Daniel, agora idoso, foi colocado acima dos demais.
25:36Sua integridade era conhecida.
25:38Sua mente permanecia clara.
25:41E sua fidelidade nunca fora manchada.
25:44Isso despertou inveja.
25:49Homens se reuniram em segredo,
25:52observando seus passos,
25:54buscando falhas que não existiam.
25:57Não o pegaremos em corrupção.
26:00Ele é irrepreensível.
26:02Então usemos o Deus dele.
26:04Um decreto foi elaborado com aparência de honra ao rei.
26:10Por trinta dias, ninguém fará petição a Deus algum.
26:14Nem a homem algum, exceto a ti.
26:18Quem desobedecer será lançado na cova dos leões.
26:21O rei, lisonjeado, assinou sem suspeitar.
26:26A notícia correu.
26:31Daniel soube do decreto.
26:33Não discutiu.
26:34Não protestou.
26:35Ao entardecer, subiu ao quarto.
26:39Abriu as janelas voltadas para Jerusalém e se ajoelhou, como fazia todos os dias.
26:48Senhor, em tuas mãos entrego meu caminho.
26:51Foi visto.
26:52Foi denunciado.
26:53Dário percebeu tarde demais a armadilha.
26:58Tentou revogar o decreto, mas a lei era irrevogável.
27:03O rei chamou Daniel.
27:05O teu Deus poderá te livrar?
27:08Ele é fiel.
27:12Daniel foi lançado na cova.
27:15Uma pedra foi colocada sobre a entrada.
27:17O rei selou com seu anel.
27:23Aquela noite foi longa.
27:25Dário não comeu.
27:26Não dormiu.
27:29Ao amanhecer, correu até a cova.
27:33Daniel, o teu Deus pode livrar-te?
27:37Do fundo da escuridão, a voz respondeu, firme.
27:41Ó rei, vive para sempre.
27:43Meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões.
27:48Nada me aconteceu.
27:51O rei ordenou que o retirassem imediatamente.
27:55Daniel saiu ileso.
27:56Nenhuma marca.
27:58Nenhum ferimento.
28:01Os acusadores foram lançados na cova.
28:04E não tocaram o chão antes de serem consumidos.
28:08Dário proclamou um novo decreto.
28:10Não por medo, mas por reconhecimento.
28:13Em todo o meu reino, tremam diante do Deus de Daniel.
28:18Ele vive.
28:20Seu reino não será destruído.
28:22Os anos avançaram.
28:24Reis surgiram e desapareceram.
28:29Daniel permaneceu.
28:31Mas agora, não mais em cargos elevados.
28:34Passava longas noites em oração.
28:36Foi então que as visões vieram.
28:40Bestas emergindo do mar.
28:42Reinos se levantando e caindo.
28:46Chifres, guerras, opressão.
28:49Um filho do homem vindo sobre as nuvens, recebendo domínio eterno.
28:54O peso era grande.
29:00Até quando?
29:02A resposta não foi imediata.
29:04Houve silêncio.
29:06Houve espera.
29:07Então, veio a voz.
29:09Veja estas palavras.
29:11Muitos correrão de uma parte para a outra.
29:13E o conhecimento se multiplicará.
29:16Daniel chorou.
29:18Não por medo, mas pela dimensão do que vira.
29:22O futuro estava traçado.
29:23O sofrimento viria.
29:25Mas o fim também estava selado.
29:28Descansarás, disse a voz.
29:30E te levantarás na tua herança.
29:33No fim dos dias.
29:34Daniel permaneceu em silêncio.
29:37O mundo continuaria girando.
29:39Impérios ainda surgiriam.
29:42Mas ele sabia.
29:43O reino eterno não seria abalado.
29:47E quando os reinos dos homens terminassem,
29:50o Deus que governa a história se revelaria plenamente.
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