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  • há 5 semanas

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Transcrição
00:00Hoje deveria ser um momento de tirar fotos, de fazer promoção de produtos para o carnaval.
00:07E acabou aqui na delegacia para três jovens.
00:10Eu vou te contar como é que foi essa história, tá?
00:13A dona de uma loja que vende roupas para carnaval,
00:18a funcionária dela, que também é responsável pelo marketing, uma modelo,
00:21vieram de boa viagem até o centro histórico de Olinda, o sítio histórico de Olinda.
00:26Sabe ali na São Bento, que fica perto lá daquela igreja muito famosa agora,
00:32até onde João Gomes gravou recentemente um trabalho dele, que foi até premiado, né?
00:37Pois bem, elas estavam lá, aproveitando a fotografia, aproveitando o cenário,
00:41aquelas casas coloridas, tudo muito bonito, quando de repente um bandido apareceu na história.
00:47A modelo estava lá, fazendo o trabalho dela.
00:51A funcionária da dona dessa loja estava com o celular filmando, mandando ela fazer poses diferentes.
00:56Quando, de repente, o bandido chegou por trás e falou, perdeu, passa o celular.
01:03A mulher, de imediato ali, pensou que tratava-se de uma brincadeira.
01:08Aí olhou para trás.
01:10Quando viu, era um cara que ela nem conhecia.
01:12Ela puxou o celular.
01:14O bandido não desistiu, continuou tentando puxar o celular, pelo celular dela.
01:19Sabe qual era o celular?
01:21Hein, GB?
01:21Sabe qual era o celular, GB?
01:23Diga.
01:24Um iPhone 17.
01:2517 o quê?
01:26Pro Max.
01:27Você é, meu amigo?
01:28Um iPhone 17 Pro Max.
01:30Aí quando o bandido deu o bode, a dona da loja, que também é a dona do iPhone, ficou desesperada.
01:36E falou, me dê meu celular, seu ladrão.
01:39E o bandido, para sair ali e levar o celular, ele pegou uma lata de refrigerante que estava na mão e...
01:48Danou na cabeça da mulher.
01:50Ela ficou desesperada duas vezes, porque além do celular roubado, também teve ali a cabeça atingida por uma lata de refrigerante.
02:00Só que essas mulheres contaram com uma sorte, contaram com protetores, policiais civis aqui da delegacia do Varadouro.
02:09Porque veja o que aconteceu, minha gente.
02:12Momentos antes desse crime acontecer, dois policiais saíram nessa viatura aqui, GB, que ainda continua aqui na frente, olha.
02:19Essa viatura.
02:19Eles foram para o sítio histórico de Olinda levar uma intimação.
02:24E de repente eles viram essa movimentação de pega ladrão, pega ladrão, me roubaram, pega ele.
02:30Aí os policiais rapidamente foram atrás do bandido.
02:33E conseguiram capturá-lo.
02:36Esse criminoso foi colocado na viatura, tudo bom, meu irmão?
02:38Esse criminoso foi colocado nessa viatura aqui, olha.
02:42E foi trazido aqui para a delegacia do Varadouro.
02:45Marvin Barbosa e o GB, que são curiosos, estavam aqui apurando uma outra história.
02:53Viu essa cena.
02:55Três jovens, bonitas, bem vestidos, não foi, GB?
02:58A gente pensou até que estavam numa festa de carnaval, não foi?
03:01Saindo daqui, olha, e chorando uma delas.
03:05Aí eu me compadeci, né?
03:06Obviamente cheguei perto, perguntei, ô moço, o que foi que aconteceu?
03:09Pra primeira que saiu.
03:10Ela, não quero gravar, não.
03:11Tava nervosa, bichinha.
03:12Falei, tudo bem, pode ir.
03:14Aí a outra pegou e falou assim, moço, a gente teve o celular roubado agora há pouco.
03:19Eu falei, como é que foi isso?
03:21Aí elas entraram, desesperadas.
03:23Aí eu fiquei sabendo que o bandido que havia roubado o celular estava aqui, ó.
03:28Na viatura.
03:29Eu aguardei ele sair e fiz a seguinte pergunta.
03:33Você roubou o celular, foi?
03:34E ele me contou, minha gente, que estava com problema de saúde
03:38e que roubou o celular para dar de comer a filha.
03:42Foi isso mesmo.
03:44E disse que estava sem trabalhar há cinco meses, por isso que estava roubando lá no
03:48sítio histórico de Olinda.
03:50Vocês agora vão acompanhar o momento em que eu falei com esse bandido.
03:54Veja aí.
03:56O rapaz estava roubando o celular, foi?
03:58Sem trabalhar, meu chefe.
03:59Com a hernia aqui, tem uma criança.
04:01Estava trabalhando ou roubando?
04:02Não, meu irmão.
04:03Eu botei para dar de comer a minha filha mesmo.
04:05Tu queria roubar o celular para dar de comer a tua filha, Fê?
04:08Onde foi esse assalto?
04:10Foi na rua ali, meu irmão.
04:11Nem sei.
04:11Por que tu fosse para cima das meninas?
04:13Se tu roubasse de qual menina ali?
04:15Não sei.
04:15Ninguém estava lá.
04:18Mas, rapaz...
04:19Não, eu estou sem comer, sem trabalhar.
04:20É que tem um problema, tu vai roubar os outros, é?
04:23Não, não vai, meu chefe.
04:31Aí você ouviu ele falando, né?
04:33Que estava sem trabalhar há cinco meses por causa de uma hernia, é isso?
04:37Isso, uma hernia.
04:38Mas ele falou se era hernia de disco?
04:40Não.
04:41Pronto, ele falou isso.
04:43E que resolveu roubar para dar de comer a filha, etc.
04:46Toda aquela história.
04:47E, de fato, minha gente, a gente sabe que tem muita gente passando por problemas aqui.
04:53Ah, são as moças, é?
04:56Olha, elas estão sendo ouvidas.
04:57Não, olha para lá, não, porque...
04:59Mostra não, agora não.
05:00Assim que elas saírem, eu vou falar com elas.
05:02Eu vou tentar falar com elas.
05:04Mas elas estão sendo ouvidas ali, ó.
05:05Mas vamos lá.
05:06A gente sabe que tem muita gente enfrentando problemas financeiros.
05:10Mas não é por isso que essa pessoa vai subir essas ladeiras enormes aqui de Olinda para roubar.
05:17Para roubarem, né?
05:18Essas pessoas vão roubar, né?
05:19Não, não vão, pô.
05:21A pessoa vai fazer alguma coisa da vida para tentar conseguir o sustento.
05:25É tanto que uma das mulheres...
05:27Você ouviu quando ela falou?
05:28Se ele tivesse me pedido 50 reais, eu teria dado a ele.
05:33Mas ele veio me roubar.
05:34Você está querendo falar o quê, GB?
05:35Uma família que veio de Goiás também foi...
05:37Ah, calma, GB.
05:38Não entrega tudo, não.
05:38Calma, a gente vai chegar lá.
05:40Olha, aí aqui, para o delegado, ele já mudou a história.
05:45Sabia?
05:46O nome dele é Jair Carlos Andrade da Silva, de 34 anos.
05:52Ele é morador da Vila Popular, que também fica aqui em Olinda.
05:56Sabe o que ele contou para o delegado?
05:58Vou dizer para você.
06:01Ele falou para o delegado que estava roubando para consumir droga.
06:04Para trocar o celular por droga.
06:08Um iPhone 17 Pro Max.
06:10Veja que situação.
06:11Foi isso que ele contou.
06:13Aqui tem uma de coitadinho, dizendo que queria sustentar a filha, que queria dar de comer a filha, que estava sem trabalhar há cinco meses por causa de uma hérnia de disco, uma hérnia.
06:22E lá dentro ele falou que ia trocar o celular, que custa mais de... quanto custa um iPhone?
06:28Hã?
06:28Os 14 contos, né?
06:31É, dependendo de quanto ele tem de memória.
06:35Pode chegar até 17 mil, dependendo da memória dele.
06:38Aí ia trocar por droga.
06:39E enquanto a nossa equipe de reportagem permanecia aqui, levantando as informações, minha gente, chegou uma família de Goiânia.
06:48É, Goiânia, Goiás.
06:50Chegou aqui.
06:51Vocês falam comigo agora?
06:54Elas são as vítimas.
06:55Vocês falam comigo ao vivo?
06:57Sobre o roubo, Bença?
06:59Vai lá, mano.
07:00Vai lá.
07:01Peraí, calma.
07:02Esse GB fica arrumando...
07:03Peraí, calma.
07:04Deixa eu chegar aqui, perto da janela.
07:06Eu tava já falando da família, que tu tava falando ali.
07:10Olha.
07:12Vocês estão me ouvindo?
07:15Pronto.
07:16Ah, vão falar comigo ao vivo sobre esse roubo?
07:18Não precisa mostrar o rosto, não.
07:20Fica daí.
07:21Eu vou ficar daqui.
07:22Vai, porque não foi você que levou uma latada na cabeça?
07:26Uma latada não foi ela que levou na cabeça?
07:28Foi você, não foi?
07:29Que levasse uma latada na cabeça?
07:32Ele jogou a lata em tu?
07:35Vai, vai.
07:35Fala daí.
07:36Não, mostra o rosto, não.
07:37Vai, fala.
07:38Não, amiga, eu vou conhecer minha voz na tribuna.
07:41Quem te conhece já sabe o que passou, menina.
07:43Vem, fala comigo.
07:44Aí tu vai mostrar, tirar a pulseira pra ninguém...
07:46Não, vai.
07:47Ela tá tirando a pulseira, que ela disse que ela é conhecida por causa da pulseira.
07:50Pronto, agora tá sem pulseira.
07:52Vem cá, porque são pulseiras caras, é?
07:54É.
07:54Ah, olha aí.
07:56Pode ser por isso, né?
07:57É, menina empresária, né, não?
07:59Tem dinheiro.
08:00Ó, sim, agora vamos botar o assunto aqui.
08:02Quer dizer que vocês estavam aqui no Sítio Histórico de Olinda tirando fotos e fazendo
08:06vídeos para promover algumas peças para o carnaval, não foi?
08:10Foi.
08:10E a gente tava tirando fotos e ele chegou falando perdeu, perdeu, perdeu, pegou o nosso celular
08:15e saiu correndo.
08:16Daí a gente começou a gritar e pedindo ajuda, aí tem um carro de polícia próximo, aí
08:24graças a Deus eles conseguiram pegar o bandido.
08:28Durante a investida dele, ele chegou a jogar uma lata de refrigerante na sua testa, foi?
08:32Foi, porque eu tava com o refrigerante na mão e eu tive reação.
08:37Quando ele pegou o celular da mão da minha amiga, eu peguei e fui pra cima dele, ele pegou
08:41a lata que tava na minha mão, na verdade jogou a bolsa, aí eu tava com a lata na mão e a
08:45lata bateu em mim, enfim, foi.
08:48Agora eu tiro a dúvida.
08:50Quando ele chegou aqui, a delegacia, ele parecia um coitadinho, falando que tava com a hérnia,
08:57que tava com problemas financeiros, porque tava sem trabalhar há cinco meses e que tava
09:02precisando dar de comer a filha dele.
09:04Ele agiu também dessa maneira contigo ou foi agressivo?
09:07Não, ele foi super agressivo. Ele começou a gritar, falando, perdeu, perdeu, perdeu,
09:13perdeu e com toda a grosseria.
09:16Em momento nenhum, até falei pra ele, que se ele tivesse me pedido dinheiro, justamente
09:21pra ajudar na casa dele, eu daria. Ele não precisava levar meu celular.
09:25Agora vê, isso aconteceu no sítio histórico durante a tarde, né? Com aquela movimentação
09:29todinha.
09:30Tinha um monte de gente, turista. Inclusive, quando a gente chegou aqui, tinha uma família,
09:35turista, falando que tinha sendo assaltado na outra rua onde a gente tava.
09:39Tá vendo, ó. O GB ia falar sobre esse assunto. Eu falei pra ele que eu ia falar mais tarde
09:43e ela falou agora. Ela tocou nesse assunto também.
09:46Uma família de Goiânia também foi roubada no sítio histórico de Olinda.
09:51Só que o criminoso não foi o mesmo. Isso prova que tem mais ladrão que tudo lá em cima.
09:56É possível uma coisa dessa, né?
09:57É. O celular já tá contigo já?
09:59Já, sim.
10:00É? Tá aí, tu pode mostrar. Vem cá, tu tem um vídeo no momento que ele deu a botar em
10:04tu?
10:04Não, a gente não tem mais.
10:05Tem mais não, é?
10:05Não, não tem. A gente não gravou.
10:08Chegou a gravar na hora que tava filmando.
10:09Não, ela tava só mostrando o vídeo. Não tinha como gravar ele, não.
10:14Sim.
10:14Deixa eu falar, o pessoal de Goiânia, né? Eu já falei as três vezes e não concluí a história.
10:18Eu volto a falar contigo de novo.
10:19Aí essa família chegou aqui e falou pro delegado que havia sido roubada também lá no sítio
10:23histórico de Olinda.
10:24Aí os agentes saíram rapidamente atrás desse ladrão também e não conseguiram pegar
10:29ele ainda. Apenas esse homem, que foi trazido aqui para a delegacia do Varadouro, foi preso
10:36depois de roubar esse iPhone aqui, ó. Mostra o iPhone. Quanto é que custa um celular desse?
10:419.800.
10:42Tá pagando ainda?
10:44Não, ainda bem que eu paguei num Pix, porque assim eu tenho mais um infarte.
10:48E quer outra coisa, não? Obrigado, ó. E desculpa a brincadeira, viu? Mas ainda bem que
10:53já passou o susto, né? Você chegou aqui chorando, minha filha. Você já tava assoluçando
10:57ali. Por que esse choro todo?
10:58Eu tive uma crise de pânico na hora. Porque foi muito forte. Na verdade, foi eu que pedi
11:03pra gente ir pra Olinda. E como eu sou do marketing da loja dela, eu que solicitei pra gente ir
11:09pra lá. E quando a gente foi, foi justamente na minha mão que ele pegou.
11:13Desculpada.
11:14Isso. Veio a culpa na hora. Ele foi tão forte que até meu punho ainda tá doendo. Eu me
11:18dei conta depois que o meu punho tá doendo por conta da força que ele teve em pegar.
11:22Eu fiquei puxando o celular e ele também. Então...
11:25Vocês fizeram muita sorte, não? Foi porque a polícia tava passando na hora.
11:28Eu creio que foi tudo Deus ali. Porque não tem outra explicação. Foi Deus porinho.
11:32Porque assim que a gente começou a gritar, moradores ajudaram a gente também. Pessoas
11:37na rua ajudaram a gente também. Então foi o momento que a gente conseguiu recuperar.
11:41Graças a Deus.
11:41Que coisa boa. E a modelo tá de boa, né? A modelo tá aí também registrando o
11:46bonitinho de ocorrência. Muito obrigado, viu, meninas?
11:47E que ainda bem que deu tudo certo pra vocês, né? Graças a Deus não teve nada grave.
11:53E é isso. Esse homem foi trazido aqui para a delegacia do Varadouro. Ele vai
11:56permanecer depois, né? Ele foi autuado em flagrante por roubo, tá? E grave ameaça.
12:02Esse foi o crime também que o delegado entendeu ali enquanto estava fazendo a
12:05qualificação dele, né? E esse homem deve permanecer aqui na delegacia do
12:09Varadouro até amanhã. Onde vai ser... Amanhã ele será encaminhado para o
12:15município de custódia, né? Pra saber se ele volta pra sociedade pra roubar de
12:19novo ou se ele vai pagar pelo crime que ele cometeu. Ah, e tem mais uma. Tem mais
12:24uma. Para o delegado ele falou que já foi preso também roubando. E sabe qual
12:28período, hein, Moab? No período carnavalesco. Ele gosta desse tempo, viu? Pra
12:35roubar. Moab Augusto.

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