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Direto de Davos (SUI), o enviado especial Marcelo Torres traz os principais desdobramentos do Fórum Econômico Mundial. Nesta quinta (22), Donald Trump anunciou o controverso Conselho de Paz da Faixa de Gaza, com países aliados, mas sem o apoio da Europa.

Marcelo explica os bastidores, incluindo a participação inusitada da Rússia e o impacto para a ONU. Também destaque para a reunião de Zelensky com Trump, as garantias de segurança oferecidas pelos EUA e o discurso do primeiro-ministro alemão Friedrich Merz sobre diplomacia e força. E ainda, em entrevista exclusiva, o CEO da Vale fala sobre a estratégia de descomoditização do minério de ferro, transformando a indústria com produtos customizados para cada setor.

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Transcrição
00:00E a gente vai agora para Davos, na Suíça, com o nosso âncora Marcelo Torres, que já está aqui no telão conosco.
00:07Ele que é o nosso enviado especial ao Fórum Econômico Mundial e acompanha tudo de pertinho.
00:13Oi Marcelo, muito boa noite aí pra você. Tudo bem contigo, meu amigo?
00:19Boa tarde pra você aí no Brasil, Eric. Boa tarde pro Guilherme também.
00:22Tudo bem, bastante frio aqui, mas eu até me acostumei depois de tantos dias, viu Eric?
00:26É, a gente acaba acostumando, né? Você sai de um calorão aqui no Brasil, mas já já você está de volta aqui.
00:34Por enquanto vai curtindo o friozinho. Agora, Marcelo, hoje nós tivemos desdobramentos também em relação a Donald Trump,
00:41que falou inclusive também daquele Conselho de Paz em Gaza.
00:46Nos traga aí o que mais chamou a atenção no dia de hoje em Davos.
00:50Que coisa esquisita, né Eric, esse Conselho aí, porque o Trump exibiu aí 19 líderes internacionais,
00:59entre eles o presidente da Argentina, o presidente também do Paraguai, o presidente da Indonésia.
01:04E aí ele não conseguiu convencer ninguém da Europa a participar desse Conselho. Por quê?
01:09Porque fica aquela desconfiança de que o Trump está fazendo isso pra passar por cima da ONU
01:14e pra criar um órgão que ele possa dominar pra determinar o que vai acontecer na faixa de Gaza.
01:19E ele também não fez nenhum discurso inspirador, assim, sobre a paz, sobre um futuro pacífico pros moradores de Gaza.
01:26Ele falou, inclusive, sobre especulação imobiliária.
01:29Disse que aquelas terras da faixa de Gaza estão numa localização muito boa
01:32e que deve ser interessante aí pros desenvolvedores imobiliários trabalhar naquele lugar.
01:39O Brasil foi convidado pra participar também dessa iniciativa, mas até agora não respondeu.
01:43Tá analisando, né, se realmente vai valer a pena.
01:46E teve um país que fez uma ação que eu achei bastante inusitada, que foi a Rússia.
01:51Primeiro, como é que a Rússia hoje em dia vai participar de qualquer Conselho de Paz,
01:55estando em guerra com a Ucrânia, né?
01:57Mas o presidente Vladimir Putin disse mais.
01:59Ele disse que não só quer participar, como quer doar um bilhão de dólares,
02:04que foi o preço que o Trump colocou pros países que quiserem ter um assento permanente
02:09nesse Conselho de Paz da faixa de Gaza.
02:11Ele disse o seguinte, eu dou um bilhão, mas é um bilhão do dinheiro da Rússia que tá congelado na Europa.
02:17Porque você sabe que desde o começo da guerra na Ucrânia,
02:19tem muito dinheiro da Rússia congelado no mundo inteiro aí como forma de sanção, né?
02:23Então ele quis dizer o seguinte, libera esse um bilhão aí que eu tenho na Europa,
02:26que eu ajudo nesse Conselho.
02:28Uma coisa bastante estranha, como tudo nesse Conselho que o Trump anunciou hoje aqui em Davos.
02:36Ele também teve uma reunião importante hoje com o Volodymyr Zelensky.
02:40O Volodymyr Zelensky veio aqui, fez um discurso,
02:43criticou a Europa pela falta de ação pra ajudar a Ucrânia na guerra
02:46e afirmou que aceitou as garantias de paz, de segurança, né?
02:51Que os Estados Unidos prometem dar, no caso de paz com a Rússia.
02:55Isso é um passo importante, realmente, pra ver se a guerra chega ao fim.
03:01Porque a Rússia não quer que a Ucrânia entre pra OTAN, porque ela se sente ameaçada pela OTAN.
03:06Então, assim, sempre se discutiu qual seria uma garantia possível pra Ucrânia
03:10que se ela acabasse a guerra hoje, se ela até cedesse territórios pra Rússia,
03:15se daqui a dois anos a Rússia não voltaria querendo mais territórios,
03:18já que a Ucrânia não faria parte da OTAN.
03:20Então Zelensky disse que aceitou as garantias de segurança oferecidas pelos Estados Unidos.
03:26Falta a gente saber ainda muito detalhes sobre isso, Eric,
03:29pra entender direito que garantias são essas, né?
03:31Mas é um fato que, se for verdade, é um fato bastante positivo
03:35e que pode ajudar a gente a pensar no começo do fim da guerra.
03:39Não sabemos ainda o que o Putin vai aceitar,
03:42então a gente tem que esperar novos desenvolvimentos aí
03:46pra entender direito o que significa isso que o Zelensky falou hoje aqui em Davos.
03:51Eu queria falar também, viu, Eric, de um discurso que eu achei muito interessante
03:54que aconteceu de manhã, do primeiro-ministro alemão, do Friedrich Merz.
03:59Ele falou que o seguinte, que ele fez um alerta contra um mundo em que vale apenas a força.
04:05Ele disse o seguinte, a Alemanha já apostou nesse caminho no passado
04:08e arrastou o planeta pra Segunda Guerra Mundial, que foi algo catastrófico.
04:13Então achei isso um exemplo bastante forte que ele usou do próprio país dele
04:16pra dizer que hoje a gente precisa apostar mais na diplomacia e não apenas na força.
04:22E ele também falou sobre o acordo Mercosul-União Europeia.
04:26Ele disse o seguinte, que esse desafio judicial que o Parlamento Europeu fez
04:32pra pedir que um tribunal da Europa avalie esse acordo pra ver se ele vale,
04:37ele pediu que esse desafio judicial se restringe a apenas algumas cláusulas
04:43e que as outras que não estão sendo contestadas pelo Parlamento Europeu,
04:47que elas já possam entrar logo em vigor.
04:49Porque ele tem pressa pra que esse acordo entre em vigor, porque a Alemanha,
04:53desde o começo, foi um dos países que mais batalharam pra que esse acordo
04:56entre Mercosul e União Europeia acontecesse, viu, Eric?
04:59É, muita coisa acontecendo então em Davos, os grandes líderes aí se pronunciando, né, Guilherme?
05:06E o Marcelo Torres trouxe a informação da Rússia, também a reunião com o Vladimir Zelensky,
05:12que tá sempre batendo na trave lá, um possível acordo de paz,
05:16vão cessar fogo entre Rússia e Ucrânia, né?
05:18E agora a Rússia tentando desbloquear aí um bilhão de dólares para colocar nesse Conselho de Paz.
05:26E a gente lembra que a China recusou o Conselho de Paz.
05:29Suécia também, a Itália falou que era um pouquinho estranho,
05:32como o Marcelo Torres trouxe a Europa não gostando muito dessa proposta de Trump.
05:38O que esperar então desse Conselho de Paz que ficaria esvaziada?
05:41A Alemanha e a França também negaram, né?
05:45Eu acho que a pergunta, Marcelo, é...
05:48Esse Conselho feito com Paquistão, Hungria,
05:55países notoriamente aliados a Trump, teria credibilidade?
05:59Conseguiria, de fato, mover conversas?
06:02E até que ponto não minaria as Nações Unidas, né?
06:06É, e outra coisa, né, Marcelo, você tem países menores, né, com um poder limitado,
06:13e aí ficaria, por exemplo, para os Estados Unidos, na verdade, direcionar ali essas decisões,
06:20porque teria um peso maior, teria uma influência maior sobre esses países considerados pequenos, né?
06:25Pois é, Eric, a gente conhece bem o Trump, né?
06:30O Trump não gosta de nada envolvendo multilateralismo.
06:33Ele gosta de fóruns onde ele possa mandar e onde ele possa ter seguidores.
06:37Então, eu não esperava do Trump alguma iniciativa, por exemplo,
06:41dentro da ONU, que passasse pelo lado institucional da ONU,
06:44para tentar fazer avançar qualquer tipo de acordo de paz na faixa de Gaza.
06:48E é isso exatamente que ele conseguiu aqui.
06:50Ele trouxe para perto dele países que já estavam bastante alinhados
06:54e líderes que estavam bastante alinhados, balinhados,
06:57como, por exemplo, o Javier Milley, da Argentina,
07:00como o Santiago Penha, do Paraguai,
07:02que não é tão extrema-direita quanto o Javier Milley,
07:05mas também orbita aí nesse setor, nessa ideologia, né?
07:10E o Victor Orbán.
07:11Victor Orbán, que é um dos líderes mais autoritários aqui da Europa.
07:15O presidente da Hungria, que está no poder há muito tempo
07:19e que também defende a bandeira da extrema-direita.
07:23Então, assim, foram esses líderes que se agruparam ao redor do Trump
07:26para essa iniciativa.
07:28A gente não teve, até agora, nenhuma participação de um país, por exemplo,
07:32que tenha mais peso aqui na Europa, mesmo na América Latina, né?
07:36Porque a Argentina, claro, é um país importante,
07:38mas ela não tem o peso que o Brasil tem na geopolítica internacional.
07:41É, e aí, acho que é uma coisa interessante, Marcelo e também o Guilherme Ravache,
07:46vou relembrar ontem, né, o Donald Trump retirando as tarifas sobre a Europa,
07:51ou a tarifa de 10% sobre a Europa,
07:54e falando no possível alinhamento de um acordo sobre a Groenlândia.
07:57Porém, hoje, a OTAN questionou, né, aquela sinalização
08:00da tal autonomia para os Estados Unidos entrarem,
08:05ou, vamos dizer assim, ficar à vontade lá na Groenlândia.
08:08Ô, Ravache, como que você viu, né, esse questionamento da OTAN?
08:13Porque o Trump tem esse modo desoperante, né?
08:15Às vezes ele fala coisas que não foi combinado, na verdade, né?
08:18Então, faltam detalhes, né, aqueles pormenores desse anúncio.
08:21É, o Trump deu a entender que teria acesso facilitado, né,
08:25particularmente aos minerais, né, da Groenlândia,
08:28e também poderia instalar bases militares.
08:31É como se fosse um quintalzinho, né, dos Estados Unidos.
08:35Obviamente, isso para a soberania da Europa é um risco, né?
08:41E talvez, né, mais uma vez o Trump fez o plano,
08:46só faltou combinar com os oponentes ao plano, né?
08:50É a percepção que eu tenho, né?
08:52Mas o Trump, notoriamente, diz uma coisa
08:55que ele gostaria, mesmo que isso não seja realidade.
08:59O próprio Marcelo citou ontem, né, a questão da inflação, né,
09:02que ele disse que a inflação desapareceu nos Estados Unidos, e não é realidade, né?
09:06E, Marcelo, para encerrar sua participação hoje no Radar,
09:10fala um pouquinho, você fez uma entrevista exclusiva, né,
09:13muito pertinente com o CEO da Vale, não é isso?
09:18Eu gostei bastante da entrevista, viu, Eric?
09:20Eu acho que ele estava bem solto, ele falou bastante,
09:22e ele trouxe um fato, assim, que eu achei bastante curioso, né,
09:25que a Vale trabalha com um horizonte de descomodização do minério de ferro.
09:31Ou seja, vai chegar um ponto em que o minério de ferro
09:34vai deixar de ser uma commodity.
09:35E como isso vai acontecer?
09:37Eles vão customizar o ferro para cada tipo de indústria.
09:40Então, o ferro não vai ser comprado mais, digamos assim,
09:42a granel, no atacado, para cada um fazer o que quiser.
09:45Ele vai ser vendido especificamente já,
09:47com a gradação específica para qualquer indústria.
09:50Isso, claro, que muda muito a questão de preço, né,
09:52faz avançar muito aí a estratégia de negócio da Vale.
09:57Eu não vou contar mais para não dar spoiler,
09:59porque daqui a pouquinho eu sei que você vai mostrar a entrevista aí,
10:02mas eu achei uma entrevista bastante interessante, Eric.
10:04Ah, então maravilha.
10:05Já alertou aí, já deixou no radar para os nossos telespectadores
10:09essa entrevista, então, com o CEO da Vale,
10:11é já, já, ainda dentro dessa edição do radar.
10:14Meu amigo, vai descansar.
10:16Obrigado mais uma vez pela sua participação.
10:18Amanhã a gente volta a conversar, viu?
10:20Um grande abraço para você.
10:22Tá certo, Eric.
10:24Um abraço para você, para o Guilherme,
10:25para todo mundo que está assistindo o radar.
10:27Obrigado.
10:27Até amanhã.
10:28Guilherme, já, já a gente volta a conversar também.
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