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Europa. Empresas como Petrobras, Vale e bancos lideram a alta, enquanto investidores estrangeiros continuam a aportar capital no Brasil. O repórter Pablo Valler conversa com a economista-chefe Tatiana Pinheiro, da Galapagos Capital, que explica como as ameaças de tarifas de Donald Trump e o risco de guerra comercial impactam os mercados globais e, ao mesmo tempo, favorecem países emergentes, como o Brasil, que recebem fluxo de capital estrangeiro.

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Transcrição
00:00A gente vai direto para Galápagos Capital com o repórter Pablo Waller, o nosso repórter Pablo Waller,
00:06que vai conversar com a economista-chefe, a Tatiana Pinheiro.
00:10Oi, Pablo Waller, está nos escutando? Muito boa tarde para você, para a Tatiana Pinheiro.
00:15Sempre bom tê-los aqui no Radar.
00:18E para falar um pouquinho do mercado financeiro no Brasil, o Ibovespa B3, que surpreendeu,
00:23deu de ombros para a crise externa, essa crise geopolítica, subiu, bateu recorde intradia.
00:32Petrobras forte, vale forte, bancos, também algumas varejistas conseguiram sustentar em alta a Bolsa Brasileira
00:41na contramão dos mercados globais.
00:44Tragam para a gente, então, esse olhar do que foi hoje o mercado aqui no Brasil
00:49e a prospecção para os próximos dias também.
00:52Sejam bem-vindos aqui ao Radar.
00:57Oi, Eric, boa tarde aí a todos.
01:00Pois é, sempre pegam a gente aqui já conversando sobre o assunto.
01:04Estou sempre te ouvindo bem, viu, sim?
01:07É que a gente realmente já fica falando sobre o que está acontecendo no dia
01:11e principalmente agora, nessa época, porque seria um exagero dizer, Tatiana,
01:17boa tarde para você, de que quase tudo, pelo menos hoje, do mercado financeiro,
01:25das ações que sobem ou descem, dos juros que a gente vê em alta, boa parte do mundo,
01:31até a inflação muito atrelado a Donald Trump e toda essa tensão geopolítica com vários países que ele está criando?
01:40Sim, sim, infelizmente sim, uma grande parte da volatilidade.
01:46Desde o começo do ano, desde o dia 3 de janeiro, vem dessa tensão geopolítica.
01:52Ora, as questões com a Venezuela e os planos com a Venezuela,
01:57ora com questões com a volta de questões com o Irã,
02:01ora a volta com a questão com a Groenlândia.
02:05Voltamos a esse capítulo que foi muito forte no começo do ano passado,
02:11que é o de aumento de tarifas de importação,
02:14hoje anunciando aí 10% adicional para alguns países da Europa.
02:18Então, para alguns países como França, Inglaterra, que é parceira comercial,
02:23parceira de primeira ordem nos Estados Unidos,
02:25a tarifa a partir do dia 1 de fevereiro, se nada mudar até lá,
02:30sobe para 25% com esses 10% adicionais.
02:34Então, sim, o ano passado já foi isso, em grande parte do ano,
02:40com a questão das tarifas, então essa tensão jogada do governo americano
02:47em cima de todos os países, em cima dos mercados e seus ativos,
02:52por conta do aumento de tarifas, isso foi ano passado,
02:55já tinha a história da Groenlândia,
02:58pensar em anexar ou qualquer coisa do tipo,
03:02mas ficou em pano de fundo e sempre foram as tarifas ao longo de 2025,
03:07e agora está um começo de ano meio mesclado,
03:10então voltam as questões geopolíticas e volta também tarifa,
03:14e a gente tem que ver o que vai vingar, qual frente que ele vai resolver realmente trilhar.
03:23O ano passado foi a das tarifas, esse ano pode ser mais geopolítica, menos tarifa,
03:28ou pode ser as duas coisas juntas.
03:30O fato é que aquele cenário de incerteza que liderou,
03:36acabou trilhando a vida da maior parte da autoridade monetária nos países,
03:45essa incerteza continua para esse ano e deve acabar trilhando o desempenho do preço dos ativos
03:52e as decisões de política monetária também.
03:54É, porque quando a gente começa a ver até o tipo de ação,
03:59ou também ver juros em outros países,
04:04geralmente a gente cai nesse assunto, por exemplo, olha só,
04:07a Vale está subindo hoje aqui no Brasil,
04:10diferente de muitas concorrentes do mesmo setor, inclusive,
04:14mas porque está entrando muito dinheiro de fora aqui e apostando nela.
04:19Então, a gente sempre acaba caindo nesse assunto.
04:24Até as questões de tarifas que ele pode impor, por exemplo, você comentou da França,
04:29200% simplesmente porque Emmanuel Macron não quer participar do Conselho de Paz.
04:34Ainda assim poderia afetar o Brasil, né?
04:36Claro, tudo conectado.
04:38Sim, sim, tudo conectado e isso acaba afetando.
04:41Por quê?
04:41O que pode afetar todos os países, inclusive o Brasil?
04:45É se a gente entrar num trade war, né?
04:49Se você começar a ter tarifas recíprocas.
04:52Então, ele aumentou agora, colocou 10% adicional para as exportações de França,
04:58Grã-Bretanha, que é aliado em primeira ordem, Dinamarca.
05:02E aí, se a zona do euro fizer uma contrapartida e aumento de tarifas,
05:06igual o que a gente teve no começo do ano entre Estados Unidos e China.
05:09Se tiver o aumento, tiver a guerra comercial e os países reagirem ao aumento de tarifa do Donald Trump,
05:20o que isso leva?
05:21De acordo com o Banco Mundial, leva a uma recessão mundial.
05:25E aí, isso vai afetar os demais países que, às vezes, não estão diretamente relacionados nessa história.
05:31Então, começa uma guerra comercial entre Estados Unidos e Europa,
05:34mas isso leva a uma recessão econômica mundial, um menor comércio.
05:41E aí, todos os países, países na África, países aqui na América Latina, a China, todos os países sofrem.
05:47Então, essa é uma questão a se observar.
05:50Hoje, o desempenho, por exemplo, quem está mais sofrendo é a Bolsa Americana.
05:54Ela saiu agora, estava caindo 2%.
05:58As Bolsas Europeias também sofreram um pouco ao longo do dia.
06:02A Bolsa Brasileira, ela estava até, sofreu um pouco, mas voltou a crescer.
06:08E esse bom desempenho, é isso que você falou, Vale, Bolsas de Telefonia.
06:13Por que a Vale tem um desempenho melhor do que algumas empresas do próprio setor,
06:20que fazem coisas muito parecidas com a Vale?
06:22Eu acho que por conta da representação que ela tem no Ibovespa.
06:26Então, isso também acaba determinando.
06:29Então, o Brasil ainda é um foco, ele atrai capital,
06:35porque é perspectiva de crescimento, perspectiva de eleição,
06:39perspectiva de mais crescimento à frente.
06:43Mas aí, o dinheiro que vem de fora vai aonde?
06:46Vai nas empresas maiores, nas empresas mais representativas.
06:50Então, vai em Vale, vai em bancos, vai em indústrias de telefonia mais representativas.
06:56Então, a gente consegue ter, deslocar, sair um pouquinho da história do mal dia de Estados Unidos.
07:02Por quê?
07:03Porque a gente tem uma história de crescimento que parece ser propício para esse ano,
07:07tem eleição no final do ano.
07:11Então, tem uma perspectiva de crescimento mais futuro.
07:13Mas o que que sai realmente, consegue sair desse movimento mais negativo do dia aí,
07:19nas principais bolsas do mundo?
07:21As empresas que têm uma representação de mercado maior aqui no Brasil.
07:26Não é todo mundo.
07:28Não são todas as ações.
07:29E se isso continuar dessa forma, né?
07:31Diríamos, estamos nessa situação e aí vem capital estrangeiro para cá,
07:36aposta em algumas empresas que já são mais fortes, né?
07:41Tem uma base melhor, mais confiança.
07:45Isso pode ser bom só para elas?
07:47A gente pode aí ver outras perdas sendo maiores em outros tipos, né?
07:52E qual um outro tipo de cenário, algum tipo de tarifa, por exemplo,
07:57colocada em algum lugar por Trump, reverteria esse jogo, né?
08:02Eu sei que fica difícil a gente até analisar com tantas pontas que se tem, né?
08:06E várias situações com países aí e Estados Unidos no meio.
08:12Mas a gente pode continuar ganhando como agora?
08:15O que poderia mudar?
08:17Bom, o que poderia mudar é realmente uma escalada mais séria, né?
08:24Nesses conflitos geopolíticos que a gente está vendo agora.
08:28Então, um cenário de guerra não é bom para ninguém, né?
08:31Então, mesmo que seja uma guerra distante da América Latina,
08:35isso pode reverter essa vontade, esse apetite por risco, né?
08:44Estava procurando a palavra aqui, pode reverter esse apetite por risco.
08:47Por que hoje o Brasil acaba recebendo bastante recursos como outros países emergentes?
08:53Porque ainda existe um apetite por risco no mercado mundial.
08:56A despeito do grau de incerteza que começou o ano bastante elevado.
09:00Ainda tem um apetite por risco e esse apetite por risco está procurando alguns países.
09:05O que pode mudar essa história e fazer com que ninguém ganhe é se realmente a gente tiver uma escalada bélica
09:11em alguma dessas tensões geopolíticas que a gente hoje tem aí no cardápio, né?
09:17Que está acontecendo pelo mundo.
09:20Então, isso pode reverter e, inclusive, nenhum país ser fonte recebedor de recursos, porque aí zera, né?
09:28O mercado entra num mood de aversão a risco e aí o que tem de...
09:35O capital acaba indo mesmo para os ativos livres de risco.
09:38Então, é mais demanda por ouro, mais demanda por prata.
09:42Isso se a gente caminhar para um cenário mais bélico.
09:45Por enquanto, se a gente fica por isso, eu acho que eu estava lendo uma explicação muito boa,
09:49parece que a leitura do mercado, por enquanto, é de que não tem uma escalada, né?
09:56O que você tem é, talvez, você consiga aí uma negociação, o Trump consiga o objetivo dele
10:01de trazer a zona do euro para negociar a Dinamarca, mas que não tem uma escalada.
10:06Que o próprio desempenho, a performance negativa do mercado faz com que o Trump desista
10:13de fazer uma escalada, seja contra a Groenlândia, ou contra a Venezuela, ou contra o Irã.
10:20Tem essa ideia, o mercado tem essa ideia que os preços de mercado e desempenho dos ativos
10:25faz uma autorregulação no grau de interferência que o governo americano quer fazer no mundo.
10:31Mas, isso a gente vai ter que observar.
10:33A gente não sabe.
10:34A gente vai ter que ver os próximos dias.
10:35Tomara que o Donald Trump tenha uma analista ao lado dele, como Tatiana Pinheiro,
10:40que ele pode perceber que quanto mais ele ataca, mais pode prejudicar ele mesmo, não é, Tatiana?
10:47O recado é bem claro e, aliás, muita gente do mundo comentando isso.
10:51Tomara que essa ideia chegue a ele, que ele assimile isso, né?
10:55Eric, com você.
10:56Exatamente, indo muito ao encontro que a Tatiana disse, o que você também falou,
11:02porque quanto mais ele fica nessa retórica dos planos para a Groenlândia,
11:07de tarifácio contra a Europa, há uma fuga, há uma aversão a ativos norte-americanos.
11:14O investidor deixa as treasuries, deixa inclusive o dólar e vem para o país emergente,
11:18como Tatiana também falou muito bem.
11:20E aí a Bolsa Brasileira acaba tendo um bom desempenho,
11:24porque atrai também esse fluxo de capital estrangeiro.
11:28Pablo Waller, muito obrigado, viu, pela sua participação.
11:31Agradeça também a Tatiana aqui e um ótimo fim de tarde, uma ótima noite para vocês.
11:38Agora a gente vai fazer uma rápida pausa e você não saia daí.
11:42Continue com a gente no Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC,
11:46líder mundial em negócios no Brasil.
11:48O Radar volta já.
11:50Tchau, tchau.
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