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No Fórum Econômico Mundial em Davos (SUI), a economia da Europa ganha destaque em meio à tensão provocada por Donald Trump sobre a Groenlândia. O professor Alexandre Chaia, do Insper e gestor da Carmel Capital, analisa as possíveis consequências econômicas e políticas para Europa e Estados Unidos, incluindo sobretaxas, impacto no comércio e a reação da Otan.

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Transcrição
00:00Falando do fórum de novo, um dos temas de maior destaque do Fórum Econômico Mundial
00:06é a economia da Europa, nas discussões dessa terça-feira.
00:10Só que os debates passaram a ter uma nova urgência, as ameaças de sobretaxação de Donald Trump,
00:17como forma de pressionar os países integrantes da OTAN a apoiar o projeto de dominação americana
00:25sobre a Groenlândia, em cima da Dinamarca, que é o país que comanda a Groenlândia.
00:33Eu chamo para uma conversa esclarecedora o Alexandre Chaya, que é professor do INSPER
00:38e gestor da Carmel Capital, a quem eu agradeço a presença aqui.
00:45A gente precisa começar com isso que, anos atrás, talvez fosse impensável.
00:50Uma tensão dos Estados Unidos, o maior país da OTAN, professor, com a própria OTAN, o que sobrou da OTAN.
01:01Professor Alexandre, os discursos de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia,
01:05pessoa que administra a burocracia da União Europeia, e o Emmanuel Macron, presidente da França,
01:12segunda maior economia europeia, um dos maiores pátios industriais da Europa Ocidental,
01:17hoje eles foram os dois categoricamente críticos a Donald Trump, ainda fizeram um discurso diplomático
01:25pedindo união.
01:27Pois bem, fazendo um exercício de futurologia, amanhã a gente vai ter a contrarresposta,
01:31que é o discurso do Trump em Davosco.
01:34O que a gente pode esperar?
01:36Hoje, dia 20 de janeiro, completa-se um ano do presidente Donald Trump no segundo mandato
01:43como líder dos Estados Unidos.
01:44A gente aprendeu bastante coisa nos últimos 12 meses, mas o que a gente pode esperar daqui
01:50para frente?
01:51Quase que num exercício de futurologia, ele pode vir a colocar em prática essa tensão
01:57militar, envio de tropas, proteção da Europa, sobretaxação dos países?
02:03Vamos ter mais um ano confuso, como tivemos em 2025?
02:08Obrigado pela participação aqui na nossa programação.
02:11Boa tarde mais uma vez.
02:12Boa tarde.
02:13A parte final é a mais fácil que tem.
02:16Vamos ter um ano confuso de qualquer jeito.
02:18Isso não tem saída.
02:20O Trump está cada vez mais dobrando a aposta.
02:22Apesar que, honestamente, todas as apostas que ele fez, tirando a questão do ICE e da parte
02:31dos imigrantes, que ele tem mantido uma pressão maior, mas também, voltando, ele faz uma pressão
02:38muito maior sobre estados democratas.
02:40Você vê que ele faz pouca pressão sobre estados republicanos, que tem muito viés político.
02:46O ICE, sem dúvida, está pressionando, está preocupado com esse negócio de imigrante, mas muito mais
02:53voltado a uma dominação do Partido Republicano e, por consequência, dele sobre a população
03:00americana.
03:01Então, ele está indo exatamente nos inimigos que ele considera importantes.
03:04Então, voltando à questão de Davos, acho que vai ser um ano complicado, como todos
03:10esse ano passaram, em diversas incertezas, diversos cumprimentos.
03:15É importante lembrar que o Trump, ele costuma voltar atrás em tudo que ele fala, tirando
03:20aí um pouco a situação que ele foi na Venezuela, que ele até foi às últimas consequências,
03:26mas foi uma consequência muito pequena.
03:29Ele, na verdade, não invadiu a Venezuela, ele já está um pouco menos, vamos dizer...
03:35Bélico.
03:37Bélico, boa palavra que fugiu.
03:38Bélico em relação à Venezuela.
03:40Ele só pegou o Maduro e trouxe e também conseguiu isso internamente, dizendo que está
03:45pegando um fugitivo da lei que não era o presidente.
03:48Então, ele normalmente volta atrás.
03:50Acho que a questão da Groenlândia, ele gostou do que ele fez, trouxe alguma repercussão
03:55positiva e, voltando, o Trump é midiático, ele só faz coisas que trazem repercussão para
04:01a imagem dele.
04:02E ele, com essa questão de força, de tentar pegar o Maduro, ele ganhou força e, com isso,
04:07ele está falando da Groenlândia.
04:09Acho que ele não vai tentar.
04:11Primeiro que eu acho que os militares americanos vão, de alguma forma, dissuadir ele, porque
04:15vai implodir a OTAN e tem uma internação muito grande dos militares americanos com os militares
04:21da Inglaterra, da França, do grupo da OTAN.
04:25Até porque os Estados Unidos têm base em tudo quanto é lugar, então, se ele tiver que
04:28fazer, naturalmente eles vão expulsar os americanos das bases que eles têm.
04:31E aí ele vai ter que entrar em guerra, não só para pegar a Groenlândia, mas começar
04:34com todos os países da Europa, que vão se unir para proteger.
04:37Então, acho que o Trump está jogando, está tentando pressionar.
04:40Acho que a Europa foi forte dizer, olha, a gente vai reagir.
04:45Apesar de a gente ter um poder bélico menor, a França e a Inglaterra são países com
04:52bomba atômica, então eles também são potências nucleares que podem também, de alguma forma,
04:57se colocar na mesa com algum poder de fogo contra os Estados Unidos.
05:01E eu acho que no final eles batem e depois falam, não, mas o objetivo não é chegar aos
05:07extremos, a gente ir até o final, mas já colocando uma posição bem firme na Europa.
05:12E com isso a Europa vai realmente começar a pressionar economicamente mais os Estados
05:17Unidos, que eu acho que vai acontecer esse ano.
05:19Eu acho que a Europa vai cada vez mais se afastar e com isso os outros parceiros
05:23econômicos dos Estados Unidos vão começar a ver que realmente não tem condição de
05:27manter na presidência do Donald Trump, eu não sei se para frente, com novos presidentes,
05:32uma nova reformulação do governo, essa relação de comércio com os Estados Unidos.
05:37Estados Unidos vai cada vez perder mais parceiros comerciais.
05:39Pois é, professor Alexandre, quando a gente fala de guerra, a gente não vai só na guerra
05:44física, né?
05:45Aqui eu preparei um gráfico para a gente entender essa guerra comercial.
05:49que sempre tem consequências.
05:52Só para a gente entender, por exemplo, os bens vendidos aos Estados Unidos a partir de
05:57grandes potências aí da Europa Ocidental, não só necessariamente da zona do euro, porque
06:02os ingleses também estão nessa conta.
06:05Mas de 1,5 trilhão de euros exportados pela Alemanha, 10% vai para os Estados Unidos.
06:15Os ingleses, por exemplo, 14% vai para os Estados Unidos, seria o país mais exposto em caso uma
06:28nova sobretaxação prometida pelo Donald Trump.
06:33E voltando a falar da França, segundo a maior economia da zona do euro, da Europa, 8% das exportações
06:40francesas vão exclusivamente para os Estados Unidos.
06:43Aqui tem outros países, países baixos, Noruega, Finlândia, mas esses três são os mais
06:49importantes.
06:50Eu queria voltar a falar aqui com o professor Alexandre, diante desses números que eu mostrei,
06:55é o seguinte, professor Alexandre, quando a gente fala de guerra comercial, a moeda tem
07:00dois lados, também haveria um prejuízo americano, porque o Donald Trump chegou a falar 200% em cima
07:08de sobretaxação, por exemplo, a produtos franceses.
07:14Aí estamos falando de vinhos, autopeças, aviões da Airbus, quer dizer, também de novo
07:21a gente vê uma ranhura, um potencial prejuízo para os Estados Unidos.
07:26O tal do taco, quando Trump always chicken out, que ele sempre é a covarda, ele sempre dá
07:32para trás, a gente pode estar vendo de novo mais uma promessa vazia, levando em consideração
07:38que mais um tarifaço a parceiros comerciais importantes acabam gerando prejuízos internos
07:46nos Estados Unidos?
07:47Sim, acho que sim, acho que ele vai recuar de alguma forma, ele diz que vai botar tarifa
07:53e no final o tarifa virou moeda de troca para o Trump, ele não faz uma política de longo
07:59prazo realmente de tentar trazer as empresas para dentro dos Estados Unidos, porque ele
08:04vai e volta, vai e volta e então empresários não investem nos Estados Unidos, porque sabem
08:08que pode ser que daqui a três meses ele volte atrás e tudo volte à situação anterior
08:13e não vale a pena investir nos Estados Unidos, tem um custo mais alto.
08:16Acho que ele vai voltar, obviamente eu espero, não achar, na verdade, o que vai sair
08:22da cabeça do Trump, como eu falei no início, vai ser um ano também complicado, mas eu
08:26acho que ele volta porque, e aí é um ponto importante, o primeiro ano dele, ele poderia
08:31estar fazendo mais pressão para poder de alguma forma ter ganhos, o segundo ano, principalmente
08:36a partir agora do segundo trimestre, qualquer tributação, qualquer tarifa, qualquer custo
08:43adicional que recaia sobre o mercado americano vai impactar em aumento de preço, em aumento
08:48de preço, numa eleição de meio de mandato, pode ser o final de um processo que já está
08:54muito desgastado, o Trump tem índice de popularidade muito baixo, então ele está
09:00querendo fazer algum tipo de atitude e talvez essa atitude de força, que quer mostrar que
09:07ele quer a Groenlândia, tem um pouco a ver também com a eleição de meio de mandato,
09:11mas eu acho que ele volta atrás porque se começar a pesar muito o custo da produção
09:17nos Estados Unidos, da venda nos Estados Unidos, ele vai ter que ecoar porque ele está tendo
09:21a fazer tudo com o petróleo, o que ele quis com a invasão da Venezuela é mostrar a
09:24americanos, vou reduzir o custo do petróleo, só que ele não conseguiu convencer nem as
09:29empresas petrolíferas americanas a investir na Venezuela, então ele não está conseguindo,
09:34então tudo que ele tenta fazer, no final das contas tem o objetivo político, mas não está
09:38conseguindo gerar resultado concreto. Olha, professor Alexandre Chay, a gente tem agora
09:44a oportunidade de entender um pouco melhor, eu agradeço aqui a nossa conversa.
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