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O namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo por suspeita de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC), já havia sido preso em Roraima por envolvimento com a facção criminosa. Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, foi detido em 2021 durante uma investigação da Polícia Federal, acusado de tráfico de drogas e organização criminosa. Segundo relatórios de inteligência, ele teria sido enviado de São Paulo para Roraima com a missão de apoiar e reorganizar a atuação do PCC no estado. Atualmente solto, Jardel chegou a acompanhar Layla em sua posse como delegada, em dezembro do ano passado, o que agora amplia a repercussão do caso.

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Transcrição
00:00A gente já abre essa edição com informações, atualizações também sobre aquele episódio da delegada Alayla Lima Ayub
00:07presa por envolvimento com um dos chefes do primeiro comando da capital, o Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos.
00:14Conforme as investigações, o namorado dela é braço forte da facção e era responsável pelas armas e drogas do PCC.
00:22O detalhe que chama a atenção é que durante a cerimônia de posse no Palácio dos Bandeirantes,
00:27em que a delegada então foi empossada no cargo, ela estava com esse namorado.
00:33E aí as investigações começaram pelo que a gente pôde apurar.
00:37A nossa bancada hoje completa aqui com o Mano Ferreira, Maria De Carli, que estava meio subidinha,
00:41curtindo férias em Salvador, Jess Peixoto e Matheus Tolentino para repercutirmos os principais assuntos do Brasil e do mundo.
00:49A gente já fez um abre-alas aqui sobre alguns deles, mas a gente então começa essa edição falando
00:54sobre as últimas atualizações envolvendo essa delegada e a ramificação do crime organizado que vai se espalhando
01:02e até mesmo um abuso de estar ao lado de integrante do PCC como sinal de que, olha, nada vai acontecer comigo
01:09e por isso eu o trouxe na minha cerimônia de posse. Mano Ferreira.
01:13Pois é, David, essa história mostra pra gente como precisamos melhorar a forma de criar
01:20uma blindagem para infiltração do crime organizado no Estado brasileiro.
01:26Porque a gente precisa pensar como aperfeiçoar o processo de averiguação do histórico do candidato
01:36antes da posse para evitar situações como essa. Nesse caso, ainda bem que não demorou tanto assim
01:43da posse para a averiguação correta e a prisão. Mas chama a atenção a respeito do nosso processo
01:52de aceite de concursados no concurso da polícia civil, nesse caso, mas poderia ser também na polícia militar.
02:00A gente precisa entender o que é que precisamos aperfeiçoar no processo para evitar que alguém
02:06com conexões com o crime organizado acabe ingressando nos quadros de uma carreira tão importante
02:13para a segurança pública.
02:15Pois é, a gente tem visto episódios recorrentes acontecendo não só aqui em São Paulo,
02:18mas nos mais diferentes cantos do Brasil. Tem também a prisão de seis policiais militares do BAEP,
02:24o esquadrão de elite da polícia militar envolvidos ali também numa morte de um lobista.
02:29Então, tudo isso, desde a semana passada, a gente tem acompanhado e tem causado preocupação,
02:33porque uma das principais pautas para as eleições de 2026 será a segurança pública.
02:37Até que ponto a gente tem ali um sistema para evidenciar esses casos e esses envolvimentos de Aspeixoto?
02:44Eu acho que o investimento precisa ser tecnológico também. Eu acho que existe uma questão aqui
02:50que é, por exemplo, o tempo que se leva de uma investigação de um sujeito como esse
02:56em relação a uma figura de uma delegada recém-impulsada, embora o mano esteja correto não tenha sido tão alto,
03:02poderia ser bem mais direto e bem mais objetivo, ainda mais num universo de inteligência artificial.
03:09O mesmo diz respeito à própria lógica de investimento do crime organizado
03:13em figuras que podem vir a se tornar profissionais da área de segurança pública,
03:18e não só profissionais da área de segurança pública, políticos e tantas outras categorias,
03:23porque eles estão investindo antes, eles estão sonhando com essas pessoas adentrando
03:30e estando ali presentes dentro do sistema público.
03:32Então, este tipo de investimento que está acontecendo, ele precisa não só ser coibido,
03:37mas nós precisamos dessas investigações para direcionar com mais facilidade as punições serem mais rápidas,
03:44porque senão é a mesma tão frequente sensação de impunidade que deixa isso seguindo de bom tom sempre.
03:51Maria de Carli, qual a sua avaliação diante de tantos contextos que a gente tem trazido,
03:56de pessoas então envolvidas, as forças de segurança com o crime organizado?
04:01Eu acho que é interessante aqui pegar o ano no carona numa coisa que você falou em relação à pauta das eleições,
04:06e é verdade, David, um a cada cinco brasileiros se preocupam com a segurança no Brasil.
04:10O termo insegurança e medo já fazem parte do vocabulário do dia a dia da população brasileira.
04:15E aqui eu pego um pouco do que os meus colegas disseram, o Mano falou sobre a questão de investigar
04:19quem é que adentra esses concursos públicos, fazer um processo de due diligence,
04:23como é chamado assim no setor privado.
04:26A Jess falou bem a questão da tecnologia importantíssimo,
04:29e a própria autocontenção dos que ingressam no funcionalismo público.
04:33Afinal, é um pretexto muito importante, inclusive no nosso jurídico brasileiro,
04:37que não está acontecendo.
04:38Mas é importante sim todos esses equipamentos e tecnologia e investir na nossa força policial,
04:45na nossa força de inteligência, porque afinal de contas aparece,
04:49e eu vou falar algo bem polêmico aqui, que o crime compensa no Brasil,
04:52porque você consegue ganhar mais do que muitos dessas forças policiais
04:55que não têm as suas profissões valorizadas.
04:57E, pasmem, um crime organizado no Brasil faturou em 2025 cerca de 300 bilhões de reais.
05:02É uma empresa muito lucrativa, que consegue aí ter cargos altos,
05:06como o que era do namorado dessa aí infeliz policial civil que foi aprovada no concurso.
05:12Pois é, e o histórico dela, né, era acima de qualquer suspeita,
05:15porque ela já tinha sido policial militar pelo Espírito Santo,
05:18depois se mudou para o Pará, aí teria começado esse relacionamento,
05:22e depois passou no concurso público aqui para ser delegada em São Paulo.
05:25Então, a investigação social, muitas vezes, como o Mano bem trouxe, né,
05:29ela não foi conduzida assim de uma forma que, olha, ela é suspeita de algo,
05:34porque ela já tinha sido policial, já tinha feito parte das forças de segurança.
05:39Então, automaticamente, Matheus, o que a gente percebe é que as pessoas,
05:43por mais, às vezes, que tenham um bom currículo,
05:46elas podem, sim, estar envolvidas com o crime organizado.
05:50Infelizmente, é uma notícia que não é novidade, né, David?
05:53A gente percebe que as facções estão organizadas,
05:55não falta estrutura, não falta dinheiro, não faltam pessoas para cursarem faculdades
06:01e serem conduzidos a mando dessas facções.
06:05Por isso que a gente precisa ter leis punitivas, leis mais duras,
06:09para que essas pessoas não permaneçam no serviço público,
06:11não só no pré, como o Mano falou, antes da posse,
06:15mas também um acompanhamento, uma investigação social
06:17na carreira desses servidores públicos.
06:19Não, e uma coisa também que a gente tem percebido, né,
06:22que antes, aqueles grupos que eram considerados incorrompíveis,
06:27ou seja, que não realmente contribuíam com o crime organizado,
06:30como policiais da Rota, que a gente viu no passado acontecendo
06:33o esquadrão máximo da Polícia Militar,
06:36que alguns deles foram envolvidos ali
06:38e até mesmo presos por envolvimento com o crime organizado,
06:41agora também do BAEP, que é o esquadrão de elite também da Polícia Militar,
06:46foram presos durante esse fim de semana
06:49com envolvimento na morte de um lobista.
06:51Então, de que forma que a gente pode combater isso,
06:55porque está uma infiltração cada vez maior
06:57em relação ao contexto das forças de segurança
06:59e o crime organizado?
07:00Eu vejo essa questão a partir de dois eixos, David.
07:03O primeiro é a regulamentação mais rígida
07:07de um código de conduta e compliance
07:09por parte de funcionários públicos.
07:12Eu até estenderia que não serve apenas para a polícia, tá?
07:15Mas como a gente está debatendo aqui
07:17a carreira policial, é fundamental, por exemplo,
07:21que a gente tenha muita clareza na distinção
07:24a respeito do que é um bico permitido
07:27ou proibido para policiais.
07:29Porque o que a gente tem hoje
07:31é um cenário de vista grossa.
07:33Em tese, o policial não pode fazer nenhum bico hoje,
07:37segundo o seu código de conduta.
07:39Mas o que acontece é que, muitas vezes,
07:42policiais fazem bico, sim, no seu horário de folga
07:46e a corporação finge que não vê.
07:49E esse fingir que não vê é terrível
07:52porque abre justamente brechas
07:54para que o contratante, eventualmente,
07:57seja um criminoso, como já vimos acontecer.
07:59Inclusive, naquele caso famoso do Vinícius Gritman
08:02no aeroporto.
08:04Então, a gente precisa fortalecer
08:08e regulamentar um código de conduta
08:11que seja muito claro.
08:13E, em paralelo,
08:14temos que fortalecer também a corrigedoria da polícia
08:17para que apure todos os casos
08:19de desvio de conduta de policiais.
08:22Isso é essencial.
08:24E não se trata de tratar o policial
08:26como suspeito a priori,
08:28como muitas vezes se coloca.
08:29Mas de blindar e fortalecer,
08:32de valorizar justamente a importância
08:34da polícia não ter infiltração de criminoso.
08:38Eu acho que o que o Mano falou aqui
08:39é a questão da valorização do profissional.
08:41Eu, como estudo muito políticas públicas,
08:43tenho a oportunidade de conversar
08:44com muitas pessoas que são do policiamento
08:46tanto militar até com as guardas civis
08:49que são consideradas polícia,
08:51tem esse debate todo.
08:52E muitos falam a questão da valorização do profissional.
08:54É muito importante, gente.
08:55É verdade.
08:56E a rotina dessas pessoas,
08:58desses policiais,
08:59desses agentes de segurança,
09:00não é fácil, não.
09:01Muitos ficam a bordo
09:03de ter um colapso emocional
09:04porque é muito complexo.
09:05Então, um suporte na carreira,
09:07um suporte emocional e psicológico
09:08também é muito importante
09:10para entender o que esse profissional
09:12está precisando
09:12porque é da nossa segurança
09:14que é um preceito básico
09:15de nós como cidadãos,
09:17dos direitos de ir e vir.
09:19Então, é ter esse olhar também
09:20mais cauteloso
09:21para a valorização do profissional.
09:22Obrigado.
09:23Obrigado.
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