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Ao menos 5 mil pessoas morreram em decorrência da repressão aos protestos no Irã, segundo informações divulgadas pela agência Reuters. As manifestações, que já duram mais de 20 dias, pedem o fim do regime dos aiatolás, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979. Cristiano Vilela e Roberto Motta comentaram.

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Transcrição
00:00E agora a Europa, o destaque de hoje do Luca Bassani.
00:05Diretamente do Irã, novas informações sobre o número de mortos das manifestações.
00:10De acordo com uma das fontes ligadas ao governo, foram mais de cinco mil pessoas que morreram entre manifestantes e também forças policiais.
00:21Tudo isso naquele contexto que nós trazíamos durante a última semana de manifestações talvez das mais intensas em 20 anos no país, que vive uma crise econômica generalizada.
00:33Afinal, o real iraniano perdeu 50% do seu valor no ano passado, mais de 40% de inflação, 70% de inflação de alimentos e o próprio regime muito repressivo às liberdades individuais.
00:46Os números ainda são um pouco dispares, afinal, há fontes que falam em 3.400, 4.000 pessoas mortas, outros falam em 5.000 e até mesmo ONGs e agências independentes colocam a cifra em 12.000 pessoas mortas.
01:03Neste balanço que, com certeza, demorará um tempo para ser precisado, considerando que foram mais de 200 horas de bloqueio de internet.
01:13Aquele blackout digital que deixou os iranianos sem informação do mundo exterior para desmobilizar os manifestantes.
01:19Uma das alternativas encontradas pelo regime dos ayatollahs, além de 20 mil pessoas presas.
01:26O temor agora é que, durante esse período em que os holofotes da comunidade internacional, da imprensa mundial, se voltem para fora do Irã,
01:35que aquelas execuções que estavam prometidas e foram desconsideradas possam voltar a acontecer.
01:42Já que o governo iraniano atribui esse alto número de mortes, dessa insurreição, segundo eles,
01:50a agentes infiltrados externos dos Estados Unidos e de Israel, que teriam utilizado desse cenário de caos econômico
01:57para impulsionar os manifestantes a serem violentos.
02:02Algo que, por enquanto, obviamente, não segue categorizado de forma oficial por agentes imparciais,
02:10mas que mostra essa fissura ideológica neste país, de mais de 90 milhões de pessoas,
02:15e que, com certeza, é um dos grandes players da geopolítica no Oriente Médio.
02:20Atualmente, não há mais manifestações acontecendo no mesmo volume,
02:25mas a preocupação é que aquelas execuções de centenas de pessoas que haviam sido prometidas
02:30possam acontecer, uma vez que a gente não está falando diariamente sobre isso, Nonato.
02:35Pois é, e fora que essa questão da comunicação, muita gente fora do Irã tem parentes por lá,
02:40não consegue falar com os seus entes que continuam lá no país persa.
02:44Agora, Luca, o presidente iraniano, Massoud Pesedkian,
02:47avisou que qualquer ataque contra o líder supremo do país, o Ali Khamenei,
02:53será, então, considerado uma declaração de guerra.
02:57Ou seja, volta a aumentar essa tensão, essa fervura.
03:02O que dá para a gente esperar?
03:04Qual é a expectativa em torno desse assunto?
03:06Lembrando também que alguns países pediram para que o Trump no ataque,
03:08caso da Arábia Saudita, né?
03:11Exato.
03:12Tudo isso faz parte do contexto de troca de farpas durante o último final de semana.
03:16Afinal, os Estados Unidos também mobilizaram um dos seus porta-aviões,
03:20que estava no Oceano Atlântico, para a região do Oriente Médio,
03:23dando indícios que ficarão de prontidão e poderiam até mesmo realizar ataques ao Irã
03:28ou até mesmo ao líder supremo.
03:30Neste sentido, o presidente do país, Massoud Pesedkian,
03:34disse que qualquer ataque ao líder supremo Ali Khamenei
03:37significaria uma declaração total de guerra
03:40e que engajaria todas as forças militares do país contra os Estados Unidos
03:44e as suas bases militares pelo Oriente Médio.
03:48Nesse sentido, a gente vê que há também uma troca de ofensas,
03:53já que Ali Khamenei disse que Trump é um criminoso
03:56e Donald Trump disse que o governo dos ayatollahs perde muito tempo
04:00em resolver as questões econômicas matando manifestantes,
04:04e que seria bom uma troca de regime.
04:06Ali Khamenei é o segundo ayatollah,
04:08o segundo líder supremo da República Islâmica,
04:11que assumiu em 1989, depois da morte do ayatollah Khamenei,
04:17e ele atualmente tem 86 anos governando o Irã com mão de ferro
04:23e tendo uma política bastante ortodoxa
04:27no que diz respeito ao segmento da lei da charia islâmica xiita
04:32e também à repressão de qualquer tipo de influência ocidental.
04:37Óbvio que esse assunto não é dado como resolvido,
04:39a gente sabe que o Irã, até pelo seu programa nuclear,
04:42por ter seu sistema de próxis, de procurações,
04:46vários grupos financiados, acaba sempre voltando aos noticiários
04:49e nós ficaremos de olho como essa situação poderá se resolver,
04:53por hora, mais uma pausa neste conflito entre estes dois países,
04:58Estados Unidos e Irã.
04:59É isso. Obrigado, viu, Luca Bassani.
05:02É assunto para a gente trazer aqui os nossos analistas.
05:04Cristiano Vilela e Roberto Mota estão com a gente nesta manhã
05:07comentando os principais temas.
05:09Vou começar por você agora, Mota.
05:11Como é que você está vendo esse cenário todo lá no Irã,
05:14de comunicação desligada,
05:17muita morte, a gente não sabe o número exato,
05:20até porque não se tem uma comprovação mais independente dessa história toda.
05:24A Arábia Saudita preocupada lá com o Estreito de Orbus pedindo para que o Trump não ataque,
05:30porque isso prejudicaria o comércio de petróleo internacional,
05:34mas, de qualquer modo, mostrando uma revolta da população,
05:36não só com a economia, mas também com o próprio regime.
05:40Será que a gente corre o risco de ter um novo ataque americano por lá
05:43e uma conflagração ali no Oriente Médio, ou Mota?
05:47Eu acho inevitável, Nonato,
05:51porque a situação do Irã é uma bomba relógio,
05:55é uma situação insustentável.
05:58O mais revoltante disso tudo
06:00é a indiferença da maioria dos países
06:04em relação ao que está acontecendo no Irã.
06:09Cinco mil pessoas mortas.
06:11Quantas pessoas precisam morrer no Irã
06:15para que o mundo resolva fazer alguma coisa?
06:20A gente só vê os Estados Unidos,
06:23Donald Trump,
06:25pensando em tomar alguma iniciativa contra o Irã,
06:28mas e o resto do mundo?
06:30Onde estão os regimes de esquerda do mundo
06:34que se dizem tão defensores dos direitos humanos e das minorias?
06:39O que está acontecendo no Irã só vai piorar
06:44até que o mundo resolva fazer alguma coisa a respeito.
06:49O Vilela Mota disse que
06:52a perspectiva é que esse conflito só tende a piorar
06:58se o mundo não fizer algo.
06:59Na sua avaliação, quais possíveis reações internacionais
07:03possam vir, possam existir,
07:07caso esse conflito tenha uma escalada?
07:11Quando se trata do Irã,
07:13é um Estado nacional que tem uma grande força regional
07:17e uma capacidade de reverberar determinados temas
07:20por diversos outros países da região.
07:24Então, naturalmente,
07:25uma grande conflagração como essa,
07:29que a gente já tem visto em território iraniano,
07:31agora o aumento e fazer com que isso eventualmente
07:34venha a esticar aí por um longo período,
07:37pode realmente ter um papel de fazer com que
07:40outras situações análogas a essa
07:43acabem surgindo em países vizinhos.
07:45O que, de fato, pode levar realmente
07:48aquela região a um contexto bastante difícil
07:51do ponto de vista político.
07:53Nós temos um regime iraniano
07:55que a força tenta se manter forte,
07:58tenta se manter no poder,
07:59e que vem levando aí realmente
08:01um número bastante significativo de vítimas
08:04em diversos opositores
08:08que se colocam,
08:10que se posicionam contra o regime iraniano.
08:13Eu vejo que nesse sentido
08:14cabe à comunidade internacional
08:16para evitar uma matança ainda maior,
08:19uma agressividade ainda maior
08:21e danos talvez irreversíveis,
08:24cabe à comunidade internacional
08:25buscar assentar a mesa,
08:26buscar o diálogo, buscar intermediar
08:29um diálogo, intermediar essa relação.
08:31Porque, caso contrário,
08:33a gente, infelizmente, pode acabar assistindo
08:35uma piora bastante significativa nesse relato.
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